um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

domingo, 31 de janeiro de 2016

A CULTURA, O PASSADO E O PRESENTE



Quando queremos estudar o passado, para o compreender melhor e poder lançar pistas para o futuro, temos de ter os instrumentos necessários.

Em primeiro lugar, o interesse pelo objecto de estudo. Sem ele, qualquer actividade intelectual transforma-se num ritual de aquisição de conhecimentos inúteis, propiciadores de títulos académicos e tão só.

Em segundo lugar, o tempo de pesquisa, de elaboração de hipóteses ou estudo de resultados. Uma vida profissional plena, em área distinta, não permite a suficiente disponibilidade para um caderno de encargos mais estruturado. Mas há certamente potencialidades e capacidades a explorar, um espaço de aprofundamento de saberes, a todos os níveis.

Em terceiro lugar, as fontes credíveis e disponíveis de conhecimento. E aqui falemos do existente, de arquivos, das bibliotecas. São deficientes as condições de acesso e pesquisa de documentos na região, e nomeadamente no Concelho de Paredes. Há queixas que poderão ser ouvidas e respondidas positivamente.

 Sobre a questão do Arquivo Municipal, como cidadão e eleito na Assembleia Municipal sugiro uma recomendação ou proposta à Câmara que consista nos pressupostos seguintes e nas soluções aqui aresentadas:

Atendendo à reconhecida importância do Arquivo Municipal e à necessidade de o adequar às exigências actuais da investigação;

Atendendo a que os documentos ali existentes necessitam objectivamente de melhores condições de salvaguarda e conservação, sob pena de dano irremediável e consequente perda de informação de grande relevância histórica e cultural;

Atendendo a que, devido à exiguidade do espaço, as actuais instalações não são as mais apropriadas à pesquisa presencial, recomendo:

- A transferência do Arquivo Municipal para as novas instalações da Biblioteca.

- A criação de um regulamento que, entre outras, estabeleça as normas de acesso, consulta e reprodução de documentos.

- A reorganização e o tratamento arquivístico adequado dos fundos documentais existentes.

- A criação e/ou actualização dos índices de documentos e que os mesmos fiquem pesquisáveis online.

- A criação de um prémio, de valor simbólico, mas com carácter distintivo para quem se salientasse em estudos, obras de salvaguarda, preservação e divulgação de documentos ou iniciativas  afins. 

Fica esta proposta ao cuidado das autoridades mas sobretudo da consciência citadina. Paredes merece o melhor, como todas as comunidades do nosso território

CR

sábado, 30 de janeiro de 2016

humor


a cuspidela da serpente e o Público!"

"Bety"
O Público era um jornal (injustamente) dito de referência no panorama editorial português. Mas a sua evolução tem sido decadente e trágica, aparecendo no seu futuro próximo uma inevitável ameaça de fecho. Longe vão os tempos em que alguns, uma certa elite, lhe reconheciam alguma credibilidade e interesse na agenda cultural e nas abordagens políticas nacionais e internacionais. Mas o Público hoje é considerado um mero pasquim, uma adereço caro do Belmiro de Azevedo, o seu dono, jornal de vendas muito baixas, e artigos e colaborações de interesse reduzido.  

No dia 27 de Janeiro “opinou” uma “novidade” do pasquim, uma certa Elisabete Azevedo–Harman, apresentada como “cientista politica, Chatam House”. E em tom falsamente coloquial, uma intimidade de tu-para cá-tu-para lá, com Jerónimo Sousa, lá dejecta uma série de lugares comuns e piadas de muito mau gosto, ao ponto de chamar velho-cheché ao SG do PCP (acrescento desde já que se me chamassem isso, o seu autor não ficaria contente com a resposta!).

Mas adiante. Quem é esta “Betinha”, nascida no Cabo, a viver em Londres e em andanças “católicas” por Moçambique, onde l-e-c-i-o-n-a? O que quereria a Beta (ou Bety), esta “cientista” indigente mental, de sorriso plastificado, auto-julgada “engraçadinha”? Denegrir o comunismo e os seus agentes, através dos clichés sobre roupas, penteados e postura? Provocar reacções mais “musculadas”? Provavelmente… A “miúda” em afrontamento com Jerónimo, que se descreve como de metro e meio e cheiinha, não deve ser partidária do “sexo á distância”, quando muito terá as suas “carências”…

O Jornal Público bate no fundo quando dá guarida a estes exercícios de impunidade jornalística, expressões boçais de um fenómeno muito mais importante e definitivo: a linguagem da defesa dos interesses de classe. E Bety, vá tomar banho!

CR

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MILAGRO, PRISIONEIRA POLITICA NA ARGENTINA

Milagro Salas é a primeira presa política do governo de Macri”, disse Raúl Noro, marido da dirigente popular detida em 16 de Janeiro por ordens do novo governador de Jujuy, Gerardo Morales, do acampamento em frente do Palácio de Governo,
Detiveram Milagro porque pediu uma audiencia ao governador Morales desde antes da sua posse em 10 de Dezembro, para tratar do futuro das cooperativas da organização de bairro Tupac Amaru. Como não respondeu voltamos a pedir a entrevista depois da sua posse, mas igualmente não respondeu. Os cooperativistas, em  assembleia, decidiram ocupar pacíficamente a Praça Belgrano, frente ao Paláco de Governo, onde estivemos 32 días e onde passamos o Natal e a Festa do Ano Novo. Como Morales não pôde fazer nada, inventou uma acusação contra Milagro”, informou Noro.
Morales, da  Unión Cívica Radical, ganhou as eleições para gobernador em Outubro, depois de 17 anos de governo peronista na Província, apoiado na aliança Cambiemos do Presidente Mauricio Macri.
O Governador montou uma campanha de  ”demonização das organizações sociais e de Milagro”, acusa Noro. “Agora estamos sendo perseguidos, têm os meios de comunicação a favor, e temos de lutar contra a direita conservadora e o  neoliberalismo”, porque Macri “entregou o poder ás multinacionais financeiras e  económicas. Em Jujuy, está a multinacional Ledesma, que apoiou  financeiramente a campanha de Morales”, denuncia.
Ledesma, líder no mercado de acúcar, bioetanol, papel e frutas, possui 150000 hectares de terra, a maior superficie cultivavel da provincia de Jujuy, disse Noro. A empresa foi tristemente célebre pelo  “Apagão de Ledesma”, quando, depois do golpe militar de março de 1976, os donos mandaram cortar durante vários días a luz dos povoados de Calilegua e  Libertador, permitindo o avanço dos militares, que sequestraram 150 pessoas, a maioria trabalhadores, dos quais 30 continuam desaparecidos.
Noro recorda que no ano 2001, quando surgiram os protestos que levaram á queda do Presidente Fernando de la Rúa, Milagro era secretaria da  Asociación de Trabajadores del Estado (ATE), e começou a organizar os desempregados em Jujuy, que eram dezenas de milhar.
Sala organizou a distribuição de copos de leite ás crianças e começou a criar grupos de bairro, que se uniram e fundaram a organização Tupac Amaru, em homenagem ao inca  José Gabriel Condorcanqui (1737-1781), que protagonizou uma rebelião contra os conquistadores espanhóis “Juntamos na nossa bandeira Tupac, a Evita Perón, porque ela se interessava pelos desempregados e o Ché Guevara”, acrescenta Noro.
Depois da crise de 2001, o governo  de Néstor Kirchner (2003-2007) começou um programa de emergência habitacional e de construção de casaspara desempregados. . “Milagro, que parece um ciclone avassalador, porque nada a detém participou nesse plano. No dia de hoje, já alcançamos as 1000 casas, fizemos um seguro de saúde que assiste os ex desempregados (porque já estão ocupados), temos ecógrafos, laboratórios de análises clínicas, radiógrafias, odontología, internamento grátis, dois edificios escolares com escola primária, secundária e três cursos terciários, um centro de atendimento de deficientes de famílias sem recursos, piscinas, un sistema de prevenção social para combater  as drogas entre adolescentes, uma fábrica textil, uma de blocos de cimento e uma metalurgia. Assim é Milagro.


Milagro Salas
Milagro, que foi abandonada por sua mãe numa caixa de sapatos frente a um hospital e adoptada por uma familia de classe média, fugiu de sua casa quando disso tomou consciência e passou uns anos vivendo nas ruas, até que conseguiu trabalho na administração pública. Dirigente sindical, criativa e  líder de  Tupac Amaru e da Rede  de Organizações  Sociais (ROS), que agrupa mais de cem cooperativas e grupos populares do país, foi eleita deputada provincial em 2013, mas renunciou em 2015 para ser eleita deputada ao parlamento de Mercosur nas eleições de Outubro. A sua detenção gerou uma onda de protestos de organizações  sociais e dirigentes políticos e populares. 

o conservador Macri

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

2010-2014, DIZ-LHE ALGUMA COISA?

Um engenheiro que trabalha como técnico superior na Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), na área de instalações e equipamentos, foi detido pela Policia Judiciária (PJ) do Porto por corrupção. É suspeito de ter recebido de empreiteiros uma fortuna em luvas, no contexto de obras em Centros de Saúde (Ramalde e Prelada - Porto, Santo Tirso, Vale de Cambra, A-Ver o Mar - Póvoa de Varzim e Arouca): mais de um milhão de euros. A PJ apreendeu-lhe mais de meio milhão de euros em dinheiro vivo. Os ilícitos teriam decorrido de 2010 e 2014.

O referido engenheiro não tinha poderes para celebrar contractos por parte da ARS – Norte, mas negociava propostas de contratação. Os ajustes directos geravam contrapartidas em dinheiro para o funcionário.

 Conhecido o (único?) corrupto e o esquema, ficamos a desconhecer quais os corruptores (os empresários que pagaram luvas). E ficamos com sérias dúvidas sobre a transparência da gestão da ARS então. Ajustes directos desta forma e controlo dos investimentos assim, como?!

 CR

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

REFLEXÃO

Vou fazer um grande esforço para não identificar no braço esticado de crianças e adultos em festa de final de campanha de Vitorino Silva a saudação nazi, responsável por milhoes de mortos, violência e guerra. Talvez o "entusiasmo" patriótico - paroquial do acto....No entanto o ovo está sempre prenhe de novos e inesperados protagonistas. A incubação começa pelo discurso anti-(todos) partidos, a desideologização da politica, o pensamento minimizado, o "chafurdar" da palavra. E depois é só "vazar"..

CR

Carta aberta de Brian Eno sobre a Palestina: Israel não quer a paz

O músico Inglês envia uma carta ao público na UE questionando a sua adesão cega e apoio aos crimes de guerra que Israel perpetua com sua aventura militar e ocupação colonial nos Territórios Ocupados da Palestina: um apelo para despertar a empatia ou repensar a cumplicidade do ocidente no massacre palestiniano.

Uma das maiores lendas musicais do século XX, Brian Eno, escreveu esta carta aberta sobre a perda de civilização a que nos inevitavelmente conduz o actual conflito entre Israel e Palestina.


“Eu sinto que quebro uma regra não escrita com esta carta, mas eu não posso ficar em silêncio.

Hoje eu vi uma foto de um palestiniano que estava chorando, segurando um recipiente de plástico e um saco de carne. Era seu filho. Ele foi esmagado (segundo o hospital) para um ataque por mísseis israelenses aparentemente usando sua fantástica nova arma, as bombas flecha. Você provavelmente conhece-los: centenas de pequenos dardos de aço montados em torno de um explosivo que arranca a pele humana. O menino era Mohammed Khalaf al-Nawasra. Ele tinha quatro anos.

De repente, eu me vi pensando que um dos meus filhos podia ser aquele saco, e consegui irritar-me com essa ideia mais do que muitas outras coisas.
Então eu li que a Organização das Nações Unidas disse que Israel poderia ser culpado de crimes de guerra em Gaza, e eles queriam lançar uma comissão sobre o assunto. Os Estados Unidos não a apoiaria…

O que está acontecendo nos Estados Unidos? Eu sei em primeira mão o que são as suas notícias tendenciosas, e quão pouco o outro lado da história é ouvida. Mas – por amor de Deus - não é difícil de aprender. Por que os Estados Unidos continuam a apoiar cegamente este exercício unilateral de limpeza étnica? PORQUÊ? Eu não entendo. Eu odiaria pensar que é apenas pelo poder do AIPAC [Comité de Assuntos Públicos Americano Israel] ... bem, nesse caso, então, o teu  governo é simplesmente corrupto. Não, eu não acho que essa é a razão ... mas eu não tenho nenhuma ideia do que poderia ser.
A América que eu conheço e amo é compassiva, aberta, criativa e eclética, tolerante e generosa. Vocês, meus amigos americanos mais próximos, simbolizam tudo isso por mim. Mas porque os Estados Unidos estão apoiando esta guerra colonialista horrível e unilateral? Podemos decifrar: Eu sei que vocês não são as únicas pessoas como você, então como foi que todas essas vozes não se estão ouvindo ou sendo registrado? Por que não é o seu espírito que as pessoas pensam quando ouvem as palavras "Estados Unidos"? Quão ruim é quando o país que baseia a sua identidade, mais do que qualquer outro, em noções como liberdade e democracia, e vai colocar seu dinheiro exatamente onde não está a tua voz e suporta uma teocracia racista e furiosa?
No ano passado eu estive em Israel com Mary. Sua irmã trabalha com a UNRWA [Agência da Nações unidas para os Refugiados da Palestina no Médio Oriente) em Jerusalém. Connosco estava um palestinianoo, Shadi, marido da irmã e guia profissional, e Oren Jacobovitch, um judeu israelense, ex-prefeito da IDF [Forças de Defesa de Israel], que deixou o serviço sob  polémica  ao se recusar em bater nos palestinianos. Ao lado deles, vimos algumas coisas intrigantes: casas palestinas encurralado por arame farpado e folhas alumineo para evitar que os colonos atirem merda e mijo e toalhas sanitárias usadas para as pessoas; Crianças palestinas golpeadas em seu caminho para a escola por crianças israelenses sendo espancados com bastões de beisebol com os risos e aplausos de seus pais; expulso um povo inteiro para viver em cavernas, enquanto três famílias de colonos se mudaram para a sua terra; um aldeamento israelita no topo da colina despejando seus resíduos diretamente em campos agrícolas palestinianos os nas encostas, o Muro; checkpoints ... e toda a humilhação diária interminável. Eu fico pensando, 'os americanos realmente suportam isso? Você realmente acha que está tudo bem? Ou simplesmente eles não tomaram conhecimento?

Sobre o processo de paz: Israel quer o processo, mas não a paz. Enquanto o "processo" está em curso, os colonos continuar a tomar a terra e construir aldeamentos... e, finalmente, quando os palestinianos lançaram seus fogos de artifício patéticos, eles são espancados e destroçados com mísseis de ultima tecnologia, cheio de urânio, porque Israel "tem o direito de defender-se "(embora claramente não os palestinianos). E as milícias coloniais estão sempre dispostos a bater em alguma coisa ou a destruir o olival de alguém enquanto o exército olha para longe. Na verdade, muitos deles não são etnicamente israelitas: eles são judeus “com direito a regressar”da Rússia e da Ucrânia e da Moldávia e da África do Sul e Brooklyn, e que recentemente chegaram  a Israel com a noção que eles tinham um direito inviolável à (divina!) terra, e que «árabe» é igual a 'praga' - racismo da velha escola exibindo a mesma fanfarronice arrogante e descarada que os velhas caras apreciavam tanto na Louisiana. Essa é a cultura que os nossos impostos estão defendendo. É como o envio de dinheiro para o[KK] Klan.

Mas, além disso, o que realmente me preocupa é o quadro geral. Goste-se ou não, aos olhos da maior parte do mundo, a América representa "o Ocidente". Assim, parece que o Ocidente está a apoiar esta guerra, apesar dos nossos grandes discursos sobre moralidade e democracia. Temo que todas as conquistas civilizacionais do Iluminismo e da cultura ocidental sejam desacreditadas -para o deleite dos loucos Mullahs- por esta hipocrisia descarada. A guerra não tem justificação moral para mim, nem tem um valor pragmático. Não faz sentido nem no kissingueriana 'realpolitik'; apenas nos faz ficar mal.


Lamento incomodar-vos com tudo isto. Eu sei que vocês estão ocupados e em diferentes níveis de alergia à política, mas isto vai para além da política. É que estamos a desperdiçar o capital da civilização que fomos construindo ao longo de gerações. Nenhuma das perguntas nesta carta é retórica: Eu realmente não compreendo e eu gostaria de compreender.”

Tradução CR

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MARCELUX -1ª DIA



Estacionar em local de estacionamento para deficientes e conduzir sem cinto! Um começo promissor...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

frase do dia

O que não faltam são tarefas para quem queira lutar pela transformação da vida e da história. A minha vida hoje, ou amanhã, será continuar a sonhar coisas impossíveis, partir para a transformação da história. O meu futuro é o futuro de um colectivo que luta por uma sociedade diferente.
(Edgar, 24 de Janeiro de 2016)

domingo, 24 de janeiro de 2016

MAIS UM EPISÓDIO DA POLITICA-ESPECTÁCULO


O PS de Paredes apresentou outrora queixa - crime ao Ministério Público de Paredes contra a gestão da Câmara de Paredes por “irregularidades e empolamento fictício dos orçamentos da Câmara Municipal de Paredes” nos anos 2010 e 2011. Em causa estava o aumento do capital social da empresa AMI- Paredes, maioritariamente através de bens em espécie (escolas) que originou um aumento dos investimentos financeiros, aumento do activo relevante, menor valor apurado do endividamento. O PS afirma agora que o Tribunal da Comarca Porto Este lhe deu razão.

Da leitura dos jornais deduz-se que a queixa-crime foi arquivada e segundo o PSD o Tribunal concluiu que “Celso Ferreira não praticou nenhuma ilegalidade ou irregularidade susceptível de incorrer em qualquer tipo de responsabilidade penal”.  Mas, sabe-se, o Tribunal refere explicitamente e adverte que o Tribunal de Contas apresentou já reparos ao rigor, eficiência e cumprimento da Lei  na elaboração dos Orçamentos Municipais por parte da CM Paredes.

Não vejo como as duas partes podem dizer-se satisfeitas. Só por uma indisfarçável hipocrisia se pode concluir assim. Legitimamente, o PS quis não só responsabilizar e caracterizar politicamente a gestão da CM Paredes, com denúncias públicas nos órgãos próprios em que tem eleitos, e na opinião pública, como pretendeu muito mais, o sancionar politica e juridicamente os autarcas do PSD. Este foi objectivo não conseguido. O PSD, por seu lado, aparentemente ilibado, não pode ignorar as sérias reservas políticas e advertências processuais oriundas do Tribunal de Contas e que o Tribunal da Comarca Porto Este agora veicula.

PS e PSD em Paredes utilizam muitas vezes argumentos contabilísticos e jurídicos para se digladiarem. A política deixa de ser uma arte nobre de responder ás necessidades da população para passar a ser mero instrumento de acesso e exercício do poder.

A CDU, nos órgãos em que está presente, não subordina a sua presença e intervenção a jogos florais, a estéreis pugnas em Tribunais, ou a caracterizações maniqueístas dos bons e dos maus autarcas. Por isso diverge radicalmente da politica-espectáculo que se vive em Paredes.


Independentemente das manobras contabilísticas, dos compromissos contraídos e posteriormente não assumidos, dos enganos pré-eleitorais que se transformam em desilusões pós-eleitorais, para a CDU importa SOBRETUDO ter capacidade de investimento e de execução real, ao serviço dos munícipes.  

CR

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Pedro Code - Last Flowers

MARCELUX

por César Príncipe

Há razões nacionais e internacionais, regionais e sociais, culturais e de género para obrigar Marcelo a ir à segunda volta e aí ser derrotado e devolvido ao altar-cátedra da TVI (empresa audiovisual dita independente), onde regularmente o lente de Direito celebrou anos a fio missa dominical vespertina. De resto, assaz concorrida e generosamente paga. Segundo a mediatest, contabilizou mais fiéis do que a eucaristia matinal transmitida pela mesma estação. Tratemos, pois, da vaga marcelista (2ª edição). O marcelismo retomou as agendas. Não será assunto instantâneo. O caso remete-nos para o séc. XX. Para milhões de cidadãos – será oportuno recordar – bastou Marcelo I, o que ficou nos documentários, o abandonado pela GNR, cercado pelas tropas e pelo povo, saído in extremis do Quartel do Carmo, encafuado num blindado a caminho do exílio. Que o Supremo Magistrado do Juízo Final o conserve no purgatório como professor e no inferno como ditador. E agora? Brevemente o país será chamado a eleger o inquilino do Palácio Cor-de-Rosa. O Marcelo de 2016, afilhado do Marcelo de 1974, assume-se como vencedor antecipado. O showman conta com o favor dos oráculos da Grei.

Defendemos outro perfil para a Presidência:

1.    Os portugueses precisam de um presidente que jure e de facto cumpra e faça cumprir a Constituição. Programa Comum da Democracia. Ponto irrenunciável. Linha intransponível. Marcelo é um sofista da palavra e um retalhista das leis da República. Pratica jurisprudência à la carte . Tem, no entanto, um roteiro de sangue: o dos interesses nacionais e internacionais da alta burguesia. O seu trajecto é o da evolução na continuidade. Pretende-se, com um apagão histórico-dinástico, retirar Marcelo da linha parental de Cavaco. Cavaco Silva e Marcelo de Sousa são estirpes evolutivas de Oliveira Salazar, Américo Tomás e Marcelo Caetano. Estirpes que foram e são apoiadas por idênticas forças económico-financeiras e matrizes ideológicas. A dupla Cavaco-Marcelo, com as suas peculiaridades, (um) hirto e iletrado, (outro) lesto a disparar comentários e a despachar livros, sinaliza o legado do autoritarismo e do elasticismo conservador possíveis num país que passou por uma revolução. Uma ruptura extensa e profunda que forçou o antigamente a esmerar-se em miméticas de hiber(nação), arremedos tiranossáuricos, inflexões tácticas, modulações discursivas. Mas, no essencial, a direita reagrupa-se e cerra fileiras. Por regra, só diverge entre si no episódico e secundário. Com tais performances de ruído e diversão (sociedade plural oblige ), a direita, além da prossecução de latos e lautos desígnios, envia um sinal alienatório e instrumental aos insatisfeitos ou revoltados com a sua política: é possível dizer mal e votar nos causadores do mal. A direita (clássica ou pós-moderna) é useira e vezeira a ocupar fortalezas institucionais e privadas, a montar redes de influência, a improvisar coberturas, a estilizar imposturas, a assessorar regressos das castas, a concretizar retrocessos civilizacionais. Tem os cursos todos: os da ditadura real e os da democracia formal.

2.    Numa Europa onde cresce a repulsa pelo gangsterismo bancário e pelos fundos-abutres, pelo assalto a patrimónios públicos e rendimentos colectivos e pela degradação dos serviços básicos, nesta Europa que dá múltiplos sinais de resistência e viragem e neste mundo a procurar alternativas ao processo de globalização imperial, precisamos de um chefe de Estado que seja mais amigo de Portugal (Povo Português) do que dos Ricardos Salgados, que provadamente se afirme defensor da nossa soberania, da nossa independência e da nossa honra, com visão multilateral e multifocada, advogado dos nossos legítimos interesses nos centros de representação, legislação e decisão.

3.  Os portugueses precisam de um presidente que patrocine a instituição das regiões administrativas e rompa a fatalidade das assimetrias e da discriminação dos investimentos e da desertificação do interior e Marcelo liderou a campanha anti-regionalização que introduziu a figura do referendo no ordenamento constitucional e lançou toneladas de propaganda negra contra a electiva e efectiva descentralização.

4.
   Precisamos de um presidente que assuma o corpo de valores do trabalho, da segurança social, da saúde, do ambiente, da cultura, da paz, da igualdade e liberdade cívicas e de género e Marcelo é um cultor e difusor de direitos elitistas, machistas e patriarcais: na sua fase de liderança, o PSD votou contra a criação do Serviço Nacional de Saúde e Marcelo gabou-se de haver tido um papel determinante na manutenção da penalização da IVG. No ano da graça de 2016, os utentes em geral do SNS (desorçamentado, onerado de taxas, despovoado de servidores, esvaziado de valências e avaro nas prescrições, fisicamente extinto ou afastado das populações – isto é - sabotado pelos partidos do candidato das II Conversas em Família) e as mulheres em particular deveriam replicar e fazer abortar as pretensões de MRS a Belém. Fazer abortar Marcelo. Passa-palavra. A comunidade feminina portuguesa pagou uma farisaica e vexante factura marcelista:   teve de esperar 10 anos para não incorrer em prisão, enquanto as fêmeas da burguesia (abonadas de carteira e informadas dos circuitos) sempre puderam dar ou não à luz ou ao interruptor uterino conforme o seu arbítrio, nem que tivessem de se deslocar a Londres e a outras praças da especialidade. E MRS sabia. E bem. Sempre foi um sensor ambiental.

5. MRS é um músico-geringonça a tocar para grandes públicos, principalmente para as vítimas dis(traídas) do sistema. O sistema deu-lhe corda e visibilidade. É versátil e cativante. Cultiva as artes cénicas. Tanto mergulha na poluição do Tejo como conduz um velho táxi na velha Lisboa. Tem roupeiro para cada saison. Enverga peles de jogador de salão e jongleur de écran. Preza os espaços lux. Sempre frequentou a corte: a corte do capital e a corte da capital. Também não desdenha da corte na aldeia. De quando em vez toma ares de província. Come uns petiscos e inaugura a sua biblioteca e goza o foguetório e aplaude a banda e beija a criancinha ataviada. À moda de personagens reais, aristocráticas e afidalgadas. É a sua regionalização.

6. MRS teve berço estado novo. Ainda jovem escreveu cartas de confidente a Salazar e a Caetano. Numa delas denunciava os comunistas como sombra tenebrosa acobertada na Oposição. Sanhas de mocidade portuguesa, com certeza. Epistolografia adulatória de quem naturalmente (estaria nos horóscopos) idealizava uma carreira na senda paterna. Não há que carregar demasiado na parte juvenil do cadastro. MRS até já cumpriu pena de serviço cívico: passeou pela Festa do Avante!

Rangel, outrora regente da SIC, alardeou ser capaz de eleger um presidente da República com o marketing de um sabonete. O homem era ambicioso e jactante mas tinha queda para o negócio. Há quem não lhe fique atrás: recentemente, a TVI, da multinacional PRISA, lançou a bomba do encerramento/colapso do BANIF.
A cacha desencadeou uma corrida aos depósitos, operando-se uma sangria imediata de 1.000 milhões de euros. Ante o descalabro induzido, o Banco Central Europeu fechou a torneira. O Santander, accionista da PRISA, abocanhou o Banco Internacional do Funchal a preço de ocasião. Operação coordenada? Prodigiosa coincidência? De qualquer modo, a TVI mostra o seu instinto matador e o seu faro jackpot. Não há dúvida: facilitou a saída do El Gordo português ao Santander e mantém a expectativa de sucesso da sua candidatura: a marcelista. A confirmar-se o êxito da aposta belenense, a saboaria Judite de Queluz lograria bater a fábrica de sabonetes de Carnaxide, e – voilà – com um produto de largo espectro, já que viria reanimar a direita tecnofórmica e submarinista, ultimamente bastante flácida e cabisbaixa, a precisar (rapidamente e em força) de viagra PAFoda.

Que Deus tenha atempada misericórdia dos portugueses e das portuguesas em idade de votar e procriar.

Reprise do marcelismo, não.
Oremus

domingo, 17 de janeiro de 2016

A DEGENERESCÊNCIA DO PODEMOS?


O Podemos, força politica espanhola apresentada como alternativa progressista, deu os primeiros passos. E a meu ver na direcção errada, centrada na imagem, na superficialidade, na incoerência.

A deputada espanhola Carolina Bescansa, do Podemos, quis criar polémica ao levar Diego, seu filho de cinco meses, ao plenário constitutivo do Congresso de Deputados espanhol e amamentá-lo em meio da sessão que escolheria o novo presidente do Congresso.
O novo líder do Congresso, o socialista Patxi López, reprovou a atitude, dizendo que ela quis chamar a atenção e que foi feito um espectáculo em volta do episódio.
Deputadas mais antigas, por sua vez, lembraram e justamente que existe uma creche no Congresso e que ela chegou ao local acompanhada de uma ama, que poderia ter ficado com a criança.
O Podemos defendeu a deputada, sua candidata à Presidência do Congresso. Segundo eles, se tratou de um "gesto simbólico" a favor da "reivindicação de todas as mulheres que tem que conciliar sua vida familiar e laboral" (!)
O líder do partido, Pablo Iglesias, aproveitou a ocasião e deu mimos ao bebé. Os fotógrafos registaram os beijinhos, o embalo e as brincadeiras que o líder do Podemos trocou com a criança.

A imprensa deu conta de (cito) “mudanças que vão além das ideologias e influenciaram inclusive a indumentária dos congressistas, que na última quarta-feira apresentaram um visual muito mais informal.”
Menos gravatas, mais mochilas, t-shirt com frase “working class girl”, uma deputada “afro-espanhola”, e um deputado com cabelo estilo "rasta", são as novidades do Podemos, que fazem a delícia da imprensa.
Quanto ao restante da intervenção do Podemos, as políticas concretas de rotura com o bipartidismo existente, as reivindicações independentistas, os constrangimentos do Euro e o militarismo, o futuro dirá.


CR

sábado, 16 de janeiro de 2016

OS TRUQUES DA CANDIDATA MARISA




A princípio pareceria que tudo seria cordato e dentro da normalidade. A candidatura da actual eurodeputada Marisa Matias era a candidatura do BE. Mas cedo se percebeu que queria ser mais: o cartaz dos Outdoors anunciava-a como UMA PARA TODOS. O piscar de olho ao eleitorado feminino, um isco ao eleitorado masculino.

 Só Jorge Sequeira “picou” no anzol dos publicitários do BE. Em atitude burgessa, interpretou como credível a “oferta” de Marisa. Mas a inocência da candidata tem perna curta. Vem agora São José no Público, em artigo justificatório de Marcelo e laudatório para Marisa (uma “politica de primeira água e de suprema qualidade”, cite-se) falar de uma pretensa “vil, sórdida e boçal” campanha sexista contra a candidata. O jornalismo alinhadinho com o rabo de fora. Nem preciso de referir a óbvia caricatura da redução por São José Almeida da intervenção de Edgar Silva a um “funcionário do PCP sem preparação política” que ousou dizer (pecado!) que é “impossível ser cristão sem um compromisso político”.

 O BE sabe-a toda e conta com amigos “naturais” e outros “circunstanciais”. Ao colinho.

 CR

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

FRASE DO DIA



O CANDIDATO QUE É TAL QUAL

Vitorino Silva (por dignidade, recuso-me a tratá-lo por Tino de Rans) também é candidato presidencial. A sua personalidade mistura uma ingenuidade naif com um propósito megalómano de dar nas vistas. Vitorino aliás tem poucas qualidades para o exercício da aventura de concorrer a Belém (consistência, capacidade intelectual, equilíbrio emocional). Todos o sabem, excepto ele.

A sua carreira autárquica foi efémera, a sua intervenção social nula, a sua performance mediática foi insignificante. Conheci-o a animar um casamento em que houve algazarra entre as famílias dos noivos, numa réplica do cinema neo-realista italiano. E agora a política nacional, desta forma personalizada, aparece como a derradeira faúlha que lhe ilumina o entusiasmo frenético. Com o calceteiro, e a identificação com a sua “coragem”, o dito “povo” menos consciente ganha o palco da frase feita, da emoção básica, do destino esperado. Vitorino nem é pão, nem é manteiga. É só um gaguejar, infelizmente.

CR


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

HUMOR NEGRO


"Se os portugueses me elegerem Presidente de Portugal, dos primeiros gestos que terei, um deles será para o Ronaldo", assegurou o candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa no âmbito de uma visita ao Museu do CR7, no Funchal. Prioridades do Espírito Santo.

VIRAR O BICO AO PREGO SEM APRENDER NADA COM A HISTÓRIA

Com a resolução do PE, todos os problemas foram agravados e a Líbia mergulhou no 
INFERNO
A verdade é como o azeite, acaba sempre por vir ao de cima. Novamente se cumpre o adágio. Marisa Matias, no debate televisivo com Edgar Silva, respondendo à crítica de que tinha votado favoravelmente no Parlamento Europeu (PE) a intervenção militar externa na Líbia, afirmou e repetiu categoricamente três vezes que votou contra, por voto nominal, e aconselhou a consulta das respectivas actas.
A resolução em discussão no PE, em Março de 2011, continha um parágrafo que solicitava à Alta Representante da UE e aos Estados-Membros a disponibilidade para uma decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) sobre uma zona de exclusão aérea na Líbia (com a justificação demagógica de impedir o regime de atacar a população civil).
Uma tal zona era o pretexto para a intervenção militar, pois assegurá-la exige meios militares. O parágrafo, com a habitual linguagem diplomática, instava na verdade a Alta Representante e os Estados-Membros a cumprir a provável decisão do CSNU de impor essa zona e, mais do que isso, a reclamar essa decisão, através dos Estados-Membros que aí tinham assento (França e Reino Unido, membros permanentes, Alemanha e Portugal) e das pressões que a UE poderia fazer sobre alguns dos restantes.
Marisa Matias, tal como eu, Ilda Figueiredo e outros, votou contra a inclusão deste parágrafo na proposta de resolução a submeter ao Parlamento. Mas o parágrafo foi mantido.
Na votação final da resolução, que constituiu a deliberação do PE (Resolução RC-B7-0169/2011, de 10/03/2011) e que inclui o funesto parágrafo, Marisa Matias votou a favor, como se vê na acta a que aconselhou a consulta (p. 6). É transparente que faltou à verdade quando disse que votou contra.
Além do mais contradiz-se. Invocou o facto de ter votado contra esse parágrafo, na votação prévia, para mostrar que votou contra a intervenção militar, reconhecendo assim que o parágrafo abria o caminho. Mas quando votou a favor da resolução final, que o continha, a intervenção militar desaparece, como se o parágrafo não constasse. Muito conveniente, mas inconsistente. O parágrafo é o mesmo nas duas votações. Só que a segunda era a definitiva e constituía a deliberação oficial da resolução do PE.
Confrontada com o facto, em vez de admitir o duplo erro, o voto a favor e a falta à verdade, tenta virar o bico ao prego e acusa quem foi coerente do princípio ao fim. E fá-lo disparatando: afirma que o PCP decidiu legitimar o regime de Khadafi.
Sucede que a resolução não tratava de legitimar ou deslegitimar o regime de Khadafi. O que pretendia, ocultando-o demagogicamente, era legitimar a intervenção militar.
Como consta da declaração de voto dos deputados do PCP, disse Ilda Figueiredo na declaração de voto, “lamentavelmente, a Resolução do PE defende a intervenção militar, dado que não pode haver zona de exclusão aérea sem intervenção militar. Por isso, esta resolução, em vez de contribuir para uma solução pacífica, parece visar a preparação de actos de agressão, pelos EUA, a NATO e talvez da União Europeia, contra a Líbia, pelo que expressamos a nossa firme oposição a qualquer intervenção militar externa neste país.”
Aprovada a resolução, os acontecimentos seguiram exactamente o guião estabelecido pelos falcões da guerra. Uma semana depois, o CSNU decidiu a imposição da “zona de exclusão aérea” e as forças militares, já em estado de prontidão, iniciaram em dois dias os ataques.
Todos os problemas foram agravados e a Líbia mergulhou no inferno. O curso posterior dos acontecimentos, nomeadamente as vagas de refugiados que procuram atravessar o Mediterrâneo daí provenientes, são como pedras lançadas à cara da UE a recordar-lhe as responsabilidades na instabilidade, na guerra, na devastação e no colapso de um Estado agora muito mais falhado do que alguma vez o possa ter sido.
O controlo dos recursos naturais líbios foi o motivo fundamental da intervenção militar, que nunca teve como verdadeira preocupação o povo líbio, tal como a intervenção militar foi o motivo fundamental da resolução (aprovada por Marisa Matias), que nunca teve como verdadeira preocupação os direitos humanos.
jOÃO FERREIRA 
Deputado do PCP no Parlamento Europeu


UM IMENSO EGO DO TAMANHO DE UMA AVELÃ

Jorge Sequeira é agora candidato presidencial. Caracteriza-se por um verbalismo inconsequente, com múltiplas citações “culturais” e um cabotinismo egocêntrico. 

Mas na sua biografia algo não vai bem. O filme proporcional diz que o candidato nasceu “no Douro”. O retrato da RTP1 sobre o perfil dos candidatos diz que o psicólogo e comentador Sequeira nasceu em Braga. Ora como Braga não é Douro, ou o candidato se enganou na terra de nascimento  ou alguém situou o nascimento do rebento  em terra estranha.

Sequeira diz que não sabe o que é a Esquerda e a Direita.  Só sabe que há um Pais dos “partidos” e um País dos “portugueses”. Presente em gala da SIC, o candidato bajulou a empresa de comunicação, como se fosse candidato a primeiro emprego. 

Nas suas palestras sobre criatividade e motivação, o “professor” encontrou o público-alvo “ideal”. Aquele que aplaude “com saída em ombros” a futilidade e a boçalidade. Jorge Sequeira não justifica votos, antes merece uma bússola. Ou um ansiolítico. Ou um reality-show.


CR

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O VENDEDOR DE CAUTELAS

Leal da Costa, ex-secretário de Estado da Saúde e também Ministro da Saúde de muito curta duração, compareceu ao programa televisivo PRÓS E CONTRAS, para sofrer o vexame publico pela gestão da saúde nos últimos 4 anos. As acusações foram tantas e tão graves, provenientes de médicos, enfermeiros e utentes, e envolvendo  em geral a destruição do SNS, que Leal da Costa, empurrado ás cordas, só ousou dizer, repetidamente, e estoicamente, que “temos de ter alguma cautela”.

E deduzo assim que o ex- dirigente governativo, de imagem retocada por um proverbial corte de cabelo, se prepara para uma nova e mais básica profissão: o  de vendedor de cautelas. 


CR

domingo, 10 de janeiro de 2016

hoje falo de INDEPENDÊNCIA



UMA BOA JORNADA

PORTO, PALÁCIO DE CRISTAL, DIA 10 DE JANEIRO DE 2016
INICIO CAPANHA ELEITORAL ÁS PRESIDENCIAIS 

CANDIDATURA DE EDGAR SILVA

DIA DE CHUVA E TEMPORAL. MILHARES DE APOIANTES

UMA CANDIDATURA DESPUDORADAMENTE DE ESQUERDA

ENTUSIASMO CONTAGIANTE


A MÚSICA DE SEBASTIÃO ANTUNES

A VOZ DO CANDIDATO
Rodapé da reportagem da TVI sobre o comício de Edgar Silva no Porto: "PCP junta 4 mil, mas não esgota a sala." 
1) segundo a comunicação social, nesta campanha, não há mais nenhum partido associado a nenhum candidato a não ser o PCP. Os outros são todos independentes e filhos de pais incógnitos.
2) A candidatura de Edgar Silva não junta 4 mil, é "o PCP" que "junta 4 mil".
3) E juntou 4 mil? Numa tarde de tempestade? Naaaah.. Temos que desprestigiar a coisa. Falta ali um "mas". E qual é o "mas"? Juntou 4 mil "mas não enche a sala". Ganhar ganha, mas não goleia. Vencer vence, mas não esmaga. Matar mata, mas não esquarteja. 
E assim se vai poluindo, sequestrando, corrompendo a democracia.

Ivo Rafael Silva