um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Rádio Comercial | Parabéns Carlos do Carmo



No dia em que recebe o Grammy "Lifetime Achievement Award", Carlos do Carmo recebe a homenagem da Rádio Comercial 

35 artistas cantam “Lisboa Menina e Moça”, um poema de José Carlos Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e Fernando Tordo com música de Paulo de Carvalho, que se tornou um tema emblemático de Lisboa, do Fado e da carreira de Carlos do Carmo.

domingo, 28 de dezembro de 2014

The War on Drugs - Under the Pressure

FRASE DO DIA

Não sei a quem serve a novela da devolução do livro para o recluso 44 do estabelecimento prisional de Évora, mas uma coisa é preciso dizer: comparar esse facto com o que se passava durante a ditadura fascista e equiparar isso aos métodos da PIDE é um grosseiro acto de ignorância histórica e um insulto a todos aqueles que foram vitimas do terror fascista e que viveram nos cárceres do regime as mais abjectas privações.

Ângelo Alves

Registos da História

O Dr. José Calçada é um Inspector Pedagógico do Ministério da Educação e foi Deputado do PCP nas VI e VII Legislatura. Em nome do PCP, fez a seguinte intervenção na Sessão Solene Comemorativa dos 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, em 15 de Junho de 1998.
O Zé Calçada é meu amigo. 


Senhor Presidente da República,
Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhor Ministro da Cultura em representação do Senhor Primeiro Ministro,
Senhores Membros do Governo,
Senhor Presidente da Comissão Mundial Independente para os Oceanos,
Senhoras e Senhores Ilustres Convidados,
Senhoras e Senhores Deputados:

Se morrer com a idade de Cristo Nosso Senhor é sinal de bem- aventurança, até nas bem-aventuranças sou dado a humildemente sofrer os mistérios de Deus. Porque nunca como nesta hora eu fui tão falho de alguém. Repentemente, é como se desde Sines nunca a ampulheta do tempo houvesse sido virada, e tu não estás aí jazendo nesse caixão, e eu não estou contigo nesta igreja de São Francisco de Angra, antes me vejo a seguir-te pelas colinas junto ao mar, eu e tu com as espadas de madeira que nenhum corsário venceria. Os pescadores olham-nos lá de baixo, da praia, e acenam-nos, e gritam-nos qualquer coisa que o vento não permite que nos chegue, de um modo ou de outro crianças não são nunca dadas a ouvir o que adultos lhe dizem. Salvo quando lhes contam histórias, e Estêvão, o nosso Pai, sabia contá-las, e contava-nos de quando andara como espião em Marrocos ao serviço de El-Rei, disfarçado de mercador e vendendo fruta seca do Algarve, e, de tão maravilhados, nunca nos perguntámos se o que nos contava traria brilho acrescentado da sua imaginação. Sei hoje que o nosso Pai nem imaginar poderia o que entretanto eu e tu pela nossa vista pudemos de experiência conhecer. Se com os portugueses hoje se aprende mais em um dia do que em cem anos com os Antigos, todas as fábulas de ontem nos aparecem assim como modestas. Dêmos por isso graças ao Senhor, sendo certo que bem dispensaríamos os grandes sofrimentos que para tal tivemos de passar, e mormente por mim o de te ter aí morto. Eis, Paulo, para o que não me aprontei. Preparava-me tão só, com Deus e com os homens, para chegar á índia, tal como El-Rei me havia ordenado, e para de lá voltar com especiarias e com cristãos, mais com as primeiras do que com os segundos, e esta ordem a temos por já cumprida. Mas nunca cuidei de subir a estas ilhas dos Açores por tão infausto sucesso, que não para que os alisados nos conduzissem cansada mas serenamente á vista dos belos montes que de Sintra se chamam. Nicolau Coelho, que à nossa frente seguiu, estará já a receber as honras que me estariam reservadas. Mas não me há qualquer ciúme, ou agravo, ou amargura, antes o alívio, de as vir a receber depois, de modo mais natural e menos festivo. O que Deus Nosso Senhor com isto me quer dizer, porque Deus quer sempre dizer-nos alguma coisa com o que nos diz, é que esta obra da Índia é a de todos nós, e que o nosso destino neste mundo é por todos nós edificado, seja ou não o nosso limitado juízo capaz de o entender desde logo. Sabemos do silencioso ressentimento a que Bartolomeu Dias se votou por lhe não ter sido propiciado concluir aquilo a que se julgava com direito; sabemos da lonjura da Etiópia onde foi Pêro da Covilhã forçado a permanecer. Providenciasse Deus convencê-los a um e a outro, já que para tal humanamente me falham engenho e meios, que nada mais me coube que singrar o caminho que eles para mim já haviam verdadeiramente descoberto, e outros para eles antes deles. E os que por graça de Deus a Lisboa tornam, o devem também a todos aqueles que raramente verão seus nomes nomeados, e que jazem nas profundezas do grande mar oceano, degredados feitos heróis pelas tempestades, clérigos feitos cobardes pelos medos, marujos feitos almirantes sem certidão, e as famílias colhendo de todos por herança mais lutos e lágrimas do que honras e privilégios. Foram estes os que apartaram o mundo em duas metades iguais com os de Castela, e logo o tomaram uno em um só oceano de um lado e do outro do grande cabo austral de África, indo contra a riqueza dos turcos, e dos italianos de Génova e de Veneza, e assim ganhando o comércio da Etiópia, da Pérsia e da índia. Assim partimos o mundo, juntando-o; assim juntámos os homens, partindo-os.

Os círios que rodeiam o teu caixão, Paulo, já quase todos se apagaram. E chamam-me do barco … Os ventos correm para Lisboa e o mar para lá do monte da baía de Angra começa a encarneirar. Mas não me vou sem que te deixe um sonho, uma história como as que do nosso Pai ouvíamos quando em Sines jogávamos com as nossas espadas de madeira … Sonhei que um dia_ e mais do que um sonho, talvez fora revelação_, num dia não muito afastado de nós, um marinheiro português dará encontro com uma ilha a que chamam de Utopia, e onde mulheres e homens conseguem a aventurança entre eles, sem que forçados sejam uns contra os outros a dividir o mundo ao meio, ou em quaisquer partes. Paulo, meu irmão: prouvera a Deus Nosso Senhor que com esta nossa viagem já fôra pequenamente começado o caminho para a tão ditosa ilha da Utopia. Assim seja!

Disse.


em www.pcp.pt/actpol/temas/histport/a9806151.html
  

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Real Estate - Primitive



uma outra boa prenda de Natal - o álbum Atlas dos Real Estate , onde está este notável Primitive

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

CONTRIBUTOS PARA UMA REFLEXÃO


Desde metade da década de oitenta do século passado, a agricultura portuguesa enfrenta uma orientação completamente errada, e que explica alguns dos nossos problemas como País independente. Protagonista maior desse desastre foi Cavaco Silva, o professor de Economia e Finanças, que sempre desvalorizou a produção nacional agrícola, não lhe reconheceu a sua especificidade e criou um estatuto de menorização a esse sector económico. Para o homem de Boliqueime o atraso da agricultura impedia a sua modernização, não produzindo assim riqueza, e os investimentos públicos e privados deviam ser exclusivamente no sector financeiro, nos serviços e em novas tecnologias. O discurso dominante era o dos solos pobres e do clima difícil, a que acrescia o analfabetismo e conservadorismo dos agricultores.
Com a entrada na Zona Euro, Portugal reforçou esta fragilidade na segurança e soberanias alimentares. Acentuou-se o modelo de importação e divida. Os números são esmagadores. Em 2013 o deficite da balança de pagamentos no sector agro-alimentar é de 3,7 mil milhões de euros. Aos 3,5 mil milhões de euros exportados, na pecuária, nas pescas e silvicultura, contrapõem-se os 7,2 milhões de euros importados nos mesmos sectores. Em relação a 2012, há um agravamento de 39 milhões de euros no deficite da balança de pagamentos. Começamos a estar habituados a ouvir falar de milhares de milhões de euros, mas estes números são escondidos.

As grandes e médias cadeias de hipermercados estão repletas de produtos importados, de baixa qualidade, que aparentemente dão um lucro crescente, mas arruínam os produtores nacionais. Mesmo os produtos nacionais são sujeitos a margens de lucro abusivas e prazos de pagamento insuportáveis. Ao contrário do sucedido com a indústria, a agricultura não merece qualquer apoio das autarquias, com a criação de mercados e isenção de taxas. Há centenas de milhares de hectares de terras abandonadas e improdutivas. 

Aqui chegados, tudo isto será inevitável? Será que temos mesmo de importar cereais e oleaginosas para alimento humano e animal, animais vivos, frutos frescos e batatas, leite e produtos lácteos? Será que nos satisfazemos com sucessos pontuais nas hortícolas, nos vinhos, no tomate e nos olivais? Será que não temos ou podemos ter vantagens comparativas em produtos considerados?

São inúmeras as iniciativas que um desejável governo patriótico e de esquerda assumiria. Desde logo, garantia de preços compensadores e justos á produção, garantia de preços não especulativos a factores de produção, como são os adubos, as rações, os combustíveis, a electricidade, as sementes a maquinaria, e reabilitação do mundo rural. E depois, a necessária defesa contra as politicas comunitárias, a PAC de má memória e péssimas consequências.

O VII Congresso da CNA e da Agricultura Familiar Portuguesa, que decorreu no Pavilhão de Feiras e Exposições de Penafiel, em 23 de Novembro, foi um amplo espaço de discussão de propostas e troca de experiências. Infelizmente não teve a cobertura mediática que se justificaria num País civilizado. Entretidos com o circo da prisão de um ex-governante, os órgãos de comunicação social alhearam-se mais uma vez dos problemas reais de muitos portugueses. A Ministra do CDS esteve ausente, apesar de convidada e ser hábito tal presença nos Congressos da CNA. Mas a vida dará razão a quem lute por outra alternativa.


CR        

em registosdahistoria-pcp.blogspot.pt

72 - Cenas de um despudor


Em 16 de Setembro de 2000, pelas 21 horas, um cidadão de Gandra quando se dirigia para assistir a uma sessão da Assembleia de Freguesia, foi vítima de um acidente na Rua da Junta de Freguesia.
Obras a cargo da Junta de Freguesia estavam incorrectamente sinalizadas com com uns ferros soldados na tampa, ao alto. Daí resultou a colisão, com estragos materiais avultados na viatura, estimados em 47 mil escudos (moeda da época) e que o cidadão solicitou ser ressarcido.
Apresentou uma exposição dirigida ao senhor presidente da Junta de Freguesia de Gandra, com testemunhas do ocorrido que comprovaram outros acidentes no mesmo local. Juntou fotografia do local bem como da insólita sinalização.
Respondeu então por escrito Armando Costa, na altura presidente da Junta de Freguesia de Gandra: "o referido local onde V.Ex.ª diz ter tido o acidente, estava sinalizado com uma placa de sinalização, e desconhecemos a forma como o sinal foi retirado. Mas aproveitando a sua fotografia, o local até estava sinalizado com um ferro, e acontece que V. Ex.ª mesmo assim embateu com o seu veiculo nesse referido ferro, o que leva a entender que V. Ex.ª não vê o que está à sua frente, e se porventura, lá estivesse uma criança, o que seria dessa pobre criança!...
Perante tais factos, a Junta de Freguesia declina qualquer tipo de responsabilidade. Conduza com precaução, e com muita atenção!...
Este é um registo do supremo despudor, fruto da impunidade, de um autarca PSD, célebre por ter sido o primeiro, senão o único, autarca em Portugal a ser condenado em tribunal por declarações racistas em plena Assembleia Municipal.

TV on the Radio - Careful You



Uma boa prenda de Natal - o álbum Seeds dos TV On The Radio onde está este belíssimo Careful You

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

a cuspidela da serpente

QUEM É DUARTE MARQUES – DA VÍRGULA AO PONTO FINAL

No princípio era a vírgula, e a vírgula estava mal posta. Depois, Duarte Marques criou o erro ortográfico, a parolice e a incultura e o PSD escolheu-o para a Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República. Sobre a educação, ciência e cultura de Duarte Marques já tudo foi dito: no Público chamaram-lhe analfabetono Inflexão corrigiram-lhe os errosno Malomil encostaram-no à paredeno Aventar deram-lhe dois pares de tabefes e até o Corporações achou por bem chamar-lhe “bronco”.

Os lábios dos estúpidos criam contendas e a sua boca pede açoites
Bíblia Sagrada, Provérbios 18-6

Mas Duarte Marques não morreu (Duarte Marques é um boy e os boys vivem para sempre nas empresas dos papás). Não! Mofado até pelos seus correligionários, Duarte Marques sorriu o seu sorriso ufano, escarrou para o lado, arregaçou da testa o cabelinho à foda-se e continuou a emporcalhar o Expresso com a letradura mais escangalhada de toda a imprensa nacional.

Até que Duarte Maques, porventura contagiado pelo espírito da quadra natalícia, quis deixar no sapatinho dos Portugueses uma prendinha, assim em jeito de compensação pela miséria a que nos condena, nas suas funções de deputado do PSD: nem mais nem menos que um dos textos mais reaccionários e repulsivos do mundo hodierno e, possivelmente, do espaço sideral.

O artigo em causa resume-se a isto: Duarte Marques está contente com o “fim do embargo” do EUA contra Cuba porque prova que Cuba está a mudar. Ao contrário do PCP, da “planície do avante” e da Coreia do Norte, que não são “normais” e carecem de uma “normalização”. Mais, é “socialismo e populismo mais radical que tem alastrado pela América latina” que, argumenta Duarte Marques, que agora ficam órfãos de referentes ideológicos.

Já sei o que estão a pensar: o artigo é demasiado estúpido para sequer ser comentado! Mas suspiremos fundo e recordemos o que diz o Velho Testamento, Livro de Provérbios capítulo 18 versículo 6: “Os lábios dos estúpidos criam contendas e a sua boca pede açoites”. É chegada a hora do açoite.

O primeiro problema é que depois do Inflexão o ter ensinado a não colocar vírgulas entre o sujeito e predicado, Duarte Marques precisa agora que o ensinem a capitalizar palavras. Por exemplo, “Castrista” não deve ser capitalizado, mas “ocidente” (enquanto civilização) sim. “Administração” não necessita de maiúscula, mas “América latina” e “história” sim. Também podíamos falar do festival de aspas (“bases”, “romântica”, “calçadeira” etc.) e das construções sintácticas absurdas, mas seriam cuidados paliativos: Duarte Marques engana-se a citar Phil Collins (quem é que cita Phil Collins?!) e a sua escrita está mórbida para lá da salvação.

Centremo-nos, pois, no essencial:
  • Duarte Marques não percebeu que aquilo a que chama embargo não acabou. E publicou um artigo no Expresso sobre não ter percebido. Segundo a sua página na Assembleia da República, Duarte Marques detém uma licenciatura em Relações Internacionais e até “frequentou” um bocadinho do mestrado, mas desconhece a diferença entre a normalização das relações diplomáticas e o fim de um embargo. De qualquer forma, a agressão estado-unidense é muito mais que um embargo: como prova o alcance das leis Torricelli e Helms-Burton, Cuba continua sujeita a um bloqueio, malgrado os importantes passos anunciados.
  • Por outro lado, Cuba não cedeu aos EUA, mas sim os EUA que cederam a Cuba: foi o próprio Obama que reconheceu o fracasso da estratégia de asfixia contra a ilha caribenha e, ao contrário do que Duarte Marques supõe, os dirigentes cubanos têm sido bastante claros sobre a natureza do modelo de actualização económica. Cuba pretende aperfeiçoar o socialismo e rejeita igualmente a cofragem da perestroika e o modelo chinês.
  • O artigo defende que uma "sociedade normal" é uma sociedade com explorados e exploradores, com oprimidos e opressores, com escolhidos e excluídos. O PCP, por se opor a este sistema é considerado uma anormalidade que importa "normalizar". Fica patente a escala de princípios e os critérios democráticos de Duarte Marques. 
  • Finalmente, o Avante não é uma planície, o PCP sempre defendeu o fim do bloqueio, a Coreia do Norte pôs recentemente em prática alguns mecanismos de economia privada e nada disto tem absolutamente nada a ver com Cuba.
Estabelecida a atroz estupidez do seu artigo, importa agora compreender quem é Duarte Marques. Prepara-te Dudu, agora é que vai doer.

Passo os olhos pelo seu CV e descubro que Duarte Marques encontrou o seu primeiro trabalho, aos 21 anos, como “assessor” de Morais Sarmento, então Ministro da Presidência. Depois, o escalabitano continuou a ocupar lugares de jarra, aqui e ali, como “o jovem” de diferentes organismos e instituições. Para sempre jovem, como um Peter Pan beto e marialva, Duarte Marques foi dirigente da JSD até há um par de anos e foi assim que entrou no Parlamento.

Duarte Marques, já sabemos, integra a Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, tem votado a favor de todos os cortes brutais contra a Educação, Ciência e Cultura. Mais, defende que é preciso acabar com a “investigação não-rentável” (ou seja tudo da sociologia à literatura passando pelo seu próprio curso). Nada de novo sob o sol, Duarte Marques sempre disse que não gosta de “ratos de biblioteca” e provavelmente nunca entrou numa, ou talvez não escrevesse como escreve. Já enquanto parlamentar, ficou mais conhecido pela sua grotesca mudança de posição sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, mas não é essa a sua principal função.

O Duarte Marques, que odeia a Cuba dos direitos, da educação gratuita, do investimento na ciência e da saúde pública para todos é o mesmo Duarte Marques que para Portugal defende o aumento dos impostos para quem trabalha, o fim de todos os direitos laborais e a privatização de todos os serviços públicos. Duarte Marques é só mais um dos nomes responsáveis pela austeridade, pela fome, pela miséria e pelas nossas casas frias. É um dos culpados por esta queixa horrível, que a ele não diz nada porque só conhecem os trabalhadores: não ter tempo nem dinheiro para nada. O mesmo Duarte Marques, que enquanto vice-presidente da associação de caridade HELPO, se dedica a combater as carências das crianças africanas, condena 1/3 das crianças portuguesas à miséria e à fome.

Mais adiante, no seu registo de interesses, ficamos a saber que Duarte Marques detém 5% do capital de uma empresa de publicidade curiosamente chamada “Mosca”. A “MOSCA” de Duarte Marques alimenta-se como o insecto que lhe traz o nome e vive no mesmo ambiente. O seu maior cliente é a Portuguese Investments LLC, uma empresa ramificada da Revigrés, que por sua vez é gerida pela colega de Duarte Marques, a deputada do PSD Maria Paula Cardoso. Se restarem dúvidas, debrucemo-nos sobre o que diz a Associação Sindical dos Juízes: 
Duarte Marques a representar o seu gang
Este Natal é pouco propício à paz e à harmonia. O povo português está a ser assaltado por bandidos como Duarte Marques. E enquanto o Expresso raramente encontra o espaço merecido para as notícias da luta de quem trabalha, basbaques incultos e analfabetos como Duarte Marques têm lugar cativo para dizer qualquer tolice e lutar, por todos os meios, pelos direitos de quem não trabalha; gente habituada a ter outros aos pés dos seus caprichos e que às vezes sonha que o mundo é mesmo assim. 

Mas nem Cuba abandonou o socialismo nem o PCP deixará de ser comunista. É você, Duarte Marques, que está mal. Começando na sua escrita e acabando nos seus valores.

António Santos (em manifesto74.blogspot.pt) 


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Joe Cocker - With A Little Help Of My Friends

UMAS BOAS FESTAS PARLAMENTARES


O Senhor Deputado Mário Machado enviou-me um cartão de Boas Festas. E para que não pensem ter sido eu o único beneficiário de tal deferência, acrescento que ele enviou-o a todos os penafidelenses colocando em todas as caixas de correio.

Agradeço e retribuo tal gesto. Certamente utilizando fundos próprios, num esforço financeiro considerável, Mário Machado mostra-se uma boa Alma, sensível às emoções natalícias.

Só por distracção certamente, não tenho assinalado qualquer iniciativa parlamentar de Mário Machado em defesa dos penafidelenses. Mas estou certo que Mário Machado deve ter estado, quiçá obscuramente, ou menos mediaticamente, na luta pela manutenção dos salários e das reformas, pelo aumento do salário mínimo, pela defesa das empresas públicas, pelas 35 horas na Administração Pública, pelo emprego com direitos. Ou mais localmente por exemplo, deve ter estado contra a concessão do espaço público de estacionamento dentro dos limites do Hospital Padre Américo, ou pela construção do IC35, ou contra o encerramento do SASU em Penafiel.

Dito isto, contarei certamente com a intervenção do senhor deputado em outras e diferenciadas lutas na Saúde, por exemplo. Procurarei estar sempre atento, não se vá dar o caso de uma voz independente poder estar a ser injustiçada.

Com os melhores cumprimentos cívicos,


Cristiano Ribeiro 

humor

Este ano em Portugal não há Natal! 

O Espírito Santo faliu


O José está preso

e o Jesus foi eliminado...

domingo, 21 de dezembro de 2014

A resistência contra o Império


A Sony Pictures cancelou o lançamento no Natal do seu filme “A entrevista”. A Sony Pictures reagiu assim após sofrer desde há um mês um ciber-ataque, com divulgação pública na Internet de segredos como filmes inéditos, centenas de e-mails internos e dados financeiros da empresa e pessoais de seus funcionários, bem como ameaças de atentados nas salas de cinema. A autoria desse ciber-ataque foi de um grupo autodenominado “Guardiões da Paz” (GOP, em inglês).

“A entrevista” ficciona um plano da CIA para matar Kim-Jon-un, o actual líder da República Popular e Democrática da Coreia, utilizando dois jornalistas. Ao que se sabe, é um filme politicamente explícito: troça e ostraciza o regime político da Coreia do Norte, numa lógica de confrontação e de eliminação física dos seus dirigentes. Chega ao limite de imagens de um rosto de Kim derretendo. Nada que Hollywood não tenha feito já inúmeras vezes, colocando-se ao serviço do Pentágono. Relembro as centenas de séries e filmes em que o herói americano luta com sucesso em plena selva com milhares de soldados de um pretenso general numa alusão á ilha de Cuba.
A Casa Branca apressou-se a acusar a Coreia do Norte do ataque cibernético. Obama diz que não é um acto de guerra mas é um acto de vandalismo cibernético. E discorda da decisão da Sony Pictures. Vai mais longe: quer que Pyongyang pague os “prejuízos” da Sony.

A Coreia do Norte nega o ciber-ataque, ser a origem dos hackers, e propõe uma investigação conjunta, o que os americanos rejeitam. “Temos uma forma de provar que nada temos a ver com o caso e sem recorrer a tortura, como faz a CIA”, ironizou o MNE coreano. Já uma carta do embaixador de Pyongyang enviada em Junho ao secretário-geral da ONU dizia que o filme “sobre o assassinato de um chefe em funções de um Estado soberano deve ser encarado como o mais não-disfarçado patrocínio de terrorismo, bem como um acto de guerra”.

Alguém, que não necessariamente a Coreia do Norte, decidiu ripostar á política americana expressa neste inacreditável conteúdo.

Trata-se a meu ver de uma arrogância cultural absurda mesclada de uma paranóica exibição de poderio. O Império mostra-se em todas as dimensões. A indústria cinematográfica de Hollywood não se pode orgulhar deste tipo de criatividade. E o mundo não pode tolerar tudo.

CR

NOWHERE. Dedicado á memória de Pina Bausch



NOWHERE é uma criação de  Dimitris Papaioannou de 2009 para inaugurar o Palco Principal renovado doTeatro Nacional Grego, de Atenas. Esta cena é dedicada à memória de Pina Bausch.

Voo do Cante Alentejano

sábado, 20 de dezembro de 2014

um VISTO DOURADO para a mesa do Dr. Marques Mendes!

O antigo governante e comentador político Marques Mendes pediu ao então presidente do Instituto dos Registos e Notariado para que agilizasse pelo menos dois processos de atribuição de nacionalidade portuguesa a cidadãos estrangeiros. Um diz respeito á atribuição de nacionalidade portuguesa à mulher de um dos maiores empresários de Moçambique. O outro pedido feito por Marques Mendes diz respeito a uma brasileira, que, segundo a publicação, tencionava fazer investimentos avultados em território nacional. Nessa altura, o ex-ministro voltou a contactar António Figueiredo, agora em prisão preventiva.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

a democraCIA em acção

Ordenada dissolução do terceiro partido sul-coreano Vários membros estão presos por conspirar para o regime norte-coreano.
Por Lusa

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul ordenou esta sexta-feira a dissolução do terceiro partido político do país, do qual vários membros estão presos por conspirar para o regime norte-coreano, numa decisão sem precedentes na história democrática do país.
 A mais alta instância judicial da Coreia do Sul aceitou, por oito votos a favor e um contra, o pedido submetido pelo Governo sul-coreano para dissolver o Partido Progressista Unificado (PPU), uma força política de esquerda criada em 2011 e que conta com cinco assentos na Assembleia Nacional (parlamento). Trata-se da primeira vez que um partido político é proibido desde a criação do país asiático e da adoção da sua Constituição em 1948. A histórica deliberação, anunciada pelo presidente do Tribunal Constitucional, Park Han-cheol, num ato transmitido em directo pela televisão, implica a perda dos assentos e o congelamento de todos os activos do partido, bem como o fim das subvenções do Estado.
 O magistrado explicou que os princípios e as actividades do PPU violam "a ordem democrática base" da Coreia do Sul, cuja Lei de Segurança Nacional, em vigor há mais de seis décadas, persegue qualquer actividade passível de ser considerada favorável à Coreia do Norte.

O PRIMEIRO PASSO


CONFERE

Uma casa a que chamemos nossa; uma sopa quentinha na mesa; uma mão macia como pão a que possamos dar a nossa; uma lufada de ar fresco num dia de Verão; um trabalho com direitos; um livro à nossa espera como o melhor amigo... estas algumas das muitas coisas que podemos associar à noção de conforto, termo tão em voga por estes dias que há o risco de se perder o fio à meada, ou seja, de não se ter sequer a mínima ideia do que se fala quando se fala de conforto.
Como mais vale prevenir do que remediar, nada melhor do que uma consulta aos dicionários para ver se outros, mais sábios do que nós, nos mostravam o caminho – ínvio que fosse – que para além de qualquer dúvida razoável estabelecesse a relação, que António Costa diz existir (a exemplo do que fizeram nos últimos anos alguns membros do actual Governo, se a memória não nos falha) entre conforto e protesto.
Em vão. Nem uma efémera ponte encontrou entre «bem-estar», «consolo», «agasalho»... e «reclamar», «insurgir», «pugnar»....
É bem verdade que a experiência há muito me ensinou que calcorrear estradas e ruas, perder horas e dias de salário, andar ao sol e à chuva a exigir justiça, gritar até que a voz nos doa em defesa de direitos conquistados na luta, só para referir alguns aspectos do «protesto», está a milhas do «conforto» por que todos ansiamos. Mas mesmo assim, para que não se diga que sou preconceituosa, decidi conceder o benefício da dúvida a Costa e demais teóricos da coisa, pelo que – seguindo o exemplo de Gedeão – submeti a questão a rigorosa análise.
Peguei na frase com todo o cuidado – «o conforto do protesto» – e olhei-a de um lado, do outro e de frente; mandei vir os ácidos, as bases e os sais; ensaiei ao frio e experimentei ao lume... Tal como ao poeta, de todas as vezes deu-me o que é costume: nem sinais de verdade, nem vestígios de seriedade. Demagogia (quase tudo) e arrogância. Não rima, é certo, mas confere: protesto e conforto não fazem parte do mesmo filme, tal como o PS, enquanto se mantiver na área de conforto da alternância, será sempre parte do problema e não fará parte da solução.

Anabela Fino (em Avante)



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

UM ANO INSUPORTÁVEL

No mesmo ano, abandonaram as trincheiras da luta por um SNS universal, de qualidade e gratuito gente importante com convições inabaláveis. A morte física traiu-os, eles que da luta contra a doença e a morte fizeram objectivos de vida. Relembro Orlando Leitão, Luis Bruno, Maria do Pilar Vicente, Armando Pimenta.

Ficamos mais pobres. Mas não ficamos derrotados.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Zangam-se as comadres...


José Maria Ricciardi, o  presidente do BESI, emitiu um violento comunicado onde desmente afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI. O banqueiro acusa o comentador de proferir "mentiras" e de sentir "mágoa" por ter deixado de passar férias na casa de Ricardo Salgado no Brasil.

"Relativamente aos comentários da autoria do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no seu programa dominical da TVI, venho por esta forma transmitir publicamente o seguinte: Eu compreendo que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa tenha muita mágoa em não poder continuar a passar as suas habituais e luxuosas férias de fim de ano na mansão à beira-mar no Brasil do Dr. Ricardo Salgado, mas essa mágoa não o autoriza a dizer mentiras a meu respeito e do banco a que presido, conforme fez no seu comentário de ontem", referiu José Maria Ricciardi numa declaração enviada às redacções ao final da noite de domingo.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Pink Floyd - Louder Than Words

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES - INTERVENÇÃO

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Paredes e restantes membros da Mesa
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Paredes e restantes membros do Executivo
Digníssimos membros da Assembleia Municipal
Respeitável Público

Vivemos tempos com manifestas evidências de uma degradada situação que atinge o Poder Politico a os portugueses em geral.
Todos sabemos que a actividade política que deveria ser digna, nobre e valorizada, se tornou em parte por culpa de uns tantos, numa nebulosa rede de interesses e de compadrios.
Assistimos a factos que sugerem com alta probabilidade o exercício de cargos públicos em interesse próprio, o aumento do património pessoal, indevidamente adquirido e a sua exuberante demonstração e exibição, a impunidade e a falta de ética nas tomadas de posição públicas.
Ouviu-se recentemente um imperativo e categórico “ Os Partidos não são todos iguais!”. Nada mais certo, vale a pena recordar. (vindo de quem vem, tal frase faz certamente chorar as pedras da calçada…). Os partidos do auto-designado “arco do poder” estão ligados a factos, circunstâncias e a negociatas, que há muito desprestigiam a democracia e inquietam os cidadãos. 
Acresce á crise social gravíssima, que depaupera as famílias, atingindo sobretudo crianças e idosos, reformados e doentes, uma falta de confiança nas instituições democráticas que se generaliza.
São neste contexto inadmissíveis as pressões mais ou menos mediáticas, sobre instituições como tribunais ou polícias de investigação.
O tempo da impunidade, do arrastamento dos processos, em tribunal, ou das investigações, do apagamento de provas, testemunhas ou indícios, não pode voltar. Não há gente, cidadãos acima da lei, por estatuto, poderio económico, casta ou grupo social.
O regime democrático não está em risco per si. São as opacidades dos poderes, os negócios obscuros, as nomeações oportunas, as politicas das parcerias público-privadas, as privatizações, as concessões ruinosas, que colocam em risco a vida dos portugueses.
Que a justiça actue com coerência e sistematicamente.
Que a política se regenere com novos protagonistas, sem a podridão da corrupção.


Cristiano Ribeiro

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES

ACTA DA SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES
13 DE DEZEMBRO DE 2014

No Período de Antes da Ordem do Dia, foi aprovado por unanimidade um louvor aos 90 anos do União Sport Clube de Paredes bem como recomendação para a atribuição da Medalha de Ouro do Concelho e da Cidade em próximo feriado municipal.

Luciano Gomes, do PSD, referiu a próxima inauguração da ETAR de Paço de Sousa a 19 de Dezembro, com a presença do Ministro do Ambiente, investimento que no total orça em 17,5 milhões de euros, sob a responsabilidade da SIMDOURO. Fez alguma história do processo do saneamento em alta, sem esquecer os “elogios” ao Presidente da Câmara de Paredes, tornado “herói” de um processo de substituição da “velhinha” e desadequada ETAR de Paredes, bem como das mini-ETAR´s de Baltar, Besteiros e Bitarães. Falou igualmente da iniciativa Capital Jovem da Criatividade, desafiando a JS a contribuir com “ideias”.
Cristiano Ribeiro, da CDU, fez  uma intervenção política geral, que se publica em anexo.
Baptista Pereira, do PS, falou em investimentos, no emprego precário e sem direitos, acabando por falar do Natal, e das dificuldades de muitas famílias neste Natal. Referiu o conhecimento de que este ano não haveria a iniciativa da distribuição de Cabazes de Natal, por parte da Câmara, a famílias necessitadas. Para obviar, propôs que cada membro da Assembleia  pudesse contribuir para que a Junta de Freguesia de sua escolha pudesse responder a necessidades básicas, nomeadamente disponibilizando o valor da senha de presença da sessão. Este, por si considerado gesto simbólico de solidariedade, destinar-se-ia por opção para a Junta de Freguesia de Vandoma.
Conceição Rosendo, Presidente da Junta de Baltar –PSD, informou de actos de vandalismo nas instalações desocupadas da antiga EB2,3 de Baltar e da falta de iluminação pública junto á nova EB2,3. Falou da necessidade de passeios entre a Rotunda da Família e o acesso á AE. Sobre a suspensão da entrega dos Cabazes de Natal mostrou a sua “compreensão”, afirmando estar perante um “dilema”!
Entretanto tinha sido informado que a decisão de suspender a entrega dos Cabazes de Natal tinha sido tomada pela vereadora Hermínia por haver (sic) famílias que receberiam em duplicado ou triplicado (!). Outro argumento “curioso” foi que há mais dias do ano que não são Natal e portanto a estratégia de apoio social era anual e não natalícia…
António Neto, do PS, falou da necessidade de apoiar estruturas e instituições do concelho
Agostinho Pinto, Presidente da Junta de Freguesia de Parada de Todeia-CDU, falou da necessidade de passeios ao longo da EN 319-3, entre a Sede da Junta de Parada e os Bombeiros de Cête, relatou reunião havida com as Estradas de Portugal , juntamente com o Presidente da Junta de Cête. Sobre o Cabaz de Natal , referiu que os autarcas de Parada e os eleitos da CDU saberiam resolver per si a situação, sem necessidade de orientação ou sugestão.  O deputado Leal, do PS e Correia, Presidente da Junta de Freguesia de Cête, falaram igualmente nas questões de segurança no trânsito pedonal da EN 319-3, tornadas mais urgentes com a deslocação de alunos de Parada para o Centro Escolar de Cête.
O Presidente da Junta de Cête falou na criação de emprego na zona industrial de Cete e da falta de luz pública nessa zona.
O presidente da Junta de Freguesia de Vilela (PSD) congratulou-se com o apoio dado á logística de um Encontro nacional de Escuteiros em Vilela.
José Manuel Outeiro (PSD) falou de emprego e precariedade, responsabilidades presentes e passadas e sublinhou a instalação de novas empresas no Concelho.
Álvaro Pinto (CDU) desmontou a argumentação sobre “desenvolvimento com precariedade”, relembrou as políticas privatizadoras de sectores básicos essenciais e falou da greve da TAP em defesa do património de Estado e da riqueza do país.
Joaquim Mota (PSD) recordou o deficiente funcionamento da ETAR da Arreigada em Paços de Ferreira, afectando Lordelo e Rebordosa
O Presidente da Câmara de Paredes Celso Ferreira manifestou-se fortemente contrário a proposta governamental sobre Reorganização do sector da água, que a seu ver conduz a aumentos das tarifas de água em mais de 50%, e generaliza a todas compromissos não pagos por algumas câmaras, informando que levará ao Executivo uma proposta de rejeição.  

No Período da Ordem do Dia , no ponto Revisão aos Documentos Previsionais para Ano 2015, intervieram Paulo Silva (PS), Luciano Gomes, Álvaro Pinto e Cristiana (CDS). Mantiveram-se as posições, argumentos e sentido de voto, da decisão de sessão de Outubro. A alteração resulta da aprovação do Orçamento de Estado e um reforço das receitas correntes em 2.300.000 euros decorrentes da contractualização e recebimento da comparticipação do projecto Art On Chairs.
No ponto Contrato de Concessão de exploração do estacionamento público de superfície, de estacionamento de duração limitada e utilização onerosa da zona A, aquisição de terreno municipal e disponibilização ao uso público de aparcamentos subterrâneos privados na cidade de Paredes, discutiu-se o incumprimento da empresa concessionária , baseada em relatórios, pareceres jurídicos, e trocas de correspondência. A decisão de denuncia ou rescisão de contrato terá sido tomada bem como a aplicação de multas ou coimas em 320.000 euros.
Só a CDU votou contra a decisão, invocando o facto de ter votado contra a concessão, não ver qualquer “desiderato” legítimo nessa concessão por pate do Município e dos seus habitantes e não acompanhar a Câmara no seu propósito de voltar a concessionar e construir de qualquer forma um parque de estacionamento subterrâneo.
Nos pontos 3,4 e 5 votou-se por unanimidade contratos  de investimento entre o município de Paredes e a AMI Paredes, para as empresas WoodOne Mobiliário, Showing Signs Design, Living Area e Both Wood, Digipress
Nos pontos 6,7, 8 votou-se a sinalização de arruamentos de Gandra

sábado, 13 de dezembro de 2014

FdP, NAZIS UCRANIANOS



Na noite de 10 de Dezembro, um grupo de 20 jovens neonazis de cara tapada e armados de barras de ferro, martelos e bastões atacaram as instalações do Comité do Partido Comunista de Ucrania no distrito de Shevchenko em  Kiev. Como resultado do ataque, um membro do partido resultou ferido e teve que receber tratamento médico e a sede ficou destruída.

O ataque teve lugar no mesmo dia em que as Juventudes Comunistas e organizações de veteranos participaram num acto de protesto frente á Câmara de Kiev contra a abolição dos benefícios sociais para os veteranos, estudantes e outros grupos sociais vulneráveis. O protesto reuniu mais de 150 pessoas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

a UCRÂNIA e a saúde pós MAIDAN

Doentes “morrendo de fome e frio”: Organização Mundial de Saúde lança alarme sobre saúde na Ucrânia

em RT 
A falta de médicos e de serviços clínicos na zona de conflito do leste da Ucrânia está a colocar vidas em risco, diz um relatório da Organização Mundial de Saúde, que descreve a situação no terreno como “não só uma crise humanitária”.
Doente no corredor hospital de Gorlovka
“Nenhuma criança foi vacinada nas áreas afectadas pelo conflito desde Setembro de 2014, estimando-se a cobertura da vacina da poliomielite como menor a 30-40 por cento” lê-se no relatório da OMS.

Receios de que a Ucrânia se torne progressivamente mais vulnerável a doenças potencialmente preveníveis são cada vez mais reais.

O relatório contém mais “preocupantes” estatísticas num capítulo intitulado “Não só uma crise humanitária” onde refere as principais consequências do atingido sistema de cuidados de saúde.

“Cerca de 40 doentes numa instituição para doentes mentais alegadamente morreram de fome, frio e falta de cuidados”, diz.

A OMS identifica 60 localidades entre as linhas da frente das tropas de Kiev e dos rebeldes que ficaram sem qualquer pessoal médico. Estima também que na cidade de Lugansk há agora somente um terço dos médicos e enfermeiros que aí trabalhavam.
y)
“Cuidados de Saúde universais existem somente no papel,” diz Dorit Nitzan, a representante da OMS para a Ucrânia. “As pessoas têm de pagar uma grande parte dos serviços de saúde, obtêm as suas próprias alternativas médicas e não há preços fixos para o indispensável.”

A OMS está procurando ajudar com unidades de emergência móveis, que consistem em um médico, dois enfermeiros e um operacional. As unidades estão tratando em primeiro lugar com os deslocados internos tratando da sua saúde e tentando encaminhá-los para qualquer serviço médico que ainda exista.

A Fundação Russa de Solidariedade, Fair Aid, dirigida por uma reconhecida filantropa, Elisaveta Glinka, melhor conhecida por Doutora Liza, tem entretanto transportado regularmente crianças com problemas de saúde sérios para instituições médicas de Moscovo.

Ela já ajudou 36 crianças de Donetsk em tratamento na capital russa. E acompanhou na quarta feira outro grupo de 13 crianças – 4 nascidos este ano, e os outros de idades de 4 a 12 anos.
“Todas as crianças que trouxe para Moscovo estavam gravemente doentes – algumas têm epilepsia com crises frequentes, algumas têm cardiopatias congénitas,” Glinka disse ao jornalista da RT Roman Kosarev, no momento em que o autocarro partia de Donetsk.
Ivan Kravchenko, pai da pequena Ilya de 3 anos de idade, com doença cardíaca, disse que Fair Aid era a sua última esperança.
“Cirurgiões não há, partiram todos,” Ivan disse á RIA Novosti. “A Fundação procurou-nos e ofereceu a assistência...”. Tudo, desde a viagem para Moscovo á própria cirurgia, será isenta de custos para Ilya.

A maior dificuldade é passar em segurança a parte ucraniana da estrada de Donetsk para Konstantinovka na fronteira com a Rússia.
“Há postos de controlo e a estrada está completamente destruída pelos veículos militares.”, disse Elizaveta Glinka“Temos de segurar as nossas crianças bem- como vê, não temos carrinhos e cadeiras que precisávamos – segurando-as com as nossas próprias mãos”


Tradução CR

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

QUANDO A CORJA TOPA DA JANELA


em manifesto74.blogspot.pt

Para além de entronizar António Costa como Mário Soares reencarnado e novo faraó do partido, todo o congresso do PS foi jogos de luzes, teatros de sombras e sinais de fumo. Um rolar em falso sobre a política para dar uma cambalhota populista e acabar estatelado no marketing. Afinal, o poder não espera sentado. Sócrates ainda mal chegou a Évora e, como dizia o Zeca, já a corja topa da janela.

Polido, consensual e sem tiques estalinistas, António Costa varre os seguristas, cala os socráticos e consegue votações na ordem dos 90% para praticamente tudo. Saciada a sede venatória e com a máquina partidária nas mãos de um homem, o Congresso do PS abre e fecha numa bizarra encenação panegírica de verbos e adjectivos: "encorajar", "sólido","mobilizar", "moderno", "acreditar", capacitar" mais três ou quatro ideias mais ou menos concretas sobre o IVA, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o IMI e a extensão do subsídio de desemprego. Durante dois dias, o espectáculo de publicidade só discutiu uma coisa a sério: como chegar ao poder e que novos nomes devem substituir os velhos. Já sobre questões essenciais, como a nacionalização de sectores chave da economia, a renegociação da dívida ou a reposição dos direitos e salários roubados, nem uma palavra. No fundo, a única diferença entre um Congresso do PS e um concurso miss mundo é que estas têm que tentar explicar como é que vão salvar o mundo enquanto que Costa não tem que explicar nada, só tem que parecer.

Nessa aparente parecença consiste a famigerada viragem à esquerda do PS: uma tentativa de escapar ao fatídico esvaziamento eleitoral do seu irmão helénico PASOK e evitar a necessidade e a trabalheira de ter de renascer num corpo de Syriza. Então, cita-se o Papa, finge-se que se cerra o punho e atiram-se para o ar os mesmos lugares-comuns que de que o PSD fará bandeira: o combate às "assimetrias e desigualdades" e ao "flagelo do desemprego", a necessidade de estimular o crescimento e valorizar os nossos recursos, etc. Depois, fazem fila os homens de esquerda do homem que "Sócrates mandou avançar": temos Alegre, que votou a favor de todas as alterações constitucionais; temos Galamba, que acha que a culpa dos baixos salários é dos sindicatos, temos Pizarro, no Porto se alia à direita mas para o Governo nunca, por "diferenças civilizacionais".
O palco está montado e Costa emerge como o eterno filho pródigo, que retorna para devolver PS às suas supostas raízes de esquerda, a saber: o socialismo na gaveta, as privatizações, os congelamentos dos salários, os ataques à contratação colectiva, o fim da reforma agrária, as benesses fiscais para os grandes grupos económicos, a nacionalização de bancos falidos, a repressão policial, o aumento dos impostos para os trabalhadores, a elitização do ensino, os recibos verdes, as taxas moderadoras, o aumento do custo de vida, a destruição da indústria, da agricultura, das pescas e da soberania, etc.

Mas a velha mascarilha de esquerda new age não serve só para enganar o povo, é uma tentativa de condicionar os restantes partidos, começando pelo PCP e acabando no BE e no PEV, a assinar um cheque em branco a troco de uns lugares no Governo. Enquanto Rui Tavares, o Paulo Portas de António Costa, Drago, Oliveira e amigos não pensarão duas vezes. Valha-nos o PCP, que já veio reafirmar que não discute lugares, discute programas.

Mais ainda, o linguajar de esquerda é uma resposta eleitoral à decrepitude moral que PS, PSD e CDS-PP atingiram, perpetuamente enlutados de escândalos, denúncias, vergonhas e, mais recentemente, prisões. O antigo comprometimento destes partidos, do PS em particular, com a corrupção sistémica do capitalismo português reclama uma lavagem à cara dos eternos representantes dos banqueiros e do grande capital, uma precoce roupagem primavera-verão, que venha refrescar o brejo que sempre foi o Partido Socialista e capitalista ao mesmo tempo. É a mesma corja que topa da janela. E como lembra o Zeca, o que faz falta é avisar a malta.