um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

domingo, 29 de novembro de 2015

PAREDES E O PAI NATAL


As notícias são preocupantes. O tecido social e empresarial de Paredes manifesta crescentes fragilidades. O novo não substitui o velho, quando este se mostra disfuncional. Vejamos.

 A Associação Empresarial de Paredes tem um passivo estimado em 600.000 euros. O principal credor do passivo é um banco. Outros credores, julgo saber, são fornecedores e trabalhadores com 4 meses de salários em atraso. A situação de pré-falência tem razões atendíveis, nomeadamente expectativas e compromissos não satisfeitos, mas não são justificação para uma atitude passiva ou de passa-culpas. A instituição AEParedes formalmente é privada, mas tem um carácter associativo de importância social indesmentível. Não entendo a posição sobranceira da Câmara Municipal. A questão da iluminação pública nas festas do Natal, os 15.000 euros subsidiados, são uma gota no oceano, nas preocupações e compromissos definidos entre o sector da economia local e os agentes autárquicos. Mas Paredes precisa de quem por exemplo defenda com propostas concretas o comércio tradicional e a indústria aqui localizada, tornando-os atractivos e competitivos.

A AEParedes propôs às entidades competentes a adesão a um Processo Especial de Revitalização, instrumento que permite salvar da falência a instituição. Aguardo um bom desfecho, uma normalização que possa ser um renascimento. Paredes tem de ter uma estrutura que potencie e organize as capacidades económicas do Concelho. Para isso tem de mobilizar produtores e consumidores, igualmente interessados nesse renascimento.
O mesmo se passa com a Adega Cooperativa de Paredes, embora a outro nível. Talvez a sua viabilidade seja mais discutível, a sua dinâmica interna (cooperativista) mais difícil. As condições de mercado serão diferentes do antigamente. Há produtores com alternativas sólidas. Mas há um património que deveria ser rentabilizado, mesmo se o destino final for a extinção. E aqui também não ver, não intervir, não reflectir, parece-me desadequado. Há um caminho a percorrer em Paredes, pelos seus autarcas, pelas suas gentes, na procura da modernização da sua economia, do seu modelo local de desenvolvimento.

Mas o mesmo se passa com o urbanismo da cidade de Paredes, eivado de contradições e pontos negros. Extinta a ETAR de Paredes, o que fica de útil naquele espaço? Encerrado o Campo das Laranjeiras e o Pavilhão Gimnodesportivo, a que se destina esse espaço? Falido o projecto do estacionamento no espaço onde existia a Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda, o que se segue? Demolido o acampamento cigano na Madalena, que projecto privado se licenciará? Para quando uma nova ligação sobre a AE4 ligando as Pias a Guilhufe? Para quando uma nova ligação da cidade a Cete?

Recentemente foi á Assembleia Municipal a proposta de reconhecimento de estatuto de interesse público municipal de dezena e meia de empresas das áreas da gestão de resíduos, indústria de mármores e granitos, do mobiliário em madeira, de pecuária. O objectivo pretendido com essa atribuição é no âmbito de um regime excepcional de regularização das actividades económicas poder suprir desconformidades com instrumentos de gestão territorial como PDM’s ou adquirir títulos válidos de instalação, exploração ou exercício de actividades. Não concordei. Julgo perigoso centralizar nos órgãos autárquicos concelhios este poder de regularizar instalações, servidões, questões hidrográficas ou ambientais. Mas pelo menos a Assembleia Municipal contabilizou uma série de iniciativas produtoras de riqueza.

Mas o Natal está a chegar e fazendo juz á tradição importa pedir as prendas ao Pai Natal. Algumas aí estão. Uma, já formulei a que aguardo resposta: um Governo decente.


CR 

sábado, 28 de novembro de 2015

DEAD OR ALIVE



Alpaslan Celik. Não é um "turcomeno sírio" . É turco, nascido em Keban, província síria de Elazig. Filho de um ex-presidente da Câmara dessa cidade. Que nada tem a ver com a Turkménia Síria. Gabou-se em vídeo de ter morto os dois pilotos do Sukoi russo, abatido em espaço sírio pela Força Aérea Turca. Dirigente de uma organizaçãp tenebosa turca da extrema direita, os Lobos Cinzentos, ligada ao terceiro partido mais votado nas recentes legislativas. 

A mentira da morte do segundo piloto russo (resgatado após 12 horas de lutas por forças sírias, russas e iranianas) não esconde o papel criminoso desta figura. O seu destino está traçado.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Coldplay - Adventure Of A Lifetime

actualidade politica

- Projeto de Lei do PCP sobre a eliminação dos exames nacionais do 1.º ciclo do ensino básico - APROVADO.

- Projeto de Resolução (PEV) sobre a divulgação e o estudo da Constituição da República Portuguesa na escolaridade obrigatória - APROVADO.


 Projeto de Resolução (PEV) sobre a  elaboração de um Plano Ferroviário Nacional - APROVADO

BRILHANTE TÍTULO


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A DEVOLUÇÃO DA SOBRETAXA DO IRS

ANTES DAS ELEIÇÕES ERA ASSIM....

como se vê uma solução politica coerente e estável na manipulação e na MENTIRA!

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XLIV)

O ANIBALZINHO CHAMADO AO QUADRO


 
Sala de aula, lá para os Algarves, intemporalmente.

A professora primária chama ao quadro o Anibalzinho.

«O menino é teimoso e, além de a ter sempre fisgada, gosta de repetir as coisas, não gosta?, como daquela vez que disse 3 ou 4 vezes "eu estive 5 meses em gestão". Pois agora vai copiar, da Constituição da República Portuguesa, o artigo 133º, alínea f), e o artigo 187º, e escrever 3 vezes, aqui no quadro,

 
indicar é um verbo que não é sinónimo de nomear
 
 indicar é um verbo que não é sinónimo de nomear

indicar é um verbo que não é sinónimo de nomear»

(em anonimosecxxi.blogspot.pt)

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

I STAND WITH RUSSIA


Alguns dirigentes turcos têm “interesses financeiros diretos” nos negócios do petróleo com o grupo terrorista Estado Islâmico, disse o Primeiro-Ministro Russo enquanto referia possíveis retaliações russas ao derrube pela Turquia de um avião russo na Síria na terça-feira por um avião de combate turco F-16. Um piloto morreu no incidente. O segundo foi resgatado e levado para a base aérea russa.

“ As ações turcas estão de facto protegendo o Estado Islâmico” disse Medvedev, chamando ao grupo anteriormente conhecido por ISIS pelo seu novo nome. “Não é surpresa, de acordo com a informação que tínhamos do interesse financeiro direto de dirigentes turcos no fornecimento de produtos petrolíferos refinados em campos controlados pelo ISIS.”

“ As ações irresponsáveis e criminosas das autoridades turcas … causaram uma escalada perigosa nas relações entre Rússia e a NATO, que não pode ser justificada por nenhuma forma, incluindo a proteção de fronteiras nacionais” disse Medvedev.

Segundo o Primeiro-Ministro, Rússia admite cancelar alguns importantes projectos com a Turquia e excluir empresas turcas do mercado russo. A Rússia já recomendou aos seus cidadãos que não viajem para a Turquia, com o pretexto de ameaças terroristas, resultando que vários operadores turísticos retiraram viagens á Turquia dos catálogos. 

Rússia pode suspender um projeto de pipeline de gaz, destinado a transformar a Turquia num grande país de transito de gaz natural dirigido para a Europa,  e a construção da primeira central nuclear do país.

A Turquia abateu o avião de combate russo invocando a violação do espaço aéreo turco. A Rússia diz que não houve nenhuma violação e considera o acto hostil como “uma facada nas costas” e auxílio directo ás forças terroristas na Síria.

A Rússia fez deslocar um navio lança misseis para perto de Latakia e está pronto a derrubar qualquer ameaça aérea á sua base aérea local, com os seus mísseis terra-ar de longa distância.

A base aérea russa de Khmeimim  em Latakia foi dotada de um Sistema  S-400 SAM, o mais modern sistema de defesa anti-aéreo russo.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

MONTEPIO


Estimado (a) Associado (a)

Envio o documento com o titulo "UMA CARTA AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO PARA REFLEXÃO ANTES DE VOTAR, COMO VOTAR NAS ELEIÇÕES DE 2.12.2015 E O VOTO É SECRETO" onde, por um lado, apresento dados concretos que ajudam compreender a situação difícil em que o Montepio se encontra e; por outro lado, como se realizam no dia 2.12.2015 eleições para a Associação Mutualista, explico a forma de votar por correspondência que é aquela que mais de 98% dos associados terão de utilizar, já que existirá apenas urna a funcionar em Lisboa no edifício do Montepio, na Rua do Ouro, no dia 2 de Dezembro de 2015.

Aproveito para Informar que os boletins de voto já começaram a ser enviados pelo correio e muitos associados já os receberam. Mas como são 440.000 associados com direito a voto é previsível que leve alguns dias a chegar a todos. No entanto, se não chegar a algum associado agradecia que informassem para eugeniorosa@zonmail.pt .

Como muitos associados do Montepio, nomeadamente trabalhadores do Montepio, temem que as chefias do Montepio saibam em que lista em que votarão, pois receiam depois sofrer eventuais represálias se a sua votação não for do seu agrado, explico a forma como é garantido o segredo do voto para os tranquilizar.

Finalmente, quero convidar os associados a participarem numa sessão que a Lista C vai realizar no dia 25 de Novembro, pelas 18 horas, na Casa do Alentejo, no Rossio em Lisboa, para debater a situação do Montepio, as dificuldades que enfrenta, a segurança das poupanças dos associados. Nessa sessão será também apresentado e debatido o Programa da Lista C, e as medidas que defendemos para enfrentar e resolver os problemas do Montepio.»

Sessão de debate com os associados – dia 25.11.2015, às 18horas, na Casa do Alentejo
Convidamos os associados para debater a situação do Montepio e as nossas propostas

 
UMA CARTA AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO PARA REFLEXÃO ANTES DE VOTAR, COMO VOTAR NAS ELEIÇÕES DE 2.12.2015 E O VOTO É SECRETO

Caro(a) associado (a)

Em primeiro lugar, queremos convidá-lo(a) a estar presente e participar na sessão debate sobre a situação do Montepio, sobre a segurança das suas poupanças e sobre mutualismo, onde será também apresentado e debatido o Programa da Lista C que se candidata às eleições da Associação Mutualista em 2.12.2015. Este debate terá lugar no dia 25 de Novembro, às 18 horas, na Casa do Alentejo, no Rossio em Lisboa, na Rua Portas de Santo Antão, 58.

 Como sabe, realiza-se no dia 2.12.215 eleições no Montepio para escolha dos órgãos da Associação Mutualista (o triénio 2016-2019). Estas eleições são muito importantes para o Montepio e para os associados. E isto porque o Montepio vive um período difícil causado não só pela crise económica e social que o país tem enfrentado, mas também devido a uma gestão desastrosa da administração de Tomás Correia, que acumulou elevados prejuízos nas empresas, pondo assim em perigo as poupanças que os associados têm na Associação Mutualista e reduzindo, em alguns casos, a zero o rendimento dessas poupanças Para compreender as dificuldades atuais do Montepio é preciso recuar a 2011, ano em que a Associação Mutualista lançou uma OPA sobre o FINIBANCO. No entanto, é preciso que fique claro, para evitar ataques e calunias, que ao referir este facto não pomos em causa a situação atual dos trabalhadores do ex-FINIBANCO, nem estamos contra estes trabalhadores. Para nós todos os trabalhadores são neste momento trabalhadores do Montepio, com iguais direitos e deveres, e tomamos o compromisso de os defender da mesma forma.

No entanto, como em 2011 a Caixa Económica não possuía meios financeiros para lançar a OPA, foi a Associação Mutualista (AM), violando o seu “ADN”, que teve de a lançar, à qual nos opusemos no conselho geral da AM. Depois utilizando as poupanças dos associados, a AM aumentou o capital social da Caixa Económica com 425 milhões €, permitindo depois a esta adquirir o FINIBANCO à Associação Mutualista. A administração de Tomas Correia aproveitou esta aquisição para mudar os objetivos e a estratégia da Caixa Económica, o que teve consequências desastrosas para todo o Montepio. De instituição financeira vocacionada para concessão de credito à habitação, às famílias, às instituições da área social, e às PME´s , pretendeu-se transformar a Caixa Económica no banco de empresas, e nomeadamente de grandes empresas. Com a ansia de atingir rapidamente tal objetivo, restringiu-se o credito à habitação, causando a subutilização de trabalhadores, e passou-se para uma politica de concessão de credito com risco elevado, de que é exemplo conhecido, mas não único, a concessão de 150 milhões € ao grupo BES/GES, quando já eram conhecidos os problemas graves deste grupo, fazendo disparar as imparidades (credito concedido que depois não é pago) e os prejuízos da Caixa Económica. Entre 2011 e 2015, as imparidades somaram 1.341 milhões €, uma proporção muito superior à dos outros bancos, e os prejuízos já acumulados atingiram, no mesmo período, 498 milhões €. Isto causou a delapidação dos capitais próprios da Caixa Económica, o que obrigou a Associação Mutualista e os associados a recapitalizarem a Caixa em 2012, em 2013 (por duas vezes) e em 2015 com mais 675 milhões €. Portanto desde 2011, tiveram de se aplicar na Caixa Económica 1.100 milhões € devido à politica megalómana e desastrosa da administração de Tomás Correia. E deste total já desapareceram 663 milhões €.

Esta gestão desastrosa teve também consequências graves na situação da Associação Mutualista criando a insegurança relativamente aos 4.000 milhões € de poupanças que os associados têm na Associação Mutualista. Para além da utilização de uma parte delas para recapitalizar a Caixa Económica e outras empresas, a atual Lista A também causou prejuízos elevados à Associação Mutualista (AM). Assim, em 2013, a nível das contas individuais, a AM presentou um excedente de 70 milhões €, mas a nível das contas consolidadas, que inclui os resultados das empresas em que tem participações, já teve um resultado negativo de 336 milhões €. Em 2014, o conselho de administração recusou-se em divulgar as contas consolidadas até a esta data, mas estima-se que o excedente de 41 milhões € nas contas individuais se transforme num prejuízo de 150 milhões € nas contas consolidadas. Nos dois últimos anos, os prejuízos acumulados da Associação Mutualista já somam 486 milhões €, o que delapidou os capitais próprios da Associação Mutualista que, entre 2012 e 2014, se reduziram de 884 milhões € para apenas 560 milhões €.

A juntar a tudo isto que já põe em risco as poupanças que os associados têm na Associação Mutualista, há ainda a acrescentar o facto de que, no fim de 2014, 3.692 milhões € (89,3%) das poupanças que os associados têm na AM estão aplicados na Caixa Económica (em depósitos, obrigações, papel comercial) o que determina um risco elevado para essas poupanças (ninguém de bom senso “põe todos os ovos no mesmo cesto”). Tomás Correia disse ao semanário Sol que isso era mentira, mas é ele que mente. Para concluir isso basta ler o que consta da pág. 111 do relatório e contas da Associação Mutualista de 2014 (contas individuais).

A tudo isto nos opusemos. Primeiro, nos órgãos próprios da Associação Mutualista e da Caixa Económica. E depois, quando os nossos alertas não foram escutados, informando os associados desta gestão desastrosa que estava a por em risco as suas poupanças e o emprego dos trabalhadores do Montepio. É importante que os associados não se esqueçam de tudo isto para não se arrependerem no futuro. Por isso:

Votar na Lista A de Tomás Correia é votar na continuidade, ou seja, numa gestão que colocou em risco as poupanças dos associados, que as utilizou para fins indevidos, que enganou os associados em 2013 com as unidades de participação, e que causou já grandes prejuízos ao Montepio e que, por tudo isto, não dá garantias de segurança para as poupanças dos associados correndo-se, se não afastado, continuar a fazer o mesmo..

Votar na Lista B, que não concorre a todos os órgãos da Associação Mutualista, é dispersar voto, e ajudar objetivamente a que Tomás Correia permaneça no Montepio por mais tempo depois do mal que já fez, e que poderá ainda fazer se se mantiver na Associação Mutualista como pretende (na comissão eleitoral, o representante desta lista deu cobertura à distribuição de votos pelos balcões o que, a concretizar-se, impossibilitará o controlo efetivo visando impedir o condicionamento do voto dos associados) .

Votar nas Listas D e E é votar em pessoas que só aparecem nas eleições para obter lugares, correndo o risco de elas, no lugar de servirem o Montepio, servirem-se do Montepio (veja-se o que aconteceu com o eleito pela Lista B nas eleições anteriores que, agora, integra a Lista A).

Os membros da Lista C são os únicos que, ao longo dos últimos anos se opuseram à gestão desastrosa da administração de Tomás Correia, e se bateram na defesa das poupanças dos associados e dos direitos dos trabalhadores, alertando-os quando foi necessário, e que têm defendido na pratica o mutualismo opondo-se ao clima autoritária e de arbítrio que tem dominado no Montepio.

É tudo isto que está em jogo nas eleições de 2.12.2015. E é necessário que os associados votem em consciência mas também bem informados para não se arrependerem no futuro pois o que irá verdadeiramente a votos nestas eleições é não só o futuro do mutualismo e do Montepio mas também a segurança das poupanças dos associados e a sua tranquilidade.

É necessário que tenham presente tudo isto momento em que votem.

COMO VOTAR?

Como existe apenas uma urna que funcionará no dia 2.12.2015, na Rua do Ouro em Lisboa, no edifício do Montepio, a esmagadora maioria dos associados terá de votar por correspondência.

Para isso, todos os associados com direito a votar (maiores e com pelo menos 2 anos de associado) que são 440.000 receberão em sua casa um envelope que

contem no seu interior os programas das cinco listas, dois boletins de votos (um esverdeado para o conselho geral e o outro branco para os restantes órgãos da Associação Mutualista: mesa da assembleia geral, conselho de administração e conselhofiscal) e mais dois envelopes (os que não receberem devem avisar enviando uma mensagem para efenderomutualismo@gmail.com ou paraeugeniorsa@zonmail.pt)

 

Para votar o associado deverá fazer apenas o seguinte:

1- Assinalar com uma cruz o quadrinho correspondente à lista que escolheu em cada um dos votos (o esverdeado e o branco- tem que ser nos 2 votos).

2- Dobrar cada um dos votos separados em 4 partes, tal como faz quando vota nas eleições para a Assembleia da República, e meter os votos no envelope mais pequeno, que é aquele que tem um espaço para colar a etiqueta e assinar, e fecha-o.

3- Seguidamente descola a etiqueta que está na carta que recebeu no lado direito da assinatura do presidente da mesa da assembleia geral, padre Vitor Melícias, que tem o seu numero de associado e cola essa etiqueta no envelope mais pequeno no espaço destinado a colar a etiqueta.

4- Em seguida assina na linha que está por baixo (a assinatura tem de ser igual à que tem na Associação Mutualista/Caixa Económica Montepio, que deve ser aquela que consta do seu Bilhete de Identificação ou Cartão de Cidadão. É preciso ter cuidado pois a assinatura vai ser conferida e se não for igual o voto é anulado).

5- Depois coloca o envelope mais pequeno fechado, com os votos, dentro do envelope maior (correio azul e com tarifa já paga), que tem a direção da Associação Mutualista (Apartado 28006), fecha esse envelope e coloca-o rapidamente num marco do correio.

6- É importante que o faça rapidamente pois só são validos os votos que chegarem ao Montepio até ao dia 2 de Dezembro de 2015.

 UMA INFORMAÇÃO IMPORTANTE E UM PEDIDO AOS ASSOCIADOS: os trabalhadores do Montepio, em particular os que estão nos balcões da Caixa Económica, estão proibidos pelo conselho de administração desta, de interferir e condicionar a votação dos associados, nomeadamente telefonando para casa ou trabalho, e disponibilizando-se para os ajudar a votar. Portanto, se algum trabalhador do Montepio telefonar a um associado oferecendo-se para o ajudar a votar, pedimos que rapidamente nos informe para  os endereços defenderomutualismo@gmail.com ou para eugeniorsa@zonmail.pt) para atuarmos imediatamente junto do conselho de administração. E isto porque Tomás Correia tem utilizado as chefias que lhe são fieis, pois foram nomeadas por ele, e trabalhadores pressionados por essas chefias a telefonar aos associados procurando condicioná-los no voto, e levá-los a votar na lista dele. É necessário e urgente por termo a essa manipulação. Para isso pedimos a ajuda dos associados.

 

O VOTO É SECRETO

Com o objetivo de criar o medo, tem-se procurado espalhar, nomeadamente entre os trabalhadores do Montepio, que o voto não é secreto e que as chefias têm possibilidades de saber em quem votou cada trabalhador ou associado. Isto é falso mas com base nesta mentira procura-se condicionar também o voto dos associados, nomeadamente dos trabalhadores do Montepio. Por isso é importante saber como se desenvolve o processo eleitoral.

Os CTT entregam diariamente milhares de votos dos associados (existem 440.000 associados com direito a voto). Logo que chegam ao Montepio, o 1º envelope é aberto e é conferida a assinatura do associado que está no 2º envelope que contem os votos. Se a assinatura condiz com aquela que está na base de dados da Associação Mutualista o voto é considerado válido, se não condiz o voto é inválido e posto de lado.

Os envelopes fechados com votos considerados validos são colocados numa casa forte, em que para abrir a porta são necessárias varias chaves cada uma delas na posse de um mandatário de cada lista.

Só no dia 2 de Dezembro de 2015, na presença de representantes de todas as listas, é que o 2º envelope que contém o voto é aberto, e as dezenas de milhares de votos são contados por máquinas. Portanto, a possibilidade das chefias do Montepio saberem em que lista votou um associado ou um trabalhador associado é praticamente impossível.

A mentira que se procurou espalhar visava criar medo e condicionar o voto dos associados para dificultar ou mesmo impedir a mudança no Montepio que é necessária e urgente para dar segurança às poupanças dos associados, para acabar com o clima de autoritarismo e de arbítrio que existe no Montepio, para reduzir as remunerações e benefícios excessivos que gozam os atuais membros do conselho de administração, e para defender os principios e a prática do mutualismo. 

domingo, 22 de novembro de 2015

HUMOR


Passos Coelho já tem dois terços para rever a Constituição...

CORRUPÇÃO EM PORTUGAL - A DIREITA

O CLUBE DOS AMIGOS DO MACEDO

Miguel Macedo é amigo de adolescência do empresário Jaime Soares e os dois tratavam-se por “irmão”. Manuel Palos é amigo de António Figueiredo, que é amigo de Maria Antónia Anes, a quem trata por “Toninha”. Todos almoçavam e jantavam uns com os outros, as famílias passavam férias juntas e partilhavam problemas da vida profissional e pessoal. Este não é o enredo de uma novela, mas sim a essência da narrativa do Ministério Público que acusou esta semana 17 pessoas no processo dos Vistos Gold, um caso que atinge em cheio a cúpula do Estado e envolve responsáveis políticos, policiais e administrativos.
É a primeira vez que um ex-ministro, um antigo diretor de um Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um chefe dos registos e notariado e uma secretária-geral da Justiça são acusados num processo judicial por crimes que vão da corrupção ao tráfico de influências. Para a procuradora Susana Figueiredo, que utiliza a palavra ‘amigo’ ou ‘amizade’ 39 vezes ao longo das mais de 400 páginas da acusação, Miguel Macedo usou o poder que o cargo de ministro da Administração Interna lhe conferia para distribuir favores pelo grupo de amigos. E dinheiro.
Segundo a acusação, Miguel Macedo, que era um dos ministros mais fortes do governo de Passos Coelho e se demitiu quando o caso se tornou público e por estar “diminuído politicamente”, cometeu três crimes de prevaricação e um de tráfico de influências, chegando a recorrer ao seu colega de governo Paulo Núncio.
No início de 2014, Miguel Macedo telefonou ao então (e ainda) secretário de Estado dos Assuntos Fiscais para que recebesse o seu amigo Jaime Soares, que levou outro amigo, Paulo de Lalanda e Castro, dono da Inteligent Life Solutions e antigo patrão de José Sócrates. Houve duas reuniões. Uma com funcionários da ILS e outra com Lalanda e Jaime Soares. Os empresários, que tinham um negócio com o Ministério da Saúde da Líbia, queriam evitar o pagamento de €1,8 milhões de IVA, já que o Ministério não era sujeito passivo e não pagava impostos.
Contactado pelo Expresso, Paulo Núncio remeteu os esclarecimentos para uma nota do Ministério das Finanças, segundo a qual, “como já referiu publicamente no passado, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais reafirma que não teve qualquer intervenção na decisão da Autoridade Tributária relativamente à empresa ILS.” Mas não é isso que se lê na acusação. O MP diz que Núncio sugeriu que envolvessem uma empresa líbia para evitar o pagamento do impostos. Embora a decisão a favor da ILS tenha sido tomada pela Autoridade Tributária — com base em documentação que as autoridades não sabiam que era forjada — foi Núncio quem deu a notícia a Macedo, que a transmitiu por SMS a Jaime Soares. “Aquilo está resolvido.”

“SEMPRE A FATURAR”

Apesar destas imputações, o secretário de Estado não foi acusado de qualquer crime e, conforme frisa a nota das Finanças, “prestou os esclarecimentos que lhe foram solicitados” apenas “na qualidade de testemunha”. O MP considerou que não ficou provado que tivesse qualquer influência na decisão — ao que o Expresso apurou junto de fonte da AT, terão sido os próprios funcionários deste organismo, ouvidos várias vezes pela investigação, a ilibar Núncio de qualquer pressão ou responsabilidade.
Macedo, por seu lado, foi acusado de tráfico de influências por causas destes dois telefonemas. O MP imputa-lhe ainda três crimes de prevaricação por, alegadamente, ter ordenado a Manuel Palos que criasse a necessidade fictícia de um oficial de ligação em Pequim de forma a favorecer os negócios de Jaime Gomes, António Figueiredo e um novo amigo, Zhu Xiadong, um empresário chinês que começou por comercializar produtos orientais e depois se virou para o negócio imobiliário e para a angariação de candidatos aos vistos gold: cidadãos chineses que pudessem gastar 500 mil euros num imóvel. Quando foi nomeado um oficial, Macedo enviou um SMS a António Figueiredo: “Sempre a faturar. Já dei a volta ao assunto da China.” O ex-presidente do IRN, que se gabava de “abrir todas as portas”, terá segundo o próprio MP, recebido cinco mil euros de Xiadong a troco dos favores que fez. Uma fonte da defesa diz que os dois arguidos negam que tenha havido corrupção e que o dinheiro se destinou a pagar um negócio de vinhos.
O segundo crime está relacionado com o favorecimento da ILS na atribuição de vistos a cidadãos líbios feridos que iriam receber tratamento em Portugal e o terceiro por ter dado conhecimento a Jaime Soares do caderno de encargos para manter em funcionamento os helicópteros Kamov. Segundo a acusação, Jaime Soares tinha ligação a uma empresa de aviação — a FAASA, subcontratada pela Everjets, que conseguiu o negócio.
Miguel Macedo, que não quis fazer qualquer comentário ao teor da acusação, nunca recebeu qualquer compensação por todos estes crimes que o MP lhe imputa. Com uma exceção: Zhao Xiadong, “para agradecer as mesuras de que foi alvo”, ofereceu-lhe duas garrafas de vinho Pera Manca e três volumes de tabaco. O ex-ministro não quis deixar de retribuir e através do amigo Jaime Soares conseguiu que o presidente da FPF arranjasse dois bilhetes para a final da Liga dos Campeões que se disputou no Estádio da Luz entre o Real e o Atlético Madrid. Como dizem os chineses: “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece flores.”
(EM EXPRESSO)


frase do dia

Jerónimo de Sousa, sobre a sobretaxa: “Vamos lá ver se a culpa não é da mulher da limpeza”.
Perante a promessa agora não confirmada da devolução de parte da sobretaxa do IRS no próximo ano, surgida em campanha eleitoral, Jerónimo denuncia a “manobra de propaganda e embuste" de Pedro Passos Coelho.


sábado, 21 de novembro de 2015

Capicua - Vayorken



Vayorken = Nova York

LETRA:


Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

Era para ser Artur e nasci Ana
(Ana quê?) Ana só.
(Ana só?) Sim, sou a Ana.
Era percentil noventa nos anos oitenta
E entre colheradas chorava sempre faminta
Sempre vestida como um mini comunista
Com roupas que a mãe fazia com modelos da revista
Eu queria ser pirosa, vestir-me de cor-de-rosa
Vestir Jane Fonda na ginástica da moda
Com sabrina prateada, licra collant
Cria de pequeno pónei bem escovadas, espampanante
Tinha a mania de pôr as cores a condizer
No meu entender, rosa com vermelho não podia ser
Uma noctívaga que não dormia a sesta
E, de manhã, sempre quis menos conversa
Uma covinha só de um lado da bochecha
Adormecia com o pai e a mesma canção do Zeca
"Dorme, meu menino, a estrela-d'alva"

Era sempre mais Mafalda do que Susaninha
Ai de quem dissesse mal do Sérgio Godinho!
Ainda tenho alguns postais para a gentil menina
Enviados pelos pais de um qualquer destino
E se alguém me perguntar pelo pai, pela mãe
Eu sei, sei, foram para Vayorken, Vayorken
Foram para Vayorken, Vayorken, Vayorken

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso!

Com dois anos, o primeiro palavrão
Cheia de medo, em cima do escorregão
Mau feitio bravo, vício de gelado
Todo sábado sagrado, mesmo durante o inverno
Acabava com a arca do café ao pé do prédio
Ainda comi os gelados que eram do meu primo Pedro
Ana da bronca, sempre do contra!
E coragem de fechar duas miúdas na arrecadação
Às escuras, pobres criaturas!
Por me serem impingidas como amigas à pressão
(Ó Ana, onde é que está a Rita e a Joana?)
(Sei lá! Não sei.)


No infantário dei o meu primeiro beijo
Ainda me lembro como se fosse hoje
Contei à minha avó que tanto se riu
Que até debaixo da mesa com vergonha me escondi eu
O tal espigueiro e o gato amarelo
No meu poema, no novo caderno
Muito elogio pela redacção
E muita paciência para o poder de argumentação

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

O "brick-dance" vem de Vayorken
O graffiti vem de Vayorken
O hip-hop vem de Vayorken
Vayorken, Vayorken, Vayorken, Vayorken
O "brick-dance" vem de Vayorken
A Jane Fonda vem de Vayorken
O windsurf não,
O windsurf não vem de Vayorken

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

Livro O 25 DE NOVEMBRO A NORTE

Jorge Sarabando














Foi apresentado na última sexta-feira em Parada de Todeia – Paredes, o livro “25 de Novembro a Norte” (em 2.ª edição), sobre o processo revolucionário no ano de 1975. O autor, Jorge Sarabando, nasceu em Aveiro e vive há largos anos em Gaia. É um dos estudiosos dos Congressos da Oposição Democrática. É membro do Partido Comunista Português desde 1964 e pertence à Direcção da Organização Regional do Porto e à Comissão Nacional para as Questões da Cultura. Foi membro do Comité Central entre 1988 e 2008.

Rui Pereira

A apresentação coube a Rui Pereira, antigo jornalista, investigador do CECS-UMinho, doutorado em Ciências da Comunicação, com a tese "O Anti-comunismo na Imprensa Portuguesa de Referência durante o Período de ‘Normalização' - os Casos do 'Diário de Notícias', 'Expresso' e 'Público'". 

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O bando dos 100

A Associação de Empresas Familiares lançou um manifesto contra a possibilidade de existir um governo que não seja o do PSD / CDS. Para que a profundidade da iniciativa se clarifique bem, importa esclarecer que entre os subscritores se incluem empresários de grupos como a Teixeira Duarte, os grupos Mello, Amorim, SGC ou Luís Simões. Um determinado tipo de «empresas familiares» – chamemos-lhe assim –, a anos-luz da realidade que milhões de famílias de micro, pequenas e médias empresários vivem.

Nas declarações que deram publicamente, em que esclarecem que o que temem é a participação do PCP e do BE, usaram-se frases como «um balde de água fria», «um murro no estômago», «partidos estatutariamente contra a iniciativa privada», e fizeram-se ameaças veladas, como dizer que esta perspectiva leva a «fazer orçamentos defensivos», «cortar nas expectativas», «adiar contratações».

O presidente da AEP foi ainda mais longe e até dispensa comentários: «O PC é contra o meu ADN – infelizmente. Estive a ler os estatutos e não vejo ali nada que fale de incentivos à inovação ou de políticas de investimento. Sei o que é o PCP e o ódio que tem aos empresários.»

Na mesma linha do Manifesto dos 100, apareceu na mesma semana uma tomada de posição pública do Conselho Consultivo do Fórum para a Competitividade. O seu presidente, Pedro Ferraz da Costa, considerou «criminoso» que se faça uma política económica que fomente a procura interna, porque «rebentará outra vez com as contas externas».

Talvez estes dois exemplos sejam dos mais claros do grau que atingiu a ofensiva ideológica e anticomunista durante o último mês: despudorada, de cabeça perdida, sem princípios, a roçar o ridículo. Teve pelo menos a vantagem de se ficar a saber quem são, onde andam e o que pensam os anti-comunistas encartados cá do burgo. E dá para ter um pequeno vislumbre de até onde esta gente é capaz de ir: estamos a tratar da entrada em funções de um governo do PS. Imagine-se a bílis que se produziria e as forças que se convocariam se estivéssemos a tratar de um governo patriótico e de esquerda…


Margarida Botelho (em Avante)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

HUMOR


«Depois de sete banqueiros, o Presidente da República ouve na quinta-feira sete economistas. A semana fecha com audiências aos sete partidos com assento parlamentar.»


E no sábado são os 7 Anões…