um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quinta-feira, 31 de julho de 2014

humor

Humor financeiro

a cuspidela da serpente

Carlos Silva "Sempre houve grande respeito entre Salgado e os trabalhadores"

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, comentou esta quinta-feira a crise no BES, sublinhando que tal situação no banco em nada altera a boa opinião que tem em relação a Ricardo Salgado, frisando que "sempre houve uma ligação de grande respeito" entre o banqueiro "e os trabalhadores".
O ex-funcionário Silva é devedor de "gratidão" ao patrão Salgado. A UGT serve para gerir os interesses do capital. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

a estratégia para vender a TAP aos amigos

O PCP queria ouvir o presidente da TAP sobre as condições de fiabilidade e de segurança da companhia aérea, na sequência dos sucessivos cancelamentos nos meses de Junho e Julho e de alguns incidentes com aviões da empresa.

Considerando que é preciso "inverter este caminho, que ameaça destruir a TAP e o bom nome, respeito e prestígio que, justamente, a fiabilidade e segurança da sua operação conquistaram ao longo de dezenas de anos", o grupo parlamentar do PCP queria que Fernando Pinto esclarecesse no parlamento os problemas na operação da companhia aérea nacional.

A maioria PSD/CDS-PP chumbou o requerimento do PCP para ouvir o presidente da TAP.

«O PSD e o CDS-PP entendem que é importante ouvir o presidente da TAP, mas que deve ser em Setembro, depois da operação de verão, permitindo fazer um balanço», disse à Lusa o deputado social-democrata Luís Leite Ramos.

A TAP vai cancelar 48 voos entre esta quarta-feira e sábado. A transportadora aérea justifica a decisão com o atraso na entrega de seis novos aviões, que estava prevista para Julho. Cancelamentos na TAP colocam em causa imagem do país, disse o ministro da Economia.
O ministro da Economia promete uma avaliação profunda aos problemas com os aviões da TAP…em Setembro.

Para vender a TAP há que BAIXAR O PREÇO, que se obtém desvalorizando-a.


O NOVO MUNDO DE LOUCOS E CRIMINOSOS (II)





Telaviv, 26 de Julho de 2014

AGORA FOGEM COMO RATOS!

Os EUA, a Grã-Bretanha, a França, e a Alemanha levaram uma das mais recentes chacinas por mar, terra e ar ao Povo Líbio, com o argumento que iam levar a liberdade e a democracia!...
Destruíram as infra-estruturas e super-estruturas do estado, mataram milhares de pessoas entre elas milhares de crianças inocentes... agora é o próprio primeiro ministro Líbio "eleito" à sombra da guerra civil que afirma que se está a assistir ao "naufrágio do estado"...e os governos desses Estados capitalistas/imperialistas que fizeram a guerra o que fazem? Apelam a todos os cidadãos dos seus países que abandonem a Líbia....
Então a democracia que levaram à Líbia não se adapta aos seus cidadãos? Não serve porque a preocupação destes governos quer na Líbia, no Afeganistão, ou no Iraque, não era o tipo de liberdade ou democracia que estava em causa, mas antes o apoderarem-se dos recursos e riquezas naturais como o petróleo, gás, desses Povos massacrados.
Depois da destruição do Afeganistão, do Iraque, da Somália, do Iêmen, da Jugoslávia, da Síria, eis a "obra" na Líbia.
Next...

domingo, 27 de julho de 2014

FOTOGRAFIA

O verdadeiro Conselho de Ministros 



A defesa dos interesses nacionais face aos desenvolvimentos no BES e no...



Conferência de Imprensa, Agostinho Lopes, membro do Comité Central do PCP

A defesa dos interesses nacionais face aos desenvolvimentos no BES e no Grupo Espírito Santo
                                                                                                                
O ritmo vertiginoso com que estão a ser revelados aspectos da situação no BES e no respectivo grupo, com o seu indisfarçável percurso de fraudes, especulação, corrupção e domínio tentacular na sociedade portuguesa, confirmam, não só a justeza das posições do PCP contra os processos de privatização da banca comercial, mas sobretudo o perigo que constituiu para os interesses nacionais, o processo de reconstituição monopolista de que o BES e o GES são particular expressão.
Há muito que se percebeu que o Governo, o Banco de Portugal e demais estruturas e entidades públicas continuam, a ocultar a verdadeira dimensão do problema, a encobrir responsabilidades no plano político e financeiro e a esconder as possíveis consequências para a economia nacional, para os trabalhadores e para o país que a situação no BES e no GES possa envolver. No fundo, quer uns quer outros, temem o juízo do povo português sobre a política de direita, sobre as orientações e decisões de sucessivos governos – do PS, PSD e CDS – que deram cobertura a situações como as do BPN e do BPP e que agora envolvem um dos maiores grupos económicos do país.
O PCP não se conforma com este “jogo do empurra”. Recusando o envolvimento dos recursos nacionais para dar cobertura aos buracos do banco e à continuação da especulação financeira, o PCP considera que é preciso apurar até às últimas consequências não só a situação real em que o banco e o grupo se encontram, mas sobretudo, os responsáveis pela situação que se está a viver que não se esgotam, naturalmente, na figura de Ricardo Salgado.
1. A QUEDA DE UM SÍMBOLO DA POLÍTICA DE DIREITA
Elevado a figura de proa do poder económico nacional, há hoje, perante a degradação pública da sua imagem de que a detenção efectuada esta semana é só mais um episódio, quem queira esquecer os preitos de vassalagem a Ricardo Salgado como aquela que lhe foi atribuída pelo ISEG em Julho de 2013 de Doutor Honoris Causa, entregue pelo respectivo Director! Mas a queda do GES/BES é um símbolo exemplar da falência da política de direita levada a cabo por sucessivos governos do PSD, CDS e PS. Uma síntese da política que conduziu o País ao desastre em que se encontra.
Da política de privatizações que permitiu a reconstituição e o “engordar” do Grupo Espírito Santo. Grupo que tinha sido um dos suportes da ditadura fascista e que as nacionalizações do 25 de Abril tinha liquidado. Como afirmava o Primeiro-Ministro A. Guterres os grupos Económicos monopolistas reconstituídos iriam ser “os elementos racionalizadores das transformações económicas do país, da modernização e de um novo modelo de especialização”!
Da política de adesão ao euro, com a financeirização da economia e a especulação financeira e imobiliária, com o negócio do crédito, endividando-se no estrangeiro e emprestando em Portugal - com o Euro, a banca comercial passou a ter o monopólio da “criação” de moeda no país - com a livre circulação de capitais, e uma dita “internacionalização”, que em geral se reduziu à criação de sociedades offshores sediadas em paraísos fiscais, para evasão fiscal e lavagem de dinheiro e a multiplicação em cascata de holdings sem qualquer fiscalização ou supervisão.
Da política de predação das PME's e sectores produtivos, através da aposta nos sectores não transacionáveis – protegidos da concorrência externa e assumindo posições monopolistas/oligopolistas no mercado interno e o apoio do Estado, nomeadamente por via das privatizações (inclusive sob a forma de concessões), liberalização de mercados públicos, benefícios fiscais e captação de fundos comunitários, com investimentos e/ou aquisição de activos na saúde, energia, autoestradas, telecomunicações, turismo, entre outros.
Da política de promiscuidade e subordinação do poder político, através da “circulação/vaivém” de dezenas de quadros entre os altos cargos das administrações e dirigentes dos grupos e os lugares superiores do aparelho de Estado, nomeadamente ministros e secretários de Estado (pelo BES/GES terão passado cerca de três dezenas de quadros que vieram a figurar em governos do PS, PSD e PSD-CDS e outros cargos públicos (deputados destes mesmo partidos por exemplo), pela presença e pressão directa sobre o poder político como sucedeu com a intervenção de Ricardo Salgado assumindo a coordenação dos principais banqueiros nacionais na reclamação em Abril de 2011 da intervenção da Troika estrangeira em Portugal, e até mesmo pela participação em algumas das reuniões do Conselho de Ministros.
Conhece-se ainda mal de que forma o desenvolvimento da crise do capitalismo (com particular incidência no plano financeiro), que desde 2008 está instalada em Portugal, agravou ou aprofundou anteriores descapitalizações e saques a favor da família e outros accionistas, investimentos mal dimensionados, e resultados negativos com o crescente jogo da especulação financeira e imobiliária e “erros” de gestão. No entanto, com a secagem da liquidez na zona euro e a entrada de Portugal em profunda recessão económica, os fracos resultados económicos das empresas do Grupo e um já enorme endividamento, obrigaram a uma espiral de contração de novas dívidas de curto prazo a juros mais elevados – apesar do financiamento do BCE de mais de 10 mil milhões de euros a 1% - em geral intermediadas pelo BES, e que foram fazendo crescer uma bolha que agora rebentou. Bem se pode dizer que o GES, BES incluído, andou a viver acima das suas possibilidades…
O desmoronamento estrondoso do império económico e financeiro Espírito Santo – falência em série das empresas e holdings do GES, com pedidos de protecção de credores e expulsão da Bolsa, e os graves problemas do Banco (BES) – é não apenas o ruir de um poderoso grupo económico-financeiro e decadência de uma dinastia de oligarcas todo-poderosos, mas sobretudo a descredibilização total da política de recuperação capitalista e monopolista levada a cabo nos últimos 38 anos por PS, PSD e CDS! Não deixa de ser digno de registo e risível, que um dos campeões da supremacia da gestão privada face à gestão pública, da não intervenção do Estado nos negócios privados, tenha acabado de mão estendida a pedir ao Estado português uma ajudinha pública de 2,5 mil milhões de euros!
É também mais uma insofismável demonstração do “falhanço” absoluto da engrenagem institucional dos reguladores e supervisores, montada pelo neoliberalismo, que só actuam quando as “comadres se zangam e se sabem as verdades” e/ou quando o desastre atingiu uma dimensão tal que já não é possível ocultá-lo! Mas essas entidades foram “inventadas” para isso mesmo, para, absolvendo o poder político das suas responsabilidades de defesa do interesse público, criar a ilusão de que o interesse público ou nacional pode ser garantido, quando os seus sectores estratégicos estão ao serviço dos interesses dos monopólios!
2. A URGÊNCIA DE UM APURAMENTO RIGOROSO DOS RESPONSÁVEIS PELA SITUAÇÃO E AS NECESSÁRIAS MEDIDAS PARA PROTEGER OS TRABALHADORES, A ECONOMIA E O PAÍS
Os impactos do afundamento do GES, pelo volume do seu balanço, pelos inúmeros sectores e empresas que constituem o Grupo, pelo considerável número de trabalhadores que directa (mais de 23 mil) e indirectamente podem ser afectados, pela exposição de bancos como a CGD e outros, pelas possíveis consequências ao nível de muitos pequenos aforradores, investidores e muitas pequenas e médias empresas, que se somam aos problemas financeiros do BES pela sua exposição às dívidas incobráveis do Grupo, tornam indiscutíveis, blindado ou não o Banco a estes efeitos, os riscos sistémicos da situação em Portugal.
O PCP reafirma a sua exigência de um rigoroso apuramento das causas e responsabilidades legais, económicas e políticas da situação, a necessidade de uma rápida e pormenorizada inventariação das previsíveis consequências dos estilhaços das falências e perdas do GES e BES, ao nível dos postos de trabalho, pequenas e médias empresas, e outros impactos na economia nacional, nomeadamente em bancos e grandes empresas expostas às dívidas do Grupo, incluindo empresas e instituições públicas como a Caixa Geral de Depósitos.
Mas ao mesmo tempo que reitera a necessidade dos poderes públicos procurarem tanto quanto possível limitar danos e salvaguardar o interesse público e a economia nacional, o PCP insiste que o princípio básico e ponto de partida dessa intervenção, deve ser o de impedir qualquer gasto de dinheiros públicos nesse processo, e bem pelo contrário, assegurar que os prejuízos serão ressarcidos pelo património e recursos da família Espírito Santo e demais accionistas institucionais.
3. CUMPLICIDADE, PASSIVIDADE E IMPOTÊNCIA DE REGULADORES, SUPERVISORES, AUDITORES E PODER POLÍTICO
As audições na Assembleia da República e as declarações das entidades reguladoras e supervisoras – Banco de Portugal e Comissão de Mercado de Valores Mobiliários - e de membros do Governo, nomeadamente do 1º Ministro sobre estas questões, evidenciam uma postura de profunda hipocrisia política, que põe a nu cumplicidades e passividade, face ao que devia ter sido uma intervenção atempada, antes que se avolumassem os problemas e rebentasse a crise! Foram necessárias vir a público as denúncias e os confrontos entre accionistas, as fraudes contabilísticas e o conhecimento de investigações judiciais, para que se decidissem a agir, com muitos meses, para não dizer anos, de atraso.
A recusa em responder a questões essenciais nas audições parlamentares, a não entrega de documentação, nomeadamente dos resultados da avaliação realizada com os ditos “testes de esforço” em 2011 e 2012, que supostamente garantiam a solidez financeira de todos os bancos nacionais, a evidente cumplicidade que se mantém até hoje com os ainda principais accionistas, com a família Espírito Santo e responsáveis do desastre BES/GES na nomeação da nova e actual administração para o BES, a opacidade de muitas decisões, são factores que agravam as responsabilidades de alguns desses decisores públicos.
O Governo PSD/CDS procura lavar as mãos como Pilatos, pela assumpção de uma pseudoneutralidade não intervencionista face a negócios privados. Como se não andasse há 3 anos a deitar a mão por baixo ao grande capital português (e estrangeiro). Não só por profundas alterações gerais na legislação laboral, por generosos benefícios fiscais e vultuosas dádivas financeiras, de que as menores não foram a oferta gratuita das golden shares do Estado de grandes empresas de bens e serviços essenciais como a Portugal Telecom. Como se não tivesse ordenado o frete da CGD na cedência da sua posição à brasileira Camargo Correia na CIMPOR, ou a intervenção da CGD na salvação do Grupo Mello, na OPA da BRISA, e mesmo, quando ainda tinha a Golden Share na PT, a cedência por esta de empréstimos ao GES/Rioforte, num percurso – onde se envolvem actualmente cerca de 940 milhões de euros - que não começou em 2014, mas em 2001!
E já para não falar, dos cerca de 6 mil milhões de euros do empréstimo da Troika e que foram gastos para “recapitalizar” bancos privados portugueses. Posição de um governo de farsa, pois não há qualquer incompatibilidade entre uma intervenção pública para defesa do interesse público e a não utilização do dinheiro dos contribuintes para suportar essa decisão! Aliás a defesa do interesse público reclama é uma intervenção que garanta que os buracos abertos no banco e no grupo serão de facto cobertos com o gigantesco património acumulado pelos principais accionistas ao longo de décadas.
4. OUTRA POLÍTICA É NECESSÁRIA, TAMBÉM PARA O SECTOR BANCÁRIO, TAMBÉM PARA RESPONDER AOS PROBLEMAS PROVOCADOS NO GES E BES
Um país, a sua economia, não podem ficar reféns, dos problemas de um grupo económico privado quaisquer que sejam a sua origem. Muito menos, como no caso do GES/BES, quando todos os indícios apontam para significativas ilegalidades, graves decisões empresariais, uma gestão de risco elevado, inaceitáveis comportamentos éticos e em confronto com a Lei.
O PCP considera que o Estado português, e os seus Órgãos de Soberania, têm toda a legitimidade para intervir e defender o interesse público e o interesse nacional, nomeadamente avaliando todas as dimensões das causas e responsabilidades dos factos ocorridos no GES e BES.
O povo português e os órgãos de soberania têm o direito constitucional imprescritível de apurar a situação e impedir a transferência de prejuízos privados para o povo português e procurar limitar os possíveis danos na economia nacional. Mas cabe-lhe também o escrutínio do papel das entidades reguladoras e de supervisão e a fiscalização dos actos (ou da inacção) do Governo.
Na verdade, não se pode dizer que estas entidades nada aprenderam com o BPN. Mas de facto, enquanto a banca e o sector financeiro persistirem nas mãos dos grupos económicos, enquanto o povo português, não recuperar, por via da intervenção do Estado o controlo público sobre o sector financeiro, esta e outras situações como as do BES continuarão a surgir.
O afundamento do GES e BES, é ainda um momento oportuno para uma profunda reflexão sobre o sistema financeiro de que o País precisa para o seu desenvolvimento, com crescimento da produção nacional, emprego e melhor distribuição da riqueza. O actual não cumpre manifestamente esses requisitos. Como o PCP há muito reclama e propõe, o crédito, a criação de moeda e outras operações financeiras, são para as sociedades de hoje bens públicos essenciais, pelo que ganha redobrada actualidade a exigência do controlo público do sistema financeiro.
Face à inquietação e até incredibilidade de muitos democratas e patriotas ao assistirem a este processo no BES e no GES, ao verificarem o contínuo cortejo de corrupção, especulação e apropriação de dinheiros públicos, que sofrem na pele as consequências de uma política que rouba salários, pensões e direitos ao povo para transferir colossais fortunas para os grupos económicos e financeiros, o PCP reafirma a necessidade de intensificar a luta pela demissão deste governo e pela convocação de eleições antecipadas, que abra caminho a uma ruptura com a política de direita, com uma alternativa patriótica e de esquerda, colocando os valores de Abril no futuro de Portugal.

sábado, 26 de julho de 2014

Manic Street Preachers - Sex, Power, Love and Money





ÁLBUM FUTUROLOGY , de 2014

O NOVO MUNDO DE LOUCOS E CRIMINOSOS

Mordechai Kedar, um professor de Literatura Árabe na Universidade de Bar-Ilan e antigo membro dos serviços secretos israelitas, invocou o seu conhecimento da mentalidade palestiniana para recomendar, num programa de rádio, a violação de mulheres palestinianas como forma de fazer pensar duas vezes os seus familiares que se sintam tentados a cometer atentados suicidas. O próprio entrevistador distanciou-se imediatamente do que acabava de ouvir.



Kedar foi, durante 25 anos, um perito dos serviços secretos israelitas para os grupos islamitas. Hoje é investigador no "Centro Begin-Sadat para Estudos Estratégicos" na Universidade de Bar Ilan e director do centro "Israel Academia Monitor", que se dedica a policiar as opiniões menos conformistas de outros académicos. A Universidade de Bar Ilan é também aquela de onde veio Yigal Amir, o jovem de extrema-direita que matou Isaac Rabin.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Fernando Touro -1879



Poema: Guerra Junqueiro -- Excertos de "Musa em Férias" 
Música: Fernando Tordo
Orquestrações: Lino Guerreiro
Voz: Fernando Tordo

Violas Braguêsa, Beiroa: Fernando Tordo
Guitarra Portuguesa: Ricardo Parreira
Viola de Fado: Marco Oliveira
Clarinetes Soprano e Baixo: Rita Pratas
Flauta e Flautim: Marco Silva
Saxofones Barítono, Tenor, Soprano e Alto: Lino Guerreiro
Saxofones Tenor e Soprano: João Pedro Silva
Tarola: Paulo Carvalho
Trompa: Filipe Cordeiro
Trompete: Pedro Azevedo

comparações

As autoridades fascistas da Ucrânia gastam cerca de 128 milhões de dólares na operação militar contra os povos do leste do território. Disse o Ministério das Finanças.

Não se sabe quanto gasta o governo português na operação politica e social em curso contra os povos do Norte, Centro e Sul do Continente português e Arquipélagos da Madeira e Açores. Nunca menos, certamente.

COM A MANIA DAS DÚVIDAS

A mudança de instalações do Serviço de Verificação de Incapacidades, vulgo Juntas Médicas,  da Segurança Social do Distrito do Porto era desejável tendo em conta as condições existentes na Avenida Marechal Gomes da Costa á Boavista. Mas o Centro de Reabilitação do Norte localizado em Valadares não é certamente local de acesso de transportes públicos para gente incapacitada. OU SERÁ?

No próximo 1 de Setembro um beneficiário da Segurança Social na situação de baixa médica por doença ou requerendo incapacidade permanente, de sua casa no interior do Distrito do Porto, deslocar-se-á a expensas próprias para o litoral gaiense, utilizando os meios possíveis. Pode sempre deslocar-se a pé aproveitando para peregrinar buscando "proteção" a uma "santinha" lá para as bandas de Arcozelo. ASSIM SERÁ?

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O PS NO SEU "MELHOR"

Canal Q - PROGRAMA TV -SEM MODERAÇÃO- hoje 
Debate entre Daniel Oliveira, Francisco Mendes da Silva e João Galamba

Prova para professores contratados

Para além de uma inenarrável diatribe do tal Mendes da Silva, aparentemente o moderador, há uma frase do Deputado PS Galamba -
" O COMPORTAMENTO DOS SINDICATOS DOS PROFESSORES AO LONGO DOS ANOS TEM SIDO UMA VERGONHA PARA A CLASSE DOCENTE EM PORTUGAL..."

Duas perguntas:

Alguém me explique como é possível a chamada " unidade de todas as esquerdas", incluindo nela o PS?

Se este é um deputado da "facção esquerda" do PS, como serão os de "direita"?

humor


SORTEIOS DAS FINANÇAS


quarta-feira, 23 de julho de 2014

a cuspidela da serpente


EU VI.

Policias no interior de escolas, auxiliares de acção educativa a puxar professores, directores "subcontratados" pelo Ministro, uma Prova miserável.

EU VI. O FASCISMO Á SOLTA. COMO A SERPENTE.

Inicialmente a Prova teria duas componentes, uma geral e uma especifica/cientifica (dependendo da área de cada professor contratado) e destinava-se a cerca de 46.000 professores

E os professores disseram Não.

Então restringiu-se essa prova aos que tinham menos de 5 anos de exercício, um universo de 13.000 professores, a esmagadora maioria no desemprego.

E os professores disseram, apesar do truque, que Não.

Então fez-se a 18 de Dezembro de 2013 a Prova. Só 6.000 fizeram a prova, em condições ultrajantes e sob pressão policial-pidesca. Muitos entregaram em branco ou anularam a prova.

Então Crato decidiu ilustrar o seu poder convocando uma segunda chamada com marcação três dias antes em pleno período de férias. Para "seduzir" candidatos, abandonou a componente específica /científica. Mas cerca de 1400 não compareceram, muitos tendo comparecido boicotaram a prova, e outros submeteram-se a graves irregularidades numa humilhação e subjugação totais.

Crato é um Ministro SEM PERFIL, SEM ÉTICA, SEM CARÁCTER que envergonha a comunidade educativa e científica.

DOIS PÓPÓS PARA A CÂMARA DE PENAFIEL


E A AUSTERIDADE PARA O ZÉ!

Carlos Paredes - Porto Santo



Hoje faz 10 anos que aos 79 anos morreu Carlos Paredes, genial músico e comunista português


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Em 2013, o PCP avisou o Banco de Portugal sobre Ricardo Salgado Espírito...



A FANTÁSTICA CAPACIDADE POLITICA DE PREVISÃO DO PCP

notícias


França, primeiro país do mundo a proibir protestos pró-Palestina

CNN retira repórter de Gaza por tweet a criticar israelitas

Têm sido dezenas as manifestações em todo o mundo de apoio à população de Gaza desde o início da ofensiva militar Barreira de Protecção, que já vitimou mais de 270 palestinianos, 80% deles civis, classificados por Israel como "danos colaterais" mas que as ONG dizem estar a ser alvos do exército em clara violação da lei internacional.

Uma dessas, no domingo passado em Paris, culminou em confrontos que as autoridades francesas disseram terem sido provocados por "anti-semitas" mas que na realidade foram resultado de confrontos entre pró-palestianianos e a Liga de Defesa Judaica, lóbi francês que, segundo testemunhas e jornalistas no local, provocou os milhares de manifestantes que apoiam Gaza.

Perante a violência gerada na capital francesa, ontem o governo de François Hollande tornou França o primeiro país do mundo a proibir manifestações de apoio à Palestina, cancelando a autorização para um protesto convocado para este fim-de- -semana. Existe uma "ameaça à ordem pública", declarou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Quem participar em "protestos proibidos" no país enfrenta até um ano de prisão e até 15 mil euros de multa; para quem esconder a cara a pena pode ir até três anos e a multa até 45 mil euros.

A par desta notícia, os media avançaram ontem que o canal televisivo norte-americano CNN removeu a sua correspondente em Gaza, após Diana Magnay ter publicado no Twitter uma mensagem a classificar de "escumalha" os cidadãos israelitas que aplaudem os bombardeamentos a Gaza de um monte em Sderot, na fronteira com o enclave, e que, segundo a jornalista, ameaçaram destruir-lhe o carro se ela "dissesse coisas erradas" na cobertura da crise.

(Joana Azevedo Viana, em jornal i)


domingo, 20 de julho de 2014

Construção

lugar onde renascerá o Bar do lago, da Festa do Avante 

A DESTRUIÇÃO DO SNS PELO GOVERNO
– o estrangulamento financeiro
            – a luta dos médicos em defesa do SNS
por Eugénio Rosa 
Numa altura em que os médicos recorreram à greve para defender o SNS e os seus direitos, interessa recordar (até para que possa ficar claro para todos portugueses a razão da luta dos médicos), a forma como este governo, através do seu ministro da saúde, tem procurado destruir, de uma forma silenciosa, o SNS, através de cortes brutais no seu financiamento e no dos hospitais públicos. Ao mesmo tempo que faz isto tem-se revelado um " mãos largas " no financiamento dos grupos econômicos privados (Espírito Santo Saúde, José Mello e o grupos brasileiro AMIL que adquiriu os Hospitais Privados à CGD, quando o governo privatizou a área de saúde da "Caixa") grupos esses que já controlam uma parte importante do serviço público de saúde. O quadro 1, construído com dados oficiais constantes da " Síntese da execução orçamental" divulgada mensalmente pelo Ministério das Finanças e do OE-2014, mostra com clareza a fúria destruidora deste governo contra tudo que é público. 
Quadro 1- Corte brutal no financiamento do SNS e "mãos largas" no financiamento dos grupos econômicos privados da saúde através do Orçamento do Estado pelo governo 


Entre 2010 e 2014 a despesa pública a nível dos SFA com a saúde dos portugueses diminuirá de acordo com a decisão deste governo, em valores nominais, de 13.874,4 milhões € para apenas 8.289,6 milhões €, ou seja, em 5.584,8 milhões € (-40,3%). No entanto, se a análise for feita em termos reais, ou seja, entrando com o efeito do aumento de preços, a redução é muito maior. Efetivamente, os 8.289,6 milhões € previstos de despesa para 2014 correspondem em poder de compra apenas a 7.675,6 milhões € de 2010, e assim a redução em termos reais, entre 2010 e 2014, atingirá 44,7% (menos .6.198,8 milhões €). A mesma evolução negativa verificar-se-á no financiamento dos hospitais públicos (Hospitais EPE), cujas transferências do Orçamento do Estado o governo tencionava reduzir, entre 2010 e 2014, em valores nominais, de 4.741,6 milhões € para 4.075 milhões € (- 666,6 milhões €) mas, em termos reais (entrando com o feito do aumento de preços) passariam, também entre 2010 e 2014, de 4.741,6 milhões € para 3.773,1 milhões € (-20,4%). Só a luta dos médicos é que obrigou o ministro da saúde a reforçar a verba de 2014 para os hospitais públicos em mais 300 milhões € como noticiou o Diário Econômico de 9/7/2014.

É fácil de compreender que perante este corte brutal no financiamento do serviço público de saúde desde 2011, ano em que este governo entrou em funções, tudo falte no SNS e nos Hospitais públicos (pessoal, remédios, consumíveis, etc.) de que se queixam os médicos e os outros profissionais da saúde com prejuízo grave para todos os portugueses. O que não tem faltado é dinheiro do Orçamento do Estado para financiar os grupos econômicos privados da saúde, cujos pagamentos, por parte do Estado, aumentaram, entre 2010 e 2014, em 166,7%, pois passaram de 160,4 milhões € para 427,8 milhões € como mostra também os dados oficiais constantes do quadro 1. Parece evidente que o objetivo é destruir o setor público de saúde para assim facilitar o negócio aos grupos econômicos privados da saúde e criar excedentes para pagar aos credores (para 2014, só as despesas com juros previstas atingem o impressionante valor de 7.239,1 milhões €). 


Capicua - Medo do Medo

quinta-feira, 17 de julho de 2014

BALANÇO DE UM PERCURSO ACENTUADO DE DEGRADAÇÃO (I)

(…o SNS á lupa)

Mais de 1 milhão de portugueses sem MF (Médico de Família). Encerramento de Centros, Extensões e Unidades de Saúde, de SAP’s, redução de valências e horários de funcionamento. Privatização dos cuidados públicos de saúde.

O cenário é sentido pelas populações e pelos profissionais e é confirmado pelos números das estatísticas oficiais. Assiste-se a uma evolução profundamente negativa. Definido o conceito de PRIVATIZAÇÃO – transferência de prestação de cuidados de saúde do SNS para o sector privado, definida a estratégia do governo – opção ideológica de criar um SNS a duas velocidades: um serviço público mínimo, sem qualidade e com falta de meios e um sistema assente na prestação privada, suportado em seguros privados de saúde (cerca de 2 milhões de portugueses já têm seguros de saúde) e na transferência de avultados meios financeiros do Estado para os grupos privados, a partir dos Subsistemas públicos, Parcerias Público- Privadas e Regime Convencionado.

Portugal da crise profunda, período 2011 – 2012. Austeridade, subfinanciamento do SNS, “racionalidade” de custos. Os grupos económicos da área da saúde facturam 1250 milhões de euros, crescendo num ano cerca de 20%. Desse autêntico manã, cerca de 30% são receitas transferidas dos 3 subsistemas públicos (ADSE, ADM e SAD). O Estado aliena prestação de cuidados, transferindo para a Mello Saúde, BES Saúde, HPP e Grupo Trofa, consultas (27,7% do total), cirurgias (16,7% do total).

ESCÂNDALOS – 90% dos tratamentos da hemodiálise são realizados em unidades privadas! Porquê? Cerca de 2400 doentes oncológicos serão enviados para o privado para serem tratados! Porquê? “Falta de capacidade dos serviços públicos de saúde”, “reorganização dos serviços de saúde”! Porquê? Deficits de assistentes operacionais nas Unidades de saúde, precariamente substituídos por POC’s, sem formação, sem motivação, sem reconhecimento… Um Despacho de 2014, a “lei da rolha” que exige silêncio, cumplicidade, cegueira, “sigilo”.

CR

HUMOR



O Herman José de antigamente...

O BANQUEIRO



"O Banqueiro" , poema de Craig-James Moncur, dito por Mike Daviot.

O filme foi escrito, realizado e produzido por Craig-James Moncur.

a cuspidela da serpente

A "reorganização da saúde" segundo PSD, CDS e Cavaco

(dos jornais)

2400 doentes oncológicos serão enviados para o privado para serem tratados

Por falta de capacidade dos serviços públicos de saúde, 2400 doentes oncológicos irão ser transferidos este ano para o sector privado para receberem tratamento. Em 2013 foram enviados 1700. Este aumento, justificou o ministro da Saúde à Rádio Renascença, resulta da reorganização dos serviços de saúde.

SERVIÇO PÚBLICO

Conselhos para prevenir o tabagismo passivo e o início do consumo de tabaco nas crianças:

1. Não fumar em casa, nem permitir que outros o façam.
2. Se fumam, que tentem abandonar ou, pelo menos, que não fumem na presença ou na proximidade das crianças.
3. Se não fumam, mas convivem com fumadores, estes devem deixar de o fazer ou então fumar fora da casa.
4. Não permitir que amas ou outras pessoas fumem dentro da casa ou na proximidade das crianças.
5. Não permitir que se fume no automóvel.
6. Assegurar que ninguém fuma na escola ou infantário do seu filho.
7. Averiguar o consumo de tabaco pelos amigos (12-13 anos).
8. Não permitir que as crianças mexam nos artigos que se relacionem com o acto de fumar.
9. Realçar, na presença das crianças, as imagens falsas e enganosas que usam os anúncios e filmes onde se apresenta o acto de fumar como glamoroso, saudável, sensual e maduro. Atenção aos cigarros de chocolate!
10. Realçar os efeitos negativos a curto prazo, tais como o mau hálito, os dedos amarelos, as alterações respiratórias e a diminuição do rendimento no desporto.
 11. Assegurar que não se fuma nos centros de saúde e nos locais que prestam cuidados a crianças.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

The Last Internationale - Life, Liberty, and the Pursuit of Indian Blood

OS SERVIÇOS PÚBLICOS BÁSICOS

Acumulam-se informações na forma de “rumores” muito indesejáveis para utentes de serviços de saúde, nomeadamente na área dos cuidados primários de saúde, em freguesias importantes da região interior do distrito do Porto. O manto de silêncio esconde decisões já tomadas?  
Na mesma medida o governo ataca a escola pública e ordena o encerramento de escolas, sob o pretexto de elas terem menos de 21 alunos. Entre outras já objecto de intervenção de autarcas e organizações locais do PCP, estão a Escola da Laje em Parada de Todeia (Paredes), a EB de Gandra /Guilhufe e da Igreja, Cruzeiro /São Mamede de Recezinhos (Penafiel), EB de Barreiro, Cimo de Vila, Igreja Viariz, Ladoeiro, Loiros da Ribeira, e Rua (em Baião).
Algumas como a de Parada de Todeia, tem alunos, transporte assegurado, instalações renovadas com cantina, polidesportivo, aquecimento, mas a teimosia e a cegueira falam mais alto. Há quem tendo aprovado as Cartas Educativas, sinta agora quão errado foi tal acto, havendo até a sua ultrapassagem (a generalização) pelos decisores políticos.  
Infelizmente o grande objectivo dos estrategas nacionais do PSD é encerrar tribunais, repartições de finanças, escolas, unidades de saúde, reduzir os serviços públicos de proximidade, privatizando o que resta, para os amigos de peito. O neoliberalismo torna inseguro o futuro de milhões de portugueses.
Vejamos a simples compra de um selo dos correios, cada vez mais restrita a estações de correio e a uma ou outra livraria ou quiosque. O serviço postal está degradado, perdendo a sua eficácia e universalidade e aumentando os seus custos de forma a garantir o lucro indevido aos investidores nacionais e americanos.
Só a mudança radical de orientação política permitirá fugir ao flagelo da falência do Estado como prestador de serviços essenciais.
CR


domingo, 13 de julho de 2014

DENÚNCIA

A urgência básica do hospital de Valongo, que serve cerca de 150 mil utentes por ano e abrange o concelho de Valongo (freguesias de Valongo, Campo e Sobrado, principalmente), algumas freguesias de Gondomar (Fânzeres e S. Pedro da Cova) e Paredes (Gandra), vai encerrar no dia 15 de Julho.
Cerca de duas centenas de pessoas participaram num protesto marcado para a frente do hospital de Valongo, acção essa marcada antes de ser conhecida uma carta chegada à Câmara deste concelho.
No documento, remetida pelo Centro Hospitalar de São João, que tem sede no Porto, no qual está integrado o Hospital de Valongo, lê-se que "este plano [Plano Estratégico do Centro Hospitalar de São João para o Polo de Valongo], cuja aplicação se reiniciará no dia 15 de Julho de 2014, inclui o encerramento da urgência básica".
Em altura de profundos constrangimentos para as famílias, encerram estas urgências por ditas razões economicistas quanto proliferam as unidades de saúde privadas como o novo hospital privado de Alfena [freguesia de Valongo]. O H. S. João, disseram utentes, fica a cerca de três quartos de hora de viagem de autocarro, numa carreira que passa em espaços muito grandes de tempo.


Charlie Haden & Liberation Music Orchestra - This is not America



(Homenagem ao grande músico e revolucionário CHARLIE HADEN, R.I.P.

"This is not America", do album Not in Our Name (2005) by Charlie Haden's Liberation Music Orchestra.

Charlie Haden (bass) 
Carla Bley (piano, arranger, conductor )
Michael Rodriguez (trumpet)
Seneca Black (trumpet)
Curtis Fowlkes (trombone) 
Ahnee Sharon Freeman (french horn) 
Joe Daly (tuba) 
Miguel Zenon (alto saxophone) 
Chris Creek (tenor saxophone) 
Tony Malaby (flute, tenor saxophone)
Steve Cardenas (guitar )
Matt Wilson (drums)

PORTO JULHO 2014

Ponte D. LUIS

Uma causa justa, a denúncia dos crimes do sionismo e do imperialismo norte-americano.
Apesar dos erros políticos irremediáveis da Fatah e do Hamas, a luta por uma pátria palestiniana livre e independente.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

a cuspidela da serpente

http://videos.sapo.pt/pdVkjFORSkAHZ3qnrmU4

O candidato “designado” a presidente da Comissão Europeia e o eurodeputado comunista João Ferreira travaram-se esta quarta-feira de razões num debate no Parlamento Europeu, com Jean-Claude Juncker a afirmar que não precisa que lhe expliquem a realidade de Portugal.

No quadro da ronda de discussões realizadas entre terça-feira e hoje com os diferentes grupos políticos da assembleia europeia, antes da votação do seu nome para a presidência do executivo comunitário, que terá lugar no hemiciclo de Estrasburgo a 15 de Julho, Juncker ouviu muitas críticas no debate com o Grupo da Esquerda Unitária Europeia, família que integra as delegações do PCP e Bloco de Esquerda, e que lhe declarou abertamente a oposição à sua designação para a presidência da Comissão.

Insurgindo-se contra muitas das críticas que lhe foram dirigidas, e procurando refutar designadamente o "rótulo" de neo-liberal e capitalista, Juncker mostrou-se irritado em alguns períodos do debate, incluindo durante a intervenção do eurodeputado português João Ferreira, quando este fez uma pausa para que o candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à sucessão de Durão Barroso "desligasse" o telemóvel, que manuseava, e o instou a voltar a colocar os auscultadores para ouvir a tradução da sua interpelação.

Depois de criticar o papel desempenhado em Portugal pela "troika", "que o senhor (Juncker) apoiou", e "chamar-lhe a atenção para a realidade" do país, referindo-se ao estado da economia e à escalada da dívida, João Ferreira fez uma pausa entre duas questões ao político luxemburguês, ao ver que este estava sem os auscultadores e manuseava o telemóvel.

"Vou fazer uma pausa para que possa desligar o telemóvel", disse o deputado, retorquindo Juncker que respondia a uma mensagem da sua mulher.

"Eu sei fazer duas coisas em simultâneo: escutá-lo e escrever ‘tudo está bem’", disse com desplante o político luxemburguês

"E percebe português também? Aguardava que colocasse os auscultadores", insistiu João Ferreira, ao que Juncker respondeu que cresceu rodeado de portugueses.


"Cresci na parte industrial do Luxemburgo e os meus vizinhos são portugueses. Sei muitas coisas de Portugal, por isso pode ser mais breve, porque eu conheço" a realidade do país, disse, visivelmente agastado, acrescentando depois, já na fase de respostas aos deputados, que, enquanto presidente do Eurogrupo -- na altura em que Portugal pediu assistência financeira - lutou mesmo contra a redução do salário mínimo em Portugal.

Milky Chance - Down by the River

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A BBC E OS CRIMINOSOS OCIDENTAIS - HISTÓRIAS DA CAROCHINHA PARA ILUDIR OS PLANOS NO TERRENO

Crime ambiental provoca 6 feridos

Cisterna com produto perigoso foi transportada por dois funcionários até Aguiar de Sousa, Paredes, onde militares da GNR a cavalo descobriram tudo.


Quatro funcionários da empresa de sucatas e reciclagem David, em Fânzeres, Gondomar, ficaram feridos quando, na manhã de ontem, desmantelavam uma cisterna com um gás tóxico. A inalação causou graves dificuldades de respiração.
Entretanto, dois trabalhadores levaram o depósito para uma zona de mato, em Aguiar de Sousa, Paredes. Quando estavam a descarregar o recipiente, sofreram os mesmos sintomas. Um deles foi surpreendido pela patrulha da GNR a cavalo, que detetou o crime ambiental. O homem de 32 anos que demonstrava os sinais mais fortes de intoxicação e que conduziu o depósito até à mata, terá tentado fugir, mas foi rapidamente alcançado pelos militares.
Os quatro trabalhadores feridos em Fânzeres, com idades entre 30 e 40 anos, foram assistidos nas instalações da empresa pelos bombeiros de Gondomar e levados por precaução para o hospital de Santo António, Porto. O condutor foi transportado pelos bombeiros de Cete para a mesma unidade de saúde. O sexto funcionário ferido, que acompanhou o transporte do material tóxico, ter-se-á deslocado por meios próprios após a intoxicação.
O Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR, especializado em ocorrências que envolvam incêndios ou matérias perigosas, montou um perímetro de segurança, apesar de se tratar de uma área sem habitações. Foi pedida a colaboração de militares de Lisboa para a deteção da substância. Nenhum responsável da empresa quis prestar declarações ao CM.

Roberto Bessa Moreira / Manuel Jorge Bento , em Correio da Manhã

terça-feira, 8 de julho de 2014

humor


Acho que não é um salgado, antes é ...um figo maduro!

texto

EU VOTO NO COSTA 


Para todos, à esquerda, podermos seguir em frente com as nossas vidas.




Se me deixarem votar, claro, coisa improvável pois com o Coelhone e o Constança a fazer o Regulamento das primárias, provavelmente os tais simpatizantes, para puderem votar, vão ter de apresentar um atestado de direita passado pelo PSD ou pelo CDS. 

Mas se pudesse votar, votava mesmo no Costa. Não por Costa ser mais à direita ou à esquerda que Seguro, nem por, como não tenho problemas em admitir, achar o Costa um tipo com mais pinta e savoir faire. As minhas razões para preferir o Costa são outras: 

Com Costa ou com Seguro, em 2015 o PS estará no governo, muito provavelmente com o PSD, a aplicar o Pacto Orçamental em modo "saída limpa" da troika: cortes, privatizações a preço da uva mijona, desregulação, despedimentos, desemprego, desigualdade, caridade, miséria. 

Por isso o destino do PS, como aliás o da social democracia (socialismo) europeia, está traçado e vai ser o destino do PASOK, que em menos duma década caiu de votações acima dos 40%, para os 12% nas europeias de Maio. 

A diferença entre Costa e Seguro, é que com Seguro a queda do PS será menos abrupta e a agonia mais longa, pois aquela esquerda que há décadas vive da esperança de que o PS ainda há-de ser socialista, para essa esquerda light & sebastianista, com Seguro no governo ficará sempre a ilusão de que com Costa teria sido diferente. 

Com Costa, deixará de haver desculpas, encerra-se de vez o capítulo da hegemonia PS do centro esquerda, e como se diz daquelas separações que põem um ponto final a longas relações há muito falhadas, poderemos todos, à esquerda, seguir em frente com as nossas vidas. 

J Eduardo Brissos em aessenciadapolvora.blogspotpt