um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quinta-feira, 26 de junho de 2014

António Costa & Os Lugares Comuns

Foto: Wikipedia
Talvez soe a nome de banda de garagem, de má qualidade por certo, mas – atenção! – ainda assim capaz de dar 'música' a muito boa gente. Não desvalorizemos nem subestimemos o fenómeno. Esta nova ‘banda’, lavadinha, com ar fresco, seria muito bem capaz – à semelhança de outras - de atingir o ‘top de vendas’ repetindo ad nauseam o seu único ‘hit’. Não tem substância artística, digamos assim, mas tem tão somente o condão de reproduzir 'temas' que entram facilmente no ouvido da larga maioria dos 'ouvintes'. Tirando essa ainda assim eficaz ilusão, ou essa superficialidade sonora, a qualidade continua a ser tão má como a da ‘música’ que temos ouvido nos últimos três anos.

Para concluir isso mesmo nem é preciso ter grande formação musical. Basta concentrar atenções no ‘último álbum’ do cançoneteiro lisboeta de nome António Costa, com o nada original – todavia pomposo – título de ‘Linhas Programáticas’. Tem sido ‘tocado’ numa tour chamada ‘de faca e alguidar’, que segue itinerante, de norte a sul do país. Um chorrilho de lugares comuns (pois claro), de brilhantes tiradas do género de que ‘o sucesso para nos mantermos vivos é tentar não morrer’, entremeadas por críticas ao governo que, pasme-se, em nada se distinguem no essencial das ‘entoadas’ por essoutro fraco 'artista' de nome António José Seguro.

O problema do ‘vazio’ artístico de Costa, ou da repetição do seu único e redundante ‘hit’, porém, não significa propriamente que ele não saiba o que ‘tocar’ depois de alcançar o nº1 do ‘top’. Muito pelo contrário. António Costa sabe muitíssimo bem o que vai e o que quer fazer, se algum dia lá chegar. O problema é que tem de disfarçar o facto mais que certo de vir a interpretar – ainda que com outros instrumentos e instrumentistas – exactamente a mesma ‘sonoridade’ que tem sido interpretada por aqueles que hoje se encontram na liderança.

Por enquanto, vamos ouvindo um certo ‘trauteio’ de uns supérfluos ‘nãos’ à política de austeridade. Contudo, nem vestígio de uma só pauta que exprima um claro e inequívoco ‘sim’ à devolução de tudo o que foi roubado. Há umas quantas notas soltas que soam a ‘crescimento’, a ‘desenvolvimento’, a ‘criação de riqueza’ – como também ‘cantava’ a banda ‘Passos Portas & Os Banqueiros’ –, e nem uma música completa que fale de produção nacional, de renegociação da dívida, de fim da degradação e privatização de serviços públicos, de alívio da carga fiscal sobre trabalhadores e PME’s, de rejeição do asfixiante novo código laboral, de cumprimento inequívoco da Constituição e de tantas outras ‘cantigas de Abril’ que tanta falta fazem a este país.

Bem que podem mudar os intérpretes. Bem que podem escolher uma melhor figura. Bem que podem trocar uma voz mais fina, por uma mais grossa ou possante. Enquanto não se mudar de vez o tipo de música, o ‘concerto’ - sem conserto - será exactamente o mesmo.

 Ivo Rafael Silva em manifesto74.blogspot.pt

quarta-feira, 25 de junho de 2014

noiserv - "I Was Trying to Sleep When Everyone Woke Up"

pensamento

A freguesia de Parada de Todeia foi "premiada" com o anúncio do encerramento da sua escola básica, única em Paredes nesta fase de encerramentos. Os 65 votos obtidos pela coligação PSD / CDS nas eleições europeias foram manifestamente excessivos..

O SENHOR DIRECTOR

Reproduzo um dos mais lamentáveis textos escritos em jornais que tive oportunidade de ler. O seu autor é director de um jornal regional.

"Morreram 120 mil pessoas. Esta semana assinalaram-se sete anos desde que passou a ser legal fazer um aborto em Portugal. Neste período de tempo, terão morrido vítima de aborto, pelo menos, 120 mil crianças. Para se ter uma noção das crianças que se mataram, era como se, de repente, matássemos todos os habitantes dos concelhos de Paredes e de Lousada. Um país que fecha escolas porque não há crianças, manda professores para o desemprego por que não há a quem dar aulas, encerra tribunais porque não há pessoas, dá-se ao luxo de pagar para matar crianças nos hospitais públicos. Para além do aborto ser gratuito, as mulheres que o fazem têm direito a receber subsídio de maternidade. Não lhes parece uma incoerência que um país que corta pensões a idosos porque não tem dinheiro, pague subsídios de maternidade a mulheres que não são mães?"

Mas em busca da coerência lá procurei nos 87 votos que o Partido Pró- Vida obteve em Paredes sinal desta “indignação moral”. E mais especificamente em Parada de Todeia. Esta “indignação” não saltou para o boletim de voto. Em Parada de Todeia, zero votos para o PPV. Ninguém respeita o sentido de voto proposto pelo senhor director. Nem o próprio.

CR
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terça-feira, 24 de junho de 2014

RASGOS

O correspondente em Baltar do jornal O Progresso de Paredes foi recente protagonista de um (para si) incómodo lapso. Publicou no jornal uma notícia intitulada Europeias 2014: PS venceu em Baltar. Nela desenvolvia a informação de que o PS obtivera 617 votos, uma “vantagem irrisória” para o PSD de 38 votos, com PCP/PEV “apenas” com 49 votos e o MPT de Marinho Pinto com “apenas” três votos, o que “provava” segundo o articulista que “a sociedade baltarense não é dada a grandes rasgos no que concerne a dar o seu voto”. E lá vinha a distribuição por partido dos votos de 1329 eleitores.

Na edição seguinte, o correspondente em Baltar do jornal O Progresso de Paredes lá veio corrigir o “lamentável engano”, fruto de uma “pesquisa num site de confiança”. O título é Europeias 2014:correcção PSD/CDS venceu em Baltar. Afinal quem ganhou foi a coligação de direita que obteve 573 votos, mais 23 votos (uma “pequena vantagem”) que o PS. O MPT obteve 146 votos e o PCP/PEV obteve “apenas” 106 votos. Votaram 1694 eleitores, o que tornou a “abstenção bastante elevada”.

Ficamos com uma certeza, comum às duas notícias. A abstenção bastante elevada e os votos do PCP/PEV que independentemente da sua expressão são só “apenas”. Quando andamos “formatados” apenas… enfim… apenas… afinal se a sociedade baltarense não é dada a grandes rasgos, como exigir mais do correspondente em Baltar do jornal O Progresso de Paredes?  


CR

domingo, 22 de junho de 2014

ACERCA DO TPI E DOS SEUS DEFENSORES


A proposta de Laurent Fabius, o ministro dos Negócios Estrangeiros Francês, de fazer intervir o Tribunal Penal Internacional, na pronúncia sobre os crimes cometidos na Síria, foi rejeitada pela ONU. Apesar de ter o apoio de 64 países aliados, a proposta de resolução de Fabius mereceu pela quarta vez nesse assunto o direito de veto da Rússia e da China no Conselho de Segurança da ONU. 

Chegados aqui, importa reflectir. Não será legítimo a comunidade internacional prevenir e sancionar actos gratuitos de violência trazendo a verdadeira Justiça para a realidade concreta dos países e dos povos? Certamente que sim, todos o devíamos apoiar. Mas estamos perante um simulacro de justiça o apresentado por iniciativa de Fabius. Este Tribunal Penal Internacional (TPI), criado só em 2002, é um instrumento do imperialismo ocidental. A sua actuação roça o grotesco, já que não assegura garantias de isenção, aplicando a justiça dos vencedores e estando ao serviço dos senhores do mundo. O TPI legitimou a propaganda e influenciou a resistência de povos perante agressões e invasões como na Líbia. O ridículo atingiu o paroxismo quando o Procurador do TPI lançou a acusação de que Kadhafi distribuíra comprimidos de Viagra aos seus soldados para que violassem as mulheres de opositores.

A África tem estado na principal linha das condenações deste TPI com processos contra cidadãos do Uganda, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Sudão, Quénia, Líbia, Costa do Marfim… Significativamente sempre cidadãos em oposição às grandes potências ocidentais… Fora a crise dos Grandes Lagos. Mas pergunta-se: não há em outros pontos do mundo, senhores da guerra com crimes reconhecidos, como os cometidos na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, na Jugoslávia?

Laurent Fabius é um político experimentado. Já foi ministro da Economia, Primeiro-ministro, Presidente da Assembleia Nacional Francesa. Já teve de responder no Tribunal de Justiça Francês no caso dos lotes de sangue contaminado com HIV. Foi inculpado politicamente, que não na ofensa penal. Mas impunemente não responde agora perante a justiça mundial pelos crimes cometidos por sua intervenção activa. Como Blair, Bush, Barroso…

A guerra civil da Síria, sabemos nós, foi sustentada desde 2011 pela França e Grã- Bretanha. Ela já causou cerca de 160.000 mortos. Com que autoridade moral aparece hoje Fabius, um dos financiadores da oposição e da guerra, tal como os chefes políticos em Washington, Londres, Paris, Riade, Telavive, Ancara e Doha? Com que autoridade moral aparece hoje Fabius, o organizador e legitimador do atentado de 18 de Julho de 2021, que destruiu grande parte da liderança militar síria, presente no Conselho de Segurança Nacional Sírio? Com que autoridade moral aparece Fabius, nunca capaz de dar um passo para a paz e negociação, sempre radical nas palavras e na diplomacia?


CR

La Chiva Gantiva Ao Vivo @ Festa do Avante 2011

sábado, 21 de junho de 2014

posição politica

UMA POLITICA DE DESTRUIÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA QUE É PRECISO TRAVAR! (II)

Os interesses pedagógicos são substituídos por opções economicistas.

O governo tem vindo a fazer um significativo esforço no sentido de levar os portugueses acreditar que a anunciada abate de centenas de escolas é uma inevitabilidade sustentada em razões de natureza pedagógica. É MENTIRA.

São inconsistentes em termos pedagógicos, os argumentos do Ministério da Educação de que a socialização das crianças e os níveis de desenvolvimento das suas capacidades escolares estão dependentes da dimensão das escolas e do número de alunos. Exemplos anteriores confirmam que este processo de concentração tem levado á constituição de turmas com excesso de alunos.

No domínio do ordenamento da rede escolar, a complexidade dos determinantes que antecedem as decisões desaconselha a uniformidade e o centralismo hoje instalados.

Milhares de crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos, vão ser obrigadas a deslocar-se das suas áreas de residência para as novas escolas de acolhimento, com percursos superiores a trinta minutos, por estradas muitas vezes pouco cuidadas, obrigando-as a sair de casa muito cedo e a regressar muito tarde.

É fundamental para um desenvolvimento equilibrado das crianças, que no processo ensino-aprendizagem, o escolar não se distancie do educativo e que este só ganha sentido quando enraizado na comunidade e cimentado nas vivências das crianças.

CONTRA O ENCERRAMENTO DE ESCOLAS, A LUTA É O CAMINHO!

O governo não respeita as Cartas Educativas, ignorando assim decisões legitimamente aprovadas pelos órgãos municipais e que correspondem aos interesses das comunidades que representam.

Nenhuma Escola deve encerrar sem acordo dos pais, dos órgãos autárquicos e dos representantes dos profissionais de Educação, e só se comprovadamente a alternativa for melhor para as crianças e para o processo de aprendizagem.

É uma hipocrisia dizer que estão preocupados com o desenvolvimento do interior e com a desertificação e optarem por fechar serviços públicos de proximidade que podem promover o desenvolvimento.


O PCP apela á indignação e ao protesto de pais em particular e das populações em geral, no sentido de organizarem a luta contra o encerramento destas mais de 450 escolas.

Ney Moreira ft Dada - Deus dan si Mo

a cuspidela da garoupa (desculpem, da serpente)

Mais um catedrático

Atenção ASAE que o Pingo Doce anda a vender garoupa estragada

 O sujeito é o novo presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

a linguagem

segundo um secretário de estado desta pandilha governamental, os suplementos remuneratórios de sectores da Administração Pública vão ser "descontinuados" num processo de "ajustamento" com "tendência para uma quase neutralidade"

quem não percebe isto só pode ser um "irracional quadrúpede asinino", pensou o referido secretário de estado

posição politica

UMA POLITICA DE DESTRUIÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA QUE É PRECISO TRAVAR! (I)

A política de ataque á Escola Pública e á suas características fundamentais, que levou ao encerramento desde 2002 de mais de 6.500 escolas do 1.º ciclo do ensino básico (em média 500 por ano) tem um novo desenvolvimento com a decisão por parte do Governo PSD/CDS-PP de encerrar mais 439 escolas, depois de já ter encerrado 530 desde 2012.

A grande maioria das escolas encerrou desde 2006

Com Maria de Lurdes Rodrigues (I Governo PS/Sócrates) encerraram 2500 escolas
Com Isabel Alçada (II Governo PS/Sócrates) encerraram 701 escolas
Com Nuno Crato (Governo PSD/CDS-PP) encerraram até agora 530 escolas

O encerramento de escolas é parte integrante do processo em curso de privatização da escola pública

Sempre que fecham escolas públicas, aumenta o número de licenciamentos para novos colégios privados, financiados pelo Estado.
O encerramento das escolas, que o governo quer impor não se desliga da política de destruição do serviço público que tem levado ao fecho de outros serviços de proximidade.

Á revelia das realidades concretas dos territórios e sem atender a objectivos fundamentais de desenvolvimento social e económico do país e das regiões, bem como sem considerar o direito fundamental a uma Educação Pública e de qualidade, o actual governo prossegue e insiste no encerramento das escolas. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Poema - Se os tubarões fossem homens (Bertold Brecht)



"Se os tubarões fossem homens?", perguntou ao sr K. a filha da sua senhoria, "eles seriam mais amáveis com os peixinhos?". "Certamente", disse ele.

"Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.

O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo, quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta, marxista, e avisar imediatamente os tubarões se um dentre eles mostrasse tais tendências.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões.

Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões.

Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc. Em suma, haveria uma civilização no mar se os tubarões fossem homens".

Bertolt Brecht

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A P0LÓNIA DIRIGE AS OPERAÇÕES MILITARES NA UCRÂNIA


por Andrew Korybko 

As provas da participação activa a Polónia no conflito ucraniano acumulam-se, enquanto a guerra continua a devastar as regiões do Sudeste da ex-Ucrânia. Até o presente, a intervenção de Varsóvia tem sido feita indirectamente. Nem por isso é menos portadora de morte e destruição, ainda que nenhuma unidade militar polaca tenha sido deslocada ao terreno ucraniano. A Polónia não só contribuiu para o treino dos terroristas do Euromaidan, que antecedeu o desencadeamento do caos orquestrado na Ucrânia, como enviou ao terreno comboios de mercenários para reprimir brutalmente aqueles que se opunham ao golpe de Estado e levantavam-se contra a junta de Kiev. Vêem-se agora circular fotos que evidenciam a implicação da Polónia na espiral demente dos acontecimentos que ensangrentam a Ucrânia.

Na semana passada, Jerzy Dziewulski, o conselheiro de segurança do antigo presidente polaco Aleksander Kwaœniewski , foi fotografado em Slaviansk em companhia de Oleksandr Tourtchynov, o presidente interino da Ucrânia. Dziewulski é um perito notório em contra-terrorismo. Ele foi treinado nos Estados Unidos, em Israel e na Alemanha. Possui e dirige a sua própria empresa de segurança privada. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, declarou nada saber da presença de mercenários polacos na Ucrânia, limitando-se a indicar que transmitirá ao gabinete do procurador as informações que circulam a respeito. A foto que mostra Dziewulski em companhia de Tourtchynov prova que ele mente. A verdade é que a Sikorski e Dziewulski foram confiadas a responsabilidade das decisões estratégicas e tácticas da política de ingerência de Varsóvia no conflito ucraniano. Eles agem em coordenação e um não avança sem o outro.

Foi pouco antes da operação punitiva desencadeada em Abril pela junta de Kiev que começaram a filtrar-se informações sobre as equipes de mercenários que operam no interior das fronteiras da ex-Ucrânia. Mas as provas do envio por Varsóvia de contingentes de mercenários polacos à Ucrânia só vieram à superfície recentemente. Radoslaw Sikorski apressou-se a contestar a veracidade das revelações divulgadas no fim de Maio, mesmo quando o ministro delegado dos Negócios Estrangeiros da Rússia sublinhava, pelo seu lado, que mercenários estrangeiros, em particular polacos, estavam envolvidos no terreno e participavam nas operações. De modo muito desenvolto, Sikorski declarou não dar o menor crédito ao anúncio da captura destes mercenários e dos seus oficiais de enquadramento polacos. Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, estas informações são mentirosa e malévolas, trata-se de "pura propaganda". Fica-se ainda mais espantado com as afirmações de Sikorski, apenas uma semana antes, a denunciar a ilegalidade do próprio princípio do mercenariato. Portanto não é preciso esperar que ele confirme a existência destes mercenários polacos. Agora que circula, na rede Internet, a foto de Dziewulski em uniforme de combate com capacete e pistola a tiracolo, em companhia de Tourtchynov, tornou-se impossível negar a presença de forças polacas na zona dos combates.

É instrutivo consultar o curriculum vitae de Dziewulski para compreender até que ponto esta foto é reveladora das torpezas do governo polaco, surpreendido em plena malfeitoria em meio às suas manigâncias. Como indica seu sítio Internet, Dziewulski é um perito do anti-terrorismo e foi ele que criou a Comissão dos Serviços Especiais polacos (as forças especiais). Ele recebeu formação na utilização de minas explosivas, nas técnicas de execução de explosivos de toda espécie e na prática do tiro emboscado. Ele seguiu estágios de formação prática em Israel, nos Estados Unidos, na Alemanha e em França, passando mesmo pelo Departamento de Estado e pelo Bureau of Alcohol, Tobacco & Firearms (ATF) durante a sua estadia na América. Ele vangloria-se de ser o melhor perito do mundo em matéria de segurança e inclusive entre as empresas especializadas (leia-se: sociedades que asseguram a formação e a disponibilização de mercenários) e na organização e execução de planos de segurança personalizados (leia-se: a condução de acções ofensivas por grupos de mercenários). Dados os laços estreitos que ele mantém com Aleksander Kwaœniewski (o antigo presidente polaco), é muito provável um envolvimento importante do aparelho complexo dos serviços de segurança nacional do Estado polaco. A partir daí, não se vê como o ministro dos Negócios Estrangeiros, Radoslaw Sikorski, poderia ignorar tudo da implicação directa, no conflito que se envenena dia a dia no seu vizinho ucraniano, de um personagem tão próximo das mais altas autoridades do governo.

O que decorre de tudo isto é que Sikorski e Dziewulski tomaram o controle da política externa da Polónia em relação ao seu vizinho ucraniano. São eles que conduzem em conjunto, e em duas frentes, a ofensiva em curso contra as populações do Donbass. Sikorski, que manobra para suceder à baronesa Catherine Ashton como Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, praticamente eclipsou o próprio primeiro-ministro. Exactamente 69% dos europeus confessam não conhecer Donald Tusk, o chefe do governo polaco. Sikorski quer encarnar a alta estratégia executada pela Polónia para fazer prevalecer seus interesses nos territórios da antiga República das Duas Nações. É à ambição de fazer ressuscitar este império perdido que o chefe dos serviços de segurança ucranianos da administração da era Ianoukovytch atribui a participação da Polónia no golpe de Estado de Fevereiro último. 

Pelo seu lado, Dziewulski não ocupa a frente do palco. Até a publicação da foto mencionada acima, suas actuações a Leste das fronteiras da Polónia permaneciam, no essencial, na sombra. Com as forças que controla, ele assegura a execução, sobre o terreno, da estratégia definida por Sikorski, operando as escolhas tácticas apropriadas. O campo das competências que ele desenvolveu anteriormente leva a pensar que bem poderia ser ele aquele que supervisiona a acção das legiões de mercenários que enxameiam o Donbass (e portanto o responsável directo de todos os crimes de guerra que ali são perpetrados). Afinal de contas, é pouco provável que Tourtchynov perca seu tempo a fazer-se fotografar em companhia de um personagem de terceira ordem (o que Dziewulski não é), na proximidade as linhas de frente da ofensiva que ele desencadeou. Em conjunto, Sikorski e Dziewulski constituem o cérebro e o braço da máquina de guerra que Varsóvia instalou para além da sua fronteira oriental na esperança de reconstituir a defunta República das Duas Nações, esquecida do facto de que ela própria não é, na Ucrânia, senão o agente dos Estados Unidos e da NATO.


domingo, 15 de junho de 2014

apontamentos discretos para a biografia de Cavaco Silva (XLIII)

TEXTO

Creio que poucos são os cidadãos portugueses que se interrogam
sobre o que se passou ontem com o PR durante as comemorações do 10 de Junho.

Até porque a maioria apenas viu imagens tratadas pelas 3 cadeias
de televisão, onde foram cortados os momentos em que supostamente o PR Cavaco
Silva teria tido a tal “ocorrência vagal” indicada pelo médico oficial da
Presidência.

Isso é propositado para que o povo português não perceba o que se
está a passar e a gravidade da situação.

Mas, felizmente há cidadãos atentos que gravam em vídeo estes
eventos e sem manipulações nem mentiras, partilham essas imagens para que não
restem dúvidas e para que existam provas para memória futura.

Se há já 5 anos eu tive uma suspeita do que estava a acontecer à
saúde do actual Presidente da República, ontem eu tive a certeza.

Refiro-me a uma ocorrência a que todos assistimos aquando do
discurso do PR quanto ao novo Estatuto dos Açores há 5 anos.




Aníbal Cavaco Silva, nesse dia
entra hesitante na sala de imprensa e mantém-se durante quase 2 minutos num
silêncio confrangedor, mastigando em seco e quase apático até que alguém lhe dá
sinal para iniciar o discurso.

Se repararem bem, a expressão do rosto e o vazio total do olhar
como quem não percebe onde está nem em que situação se encontra é evidente.

Ora se na altura muitos associaram esta ocorrência ao clima de
tensão que se vivia então com as alegadas escutas e vigilâncias à Presidência,
ontem houve quem tentasse associar o suposto desmaio às manifestações que
ocorriam durante as cerimónias do 10 de Junho.
  
Se estiverem atentos, vão
perceber que a voz de Cavaco Silva se torna arrastada que mostra enorme
dificuldade na leitura e na compreensão das palavras e do contexto do discurso
mas que nunca chegou a perder os sentidos.

Se repararem bem, ele pára de ler como se as palavras deixassem de
lhe fazer sentido, ou deixasse de conseguir ler, hesita, tenta manter o
equilíbrio balançando o corpo (perda de noção de espaço/tempo).

Quando o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas se
aproxima e o segura ele olha-lhe o rosto e não o reconhece.

Quando os seguranças o ajudam ele está apático (ataxia
neurológica) mas nunca perde os sentidos.

Os olhos estão abertos mas sem expressão e estão fixos, como quem
fixa um ponto no espaço e se prende a esse ponto perdido no tempo e a mente
vazia!
Estes são os sintomas de um evento de ataxia neurológica, um dos
muitos sintomas da doença de Alzheimer.

Cavaco Silva denota já uma tremenda dificuldade de se orientar no
espaço/temporal, tem dificuldade até mesmo não só na articulação oral como fora
dos discursos oficiais começa a demonstrar dificuldade em verbalizar emoções ou
de comunicar de forma clara procurando as palavras adequadas porque não se
lembra delas além da dificuldade de assumir decisões.

Para os menos atentos ou para quem não conhece os sintomas, tudo
isto parece estranho ou é motivo de piadas e anedotas, mas para quem conhece
estes sintomas, esta situação reveste-se de uma enorme gravidade.

E é grave não só do ponto de vista pessoal no que toca à dignidade
do indivíduo Cavaco Silva mas muito mais grave nas implicações que estão
envolvidas no exercício das funções inerentes ao cargo que o indivíduo ocupa.
Cavaco Silva sofre de Alzheimer há vários anos, a doença como
devem saber não surge de um dia para o outro, é progressiva.

O irmão dele (que morreu há 4 anos) sofria de esclerose lateral
amiotrófica e na família há todo um historial de doenças degenerativas
neurológicas que sempre são escondidas do público porque como também sabemos, a
ignorância do povo português é abissal e tudo o que é doença neurológica é de
imediato associada a doença mental e a doença mental é ainda hoje muito mal percebida
e descriminada como se o doente tivesse culpa de ser doente ou pudesse
modificar comportamentos ou ter mesmo noção do seu mal.

Infelizmente para este país, quem continua a deter o poder,
escolheu Cavaco Silva para PR porque sabia da doença dele e que seria fácil de
manobrar.

Sempre o soube, tal como sabia que ele era uma pessoa inflexível
quando ainda estava na plena posse das suas faculdades mentais.

Usou essas duas características dele: a casmurrice e a doença que
iria progredir para o que estamos a assistir hoje com o fim de poder ir
manipulando a ascensão ao poder de PPC, outro que também é facilmente
manipulável e demasiado estúpido para não perceber que está a ser usado.

Há quem saiba neste país quem é que tem estado por trás disto
tudo, tal como esteve por trás do assassinato de Sá Carneiro e de Adelino Amaro
da Costa.
A raposa velha que nunca gostou muito de se por ao sol e prefere
trabalhar na sombra, anda agora a preparar (e treinar) a sua sucessora.

“Estava a bela Inês posta em sossego” e a raposa velha veio
desassossegá-la!
Enfim, no meio disto tudo, até foi bom que ontem o episódio se
desse em público embora tenha sido mais ou menos abafado (como de costume) mas
as minhas dúvidas foram todas esclarecidas, embora suspeitasse disto desde esse
célebre discurso de há cinco anos.

Quem conheceu Cavaco Silva como eu conheci há 30 anos, percebe
isso de imediato.

Quem conhece os sintomas da doença de Alzheimer também percebe o
que está a acontecer com Cavaco Silva.

As mudanças são tão evidentes que se tornam confrangedoras.

Continuam a existir nele os traços de arrogância e de
inflexibilidade da sua antiga personalidade mas a desorientação, a apatia, as
crises de ataxia são cada dia mais frequentes e vai chegar o momento em que não
vão poder esconder mais a situação.

Espero sinceramente que tudo isto sirva para numa próxima
legislatura se proponha a alteração da Constituição para que esta considere o
mecanismo do Impeachment a fim de se evitar este golpe de estado pela via da
legalidade mal acautelada!


Leonilde Santos



Observação: Esta nota reflecte apenas e tão só a minha opinião
pessoal garantida pela Constituição da República Portuguesa no seu Artigo 37º
assim como pelo Artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.”

Buena Fe e Pablo Milanes - Despedida

sábado, 14 de junho de 2014

a cuspidela da serpente

Capa do DN 
O Vítor Dias em otempodascerejas2@blogspot.pt atribui-lhe o Prémio do Maior Farsante em 2014. Eu seria mais prudente. Há outros candidatos bem colocados.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Feberónia, mulher de Parada de Todeia

Feberónia Vieira desceu mais de mil metros com curvas perigosas
Mulher de 82 anos participou em corrida de carros artesanais

Feberónia Vieira tem 14 filhos, 36 netos e já alguns bisnetos. Mas, aos 82 anos, 
esta mulher de Parada de Todeia, em Paredes,  não se resigna aos limites 
que a idade impõe e continua à procura de novas experiências, algumas
das quais rejeitadas de imediato por gente com menos algumas décadas de vida.
A octogenária percorreu, sem medo, mais de mil metros de  uma descida 
caracterizada por curvas apertadas e nas quais se registaram alguns acidentes.
E gostou tanto que, mesmo contra a vontade da filha, repetiu a proeza por 
duas vezes.

"Se o carro andar depressa a gente trava"

Entre as dezenas de pessoas que participaram na "Corrida de Carros
Artesanais", promovida pelo Agrupamento de Escuteiros 609 de Parada de 
Todeia, uma havia que se destacava. Não pelo carro que conduzia. Não pelo
fato de piloto que envergava. Nem tão pouco pelo capacete adornado com
uns cornos que usava. Com 82 anos, Feberónia Vieira era a pessoa com mais idade
 que, no último feriado, se propôs a percorrer os mais de mil metros da Estrada
 Nacional 309 que atravessa o centro desta freguesia do concelho de Paredes.

Antes do tiro de partida dado pelo padre da freguesia, Feberónia Vieira era uma
mulher tranquila. "É para descer que a gente está aqui. Não tenho medo 
nenhum. Já tenho muita idade e se morrer já vou na minha vez", afirmava,
entre risos.

A octogenária já tinha efectuado um treino de reconhecimento à "pista" no dia
anterior e percebido o segredo para não ter qualquer problema. "Se o 
carro andar depressa a gente trava", explicou.

Alegre e sem conseguir esconder a paixão pela vida, Feberónia confessava, ainda,
que era a primeira vez que andava num carro de rolamentos, uma experiência
que nem nos tempos de infância teve tempo de usufruir. "É a primeira vez que 
ando num carro de rolamentos. Pode ser a primeira vez e a última. Quando era 
criança, a nossa vida era passada a trabalhar nos campos", lembra.

Mesmo contra a vontade da família, fez a descida por três vezes

Pouco tempo depois destas palavras, Feberónia Vieira iniciou a descida que a 
levou até perto da sede da Junta de Freguesia local. Conduzida por uma filha, a 
mulher de 82 anos fez a viagem sentada debaixo de um guarda-sol e, sempre 
sorridente, foi acenando às centenas de pessoas que se dispersaram pela 
berma da estrada para ver os carros artesanais.


No final da descida, todos pensavam que Feberónia Vieira ia sentar-se à sombra 

para ver alguns dos filhos e netos competir pelo primeiro lugar da corrida 
que se disputava. Mas, contrariando a vontade da família, a octogenária exigiu
repetir a descida. Não uma, mas duas vezes. "A minha filha já não me queria
deixar ir a segunda vez, mas eu teimei e desci três vezes", contou, enquanto era
saudada por amigos e vizinhos. "As descidas correram bem. Gostava de fazer 
isto até à noite. Se houver outra corrida lá estamos", acrescentou.

Feberónia Vieira revelou que participou na "Corrida de Carros Artesanais" depois
 de ter sido desafiada pelo filho, o mesmo que venceu a prova apesar de, na 
final, ter sofrido um acidente que lhe provocou ferimentos ligeiros. "Quem 
me meteu nisto foi o meu filho. Chegou a casa e perguntou-me se queria 
participar. A minha primeira ideia foi não ir, mas quando ele me disse que 
eu podia ir com a minha filha aceitei", disse. "Costumo dizer: eu estou em todas".

(em O Verdadeiro Olhar)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Jorge Palma - Dormia tão sossegada

AS CRUÉIS LIÇÕES DO IMPERIALISMO

OS FACTOS

Os combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL) sequestraram nesta quarta-feira o cônsul turco na cidade iraquiana de Mossul (cidade de 1,5 milhão de habitantes em poder deste grupo jihadista) e mais dezenas de funcionários, num total de 48 reféns. O EIIL, presente tanto no Iraque quanto na Síria, tenta criar um “emirado islâmico”.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, convocou nesta quarta uma reunião de emergência com o vice-primeiro-ministro e o chefe dos serviços secretos. Pelo menos 28 camionistas turcos estão desde terça-feira nas mãos dos combatentes jihadistas, que tomaram o controle de Mossul, a segunda cidade do Iraque. Toda a província de Nínive (norte) também é controlada por este grupo radical.

O ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, pediu a união dos líderes do país para enfrentar uma ameaça “grave e mortal”. “A resposta tem que ser em breve. É preciso haver uma resposta rápida para o que aconteceu”, disse ele durante viagem à Grécia.

Zebari disse que o governo atuará em conjunto com forças da região autónoma curda para expulsar os combatentes rebeldes de Mosul.

Os combatentes do EIIL executaram 15 pessoas, entre policiais, soldados e militantes contra a Al-Qaeda em várias localidades da província, O grupo também tomou o controle da cidade iraquiana de Tikrit e libertou centenas de prisioneiros nesta quarta.

Na terça-feira, um coronel afirmou que os rebeldes haviam se apoderado dos setores de Hawija, Zab, Riyad e Abasi, oeste da cidade de Kirkuk, e de Rashad e Yankaja, ao sul.

A captura sem precedentes de Mossul e Ninawa levou o governo a pedir ao parlamento que decrete o estado de emergência em todo o país, o que será decidido em reunião amanhã.


Após essas conquistas, os jihadistas se dirigiram à região de Salah ad-Din e a Kirkuk, onde também tomaram o controle de várias cidades nas últimas horas. Os combates forçaram mais de meio milhão de pessoas a abandonar a zona, segundo alertou a Organização Internacional das Migrações (OIM).

Os extremistas também avançaram sobre a cidade de Baiji, sede de uma refinaria de petróleo, e colocaram fogo no tribunal e na delegacia de polícia local. A refinaria de Baiji é a maior do Iraque e fornece derivados de petróleo para a maioria das províncias do país.

OS COMENTÁRIOS

Depois das aventuras “pró-democráticas” do Ocidente, no Iraque e na Síria, com guerras de agressão, ladainhas dos direitos humanos, centenas de milhar de mortos e feridos, destruição de unidades nacionais e da coexistência de religiões e povos e um cenário de penúria geral, o que resta?

Uma total e completa insegurança da vida de populações, expulsa das suas terras e das suas cidades por hordas de facínoras, dotados de armas letais fornecidas pelo Ocidente hipócrita, com a presença de milhares de jovens europeus fanatizados ao islão mais retrógrado.


Dura lição para a Turquia, para os USA, para a Europa dos Hollande, Cameron e Merckel, que mais uma vez se preparam para apagar com o rendimento dos cidadãos o fogo que atearam. Capitalismo hipócrita, imperialismo criminoso.