um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

a cuspidela da serpente

o Expresso disse.

A queda dos comunistas na pré-campanha preocupou a coligação. Alarmados com as sondagens internas, avisaram o PCP de que tinha de contrariar o voto útil. Comunistas negam perentoriamente.

o Expresso do irmão do Costa e do patrão Balsemão jogou na infâmia, de um PCP á sombra do PSD. 

o Expresso serve a direita, toda a direita, incluindo aquela que se diz de esquerda. Mas a estratégia nunca nos enganou.

CR

texto

UMA CARA, UM DISCURSO, UMA EMPATIA
.

"Jerónimo de Sousa e a CDU não morrem de amores por trípticos, como o famigerado "uma maioria, um governo, um presidente". Ainda gostam menos da troika, presume-se. Mas um dia em três andamentos - um encontro, uma ação de rua, um comício - reforça a ideia de três missões eleitorais: resistir, desmistificar e crescer.


"Na terceira volta de um dia dividido em três momentos e por dois distritos (Porto e Aveiro), mantendo-se na sala sobrelotada da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira a mesma temperatura ambiente antes garantida pelo sol, que brilhou para todos nós, e pelo entusiasmo militante, lembro-me do título de um filme. Contava a vida de Thomas More (1478-1535), que gostava de pensar pela sua própria cabeça e acabou por perdê-la, diante do libidinoso poder de Henrique VIII. O filme chamava-se, na língua original, A Man for all Seasons. O que, em tradução literal (que dá jeito, como se verá), poderia desaguar em algo de parecido com "Um Homem para Todas as Estações", salientando o oposto de qualquer alusão camaleónica, sublinhando, isso sim, a ideia de alguém que dispensava diferentes máscaras para se afeiçoar a distintos ambientes.

Foi assim que vi e li Jerónimo de Sousa, igual, uno e indivisível (passe a expressão), num "encontro com artistas, intelectuais e quadros técnicos", depois no contacto direto com a população de Gondomar e, por fim, a jogar em casa no comício da Feira: sempre o mesmo homem, sem inflexões no discurso, sem constrangimentos, sem cosmética. À saída do comício, que, de acordo com alguns jornalistas "residentes" da campanha da CDU, lhe terá rendido a melhor intervenção de toda a campanha, até pela introdução do humor na abordagem aos adversários, cruzamo-nos pela terceira vez. Sinto-o naturalmente cansado (pudera...) depois do empolgamento alguns minutos antes, mas bem-disposto, com a certeza dos pontos marcados em três frentes. O mesmo homem para todas as ocasiões, característica ou qualidade que não se distribui a outros dos que, por estes dias, dão a volta a Portugal, os que variam o modelo consoante as audiências. Aqui, com maior ou menor inspiração nas intervenções, a ausência de surpresas - e, muitas vezes, dos soundbytes que estão como a fast food para o jornalismo, "enchendo" mais do que alimentando - vale uma contrapartida na constância das palavras.

A cara

Quando Jerónimo de Sousa chega à Cooperativa Árvore, já os apoiantes da CDU aguardam o secretário--geral comunista gozando o sol resistente do outono, ou resguardando-se da sua intensidade. Percebo rapidamente um deslize indumentário: entre mais de uma centena de presenças, só há três gravatas - a do veterano presidente da direção da Árvore, Amândio Fernandes Secca, a do ex-deputado Honório Novo (chamado a mestre-de-cerimónias) e a minha. Falta de prática, sem drama de maior. O líder da CDU entra, faz questão de percorrer um a um os pequenos grupos em que, sem ordem de trabalhos, se discutem os calores da política, as dúvidas quanto ao futuro que se desenhará a partir de segunda-feira, os refugiados e a fragmentação europeia, os méritos persistentes das atividades da Árvore, mas também o prolongamento estival e o futebol de fim de semana. Já se ouviram desabafos: "É pena que, nestas coisas, só venham aqueles que não precisam de ser convencidos. Isto devia chegar aos que andam indecisos ou aos que, aparentemente, desistiram de participar." De acordo, mas não é esse um problema transversal à maioria dos momentos de campanha dos partidos e coligações que dificilmente chegarão ao governo?

Nem neste ambiente, faltam os momentos para a fotografia, no sentido literal, com pedidos de selfie ao disponível deputado, e no sentido figurado: Jerónimo de Sousa pega ao colo numa criança que lhe arranca uma gargalhada franca, quando lhe confessa que, quando for grande, quer ser primeiro-ministro. Algo a que, sejamos realistas, o próprio político não aspira. Vinho branco e vinho do Porto regam o encontro, temperado por umas tapas que se distribuem sem privilégios, a cada um de acordo com as respetivas "necessidades".

A partir das escolhas do "convidado de honra", Pedro Estorninho, do Teatro Ensaio, lê poemas de Vinicius de Moraes (O Operário em Construção, obviamente) e Manuel da Fonseca. Mas até a dimensão dos poetas se encolhe momentaneamente quando Jerónimo de Sousa agradece aos artistas e intelectuais "os momentos de alento" nos tempos difíceis. Denuncia a "mercantilização da cultura, subordinada pela economia". Indigna-se com os cortes, 75%, não menos do que isso, nos apoios públicos às Artes. Revolta--se com o desprezo a que os governantes (os de hoje e os de ontem, que o Partido Socialista acaba sempre empurrado para a moldura do arco) trataram a ciência a investigação. Aponta a emigração de quadros como um mal de dimensão ainda imprevisível. E propõe, olhando as parcelas contempladas no Orçamento, um evidente reforço nas verbas tocantes à Cultura: dotar este setor de 1% do total. Acrescenta a nota do dia, com referência direta a António Costa, disposto a trocar um Ministério da Cultura por um "governo da Cultura", percebendo-se que não vê aqui mais do que uma fanfarronada inconsequente.

Pelo meio da intervenção, específica, cirúrgica, ficam as grandes linhas de força que voltarão a ouvir-se pelo dia fora: a promessa de uma política "patriótica de esquerda", para a qual se torna imprescindível a "desmistificação" do voto útil; a ideia de que o reforço da votação na coligação dos comunistas com os ecologistas carrega mais e maiores garantias à obstaculização das "políticas de direita", venham elas dos partidos atualmente no poder ou do PS. Quer dizer: nesta primeira realização, fica claro o objetivo de fixar apoios e eleitores. Entre os presentes e os que, segundo Honório Novo, não quiseram deixar de explicar as ausências e de enviar mensagens de saudação e de solidariedade, casos do arquiteto Siza Vieira e do historiador Manuel Loft. Primeiro passo: cumprido.

O discurso

O fim de tarde continua a fintar ventos, nevoeiros ou friagens. Do alto de um palanque que permite a toda a gente que se distribui por um jardim ver o secretário-geral e o cabeça de lista da CDU pelo distrito do Porto, Jorge Machado, fazem-se os discursos, depois de percorridas, com mobilização assinalável, as ruas de Gondomar. Há um cuidado natural desta coligação em somar o local ao geral, daí o destaque para a presença do candidato do distrito, que se encarrega de desfilar aquilo que entende como os atropelos da governação na sua área da influência. Ainda que o quadro se repita, um pouco por toda a parte: as machadadas no Serviço Nacional de Saúde, o encerramento de escolas, a subida do desemprego. Ora se o retrato apresentado equivale ao do país, acaba por ter um impacto forte nas populações o zoom sobre os problemas que enfrentam em casa e perto dela. No caso concreto, a escala em Gondomar também funciona como prémio à militância dos habitantes de São Pedro da Cova cuja terra, mesmo unificada em freguesia com Fânzeres, de acordo com a reforma administrativa de 2013, manteve uma maioria CDU - um sinal daquilo a que os comunistas e seus aliados gostam de chamar "política de proximidade".

Outra forma de a praticar permite a Jerónimo de Sousa um exercício em que se mostra exímio, porque nunca se desliga de uma autenticidade que impede até votantes de outras forças políticas de algum comentário desagradável ou, sequer, de lhe negarem um aperto de mão. No centro do desfile, em que alguém explica a uma apoiante mais espontânea, que tenta lançar a palavra de ordem "vota CDU, quem fica a ganhar és tu", que há uma componente "individual e egoísta" nesse grito que não sublinha as verdadeiras vantagens de tal voto e que talvez seja melhor ficar-se pelo clássico "a CDU avança, com toda a confiança", o secretário-geral comunista ziguezagueia no percurso, não no discurso. Não deixa abraço por dar a quem se mostra recetivo, reservando "um bacalhau" aos que parecem mais retraídos. Arrasta atrás de si os que o rodeiam, expondo-se pela imprevisibilidade dos seus passos, a comentários desagradáveis que, registe-se, não aparecem. À porta de uma loja que distribui cigarros eletrónicos, um homem lamenta-se: "Tenho mesmo pena que este gajo seja deste partido... Se fosse de outro, gosto tanto dele que lhe dava o meu voto. Mas assim..." Não há um incidente, uma provocação, uma buzinadela de descontentamento mesmo nas passagens em que o trânsito é interrompido ou retardado. Na cadência de um para arranca ao sabor da condução do líder, naquilo que poderia tornar-se o momento mais desgastante da jornada, Jerónimo de Sousa parece recarregar baterias com as pequenas conversas, com as questões que lhe saltam ao caminho, quase sempre protagonizadas pelos espoliados da vida, com as explicações que entende dar e as propostas que deixa, evitando promessas. Aos 68 anos, liderando o Partido Comunista Português há mais de uma década, este homem sabe que dificilmente chegará a um governo, a menos que a geografia política seja tingida de uma forma radicalmente diferente. Mas resiste, em nome das (suas) ideias. Pobre será a analogia, mas há um momento que me recorda uma velha anedota. "O teu casamento foi por amor ou por interesse? Só pode ser por amor, que aquilo interesse não tem nenhum..." Com Jerónimo de Sousa, se a dicotomia proposta andar entre a ambição e a convicção, a resposta surge, transparente: só pode ser convicção, que a ambição - de poder, leia-se - não passa por aqui.

A empatia

Há precisamente vinte anos, na campanha que levaria António Guterres a São Bento, tive a oportunidade de - também por um dia, em toca-e-foge com a caravana CDU, na ocasião por terras alentejanas, bem mais chegadas à causa - acompanhar Álvaro Cunhal. Se Carlos Carvalhas já era o secretário-geral comunista desde 1992,Cunhal valia muito mais do que um símbolo ou do que uma "presidência honorária". Se todas as comparações podem tornar-se odiosas, sobretudo se as submetermos a uma qualquer valoração, há algumas que podem justificar-se - é o caso. Desses contactos fugazes (tendo conhecido Cunhal em 1985 e no cenário muito especial de um Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, realizado em Moscovo), ressaltam algumas particularidades: o autor de Até Amanhã, Camaradas, obviamente amado pelos seus correligionários, era acima de tudo respeitado. A sua palavra parecia passar como lei, mesmo que fosse largamente discutida no foro interno. Talvez em função da sua origem, de uma base intelectual imensa, até das prisões e do exílio a que foi sujeito, Cunhal não alcançava o tal grau de proximidade interpares que Jerónimo de Sousa pode facilmente reivindicar. Lembro-me bem do olhar de um, perscrutante e penetrante como conheci poucos. Com Jerónimo, sem implicações na convicção, há mais vizinhança, mais familiaridade. E os seus camaradas exultam com essa acessibilidade fraterna.

O discurso da Biblioteca de Santa Maria da Feira acaba por espelhar precisamente esta linha de atuação: às traves-mestras do que a CDU quer fazer passar, aumentando a intensidade nos últimos dias de campanha mas sobretudo reafirmando uma linha política que se orgulha do desempenho de oposição mais constante e mais coerente nos últimos quatro anos, no Parlamento mas também fora dele (lá vem outra vez a proximidade), Jerónimo acrescenta o humor. Quando compara o PS de uma determinada fase a "um peru do Natal", cheio de si mas angustiado, condicionado pelas "abstenções violentas" diante das moções de censura da CDU. Ou quando evoca uma expressão, "felizmente caída em desuso: a do filho de pai incógnito", que seria o memorando assinado com a troika que, afinal, não teve pai (PS) nem mãe (PSD), "Nem mesmo padrinho, que temos de deixar um espacinho para o CDS".

Ouvem-se-lhe frases fortes, nomeadamente quando dá eco a quem acusa a CDU de estar sempre a atacar o PS: "O estranho é eles, PS, não se lembrarem que não estiveram em nenhum dos grandes combates." Quanto a algumas propostas de António Costa, a resposta chega com ironia: não lhe chamem ataques, vejam-nos "como pedidos de esclarecimento"... Diz-se farto de, em tantos anos, andar a ver "sempre o mesmo filme, rebobinado". E reafirma que o lugar da CDU será sempre o mesmo, diante dos desrespeitos e dos atropelos aos trabalhadores, frente às injustiças.

A sala estava cheia, ao ponto de se admitir um ligeiro erro nas expectativas - pensou-se "por baixo". A escolha de Santa Maria da Feira esteve longe de ser aleatória: Aveiro é um dos distritos, tal como Coimbra, em que a CDU espera recuperar um deputado em tempos perdido. Coube, aliás, a Miguel Viegas, cabeça de lista pelo círculo, abraçar os problemas das terras que pretende vir a representar: pensar localmente para agir globalmente. Uma vantagem clara desta coligação: nem Tonis nem Quins, nem vedetinhas musicais de ocasião. Ouviram-se - e bem - canções de Fausto e Carlos Puebla, folclore açoriano e a Trova do Vento Que Passa. Em aparte, a coligação confirmou-se económica e ecológica: no final, foi lançado o apelo para que fossem devolvidas à estrutura as bandeirinhas que serviram para engalanar a sala e para animar as imagens recolhidas.

Jerónimo de Sousa sai da sala em passo rápido. Onze horas depois voltará a estar na rua, bem mais a sul, com a mesma cara, com muitas das mesmas palavras - sendo hoje nitidamente preconceituoso falar de uma "cassete" comunista, de tal forma foi renovado o léxico -, com todas as ideias. Por certo, também com a ambição de conseguir que pelo menos um em cada dez votantes acabe por decidir-se por esta cor política. Para fecho, a pergunta que se tornou tradicional: comprava a este homem um carro em segunda mão? Claro que sim, "com toda a confiança". Não seria o único, reconheço. Mas também não seriam assim tantos. A ele, até o desafiava para uma converseta mais amena, mais circunstancial. Nem que fosse para abordarmos o futebol, que tanta urticária causa a quem não o percebe. Não acontece, ao que me dizem, com o secretário-geral comunista: segundo fontes geralmente bem informadas, Jerónimo de Sousa é bom de bola."

João Gobern, Reportagem: Uma cara, um discurso uma empatia in Diário de Notícias 29/9/2015


terça-feira, 29 de setembro de 2015

TESTEMUNHO

Crónicas na Corda Bamba: É por isto que vou votar no PCP
Catarina Beato
Tinha 14 anos e, como qualquer adolescente, considerava-me detentora da razão e da verdade absoluta. Cresci numa casa onde se ouvia música de intervenção e se lia o Avante e o Diário. O meu pai, um militante calmo, e a mãe sempre activista. Ainda assim, os dois contra o meu insistente pedido para me juntar à JCP (Juventude Comunista Portuguesa). O argumento era muito simples: a escola era o mais importante.

Naquela idade, ligeiramente irritante, em que os meus pais eram uns chatos e os meus avós uns velhos, achei que contrariá-los e juntar-me à JCP era o melhor dos dois mundos.

Quando temos 14 anos achamos que sabemos tudo, mas somos também ligeiramente parvos. Naquela tarde de setembro pensei que, se ninguém me visse a chegar à concelhia, a minha mãe não saberia que me tinha inscrito na JCP.

Da mesma forma que vivi uma vida inteira a achar que tirava notas de 500 escudos ao meu pai sem que ele desse por isso (contou-me a rir, antes de morrer, que se não passasse de 1000 escudos por mês não me dizia nada), acreditei, durante alguns meses, que pertencia a uma juventude partidária em segredo.

Cheguei à JCP adolescente, com a mania que sabia tudo e os mais velhos coisa nenhuma.

E foi na JCP que aprendi que os mais velhos sabem sempre mais do que eu e que, para ter certezas absolutas, tinha que estudar muito.

Foi na JCP que aprendi a ouvir cada palavra que os camaradas tinham para me contar e a agradecer a luta para que vivêssemos numa democracia.

Guardo, para sempre, a imagem da mão da Maria, a quem faltavam os dedos perdidos na guilhotina guardada à pressa com a PIDE a bater à porta.

Foi na JCP que aprendi a argumentar cada frase e ter verdadeiras certezas antes de as tornar afirmações próprias.

Foi na JCP que aprendi a não ter medo de dizer o que penso, mesmo que as minhas ideias fossem diferentes daquelas que estavam sobre a mesa.

Foi na JCP que conheci pessoas brilhantes, com capacidades de trabalho e entrega únicas.

E foi na JCP que consolidei as certezas da casa em que cresci: era aquele o partido em que queria votar.

Há neste partido dois problemas inegáveis: é duro para qualquer comunista eleito ter uma vida pessoal - trabalha-se muito, estuda-se muito, há muitas pessoas para ouvir e dossiers para consultar antes de afirmar seja o que for. Não há política de secretária, nem de vez em quando.

Pior ainda: nenhum comunista chega a rico, não é esse o objetivo daquilo que faz (tenho que conseguir escrever este texto sem dizer "tarefa").

Não sou militante, chamam-me "comunista emocional", mas voto PCP com certezas absolutas de adulta. Voto PCP pelos valores, pela capacidade de trabalho e pela honestidade daqueles que o meu voto irá eleger. Com certezas tão fortes como uma adolescente irritante, mas devidamente fundamentadas.

E que cada um, com as suas histórias, os seus valores, as suas certezas, zangas e esperanças, vá votar no próximo domingo.

Escritora e autora do blog Dias de Uma Princesa


domingo, 27 de setembro de 2015

sabia que...

...


o dirigente máximo da EUROSONDAGEM é António Rebelo de Sousa, que ocupa também um cargo de confiança governamental [do actual executivo e por este nomeado], enquanto presidente da SOFID – Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituição Financeira de Crédito, S.A. (detida em 70% pelo Estado). 

lembrete


SABIA QUE


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

COMUNISTAS SÃO OS MAIS PRODUTIVOS


As instituições europeias não deixam nada ao acaso. A produtividade dos eurodeputados é medida e analisada todos os anos. A classificação dos mais e menos produtivos é revelada através do MEP Ranking. EU.

O último relatório já foi revelado e mostra que, em relação a Portugal, os eurodeputados mais activos e produtivos são os comunistas, os mais relaxados são os socialistas. Tudo é medido; as questões colocadas, as moções apresentadas, os relatórios produzidos, os discursos realizados.

 O eurodeputado que mais trabalha é, segundo o MEP Ranking, Miguel Viegas com 380 pontos. Comunista, do grupo europeu da "Esquerda Unida", colocou 297 questões (contra uma do social-democrata Paulo Rangel), 11 moções, cinco relatórios e fez 429 discursos. Foi o segundo elemento mais activo do seu grupo parlamentar e o quarto deputado que mais discursos fez no Parlamento Europeu.

No segundo e terceiro lugar dos mais produtivos continuam deputados comunistas; Inês Cristina Zuber e João Ferreira. Cristina esteve presente em 83% das sessões plenárias, colocou 103 perguntas e apresentou 14 moções. João Ferreira fez 352 discursos, uma declaração e produziu oito relatórios.

Entre os parlamentares menos activos estão três socialistas. Carlos Zorrinho que, apesar de ter estado presente em todas as sessões plenárias, só pontua 173 segundo o critério do MEP. Só apresentou um relatório e fez 53 discursos (contra 429 de Miguel Viegas). Maria João Rodrigues, tem 151 de pontuação, fez um relatório, 27 discursos e nenhuma declaração. Já Elisa Ferreira fez zero declarações, apresentou zero relatórios, colocou sete questões, apresentou duas moções e fez 19 discursos

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

HUMOR

Um grupo de penitentes em dia de compungida reflexão eleitoral

IMPORTANTE, MUITO IMPORTANTE

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL DO PCP

Os dados sobre a evolução do défice e da dívida deitam por terra as mentiras do governo
Hoje foram tornados públicos os dados do INE sobre a evolução do défice e da dívida que deitam por terra as mentiras do governo.
Dados que confirmam a falência e o desastre de uma política que tem condenado os portugueses a uma crescente exploração e empobrecimento, particularmente dos trabalhadores e reformados, e conduzido o País para o declínio e a dependência.
Ficámos a saber que o défice de 2014 das contas públicas se situará em 7,2%. Ou seja, três anos passados de saque ao povo e ao País temos um défice idêntico ao de 2011. E, pasme-se, a tal dívida que Passos Coelho diz que anda a abater, afinal tem vindo a crescer 8 milhões de euros por dia, em 2015, dados divulgados anteontem pelo Banco Portugal.
Depois de anos de roubo de salários e reformas e pensões, aumento brutal impostos sobre o trabalho, de cortes e mais cortes na saúde dos portugueses, na educação, na segurança social, na cultura – estes números são uma contundente prova daquilo que com clareza denunciamos e prevenimos: que a actual política, prosseguida por PSD e CDS e que o PS acompanha, assente na ditadura do défice e de submissão aos critérios do Euro e do Tratado Orçamental é um desastre nacional.
Quatro anos passados de andarem a extorquir salários, pensões e direitos, a conversa sobre o êxito dos sacríficos deste governo do PSD/CDS esfumou-se. Mais uma vez os interesses da banca e os seus negócios e fraudes falaram mais alto que os interesses do povo e do País.
Hoje os portugueses têm razão para olhar perplexos e com indignação para os resultados desta política de afundamento nacional.
Está hoje cada vez mais claro que o combate ao défice não é mais que o pretexto para justificar a política de retrocesso económico, social e civilizacional determinada pelo grande capital, um pretexto para transferir dos trabalhadores e do povo para a especulação financeira os seus magros rendimentos.
Amanhã, se os portugueses os deixarem, cá estarão com os mesmos argumentos de ontem e de hoje a renovar a necessidade de novos e mais brutais sacrifícios para baixar o tal défice e assim continuar a espiral de ataque à já fragilizada vida dos portugueses.
O que esperariam os portugueses, se os deixassem, é que nos próximos quatro anos, lá regressariam mais roubos e a continuação do assalto aos rendimentos dos trabalhadores e do povo.
É isso que, pela sua mão ou pela mão de outros, amarrados aos mesmos objectivos de imposição do combate ao défice, erigido em elemento central e estruturante da política de direita.
Perante esta realidade, mais uma vez, a vida deu razão ao PCP.
Portugal não pode continuar sujeito e amarrado aos constrangimentos do Tratado Orçamental e da Governação Económica e de uma dívida insustentável que inviabilizam o desenvolvimento soberano do País e condenam Portugal e os portugueses à ruína.
Hoje, mais do que nunca, se impõe romper com este rumo e com aqueles que o querem perpetuar.

Só a CDU assume uma política de ruptura com as políticas e orientações da União Económica e Monetária e com os seus instrumentos de domínio neocolonial. Só a CDU defende e assume a libertação do País do colete-de-forças de uma política que não deixa espaço à renegociação da dívida e afirmação de política alternativa patriótica e de esquerda, com coragem e coerência inscreve os interesses do País e do povo português como objectivo nuclear.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

cdu! cdu! CDU! CDU! C D U ! C D U !

Manuel Rocha (Coimbra)


Alma Rivera (Lisboa)

Povo no Porto

a cuspidela da serpente


Dono da PT Portugal: “Eu não gosto de pagar salários. Pago o mínimo que puder”

Dono da PT Portugal: “Eu não gosto de pagar salários. Pago o mínimo que puder”
Patrick Drahi, presidente da Altice (proprietária da PT Portugal), reafirmou na passada quinta-feira a sua política de gestão de custos. “Eu não gosto de pagar salários. Pago o mínimo que puder”, afirmou o gestor, numa conferência após o anúncio da compra da norte-americana Cablevision.
Patrick Drahi considera que há “muitas pessoas muito bem pagas” na operadora norte-americana. Em Portugal, a Altice enviou em Junho cartas a fornecedores onde propunha cortes de 30%. No que toca aos trabalhadores, até à data não há notícia de alterações salariais.
Patrick Drahi ganhou 17 milhões de euros em 2014, sendo o lider do grupo internacional de telecomunicações o homem mais bem pago de França. Destaque-se também que os parlamentares franceses já o interrogaram sobre a monstruosa dívida da Altice, de 30 mil milhões de euros. 

domingo, 20 de setembro de 2015

PARA ALÉM DO REALISMO DAS IMAGENS CHOCANTES


A recente vaga de refugiados que atinge parte do sul e do leste da Europa pode ser observada e interpretada sob diferentes ângulos, sob diferentes perspectivas, todas igualmente legítimas.

Em primeiro lugar, a perspectiva humanitária. As imagens mediáticas de multidões de adultos e crianças em trânsito por diferentes países, atravessando mares e fronteiras terrestres, num desespero e angústia inqualificáveis, despertam desde logo incómodo, perplexidade e exigem solidariedade. Sabemos que cada vida assim tão precariamente exposta transporta uma experiência de fuga a guerras, discriminações ou á pobreza sem futuro positivo imediato. Estes refugiados são na esmagadora maioria pessoas normais que buscam paz e segurança, futuro e dignidade, em países geográfica e culturalmente distantes. 

É necessário considerar como uma tragédia este inesperado fluxo aparentemente com causas tão díspares, com origem apesar de tudo tão diversificada, e transportando tanta esperança. O destino sonhado, o El Dorado, é a Europa mais rica, e menos a sua periferia, mas também julgo ser as nações mais ricas do continente americano e da Oceânia. E países que construíram Schengen para limitar a emigração legal, apressam-se agora a edificar muros e cercas tentando impedir a emigração ilegal.

Em segundo lugar, a perspectiva política. A Europa comporta-se como um pigmeu político (ou palhaço) no contexto das potências mundiais. Apregoando internamente a coesão e a solidariedade, a União Europeia não controla porém os acontecimentos políticos, nem a estratégia de relacionamento com espaços contíguos. Afirmando em grandiloquentes tiradas a sua autonomia, a União Europeia desencadeou por intermédio do militarismo e egoísmo dos Estados Unidos, seu senhor, um caldeirão de instabilidade na sua fronteira sul. Alheia a circunstâncias geográficas e geoestratégicas a vulnerável União Europeia finge desconhecer que tem um deficit insuperável de fontes energéticas, e que o confronto com a Rússia, não a vergará antes prejudicará sem solução os interesses ocidentais. 

Em terceiro lugar, a perspectiva global. Não haverá respostas satisfatórias ao fluxo incessante de refugiados a curto e médio prazo. Não defendo políticas de fronteiras abertas nem promessas fáceis de uma vida sem sobressaltos. Não será significativa a utilização e integração de algumas centenas de quadros qualificados dos países de emigração nas potencialidades dos países de exílio. Um advogado sírio recém-chegado trabalha na Alemanha por um euro a hora (quando o salário mínimo é de 8,5 euros a hora). Acumular-se-ão muitas frustrações, muitos desenganos, muitas incompatibilidades culturais e civilizacionais. Proceder-se-á a um retrocesso que pré-anuncia a guerra, a desconfiança, a divisão. As armas, novas armas, precedem a negociação dos interesses nacionais e a circulação de capitais. É um novo mundo para novos dirigentes e novas consciências.

Em quarto lugar, a perspectiva histórica. Alguns ficam muito incomodados com, a comparação. Lamento, mas é necessário referir. Em meados do século passado Portugal teve nos emigrantes os seus refugiados, percorrendo terras de Espanha, França, Alemanha, ilegalmente. Fugiam á guerra colonial e á pobreza limite. Também eles culturalmente eram diferentes dos habitantes dos países de destino. Vestiam diferente, rezavam diferente, linguajavam diferente. Também eles comeram o pão que o Diabo amassou. Neto de quem caminhou outrora nesses trilhos, tenho a convicção de que outros, os emigrantes de hoje, deviam ser mais respeitados e compreendidos. A xenofobia e radicalismo não contribuem para a solução.


CR

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

U2 - Song For Someone



A última dos U2

a história qe não esquecemos


São amplos os afectos, as cumplicidades, as relações de proximidade. O que os divide REALMENTE é a panícula adiposa abdominal. Quanto ao resto, amigos, camaradas, compadres. Eis a Concertação Social na sua face mais ternurenta...Como queres o salário mínimo, pergunta um. Responde o outro: no mínimo! Como nos compreendemos!!!

CR

DEZENAS DE MILHARES DE FINLANDESES PROTESTAM CONTRA AUSTERIDADE



Dezenas de milhares de finlandeses manifestaram-se hoje no centro de Helsínquia, semi-paralisada por greves dos transportes e serviços públicos, contra um pacote de austeridade anunciado pelo Governo de centro-direita.

A manifestação e as greves foram convocadas pelas três grandes centrais sindicais do país -- SAK, STTK e Akava -, que representam 80% da população ativa (2,2 milhões), o que faz delas o maior protesto laboral na Finlândia das últimas duas décadas. Portos, aeroportos, transportes urbanos, correios, fábricas de papel, comércio e serviços públicos estão os setores mais afetados pelas greves.
A Finlândia está no terceiro ano consecutivo de contração da economia, provocada principalmente pela perda de competitividade das duas indústrias-chave -- florestal e tecnológica -, o que fez subir a dívida pública para 60% do Produto Interno Bruto.
Na semana passada, e depois de fracassarem as negociações com patrões e sindicatos para um "contrato social" que reduzisse os custos de produção, o Governo dirigido por Juha Sipila apresentou um pacote de medidas para reduzir a despesa pública e o custo do trabalho.
Entre as medidas figura a redução dos dias de férias dos trabalhadores dos atuais 38 para 30, com a qual o Governo prevê poupar 640 milhões de euros, reduzir o pagamento de horas extraordinárias e baixar o pagamento do primeiro dia de baixa por doença de 100% para 75%.
Outra medida é a redução de 1,72% da prestação paga pelas empresas à segurança social por cada trabalhador e transformar dois feriados em dias livres não-remunerados.
As três centrais sindicais opõem-se unanimemente ao pacote de cortes, argumentando que eles afetam sobretudo os funcionários públicos e os trabalhadores com empregos precários.

Por outro lado, consideram a legislação como "uma ingerência sem precedentes" do Governo na negociação com os parceiros sociais, ao substituir de forma unilateral os acordos entre patrões e sindicatos por leis.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

sugestão de leitura

 Matadouro  5 ou a Cruzada das crianças, de Kurt Vonnegut , é um livro de 1968, que de forma muito original nos fala do bombardeamento de Dresden e da guerra em geral. Por muitos considerada uma obra prima da literatura, Matadouro 5 assume a forma de uma narrativa de ficção cientifica, mesclada por um humor divertido.

os criminosos preparando a guerra

2003: O futuro do Iraque decidido na base das Lajes

O gigantesco Air Force One aterrou nas Lajes às 15h50 de domingo, 16 de Março de 2003 – cinco minutos atrasado. Na pista, George W. Bush tinha uma viatura oficial para o levar até à parte norte-americana da base, a cerca de um quilómetro. Em dois hangares próximos estavam grande parte dos 500 jornalistas acreditados de todo o mundo. Quando o carro parou, o Presidente americano entrou num dos edifícios bege (a base funciona como uma pequena cidade, com messe e até farmácia), onde o esperavam os primeiros-ministros do Reino Unido, Espanha e Portugal. Conversaram uma hora e meia: Bush, Tony Blair, o anfitrião Durão Barroso e o espanhol José Maria Aznar, sentados num sofá com tachas e em duas poltronas.


As conclusões do encontro já estavam prontas, o texto circulara por fax entre as equipas dos quatro países. Tudo tinha sido tratado em três dias: foi quanto levou a organizar a Cimeira das Lajes, que decidiu a invasão do Iraque a 20 de Março. Durão Barroso avisou o então Presidente da República, Jorge Sampaio, às 7h30 do dia 14.

Horas depois, quando os portugueses chegaram ao terreno, já lá estavam elementos dos serviços secretos e da Casa Branca. Tiveram de tratar de detalhes como as refeições dos jornalistas – "Não havia serviços de catering e por razões de segurança não se podia sair", recorda David Dinis, então assessor de imprensa de Durão Barroso – e como disponibilizar Internet a todos.

A Síria já foi um país das mil e uma noites

Margarida Peixoto (em Diário Económico)



Antes da guerra, era a Síria quem acolhia refugiados: o ACNUR contou 1,3 milhões, em 2010.
Quem abrir o portal da Lonely Planet para a Síria esbarra com um alerta, a amarelo, de perigo: o Governo do Reino Unido desaconselha quaisquer viagens para aquele destino. A famosa produtora de guias turísticos avisa que "a Síria é um dos lugares mais perigosos do planeta" e abrevia explicações: "De forma simples, não pode ir. E se pode, não deve". Mas se há viagem que pode valer a pena, é no tempo. Como era a Síria, antes da guerra?
"O peso da história deixou, sobretudo, um legado aos visitantes: habitantes poliglotas - sejam eles muçulmanos ou cristãos - que aperfeiçoaram ao longo dos séculos a arte da hospitalidade e, em nenhum outro lado, a frase ‘ahlan wa sahlan, seja bem vindo' é dita com tanto calor como em Damasco". Esta é a descrição da Lonely Planet para Damasco, antes da guerra civil.

Nessa altura, a mesma produtora de guias turísticos dava conta da "recuperação de inúmeras e elegantes casas com pátios interiores em restaurantes e hotéis". Relatava uma "vida vibrante" nas ruas, apontava a cidade como um "centro cultural" e adiantava que Damasco estava a ser apelidada de "Nova Marraquexe".

A capital da Síria tinha restaurantes finos, um festival internacional de cinema, um festival de jazz. Tinha mercados, livrarias especializadas em língua inglesa, museus - para além do conhecido legado histórico e religioso.

Síria não era considerada uma economia desenvolvida, mas, em 2010, acolhia mais de 1,3 milhões de refugiados e requerentes de asilo, de acordo com o ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. O canal de notícias Al Arabiya News cita dados do Banco Central da Síria, de 2009, que dão conta de uma economia bastante diversificada. Os sectores mais importantes eram a agricultura (que representava 22% do PIB), a indústria e o sector mineiro (25%), o retalho (23%) e o turismo (12%). No mesmo ano, 80% das receitas públicas do Governo sírio resultavam dos impostos, sendo os restantes 20% provenientes da venda de petróleo.

Segundo as estimativas da CIA - Central Intelligence Agency - para 2015, a grande maioria da população (86,4% das pessoas com mais de 15 anos) sabe ler e escrever. A CIA nota que são previstos 12 anos de escolaridade (pelo menos era assim em 2012) e que cerca de 60% da população vive em zonas urbanas.

As estimativas para este ano indicam que o maior centro urbano é Aleppo, com 3,5 milhões de habitantes, seguido de Damasco, a capital, com 2,6 milhões. Mas estes números já levam em linha de conta uma diminuição acentuada da população desde 2010 até à actualidade. O ‘think tank' britânico Chatam House estima que a Síria tenha perdido 23% da sua população, só nos quatro anos de guerra civil.
 

a ironia (perigosa?) da História

Migrantes / refugiados vindos do Próximo Oriente e África foram alojados no antigo campo de concentração  de Buchenwald.

A Alemanha tinha promovido o fluxo migratório, lançado promessas que vão além de uma politica eticamente louvável de um refúgio temporário de segurança e defesa da vida. A Alemanha prometia uma vida de emprego e padrões elevados. Mas cedo percebeu que era impossivel alojar tantas esperanças. E unilateralmente suspendeu Schengen.

Buchenwald , tanto como a História europeia do século passado, voltaram a estar presentes.

CR

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

sábado, 12 de setembro de 2015

História

Data de 882 e trata-se da Carta de Fundação da Igreja de Lardosa que teve origem no Mosteiro de São Pedro de Cete
Documento mais antigo da Torre do Tombo é de Paredes
Entre os documentos mais curiosos guardados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) está um que se destaca para a região. O documento mais antigo, datado de 882, é a Carta de Fundação da Igreja de Lardosa, que teve origem na Ordem de São Bento e no Mosteiro de São Pedro de Cete, em Paredes.

O documento é um dos que consta nas exposições virtuais e pode ser consultado através do arquivo digital disponibilizado pelo Arquivo Nacional em: http://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/doc/.

É o documento "original latino mais antigo" conhecido
Um artigo recentemente publicado no jornal Diário de Notícias dava conta que no Arquivo Nacional há cerca de cem quilómetros de documentos, sendo que muitos retratam os momentos mais marcantes da história do país e estão classificados como Património da Humanidade pela UNESCO.

 
A Torre do Tombo encetou um processo de digitalização de documentos para que possam estar acessíveis através da internet.

Entre os já disponibilizados online está o documento mais antigo guardado pelo Arquivo Nacional. Trata-se da Carta de Fundação da Igreja de Lardosa, que actualmente integrará o concelho de Penafiel. O documento é do Mosteiro de São Pedro de Cete, que integrava a Ordem de São Bento. Está escrito em latim e data de 27 de Junho de 882. "Contém a doacção de dinheiro para a fundação da Igreja de Lardosa, feita por Muzara e Zamora", refere o Arquivo. "É considerado o documento original latino mais antigo que se conhece em Portugal e que está guardado na Torre do Tombo", acrescenta a informação disponibilizada pela Torre do Tombo que pode ser consultada aqui: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=1461566.

O Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) é um arquivo central do Estado que guarda documentos originais desde o séc. IX até à actualidade. Os seus objectivos passam pela promoção da salvaguarda, valorização, divulgação, acesso e fruição do património arquivístico e do património fotográfico, garantindo a gestão de acervos à sua guarda. 

(em www.verdadeiroolhar.pt)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Fandango - Marginal

poema

homens de plástico

os homens de plástico
que podem ser mulheres
e às vezes são cães
são feitos na fábrica da psicopatia
construídos a preceito
no molde da fingida e sempre presente simpatia
mostram os dentes sem qualquer sentimento
para esconder o pensamento
mesmo que sejam mulheres
podem ser cães
os homens de plástico
não são andróides
são filhos da puta
não são máquinas
podem ser mulheres
e na maior parte das vezes são cães
os homens de plástico agradecem a quem lhes dá de comer
e devem-lhes eterna gratidão
como um cão
os homens de plástico são criados de pequeninos
habituados a ter criados para serem criados de alguém
os homens de plástico são todos iguais
podem ser mulheres e muitas vezes são cães
fabricados na linha de montagem sabujo topo-de-gama
fato cintado ou saia fato
a coleira e a trela  disfarçadas sob a gravata ou o lenço
ou mesmo escondidos na mama
e sempre à margem da lei sem açaime
que dispensaram ao alfaiate
os homens de plástico seduzem-nos a carne e a alma
o predador atrai a presa
indefesa no meio da lama
humana
o homem de plástico
pode ser mulher
e muitas vezes é cão
e ter-nos-á cerrados na mandíbula
até que em vez de nos foder
o comermos nós com pão

recordação para dia 4


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

notícias do nazi-fascismo ucraniano

Primeiro-ministro da Ucrânia participou da tortura e execução de soldados russos na Chechénia

O primeiro-ministro da Ucrânia Arseniy Yatsenyuk, fez parte das hostilidades na Chechénia em 1994, e está envolvido na tortura e execuções de soldados do exército russo que eram mantidos como reféns por rebeldes chechenos, disse em uma entrevista o chefe do Comité de Investigação da Rússia, Alexander Bastrikin.

“Segundo investigações, Arseniy Yatsenyuk participou de pelo menos dois confrontos armados, que aconteceram em 31 de dezembro de 1994, em praça Minutka em Grozny [capital chechena], e nas imediações do hospital n. 9 em Grozny, em fevereiro de 1995, e na tortura e execuções de soldados capturados do exército russo no distrito de Oktiabrski daquela cidade, a 7 de janeiro de 1995 “, segundo entrevista ao diário Gazeta Bastrikin Rossiskaya.

Além disso, o chefe do Comité de Investigação da Rússia, disse que de acordo com os materiais disponíveis “, Yatseniuk entre outros membros ativos da UNA-UNSO (Assembleia Nacional da Ucrânia – Auto Ucrânia) foi agraciado com o prémio mais alto de Dzhokhar Dudaev [então líder checheno] em Dezembro de 1995, “A honra da Nação”, pelo assassinato de tropas russas “.


 “No início de 1995, Arseni Yatseniuk voltou para a Ucrânia através da Geórgia, e se infiltrou em um grupo de jornalistas. Posteriormente, em várias ocasiões, tem sido visto em reuniões e outros eventos da UNA-UNSO em Kiev”, disse Alexander Bastrikin na entrevista.

Outros nomes são referidos de conhecidos políticos e criminosos ucranianos como de Dmitry Korchinski, Igor Mazur, Dmitry Yarosh, Valery Bobrovich, Oleg and Andrei Tyhanibok and Vladimir Hominy, e que pertenceram a um grupo chamado "Argo", e mais tarde "Viking", dirigido na Chechénia por Alexander Muzychko, já falecido.

Esta história fundamentada está a ser caricaturada pelos defensores dos Nazis ucranianos e pelos  seus promotores ocidentais, mas é certo que Yatsenyuk está por dias como primeiro-ministro.



CR

Nota; o "Blogueiro Rogeiro" por trás de ucrania-mozambique.blogspot.pt entreteve-se a criar fotomontagens "islâmicas"supostamente com Yatsenyuk. Rei morto, rei posto: a aposta agora é em  Saakashvili