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quinta-feira, 8 de junho de 2017

MADAM SECRETARY - os EUA vistos por quem manda


Madam Secretary é uma série americana da CBS que se estreou nos Estados Unidos em setembro de 2014 e que por cá também pode ser vista por Cabo. Retrata a vida de uma ex-agente da CIA que é nomeada secretária de Estado da Defesa pelo Presidente dos EUA. Essa personagem é uma óbvia alusão a Hillary Clinton, então secretária de Estado. 



Importa ver para lhe identificar caracteristicas e propósitos. Criada por Barbara Hall, Lory McCreary e Morgan Freeman, a série em terceira ou quarta temporada procura criar um realismo que surge forçado, de uma governante que comanda a diplomacia internacional e ao mesmo tempo tem uma vida pessoal e profissional digna de registo. O conjunto aparece como inverosímel, com grandes temas internacionais abordados em simultaneo com a vida do dia-a-dia.

O objectivo da série é claro, para além da tentativa (falhada, ao que se viu) de promover Hillary Clinton. Tratava-se de "normalizar" a vida politica americana, de a "humanizar", retirando-lhe os lobis, os milionários, as grandes empresas, os grandes negócios, e acrescentando-lhe episódios tão subtis ou glamorosos como as panquecas queimadas ou os joggings em parques e jardins.

Nada do que é verdadeiramente polémico na vida internacional é retratado. A protagonista da série actua como se fosse realmente a secretária de Estado da Defesa de Bush, de Clinton, de Obama ou de Trump. A visão dos Estados Unidos como líder do mundo, uma visão messiãnica, egocêntrica, eivada de superioridade histórica, e um mundo que quando se opõe á retórica e á praxis americana "leva". Os outros são sempre corruptos, fingidos, estúpidos, indesejados sejam franceses, russos, chineses, terroristas ou idealistas. Os dirigentes americanos são perspicazes, inteligentes e superiores.

O maniqueismo da série da CBS serve para doutrinar pequenas elites no resto do mundo. Não chega para capacitar as grandes massas num projecto de afirmação e soberania. 

CR

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