um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quinta-feira, 30 de julho de 2015

AS CONSISTENTES PROMESSAS DA NOSSA DIREITA POLITICA (II)

A Coligação PSD /CDS /Cavaco propõe-se articular os Centros de Saúde com outros especialistas. Para isso propõe "consultadorias" em presença física de Pediatras, Psiquiatras, Cardiologistas e Fisiatras. Proposta incompleta: esqueceram-se de psicologos, estomatologistas, terapeutas ocupacionais, geniticistas, parapsicólogos...Vai ser preciso alargar as instalações. Mas é MEDONHA a capacidade imaginética da direita. Mete MEDO.
CR

Jorge Palma -Portugal Portugal



Palma's Gang

Tiveste gente de muita coragem 
E acreditaste na tua mensagem 
Foste ganhando terreno e foste perdendo a memória 

Já tinhas meio mundo na mão 
Quiseste impor a tua religião 
E acabaste por perder a liberdade a caminho da glória 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar 

Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Tiveste muita carta para bater 
Quem joga deve aprender a perder 
Que a sorte nunca vem só quando bate à nossa porta 

Esbanjaste muita vida nas apostas 
E agora trazes o desgosto às costas 
Não se pode estar direito quando se tem a espinha torta 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar 

Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Fizeste cegos de quem olhos tinha 
Quiseste pôr toda a gente na linha 
Trocaste a alma e o coração pela ponta das tuas lanças 

Difamaste quem verdades dizia 
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto de brincar com as tuas crianças 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar 

Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar 

Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Chet Faker - 1998 (feat. Banks)

As consistentes promessas da nossa direita politica


A coligação PSD / CDS promete (pasme-se!) Médico de Familia a todas as crianças! Não deixa de ser curioso. Aguardo com expectativa a promessa de que governarão no futuro com Honestidade e Competência! O Povo, a que se destinam estas"promessas", deveria reagir com violência a esta suprema insolência.

CR

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Manuel Cruz - Canção da Canção Triste





Foge Foge Bandido - ÁLBUM O Amor Dá-me Tesão

NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LEIXÕES (PORTO)





PCP QUER PROIBIR USO DE HERBICIDAS COM GLIFOSATO NOS AÇORES


O Deputado do PCP AÇORES Aníbal Pires apresentou na cidade da Horta um Projecto de Decreto Legislativo Regional que visa proibir a comercialização, manuseamento, armazenamento, utilização ou libertação no meio ambiente de todos os compostos contendo glifosato.

O PCP salienta que este herbicida foi recentemente considerado como carcinogénico pela Organização Mundial de Saúde. O glifosato está na base de um conjunto de herbicidas sistémicos, cujos vestígios podem ser encontrados nas plantas e nos solos muito tempo após a sua utilização, com evidentes riscos para a vida vegetal, animal e humana. 

Apesar disto, diversas marcas de herbicidas comerciais baseados nesta substância ativa são facilmente acessíveis, podendo inclusive ser encontrados à venda em grandes superfícies abertas ao público, sem qualquer controlo ou restrição.

O PCP aponta também a necessidade de proteger o bom estado de conservação ambiental dos solos nos Açores, pois deles depende a qualidade da produção agrícola, a segurança sanitária das águas e a conservação dos ecossistemas, pelo que se impõe a criação de padrões rigorosos de proteção deste recurso vital, assinalando também desta forma o Ano Internacional dos Solos, proclamado pelas Nações Unidas. 

O glifosato está também ligado à produção de organismos geneticamente modificados (OGM). Uma vez que, também por proposta do PCP, a plantação de OGM's é proibida nos Açores desde 2012, não há qualquer razão para a utilização de uma substância potencialmente muito perigosa para o ambiente e para a saúde humana. 

Para o PCP está em causa a protecção dos nossos solos e a conservação ambiental das nossas ilhas, chaves essenciais para a sustentabilidade do futuro dos Açores


domingo, 26 de julho de 2015

O FUNDAMENTALISMO PARLAMENTAR E CAVACO


Em cima da hora, e como é costume com os desgraçados governos que temos tido, a maioria PSD/CDS apresentou uma série de projectos de Lei, neste final de mandato parlamentar. Neles esteve a alteração da Lei 16 /2007 de 17 de abril, relativo ao Direito de Interrupção Voluntária da Gravidez por decisão própria da Mulher.

 Fomos sabendo que o PSD queria impor a “obrigatoriedade da assinatura da ecografia da idade do feto” pela grávida, nos casos em que esta optasse por um aborto. Uma medida “para assegurar que o tempo e a explicação sobre as consequências do aborto são reconhecidas pela mulher”, afirmou a deputada social-democrata paredense Conceição Ruão, durante o debate, na Assembleia da República, em que se discutiu uma petição da Federação Portuguesa pela Vida, promotora de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, pedindo a reavaliação da lei.

Não tendo vencido nas bancadas parlamentares que apoiam o governo este fundamentalismo radical, optaram estas por apresentar uma versão de Projecto de Lei mais “civilizada” que se objectiva no pagamento de taxas moderadoras para a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) e na
obrigatoriedade de acompanhamento psicológico e social antes da realização da IVG. Aprovado na generalidade, baixou á apreciação na especialidade, onde foi aprovado. O seu destino, já anunciado pelos restantes partidos, será a célere revogação no início da próxima legislatura.

Mas analisemos a oportunidade e conteúdo. A alteração á Lei corresponde a uma necessidade objectiva, uma correcção urgente ditada por uma aplicação errada da Lei? Não. Os dados da DGS são indiscutíveis. Desde 2011 que não se regista em Portugal a morte de nenhuma mulher na sequência de interrupção de uma gravidez. O número de Interrupções Voluntárias de Gravidez tem diminuído de ano para ano. Tem igualmente diminuído o número de IVG’s em mulheres abaixo dos 20 anos. A taxa de abortos ou de repetição é inferior á média europeia. Aumentaram significativamente o número de consultas de Planeamento Familiar e de utilização de métodos contraceptivos após IVG.

Não se comprovou na prática o alarmismo induzido por uma minoria quanto á “banalização” da prática de aborto resultante do resultado do referendo e inicio da Lei, que consagrava o Direito de uma livre decisão da mulher.

O truque é claro por parte da direita parlamentar, retrógrada e anti-social. Pretende criar instrumentos e mecanismos que condicionem a livre decisão da mulher. Pretende criar obstáculos, atrasando e bloqueando o processo. Pretende humilhar e manipular a vontade das mulheres, sujeitando-as á quebra do sigilo, invadindo a esfera do íntimo e do privado, abusando e pervertendo a Lei. Pretende criar um “exército” de “mediadores” que sob a capa de acompanhamento psicológico e de apoio social, possam induzir ou influenciar uma opção individual de vida, “julgando” comportamentos ou decisões.

Uma última palavra para o presidente da República. É sabido que a triste e vergonhosa ideia da assinatura na ecografia faz parte de uma sua recomendação quando da aprovação da Lei pós-referendo. Sabendo ele muito bem que a aprovação da alteração da Lei seria sempre conjuntural e por isso provisória, esperava-se dele uma atitude dissuasora ou não promulgatória, atenta á falta de consenso amplo. Ter-se-ia em conta as suas preocupações recentes com a não existência de um poder governativo “sólido e de apoio amplo”. Mas bem prega Frei Tomás, desculpa, Cavaco Silva. Á primeira, toca a legitimar uma iniciativa parlamentar com carácter eleitoralista restrito do
PSD, o seu Partido.

Cristiano Ribeiro

quarta-feira, 22 de julho de 2015

ERA O ANO DE 2008...

Texto por mim publicado em 2008, sobre a EDP, antes da privatização. Oportuno rever a argumentação de então. Um simples registo histórico.

AINDA HÁ CUMPLICIDADES RASTEIRINHAS

O Subdirector do Jornal de Notícias Sr. Paulo Ferreira achou conveniente lançar uma diatribe sobre o PCP a pretexto da denúncia recente deste Partido dos lucros escandalosos da EDP. Os qualificativos empregues pelo senhor Subdirector foram bastante violentos, roçando até a grosseria, oscilando a acusação aos comunistas entre a prática de “rasteirinha demagogia” (citação), e a uma propalada “venda de uma mentira” (em outra citação).
Os lucros recorde da EDP seriam, a seu ver, facto natural e isento de crítica, ou mesmo de dúvida, não justificando qualquer esclarecimento complementar, tal como a presença do Presidente da EDP no Parlamento, como era pedido pelo PCP. Isto disse categoricamente o senhor Subdirector.
Relembremos aqui alguma da sua lógica argumentativa que argamassa a diatribe anti-PCP. O preço da energia seria fixado por uma entidade independente (a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos). Assim a EDP estaria impune a qualquer acusação de favorecimento ou de ganho próprio. Se há um ganho indevido por parte da EDP, isto dever-se-ia à ERSE. Um lindo argumento…
Um outro argumento seria que a EDP, privatizada, prosperaria só com os negócios efectuados no estrangeiro, que contrariam um “defícite tarifário” caseiro. Superlindo o argumento… (e que mostra como são altruístas os investidores, ao aguentar tal deficite!).
Ajudemos o senhor Subdirector do JN, em tão penosas dificuldades. Esclareçamos. O preço sem imposto do gás em Portugal é superior ao preço médio europeu em 41,2%. O preço da electricidade é em Portugal superior em 16,4% ao preço médio europeu. Se a EDP tivesse vendido em Portugal o gás e a electricidade aos preços médios da União Europeia, os portugueses teriam pago menos 224 milhões de euros. Mas será “natural” pagar mais, não é senhor subdirector?
A taxa de IRC, pagos e a pagar pela EDP, desceu entretanto para 18,9%. Aumentam os lucros e desce a taxa de IRC. É um autêntico benefício fiscal á custa dos consumidores e do Estado. “Natural”, não é senhor Subdirector?
Mais de 50% do capital da EDP em 2007 era detido por investidores estrangeiros. Afinal os lucros de exploração vêm ou vão para o estrangeiro? Afinal o que faz “correr” o senhor Subdirector? Uma má consciência com a privatização da EDP?
Uma EDP com prejuízos não seria certamente uma boa notícia. Os comunistas não a desejam Mas os resultados económicos e financeiros desta EDP não passam de uma imoralidade. Ou não?
E as cumplicidades são o que são, neste caso. São rasteirinhas

Contemos algo mais.  Era uma vez um senhor chamado Jorge Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que  os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. 
Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco,  não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios. Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês – ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.   
Qual é, neste país, o  trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?
Se fizermos esta pergunta ao Ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com o artigo 28 dos  Estatutos da ERSE, os membros do Conselho de Administração estão sujeitos ao  estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
O senhor Jorge Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18  mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia,  sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é, e para que serve, a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético. E pergunta-se: Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». 
Parece que não. A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a  ERSE  intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço. Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores.
                
Cristiano Ribeiro

Virgínia de Moura, 1915 - 2015



Virgínia de Moura, 1915 - 2015

Vídeo exibido na Sessão Evocativa do Centenário de Virgínia Moura, Fundação Eng. António de Almeida, Porto.

terça-feira, 21 de julho de 2015

DO MESMO FEL

Manifestou-se muito desagradado, em discurso em sessão oficial, um Presidente da Câmara (no caso de Paredes) por no dia do seu Feriado Municipal (no caso, segunda feira 20 de julho) ter visto no seu concelho empresas a laborar e escolas a funcionar. Considerou isso uma demonstração de falta de respeito pelo sentimento e interesses das populações.  

Compreendo tal sentimento. Mas permito-me lembrar outras datas como o 25 de Abril e o Primeiro de Maio, feriados nacionais, e em que empresas da distribuição alimentar (vulgo Grandes Superfícies Comerciais) violam a Lei e os mesmos sentimentos democráticos e impunemente abrem as portas, fazendo gala da sua capacidade de impor a sua vontade. Em Paredes, também. Não vejo grande diferença.

No fundo, há políticos que oportunamente provarão do fel que toleram ás forças do capital financeiro e económico. E disso não gostam.

CR

domingo, 19 de julho de 2015

Linda Martini - Quarto 210



Linda Martini na Festa do Avante 2015

Lista de Candidatos da CDU pelo Distrito do Porto

Os dez primeiros Nomes

Jorge Machado 
39 anos 
Deputado do PCP na Assembleia da República, jurista, membro da Comissão Concelhia da Póvoa de Varzim e DORP do PCP.

2. Diana Ferreira
34 anos
Deputada do PCP na Assembleia da República, licenciada em psicologia, Membro da comissão concelhia Gaia e da DORP do PCP, Eleita Assembleia Municipal de Gaia e Assembleia da União de Freguesias de Valadares e Gulpilhares.

3. Ana Virgínia Pereira 
54 anos
Professora, membro da Comissão Concelhia Maia e da DORP do PCP, Vereadora na Câmara Municipal da Maia, Delegada Sindical.


4. José António Gomes
59 anos
Docente do ensino superior, escritor. Membro da Direcção do Sector Intelectual do Porto do PCP. Dirigente Associação Portuguesa de Escritores.

5. Joana Costa
32 anos
Licenciada em Marketing. Membro da Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP

6. Alfredo Maia
53 anos
Jornalista, independente.

7. Júlio Sá
39 anos
Membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»

8. Lurdes Ribeiro
47 anos
Auxiliar de Acção Educativa, membro da comissão concelhia de Amarante, da DORP e do Comité Central do PCP. Dirigente Sindical.

9. João Torres
61 anos
Empregado Escritório, membro da DORP e do Comité Central, membro da Comissão Executiva da CGTP e Coordenador da União de Sindicatos do Porto.

10. Jaime Toga
36 anos
Membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e responsável pela organização regional do Porto

A EUROPA CONNOSCO EM 7 PONTOS

Manuel Augusto Araújo (em pracadobocage.wordpress.com)



1. Angela Merkel e Wolfang  Schaulbe têm um número treinado, bem afinado conhecido há séculos. O do pide bom e do pide mau, com a experiência gestapo. Está em cartaz há vários anos na Europa Connosco. Torturam os povos europeus por interpostos governantes submissos. Sujeitam os recalcitrantes para tudo andar pelos carris das suas ordens.

2. Hollande, Renzi acreditam na primavera merkelliana. Opõem-se até cederem e cedem sempre. Na última representação do teatro de sombras que são as reuniões dos governantes europeus, ficaram muitos satisfeitos por evitar o grexit. A que custos para os gregos e para quê? Salvar o euro que não a Grécia. Remendar os buracos do pano de cena que oculta o palco onde, em sessões contínuas, está em cartaz a comédia-dramática Os Últimos Dias da Europa.

3. Pedro, o Super-Homem de plástico, teve uma ideia e salvou a Europa. Primeira nota, o Pedro também tem ideias, o que o deve deixar exausto, pior do que estar exposto a kriponita. Segunda nota ter ideias para ajudar ao saque e ao esbulho não honra ninguém, mesmo um Passos Coelho.

4.  Marisa Matias tinha a mão no tapete, mas não o puxou com a ilusão que o Syriza e o seu querido Tsipras conseguiriam que a sua (má) proposta fosse aceite pela Alemanha e seus submissos pares europeus. Nada melhor do que ter fé! Depois de Fátima há que acreditar em milagres mesmo contra todas as evidências! E agora, Marisa?

5. A mulher de Alexis Tsipras vai pedir o divórcio? Divorciado do povo grego e de todas as esperanças que andou a espalhar pela Europa já ele está. Merkel e Schaulbe estriparam-nas a sangue frio. Esquecem-se, Tsipras também, que há sempre alguém que resiste.

6. Nas estratégias militares às vitórias de Pirro adicionou-se um novo paradigma: as derrotas de Pirro.

7. No horizonte da Europa anuncia-se um futuro radioso. Depois da derrota do III Reich, o triunfo do IV Reich. Em marcha a transferência efectiva de Bruxelas para Berlim. Os países que não se declararem aliados serão submetidos e transformados em protetorados. A Grécia foi o primeiro. Outros se seguirão. A Solução Final avança!


TRILHO DA CORRUPÇÃO


A corrupção já tem trilho. Pavimentado a dinheiro, muito dinheiro. Começa em Portugal (ou no Brasil?) e acaba no Brasil (ou em Portugal?). Salientemos algumas paragens nesse trilho. Petrobras. PT, de Lula da Silva e de Dilma Roussef, uma relação aprofundada. Sócrates e Vara, privatização da Cimpor. Camargo Correa e Proença de Carvalho (e o mesmo Vara). Portugal Telecom e a fusão PT/OI . ODEBRECHT e o PT, e o TGV de Sócrates. O livro de Sócrates e o Lula da Silva. as viagens de Dilma. O fascínio do poder, a rede tentacular de compromissos e de negócios. o nojo.

CR

sábado, 18 de julho de 2015

Jasser Haj Youssef - Reveria II



Jasser Haj Youssef Quartet com : 

Jasser HAJ YOUSSEF (violino, viola d'amore, composição), Gaël CADOUX (piano), Joachim GOVIN (contra baixo), Youssef HBEISCH (percussões).

Théâtre de l'Agora, France 2008. 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Humor (brejeiro, mas útil)


O GERÊS ACABA DE CANDIDATAR ESTE MONUMENTO NATURAL A SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA ÀS QUADRILHAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

TEXTO

OS GAULESES DO PCP

RAFAEL BARBOSA (em Jornal de Notícias)

A saída de Portugal do euro é um tema pouco prometedor para quem anda à caça de votos. Bastariam as imagens de pensionistas em pânico à porta dos bancos gregos, as filas permanentes junto dos multibancos, a desagregação económica, social e agora política da Grécia, para desmotivar até um adicto em temas fraturantes. E não será portanto surpreendente que, até outubro, todos os partidos portugueses fujam desse debate como o Diabo da cruz.
Todos? Não. Como quase sempre, os irredutíveis gauleses do PCP enfrentam os tabus sem medo. E não é, como já se percebe, por razões eleitoralistas. Tão-só porque - como reforçou o secretário-geral comunista, em entrevista ao JN - seria "criminoso" não preparar esse cenário. Sobretudo quando, como ficou evidente na tragédia grega, a expulsão do euro pode depender de um capricho alemão despachado numa dúzia de linhas de uma folha A4, durante uma reunião do Eurogrupo.
"Não preparar o país e não estudar as consequências de uma saída significa desarmar Portugal", avisa Jerónimo de Sousa. Premonição indiretamente confirmada por Alexis Tsipras, ao reconhecer que a situação no seu país chegou a um ponto tal que, mesmo que o quisesse, a Grécia já não tem dinheiro em caixa nem para sair do euro e voltar à dracma.
Significa isto que o PCP tem razão quando acrescenta que a saída do euro pode ser a melhor opção para Portugal? Não sendo especialista, respondo com alguns alertas feitos em tempo por Eugénio Rosa, economista e também comunista: "Como assegurar o poder de compra das poupanças de milhões de portugueses? (...) Como evitar que a dívida das famílias (credito à habitação) se transforme num instrumento de ruína para centenas de milhares? (...) Como evitar a implosão do sistema financeiro fundamental para funcionamento normal da economia?"
Como se lê, temas depressivos para campanhas eleitorais que se querem cheias de esperança, mudança ou estabilidade. Acontece que evitar essa discussão, no momento em que todas as luminárias, da direita à esquerda, da Lapónia à Sicília, do cabo da Roca a Vilnius, assinalam que estamos a assistir ao princípio da desagregação da zona euro, ou fugir ao assunto com afirmações simplórias do género "Portugal não é a Grécia" não chega.

Infelizmente, as campanhas eleitorais servem menos para debater o futuro do país e mais para repetir, até à náusea, três ou quatro frases feitas. É mais glamoroso e eficaz prometer a devolução da sobretaxa do IRS, ou a descida da taxa social única. E é por isso que é importante dizer - concorde-se ou não com uma eventual saída do euro - que pelo menos os comunistas, tal como se disse dos gregos, depois do referendo, pelo menos os comunistas, dizia, têm-nos no sítio.

Sam Smith - I'm Not The Only One

O ACTUAL “PLURALISMO” NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Todos nós somos influenciados por um mundo de notícias, acontecimentos mediáticos, uma realidade filtrada, interpretada e transmitida por meios de comunicação de forte impacto público. E sentimos uma aparente segurança de um pluralismo que nos traria alternativas, o contraditório, a visão diversificada, a dialética, a procura do esclarecimento e da verdade. Tudo, menos a visão única, o big brother informativo, o espaço de pensamento único, a asfixia de uma censura. Porém …

A propriedade dos principais meios de comunicação em Portugal está assim dividida em grupos económicos:

COFINA – Paulo Fernandes
Televisão: Correio da Manhã TV
Jornais e Revistas: Correio da Manhã, Record, Jornal de Negócios, Destak, Destak Brasil, Metro, Sábado, Máxima, TV Guia, Semana Informática, Flash!, Vogue, GQ

GLOBAL MEDIA GROUP – Joaquim Oliveira /empresário angolano António Mosquito
Jornais e Revistas: Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Jogo, Diário de Notícias da Madeira, Açoriano Oriental, Jornal do Fundão, Volta ao Mundo, Evasões
Rádio: TSF

IMPALA – Jacques Rodrigues
Revistas: Maria, Nova Gente, VIP, TV 7Dias, Ana, Nova Cozinha, Soluções, Segredos Cozinha

IMPRESA – Francisco Pinto Balsemão
Televisão: SIC, SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC K, SIC Internacional, SIC Caras
Jornais e Revistas: Expresso, Visão, Visão Junior, Visão História, Jornal de Letras, Exame, Exame informática, Courrier Internacional, Blitz, Activa, Caras, Caras Decoração, telenovelas, TV Mais

MEDIA CAPITAL – Rosa Cullel (Grupo Prisa)
Televisão: TVI, TVI 24, TVI Internacional, TVI Ficção
Rádio: Rádio Comercial, M80, Cidade FM, Vodafone FM, Smooth, Cotonete

O leitor dirá que parecia haver mais alternativas na oferta. Mas não há. E se os grupos de comunicação social forem dominados por gente com ideias “semelhantes” temos assim construído um Império Global. Pois. Afinal, não há um arco-íris de ideias. Diremos que é tudo da mesma cor: cinzento. Cinzento claro, cinzento mais escuro, cinzento metalizado, cinzento…

CR

domingo, 12 de julho de 2015

O ESTADO DA GOVERNAÇÃO


Lembram-se do navio Atlântida, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo? Pertence agora à frota da Hurtigruten com o nome Norway Explorer e vai fazer história no mercado de cruzeiros e transporte de passageiros. A Hurtigruten é uma companhia norueguesa de imenso sucesso, com mais de 100 anos de história. O Atlântida era uma embarcação de 98 metros de comprimento, com capacidade de transporte de 125 veículos ligeiros de passageiros e oito veículos pesados, podendo transportar 750 passageiros. O navio dispunha de 27 cabinas, algumas delas duplas e vários salões de apoio.

caso do navio Atlântida corresponde ao desenvolvimento do processo de adjudicação em 2006 por parte do Governo Regional dos Açores aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) do projecto e construção de dois navios. O desfecho da gestão do projecto de concepção e construção dos navios, e subsequente processo judicial, foi descrito como "a certidão de óbito" dos ENVC.
O processo atravessou três administrações dos ENVC e dois Governos Regionais dos Açores, e ocorreu numa altura em que os dois governos, o da República e o dos Açores, eram do Partido Socialista.
O problema terá estado na velocidade e potência do navio ferry-boat, abaixo dos limites contratualizados. O Governo Regional dos Açores em 2009 rescindiu unilateralmente o contrato de construção invocando o incumprimento do caderno de encargos (velocidade e data de entrega). Em causa estaria um nó de diferença na velocidade máxima atingida. O prejuízo para os ENVC foi de 70 milhões de euros, mas as responsabilidades da sua parte nunca foram assumidas, nem punidos os responsáveis. Cavaco Silva permitiu e calou e os socialistas, no continente e nas ilhas, lavaram as mãos do destino da empresa.
Após uma tentativa de venda á Venezuela, a empresa Douro Azul comprou em concurso público internacional o navio Atlântida por 8,7 milhões de euros. Era um verdadeiro preço de saldo. A empresa afirmou que ia investir 6 milhões de euros para transformar o Atlântida em cruzeiro de luxo para a Amazónia, com 76 quartos duplos, 156 passageiros e 100 tripulantes. A reconversão seria no estaleiro da West Sea, concessionária dos terrenos e infraestruturas dos ENVC.
Mas a empresa refere ter tido solicitação de operadores internacionais, e atenta á qualidade técnica e á procura, a venda aos noruegueses foi de 16 milhões de euros, quatro meses após. E as alterações devidas ás novas funções não serão feitas nos ENVC, que estão agora privatizados e entregues a uma empresa privada falida. 
Agora digam-me: foi ou não foi um crime cometido contra o erário público, contra a economia, contra os interesses do País, dos ENVC, de Viana do Castelo, dos seus trabalhadores enviados para o desemprego? Haverá algum país do mundo onde isto seria possível?
Percebe-se bem a ausência do povo quando confrontado com quem os rouba.
CR

Iniciativa CDU - LEGISLATIVAS 2015- VALE DO SOUSA E BAIXO TÂMEGA




Parada de Todeia (Paredes) , 11 de julho de 2015
Almoço convivio com Jorge Machado e Álvaro Pinto, E 80 militantes e simpatizantes da CDU 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Sebastião Antunes, a Quadrilha e Galandum Galundaina - Cantiga da Burra



Este ano na Festa do Avante!

NUNCA OU DEMASIADAS VEZES?


Há pouco o Luís Delgado dizia em espaço radiofónico que Armando Vara estava “há muito afastado da vida politica”…Ontem o Vítor Bento  na TV dizia “não saber o que significava o Não do referendo grego”.

Estamos perante gente que nos quer tomar por lorpa.

Então é assim a teoria: o Vara não passa de um humilde funcionário bancário que um dia foi inadvertidamente ministro e secretário de Estado em governos socialistas, e depois foi gestor, num inexplicado golpe de sorte, de um banco público e de um banco privado, tudo porque um dia colou um autocolante da “mãozinha” na t-shirt comprada na feira de Vinhais. O referendo grego (diz o Bento, não o Paulo) é daquelas coisas difíceis de explicar: uns defenderam o OXI, outros o NAI, e até alguns se abstiveram, mas verdadeiramente ninguém sabia porquê. E a prova provada é que o empate técnico das sondagens á beira das urnas, virou vitória de um OXI com 20% de avanço, o que verdadeiramente colide com o “espírito” dimanado de Bruxelas.

O Vara nunca foi socialista, e o referendo grego nunca foi para ser levado a sério. O Delgado nunca foi independente e sério e o Bento nunca foi do Conselho de Estado. Sócrates está preso por “razões políticas”, diz-nos uma sondagem, crua e dura, o que só pode querer dizer que qualquer um pode ser seu companheiro de cela em Évora desde que não justifique o rendimento para a compra do passe social. Isto ainda não disse o Delgado e o Bento, mas aposto que já o pensaram.


CR

quarta-feira, 8 de julho de 2015

RECEITA

Sangria de abacaxi com segurelha e maracujá

                                  30 MIN / 10 PESSOAS

Maracujá roxo 3 (120g)
Abacaxi bem maduro 1 pequeno (1kg)
Água 2dl
Refrigerante de lima-limão Pingo Doce 5 dl
Segurelha fresca q.b.
Papaia 1 (250g)
Gelo q.b.

Preparação
Corte os maracujás ao meio e retire-lhes a polpa com a ajuda de uma colher. Reserve. Descasque o abacaxi, corte-o em pedaços muito pequenos, adicione a água e triture tudo no copo misturador ou com a varinha mágica. Junte a bebida de lima-limão, a polpa dos maracujás, as folhas de segurelha e a papaia cortada em pequenos cubos e envolva tudo com cuidado. Distribua as pedras de gelo por copos altos e de vidro grosso e encha-os com a sangria.

REFLEXÃO

A notícia do envolvimento de profissionais da Bial em um MEGA esquema de fraude perante o Estado, bem como a participação de médicos, aliciados na prescrição por bens materiais, decepciona-me profundamente. Este capitalismo selvagem perdeu toda a ética. E arrasta consigo certamente gente pouco avisada que procura um certo SUCESSO...

CR

domingo, 5 de julho de 2015

Frases

Uma semana de ameaças, chantagens, anúncios catastróficos, insultos e pressões como nunca se viu. Quando se vence o medo, vence-se tudo.
Ivo Rafael Silva

O resultado do referendo hoje realizado na Grécia, com a vitória do «Não», constitui uma clara afirmação de rejeição dos inaceitáveis ditames e imposições da União Europeia e do FMI pelo povo grego e a reafirmação da vontade de mudança de política que expressou nas eleições realizadas a 25 de Janeiro.
João Ferreira (em nome do PCP)

Tudo correu mal para os jornaleiros e comentadeiros culambistas Tugas , a Grécia deu uma lição de Democracia ao mundo .
Vasco Balio

Referendo em Portugal será em Setembro
André Levy, em manifesto74.blogspot. pt

sábado, 4 de julho de 2015

NOITE BRANCA - 4 DE JULHO DE 2015 - PENAFIEL




A FESTA POPULAR E O AUTOR DO BLOG ENTREVISTADO PARA O PORTO CANAL TV 


Pacheco Pereira - Os gregos podem falhar, mas resistiram em nome da dign...





INTERVENÇÃO NA SESSÃO DE SOLIDARIEDADE COM A GRÉCIA

PARTES DA INTERVENÇÃO


Falemos de patriotismo.

Imaginemos 1640 e os conjurados, imaginemos 1765 e os colonos americanos, imaginemos 1940 e os franceses que ouviam a palavras de Pétain após a capitulação, tudo situações muito diversas, mas com uma coisa em comum. 

Os portugueses, os colonos americanos e os franceses todos ouviram as mesmas palavras, todos ouviram os mesmos sábios conselhos, todos escutaram apelos à razão, à realidade, ao realismo, à sensatez, à passividade, à prudência, ao respeito por quem manda, à ordem estabelecida. Todos também ouviram algumas ameaças: deixem-se estar quietos porque as consequências serão terríveis, não tenham veleidades que não vão conseguir alguma coisa, as coisas são como são e a realidade é muito forte e quem a contestar verá cair-lhe sobre o corpo toda a força dos poderosos. 

A realidade. Falemos da realidade. Ou, como dizem alguns neo-filósofos da direita, que confundem ignorância com desenvoltura e topete, a p.d.r., a p…. da realidade que atiram à cara dos que dizem que há alternativas. 

Isso é tudo muito bonito, dizem, muito solidário, muito nobre,  mas e a p.d.r.? 

Vamos pois devolver-lhes a realidade com juros. Com juros como os da Grécia.

Havia algo de pior do que a realidade do que a que existia em 1640, 1765 e em 1940? A realidade em 1640 eram os Filipes e Miguel de Vasconcelos, em 1765 eram os casacas vermelhas e os seus mosquetes, os barcos de Sua Majestade Jorge III e os mercenários do Hesse, e em 1940, as tropas do Reich de 1000 anos mais a Gestapo, a que em breve se juntaram as milícias e a polícia francesa. 

Em matéria de p.d.r. é difícil haver melhor. Os tecnocratas da troika e os seus mandantes políticos são anjinhos comparados com estes mandatários da realidade. Da p.d.r.

 Mas não chegou, não era assim tão realidade como isso, havia, como há sempre, outras realidades, as que nós fazemos. 

A Duquesa de Bragança queria ser rainha pelo menos por um dia e como nestas coisas as mulheres costumam ir à frente, disse ao seu homem para conspirar. A realidade ameaçava-lhe separar a cabeça do corpo,, mas ele e os 40 conjurados acabaram por enviar Miguel de Vasconcelos pela janela a bombar e devolver à origem a outra Duquesa, a de Mântua. A I República, e bem, resolveu que o 1º de Dezembro tinha que ser feriado e os nossos patriotas de bandeirinha à lapela, acabaram com ele. É que os conjurados deviam ser radicais e do Syriza. 

A realidade devia dizer ao senhor Benjamin Franklin que podia fazer uma startup  com os seus para-raios, a John Adams que podia ser um bom advogado de negócios de Boston, ao senhor Hamilton um eficaz administrador colonial, ao senhor Jefferson um scholarerudito, ao senhor Washington um bom agricultor e a mil e um dos “pais fundadores” que podiam ser apenas...  pais. 

Mas a outra realidade disse-lhes que “no taxation without representation”, e que o Parlamento inglês não devia mandar nos colonos americanos que não o elegiam. O resultado é que o chá foi para o fundo do Porto de Boston e apareceram umas bandeiras com uma víbora e que diziam: “não me pises”. “Não me pises”, foi assim que foi fundado esse tenebroso país esquerdista e irreal, os EUA. 

Em 1940, - quanto mais perto de nós, mais a realidade é dura, -  o que é que Pétain disse aos franceses? Aceitem a realidade e a realidade é a ocupação alemã. E quais são os interesses da França? Colaborar com o ocupante, ser bom aluno da Nova Ordem Europeia e fazer o sale boulot dos alemães: perseguir os judeus, executar os resistentes, combater ao lado das SS. Era o “trabalho de casa”. 

Mas havia em França uns irrealistas criminosos, um radical esquerdista chamado De Gaulle que foi para Londres apelar à revolta contra a realidade. Franceses tão radicais como ele, como Jean Moulin e franceses menos radicais do que ele, os comunistas depois do fim do Pacto Germano-Soviético, começaram a trabalhar contra a realidade. E depois foi o que se viu. 

 Amigos, companheiros e camaradas 

Eu gosto do meu país. É o meu povo, a minha língua, as minhas palavras e as dos meus falem "assim" ou "axim", digam "vaca" ou digam "baca", digam "feijão verde" ou "vagens".  Portugal é ou devia ser, o único sítio onde o meu voto manda. Mas o meu voto manda cada vez menos. Como os revolucionários americanos, também no meu país, há “taxation without representation”. Também no meu país há colaboração, submissão, diktats Também no meu país, a realidade é feita de mentiras 

É por isso que o destino dos gregos não me é indiferente, bem pelo contrário. 

Não quero saber se o governo grego está a fazer tudo bem ou não. Não quero saber se Varufakis é arrogante ou não. Nem verdadeiramente o meu julgamento sobre os gregos está dependente de eles terem sucesso ou não. 

O que eu sei é que houve um governo na União Europeia que resistiu a cortar mais salários e pensões a quem já tinha visto salários e pensões cortadas. 

Podem falhar, mas resistiram. 

O que eu sei é que houve um governo que quis defender o seu país de ser controlado por estrangeiros e por uma burocracia transnacional de tecnocratas pedantes que detestam a democracia e “esnobam” dos políticos.  Os "adultos" que estão na sala.

 Podem falhar, mas resistiram. 

O que eu sei é que houve um governo que quis ser fiel às suas promessas eleitorais e não quis ser uma versão grega do Senhor Holande nem dos socialistas que acham que são membros suplentes do PPE.

 Podem falhar, mas resistiram. 

Não sei se isto é de esquerda ou de direita, sei que isto é ser um bom grego. E isso é um exemplo que nós queremos seguir para sermos bons portugueses, que gostam do seu país e do seu povo. 

Perante uma realidade iníqua há um valor moral em tentar criar outra realidade que não comece por p..

Se há coisa que a história mostra é que vale a pena.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Notícia

Cuba torna-se o primeiro país no mundo a eliminar transmissão do VIH e da Sifilis de mãe para filho


Fonte Organização Mundial de Saúde

Christophe Beck & DeadMono - I promise




Musica da banda sonora do filme "The Necessary Death Of Charlie Countryman", traduzido em Portugal como "Uma morte necessária"