um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quarta-feira, 31 de maio de 2017

FRASE DO DIA

“O euro criou um sistema divergente, onde os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres”

JOSEPH STIGLITZ, PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA
31 DE MAIO DE 2017

terça-feira, 30 de maio de 2017

as/os esposas/os consortes


A fotografia surgiu no final da Cimeira da NATO. Alguns perguntarão: porquê a fotografia? Que representam estas pessoas? Nada. Claro que podiamos dizer que era a Trump, a Rainha e as outras. Á espera das decisões bélicas da Cimeira. Coitadas! Ansiosas pelas compras, tão ansiadas... O senhor da gravata é ... a prova provada que até nos confrontos bélicos, a arma pode ser...

A NATO é uma organização "moderna". Integra islamitas, protofascistas e até pacifistas. Ah e os vestidos das consortes são iguais a uns á venda na feira de Carcavelos.

CR

Ladrões de Bicicletas: Manifesto a favor do uso da palavra "Esquema"

Ladrões de Bicicletas: Manifesto a favor do uso da palavra "Esquema": Na sessão parlamentar de anteontem, em que foi ouvido o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos Paulo Ralha , a deputada do C...

domingo, 28 de maio de 2017

Sugestão de filme - Ninguém Quer a Noite



Coprodução  Bulgária, Espanha, França | Drama | 118′
  • Atores: Rinko Kikuchi, Juliette Binoche, Gabriel Byrne, Velizar Binev, Matt Salinger
Groenlândia, 1908. Josephine Peary (Juliette Binoche) é uma expedicionária que viaja ao Polo Norte em busca de seu marido, desbravador. Dona de fortes convicções sobre a vida e o seu trabalho, ela muda por completo sua visão do mundo após um inesperado encontro com a esquimó Allaka (Rinko Kikuchi).

Canção do Tempo - Luanda Cozetti e Mafalda Arnauth



Cançao do tempo (JC Ary dos Santos/F Tordo)
"Para um tempo que fica
Doendo por dentro
E passa por fora
Para o tempo do vento
Que é o contratempo
Da nossa demora
Passam dias e noites
Os meses...os anos
O segundo e a hora
E ao tempo presente
É que a gente pergunta
E agora...e agora
Tempo
Para pensar cada momento deste tempo
Que cada dia é mais profundo e é mais tempo
Para inventarmos outro tempo menos lento
Tempo
Dos nossos filhos aprederem com mais tempo
A rapidez que tem de ser o pensamento
Para nascer, para viver, para existir
E nunca mais verem o tempo fugir..."

sábado, 27 de maio de 2017

ADEUS, CAMARADA!


Miguel Urbano Rodrigues
2-8-1925 --27-5-2017





      Jornalista, escritor e militante comunista, Miguel Urbano Rodrigues faleceu este sábado.
Tinha 91 anos. 

http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/miguel_urbano_rodrigues1.jpg?itok=6ggrXhzJ






Filho de Urbano Rodrigues e irmão do escritor Urbano Tavares Rodrigues, deixa mais de uma dezena de livros publicados em Portugal e no Brasil, de ficção mas também textos políticos, além das reportagens que fez em vários pontos do mundo.  
Foi jornalista do Diário de Notícias, entre 1949 e 1956, e chefe de redação do Diário Ilustrado, entre 1956 e 1957. Durante a ditadura exilou-se no Brasil, onde ocupou o cargo de editorialista de O Estado de S. Paulo e editor internacional da revista brasileira Visão.
No segundo tomo de memórias, intitulado O Tempo e o Espaço em que vivi - II Revolução e Contra-Revolução na América Latina, recorda o interrogatório a que foi submetido na sede da polícia militar brasileira, Operação Bandeirante (Oban), para concluir que manter a dignidade como cidadão, na fidelidade aos seus princípios e ideais, foi o pior desafio que enfrentou. 
Após a Revolução de Abril regressa a Portugal, torna-se chefe de redacção do Avante! e a seguir director de Diário.
Foi presidente da Assembleia Municipal de Moura, terra alentejana que o viu nascer, entre 1977 e 1978, deputado à Assembleia da República pelo PCP, entre 1990 e 1995, tendo ainda pertencido à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e da União da Europa Ocidental.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

HISTÓRIA DE AMOR COM FINAL TRÁGICO


Não iam sequer a grande velocidade. Rodavam na casa dos sessenta, o que, sendo ligeiramente excessivo, não se poderia considerar condução perigosa atendendo ao piso seco, à estrada quase deserta, ao pouco volume de tráfego e à boa visibilidade.
Ela de saia comprida e blusa larga, que o tempo estava quente a convidava à frescura no vestir, ele de calças de ganga velhas e polo desbotado, evidenciando desleixo ou quero lá saber.
Ambos jovens, aí uns trinta a poucos, talvez e muitos, para o caso não interessa.
Não haviam trocado uma única palavra desde o início da viagem, nem o iriam fazer.
No rádio tocava uma música delico-doce irritante e sem sentido, qualquer coisa como vou querer-te para sempre e porque é que me traíste, acompanhada por um violino pouco plangente e um coro carpideiro e duas oitavas acima, mas nem um nem outro se atreveram a baixar o som ou a desligar o aparelho. 
A linguagem corporal adensava o ambiente opressivo, ele uma mão na roda da direcção e a outra fincada nas mudanças, medindo cada centímetro para não invadir o espaço dela, ela encostada à sua porta como que fugindo do próprio ar que ele respirava.
Não se olhavam, antes fixavam pontos imaginários no horizonte montanhoso e solarengo.
Era domingo, iam almoçar a casa da mãe dela. 
Em que mar de águas fétidas tinha desaguado o caudal, ora tumultuoso de paixão, ora sereno de carinho, do amor que tinham outrora sentido? Em que pântano lamacento se tinham atolado tantas juras, tantos projectos, tanta ânsia de vida em comum? Há quanto tempo se não abraçavam naquela partilha de eflúvios e sensações em que noutros tempos se perdiam, se maravilhavam e se descobriam? Que era feito das suaves caminhadas à beira mar, mão na mão, riso fácil, partilha de alegrias?
Travou com violência perante a bola vermelha e verde que se atravessou ao caminho, à espera da previsível criança que a perseguiria, retomou a marcha quando a previsão não se materializou.
Escondeu a angústia que lhe trepava pelo corpo numa crispação tenaz de mãos à volta do volante, ela fez o mesmo voltando-se para a janela para ocultar a lágrima furtiva e insistente.
Ele pensou “ como chegámos aqui? Que mal nos fizemos para tamanho e tão magoado descaminho? “ , ela pensou “ nem um pequeno esforço fizeste , que vai pensar a minha mãe quando lhe apareceres de calças sujas e camisola num fio de tanto uso ?“ Exagerava . As calças não estavam sujas.
Ele pensou “ quando começámos a afastar-nos, o que originou este desinteresse, este alheamento?”, ela pensou “ mudaste tanto, tu, o que dantes me davas em atenção e ternura agora mo ofereces em indiferença e sossego podre “ , ele esperançoso “ espero que o almoço não seja aquele lombo de porco duro como um corno e cheio de óleo rançoso que eu odeio “ , ela vingativa “ espero que o almoço seja aquele lombo de porco duro como um corno e cheio de óleo rançoso que tu odeias “ , ele suspiroso “ quinze minutos de conversa , uma hora para comer , mais meia para mais treta , às três já devemos estar de volta “ , ela concordante “ daqui a duas horas já podemos regressar “ , ele pesaroso “ estou tão cansado “ , ela prática “ por este andar vamos atrasar-nos “ , ele desanimado “ se ao menos tivesse um emprego de jeito para não andarmos a contar tostões no fim do mês “ , ela cáustica “ que falta de ambição , trabalhares no turno da noite duma bomba de gasolina “ , ele iludido " será que ainda temos um futuro , tu e eu ? " , ela exasperada " porque não falas comigo , porque te escondes nesse mutismo teimoso e enervante ? " , ele saudoso " e no entanto houve um tempo em que fomos felizes " , ela desconfiada " andarás tu com mais alguém ? " , ele aliviado " estamos a chegar " , ela convencida " melhor do que eu nunca tu vais arranjar meu menino " .
Tudo se passou muito rapidamente.
Duas moscas esverdeadas, unidas em cópula ardente e vigorosa, vieram embater no vidro do automóvel.
Ele abrandou, virou na primeira à direita, estacionou em frente à casinha branca com flores na varanda, à porta da qual se encontrava uma mulher já de idade. A filha sorriu-lhe, ele menos, a senhora retribuiu a cada um com a mesma intensidade. 
Da mala tiraram o bolo de chocolate, já meio amolecido, que tinham comprado na confeitaria da esquina. Cumprimentaram-se com beijinhos na face, da cozinha emanava um cheiro a carne de porco embebido em óleo rançoso.
Entraram os três, fecharam a porta.
Cá fora jaziam os dois apaixonados, as vidas cruel e precocemente ceifadas no acto supremo e pleno de consumação do seu amor, esmigalhadinhos no jazigo liso e frio do limpa pára-brisas.

António Jorge
Parte superior do formulário


Hoje é Trump que dança


Ontem era Bush que dançava


terça-feira, 23 de maio de 2017

MAIS UMA VEZ! QUANDO SERÁ QUE APRENDEMOS A IDENTIFICAR OS CULPADOS, EM VEZ DE CUSPIR PARA O AR?

Mais uma vez o terrorismo ressurgiu nas nossas vidas, matando 22 pessoas em Manchester. Vamos conhecer com detalhe e emoção os factos. Julgo que seria mais importante refletir sobre as causas.  Não, não foi decididamente o Irão, a Coreia do Norte, a Venezuela ou a Rússia, quem armou, patrocinou ou deu suporte ideológico ou confessional a esta atividade criminosa. Não são estes países “proscritos” pelo Ocidente a “fonte” de bombistas-suicidas, sem respeito pela vida própria ou alheia. Não serão as suas capitais locais de regozijo pelo sucedido. Digam o que disserem Trump, e os idiotas mais ou menos similares a Trump que falam de ameaças nucleares, e em “ditaduras”, a realidade mostra que na Síria, como no Irão, na Venezuela, ou em Cuba, o Poder não é ameaça aos povos ocidentais, antes pelo contrário resiste com firmeza á barbárie que nos contaminará a todos. Não, não é em nome de Assad , ou de Putin ou de Kim Jong-un que células terroristas atuam impondo o ódio, o proselitismo religioso e a supremacia da violência. Quem organiza os massacres, quem os financia, quem os protege, é o produto insano de uma aliança imoral entre o capitalismo explorador de reservas petrolíferas e o reino das trevas medievais com origem nos Estados do Golfo e nomeadamente na Arábia Saudita e no Qatar. São indiscutíveis as redes de relacionamento entre as diplomacias e serviços secretos da Grã- Bretanha, da França e dos Estados Unidos, e de Israel e os príncipes árabes, hospedeiros e patrões de hordas de mercenários que atuam em nome de Allah, nas mesquitas, nas escolas e nos palácios. É a mistura do sangue e do petróleo que destrói a nossa civilização. Do ovo gerado pelos McCain, Blair, Bush, Netanyahu, Hollande nasceu a serpente que atormenta as nossas cidades. É tempo dos povos o compreenderem. 
CR

SiCKO - U.S.A. uma realidade inconveniente - 3.º parte

segunda-feira, 22 de maio de 2017

domingo, 21 de maio de 2017

A DANÇA DAS ESPADAS


Os norte-americanos venderam á Arábia Saudita 110 mil milhões de dólares em armamento. E isto é só uma primeira encomenda, já que pode ser 3 vezes mais em dez anos. Trump visita agora Riade e participa da tradicional “dança das espadas”. Trump discursa em cimeira de 50 países de maioria muçulmana. Trump defendeu uma “visão pacífica do islão”, o que deve enternecido muito os anfitriões, um modelo de tolerância, bem como a classificação do Irão como “ponta de lança do terrorismo internacional”.

Os 110 mil milhões de dólares de armas, cerca de 98,2 mil milhões de euros, uma pipa de massa, vão financiar a plêiade de organizações terroristas que matam na Síria, no Iraque, no Iémen, no Afeganistão, na Líbia, no Sinai, em Paris, Londres ou Bruxelas. O Rei Salman, o interlocutor, é produto da democracia made em Washington,   legitimada em Israel e sustentada  pelos barris de petróleo dos Estados do Golfo. Mas paga em cash as contas de 110 mil milhões de dólares.

De vez em quando, há uma execução pública de um crítico da família real, ou de um apóstata, ou de uma mulher acusada de infidelidade. Rolam cabeças ou sobram chibatadas, mas a fidelidade ao império do mundo “livre” permanece. De vez em quando há um 11 de Setembro e vão abaixo as torres gémeas, acentua-se o terror mas nada afecta os interesses comuns. Allah é grande e misericordioso, perdoando os “excessos” do sunismo. O gasoduto, para reduzir os custos do transporte, tem de atravessar o Iraque e a Síria e portanto há que desalojar o proprietário do terreno. E nisso Trump e o Rei Salman, como a Exxon e a Total, não brincam. Os “malvados” são os xiitas libaneses do Hezbollah ou os rebeldes xiitas iemnitas, que ousam discutir a influência militar dos Saud.

Melania Trump e Ivanka Trump até podem irritar os teólogos sauditas não respeitando a tradição muçulmana de cobrir a cabeça com um lenço. Mas isso são trocos. O importante é as armas de defesa dos campos de petróleo ou de ataque ao serviço dos mercenários estrangeiros nos países em guerra. Manter a guerra não está a ser fácil. A Paz pode surgir infelizmente mas entretanto há que vender armas.

Consta que o sistema quer despachar Trump. Sofre, diz o núcleo duro dos teólogos do capitalismo, de “narcisismo maligno”, uma instabilidade emocional, que o torna imprevisível. Ou de “hipomania”, mania das perseguições, coisa que na América é “incomum”. E nestas coisas do Poder convém não ter dúvidas, ou interesses específicos, ou conversas insólitas. Interessa vender armas, não importa a quem. Sem grandes perguntas, sem sobressaltos éticos, nem arroubos de consciência. A comitiva de Trump e família em Riade não vai vender sabonetes ou exacerbar a libido nos salões e jardins do palácio real ou discutir infelicidades ou demografia. Eles vão vender armas, percebem? Como os antecessores, o Obama, a Clinton, os Bush. Toma lá, dá cá o cheque, que não o sheikh que esse é sagrado.

A política internacional é extraordinariamente complexa, podendo ser muito simples. A dança das espadas serve para rosnar, mostrar os dentes. Mas há outros nas cadeiras á espera.

CR


SiCKO - USA uma realidade inconveniente - 1.ª parte



SiCKO é um filme feito por Michael Moore em 2007, que fala sobre o Sistema de saúde dos Estados Unidos da América e PASMÉM foi bloqueado sua visualização em um único país... nos EUA.

Como o título indica pela referência ao termo sick, que quer dizer "doente" esse documentário aborda a saúde por seu lado inverso, a doença, mas não os seus aspectos biológicos e sim sociais e éticos. Aborda a questão da seguridade social e saúde nos Estados Unidos revelando as contradições entre a riqueza do país e má qualidade de vida decorrente da desorganização dos setores assitência médica pública e privada na lógica capitalista de manutenção dos lucros das seguradoras de saúde, segundo o autor do filme em luta contra os fantasmas do socialismo representado pelo que ele denomina medicina socializada exemplicado pelo sistema médico canadense, inglês, brasileiro, cubano etc.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Chris Cornell - Ave Maria





Chris Cornell (1964-2017)

poema

Se Eu Tivesse Um Chicote

Se eu tivesse um chicote
chicote de fios de aço
eu nem sei o que faria
mas não fazia o que faço!
Certos homens que eu conheço
sem alma e sem vergonha
veja você, suponha:
se eu tivesse um chicote!...
(Posso vir a construí-lo
de fino, profundo traço!),
mas se eu tivesse um chicote
chicote de fios de aço
Homem que viva do homem
decerto não haveria...
Se eu tivesse um chicote
eu nem sei o que faria.
Se eu tivesse um chicote
o meu braço e outro braço
o que faria nem sei
-mas não fazia o que faço!


JOAQUIM LAGOEIRO

Oscar López Rivera foi libertado

Abril Abril
17 DE MAIO DE 2017


O líder independentista porto-riquenho foi libertado esta quarta-feira, depois de ter cumprido 36 anos de pena.
López Rivera, que esteve 36 anos encarcerado nos EUA em virtude da sua luta a favor da independência de Porto Rico, foi hoje libertado.
O preso político foi transferido em Fevereiro para a ilha caribenha – actualmente um território sem personalidade jurídica dos Estados Unidos –, na sequência do indulto que lhe foi concedido, em Janeiro, pelo então presidente norte-americano cessante, Barack Obama. Desde então, Rivera permaneceu em regime de prisão domiciliária em casa da sua filha Clarisa, noticia a Prensa Latina.
Diversos artistas e estudantes de Río Piedras, em San Juan, capital de Porto Rico, anunciaram para hoje «A festa do Oscar», com o intuito de dar as boas-vindas ao lutador independentista. Amanhã, prevê-se que Rivera regresse a Chicago, cidade norte-americana onde viveu desde os 15 anos. Ali, irá receber o carinho da comunidade latina, que dará o seu nome a uma rua na zona de Humboldt Park.
Depois, voltará a Porto Rico, para que, no sábado, possa estar no município de San Sebastián, no centro da ilha, onde nasceu e cresceu até à adolescência. López Rivera tem previstas viagens a países como Cuba, Nicarágua e Venezuela, para agradecer a solidariedade que lhe foi expressa e os esforços realizados em prol da sua libertação.
Oscar López Rivera nasceu a 6 de Janeiro de 1943. No regresso da Guerra do Vietname – onde foi condecorado pelo seu valor em combate –, integrou-se, nos anos 70, na luta pelos direitos do povo porto-riquenho, participando em acções de desobediência civil, nomeadamente na cidade de Chicago.
Em 1976, juntou-se à luta clandestina a favor da independência de Porto Rico, integrando-se nas fileiras das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN), organização em que militava quando foi preso pelo FBI, em 1981. No momento da sua captura, reclamou a condição de «prisioneiro de guerra» prevista na Convenção de Genebra, de 1949, algo que sempre lhe negaram.

Rivera foi condenado a 55 anos de prisão e viu a pena aumentada para 70 por uma suposta tentativa de fuga. Passou cerca de 12 anos em isolamento total.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O GÉNIO DA LAMPARINA

O actual Presidente da Câmara de Paredes Celso Ferreira afirmou que o seu sugerido sucessor, Rui Moutinho de seu nome, é o melhor candidato do PSD que o País vai ter a sufrágio no dia 1 de outubro. A afirmação tem a dimensão do mastro que Celso Ferreira queria construir para se poder ver do litoral. Mas o candidato não se ficou por um simples pau de barraca. Expôs: compromisso de fornecer manuais escolares gratuitos a alunos do 2ªe3ª ciclos, bolsas de estudo, Multiusos no actual e decrépito Pavilhão Gimnodesportivo de Paredes, descida do IMI para taxa mínima, derrama zero, e benefícios fiscais a empresas que contratem jovens.
Estamos portanto perante um génio, a sair da lamparina do PSD.  Celso em fim de carreira politica (tão novo?) esfrega.


CR

terça-feira, 16 de maio de 2017

Intervenção de João Ferreira no Parlamento Europeu

Salvador Sobral - Presságio de Fernando Pessoa





O amor, quando se revela | When love reveals itself
Não se sabe revelar | Doesn't know how to disclose
Sabe bem olhar p'ra ela | Feels good to look at her
Mas não lhe sabe falar | But doesn't know how to talk

Quem quer dizer o quanto sente | Who wants to say how much they feel
Não sabe o que há de dizer | Doesn't know what to say
Fala: parece que mente | Speaks: sounds like a lie
Cala: parece esquecer | Doesn't speak: sounds like a forgetfulness


Ah, mas se ela adivinhasse | Ah, but if she guessed
Se pudesse ouvir o olhar | If she could hear the stares
E se um olhar lhe bastasse | And if a stare was enough
P'ra saber que a estão a amar | To know she's being loved
P'ra saber que a estão a amar | To know she's being loved
P'ra saber que a estão a amar | To know she's being loved

Mas quem sente muito, cala | But who feels in abundance doesn't speak
Quem quer dizer quanto sente | Who wants to say how much they feel
Fica sem alma nem fala | Remains soulless, remains quiet
Fica só, inteiramente | Remains lonely, entirely

Mas se isto puder contar-lhe | But if this can tell her
O que não lhe ouso contar, | What I don't dare to tell her
Já não terei que falar-lhe | I won't have to speak then
Porque lhe estou a falar | Because I'm speaking now

O amor, quando se revela | When love reveals itself
Não se sabe revelar | Doesn't know how to disclose
Sabe bem olhar p'ra ela | Feels good to look at her
Mas não lhe sabe falar | But doesn't know how to talk

segunda-feira, 15 de maio de 2017

convite

 É JÁ NO PROXIMO SABADO . 16 H PARQUE JOSÉ GUILHERME, NO CENTRO DE PAREDES. COMPARECE!

domingo, 14 de maio de 2017

frase

Michael Moore: “Trump conhece bem a equação estado-unidense: a ignorância leva ao medo e o medo ao ódio”

Amar Pelos Dois' | Salvador Sobral




Amar Pelos Dois
Salvador Sobral

  
Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar
Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender
Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender
Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois


balanço musical do blog

Letra M

Mafalda Veiga – Gente perdida
Magna Carta – Lord Of The Ages
Mahavishnu Orchestra- Birds of Fire
                                       One World
Mahler - Adagietto
Makana – We Are The Many
Manel – Al Mar! (em 2013)
Manic Street Preachers – If You Tolerate This Your Children Will Be Next
                                         Motorcycle Emptiness
                                         Sex, Power, Love and Money (em 2014)
Manu Chao – la primavera / Me gustas tu
                       Me Llamam Calle
Márcia e JPSimões – A Pele Que Há Em Mim
Marcos Valle & Milton Nascimento – Viola Enluarada
Marisa – É Ou Não É
               Minh’Alma
Marisa &Tito Paris – Beijo De Saudade
Marisa Monte/Paulinho da Viola- Carinhoso
Marilyn Manson- Coma White
                            The Speed Of Pain
Massive Attack – Saturday Come Slow (em 2014)
                            Teardrop
Melanie- Lay Down
Melech Melaya – Chapéu Preto
Mercedes Sosa – O Cio Da Terra
                             Solo Lo Pido A Dios
                              Todo Cambia
Metronomy – The Look
                      Some Written
M.I.A. – Born Free
Michel Buble  & Chris Botti – Song for you
Miguel Calhaz- Estas Palavras
Miles Davis – So What
                      Time After Time (em 2014)
                      Will You Still Be Mine
Milton Nascimento - Maria, Maria
Milton Nascimento & Elis Regina – Cais
Mind da Gap – Todos Gordos
Minta &The Brook Tout – Falcon
                                         Large Amounts
Miriam Makeba – Mbube
Miriam Ramos – Ámame Como Si Fuera Nueva (em 2013)
Mogway – AutoRock
                 Drunk And Crazy
                Hungry Face (em 2013)
                 Hunted by a Freak
                 Letters To The Metro
                 Local Authority (em 2014) 
                 U-235 (em 2016)
Mono - Are You There?
            Ashes  In The Snow
            Halo
            Pure As Snow
            Sabbath
            Yearning (em 2013)
Morphine – The Saddest Song
Mumford&Sons – Dust Bowl Dance (em 2013)
Mundo Cão – Anos de Bailado e Natação (em 2014)
Muse – Animals (em 2013)
             Follow Me
             Knights Of Cydona
             Resistance
Mussorgsky – Uma Noite no Monte Calvo

M83 – Midnight City

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Torna-te rebelde competente: José António Pinto at TEDxOporto

sugestão de filme - DE CABEÇA ERGUIDA





DE CABEÇA ERGUIDA
França | 2015 | 120 min. | Drama

Título Original: La Tête Haute
Direção: Emmanuelle Bercot
Roteiro: Emmanuelle Bercot, Marcia Romano
Elenco: Catherine Deneuve, Benoît Magimel, Sara Forestier
Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: Desde os seis anos de idade, Malony comete pequenos delitos e tem problemas com a polícia. Durante toda a sua adolescência, um educador e uma juíza especializada na infância tentam salvá-lo. SELEÇÃO OFICIAL DE CANNES 2015: FILME DE ABERTURA.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

SOBERANIA NA GESTÃO DO BOM GOSTO


O Festival Eurovisão da Canção readquiriu recentemente algum fulgor e despertou assim o meu interesse, algo distante deste certame comercial de cantorias. Certamente a real qualidade e mesmo a originalidade da canção que representa Portugal ajudou a esse renovar de atenção. Estamos perante um momento poético e musical bem conseguido, uma clara divergência de estilo em relação a outras actuações e que desperta uma forte emoção positiva. E em português. Dizem que é tema Disney-jazz-samba, cantado por um Joe Cocker dos anos 2000. Será! Mas é bom! Bravo! Salvador Sobral e Bravo! para Luísa Sobral.

 Mas atentos á “concorrência” não podemos deixar de reparar na indistinta cacofonia que representa outras nações, com um generalizado pop electrónico made em Ibiza que se estende por diferentes geografias e culturas musicais.  São néons, coreografias, adereços e tiques, expressão de uma uniformização cultural em língua inglesa, que não distingue o Azerbeijão da Finlândia, a Austrália (país “europeu” em digressão pela Oceania) da Arménia. Percebemos melhor que após uma integração politica e monetária, com a criação do Euro, assistiremos em breve á total harmonização de gosto cultural. Salvador, dá-lhe forte!


CR

ESTAVA-SE MESMO A VER



RUI SÁ

Há sete meses (10/10), concluía do seguinte modo a crónica que aqui publiquei: "Vai daí o desejo de Moreira: o PS apresenta a sua própria lista, segurando parte do seu eleitorado (impedindo que o mesmo, órfão de candidatura, se transfira para a Esquerda) e permitindo a sua afirmação à Direita. E, após as eleições, novo acordo de governação [com o PS]".

O que não previa é que o divórcio fosse tão "feio", apesar das palavras doces que o pontuaram... Rui Moreira procurou sair por cima, afirmando a sua "independência" e a "coragem" de rejeitar o apoio do PS a bem dos "princípios". Tudo mensagens positivas para si próprio. O problema é que temos memória. É que, para Rui Moreira, o que estava em causa não era a sua independência, nem sequer a constituição das listas. O seu problema, como aqui escrevi em outubro, é que um apoio do PS e o envolvimento na lista do líder da Distrital do PS no Porto, ainda por cima com Governo PS sustentado à Esquerda, criava anticorpos no seu eleitorado tradicional - a Direita -, para mais numa altura em que se zangou com Rui Rio, que foi o seu mentor e principal sustentáculo há quatro anos. É que Moreira pode, agora, clamar que o seu número dois será um "independente", mas há quatro anos esse número dois foi um dirigente do CDS. E não podemos esquecer que Portas, na noite das eleições, disse que "a vitória de Rui Moreira é também vitória do CDS/PP". Ou que Daniel Bessa, presidente da Assembleia Municipal do Porto eleito nas listas de Moreira, se demitiu afirmando que "há CDS a mais na Câmara do Porto!". Rejeitou Rui Moreira o apoio do CDS? Não! O que demonstra que o problema não são as "interferências" do PS, mas sim o seu calculismo político... Ficou, no entanto, a conhecer-se uma nova faceta de Rui Moreira: não lhe custa "queimar" os seus amigos (como Pizarro) quando estão em causa os seus interesses.

Quanto a Pizarro, e utilizando uma metáfora como a que ele usou ("mais vale uma boa amizade do que um casamento em que uma das partes não está interessada"), espero que tenha percebido que a paixão assolapada que dedicou a Moreira o transformou em vítima permanente de maus-tratos. Tudo lhe perdoando, embevecido: o desrespeito por Carla Miranda e as sucessivas desconsiderações de Correia Fernandes, ambos eleitos pelo PS; e a suprema humilhação de, para casar, ter de abdicar do seu programa eleitoral, comprometendo-se a cumprir o programa eleitoral de Moreira! Como todos os casos de violência familiar, só podia acabar mal, e este pontapé no rabo a quem tão a jeito se colocou é o corolário lógico de tanto rebaixamento.

Pizarro que, notoriamente, e por tudo o que se passou nestes quatro anos, não é o melhor candidato para o PS. Mas que Costa castigou: "Já que nos meteste nesta alhada, agora desenrasca-te!"... Na certeza de que, em outubro, será o cordeiro sacrificado...

Até lá, continuará a cumprir o programa de Moreira?! Para, cá fora, dizer que é alternativa? Há limites para a vergonha.

(Em JN)