um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

domingo, 26 de fevereiro de 2017

e as responsabilidades criminais?

Paulo Núncio assume “responsabilidades políticas” e abandona “cargos nacionais” no CDS.

O CDS do Paulo Portas e da Assunção Cristas resolveu queimar um fósforo para salvar a caixa. Por mais voltas que dêem nada pode apagar a podridão que carregam. Os fascistas sempre se deram muito bem com os grandes capitalistas. A tradição ainda é o que era...

...e por andou o "equilibrio" e o "rigor" das contas públicas, com uma Troika aqui instalada com armas e bagagens? Quantas páginas do livro de Cavaco dão informação sobre impostos não cobrados com estas transferências?

CR

Ryan Adams - Do You Still Love Me?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A FRASE DO DIA

Só entre 2011 e 2015, com a intensificação das privatizações saíram do país em dividendos e lucros 18.339 milhões euros.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

PICASSO


PORQUE SOU COMUNISTA
A minha adesão ao partido comunista é a evolução lógica de toda a minha vida, de toda a minha obra. Porque, e estou orgulhoso de o dizer, nunca considerei a pintura como uma arte de simples prazer, de distracção; quis, através do desenho e da cor, pois estas eram as minhas armas, ir sempre mais avante no conhecimento dos homens e do mundo, para que esse conhecimento nos liberte um pouco mais todos os dias; tentei dizer, à minha maneira, o que considerava mais verdadeiro, mais justo, melhor, e isso era, naturalmente, sempre o mais belo – os maiores artistas sabem-no bem.
Sim, tenho consciência de ter sempre lutado pela minha pintura como um verdadeiro revolucionário. Mas agora percebi que isso não basta; estes anos de terrível opressão mostraram-me que eu devia não apenas combater com a minha arte, mas também todo eu 
Então fui ao encontro do partido comunista sem a menor hesitação, pois no fundo estive sempre com ele. Aragon, Éluard, Cassou, Fougeron, todos os meus amigos o sabem bem; e se ainda não tinha aderido oficialmente era de certo modo por  “inocência”, porque  acreditava que a minha obra e a minha adesão de coração eram suficientes, mas era já o meu partido. Não é ele que mais trabalha para conhecer e construir o mundo, para tornar os homens de hoje e de amanhã mais lúcidos, mais livres, mais felizes? Não foram os comunistas os mais corajosos tanto em França como na URSS ou na minha Espanha? Como poderia hesitar? Medo de me comprometer? Mas nunca eu me senti tão livre, pelo contrário, senti-me mais completo! E além disso, eu tinha tanta pressa de encontrar uma pátria: sempre fui um exilado, agora já não o sou; à espera que a Espanha possa enfim acolher-me, o partido comunista francês abriu-me os braços, e aí encontrei todos aqueles que mais estimo, os maiores sábios, os maiores poetas e todos aqueles rostos de insurrectos parisienses tão belos, que vi durante os dias de Agosto. Estou de novo entre os meus irmãos.
 
L’Humanité, 29-30 Outubro 1944

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Óscar Lopes

Centenário de Óscar Lopes 

Óscar Lopes nasceu em Leça da Palmeira em 2 de Outubro de 1917. Foi professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e é autor de vasta obra, sobretudo no domínio da Linguística e da Crítica Literária, de que se destaca a conhecida História da Literatura Portuguesa, de que foi co-autor, cuja 1ª edição data de 1955 e que conta até hoje com 17 edições.

Sempre atento aos problemas do país e do povo português, Óscar Lopes teve intensa actividade política. Participou, desde 1942, nas mais diversas acções da oposição democrática antifascista, tendo pertencido ao MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Antifascista), ao MUD (Movimento de Unidade Democrática) ao MND (Movimento Nacional Democrático) e mais tarde à CDE (Comissão Democrática Eleitoral) e à Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. Preso pela PIDE duas vezes, a primeira das quais em 1955, no processo dos Partidários da Paz, viria a estar vários meses nas cadeias fascistas. Afastado então da Universidade retoma mais tarde o ensino e, logo a seguir ao 25 de Abril, foi eleito Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e exerceu o cargo de vice-reitor.

Colaborou em numerosas revistas, como a Vértice, Seara Nova e nas publicações das Faculdades de Letras do Porto e de Lisboa. Como crítico literário foram numerosos os jornais diários nacionais que puderam contar com a sua colaboração, bem como o Jornal de Letras e, no Brasil, o “Estado de S. Paulo”.

Prefaciou obras de Jorge Amado, Guimarães Rosa e de vários escritores portugueses, entre os quais Urbano Tavares Rodrigues, Eugénio de Andrade e de Manuel Tiago (Álvaro Cunhal), no romance “Até amanhã, camaradas”.

Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Recebeu os prémios Rodrigues Sampaio da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Jacinto do Prado Coelho (1985), do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, do P.E.N. Clube Português de Ensaio (1986), pela obra A Busca de Sentido: Questões da Literatura Portuguesa, Vida Literária (2000), atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores, entre outros. Em 21 de fevereiro de 1990, a Universidade de Lisboa consagrou-o Doutor honoris causa.

Foi Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, dirigente da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e um dos fundadores da Universidade Popular do Porto.
Membro do PCP desde 1945, na sua actividade partidária destaca-se o seu contributo na luta antifascista e, após o 25 de Abril, na Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, e no Comité Central do PCP de que foi membro entre 1976 e 1996. Foi candidato do PCP à Assembleia da República nas listas da FEPU, APU e CDU tendo exercido a função de deputado na Assembleia da República. Foi eleito na Assembleia Municipal do Porto.

Em 2007, por ocasião do seu 90º aniversário, foi-lhe prestada uma homenagem numa Sessão Pública com a participação de destacados intelectuais que deu origem a uma publicação “Óscar Lopes – exemplo para os dias por vir” e, em que o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa valorizou o seu percurso de “homem integral” e salientou que a “comunidade científica e intelectual deve muito a Óscar Lopes”.

Óscar Lopes faleceu no Porto com 95 anos. O seu funeral constituiu uma sentida manifestação de pesar. Na cerimónia fúnebre realizada na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Albano Nunes prestou homenagem em nome do Partido Comunista Português.

A morte de Óscar Lopes significou a perda duma figura maior da Cultura portuguesa, dum intelectual comunista com cerca de 70 anos de militância que com a sua acção cultural e a sua intervenção partidária deu um destacado contributo à luta pela liberdade, a democracia e o socialismo.

(do site da ORP do PCP)

pintura

O beijo, Gustav Klimt , 1908

poema




Gosto

Gosto que me tomes
me abras
me invadas
*
Me voltes e tornes
me envolvas
e faças
*
Gosto que me entornes
me abraces
me lavres
*
Me beijes e bebas
me enlaces
e largues
*
Gosto que me voltes
me pegues
me mates
*
Me dês um nó
cego
e depois me desates
Maria Teresa Horta


0 COMENTÁRIOS



offshore

Valor total ultrapassa os 28 mil milhões de euros, entre 2010 e 2015
Anterior governo ignorou 10 mil milhões que foram para offshore
Abril Abril

Houve 20 transferências para paraísos fiscais ignoradas pelas Finanças durante o governo do PSD e do CDS-PP. A informação ficou escondida durante cinco anos.

Hong Kong é o principal destino offshore das empresas portuguesas















A divulgação das estatísticas relativas à informação a que os bancos estão obrigados a transmitir à Autoridade Tributária sobre transferências para offshore é obrigatória desde 2010, mas o anterior governo nunca a fez.

Público confrontou a actualização recente dos dados com a primeira divulgação, feita em Abril de 2016, e verificou uma disparidade de 20 transferências, num total de quase 10 mil milhões de euros. Em resposta ao diário, o Ministério das Finanças explicou que a disparidade se deve a comunicações feitas pelas instituições financeiras que foram ignoradas, entre 2011 e 2014.

A situação foi remetida para a Inspecção-Geral de Finanças, cuja investigação ainda decorre. Em causa podem estar vários milhões de euros em impostos não cobrados.
Governo de Passos esconde transferências para offshore
Com a chegada do PSD e do CDS-PP ao governo, em 2011, o Ministério das Finanças de Vítor Gaspar decidiu não cumprir a obrigação de divulgar a lista de transferências para paraísos fiscais. A mudança da tutela para Maria Luís Albuquerque não teve qualquer efeito, sendo apenas com a actual equipa das Finanças que os dados foram revelados.

De acordo com a informação que a Autoridade Tributária revelou em Abril passado, teriam fugido do País 10,2 mil milhões de euros entre 2010 e 2014. Com a actualização feita agora, o valor sobe para perto dos 20 mil milhões, quase o dobro, relativamente ao mesmo período. Com a soma dos valores transmitidos em 2015, mais de 8 mil milhões, o total chega aos 28 mil milhões de euros em seis anos.

Nesse ano, o último em que o PSD e o CDS-PP estiveram no governo, o valor superou o total de juros e encargos com a dívida pública ― quase 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os valores divulgados pelas Finanças não correspondem ao total saído de Portugal para paraísos fiscais, já que não estão registadas as transferências que escapam ao circuito legal. Também os dados relativos ao Centro Internacional de Negócios da Madeira não foram contabilizados, já que a sua divulgação compete ao Governo Regional da Madeira. Apesar de desde 2010 ser obrigatória a divulgação dos dados, esta nunca foi feita.

Paulo Núncio não explica por que não publicou estatísticas das offshores

Ex-secretário de Estado no Governo de Passos garante que desconhecia falhas de controlo do fisco.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

QUANDO O CÁLCULO ELEITORAL É COBARDIA POLITICA

Na Câmara Municipal de Paredes "brinca-se" á resolução dos problemas, O realojamento da comunidade cigana foi por proposta do Poder PSD á reunião do Executivo. Mas quando se pensava estar finalmente perante uma proposta concreta e definitiva, falando-se atá da desafectação de uma área classificada como reserva agrícola, junto da CRIP, afinal não há NADA, senão intenção de apreciar alternativas, desconhecidas...tudo como antes...intenções, razões, necessidades e resolução NADA. PSD, por maioria de razões e PS, igualmente criticável, só se preocupam com riscos "eleitorais". Quem não vê? Falta de coragem politica...

Houvera um vereador da CDU no Executivo e o problema estaria resolvido...

CR

domingo, 12 de fevereiro de 2017

MAIS NOTICIAS DAS MARGENS

Quando um Organismo Europeu de Luta Antifraude questiona a Câmara Municipal de Paredes com suspeitas de viciação de regras na contratação de empreitadas, apontando para falsificação e corrupção, nas ajudas comunitárias á construção de Centros Escolares, só podemos esperar que as entidades envolvidas sejam transparentes nas explicações. 
O JN de 29 de janeiro titula “Fraudes com milhões de euros na União Europeia”. E identifica práticas de “cambão” e relações privilegiadas com empresas de construção (sempre as mesmas, segundo se diz) e fraccionamento abusivo de empreitadas. O alarme soou, já que a ser verdade haveria lugar á restituição de milhões de euros, para além da péssima imagem da administração local. E não se invoque a possível instrumentação politica. A questão da responsabilidade por atos administrativos irregulares é sempre politica e no final, sempre personalizada.
Independentemente das dinâmicas do Ministério Público e do Tribunal de Contas, da unidade gestora de fundos comunitários da EU em Portugal, de auditorias internas, mais ou menos apressadas, só a verdade exposta qualificará a atuação passada. O resto são lérias.

CR

NOTÍCIAS DAS MARGENS

Recentemente houve sinais de progresso assinaláveis nesta região das margens dos rios Sousa e Ferreira. É, como se sabe, um território vasto e densamente povoado, pleno de afeições e proximidades, onde se vive com necessidades mas com inúmeras potencialidades.

Acabou a beneficiação da EN15, entre a ponte do Rio Sousa e a rotunda de Sernadelas. Uns 2,5 km de estrada reabilitada, 2,9 milhões de euros investidos, com rotundas, sinalização vertical e horizontal, vias com separador central, acesso mais fluido e seguro ao Hospital, a grandes espaços comerciais, á zona industrial, melhor ligação Paredes- Penafiel, ligação futura ao IC35, saída da A4. E os passeios que permitirão uma circulação pedonal com segurança, por necessidade e, porque não, em lazer. Crítico da anarquia das obras, constato que com o seu fim a EN15 adquire uma funcionalidade que em outros troços, igualmente carentes de reabilitação, não possui.

E em Paços de Ferreira anuncia-se um acordo da Camara Municipal com a concessionária das águas e saneamento Águas de Paços de Ferreira. O objectivo é reduzir para metade o preço da água, e eliminar a taxa de disponibilidade. O problema remonta ao ano de 2004 com uma privatização (alguns chamam “concessão”) ruinosa por parte do PSD, a que havia de pôr cobro nas suas consequências – um dos mais altos preços da água consumida pelos seus habitantes. Esta capacidade negocial e a coragem política de enfrentar lobies instalados em patamares da Administração Central credibilizam o Poder Local e a democracia.


Estas realidades são exemplares. Assim como será positivo a transferência da comunidade cigana para o lugar do Picoto, junto á CRIP em Paredes num realojamento essencial para a imagem da cidade. Não julgo ser possível adiar esse realojamento, encontrando-se solução na desafectação de área classificada como reserva agrícola como um instrumento necessário e a classificação de Interesse Público do respectivo Projeto. 

CR

a praxe NAZI universitária


Acontece em Braga, Curso de Biologia Aplicada da Universidade do Minho. Os meninos e as meninas com a braçadeira vermelha e os simbolos nazis. A mesma ignorãncia e desfaçatez. 
Ninguém lhes falou de Eichmann,  dos fornos crematórios, da "raça ariana"? Os professores andam a fazer o quê?

CR

A LIBERDADE SEGUNDO A LITERATURA

"O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde onde as certezas moram."
 Os Irmãos Karamazov, Dostoiévski.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM BOM TEXTO DO SÉRGIO RIBEIRO

Caixa Geral dos Depósitos e escolástica

Ocupa-se, há desmedido tempo, o tempo de informação política com uma questão. Com a ajuda do Expresso-curto, muito bem “tirado” por Valdemar Cruz (A verdade como ponto de vista), procuro resumir:

Qual é a questão?
“Em causa está apurar se houve ou não acordo para isentar a anterior administração (nomeada para a CGD) de apresentar as declarações de património e rendimentos.”

Como se discute a questão?
“… entre a mentira pura e dura, a hipótese de uma sugestão de falsidade, ou a eventualidade de uma omissão da verdade, do que estamos a falar é de exercícios retóricos muito ao gosto de Nietzsche, que defendia ser impossível obter uma certeza sobre a definição do oposto de mentira.”

Pretende-se chegar à verdade?
“A verdade é, sempre foi, uma questão de poder. Do poder de quem tem o poder de fazer valer um ponto de vista. Da aceitação de um postulado deste jaez não resulta uma necessária negação de um outro princípio basilar exposto por Karl Marx, creio que nas “Teses sobre Feuerbach”(*), quando rejeita a arbitrariedade ou subjetividade dos conceitos e afirma a existência de uma verdade objetiva.”

Ou pretende-se criar e alimentar um “caso de política”, no sentido perverso (e conotável) da expressão?
Problema diferente, agora já do domínio da política pura e dura, e não tanto da filosofia, é perceber se o que move CDS e PSD é tão só o rigor contido na busca da tal verdade objetiva, despida, portanto, de qualquer subjetividade, ou, tal como defendem vozes do PCP, do BE, mas também do PS, através da suposta ideia de uma exclusiva procura da verdade, que teria sido gravemente ofendida no Parlamento, não estão antes a alimentar jogos florais ancorados numa discussão bizantina.

Qual o objectivo maior da discussão?
“Como a política não é um bom lugar para exercícios de inocência, o objetivo maior, disseram-no ontem Jorge Coelho (SIC Notícias) ou João Ferreira (RTP 3), seria o de criar instabilidade num momento particularmente delicado para a CGD. Tratar-se-ia de um processo de descredibilização que dura há um ano, do qual resultaria aintenção de criar dificuldades à capitalização daquele que é agora o único banco português, e abrir caminho para a sua privatização. Seja ou não este o objetivo último, e já que estamos a debater os caminhos da verdade, parece não constituir uma sugestão de falsidade afirmar que o Governo se tem posto a jeito. (…) É demasiada trapalhada para tão escasso assunto. Logo, os pormenores serão apenas um atalho para uma caminhada mais funda.”


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

a desminagem de Aleppo Leste


Aleppo ocupada por terroristas estava minada

Depois da libertação , é preciso removê-las 


Os engenheiros sapadores do exército russo enfrentaram as dificuldades do terreno

Contra a indiferença da comunidade internacional
 A paz é possível
 Destruindo a Morte em cada rua, em cada apartamento, em espaços ao ar livre

Viva a Síria Independente!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

GNR - Morte ao Sol

POEMA

Ode à Revolução
 Vladimir Mayakovsky

A ti,
assobiada-
escarnecida por balas de metralhadoras,
a ti,
que as baionetas ferem,
que as maldições envolvem,
grito enebriado
o início da ode
solene.
Oh! Bestial!
Oh! Ingénua!
Oh! Mesquinha!
Oh! Sublime!
Que outro nome te foi dado?
Em que te tornarás, ser de duplo rosto?
Um arquitectura harmoniosa
ou um amontoado de ruínas?
Exaltas o maquinista
coberto pela poeira do carvão,
o mineiro que perfura as entranhas da terra...
Exaltas,
veneras
o trabalho humano.
E amanhã... (…)
Os burgueses amaldiçoam-te:
«Oh! sê três vezes maldita!»
mas o poeta,
eu,
dou-te a minha bênção:
Oh! Quatro vezes bendita, sê gloriosa!


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

PERFILADOS E SUBMISSOS


Reuniram-se no Porto, fingindo discutir coisa séria, fingindo ter autonomia e voz própria. Perante os problemas internacionais, do terrorismo, das migrações e das fronteiras, do avanço do extremismo da xenofobia e da extrema-direita, os "generais" e "generalas" atlantistas trocam miseráveis currículos politicos.

Perfilados e submissos, os ministros da Defesa de Portugal, França, Espanha e Itália, aguardam as ordens vindas do outro lado do mar. 

CR

O IMPOSTOR


José Sócrates é um dos 20 arguidos da Operação Marquês, cuja decisão da investigação do Ministério Público será conhecida a 17 de março, estando indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito.

Entre os outros arguidos está o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, os empresários Carlos Santos Silva, Helder Bataglia, Joaquim Barroca, Paulo Lalanda de Castro, administrador da Octapharma em Portugal, Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro, Inês Pontes do Rosário (mulher de Carlos Santos Silva), o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, e Bárbara Vara, filha de Armando Vara, bem como a ex-mulher de José Sócrates, Sofia Fava.

No meio aparece o Banco Haitong ex BES Investimento, a PT, o Taguspark de Rui Pedro Soares, o Grupo Lena, o empreendimento Vale do Lobo, o PROTAL, a compra da OI pela PT, a venda da Vivo pela PT, a Parque Escolar, o projecto do Aeroporto e do TGV, a OPA sobre a PT, as contas da Suíça do Carlos Santos Silva, os negócios do plasma, a tentativa de compra da TVI ao grupo Media Capital, o ministro Teixeira dos Santos, o Zeinal Bava, o Henrique Granadeiro, o Luís Ribeiro e José Sócrates, o emigrado José Sócrates, o iluminado José Sócrates, o ex-primeiro ministro, ex-licenciado, ex-escritor, ex-estudante de Filosofia, ex- especialista em ética e tortura. Como nas novelas, omnipresente.

Aqui chegados, na posse de muitos dados, cheguei á conclusão de que o homem é um impostor. Alguns ainda invocarão a presunção da inocência antes de decisão judicial. Mas creio evidente para mim que “inocentes” são os que perante os factos não querem ver. Ou são estupidamente “cegos”. 

CR