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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

operação JERICÓ

OS ESTADOS UNIDOS, A ALEMANHA, O CANADÁ, ISRAEL E O REINO UNIDO LANCAM A «OPERAÇÃO JERICÓ»
Obama falha o seu golpe de Estado na Venezuela
Thierry Meyssan

Mais uma vez, a administração Obama tentou mudar pela força um regime político que lhe resiste. A 12 de Fevereiro, um avião da Academi (ex-Blackwater), disfarçado como aeronave do exército venezuelano, devia bombardear o palácio presidencial e matar o presidente Nicolas Maduro. Os conspiradores tinham previsto colocar no poder a antiga deputada Maria Corina Machado e fazê-la aclamar, de imediato, por antigos presidentes latino-americanos.

O presidente Obama com o seu conselheiro para a América Latina, Ricardo Zuniga, e a conselheira nacional de segurança, Susan Rice.
© White House

O presidente Obama tinha prevenido. Na sua nova doutrina de Defesa (National Security Strategy), ele escreveu: «Nós ficaremos do lado dos cidadãos cujo exercício pleno dos direitos democráticos está em perigo, tal como é o caso dos Venezuelanos». Ora, sendo a Venezuela, desde a adopção da constituição de 1999, um dos mais democráticos Estados do mundo, esta frase deixava pressagiar o pior, no sentido de a impedir de prosseguir na sua via de independência e de redistribuição de riqueza.
Foi a 6 de Fevereiro de 2015. Washington tinha acabado de terminar os preparativos para o derrube das instituições democráticas da Venezuela. O golpe de Estado tinha sido planeado para 12 de Fevereiro. 
A «Operação Jericó» foi supervisionada pelo Conselho Nacional de Segurança (NSC), sob a autoridade de Ricardo Zuniga. Este «diplomata» é o neto do presidente homónimo do Partido Nacional das Honduras, que organizou os putschs de 1963 e de 1972 a favor do general López Arellano. Ele dirigiu a rede da CIA em Havana, (2009-11) onde recrutou agentes, e os financiou, para formar a oposição a Fidel Castro, ao mesmo tempo que negociava a retoma das relações diplomáticas com Cuba (finalmente concluída em 2014).










Como sempre, neste tipo de operação, Washington tenta não aparecer implicado nos acontecimentos que orquestra. A CIA agiu através de organizações pretensamente não-governamentais para dirigir os golpistas: a National Endowment for Democracy (Contribuição Nacional para a Democracia) e as suas duas extensões, de direita (International Republican Institute) e de esquerda (National Democratic Institute), Freedom House (Casa da Liberdade), e o International Center for Non-Profit Law (Centro Internacional para Assistência Jurídica Gratuita). Por outro lado, os Estados Unidos solicitam sempre os seus aliados para sub-contratar certas partes dos golpes, neste caso, pelo menos, a Alemanha (encarregada da protecção dos cidadãos da Otan durante o golpe), o Canadá (encarregue de controlar o aeroporto internacional civil de Caracas), Israel (encarregue dos assassínios de personalidades chavistas) e o Reino Unido (encarregue da propaganda dos “putschistas”). Por fim, mobilizam as suas redes politicas a estarem prontas ao reconhecimento dos golpistas: em Washington o senador Marco Rubio, no Chile o antigo presidente Sebastián Piñera, na Colômbia os antigos presidentes Álvaro Uribe Vélez e Andrés Pastrana, no México os antigos presidentes Felipe Calderón e Vicente Fox, em Espanha o antigo presidente do governo José María Aznar.
Para justificar o “putsch”, a Casa Branca tinha encorajado grandes companhias venezuelanas a açambarcar, mais do que a distribuir, as mercadorias de primeira necessidade. A ideia era a de provocar filas de espera diante das lojas, depois infiltrar agentes nas multidões para provocar tumultos. Na realidade se existiram, de facto, problemas de aprovisionamento, em janeiro-fevereiro, e filas de espera diante das lojas, jamais os Venezuelanos atacaram os comércios.
Para reforçar a sua actuação económica o presidente Obama havia assinado, a 18 de dezembro de 2014, uma lei impondo novas sanções contra a Venezuela e vários dos seus dirigentes. Oficialmente, tratava-se de sancionar as personalidades que teriam reprimido os protestos estudantis. Na realidade, desde o principio do ano, Washington pagava uma importância quatro vezes superior ao ordenado médio a gangues para que eles atacassem as forças da ordem. Os pseudo-estudantes mataram, assim, 43 pessoas em alguns meses, e semearam o terror nas ruas da capital.

A acção militar era supervisionada pelo general Thomas W. Geary, a partir do SouthCom em Miami, e Rebecca Chavez, a partir do Pentágono, e sub-contratada ao exército privado da Academi (antiga Blackwater); uma sociedade actualmente administrada pelo almirante Bobby R. Inman (antigo patrão da NSA) e por John Ashcroft, antigo Procurador Geral da administração Bush. Um avião Super Tucano, de matrícula N314TG, comprado pela firma da Virgínia, em 2008, para o assassínio de Raul Reyes, o n°2 das Farc da Colômbia, devia ser caracterizado com um avião do exército venezuelano. Ele deveria bombardear o palácio presidencial de Miraflores e outros alvos, entre uma dezena deles pré́-determinados, compreendendo o ministério da Defesa, a direcção da Inteligência e a cadeia de televisão da ALBA, a TeleSur. Dado o avião estar estacionado na Colômbia, o Q.G. operacional da «Jericó» tinha sido instalado na embaixada dos Estados Unidos em Bogotá́, com a participação directa do embaixador Kevin Whitaker e do seu adjunto Benjamin Ziff.


O presidente Nicolas Maduro interveio imediatamente, na televisão, para denunciar os conspiradores. Enquanto, em Washington, a porta-voz do departamento de Estado fazia rir os jornalistas, que se recordavam do golpe organizado por Obama nas Honduras, em 2009 —quanto à América Latina—, ou mais recentemente da tentativa de golpe na Macedónia, em janeiro de 2015 —quanto ao resto do mundo—, declarando a propósito: «Estas acusações, como todas as precedentes, são ridículas. É uma prática política estabelecida de longa data, os Estados Unidos não apoiam mudanças políticas por meios não constitucionais. As mudanças políticas devem ser realizadas por meios democráticos, constitucionais, pacíficos e legais. Nós temos verificado, em várias ocasiões, que o governo venezuelano tenta desviar a atenção das suas próprias acções, acusando para isso os Estados Unidos, ou outros membros da comunidade internacional, por causa de acontecimentos no interior da Venezuela. Estes esforços, reflectem uma falta de seriedade por parte do governo da Venezuela, em fazer face à grave situação com a qual está confrontado».
Para os venezuelanos este golpe, falhado, coloca uma questão séria: como manter viva a sua democracia se os principais líderes da oposição estão na prisão, pelos crimes que se aprestavam a cometer contra a própria democracia? Para aqueles que pensam, erradamente, que os Estados Unidos mudaram, que não são mais uma potência imperialista, e, que agora defendem a democracia no mundo inteiro a «Operação Jericó» é um tema de reflexão inesgotável.
Os Estados Unidos contra a Venezuela
- Em 2002, os Estados Unidos organizaram um golpe de Estado contra o presidente eleito, Hugo Chávez Frias , depois, eles assassinaram o juiz encarregado da investigação, Danilo Anderson
- Em 2007, eles tentaram mudar o regime organizando, para tal, uma «revolução colorida» com grupos trotzkistas
- Em 2014, deram a impressão de renunciar ao seu objectivo, mas apoiaram grupos anarquistas afim de vandalizar, e desestabilizar, o país. Foi a Guarimba

LUZES SOBRE A ACTIVIDADE “LITERÁRIA” DE SÓCRATES

Milhares de exemplares do livro de José Sócrates – A Confiança no Mundo (Sobre a Tortura em Democracia), lançado em Outubro de 2013 – terão sido comprados com dinheiro levantado por Carlos Santos Silva da fortuna que José Sócrates lhe confiou.
A obra alcançou a liderança no número de vendas e esgotou as primeiras edições. Carlos Santos Silva contribuiu para o êxito, tendo retirado da conta do BES os montantes necessários para que ele e o seu advogado (Gonçalo Ferreira, alvo de buscas) conseguissem esgotar em pouco tempo o stock de 20 mil exemplares. Entre a primeira e a quinta edição, recorrendo ao circuito do costume, o ex-primeiro-ministro comprou cerca de 10 mil exemplares, contribuindo para o êxito da sua dissertação sobre os malefícios da tortura nas instituições democráticas.
Nada será mais eloquente sobre o carácter e ambição dessa figura pública que esta construção de um falso mito. Sócrates, o intelectual doméstico, que adquiriu formação universitária sabemos todos como … Sócrates, o leitor de filosofia francesa, permanente estudante na Sorbone …

CR

SUGESTÕES

A sugestão, apresentada por uma cidadã francesa ao seu Ministro de Negócios Estrangeiros, de nomear com urgência o filósofo e político francês Bernard Henry-Levy como embaixador na Líbia é carregada de humor e simbolismo. E sobretudo quando alude a um superior interesse da França e do seu relacionamento com o mundo.

Segundo Danielle Bleitrach, a autora da proposta, em alternativa, o destino poderia ser o Dombass, onde o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do governo Sarkozy, esse notável clown da política internacional, seria certamente bem «acolhido» pelo povo com reconhecimento e amizade.  Laurent Fabius poderá contudo objectar que a França não reconheceu as autoproclamadas Repúblicas de Lugansk e Donetzk, ao contrário do reconhecimento do governo de Kiev, nascido de um golpe de Estado.

Quanto á Libia que a França « libertou » espectacularmente da ditadura, usando um insólito  direito de ingerência e um peculiar modelo de intervenção, a sugestão tem sentido. Face á realidade de um jihadismo ás portas da Europa, fechadas as portas das embaixadas ocidentais, resta completar o trabalho da aviação e das forças especiais francesas em 2011. Ninguém melhor que Bernard Henry-Levy para dar o tronco nu ás ofensas do totalitarismo, comportando-se como o schwarzeneger da filosofia. Conhecedor do meio, com amigos «democratas» em cada duna do deserto, só Bernard Henry Levy pode situar-se, em pose como sempre, na primeira linha de combate.

Foi o grande intelectual na sua célebre obra «Elogio dos intelectuais» (Paris, 1987) que declarou:«Eu creio que a presença dos intelectuais numa cidade moderna é a clave da democracia». Então, força!

E dando um pequeno contributo nacional para este combate civilizacional, sugiro Paulo Portas, outro defensor da «primavera líbia», para operações especiais. Talvez, com submarinos.

CR                

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Kron Silva - "Não Faças Filmes"

NOTÍCIAS DO MEU PAÍS

A fraude envolve expropriações em autoestradas. Crime de corrupção e participação económica em negócio. Os envolvidos: João Malheiro Romão, ex. engenheiro da Brisa, coordenador do Núcleo de Expropriações Norte da Brisa e grupos de empresários da construção civil. O Jornal de Notícias explica como: através de expropriações de áreas superiores á área abrangida pela declaração de utilidade pública, através de expropriações desnecessárias ou de benfeitorias não documentadas, o eng. Romão sinalizava o negócio que permitiu 13 milhões de euros indevidos a compradores de terrenos. Dos concelhos de S. João da Madeira, Espinho, Feira, Gaia, Gondomar, Valongo e Paredes. Para a A32, A41, A43.

Quem perdeu? Os proprietários originais dos terrenos, participantes em “expropriações amigáveis”, contra os seus interesses, as concessionárias como a AutoEstradas do Norte Litoral, e o Estado. Quem lucrou com a fraude? O próprio Eng.  Romão, certamente com uma choruda “comissão”, os empresários que compraram mais de 100 terrenos, e o PSD. Mas porquê o PSD, perguntarão alguns? O testa-de -ferro da fraude é Victor Baptista, empresário de Sandim, Gaia, ligado a empresas de contabilidade e construção civil, autarca em Gaia pelo PSD, dirigente desportivo do clube Modicus.

A PJ está em campo procurando em habitações provas comprometedores, o eng. Romão está em quinta do Alto Minho, entretanto comprada, a produzir vinho e o bem falante Victor Baptista está… no PSD!


CR 

humor

ESCREVER ISTO 100 VEZES

Cresce a oposição ao capitalismo, ao fascismo e ao racismo na Alemanha

CERCA DE 20 % DOS ALEMÃES QUEREM UMA “REVOLUÇÃO” PARA MELHORAR AS SUAS CONDIÇÕES DE VIDA, SEGUNDO UM ESTUDO DA UNIVERSIDADE LIVRE DE BERLIM.

25 ANOS APÓS O DERRUBE DA RDA, 60% DOS ALEMÃES QUE VIVEM NO LESTE CONSIDERAM O SOCIALISMO UMA BOA IDEIA, ENQUANTO NA PARTE OCIDENTAL ESSE VALOR BAIXA PARA OS 37%.
62% DOS ALEMÃES NÃO CONSIDERAM A DEMOCRACIA ALEMÃ UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA, DEVIDO Á SUA DERIVA ECONÓMICA.

50 POR CENTO DOS ALEMÃES CONSIDERAM QUE HÁ UMA PERSEGUIÇÃO E UMA CRESCENTE VIGILÂNCIA AOS APOIANTES DE ESQUERDA PELA POLICIA E PELO ESTADO E PERTO DE UM TERÇO TEME QUE AO ESPIAR CIDADÃOS O PAÍS TENHA UMA EVOLUÇÃO PARA UMA DITADURA.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A ALEMANHA E OS OUTROS


Não sendo economista ou especialista em finanças, interessa-me contudo compreender as razões fundamentais da evolução económica e social dos países, nomeadamente dos da União Europeia. E julgo que, embora exigindo um prolongado esforço interpretativo e persistindo dúvidas sobre essa compreensão, a realidade pode e deve ser caracterizada com alguma precisão.

Alguns dizem com mediano simplicismo: a riqueza de um país expressa-se pela capacidade de produzir, pela organização do trabalho, pela boa gestão publica e privada das unidades de produção e serviços. Veja-se lá o caso da Alemanha. O que distinguiria os gregos dos alemães seria, a crer nesse raciocínio simplicista, uma diferente atitude perante a produção de riqueza. E abundam logo os exemplos gregos de uma permissividade social, de corrupção política, de ineficácia económica (os casos das piscinas, dos atestados médicos de incapacidade, de pensões enormes e subsídios sociais indevidos, de corrupção no acesso a cuidados de saúde e outros mil exemplos).

Mas há algo a contrapor. Os gregos trabalham mais horas por ano do que qualquer europeu (e nomeadamente os alemães). E o crescimento da produtividade do trabalho aumentou mais de 25% desde que a Grécia aderiu á Zona Euro em 1999 (no caso da Alemanha, cerca de 10%).

Alguns continuarão a dizer, com verdade: os salários gregos cresceram muito mais do que os salários alemães no mesmo período (29% verso 65%). Obviamente a competitividade actual da economia grega ressente-se dessa desigualdade, que a meu ver é contrária às intenções de coesão social apregoada no espaço económico europeu.

Mas aqui devemos dizer que na Alemanha houve, desde há uma década, um sistemático abandono de direitos sociais, nomeadamente dos desempregados, agravando-se muito significativamente o trabalho temporário, que abrange cerca de 10% do universo dos contratos de trabalho. Tudo isto resulta de uma estranha coligação de interesses, quer política (CDU de Merkel e SPD) quer sindical (sindicatos e entidade patronal).

A economia, o emprego e a riqueza alemãs crescem assim com uma estratégia própria de desvalorização do trabalho, redução de direitos sociais e expansão externa. Em simetria, acentuam-se as despesas dos países restantes. A Alemanha recusa o aumento do consumo interno, do investimento interno e das importações, como lhes foi proposto pelos seus parceiros comerciais, nomeadamente os Estados Unidos.

O Euro aparece como instrumento egoísta de afirmação da maior economia da Europa. A Alemanha beneficiou generosamente com a criação da União Europeia e nomeadamente da Zona Euro. Mas, insaciável, quer o póquer final.

Eis os números: a Alemanha contribui só com 27,14% para o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (apoio a países da União Europeia com dificuldades), só com 17,99 % do capital do BCE, e só com 13% do capital do FMI. A Alemanha obtém nos mercados financeiros dinheiro a uma taxa de juro que ronda os 1% e empresta a Portugal, por exemplo, através do MEEF a 2,5%. Percebem-se os lucros envolvidos. Empresta o dinheiro, e á custa dos enormes sacrifícios dos povos dos países credores, embolsa milhões de euros de lucro. Desde a entrada da zona Euro, a Alemanha tem um gigantesco saldo positivo excedente da Balança de Transacções correntes, de cerca de 2.030.800 milhões de euros.

O bem estar alemão é feito sobretudo de uma política de conquista de mercados, beneficiando da subserviência dos burocratas de Bruxelas e dos opinion makers de serviço. O Euro foi espoliado pelos alemães como instrumento de política económica e financeira. Mas a arrogância e a unilateralidade vão conduzir a péssimos resultados.


CR

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O REGRESSO ÁS CAVERNAS



O clérigo saudita rejeita qua a Terra circule em volta do Sol. É a prova de que a religião anti-cientifica dos ultraconservadores não é exclusiva dos USA. Ou que os idiotas deviam regressar ás cavernas.

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre o acordo anunciado no Eurogrupo sobre a Grécia
O PCP denuncia todo o processo de chantagem, pressão e imposição que rodeia o acordo agora anunciado, em que fica bem patente a hipocrisia da União Europeia e dos seus principais responsáveis.
Independentemente de ulterior análise ao conteúdo e consequências deste acordo, o que sobressai neste processo é que as orientações e limites impostos pela União Europeia e pela União Económica e Monetária constituem inaceitáveis constrangimentos ao desenvolvimento de políticas em favor dos legítimos interesses e aspirações dos povos, respeitadoras da sua vontade e soberania.
O que o actual acordo testemunha é não só a natureza e objectivos da política da União Europeia de intensificação da exploração e redução de direitos dos trabalhadores e dos povos, mas também a patente limitação de enfrentar esses objectivos sem afirmar coerentemente o direito de cada povo a uma opção soberana de desenvolvimento.
O PCP expressa a sua solidariedade aos trabalhadores e ao povo grego e valoriza o papel da sua luta, bem como da luta dos restantes povos da Europa, na defesa e conquista de direitos e da melhoria das suas condições de vida que, como o acordo agora anunciado vem mais uma vez comprovar, são sistematicamente negados pelos pilares e natureza do processo de integração capitalista na Europa.
O PCP condena a postura do governo português que vergonhosamente se afirmou como um dos mais devotos seguidores da ofensiva desencadeada pela União Europeia visando a imposição da continuação das políticas de retrocesso social e de empobrecimento. Uma postura tão mais condenável quanto contrária ao interesse e dignidade nacionais.

O que este processo vem comprovar é que só uma política alternativa, patriótica e de esquerda pode promover em Portugal o desenvolvimento e o progresso económico e social e romper com o caminho de declínio para onde o País está a ser arrastado. É esse o caminho de afirmação soberana que o PCP propõe e que está determinado a trilhar assumindo todas as responsabilidades que o povo lhe entenda atribuir e que assentará sempre na vontade, intervenção e força dos trabalhadores e do povo português.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

GARBAGE - CANDY SAYS

Albaneses kosovares: a fuga do desespero



Desemprego de 40%. Pobreza generalizada. Crime organizado a dominar tudo, tráfico de drogas e de mulheres. Falta de escolas. Falta de perspectivas de futuro. Os albaneses do Kosovo, nomeadamente os mais jovens, atravessam de mão vazias a Sérvia, e chegam á fronteira da União Europeia. A Hungria não é o seu destino. Querem atingir a Alemanha, a França... a rota: Pristina-Subotice (norte da Sérvia)-Hungria...Eis o fim da ilusão "independista". De uma população de 1,8 milhões, 40.000 mil abandonaram o Kosovo em dois meses.

Os países vizinhos não escondem a inquietude. Nos últimos dias, cerca de 8 mil imigrantes foram detidos depois de atravessar a fronteira com a Hungria. Um episódio que não abala a determinação dos que acreditam num futuro melhor.
“Estamos a abandonar o país porque não temos emprego. Aqui não temos trabalho, nem futuro. Onde estão os políticos que não se importam com as pessoas?” pergunta um homem.

A Hungria admite alterações na lei para travar a entrada crescente de imigrantes no país que, de acordo com as autoridades, é para muitos um ponto de passagem rumo a outros da União Europeia.

Haslim Thaci, o "ministro dos negócios estrangeiros" do Kosovo, alega que a culpa está nos "rumores" de que a Alemanha generosamente disponibilizaria em breve vistos de trabalho e de residência, com base numa taxa de nascimentos negativa, a compensar por uma politica de imigração liberal. A demagogia do politico kosovar não esconde as reais responsabilidades da liderança do Kosovo.

7 anos após a "libertação", a actual fuga ao desespero, mesmo que com o esforço notável de omissão informativa, mostra a fragilidade de soluções politicas, induzidas do exterior. O tempo das bandeiras entrelaçadas, das solidariedades inequivocas, dos discursos libertários, esgotou-se rapidamente.

E A EXISTÊNCIA DE UMA ENORME BASE MILITAR AMERICANA NO KOSOVO ILUSTRA A REAL "PREOCUPAÇÃO" DOS "AMIGOS OCIDENTAIS" COM A REGIÃO.

Camp Bondsteel


CR

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

o desinvestimento na saúde

São mais de um milhão (1.284.820) os utentes inscritos nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) mas que continuam sem médico de família atribuído em Portugal.

O total do número de inscritos é de 10.215.047, mas apenas 87,1% dos portugueses, ou seja 8.901.347, têm médico de família atribuído.
O número de utentes sem médico de família por opção representa uma pequena percentagem (0,3%).

Os números foram revelados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) na primeira publicação periódica sobre o assunto, que será trimestral. A próxima informação ser publicada a 1 de Abril.

Relativamente à distribuição destes números pelo País, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve é a região onde existem mais utentes sem médico de família, registando uma percentagem de 32,4%. Ou seja, dos 461.503 inscritos, apenas 149.506 têm médico atribuído. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com quase oitocentos mil utentes (797.877) sem acesso aos CSP, o que corresponde a 22% total de inscritos (3.623.913).

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


A MESMA ESTRAGÉGIA RIDÍCULA DAS SANÇÕES

A União Europeia é um monstro louco e irracional, dirigida por pigmeus estúpidos.  A nova ronda das chamadas sanções ocidentais, publicada a 9 de Fevereiro, a pretexto do conflito do leste da Ucrânia, reflecte uma ética política deplorável, onde alinha grande parte da classe política occidental. Nesse desvario, conservadores e socialdemocratas, liberais, e populistas, numa amálgama de carneiros, assinam a sua verdadeira face, sempre ao serviço dos Estados Unidos da América.

Perante um conflito grave em que se contradizem identidades culturais e linguisticas e interesses económicos e geo-estratégicos importantes, a União Europeia coloca-se como padrinho de uma das partes, no caso, da parte das marionetas de Kiev, um aglomerado heterogéneo de políticos neo-nazis e de assalariados de Washington. São verdadeiramente desprezíveis as consequências destas pseudo-sanções. Elas significativamente não identificam os crimes de guerra perpetrados pelos chamados batalhões “punitivos” de voluntarios fascistas, as “fossas comuns”, os bombardeamentos de civis em Donetzk, Gorlovka, e Pervomaisk, os cortes de electricidade, a destruição de hospitais. E mostram uma incapacidade de uma postura construtiva para uma solução real á crise.  

A presença na lista negra “proíbe” a entrada na União Europeia e permite “imobilizar” as contas bancárias e recursos econónicos no mesmo espaço, de quem o pudessem ter. É a Europa capitalista a mostrar uns dentinhos de leite ao urso siberiano.

Eis a lista de políticos e militares “acossados” pelos servidores do Império globalizado, cidadãos patriotas em defesa das suas comunidades

Federação Russa:

1.    Iosif Kobzon – Deputado e cantor

2.    Valery Rashkin – Deputado do Partido Comunista da Federação Russa.

3.    Arkady Bakhin – Primeiro Vice-Ministro de Defesa da Federação Russa

4.    Anatoly Antonov – Vice-Ministro de Defesa

5.    Andrey Kartapolov – Sub-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Russas

Nota: A União Europeia acusa a Federação Russa de “enviar tropas para a região, minando assim a integridade territorial de Ucrania e criando instabilidade no país”.

Novarrussia:

1.    Eduard Basurin – Segundo Comandante del Ministerio de Defesa de la República Popular de Donetsk e encarregado das conferências de imprensa diárias em que se informa do desenvolvimento do cenário de guerra

2.    Pavel Dremov – Comandante do Primeiro  Regimento Cossaco

3.    Alexey Milchakov – Comandante da Unidade “Rusich”

4.    Arseny Pavlov, Motorola – Comandante do Batalhão “Sparta”

5.    Mikhail Tolstykh, Givi – Comandante do Batalhão “Somali”

6.    Alexandr Shubin – Ministro de Justicia da República Popular de Lugansk

7.    Sergey Litvin – Vice-Presidente do Conselho de Ministros da República Popular de Lugansk

8.    Sergey Ignatov – Comandante da Milicia da República Popular de Lugansk.

9.    Ekaterina Filippova – Ministra de Justicia de la República Popular de Donetsk.

10. Alexandr Timofeev – Ministro de Política Fiscal de la República Popular de Donetsk

11. Evgeny Manuilov – Ministro de Política Fiscal da República Popular de Lugansk

12. Victor Yatsenko – Ministro das Comunicações da República Popular de Donetsk

13. Olga Besedina – Ministra de Desenvolvimento Económico e do Comércio da República Popular de Lugansk

14. Zaur Ismailov – Procurador Geral da República Popular de Lugansk.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

noticias

A derrocada histórica de Merkel em Hamburgo

Fevereiro 15, 2015
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54% dos eleitores de Hamburgo votaram hoje o novo Parlamento e a CDU de Merkel teve o pior resultado de sempre: 16%. Em 2008 alcançaram 42,6%! O SPD perdeu a maioria absoluta e os populistas de direita ultrapassaram os 5%. Quase metade dos eleitores ficou em casa e o Die Linke atingiu o melhor resultado na ex-RFA. Seis partidos elegeram deputados. A paisagem política alemã vai-se transformando.

reflexão

Nos tempos de Kadhafi a Libia tinha desenvolvimento, riqueza, petróleo no deserto e um regime politico autoritário. No pós Kadhafi, após a sementeira "democrática" do Ocidente, jorra apenas sangue nas areias da praia.  

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Nao - Os vampiros (com Sígaro e Picchio -Banda Bassotti)




O tema "os vampiros" de Zeca Afonso, recebe uma nova versão dos galegos Nao com a colaboração dos italianos Sígaro e Picchio da Banda Bassotti..  Os vampiros estão presentes em todo o lado onde há exploração.

O QUE SABIAMOS HÁ MUITO…

 Os disparos de snipers sobre polícias e manifestantes na Praça Maidan, em Kiev, foram um catalisador do conflito entre manifestantes ditos “pacíficos” e as forças policiais ao serviço do governo de Viktor Yanukovych. Abundava já então a semiologia da violência do fascismo, com suásticas tatuadas e bandeiras com insígnias dos descendentes directos dos colaboracionistas ucranianos da guerra de 1941-1945, mas o discurso dos “oprimidos” prevalecia.

Seguiu-se um golpe de Estado, que pretendeu legitimar a revolta contra a “violência” perante “protestos civilizados”. Mas desde logo surgiu a dúvida sobre a origem dos disparos que mataram dezena de pessoas. Uma conversa telefónica, não desmentida, entre a responsável pela política externa da União Europeia, a Baronesa Ashton, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, revelava informações locais credíveis sobre a origem dos disparos por parte das forças pró- Maidan. Agora a BBC aclarou esse facto, ao entrevistar um dos snipers, que confirmou a ligação aos organizadores do protesto.

A pseudo “superioridade moral” do “europeísmo” expresso nessas manifestações caiu por terra. Afinal tudo não passara de um miserável embuste. Tal com já o fora em Timisoara na Roménia, onde as “forças libertadoras do comunismo” desenterraram cadáveres para simular fuzilamentos, ou em Sarajevo, na Bósnia.

CR

Informação complementar sobre o conflito ucraniano em :

http://rt.com/
http://sputniknews.com/
http://vineyardsaker.blogspot.com
http://cassad-eng.livejournal.com/
http://southfront.eu/
http://fortruss.blogspot.com/
http://slavyangrad.org/
http://novorossia.today/

videos legendados:

https://www.youtube.com/user/wintersodomy/videos
https://www.youtube.com/user/kazzuraEngSubs/videos

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Costa a ponta de lança...


A Câmara Municipal de Lisboa aprovou uma proposta para perdoar uma dívida de 1,8 milhões ao Benfica, além de um pedido para legalizar edifícios construídos sem respeitarem as condições legais.

Em causa está a Taxa pela Realização, Manutenção e Reforço de Infraestruturas Urbanísticas (TRIU), que a Câmara Municipal de Lisboa (CML)  impõe a obras de ampliação de edifícios ou de suas fracções. A autarquia, em reunião de câmara, aprovou esta quarta-feira uma proposta para isentar o clube dos cerca de 1,8 milhões de euros que devia à câmara no âmbito desta taxa.

Porquê? Não se sabe. O que é conhecido, escreveu o Público, após consultar o processo, é que várias infraestruturas pertencentes ao Benfica estão em situação ilegal. São pelo menos sete: dois espaços comerciais, um equipamento desportivo, um balneário, duas bilheteiras e “o edifício que alberga as piscinas, o pavilhão e o museu”. Ao todo, este edifício cobre uma área de 18 mil metros quadrados.

O problema estará no facto de as construções não terem respeitado as condições do alvará de loteamento que, em 2004, a autarquia emitiu para autorizar estas obras. Ou seja, todos os edifícios foram construídos com características que não estavam previstas — e para as quais uma “alteração de licença de operação de loteamento” também só foi aprovada esta quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015. Apenas o Estádio da Luz estará legalmente licenciado.

O pedido que deu origem a esta alteração de licença, aliás, foi enviado pela Benfica Estádio, empresa detentora dos terrenos onde se erguerem os edifícios, em Abril de 2014. Logo, dez anos após a emissão da licença original. Além de legalizar os edifícios já existentes, o pedido visa igualmente uma autorização para construir novas infraestruturas, num total de 38 mil novos metros quadrados.

A proposta, aprovada em reunião de Câmara da autarquia, recebeu os votos contra do PSD, CDS-PP, PCP, a par do voto desfavorável de uma vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, noticiou o jornal Público.

Costa agora diz que compete á Assembleia Municipal resolver uma “divergência de entendimento entre os serviços camarários” e o Benfica. Costa lava as mãos como Pilatos, escondendo-se por trás de decisão de um órgão a que não pertence. Lamentável.

receita



Espetadinhas de frango com shiitake
(para duas pessoas)

1 peito de frango
100g shiitake
pimento verde
sal q.b.
limão
azeiteq.b.

Molho:
manteiga ou azeite
alho moído
salsa fresca picada

Corte o peito de frango em pequenos pedaços, tempere com alho picado, raspa e sumo de um limão, sal e azeite q.b. (deixe marinar um pouco).

Faça as espetadas com shiitake, frango e pimento. Grelhar em lume brando.

Finalmente, regue com molho de manteiga, salsa e alho moído.