um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

terça-feira, 31 de março de 2015

Orquídeas - Coimbra Março 2015









UM IMENSO ORGULHO


CDU TRIPLICA. RETIRA MAIORIA ABSOLUTA AO PSD

É oficial: a CDU triplica o número de deputados eleitos na Assembleia Regional da Madeira, passando de 1 para 3 e, ao mesmo tempo, retira a maioria absoluta ao PSD. Não é coincidência: o pior resultado de sempre do PSD é conseguido com o melhor resultado de sempre da CDU.

Desde o acto eleitoral que se suspeitava que podiam ter tido lugar irregularidades, mas a desconfiança recaía sobre os votos anulados. No entanto, de acordo com fonte do PSD, o problema estará relacionado com "um erro informático no carregamento de uma das mesas" ou, mais sucintamente, os votos foram mal contados.

A direita de Passos Coelho e Jardim recebe hoje uma derrota histórica entregue sob a curiosa roupagem de uma recontagem. Uma recontagem que não quer necessariamente dizer que a direita esteja tão isolada politicamente que só lhe reste a aldrabice, quer apenas dizer que o que parece inevitável e mesmo aquilo que é dado pelas notícias como decidido, pode e deve ser recontado. Nas mesas de voto, nas empresas e nas ruas, é urgente recontar cada voto, cada argumento, cada vontade.

Afinal de contas, ainda hoje às 18:00 o Jornal da Madeira dava conta que "A CDU perde votos e o PSD ganha", numa notícia que seria menos indigna, caluniosa e mentirosa caso tivesse sido divulgada umas horas depois, no dia 1 de Abril, Dia das Mentiras e dos Votos Mal Contados.


António Santos (em manifesto74.blogspot.pt)


domingo, 29 de março de 2015

MOONSPELL - Extinct

OS RESPONSÁVEIS PELA DÍVIDA


Para compreender as causas que estão na origem da colossal dívida pública portuguesa é obrigatório falar das opções lesivas do interesse nacional tomadas pelos executantes da política de direita ao longo de quase quatro décadas. Opções que se materializaram em decisões politicas que conduziram (paulatinamente, nuns casos, de forma drástica, noutros) à desindustrialização, à desvalorização da agricultura e das pescas, ao abandono do aparelho produtivo, à redução do mercado interno, às privatizações, à crescente financieirização da economia, ao favorecimento do grande capital, à submissão às imposições da União Europeia e dos monopólios nacionais e estrageiros, à adesão ao euro.

Mas a subida galopante da dívida pública nacional _ que antes da adesão ao euro se situava abaixo dos 60 por cento do PIB­ _ dá-se sobretudo a partir de 2007/8, com a maciça intervenção de recursos públicos dos estados para salvar o capital financeiro, endossando aos trabalhadores e aos povos o pagamento dessa pesadíssima factura.

Foi por conseguinte essa intervenção que pôs as contas públicas em sérias dificuldades, o que de imediato foi aproveitado pelo sistema financeiro para, em 2010, lançar contra a divida soberana do nosso País um ataque especulativo e predatório.

A consequência foi o disparar da dívida pública (na óptica de Maastricht) que passou de 83,6 por cento do PIB (146 691 milhões de euros) no início de 2010 para 128,9 por cento do PIB (225 181milhões de euros) no final de 2014.

Ou seja, em apenas cinco anos, repartidos entre os consulados do PS de Sócrates e do PSD/CDS-PP de Passos e Portas, a nossa divida pública cresceu 78 490 milhões de euros, o que equivale a mais 53,5 por cento.

Com uma dívida que ascende aos 130 por cento do PIB e cuja taxa de juro é superior á da Grécia, Portugal para além de tudo o que significou a intervenção da troika, estará sujeito nos próximos anos, na ausência de uma renegociação da dívida _ que PSD, PS e CDS continuam a rejeitar_ a uma sangria de recursos que os números que seguem evidenciam de forma eloquente.

De acordo com estimativas da Comissão Europeia, sairão do País , em juros de dívida, até 2020, cerca de 60 mil milhões de euros. Tal equivale sensivelmente ao triplo daquilo que virá da UE, no mesmo período, sob a forma de fundos estruturais e de investimento. 


sábado, 28 de março de 2015

DIAS LOURENÇO

Dias Lourenço. O camarada João inventou um sorriso para que a PIDE não lhe visse a tortura na cara

Por Ana Sá Lopes (Jornal i)

O homem que fugiu da prisão de Peniche atirando-se ao mar gelado em pleno Dezembro, amigo de infância de Alves Redol, responsável pelas tipografias do PCP na ditadura, faria esta semana 100 anos. Morreu aos 95.

“A gente conhecia Portugal com a geografia das botas”. Foi assim que António Dias Lourenço explicou ao “Avante!” como se fazia trabalho político do PCP no tempo da clandestinidade,  a pé e de bicicleta, por montes e vales em tempos de estradas más. Nesse tempo era o “camarada João”, nome de guerra.
 
Esta semana o PCP comemorou o centenário de um dos seus mais míticos dirigentes. António Dias Lourenço teria feito 100 anos, mas não chegou cá: morreu aos 95 anos, a 7 de Agosto de 2010. 

Ao evocar Dias Lourenço, Jerónimo de Sousa lembrou a mais espectacular fuga de prisão de que o histórico dirigente do PCP foi protagonista. Estávamos em Dezembro de 1954 e Dias Lourenço estava preso no forte de Peniche, no “segredo”, a pior das celas. Conseguiu que lhe passassem um faca de sapateiro com a qual, lentamente, foi cortando os cobertores para fazer uma corda. E atirou-se ao gelado mar de Peniche em pleno Dezembro. Correram várias coisas ao contrário do que tinha previsto: a corda era excessivamente curta e teve que saltar de uma altura muito maior do que tinha pensado. A maré arrastou-o no sentido contrário da praia. Só hora e meia depois chegou a terra, com hipotermia e exaustão. Foi salvo por pescadores – a quem disse quem era e o que ali fazia – que foram decisivos para que a fuga tivesse sido um sucesso.
 
Quando chegou o 25 de Abril, António Dias Lourenço estava preso no hospital-prisão de Caxias. E antes da revolução estava a planear outra fuga. Uma vez disse: “O 25 de Abril lixou-me a fuga”. Dessa vez a ideia era vestir-se de mulher e sair pela porta principal no final do horário das visitas, misturando-se com elas. O actor Rogério Paulo já lhe tinha entregue duas perucas, uma loira e outra morena, para compor o disfarce. Mas da segunda vez não foi preciso. Ao todo, António Dias Lourenço esteve preso 17 anos. Cinco em Peniche, de onde saiu atirando-se para o mar, e 12 em Caxias até ser libertado pelo 25 de Abril. Quando Álvaro Cunhal chegou a Lisboa vindo do exílio, António Dias Lourenço já conseguiu ir esperá-lo ao aeroporto.
 
Dias Lourenço nasceu em Vila Franca de Xira em 25 de Março de 1915, filho de uma costureira e de um ferreiro. Foi amigo de infância de Alves Redol. “Muitas vezes quando a maré já estava vazia íamos de barco até uma rocha que ficava um bocadinho fora do Tejo no momento da vazão da maré. Descíamos e íamos apanhar o marisco. Éramos íntimos amigos”, disse Dias Lourenço em 2007 numa entrevista ao jornal “O Mirante”. Com Redol, Dias Lourenço é co-responsável pela popularização do neo-realismo. “O Alves Redol era o principal, mas eu e vários jovens com tendências intelectuais e políticas demos grande impulso a todo esse movimento literário que é conhecido naquela zona”, contou na mesma entrevista. 
Aos 13 anos Dias Lourenço começou a trabalhar, como torneiro mecânico. Aos 17 aderiu ao PCP. “Éramos jovens profundamente ligados à intelectualidade e ao jornalismo. Organizávamos aulas no velho sindicato que funcionava como escola. Chegamos a juntar 50 ou 60 trabalhadores com mulheres. Costureiras e fiadeiras e operários. Aprendi a falar Esperanto para poder dar aulas à malta. Tínhamos muita actividade literária e com forte participação nesses jornais da época. Não só de Vila Franca e do Ribatejo, mas também de Lisboa”.

“Ligeiro sorriso constante” Na entrevista que deu ao “Avante!” em 2005 – jornal oficial do PCP de que foi responsável na clandestinidade e director entre 1974 e 1991 – António Dias Lourenço conta como inventou “um sorriso constante” para que os pides não lhe vissem na cara o sofrimento provocado pela tortura. “Eu já sabia que eles gostavam de ver a cara dos presos sob a tortura. E resolvi construir para a minha cara um ligeiro sorriso constante. (…) A mim não me hão-de ver a cara torturada”. E Dias Lourenço sofreu todas as ignomínias da polícia política, dos espancamentos à tortura do sono. Quando o filho António morreu, ainda criança – o maior desgosto da vida de Dias Lourenço – não o deixaram ir ao funeral.

“O facto de estar preso e de não lhe permitirem comparecer no funeral foi uma forma particularmente vil de [a PIDE] procurar quebrar a sua firmeza. Uma vez mais, falharam. A prisão da sua filha Ivone foi igualmente causa de sofrimento. Mas também de orgulho, pela mulher e pela comunista que se tornara”, escreve esta semana o “Avante!” a recordar a memória de Dias Lourenço.
 
Com Alves Redol, Dias Lourenço inventou os “passeios no Tejo”. “O Redol e eu fazíamos o trajecto entre Vila Franca e o Carregado. Saíamos do barco e íamos petiscar para o campo. Uma gaita! Íamos comer, mas íamos era conversar sobre política. No Tejo não havia ninguém para nos ouvir. Ali ficávamos e ali fazíamos grandes reuniões. Já nas propriedades do Palha Blanco”, contou Dias Lourenço a “O Mirante”.  

Assistiu ao nascimento de Alves Redol escritor: “O Redol a certa altura começa a escrever. E um dia em Vila Franca chama-me. Tinha seis folhas de papéis  almaço escritas à mão. ‘Olha, quero que tu leias e que me digas se sou capaz de escrever um romance’. Então eu pus-me em sentido, em jeito de brincadeira: ‘Decreto número um, artigo primeiro: Declaro que tu és capaz de fazer um romance’ (Risos). Claro que era capaz de escrever romances, como sabe, fez vários... mas esse era o primeiro. Chamava-se “Glória – uma aldeia do Ribatejo”.  

Um dia, em plena ditadura, canta “A Internacional” ao lado de Miguel Torga. “Uma vez eu, o Redol e ele passámos o Tejo para o lado de lá. Tinha acabado a Guerra Civil de Espanha. Estávamos a falar os três sobre o assunto. O Torga, o Redol e eu a certa altura começámos a cantar ‘A Internacional’. A certa altura diz o Torga: ‘Caramba, nunca pensei que alguma vez se pudesse cantar a Internacional alto neste nosso Portugal!”. É claro. Ninguém mais podia ouvir. Senão nós três. Estávamos sozinhos”. Até ao fim, mesmo com a saúde já débil, Dias Lourenço continuou a ir quase todos os dias à sede do PCP.



UMA NOVA MODALIDADE: O SUICÍDIO ASSISTIDO?


Uma misteriosa e crescente onda de suicídios de representantes de altos cargos do antigo partido governante do deposto Presidente Victor Ianukovitch está agitando a sociedade ucraniana. As autoridades descrevem-nas como simples suicídios mas as investigações não excluem (antes provam) outras possibilidades. Eis a lista dos suicídios duvidosos, 9 em mês e meio:

Alexandre Peklushenko, ex-governador da província ucraniana de Zaporozohie
Sérguei Bordiug,chefe adjunto da Policia de Melitopol
Sérguei Valter, ex-presidente da Cãmara de Melitopol
Alexei Kolésnik, ex-presidente do conselho regional da cidade de Karkov
Mikhail Chechetov, ex-chefe do Fundo da Propriedade Estatal da Ucrânia
Valentina Semeniouk- Sauvinenko, directora do Fundo de Bens do Estado
Vadim Vichinievski
Stenislav Mélnik, ex-deputado, Juiz em Odessa
Nikolai Sergienko, director geral adjunto da Administração Estatal de Caminhos de Ferro

A lista é longa e significativa. Algumas das vitimas não são pessoas de bem, antes pertencem a grupos criminosos que através de esquemas de corrupção utilizaram bens estatais em seu benefício no período pós-soviético. Mas o banco dos tribunais ou o juízo popular  não satisfaria certamente quem teme o seu testemunho. Não devemos estar longe da versão espectável no contexo de luta entre oligarquias rivais: uma repressão cínica de Kiev contra opositores políticos. E uma mensagem: quem se opõe, pode ter a mesma sorte, caindo como moscas. A Junta fascista, apoiada pela União Europeia e pelos Estados Unidos, tem as mãos livres.

Apesar dos apelos, os “democratas ocidentais” acreditam na “naturalidade” das mortes. Ou fingem acreditar.


CR

Meth-U - Mensch bleibt Mensch



um rapper alemão, em defesa do povo do Dombass, "um Homem não deixa de ser um homem"

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XLII)

Presidente ficou a saber pela imprensa que se preparava uma missão militar no estrangeiro ainda não aprovada
As autoridades romenas divulgaram o envio de aviões militares portugueses para o seu país, numa altura em que Cavaco Silva ainda desconhecia a missão. Esta situação acabou por provocar enorme mal-estar entre o Presidente da República e o governo de Passos Coelho, num episódio que acabou por, indiretamente, envolver a própria NATO.
O mau ambiente entre os dois órgãos de soberania surgiu quando o Palácio de Belém soube, pela imprensa, que as Forças Armadas iriam ser empenhadas numa missão externa sem que o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) a tivesse obrigatoriamente apreciado e aprovado. Pior, o Presidente ainda nem sequer tinha sido informado pelo chefe do governo, nas habituais reuniões semanais das quintas-feiras entre ambos.
O DN tentou confrontar a Presidência e o Ministério da Defesa sobre esta situação, mas até ao fecho desta edição não houve resposta.
O caso ocorreu no início do mês, quando o gabinete do presidente romeno Klaus Iohannis informou a imprensa de que o Conselho Supremo de Defesa da Roménia - equivalente ao CSDN - tinha aprovado "as propostas do primeiro-ministro relativas à entrada e permanência em território romeno, de maio a junho de 2015, de forças e meios pertencentes" à Força Aérea portuguesa.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Nils Frahm - Re

UM AUTARCA EM "TRÂNSITO"?

O Governo em Conselho de Ministros de 15 de Janeiro aprovou um regime jurídico que estabelece uma “delegação de competências nos municípios em áreas sociais”. Este processo contudo não resultou de um processo de discussão ou quadro de consensualização com afectação de recursos materiais e humanos adequados. E não responde a necessidade de proximidade da administração às necessidades e aspirações das populações, que só a implementação das regiões administrativas permitiria.

A autonomia do poder local não se confunde com um processo forçado de transferência de encargos. Daí a sua rejeição em muitos órgãos autárquicos democráticos. E no seio da Associação Nacional de Municípios Portugueses, reunida agora em Tróia em Congresso, trava-se uma dura discussão sobre as “virtualidades” da nova legislação. 

Surgiu o governo, através de homens-de-mão no Poder Local Democrático, com a tese de que contra  a delegação de competências estaria somente o “radicalismo” de autarcas do PCP. Acrescentarei um dado objectivo: contra esta delegação de competências está o autarca de Paredes Celso Ferreira, conforme por si afirmado em sessão da Assembleia Municipal. Será Celso um recente convertido às teses comunistas?


CR 

JARDIM BOTÂNICO DE COIMBRA





O Jardim Botânico de Coimbra ocupa 13,5 ha e apresenta-se algo degradado, com obras de reabilitação dos edificios mas não dos jardins e matas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Urgente

No ano passado, o Ministério da Educação elaborou uma lista de escolas com telhados com amianto, nomeadamente em coberturas de fibrocimento. O amianto tem propriedades cancerígenas, como se sabe, e portanto está proibido desde 2005.

A Escola C+S de Rebordosa constitui uma excepção no universo das escolas em que se promoveu essa remoção. Para quando essa intervenção do Ministério da Educação? E qual a sensibilidade da Câmara Municipal em exigir da tutela essa iniciativa? Alguém das entidades citadas conhece o verdadeiro significado de risco e de prevenção do risco?

CR


terça-feira, 24 de março de 2015

Festival O Bairro i o Mundo - finalist of the Diversity Advantage Challenge






UMA AMBIÇÃO MISERÁVEL

Joana Amaral Dias já foi deputada do BE e mandatária para a juventude da candidatura presidencial de Mário Soares em 2006. Nuno Ramos de Almeida foi há muito tempo militante do PCP e depois do BE, é um blogger e jornalista, dinamizador da associação ATTAC. A Joana e o Nuno juntaram meia dúzia de pessoas e formaram um projecto político chamado Agir.

Como a candidatura eleitoral às legislativas é reservada aos partidos, e para dispensar a trabalheira de recolher assinaturas para entregar e validar no Tribunal Constitucional, o Agir lançou uma OPA sobre um partido defunto, o PTP. E formou-se então o híbrido PTP /Agir. Ou melhor, dadas as circunstâncias, o Agir /PTP. Há quem chame “vampirização” a isto, eu fico por uma prosaica “falta de vergonha”.

 “… Deveria haver mais respeito para com um partido como o PTP, que, mesmo não tendo assento parlamentar, desenvolve um trabalho importante na comunidade”, defendeu-se algo mediocremente Joana Amaral Dias, da acusação de Oferta Pública de Aquisição.

A nova formação, que se apresenta como um albergue espanhol, foi anunciada no último domingo, numa dita “conferência internacional” que juntou vários simpatizantes e militantes do partido, assim como representantes do Podemos espanhol e do Syriza grego. Na altura, Amândio Madaleno, dirigente do PTP, disse aos jornalistas que o convite para a coligação partiu de Joana Amaral Dias e que se estendeu também a outros partidos, porém essas alianças não chegaram a concretizar-se. “Tivemos reuniões com o PAN, MPT, com o PND, com o PPM e o PPV. Todas as reuniões correram bem, era para se fazer uma coligação em conjunto, mas chega a hora da verdade e as pessoas estão mais preocupadas com os lugares e consideram que ainda é cedo”, esclareceu. Joana Amaral Dias, por sua vez, afirmou que o processo negocial ainda não estava fechado porque “existem outros partidos políticos e outros movimentos sociais que estão em diálogo” com a coligação. 

Mas falando do partido-barriga de aluguer, quem é o Partido Trabalhista Português e o seu líder Amândio Madaleno? Este fez carreira partidária no PSD, em particular na área sindical. No tempo de Manuela Ferreira Leite, entendeu que “o partido não ia a parte nenhuma” e, de um dia para o outro fez o PTP, cujos estatutos dizem ser de centro-esquerda. No entanto, ele define-se como social-democrata, sob a grande inspiração de Sá Carneiro. Concorreu a eleições com resultados medíocres, excepto em eleições legislativas regionais madeirenses com José Manuel Coelho, um candidato populista, estilo Tiririca. 

Como prova do "trabalho importante na comunidade" recorremo-nos do arquivo da candidatura de Gaia do PTP de 2013. 

Nuno Ramos Almeida e Joana Amaral Dias ensandeceram certamente.

 CR

domingo, 22 de março de 2015

a cuspidela da serpente

A Câmara Municipal de Santa Comba Dão, de presidência PS, insiste em materializar um polo de saudosismo fascista e de revivalismo do regime ilegal e opressor derrubado pelo 25 de abril de 1974.

Pretende-se criar na casa onde viveu o ditador fascista um Museu salazar ou do Estado Novo ou mesmo um Centro Interpretativo, e para isso até se apregoa a candidatura de fundos comunitários.

Qual é o espólio do futuro Museu? a sua Cama? o pincel de barba?

 Esta e outras questões, que são denúncias oportunas, foram colocadas em documento da URAP (União Resistentes e Antifascistas Portugueses)

Comemoração em Paredes












Comemoraram-se os 94 anos do Partido Comunista Português em Paredes no passado sábado com um jantar convivio que reuniu mais de cem pessoas em Gandra, Paredes. A convidada da Organização de Paredes do PCP foi Diana Ferreira, Deputado do PCP na Assembleia da República. Presidiu Ivo Silva, da Comissão Concelhia de Paredes do PCP.

 Os discursos ficaram a cargo de Cristiano Ribeiro, responsável pela Comissão Concelhia de Paredes do PCP, e de Diana Ferreira, jovem deputada à Assembleia da República do PCP. O primeiro orador centrou-se nas questões de fundos, principalmente na tarefa de todo o coletivo partidário contribuir financeiramente para o pagamento de um terreno contíguo à Quinta da Atalaia, com vista o alargamento do espaço onde decorre a Festa do Avante!.

 Diana Ferreira lembrou o papel histórico do Partido no combate à ditadura fascista e o papel decisivo dos comunistas para alcançar a Revolução de Abril e suas conquistas civilizacionais, as mesmas que hoje estão em causa com os sucessivos governos do PSD, PS e CDS, mas que têm o firme combate do coletivo partidário comunista. Referiu-se ainda à atualidade política, designadamente ao caso BES, prova evidente que o capitalismo não é solução para fazer face aos problemas do país. A solução política passa pelo fim das políticas de direita e pela implementação de uma política patriótica e de esquerda. A este propósito, a deputada comunista disse que o PCP está disponível para assumir as funções e as responsabilidades que o Povo português decidir.

 Seguiu-se um sorteio com vários prémios, entre quais dois livros de camaradas da Organização Concelhia de Paredes: um sobre a história de Recarei, de autoria de Ivo Silva, e outro sobre a questão do autismo, de Miguel Correia. Para finalizar-se a sessão cantou-se os parabéns ao PCP e a “Avante camarada!”

quinta-feira, 19 de março de 2015

humor




Gil Garcia, em pose de Varoufakis. O mesmo cachecol, a imitação total segue dentro de momentos






O Silva que diz o que o governo quer, ao colinho.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Ziguezague, zague, zague


O ziguezague é um ideia frequente sobre o PS e a sua intervenção nas questões mais essenciais do quadro económico, social e político. Em si mesmo, isso traduz a fraca expectativa de (in)consistência e (in)verdade obtida pelo PS, mesmo nos que o apoiam, e ao fim de quarenta anos, metade dos quais no governo e na presidência, (quase) sempre com largos apoios no poder económico-mediático.

Os zigezagues do PS, mais que as circunstâncias, traduzem um ADN de oportunismo. O PS, como definimos no XIX Congresso do PCP, é um «partido da política de direita, mascarado com um discurso de “esquerda” para iludir os muitos milhares de eleitores socialistas que aspiram sinceramente a uma ruptura com a política de direita».

O “discurso de esquerda” do Congresso do PS não traduziu qualquer vontade de romper com a política de direita, mas apenas o objectivo de enganar os eleitores, diminuir o PCP e abrir caminho a uma alternância que continue a política de direita. Por isso, o grande capital já escolheu o PS, com a sua actual direcção, convencido que por lá passará a política de direita do próximo governo.

Falando dos últimos tempos, os ziguezagues do PS, à bolina do «estado de graça» mediático (e interno), são mais frequentes que em momentos anteriores. A. Costa meteu o pisca à esquerda contra o conceito de «arco da governação», mas virou à direita e instalou-se no «arco da política de direita», com o objectivo da maioria absoluta, e saiu do encontro com P. Coelho a falar de «entendimentos» em 2015; disse que a dívida «teoricamente» pode ser ajustada, mas afinal «é sustentável» e não se compromete nem com a renegociação, nem com quaisquer medidas de ruptura – controlo público da banca, defesa da produção nacional, alteração das políticas de direitos e rendimentos...

A. Costa continua a «fazer de morto»: quando é «obrigado» faz que se move e que fala, mas nada diz ou mexe no essencial – Programa de Governo (?), agora «não é o momento», venham opiniões, que lá para Maio, perdão talvez Junho, ou no dia de São Nunca à tarde, então ver-se-á.

O PS está há anos à espera que o poder lhe caia no regaço, para continuar no essencial – ziguezague, zague, zague – a mesma política de direita. É urgente esclarecer!


Carlos Gonçalves (em Avante)

Nick Cave - Do You Love Me?

terça-feira, 17 de março de 2015

REFLEXÃO

A propósito de uma reunião

Alguém pode-me explicar como se pode contratualizar um "grau de satisfação dos utentes" de uma unidade de saúde? Avaliar, eu consigo, de forma mais ou menos indirecta, basta elaborar um inquérito de satisfação...agora estabelecer á priori um indicador / meta / percentagem de "satisfeitos" da ordem dos 80 ou 90%, parece-me algo ridiculo. Um serviço público tem por objectivo atingir os 100% de satisfação global. Se o consegue ou não, depende de vários factores, alguns dos quais não dependem do "prestador" ou da organização.

A caminhar assim, neste frenesim técnico-estatístico, teremos um dia a contratualização de sentimentos. " A tua sinceridade anda pelos 40%" ou "só caso contigo quando o meu amor por ti atingir os 92%"...

CR

a cuspidela da serpente



"Este SNS (Serviço Nacional de Saúde) foi um feito histórico irresponsável"

António Gentil Martins, Jornal de Negócios, 13 de fevereiro de 2015

...ou como a politica de direita se apresenta tantas vezes associada ( como nos siameses) com o pior do reacionarismo.

domingo, 15 de março de 2015

agenda


Paris, cidade das trevas?


A história chega de Paris mas nada tem a ver com as cegonhas que no século passado traziam os bebés para as famílias afortunadas – os dos pobres, sem dinheiro para passagens aéreas, apareciam nas folhas de couve –, nem com o conhecido lema «Liberdade, Igualdade, Fraternidade» de que a França tanto se diz orgulhar, nem tão pouco com a mediática campanha do «Je suis Charlie» que correu mundo em nome da liberdade de expressão após o bárbaro ataque de 7 de Janeiro contra o jornal satírico Charlie Hebdo.

A história que agora nos chega de Paris começou em finais de Janeiro, envolve autores, editoras e universidades, e é o testemunho de que o «ovo da serpente» não morreu 70 anos depois da derrota do nazi-fascismo. A coisa conta-se depressa. O bibliotecário da biblioteca Pierre Mendès-France da universidade da Sorbonne Paris 1, face a uma proposta para incluir no acervo da instituição a obra «As guerras de Staline», de Jeffrey Roberts, publicada pelas edições Delga, respondeu desta forma: «a obra proposta, apesar de escrita por um universitário, não nos parece a priori apresentar a neutralidade histórica e científica necessária à sua eventual integração no nosso património. Os restantes títulos publicados pela editora também não». (O sublinhado é do próprio autor da mensagem).

Indignado, o autor da proposta para aquisição da referida obra, que o bibliotecário tomou por um aluno, denunciou o caso nos meios académicos e daí à praça pública foi um passo, estando neste momento a correr uma petição na Internet contra a censura maccarthista nas bibliotecas universitárias dirigida ao presidente da Universidade de Paris 1, Philippe Boutry.

Vale a pena dizer que Jeffrey Roberts, um historiador reconhecido como de «referência» na comunidade académica, está excluído de todas as bibliotecas universitárias de França, com excepção de sete (e nestas apenas existe a versão inglesa da obra em causa). Quanto à pequena editora independente que a universidade pôs no Index, tem na sua carteira de autores nomes como Rémy Herrera, Samir Amin, George Lukás, Domenico Losurdo, Jean Salem, Henri Aleg e... Álvaro Cunhal.

Esta «liberdade de expressão» dos que tentam reescrever a História e impor o pensamento único tem um nome: censura.


Anabela Fino (em Avante)

a frase do dia

“O único Visto Dourado que gerou mais que dois postos de trabalho está em Paredes e criou 300 empregos”


Celso Ferreira, Presidente da Câmara de Paredes, eleito pelo PSD  (em O Progresso de Paredes , de 13 de março de 2015)

quinta-feira, 12 de março de 2015

a cuspidela da serpente


    «(…) É verdade que esta geração de filhos únicos, netos únicos e sobrinhos únicos de parentes divorciados ou amancebados é herdeira de 007 e Indiana Jones, Star Trek e Star Wars, Super-Homem e Batman, falhos de matrimónio e fertilidade. É verdade que a emancipação da mulher a masculiniza, desprezando as características femininas, no esforço obsessivo de as provar capazes em jogos de homens. É verdade que, em nome da liberdade sexual radical, se abandonam dignidade e equilíbrio, sacrificando essa liberdade no altar do deboche. (…)»
      João César das Neves

terça-feira, 10 de março de 2015

ESTES VÍRUS QUE NOS APOQUENTAM


A culpa foi do rinovírus. (Foi?) A mortalidade dos nossos compatriotas aumentou neste Inverno do nosso descontentamento, as urgências ficaram um caos, tudo porque o tempo esteve anormalmente frio e seco, dizem. (Sim?) E… não sei mesmo se a culpa não é do Putin, que o muito frio e comunismo anda tudo ligado...

Naquela unidade de saúde, foi o corrupio do pedido de consulta e a frustração de uma negativa diária. “Hoje não há médico”, ou “deixe o pedido de medicação que falta, que se vai ver”, disse-se com persistente frequência. O sistema informático é lento no seu funcionamento, tem hiatos prolongados, desespera um santo e ainda mais um prescritor afogueado de trabalho. Mas a culpa só pode ser do rinovírus.

Não fora a existência de empresas de prestação de serviços, que um dia colocam aqui um recém-licenciado ou um simpático reformado, ou um profissional estrangeiro, outro dia a cara muda, mas se assim não fora, tudo seria pior. (Seria?) Não se entende a fala, parecem pouco á vontade, mas quem não tem cão, caça com gato. É o chamado médico itinerante, prestador de serviços á hora. O preço dos medicamentos até baixou, as famílias sentem-no, e em cerca de 10% da população até baixou para zero,… quando “optaram” por não os comprar.

Poupar é o slogan. Poupa-se na despesa pública, nos vencimentos, nas horas extraordinárias, nas horas assistenciais, no número de profissionais e nos seus interesses e direitos, na oxigenoterapia, nas nebulizações, nos transportes de utentes, na esperança de vida, na qualidade de vida, nos efeitos secundários dos medicamentos, nos recobros, nas fisioterapias, nas ilusões, nas expectativas. Viver é um luxo, meus caros, uma prerrogativa que não se pode abusar ou promover. 

A culpa é do rinovírus. Ou de outro vírus qualquer. O austerovírus. O incompetentovírus. O parvovírus. Vivemos em meio de cultura altamente patogénica. Deus e a luta resistente nos acudam!


CR

domingo, 8 de março de 2015

ELA, ELAS

Deturpo sem má intenção a sugestão inicial do senhor Director do Jornal O Progresso de Paredes
 e vou falar “delas”. 
Das palavras oportunas e necessárias. 
Como a palavra Desigualdade.
Como a palavra História. 
Como a palavra Poesia. 
Como as palavras Ela, Elas, Mulher, Mulheres.
No dia 8 de março de 2015, no antes e depois. 
No Feminino.

Desigualdade. Desigualdades salariais entre homens e mulheres. Dados do Eurostat. Entre 2008 e 2013, Portugal teve a maior subida (3,8 pontos percentuais) atingindo os 13%. Quer dizer que a média salarial é 13% superior para os homens em relação ás mulheres. Na União Europeia, no mesmo período, ouve uma diminuição de 0,9 pontos percentuais na desigualdade salarial, para uma média atingida de 16,4%. O retrocesso. 
  
História. Em 1910 por proposta de Clara Zetkin na  conferência internacional de mulheres socialistas realizada na Casa do Povo em Copenhaga foi proclamado o Dia Internacional da Mulher, a ser assinalado todos os anos e em todos os países visando dar força à organização e luta das trabalhadoras. Por direitos políticos, económicos e sociais. Clara Josephine Zetkin, nascida em Eissner Wiederau, na saxónia, foi uma professora, jornalista e política marxista alemã. É uma figura histórica do feminismo. Foi dirigente do Socorro Vermelho Internacional. Aderiu ao Partido Comunista Alemão e foi deputada no Reichstag durante a República de Weimar de 1920 a 1933. Seu corpo repousa na muralha do Kremlin, em Moscovo.
Poesia. Escrita por mulheres. O escrito de Rosalia de Castro, Cantar de Emigração 
Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão

Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai

Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará

CR


sábado, 7 de março de 2015

Sophia de Mello Breyner Andresen - Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de Portugal



Declamação - Rita Loureiro


Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

The Dresden Dolls - Coin Operated Boy



Álbum Yes, Virginia

humor


Gente fina é outra coisa. Pagamento por convite!

sexta-feira, 6 de março de 2015

José Carlos Ary Dos Santos - Soneto Presente



Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.

atrasos...


"Atrasei-me no pagamento de compromissos á Segurança Social e ao Fisco porque sou muito distraído e pobrezinho". E até pensei que para a JSD e para o PSD era facultativo. TADINHO...UM PRIMEIRO MINISTRO TADINHO!

aniversário - grafismo


quarta-feira, 4 de março de 2015

Nemtsov: quem foi?

Alguém matou a tiro Boris Nemtsov, de 56 anos, quando passeava com a namorada, uma modelo ucraniana de 22 anos, por uma ponte em Moscovo, perto do Kremlin, uma zona extremamente controlada pela polícia e forças de segurança. Um crime condenável e a exigir apuramento de responsabilidades.

Mas quem foi Boris Nemtsov? Ele foi Governador da Região de Nijni Novgorod, e Primeiro Vice-primeiro-ministro no governo de Boris Yeltsin. O agora encomiástico dirigente da oposição liberal russa tem sido designado como campeão das liberdades e autor de denúncias anti-corrupção. Forças politicas pró-ocidentais surgiram invocando a memória do “estadista”. As vozes do oportunismo político, em Portugal e em todo o mundo, invocaram logo a mão de Putin e do actual poder russo na morte do pseudo-herói, tudo sem provas.

Mas quem foi verdadeiramente Nemtsov? Na década de 90, os dois Boris participaram activamente na espoliação do património de Estado e dos recursos da economia, entregando-os a grupos oligárquicos criminosos e a interesses estrangeiros. A Rússia foi transformada nesse tempo num anão político, uma potência sem economia, com as pessoas na penúria, sem emprego e sem dignidade nacional. Os únicos que não se alegraram quando Nemtsov e a gangue de Yeltsin deixaram o poder foram alguns oligarcas e os neoliberais "ocidentais". 

Li recentemente a descrição da alienação da fábrica de instrumentos cirúrgicos em Vorsma, Lenine Zavod, 70 km a sul de Nijni Novgorod. Os mafiosos do grupo de Nemtsov inventaram um género de acções de participação na propriedade da empresa, distribuíram-nos pelos trabalhadores, deixaram de pagar ordenados aos trabalhadores, que na penúria venderam por qualquer preço ao mesmo grupo mafioso, donde a compra da fábrica a preço irrisório. A rapina generalizada dos enormes recursos naturais da Rússia foi tal que a massa monetária em dólares em circulação era superior á moeda nacional. Os gangues mafiosos enfrentavam-se como nas ruas de Chicago dos anos 20. Roman Abramovich, essa figura enigmática, do desporto e da riqueza, ganhou fortuna rápida com o petróleo e o alumínio estatais, obtida por corrupção do gangue de Yeltsin. Em 1998 a Rússia atingiu a falência económica e financeira. E a decadência total!

Depois de demitido do poder, e até ontem, Nemtsov foi figura insignificante da oposição política, com menos de 1% de votos. O verdadeiro partido de oposição na Rússia são os comunistas, com cerca de 20% do total de votos. Ninguém no governo tinha qualquer motivo para temer ou dar qualquer importância a Nemtsov. Dizem alguns milhafres, ou Milhazes, que sei eu, que Nemtsov ia publicar um livro sobre a presença militar russa na Ucrânia. O que os satélites americanos não tinham provado ainda, nem a “quinta coluna” interna, talvez pudesse ser revelado por um político sem qualquer apoio popular significativo, alguém pensou.

CR

terça-feira, 3 de março de 2015

ASSIM VAI PORTUGAL

 Passos Coelho não tinha consciência que tinha dívidas à Segurança Social, o Dr. Salgado não tinha consciência da situação do BES, o Dr. Zeinal Bava não tinha consciência do investimento da PT no Rio Forte, o Dr. Dias Loureiro não tinha consciência do que se passava no BPN, tal com os Drs. Cavaco, Oliveira e Costa e Rui Machete a quem faltou também essa consciência, Dr. Rendeiro desconhecia o que se passava no BPP, o Dr. Jardim não tinha consciência de ser Gestor do BCP, o Dr. Isaltino Morais desconhecia que o primo depositava dinheiro na sua conta na Suíça, o Engenheiro Sócrates desconhecia que a vida em Paris era tão cara que se viu obrigado a pedir dinheiro emprestado! E ex. inspetores da judiciária fazem assaltos.

segunda-feira, 2 de março de 2015

sugestão de leitura - O caminho das aves (José Casanova)







Sinopse
Reina a calma em todos os lares e há paz nos espíritos e nas ruas, garante quem, por obrigação e hábito, de tão complexa matéria deverá possuir o elevado saber que ao rasteiro entendimento naturalmente escapa. Felizes os que tal juízo acatam como bom, porque deles é o reino da tranquilidade, sabendo que assim é por assim lhes ser dito desde tempos imemoriais, A minha política é o trabalho, Eu quero é ganhar o meu, Ricos e pobres sempre houve e há-de haver, Pobrezinhos mas honrados, Graças a Deus. Sensatas sentenças, palavras de portugueses de lei, dignos herdeiros dos nossos avós, ou dos nossos maiores, como também há quem diga, autênticos pilares da serena estabilidade nossa, muito bem! Todavia, e por via das dúvidas sopradas pelo desvario que varre o Mundo e ameaça a ordem natural das coisas, aferrolhemos portas e janelas e frestas e postigos, calafetemos todas as frinchas visíveis e invisíveis não vão os ventos da História tecê-las, O seguro morreu de velho, não é verdade?
O Caminho das Aves de José Casanova