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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

o "paraíso" norte-americano de Obama, Trump e quejandos

Silvio Rodrigues - El NESCIO



Video da OSPAAL ( Organização para a solidariedade dos povos da Ásia, África e América Latina) para os 90 anos de Fidel Castro.


É uma canção de Sílvio Rodriguez (a pensar em Fidel e nele próprio, como disse depois...) que a apresentou assim:


"Es una canción de marketing, de precios. Y para que nadie se imagine que soy santo, voy a poner el mío: El levantamiento del bloqueo a Cuba y la entrega incondicional del territorio Cubano que Estados Unidos usa como base naval en Guantánamo."



Para no hacer de mi ícono pedazos,
para salvarme entre únicos e impares,
para cederme un lugar en su parnaso,
para darme un rinconcito en sus altares.
Me vienen a convidar a arrepentirme,
me vienen a convidar a que no pierda,
mi vienen a convidar a indefinirme,
me vienen a convidar a tanta mierda.

yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
allá dios, que será divino.
yo me muero como viví,
yo me muero como viví.

yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un "hijo nuestro".
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).
yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
allá dios, que será divino.
yo me muero como viví,
yo me muero como viví. 

yo me muero como viví,
como viví
yo me muero como viví.
Dicen que me arrastrarán po sobre rocas
cuando la revolución se venga abajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancarán los ojos y el badajo.
será que la necedad parió conmigo,
la necedad de lo que hoy resulta necio:
la necedad de asumir al enemigo,
la necedad de vivir sin tener precio.

yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
allá dios, que será divino.
yo me muero como viví.

yo me muero como viví.

PCP


domingo, 27 de novembro de 2016

o "paraíso" norte-americano de Obama, Trump e quejandos

Maior população prisional do mundo, pobreza infantil acima dos 22%, nenhum subsídio de maternidade, graves carências no acesso à saúde … bem-vindos ao “paraíso americano”


Os EUA costumam se revelar ao mundo como os grandes defensores das liberdades, como a nação com a melhor qualidade de vida do planeta e que nada é melhor do que o “american way of life” (o modo de vida americano). A realidade, no entanto, é outra. Os EUA também têm telhado de vidro como a maioria dos países, a diferença é que as informações são constantemente camufladas. Confira abaixo 10 fatos pouco abordados pela média ocidental.
1. Maior população prisional do mundo
Elevando-se desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra-se como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida seu poder político. Os donos destas carcerárias são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 cents por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar chicletes. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, compõem 40% da população prisional do país.
2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade económica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.
3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.
O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por trás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA conduzem neste mormente mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo.
O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe George W. Bush.
4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.
Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.
5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde.
Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temes ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. Viagens de ambulância custam em média o equivalente a 1300 reais e a estadia num hospital público mais de 500 reais por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, torcendo para não morrer.
6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano.
Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.
7. Todos os imigrantes são obrigados a jurarem não ser comunistas para poder viver nos EUA.
Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, será automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.
8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares.
O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronómicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu à marca dos 1,5 trilhões de dólares, elevando-se assustadores 500%.
9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo.
Não é de se espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo: no restante do planeta, há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, algo em torno de 275 milhões. Esta estatística tende a se elevar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.
10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin.

A maioria dos norte-americanos são céticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou académicos norte-americanos de sere controlados por Satã. 

sábado, 26 de novembro de 2016

MORENA SON - Candela

Museus gratuitos aos domingos e feriados em 2017

A proposta do PCP foi aprovada com os votos favoráveis do PSD, CDS e BE. Apenas PS votou contra
  
           
Os museus vão voltar a ser gratuitos aos domingos e feriados, antes das 14h, já no próximo ano.
A proposta do PCP foi aprovada esta sexta-feira com os votos favoráveis do BE, PSD e CDS. Apenas PS votou contra.
“Durante o ano de 2017 o Governo adota as medidas necessárias à reposição da gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais nos domingos e feriados até às 14h00 para todos os cidadãos residentes em território nacional”, lê-se na proposta de lei n.º 37/XIII/2.ª.
O documento refere que é garantido aos museus e monumentos “a compensação correspondente às entradas registadas através da reafetação de verbas do Fundo Fomento Cultural”.

Na nota justificativa, o PCP considera que a cultura é o “pilar do regime democrático e condição para a formação integral do indivíduo, essencial para a emancipação individual e coletiva”.

Armando Pinto Lopes

Até sempre, camarada!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Charlie Haden & Chet Baker -silence

Técnicos de diagnóstico e terapêutica continuam a luta pela carreira


Abril Abril

Largas centenas de técnicos de diagnóstico e terapêutica voltaram hoje a concentrar-se no Ministério da Saúde contra a desactualização da carreira e o impasse das negociações.

A área de trabalho abrange 22 profissões, três delas por regulamentar, em áreas como análises clínicas, radiologia, fisioterapia, farmácia ou cardiopneumologia, num total de cerca de dez mil profissionais.

Estão em greve por tempo indeterminado desde 16 de Novembro, dia em que também se concentraram no Ministério da Saúde.

Estes profissionais são actualmente o único grupo de licenciados do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não têm uma carreira compatível com o seu nível de qualificação, e, segundo afirma o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, o Ministério da Saúde quer recomeçar do início um processo de revisão de carreira que começou em 2014.

A área de trabalho abrange 22 profissões, três delas por regulamentar, em áreas como análises clínicas, radiologia, fisioterapia, farmácia ou cardiopneumologia, num total de cerca de dez mil profissionais.

«Tiago Pereira, dirigente do sindicato, lembrou ao AbrilAbril que estes profissionais têm a carreira desactualizada há quase 17 anos.»

A direcção nacional do sindicato considera que a situação dos profissionais assume «contornos de ruptura», verificando-se que «mais de 55% dos profissionais não têm qualquer carreira ou instrumento de regulação colectiva do trabalho».

O dirigente sindical contou-nos que o presidente e vice-presidente do sindicato foram recebidos pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que assumiu a marcação de uma reunião de negociação para o dia 25 de Novembro. Até lá os trabalhadores continuam em greve, sendo que irão decidir, consoante a reunião de sexta-feira, se é para manter.


Culinária gourmet

Trouxas de cogumelos e castanhas com ervas aromáticas!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

o tempo das cerejas 2: Jornalismo ou...

o tempo das cerejas 2: Jornalismo ou...: ... o estado da arte Em vez de chorarem pelo passado, façam notícias Pedro Tadeu, no DN de 22.11.2016 Na institucional Fac...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

poema

Angina de peito

Se tenho metade do coração aqui, doutor,
A outra metade está na China
No exército que desce para o rio Amarelo.
E depois, todas as manhãs, doutor,
Todas as manhãs, de madrugada,
O meu coração é fusilado na Grécia.
E depois, quando os presos adormecem,
Quando na enfermaria se extinguem os últimos passos,
O meu coração parte, doutor,
Parte para uma velha casa de madeira em Istambul.
E depois, há dez anos, doutor,
Que não tenho nada para oferecer ao meu povo
Nada senão um fruto,
Um fruto vermelho, o coração.
É por causa de tudo isto, doutor,
E não por causa da arteriosclerose, da nicotina, da prisão
Que tenho esta angina de peito.
Olho a noite através das grades
E apesar dos muros que me pesam no peito
Bate-me o coração com a estrela mais distante.

Nazim Hikmet

PINTURA

Artista: Duarte Vitória
"Becoming"
Carvão s/ papel
83X76 cm
2007/8

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Chico Buarque - Construção



Construção

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair, Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague.

Chico Buarque de Holanda

Manifesto 74: As Vénias da República

Manifesto 74: As Vénias da República: Marcelo, uma vez mais, não se conteve. Aliás, Marcelo nunca se contém. O seu conservadorismo, a sua idiossincrasia, o peso da formatação ríg...

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

«São todos maus»




A entrevista ao Presidente Bashar al-Assad, transmitida em horário nobre 
pelo canal público, foi um raro momento em que pudemos ouvir o «outro lado»
 da guerra na Síria.

http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/siria_mohammed_badra-epa.jpg?itok=EXbxuEmr
Um momento de denúncia da responsabilidade das potências ocidentais e da sua participação activa no conflito, com os EUA à cabeça, secundado pelos seus aliados na região e na Europa.
Um momento de afirmação da soberania e da opção firme em defender a integralidade territorial e fazer frente ao imperialismo, e aos grupos terroristas por si criados e alimentados.
Sem prejuízo de uma análise mais profunda à acção do governo sírio, ao longo dos 30 minutos que durou a entrevista, assistimos a um libelo acusatório que desmascarou a hipocrisia dos que se afirmam defensores dos direitos humanos e ao mesmo tempo fomentam a guerra; dos que proclamam as monstruosidades do «regime» e escondem o desejo do povo de voltar à sua terra e se ver livre da agressão dos grupos «rebeldes»; dos que reclamam democracia para a Síria e omitem a natureza dos sistemas de países com participação directa na guerra, como sejam a Arábia Saudita, Israel ou, entre outros, a Turquia.
A necessidade de rapidamente refazer a opinião com que os telespectadores pudessem ter ficado da entrevista, levou a RTP a convidar três «especialistas». O espaço que se seguiu foi de pura desinformação e manipulação.
A única opinião a ter espaço foi a que apresentou a Síria como um «Estado falhado» e o seu presidente como «o ditador» ou simplesmente «este homem», recuperando o argumento das «primaveras árabes» e a forma como o governo lidou com este fenómeno como sendo a origem do conflito, mesmo depois do inferno em que estas «revoluções» se converteram para os povos da região (que o digam os líbios, vítimas de atrocidades sem fim à vista).
A guerra foi justificada e os terroristas voltaram a ser rebeldes, alguns deles rebeldes bons e, ao invés de um aprofundamento dos temas abordados, simplificou-se a realidade e procurou-se denegrir o mensageiro sem nunca rebater convincentemente a mensagem.
Usando uma expressão do jornalista que conduziu a entrevista, no espaço que se seguiu foram «todos maus».
A guerra ideológica é outra face da agressão imperialista a que os povos estão sujeitos. Que vença a paz!

em www.abrilabril.pt

Análise do OE da Educação

O gráfico apresentado pelo ministro da Educação em entrevista à SIC e recuperado pelo DN não deixa margem para dúvidas: a propaganda da direita sobre o alegado corte na educação não passa de (mais) uma tentativa de desinformação.


 Fonte: Diário de Notícias

 Há desde logo três conclusões se podem tirar do gráfico.

1. Entre 2012 e 2015, durante o governo PSD-CDS, a despesa com o Ministério da Educação caiu todos os anos. Em média, 118 milhões por ano.

 2. Com a entrada em cena do governo apoiado pelas esquerdas há de facto um aumento da despesa no Ministério da Educação. Comparando o valor orçamentado, em 2016 cresceu 303 milhões face a 2015. Se compararmos a despesa efetiva, cresceu 197 milhões face ao ano passado.

3. Para 2017, o valor orçamentado cresce 180 milhões face a 2016. O gráfico desmonta bem a patranha que a direita quis fazer passar: o alegado “corte” resultaria do valor orçamentado para 2017 ser inferior ao valor executado em 2016. Basicamente, comparar alhos com bugalhos e esperar que cole.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Segredos da Edição Sputnik em Árabe




Documentos secretos revelam através de fotos obtidas que o Estado Islâmico decretou aos seus homens para que não ataquem aviões da coligação liderada pelos Estados Unidos sobre Mossul e área periférica.


O documento descoberto na recém libertada cidade iraquiana de Bakhdida, cerca de 32 km a sudeste da cidade bastião do EI de Mossul, explicitamente diz aos jihadistas para não atacar nenhum avião da coligação sobre Mossul e seus subúrbios. 

De acordo com Edição da Sputnik em Árabe o decreto foi descoberto pelas milícias cristãs assírias no centro de imprensa em Bakhdida, num chamado pelo EI “centro de mobilização”. Tais centros foram criados pelo grupo terrorista para mobilizar a população local e treinar novos recrutas. 


Lê-se no texto do decreto: “É estritamente proibido abater, ou usar de qualquer forma quaisquer armas contra qualquer avião no ar, independentemente da altura que voe, e mesmo que o avião pouse no telhado das casas”. O documento está assinado pelo líder local do EI Abu Muawia. 

O porta-voz da Polícia Iraquiana confirmou a libertação de toda a área sul da cidade de Mossul. O decreto foi descoberto pelas Unidades de Proteção do Planalto do Nineveh, um grupo de milícias constituído principalmente por cristãos assírios, que se concentram no norte do Iraque. A milícia foi formada nos finais de 2014 para se defender contra o EI, que tratou aqueles que se recusaram á conversão na sua fé com extrema brutalidade. 

"Deve salientar-se" refere a Sputnik em Árabe "que a capacidade de lançar ataques aéreos contra o EI na região do Nineveh, depende estritamente de aviões da coligação internacional dirigida pelos Estados Unidos, que tem sido repetidamente acusada de ataques aéreos nas Forças da Milícia Popular e nos militares iraquianos e do lançamento de ajuda humanitária e militar que tem acabado nas mãos de EI". 

Os Estados Unidos e os seus aliados começaram uma campanha maciça de ataques aéreos contra alvos do EI dentro e á volta da cidade do norte do Iraque de Mossul em meados de Outubro depois do Primeiro Ministro Iraquiano Haider Abadi anunciar uma campanha para libertar o reduto chave do EI. 

MUITO CURIOSO....

Dengaz (com Seu Jorge) - Para Sempre

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quem assassina os oficiais da Al-Qaeda desde 9 de Novembro?


Após a derrota de Hillary Clinton nos Estados Unidos, vários oficiais jihadistas foram assassinados não apenas em Alepo-Leste mas também em Idlib e Rakka, assim como no Iraque.
De momento, não se sabe, de forma clara, se se trata de acertos de contas entre bandos rivais, ou se a administração Obama está a tentar apagar os traços de seus crimes antes da tomada de posse do presidente Trump.

Desde 1978, os Estados Unidos e a Arábia Saudita recrutaram e organizaram jihadistas contra a União Soviética, depois contra a Rússia, em violação da Resolução 2625 e da Carta das Nações Unidas. Durante as guerras do Afeganistão, da Jugoslávia, da Argélia, da Tchechénia, do Iraque, da Líbia e da Síria mais de 1 milhão de pessoas foram mortas pelos jihadistas.
(em Rede Voltaire)

MUITO CURIOSO...

POEMA

ABANDONO

Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.


David Mourão-Ferreira

domingo, 13 de novembro de 2016

Lisboa - Bairro Alto visto por estrangeiros

Alto Bairro



Um documentário sobre o Bairro Alto, um dos mais emblemáticos lugares da cidade de Lisboa. Sob o mote do 500º aniversário do bairro (comemorado em Dezembro de 2013), Rui Simões faz um retrato dos rostos que o habitam e das histórias que têm para contar.

GENTE NOVA, VELHAS IDEIAS


Qualquer organismo vivo só sobrevive se se renovar, e o mesmo parece acontecer com as organizações sociais que, quando permanecem imutáveis, estiolam e envelhecem precocemente. É o ciclo da vida.

Há uma necessidade óbvia de renovar protagonistas políticos, de encontrar novas ideias ou adotar métodos novos. Não será essa a solução de todos os problemas (como o absentismo, a desilusão, a menor qualidade da intervenção) mas constitui em si factor de progresso positivo.

Em Paredes, dizem-me, há gente nova com intervenção crítica nas redes sociais e com pretensão de intervenção politica direta. Sente-se, sentimos todos, que há um espaço que com novas ideias podia ser ocupado com “outras” sensibilidades, “outras” opções, “outros” ativismos. E há uma percentagem do eleitorado (cerca de 10%?) com opções nacionais não representadas em órgãos democráticos locais (BE, PAN, “Tinismo”)

Na procura de estudar o fenómeno (tardiamente, confesso), e de o acompanhar e aprender, fui ver o que era publicado nessas redes sociais. Li e a desilusão é total. Falarei de algumas propostas lidas e depois direi algo sobre os protagonistas.

Propõem por exemplo um novo slogan para Paredes, que certamente identificasse Paredes, as suas gentes, as suas actividades mais representativas. Paredes Rota dos Móveis seria inóquo, diz-se. Mas será mesmo necessário? A que custos? E qual esse nome mobilizador? Propõe-se para Paredes uma vocação de “charneira” entre a Área Metropolitana do Porto (que se pretende abandonar) e uma Comunidade Tâmega e Sousa. Mas numa divisão territorial com componente de desenvolvimento regional e coesão territorial não se pode ser carne e peixe ao mesmo tempo. Propõe-se avulso um parque de campismo (onde? no concelho? na cidade? público? privado?), um Lobby Internacional do Mobiliário de Paredes (para substituir o quê?),  uma Rota Gastronómica do Sousa e Ferreira (com que pratos típicos?) , um Concurso de Fotografia tipo 24 horas a tirar fotografias, um campeonato amador de futebol de onze em Paredes, uma Ecopista Paredes – Aguiar de Sousa (que passaria por território de Penafiel,  ou não?), uma Feira de Livro anual, com escritor conhecido, a lembrar a Escritaria de Penafiel, um Fim de Semana das Cidades de Paredes, um Teatro internacional de teatro de Rua, uma instaladora de empresas de base tecnológica e inovadora no Largo da Feira, eu sei lá que mais bizarrices…

Mas o que mais desilude é a ausência de conhecimentos sobre a realidade e a visão básica e retrógrada sobre muita coisa. Exemplo (cito): “Em traços gerais trata-se de identificar essas famílias (com grandes dificuldades económicas) e depois cada uma delas recolhe vidros e plásticos que ao serem entregues na sede duma junta serão pesados. A cada kg corresponderá um determinado valor em dinheiro transferível numa senha devidamente autenticada e que será trocada por bens em estabelecimentos aderentes. Depois disto o dono ou responsável pelo estabelecimento desloca-se à sede da junta e troca as senhas pelo valor correspondente em dinheiro. A junta de freguesia entretanto vende esse vidro e esse plástico e é com esse dinheiro que efetua os pagamentos.”.

Estamos perante um caso de estigmatização da pobreza, e aproveitamento das dificuldades de alguns para criar lucros a outros, bem como ausência de conhecimento das competências das autarquias locais.

Outro exemplo:Captar mão de obra de pessoas que estejam desempregadas, captar os jovens obviamente dando-lhes alguns incentivos para limpeza florestal, privada ou pública.” Esta ideia “jovem” de “captar mão de obra”, desempregada e/ou voluntária jovem, para limpar matas privadas é completamente bafienta. O jovem autor da proposta não sabe o que é a dignidade de trabalhar com deveres e direitos. Só conhece o termo "mão de obra"…

Perguntei-me: Que ideologia é esta? Que populismo é este? Quem critica tão asperamente o passado e o presente e apresenta tais ideias de futuro? Um dirigente do BE local estará no centro de um Movimento de regeneração ou de afirmação local. No meio terá estado (momentaneamente) Raquel Moreira da Silva, a ex-vereadora. A aproveitar a Onda…


CR

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Leonard Cohen - So Long Marianne (Ao vivo em 1979)





HUMOR

Abriu a caça ao Coelho!

Imagens de PENAFIEL em dia de S. Martinho




Frase do dia

O Papa Francisco disse que os comunistas "pensam como os cristãos", numa entrevista publicada esta sexta-feira pelo jornal italiano "La Repubblica".

"São os comunistas que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade em que os pobres, os débeis e os excluídos é que decidem. Não os demagogos, os Barrabás, mas o povo, os pobres, tenham fé em Deus ou não, mas são eles que temos de ajudar a obter a igualdade e a liberdade", afirmou o papa, na entrevista.

vitória democrática do bom senso

Fortaleza de Peniche sai da lista de monumentos a privatizar

Abril Abril
10 DE NOVEMBRO DE 2016

A Fortaleza de Peniche será retirada da lista dos 30 edifícios que o Governo quer concessionar a privados.

Foto da exposição «Forte de Peniche – Lugar de Repressão, Resistência e Luta»Créditos/ Viajar entre Viagens

O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, afirmou esta tarde a retirada da Fortaleza de Peniche do programa Revive, que tem como objectivo concessionar monumentos a entidades privadas para o desenvolvimento de unidades de unidades hoteleiras e turísticas. A revelação foi feita no âmbito do debate do Orçamento do Estado para a Cultura em 2017, numa audição ao ministro na Assembleia da República.
O governante explicou que entende que «o que se fizer ali tem que respeitar e perpetuar a memória de luta pela democracia».
No dia 5 de Outubro tinha sido entregue uma petição onde se exigia que a Fortaleza de Peniche se mantivesse como património nacional e saísse da lista do programa Revive. Em poucos dias, atingiram-se 5000 assinaturas, e depois da entrega continuou-se a recolher subscrições. Entre os subscritores desta petição, juntaram-se nomes de vários quadrantes político-ideológicos e das mais diversas áreas da vida social, política e cultural nacional.

«Os abaixo assinados democratas antifascistas, surpreendidos com as recentes notícias sobre a concessão do Forte de Peniche, empenhados na defesa da necessária preservação da memória e resistência ao fascismo e pelo respeito de milhares de portugueses que deram o melhor das suas vidas para que o povo português pudesse viver em liberdade, apelam ao Governo para que o Forte de Peniche permaneça património nacional, símbolo da repressão fascista e da luta pela liberdade», declarava o texto da petição. Parte superior do formulário



PCP quer introduzir verbas no OE para requalificar Fortaleza de Peniche