um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

BCE recusa informação sobre banca a eurodeputado português comunista













Miguel Viegas pediu informação sobre o acompanhamento e supervisão ao 

sistema bancário português. A resposta chegou esta segunda-feira e foi negativa. O 

eurodeputado garante que não desiste.

O Banco Central Europeu (BCE) recusou disponibilizar a informação solicitada pelo eurodeputado do PCP no início de abril, invocando deveres de segredo profissional e de confidencialidade.
Numa carta remetida a 05 de abril, Miguel Viegas considera que casos como o do BCP, do BPN, do BES/GES e, mais recentemente, o do BANIF demonstram "a fragilidade do sistema financeiro português e justificam "fundadas interrogações sobre o sistema de supervisão bancária".
Nesse sentido, o eurodeputado remeteu ao Conselho de Supervisão do BCE um pedido de informação e documentação sobre a banca portuguesa.
Esta segunda-feira, a presidente do Conselho de Supervisão do BCE, Danièle Nouy, responde ao eurodeputado português, para justificar a recusa do envio da documentação solicitada.
"O BCE está sujeito a requisitos de segredo profissional", afirma a responsável da instituição europeia na resposta, divulgada na conta oficial do twitter da instituição.
No entanto, Danièle Nouvy lembra que "o BCE fica autorizado, dentro dos limites e nas condições estabelecidas na legislação da União, a trocar informações com as autoridades e os organismos nacionais ou europeus nos casos em que a legislação aplicável da União permita às autoridades nacionais competentes divulgar informações a essas entidades, ou em que os Estados-Membros prevejam essa divulgação de acordo com a legislação aplicável da União".
Para além disso, afirma a presidente do Conselho de Supervisão, "a protecção de dados pessoais impõe limites adicionais ao intercâmbio de informação confidencial".
Miguel Viegas, entrevistado por Helena Vieira, garante que vai insistir com o BCE pois este "não está acima do controlo democrático"
"Os pedidos individuais de divulgação ou acesso a informação confidencial sobre supervisão formulados por deputados do Parlamento Europeu não se enquadram no âmbito das referidas disposições", ressalva.
Em declarações à TSF, Miguel Viegas afirma estar "desiludido e preocupado com esta posição do BCE", sublinhando que "a supervisão bancária é extremamente importante, está a ser assumida por uma instituição que não tem nenhum controlo democrático".
Miguel Viegas afirma ainda que "num momento em que era fundamental que se abrisse luz sobre o processo [da supervisão bancária] e que tivéssemos toda a informação disponível, eis que vem essa resposta que demonstra toda a opacidade do processo".
O eurodeputado garante que vai insistir e "voltar à carga, para exigir um mínimo de transparência e de prestação de contas por parte desse mecanismo de supervisão, que não está acima da democracia, não está acima do controlo democrático".
Na semana passada, e no âmbito do caso Banif, o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, afirmou que a comissão parlamentar de inquérito ao Banif não endereçou qualquer pedido de depoimento, até porque a instituição só "responde perante o Parlamento Europeu".


o pitbull terrier

Alguns andam verdadeiramente assustados com a candidatura de Donald Trump á presidência dos Estados Unidos da América. O tempo reforça-lhes o medo.
O milionário americano e presença permanente nos média ameaça transformar o país numa fortaleza militante contra hispânicos e negros, liberais e pobres. E constrói um discurso radical para a maioria despolitizada do povo, ávido de propostas nacionalistas de potência mundial de orgulho ferido pelos novos centros de poder do planeta. Arrasta consigo emoções irracionais mas mobilizadoras. 
Congrega crescentemente corporações e entidades com influência real.
Mas Donald Trump não passa do pitbull terrier que ladra e assusta ao portão da quinta. Alguém no interior do sistema o controlará se necessário. Lá fora ninguém lhe tem respeito.
CR

terça-feira, 26 de abril de 2016

Foi então para isto que se fez o 25 de Abril?


Deram-nos, há 42 anos, o 25 de Abril e a liberdade mas estão, desde então, a tirar-nos poder democrático... Estou a exagerar? Deixo aqui quatro factos como prova.

1. A Segurança Social deixa escapar para o vazio, desde 2005, 8800 milhões de euros por ano, que se perdem na fraude, na evasão contributiva, nas isenções excessivas e em dívida não cobrada, revela o economista Eugénio Rosa.
A população, na verdade, não sabe disto mas pedem-lhe, mesmo assim, que decida a reforma do sistema. Ora, uma maioria enganada não pode tomar decisões verdadeiramente democráticas porque partem de pressupostos falsos.

2. Burocratas da Comissão Europeia negoceiam em segredo um acordo de comércio livre com os Estados Unidos. Ainda ontem o articulista do Financial Times Wolfgang Münchau denunciou aqui no DN esse TTIP: "Um dos seus aspetos mais controversos é que ele reduziria a soberania legal dos parceiros." De facto, em caso de conflito entre empresas e Estados, se o acordo for aprovado, quem fará a justiça não serão os tribunais: serão instâncias arbitrais cujas decisões têm de ser aceites pelos países, mesmo se violarem as suas leis nacionais ou, até, as constituições.
Um Estado impedido de aplicar o direito que burilou ao longo da história não pode proclamar-se democrático porque perdeu dois dos três poderes definidores desse regime: o legislativo e o judiciário.

3. Um eurodeputado queixou-se disto: para consultar em Bruxelas os documentos disponíveis sobre a negociação do TTIP tinha de o fazer numa sala sobreaquecida onde suava as estopinhas. Podia levar uma caneta: nem computador, nem tablet, nem telemóvel nem, sequer, papel! Durante a consulta, o eleito do povo era vigiado por um funcionário que o pressionava, insistentemente, a ser breve... Se elegemos representantes políticos para serem gozados pela burocracia europeia, para que servem as eleições?

4. Escreve o Expresso que o Grupo Espírito Santo pagou durante 20 anos, através de contas offshore, avenças a políticos, autarcas, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas... Quando o poder político, estatal, local, económico e mediático está a soldo da finança e manipula para esse interesse o processo decisório e a difusão da informação, como podemos acreditar na limpidez do funcionamento das instituições? Como acreditar na democracia?
Ficámos todos contentinhos porque nos deram a liberdade. Podemos dizer mal de quem nos apetecer. Ótimo! Mas, na verdade, após 42 anos, estão a reduzir-nos ao papel de idiotas úteis, palradores inconsequentes, livres sim, mas utilizados para caucionar uma democracia que, se não for mesmo falsa, é, essencialmente, hipócrita.

Pedro Tadeu (em DN)


a cuspidela da serpente

Manhã de 26 de abril, RTP 1, Jorge Gabriel em diálogo com Germano Silva …. recordações do 25 de Abril de 1974… Jorge Gabriel puxa dos seus parcos conhecimentos de História  (e do reaccionarismo  anexo) e “explica” que naquela altura histórica em África,  já não era a vontade e resistência dos africanos que condicionava o moral e a consciência dos militares portugueses no terreno, mas sim a supremacia das armas utilizadas pelas forças em confronto. Queria dizer o senhor enterteiner que se não fosse o apoio em armas aos “terroristas” talvez hoje Angola fosse …. NOSSA!

Mas no canal ao lado, na SIC, o deboche sobre o 25 de Abril não era menor. Numa cena de comédia de mau gosto, parodiavam-se canções de José Afonso e Sérgio Godinho, na voz de um “bêbado”…
Enfim enquanto não os pusermos em sentido, eles continuarão … ignorantes e boçais!


Cristiano Ribeiro

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Madredeus - Capricho Sentimental

MANIPULAÇÃO

Fotografia manipulada
Fotografia original
Esta fotografia foi tirada no dia 26 de Agosto de 2011, num supermercado em Rockaway Beach, nos EUA, quando do furacão Irene que atingiu a Carolina do Norte e consta da base de dados da Reuters .
Durante os anos de 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 - mais ou menos manipuladarecortada e pixelada de forma a não se poder ler os cartazes em inglês - foi utilizada de forma massiva em blogs, na comunicação social e pelo conjunto da oposição venezuelana, como símbolo da escassez de produtos de primeira necessidade na Venezuela.
No póprio Google a foto surgiu durante anos associada às pesquisas sobre «escassez Venezuela».





O ORGASMO DO SIM

http://www.publico.pt/n1729449

O prefeito (presidente da câmara) de Montes Claros, uma cidade no Norte de Minas Gerais, conseguiu a façanha de ver o seu nome nos media nacionais do Brasil por duas vezes em menos de um dia. Neste domingo, Ruy Muniz foi citado no Congresso pela mulher, a deputada federal Raquel Muniz, como exemplo da gestão da coisa pública. Passada a noite, a Polícia Federal bateu-lhe à porta logo pela manhã para o deter por suspeitas de corrupção.
As autoridades brasileiras crêem que Ruy Muniz favoreceu um hospital privado de Montes Claros detido pelo próprio e gerido pelo grupo económico da família – o Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira –, prejudicando os hospitais públicos da cidade  mineira. O político – que, tal como a mulher, representa o PSD (centro-direita) – ficou em prisão preventiva.
A Operação Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde visa ainda a secretária municipal de Saúde, Ana Paula Nascimento. Estão a ser investigados crimes de “falsidade ideológica”, dispensa indevida de licitação pública, “estelionato majorado”, prevaricação e peculato. “Se condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos”.
Instado a pronunciar-se pela imprensa, o executivo de Ruy Muniz fez saber em comunicado que o prefeito se mantém no cargo e que “tem plena convicção de que a decisão absurda será revertida com a maior brevidade possível, por entender que a Justiça Federal foi induzida ao erro ao receber informações que não se harmonizam com a verdade”.
“Sim! Sim! Sim!”
Raquel Muniz, mulher do prefeito, protagonizou neste domingo uma das declarações de voto mais caricatas da sessão parlamentar que autorizou a abertura do processo de destituição da Presidente Dilma Rousseff. A deputada federal, uma das 367 que votaram favoravelmente, terminou aos pulinhos, de bandeira na mão, a gritar: “Sim! Sim! Sim!”.
Antes desse momento, teve oportunidade de dizer: "O meu voto é para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com a sua gestão". Depois, fez como muitos outros deputados,  e desfiou o nome de familiares ao microfone: “O meu voto é por Tiago, por David, Gabriel, Mateus, minha neta, Júlia, minha mãe, Elza”.
“Meu voto é pelo Norte de Minas, por Montes Claros, por Minas Gerais. É pelo Brasil”, exclamou. Saiu vitoriosa. De manhã, tinha à sua porta em Brasília, onde o marido se encontrava, a Polícia Federal. Desde então, apesar dos contactos dos jornalistas brasileiros, não prestou qualquer declaração.

 (em  PÚBLICO)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

CIDADANIA DECENTE


Chamam-lhe paraísos fiscais. O nome diz quase tudo. São ilhas, pequenos países, estados inteiros. E a divulgação dos chamados Documentos de Panamá tornou claro o que já se sabia: os ricos fogem ao fisco e os outros pagam assim mais. “Democraticamente”, quase com a “naturalidade” de tudo o que é “inevitável”. Como se estivesse escrito nas nuvens. Já alguém avisado recomendava: se não queres pagar impostos, torna-te rico. A projecção mediática do tema agora, vinda de quem vem, e financiado por quem é, merece reservas. E não estão previstos paraísos fiscais para a maioria da população.  
Aqui chegados, perdida a inocência de santos e querubins que enxameiam os corredores do poder seja em Bruxelas ou nas Bolsas de Valores, importa objectivamente sinalizar alguns “figurões”.

 De discurso moralista contra os excessos da protecção do Estado Social, a favor do Estado mínimo que lhes permita fugir a obrigações fiscais com uma rede opaca de transacções e de empresas fictícias, eles de bandeira patriótica na aba do casaco mentem ao fisco, mentem nas Comissões de Inquérito Parlamentar, em órgãos regulamentares, mentem na imprensa, mentem ao Pais, mentem impunemente. São comendadores, agraciados, ungidos pelo manto da respeitabilidade, do patriotismo, do exercício do poder e da influência. São “espertalhões”.

Exemplifiquemos. Ricardo Salgado, o católico ex-presidente do BES, esqueceu-se (coitado, é da idade!) em processo de regularização de dívidas de dois paraísos fiscais que possuía nas Bahamas e Ilhas Virgens Britânicas em nome das quais estavam contas bancárias no Panamá e nas Ilhas Caimão. E como era muito esquecido não se lembra da Espirito Santo Enterprises, o saco azul do BES; por onde terá saído uns inexplicados 12,5 milhões de euros para a conta na Suíça do dirigente do grupo Lena, e conta dos amigos de José Sócrates. O Vale do Lobo transformou-se no Rabo (de fora) do Lobo. O lugar de Ricardo Salgado numa república decente é na prisão.

Mas temos mais exemplos. Temos Ilídio Pinho e a sua Fundação, igualmente com paraísos fiscais nas Ilhas Virgens Britânicas e na Madeira e conta bancária no Luxemburgo. O mesmo “esquecimento”, a mesma impunidade, o estatuto público da Fundação ao serviço dos rendimentos privados.

Mas não se pense que só neste cantinho europeu se usa e abusa de falcatruas, estratégias de corrupção e de captura de recursos aos povos. O exemplo mais significativo é o senhor Juncker, o ex-primeiro ministro luxemburguês e actual Presidente da Comissão Europeia, o Padrinho dos Padrinhos. Igualmente muito católico, o democrata cristão senhor Juncker fez acordos secretos com multinacionais europeias e americanas para pagarem impostos quase simbólicos no Luxemburgo e fugirem aos compromissos fiscais nos seus países de origem.  A Europa actual é obra do senhor Juncker.


O capital financeiro nesta fase de desenvolvimento do modelo económico dominante necessita de construir uma fonte contínua de enriquecimento, uma dinâmica global isenta de controlo, de obstáculos. Não serão considerações éticas ou morais, ou constrangimentos legais, que impedirão o sucesso dessa estratégia destruidora. A lógica da rapina é universal. Possui todos os recursos, mediáticos, força bélica, influência de massas. Possui um exército de escroques e criminosos. Certamente medidas legislativas serão necessárias para limitar o desastre.

Mas a comoção perante a extensa divulgação destes dados não nos pode impedir de friamente raciocinar sobre a necessidade de construir uma melhor sociedade. Ou pelo menos, uma cidadania decente.

CR


sábado, 16 de abril de 2016

13 de Janeiro de 1898 – Émile Zola publica «J'Accuse»


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A carta com o título «J'Accuse», em que o escritor francês Émile Zola acusa o governo de francês de encobrir a verdade no caso Dreyfus – um escândalo político que dividiu a França no final do século XIX –, fez a manchete do diárioL'Aurore, que esgota em poucas horas os 300 000 exemplares da sua edição. «O meu dever é falar, não quero ser cúmplice. As minhas noites seriam atormentadas pelo espectro do inocente que paga, na mais horrível das torturas, por um crime que não cometeu» – escreveu Zola, denunciando a situação do capitão Alfred Dreyfus, de origem judaica, acusado num processo fraudulento, conduzido à porta fechada, de espionagem a favor da Alemanha, condenado e deportado para a Guiana Francesa. Zola, apoiado por vários intelectuais, entre os quais Anatole France, Georges Courteline, Octave Mirbeau ou Claude Monet, lutará até à sua morte pela reabilitação de Alfred Dreyfus, o que vem a suceder anos mais tarde.

Joe Cocker - Night Calls

sexta-feira, 15 de abril de 2016

HUMOR


Em http://criadamalcriada.com/author/senhora/

Nestas questões de princípios, não há que transigir...Igualdade de Géneros!

Mogwai ~ Are You A Dancer ?

DÉFICE DE 2015 ACIMA DO PREVISTO


O défice orçamental de 2015 situou-se nos 4,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, segundo dados provisórios do INE, divulgados dia 24.

O instituto Nacional de Estatística indica que a operação de resolução do Banif provocou um agravamento das contas públicas de 1,4 por cento do PIB em 2015, ou seja, 2 463,2 milhões de euros, mais 208,2 milhões de euros do que inicialmente previsto.

Este acréscimo decorre sobretudo da contabilização das operações da sociedade Oitante, que ficou com os activos do Banif que o Santander não quis comprar.


Recorde-se que o anterior governo PSD/CDS- PP propôs-se alcançar um défice de 2,7 por cento do PIB. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Em Blog Alpendre da lua, de Alexandre de Castro


Maria Luís já pode trabalhar na Arrow e ser deputada

"Não existe incompatibilidade ou impedimento no exercício do cargo de administradora não executiva da Arrow Global Group PLC, pela Senhora Deputada Maria Luís Albuquerque e as funções decorrentes do exercício do mandato parlamentar…
Diário de Notícias

***«»***
Isto é a mesma coisa do que ser freira de um convento, durante o dia, e, à noite, trabalhar numa casa de alterne.

6 de Dezembro de 1383 – Revolução burguesa em Portugal

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A morte do rei Fernando, sem deixar herdeiros masculinos, abriu uma crise dinástica em Portugal, na altura já a braços com revoltas camponesas e profunda insatisfação popular devido à fome e à peste que assolavam o País. Para evitar que o reino acabasse sob o domínio de Castela – como queriam a rainha viúva Leonor Teles, o seu conselheiro galego conde Andeiro e grande parte da nobreza – alguns nobres, com D. João, mestre de Avis, irmão ilegítimo do rei Fernando, matam o conde Andeiro a 6 de Dezembro de 1383. O povo de Lisboa aclama o Mestre de Avis Regedor e Defensor do Reino no dia 16 e a burguesia apoia-o com os meios necessários à guerra com Castela, que dura até 1385. Portugal sai vitorioso. Segundo vários autores, incluindo Álvaro Cunhal, «a revolução burguesa identificou-se com uma luta nacional pela independência» e a vitória da nação portuguesa foi uma «vitória das forças progressistas sobre as forças reaccionárias de Portugal e Espanha».

SUICÍDIO


A taxa de mortalidade por suicídio passou de 10,1 por 100 mil habitantes para 11,7 por 100 mil habitantes em 2014, segundo o relatório «Portugal _ Saúde Mental em números 2015», apresentado, dia 24 , em Lisboa.

O estudo analisou a variação da mortalidade por suicídio ao longo de três intervalos de tempo (1989-1993, 1999-2003 e 2008-2012), concluindo que o período mais recente _ “de crise”_ apresentou “a mortalidade por suicídio mais alta”, assim como “a taxa bruta mais alta”.

Uma outra investigação, conduzida pelo Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra, concluiu que nas freguesias mais desfavorecidas das áreas metropolitana do Porto e Lisboa o risco de mortalidade por suicídio é significativamente superior ao de outras zonas em que os níveis de privação material são menores.

terça-feira, 12 de abril de 2016

a poupança

POUPANÇA CAI PARA MÍNIMOS HISTÓRICOS

A taxa de poupança das famílias voltou a cair em 2015 para 4,2 por cento do rendimento disponível, o valor mais baixo desde pelo menos 1999, primeiro ano para o qual há registo estatístico.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística publicados dia 24, a taxa de poupança manteve a “tendência decrescente”, apesar do ligeiro aumento do rendimento disponível em 0,5 por cento em 2015. 

GRAFISMO


segunda-feira, 11 de abril de 2016

31 de Março de 1821 – Fim da Inquisição em Portugal


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O Tribunal do Santo Ofício, comummente designado por Inquisição, foi instituído em Portugal em 1536, no reinado de D. João III. Visto como uma «nova arma de centralização régia», que permitiu perseguir e liquidar o crescente poder dos cristãos-novos considerados pela coroa portuguesa como uma ameaça, o tribunal eclesiástico tinha oficialmente como missão inquirir dos desvios da fé católica, das heresias e práticas pagãs, mas estendeu-se a muitas outras áreas, incluindo a censura de livros. 

Os processos, geralmente secretos, baseavam-se em denúncias, mesmo anónimas, boatos e suspeições de todo o tipo. Os inquisidores podiam prender, julgar, castigar, torturar e condenar à morte sem que aos acusados fosse dada possibilidade de defesa. Durante os seus 285 anos de vigência em Portugal, o Tribunal, considerado santo nos meios e nos fins, processou dezenas de milhares de pessoas e condenou milhares à fogueira; muitas outras morreram na prisão à espera de julgamento. O Tribunal do Santo Ofício foi extinto um ano depois da vitória de revolução liberal (1620) por decisão das cortes gerais do reino.

domingo, 10 de abril de 2016

sábado, 9 de abril de 2016

PCP apresenta projectos para a proibição e extinção dos centros off-shore



O PCP apresentou hoje dois Projectos de Resolução que propõe a criação de um plano nacional e internacional para a extinção dos centros off-shore, a limitação e proibição de transacções financeiras ou comerciais com off-shores e a criação de uma unidade técnica para apurar os beneficiários finais das entidades off-shore que serviram de esconderijo para os despojos do saque ao BES

sexta-feira, 8 de abril de 2016

The Beatles - While My Guitar Gently Weeps







Uma obra-prima!

Mãos de fada

No Panama Papers, a informação surge filtrada por um consórcio internacional de jornalistas de investigação, cerca de 200, oriundos de 65 países. O "Centre for Public Integrity" (CPI) é uma organização que tem como principais doadores a Fundação Ford, a Fundação Carnegie, o Fundo da Família Rockefeller, a Fundação W. K. Kellog e a Fundação Open Society, propriedade do sinistro George Soros. E lá se foi a independência. Só isto deveria fazer soar campainhas de alarme em relação ao objecto da divulgação e ao ser real objectivo. As matérias parecem estar a ser tratadas com mãos de fada pelos benfeitores da CPI.

Ricardo M. Santos

terça-feira, 5 de abril de 2016

Á SOMBRA DO COQUEIRO, LENDO A HISTÓRIA DA CAROCHINHA …


A lengalenga já é costumeira e começa a tornar-se repetitiva. Angola está no centro de uma operação mediática oportunista, que em Portugal tem os seus protagonistas mais activos. A propósito da condenação em tribunal de primeira instância de 17 angolanos por actividade política ilícita e associação criminosa, choveram cartas de indignação, radicais estados de alma, panfletárias declarações de princípios.

Angola é perto e longe, recordo. Angola faz parte do passado colonial de Portugal, centenas de anos de presença sem desenvolvimento e dignidade, e é (devia ser) memória de (muita) violência, arbitrariedade e até sentimento de culpabilidade. Angola atravessou uma guerra civil cruel e prolongada (1 milhão de mortos), onde divisões étnicas artificialmente criadas e pressões externas se evidenciaram de forma exuberante. Com a morte de Savimbi, a paz regressou. A liderança angolana foi exemplar nesse período de transição, integrando velhos inimigos e enterrando velhos ressabiamentos.

 Angola redescobriu o caminho do desenvolvimento muito recentemente. Assinalem-se contudo as traições aos ideais iniciais, atrasos inqualificáveis na extensão do progresso ao povo. Mas há uma complementaridade muito específica entre os interesses de Angola e Portugal, com circulação de mão-de-obra, língua, conhecimento e saber, recursos nacionais e volumes financeiros entre os dois países. Angola soberana não é um filho obediente de Portugal, Portugal não tem estatuto de amo e aio de Angola. Ponto.

Angola tem os seus problemas próprios, a serem resolvidos pela opção dos angolanos. Em paz. Sem pressões ou ingerências externas. Sem discursos ou práticas paternalistas. Respeitando as decisões e normal funcionamento das instituições efectivas. Não nos esqueçamos das experiências trágicas da Líbia, do Iraque, do Egipto, da Síria, da Jugoslávia, e tantos países, o direito de ingerência apregoado e praticado, a manipulação informativa, a aventura militar, as marionetas no poder, o caos, a morte.

Os novos “heróis” angolanos andavam a “ler” por episódios um pouco inocente manual de instalação do caos, através de um via dita “não violenta”. Quem o escreveu? Um tal Gene Sharp, professor “emérito” em Ciências Politicas da Universidade de Massachusetts. Recebe fundos para a sua actividade do Instituto Republicano Internacional, da Fundação Ford, do Partido Republicano, da Rand Corporation, da Fundação Soros, do National Endowment for Democracy, da CIA e do Pentágono. Espalha as revoluções coloridas, financiando e apoiando grupos terroristas. E por serem “democratas” insultam em espaços públicos a figura do Presidente da República, que como se sabe (não) é direito constitucional na nossa democracia. Á cabeça está o filho de boas famílias, o rapper luso-angolano, apoiante da UNITA, que como se sabe não é nenhuma congregação religiosa…

A democracia angolana é recente, não é perfeita. Convive contudo com uma informação plural, de sites e jornais, rádios de mui variada orientação. Um dos presos é militar, com exercício do direito de expressão politica - que (não) é direito constitucional na nossa democracia.

O direito de ingerência já está bem documentado nas revelações da Wikileaks, envolvendo a Chevron, a empresa privada da CIA Stratfor americana e uma organização ilegal angolana de nome RAAM, liderada por um tal Nzuzi Domingos.

Há certamente quem queira o retorno aos tempos da guerra, o retorno aos tempos do colonialismo, e da rapina de recursos naturais. Há quem acredite que a democracia em Angola deva constar de regras, orientações, formulações, escritas no Velho Continente ou no continente americano.

CR

Abril revolucionou a Saúde



Em 1970, a 4 anos da revolução de Abril, Portugal dispunha de 94 médicos por cada 100 mil habitantes, número que passou para 405 em 2011, dando-se um crescimento semelhante no que diz respeito aos enfermeiros: de 159 por cada 100 mil habitantes em 1970 para 611 em 2011. As consultas aumentaram de 17,6 milhões em 1970 (cerca de duas por habitante por ano) para 43,7 milhões em 2010 (quatro por habitante por ano).