um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

islândia! Islândia! ISLÂNDIA

Sobre questões de segurança- o método russo

Na 6ª-feira, o Parlamento russo (Duma) aprovou um novo conjunto de leis antiterrorismo.

O pacote de leis antiterrorismo foi redigido por grupo de políticos coordenado pela presidente da Comissão da Duma para Questões de Segurança, Irina Yarovaya.

 A lei inclui as seguintes medidas:

1.    Prisão perpétua para agentes de terrorismo internacional;
2.    Até 15 anos de prisão para quem financiar grupos terroristas;
3.   Penas de 8 a 15 anos para quem colaborar para actividades extremistas não conectadas com ataques terroristas consumados;
4.   Ter conhecimento de actividades terroristas e não reportar às autoridades pode custar multa de até 100 mil rublos (cerca de $1.530) ou até um ano de cadeia;
5.    Redução da maioridade penal nos crimes de ataques terroristas e tomada de reféns, dos atuais 16 anos, para 14 anos;
6.  Nova pena, antes inexistente, para divulgação pública de práticas terroristas ou de justificativas para crimes de terrorismo, inclusive pela internet, com multas que variam de 300 mil a 1 milhão de rublos ($4.600 - $15.400) ou prisão de cinco a sete anos. "Justificativas públicas" para crimes de terrorismo são definidas como "declarações públicas no sentido de afirmar que a ideologia e as práticas do terrorismo seriam corretas e dignas de serem apoiadas e seguidas."
7.    A lei inclui disposições importantes contra as seitas. Assim, a lei ganha um conjunto de meios judiciais para enfrentar cultos tóxicos, de muito prestígio no ocidente, como a 'cientologia' e as Testemunhas de Jeová. Um grupo especial de itens define o que se considera "actividade missionária" e proíbem tentativas de manter essas actividades por associações religiosas cujos objectivos agridem o disposto na lei. Segundo a [Agência] Tass: "São proibidas as actividades religiosas que induzam ao suicídio, que criem impedimentos à educação obrigatória das crianças e que visem a persuadir os indivíduos a recusar-se a cumprir qualquer de seus deveres cívicos obrigatórios." Nos termos dessa lei, os hassidins e a organização de judeus terroristas paramilitares Habad talvez sejam banidas do território da Rússia, se a lei for aprovada.

A lei permitirá que tribunais russos processem e julguem recrutadores e patrocinadores de terroristas.

Na forma em que está hoje o projecto de lei, todas as empresas de comunicação, inclusive provedores de internet, ficarão obrigados a conservar por três anos (1 ano para serviços de mensagem e redes sociais) em seus servidores a informação sobre tráfego de dados.

A Rússia tem longa história de luta contra as Testemunhas de Jeová. Em 2004, o Supremo Tribunal Russo proibiu que a seita se organizasse. No mesmo ano, um Tribunal em Moscovo dissolveu e baniu do país um grupo de Testemunhas de Jeová acusado de recrutar crianças, forçar os crentes a abandonar a família, incitar o suicídio e proibir os crentes de aceitar assistência médica. O grupo Testemunhas de Jeová processou a Rússia, acusando o país de infringir leis de direitos humanos, no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e venceu.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Governo português & UE colaboram com torturadores


O Ministério da Justiça de Portugal deve cessar a sua participação no projecto europeu law-train


O Ministério da Justiça de Portugal participa, desde 2015, no projecto europeu LAW-TRAIN, financiado pela União Europeia, que visa desenvolver tecnologia para unificar a metodologia para interrogatórios policiais. Um dos seus parceiros neste projecto é o Ministério da Segurança Pública de Israel, responsável pelas forças policiais, que são há muito denunciadas por organizações dos direitos humanos e pelas Nações Unidas por integrarem nos seus interrogatórios a tortura, os maus tratos, o racismo e outras formas de violação dos direitos humanos, e responsável também pelas prisões onde se encontram milhares de presos e detidos administrativos (sem culpa formada) palestinos.

O projecto LAW-TRAIN (Mixed reality environment for training teams in joint investigative interrogation-Intelligent interrogation training simulator) é coordenado pela universidade israelense de Bar-Ilan, e nele participam o Ministério da Segurança Pública de Israel, o Ministério da Justiça de Portugal (através da Polícia Judiciária), o Service Public Fédéral Justice (Ministério da Justiça) da Bélgica e o Ministério do Interior de Espanha/Guardia Civil, a empresa israelense Compedia, a Universidade Católica de Leuven (Bélgica), o INESC-ID (Lisboa), a IDENER (Sevilha), e a USECON (Viena). É financiado pela União Europeia através do programa Horizonte 2020 com o montante de EUR 5 095 687.

Com a sua cooperação, a UE e os países participantes no projecto LAW-TRAIN, incluindo Portugal, estão, objectivamente, a validar o sistema israelense de controlo e repressão militar, que inclui metodologias de «interrogatórios» ilegais, e ajudam à sua manutenção, dando-lhe cobertura política e moral. Com isso violam as suas obrigações perante o direito internacional e mancham o seu dever de defender a justiça e os direitos humanos. 

A Constituição da República Portuguesa prescreve que Portugal se rege nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos humanos, dos direitos dos povos. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

DECLARAÇÃO DE MIGUEL TIAGO, DEPUTADO DO PCP




Sobre o ataque do PSD ao banco público

Da estratégia de privatizações prosseguida pelos sucessivos Governos, no quadro da política de direita e da submissão ao interesse dos grandes grupos económicos, faz parte a descredibilização e a descapitalização das empresas cuja privatização se pretende. A deterioração da imagem da empresa e a sua fragilização económica e financeira são amplamente utilizados como pretextos e justificações para as privatizações. É neste âmbito que se pode inserir a presente campanha do PSD em torno da Caixa Geral de Depósitos.
Sobre o ataque do PSD ao banco público, importa sublinhar três aspectos:
Em primeiro lugar, o PSD pretende, no essencial, mover uma campanha de desestabilização da Caixa, favorecendo os seus concorrentes privados e abrindo o caminho para a sua privatização total ou parcial, como o PSD não esconde defender. O PSD integrou juntamente com o CDS o Governo durante os últimos quatro anos sem ter tomado qualquer medida para conter as necessidades de capital da Caixa Geral de Depósitos e para detectar eventuais problemas na concessão de crédito.
Em segundo lugar, a constituição do Inquérito Parlamentar feita através de um direito potestativo, ou outro para o qual venha a obter apoios parlamentar, demonstra que o PSD pretende instrumentalizar a Assembleia da República na sua campanha de amesquinhamento da Banca Pública, perturbando inclusivamente o tão propalado equilíbrio do sistema financeiro e a confiança dos depositantes. Com essa intenção, o PSD visa principalmente combater a urgente necessidade de garantir o controlo público da banca e confundir os portugueses sobre as consequências da propriedade privada da banca. A natureza pública da Caixa Geral de Depósitos coloca-a na esfera das responsabilidades políticas dos governos que são fiscalizados pela Assembleia da República, independentemente de constituída ou não comissão eventual de inquérito.
Em terceiro lugar, o PCP intervirá, independentemente do contexto e dos objectivos fixados pelo PSD, no âmbito das suas atribuições parlamentares, dentro e fora de comissões de inquérito, no sentido do apuramento da verdade dos factos e das responsabilidades políticas dos sucessivos governos, independentemente da sua composição partidária. O PCP nunca abdicou dos instrumentos ao seu dispor para fiscalizar a actuação dos governos sobre o banco público, nunca deixou de denunciar a gestão ao sabor de interesses particulares ou partidários, nem de identificar na gestão da Caixa um obstáculo à prossecução do interesse nacional.
A salvaguarda da Caixa Geral de Depósitos e a sua recapitalização e desenvolvimento ao serviço do povo e do país corresponde a uma necessidade estratégica que não pode nem deve ser alienada.
O que a situação da Caixa Geral de Depósitos demonstra é a necessidade imperiosa do controlo público e democrático da Banca e a necessidade de adaptar a estratégia do banco público às características da economia portuguesa, ao serviço do emprego, do desenvolvimento e do progresso. A natureza pública do capital da CGD é condição necessária e, tal como o PCP tem vindo a afirmar, não suficiente. O controlo público tem de estar subordinado a uma política patriótica de esquerda, que afirme como desígnio o desenvolvimento económico, social e cultural do país.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

PERLAN - REIQUIAVIQUE , ISLÂNDIA

Perlan

Esta incomum estrutura abobadada de vidro combina os aspectos práticos do sistema de aquecimento de água da cidade com uma espetacular visão arquitetônica

No final da década de 1990, o arquiteto Ingimundur Sveinsson criou uma empolgante atração turística ao posicionar uma redoma de vidro e metal sobre os seis tanques de água quente da cidade. A estrutura inclui um grande espaço de exposições, um restaurante giratório e uma plataforma de observação 360 graus.

Cinco dos seis tanques de alumínio ainda contêm a água quente da cidade, com mais de 4 milhões de litros de água em cada. A água quente é bombeada pela estrutura de metal da redoma no inverno para manter a construção aquecida, enquanto a água gelada a resfria no verão. Trata-se de uma incrível façanha da engenharia.

Dentro da redoma está o Jardim de Inverno, um grande espaço aberto usado para exposições, conferências e concertos. Acesse o quinto andar para descobrir o famoso Pearl Restaurant. Reserve uma mesa no local para combinar um jantar fino com as vistas em constante mudança; o local leva duas horas para completar uma rotação. No térreo, uma fonte esguicha água em intervalos de alguns minutos, simulando os gêiseres da Islândia.

Não perca a plataforma de observação hexagonal a céu aberto, com um telescópio panorâmico em cada um dos seis cantos. Após contemplar as vistas espetaculares, confira as lojas de presentes, gourmet e de Natal no quarto andar. 

Um dos tanques foi convertido no Saga Museum.  Momentos importantes da história islandesa foram recriados usando estátuas de cera em tamanho real. Todas as roupas, armas e objetos foram feitos utilizando métodos autênticos. Os escultores modelaram as estátuas de cera com base em moradores de Reykjavík, então é possível que você veja rostos familiares conforme andar pelas ruas da cidade
~
Perlan fica em Öskjuhlíð, uma área verde que foi replantada com árvores.
    Exterior

    Miradouro
    Localização
    Pormenor exterior

HUMOR BRASILEIRO

...SOBRE O GOLPE DA DIREITA FASCISTA








domingo, 19 de junho de 2016

Uma vergonha!



Israel foi eleito por aclamação como presidente da 6ª Comissão da Assembleia Geral da ONU. Esta comissão está encarregue da preparação dos textos relativos ao Direito Internacional (eliminação do terrorismo, direitos dos migrantes, tribunais internacionais, etc.).

Israel é o único Estado das Nações Unidas a violar deliberadamente uma enorme quantidade de Resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, desde há mais de 60 anos, sem nunca ter tido que assumir as consequências por isso.  

O POVO E A(S) SUAS ELITE(S)


No recente 10 de Junho, Marcelo Rebelo de Sousa na qualidade de Presidente da República Portuguesa, surpreendeu quando falou do Povo e das Elites. A tese exposta era a de um confronto entre um Povo bom, endeusado no seu percurso histórico, melhor que as Elites, más, culpabilizadas pelos falhanços, dos períodos de crise.

Marcelo nasceu da política e na política sempre se moveu. Marcelo, até por tradição familiar, pertence às “elites” deste País, com intervenção directa, na formação de opinião, na mobilização de consensos e compromissos, nas Instituições do Estado, na Universidade, na Comunicação Social, na política partidária. Vindo de quem vem, a tese exposta no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas só poderia ser interpretada como uma profunda autocrítica pessoal e de uma classe social mais favorecida ou uma enorme e oportunista bajulação do “povo”, sem relevância intelectual.  

Acho que Marcelo Rebelo de Sousa não tem razão. Não há um Povo homogéneo, entidade em estado puro, isento de pecados, como o individualismo, ou a preguiça, ou a ganância ou a luxúria. Não há um Povo único, solidário, com projecto, iniciativa, busca de conhecimento e consciência social. Predominam aqui e agora expressões e afirmações de incultura, alienação, boçalidade e ética duvidosa. Do dito Povo emergiram as burlas gigantescas, os negócios ruinosos, as fidelidades mais atentatórias dos interesses nacionais. Os nomes, que ouso não citar, fazem capa de jornais.

O povo (ou se quiserem o Povo, de Marcelo) em democracia possui instrumentos de delegação de representação dos seus interesses. Vota e elege (muitas vezes mal!) em períodos regulares. Confirma muitas vezes a sua vontade, dispensando analisar sequer as alternativas. Abstém-se quando, tantas vezes, se exige participação e decisão. Premeia quem os rouba, ou deles se afasta. Chora lágrimas de crocodilo pelas consequências da sua acção.

Mas as Elites, será que existem? Tenho para mim que em Portugal infelizmente não há elites. Não há uma elite cultural organizada, não há uma elite educativa influente, não há uma elite com acção social ou empresarial. Há, sim, instituições credíveis como algumas Universidades, alguns Sindicatos, alguns Partidos Políticos, algumas Empresas, algumas Associações, alguma (pouca) Comunicação Social. E claramente há uma não muito vasta lista de notáveis, gente com projecto, alma e visão de futuro, sentido patriótico e da História. Como foram, entre outros, Agostinho da Silva, Albino Aroso ou Álvaro Cunhal.

O futuro desejado será o encontro difícil do País, todo o País, com a História. Com roturas necessárias.


CR

Louis Talamoni

Louis Talamoni, antigo autarca de Champigny e senador comunista, foi condecorado a título póstumo com o grau de comendador da Ordem da Liberdade, por "durante largos anos, a partir de 1956 e até 1972, data da extinção do bidonville" ter procurado "com grande determinação e uma inegável coragem, minorar o sofrimento de todos os que viviam no bairro de lata".


Sábado 11 junho foi inaugurada em Champigny sur Marne uma escultura em memória de Louis Talamoni oferecida pela comunidade Português.

Durante 20 anos, a partir de meados dos anos 1950 e até 1975, Champigny viu espalhada no Plateau, uma favela, feita de barracos precários, onde viviam empilhados milhares de Português (cerca de 12.000) que vieram à procura de trabalho ou fugindo á ditadura de Salazar e ás guerras coloniais Portugal. Eles viviam em condições precárias, sem água potável, sem eletricidade, sem saneamento, sem recolha de lixo ... 

Foi a determinação e acção de Louis Talamoni (prefeito de Champigny 1950-1975) que levou, inicialmente, a fornecer serviços municipais na favela (água, saneamento, escolaridade ...) e, em seguida, com a ajuda do Estado, para acabar com a favela e mudar toda a população, homens e famílias. 

A associação Les Amis du Plateau, criada em 2013 e presidido por um ex-morador da favela, Valdemar Francisco, quis expressar a gratidão da comunidade portuguesa ao autarca comunista. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Professoras da FCNAUP criam Roda da Alimentação Mediterrânica

Patrícia Padrão / FCNAUP 

O aspecto é semelhante ao da tradicional Roda dos Alimentos mas, neste caso, são valorizados aspectos como a Cultura, a Tradição e o Equilíbrio. São esses os três “ingredientes” principais da Roda da Alimentação Mediterrânica, um projecto desenvolvido por uma equipa de investigadoras da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP)  e a mais recente “arma” lançada pela Direcção Geral da Saúde para promover uma alimentação saudável junto do população.
Liderada pelas docentes da FCNAUP Sara Rodrigues e Bela Franchini, a construção da  Roda teve início em setembro de 2015, envolvendo a estreita colaboração da Direcção-Geral do Consumidor e a auscultação de peritos de diferentes áreas e instituições. Seguiu-se um processo de diálogo com elementos da área de design, no sentido da concretização de uma representação gráfica atractiva e clara da mensagem a transmitir. O Cartaz da Roda da Alimentação Mediterrânica, apresentado no passado dia 8 de junho, é o culminar de todo este processo.
Com este novo guia alimentar que assenta na nova Roda dos Alimentos, pretende-se então promover e valorizar a alimentação mediterrânica junto da população portuguesa, salientando não só a componente alimentar, mas também os elementos inerentes ao seu estilo de vida.
Em forma de roda (que reflecte o prato e o convívio mediterrânico à volta da mesa) e não de pirâmide, esta representação gráfica evidencia os alimentos mediterrânicos mais relacionados com o padrão português em cada um dos seguintes grupos: óleos e gorduras (azeite/azeitonas – alimento e respectivo fruto de origem); hortícolas (cebola, alho, couve galega, grelos, tomate, pimentos, beldroegas…); fruta (melão, figo, ameixa, laranja, tangerina, nêspera, romã…); cereais, tubérculos, frutos amiláceos (batata doce, castanha, massa e arroz integrais, flocos de aveia, pão de centeio, broa…); carne, pescado e ovos (peixe, em especial sardinha, carapau, cavala, atum…); laticínios (queijo e iogurte); e leguminosas (todas).
A Roda apresenta ainda duas mensagens relativas a consumos fortemente associados ao Padrão Alimentar Mediterrânico (PAM): os frutos gordos e o vinho. E se no que toca aos frutos  há um apelo à sua ingestão, já no que que respeita ao vinho o conselho passa por um consumo moderado e às refeições, destacando-se a proibição a crianças, adolescentes, grávidas e aleitantes.
De resto, as investigadoras apelam à preferência pela proveniência local dos alimentos, à incorporação de ervas aromáticas como veículo de maior sabor em detrimento do abuso do sal de adição, à utilização da gastronomia saudável e de técnicas culinárias sadias tradicionais, como sopas, ensopados e caldeiradas; à inserção da confecção dos alimentos no quotidiano através da partilha com família e amigos; e ao combate ao sedentarismo pelo incremento ao tempo dedicado a actividades de lazer.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

EM 4 MINUTOS, A MUDANÇA DE HERÓI A VULGAR CANALHA


Disputava-se o jogo Peru- Brasil da Copa América Centenário. Era um jogo decisivo. Aos 70 minutos o peruano Ruidiaz, na ânsia de marcar golo, introduziu a bola na baliza adversária com a mão. Ostensivamente. O árbitro, o uruguaio Andrés Cunha, estava a curta distância do acontecido e assinalou golo. 

Perante os protestos dos brasileiros, conferenciou com a sua equipa de arbitragem e passados 4 longos minutos, incompreensivelmente confirmou a sua errada decisão. O Brasil foi eliminado da competição, provavelmente por não ter mérito futebolístico, mas, diga-se, em abono da verdade, de forma irregular.

O peruano Ruidiaz poderia ter tido um gesto de enorme dignidade pessoal e ter reconhecido naqueles infindáveis 4 minutos que tinha cometido uma óbvia infracção. Ficaria como meu Herói. Daria assim uma bofetada de luva branca em quem, detentor de competência para isso, não utiliza (todos) os meios tecnológicos ao seu dispor para defender a verdade desportiva. Mas não. 

O peruano Ruidiaz não é um herói, não passa de um simulador desprezível. E o lastimável mundo em que habita (ou sobrevive) certamente não tem quaisquer princípios éticos.


CR

domingo, 12 de junho de 2016

NOTÍCIAS DO AMBIENTE

Noruega é o primeiro país do mundo a banir o corte de árvores

O governo norueguês também proibiu a compra de qualquer matéria-prima do exterior que tenha contribuído para o desmatamento global durante a produção.

A Noruega se tornou o primeiro país do mundo a se comprometer com o fim desmatamento em todo o território nacional, após decisão do Parlamento na semana passada. Para cumprir com a meta, o governo proibiu o corte de árvores e baniu a compra e a produção de qualquer matéria-prima que contribua para a destruição de florestas no mundo.

Na sessão decisiva, o Parlamento também se responsabilizou a encontrar uma maneira de fornecer alguns produtos essenciais, como carne, soja, madeira e óleo de palma, sem causar impactos no ecossistema. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esses quatros produtos são responsáveis por quase metade do desmatamento das florestas tropicais do planeta. A Noruega é a primeira nação a pôr em prática a promessa feita junto à Alemanha e à Grã-Bretanha de promover esforços significativos contra cadeias de produção que gerem corte de árvores, assinada na Cimeira do Clima da ONU, em 2014.


Não é a primeira vez que o país escandinavo toma uma atitude pioneira em favor da proteção do meio-ambiente. Segundo a rede CNN, em 2008, a Noruega deu ao Brasil 1 bilhão de dólares (mais de 3 bilhões de reais) para ajudar a combater o desmatamento na Amazônia e a situação foi reduzida em 75% em sete anos. Além disso, o país está no processo de restringir as vendas de carros movidos a gasolina até 2025.

JULIO POMAR

Almoço do trolha, 1947

O gadanheiro, 1950

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Aprovadas medidas na defesa do bem-estar dos animais



Dia bom para a defesa do bem-estar dos animais!
Hoje foi aprovado na Assembleia da República um Projecto de Lei que proíbe o abate de animais errantes como forma de controlo da população. Dia que contou com o contributo decisivo do PCP, que apresentou esta legislatura o PJL 65/XIII. E prova de que a persistência compensa! O PCP já tinha apresentado na passada legislatura para o mesmo efeito, proposta que foi chumbada por PSD e CDS. Voltámos à carga nesta legislatura e ainda bem! Voltámos a propor o fim do abate sistemático de animais nos canis e gatis e o estabelecimento, em alternativa, da generalização da esterilização, da implementação de programas CED – Captura, Esterilização e Devolução – para gatos e a dinamização de campanhas de adopção de animais.
 E, por proposta do PCP, ficou consagrada em lei a integração de preocupações com o bem-estar animal no âmbito da Educação Ambiental logo desde o 1.º Ciclo do Ensino Básico e a dinamização de campanhas anuais de sensibilização sobre o respeito e a protecção dos animais e contra o abandono. Promove-se uma cultura de tratamento mais digno dos animais com o reforço de medidas de sensibilização, pedagogia e educação, colocando o Estado como verdadeiro promotor do bem-estar animal. Assim se firmam culturalmente os valores do respeito e da convivência harmoniosa entre seres humanos e seres não humanos.
Obrigada a todos quantos participaram neste processo de forma construtiva e positiva e nos fizeram chegar as suas propostas, contributos e análises. Começa hoje um novo paradigma de controlo da população de animais errantes, mas ainda há muito a fazer. Ao trabalho!

nota adicional 


NOuvi há pouco na rádio que a Assembleia da República aprovou hoje por unanimidade uma lei que acaba com o abate nos canis municipais. É verdade. Não se disse porém de quem partiu a iniciativa.
Proponho aos meus amigos que adivinhem de quem foi.
Pensem lá...
Estarão quase todos enganados. Não foi desses. Foi do PCP.
Estão a ver porque não se diz de quem foi a iniciativa?" - António Filipe, deputado do PCP
i desses. Foi do PCP.
Estão a ver porque não se diz de quem foi a iniciativa?" - António Filipe, deputado do PCP



Tudo normal: Paulo Portas no Mota-Engil


A constante troca de lugares entre os cargos políticos estatais e dos grupos monopolistas, num e noutro sentido, é uma das caraterísticas do capitalismo monopolista de Estado.
Foi por isso que Pedro Tadeu inicia o título do seu texto com «tudo normal».
Como será normal o seu regresso à política nas mesmas ou noutras funções. Assim foi com Jorge Coelho, com Eduardo Catroga… e assim continuará a ser até ao dia em que o povo português resolva assumir o futuro nas suas próprias mãos.

http://www.odiario.info/wp-content/themes/default/images/raya_pret.gif
Quando Paulo Portas impôs a Passos Coelho que fosse o CDS a controlar a relação do executivo com as empresas, estava a defender o que achava ser a melhor solução para o país e para o governo de coligação com o PSD ou estava a preparar o dia em que sairia da política?
Quando Paulo Portas exigiu que o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros fosse o motor da promoção das exportações das empresas nacionais, quando reivindicou o protagonismo da diplomacia dos negócios, acreditava ser essa a forma mais eficaz de conseguir resultados ou preparou o resultado de ontem, o anúncio da sua contratação pela Mota-Engil?
Quando Paulo Portas se demitiu “irrevogavelmente” do governo e aceitou, afinal, permanecer no executivo, promovido a vice-primeiro-ministro com a coordenação económica, estava a conquistar o quê? Depois de Passos ter “despedido” o independente Álvaro Santos Pereira do Ministério da Economia, ocupado depois pelo membro do CDS António Pires de Lima, estivemos perante um rearranjo do poder político ou um arranjo para Portas ter futuro profissional?
A contratação de Paulo Portas pela construtora Mota-Engil (onde outro político, Jorge Coelho, foi CEO mas sete anos depois de ter sido ministro) acontece após a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter anunciado que acumulará o cargo de deputada com a de administradora não executiva da gestora financeira Arrow Global e o seu homólogo no anterior governo PS, Teixeira dos Santos, aspirar à liderança do BIC, de onde saiu outro político, Mira Amaral.
Acontece quando os semipolíticos Leonor Beleza e Rui Vilar estão apontados para vice-presidências da Caixa Geral de Depósitos. Acontece quando o ex-comissário europeu António Vitorino, sempre em multitarefa, sai agora dos CTT para ir para o Santander, o banco que ficou com o Banif onde estava empregado, antes da resolução, outro ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Ah! E houve um primeiro-ministro, José Sócrates, a trabalhar numa farmacêutica…
A crise de 2008, a vinda da troika em 2011, o terramoto na banca, a explosão de moralismo contra a promiscuidade da política e dos negócios, os casos BES e PT, os sucessivos escândalos, já rotinas serenas, não fizeram a diferença. E António Mexia, outro ex-ministro, até diz que ganhar dois milhões por ano na EDP, onde também anda Catroga, nada tem de especial.
O jovem Portas jornalista, hoje, desancaria em mil pedaços o maduro Portas, político/gestor que sonha ser presidente da República. Eu fico, apenas, amargurado por, neste país, nesta Europa, neste mundo, neste sistema, a pior expectativa confirmar-se sempre.


* Jornalista.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

TEXTO

O ASSIS QUE HÁ
(Baptista Bastos, in Correio da Manhã, 01/06/2016)

Assis sente-se atacado de eczema com a actual solução governativa. Aproxima-se o congresso do PS e Francisco Assis, socialista envergonhado ou, à escolha, desavergonhado, volta ao realejo das suas lamúrias. Há certa comunicação social sempre aberta a recolher, pressurosa e solícita, afirmações abjuratórias.

Bernard Shaw já descreveu o tipo e as circunstâncias que o procriam, num texto hilariante de crítica e abominação. Nada de novo, assim como de novo nada naquilo que o Assis diz e deseja. Os filisteus não são de agora e os aparentemente mais poderosos estão sempre dispostos a ceder o prato de lentilhas.
Assis acalenta o desejo de o PS se fundir com o PSD, subalternizando-se aos maneios da Direita, e constituir um partido imbatível, que domine Portugal por mil anos. Os outros partidos seriam facilmente hegemonizados, os sindicatos liquidados, a Imprensa alimentada a uma só voz (em Portugal está quase), os salários tabelados consoante os interesses patronais; enfim um corporativismo autoritário, como em tempos não longínquos.
O Assis sente-se atacado de eczema com a actual solução governativa. Coça-se até sangrar. Anticomunista protozoário, é um senhorito de outro tempo, irascível e de péssimo trato quando as coisas não estão a seu bel-prazer. As declarações prestadas não constituem sinais de um combate político, referências de um debate ideológico, princípios doutrinários de uma alternativa política, social e cultural. Nada disso.
A cegueira deste indivíduo indu-lo a admitir como justas as políticas que levaram o País à miséria e ao sofrimento. Nada propõe, indica ou sugere na sua execração a António Costa. Apenas o odeia.
Ele é outro dos «inimigos do Interior», que não esconde os desígnios de poder e cobiça de peralvilho, indiferente às consequências nefastas para a democracia e o nosso modo de viver, notoriamente a melhorar. Ele não é ignorante nem desinformado. É, pura e simplesmente, Francisco Assis.


domingo, 5 de junho de 2016

O MUNDO QUE ACONTECE EM POUCOS DIAS


Quando um fim-de-semana bem desfrutado nos separa da realidade mediática actualizada, pode acontecer quase tudo. Pode uma taróloga na SIC nos propor em caso de violência doméstica uma resposta “maternal” com amor e miminhos. Pode o nosso mais renomado desportista ser dispensado de treinos e afinação de conjunto em vésperas de Europeu e gozar á fartazana nos mares de Ibiza. Podem Leonor Beleza e Rui Vilar ser nomeados vice-presidentes não-executivos da CGD e humildes não exigirem salário. Pode o BCP desvalorizar 27% (530 milhões de euros) em poucos dias ou 51% (1,4mil milhões de euros) desde o princípio do ano. Pode Assis discursar contra o perigo vermelho e ninguém lhe ligar patavina. Pode a França gozar de um estatuto de impunidade nas exigências do Euro. Pode a Polónia anunciar que vai aumentar em um só ano as Forças Armadas de 100.000 para 150.000 homens. Pode.  Mas certamente não aconteceu.  A SIC que paga á taróloga, a Federação que paga á Selecção, o Estado que paga a Leonor e a Vilar e não quer pagar ao BCP, a Nato que arma a Polónia, ou o Assis que é  um sonso, não quererão que aconteça.  O mundo não está doido.


CR