um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

sexta-feira, 30 de maio de 2014

cartoon

RODRIGO DE MATOS (PUBLICADO NO EXPRESSO)

                                                       
GRANDE PRÊMIO DO PRESS CARTOON EUROPE

PORMENORES ELEITORAIS (II)

1)      O despovoamento de grande parte do País é evidenciado pela redução dos inscritos nos cadernos eleitorais, comparando 2009 e 2014. Assim têm menos eleitores inscritos Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Viana do Castelo, Viseu, Vila Real, RA Madeira.


2)      O crescimento eleitoral da CDU é assimétrico, revelando muitas possibilidades futuras: Faro +35%, Leiria +33%, Viana do Castelo +25%, Coimbra +26%, Lisboa +24%, Viseu +21%, RA Açores+20%, Porto +19%, Aveiro+19%, acima da média nacional de +18%, e Santarém +16%, Vila Real 16% , Setúbal +13%, Castelo Branco +12%, Braga +11%, Portalegre +6,5% , Guarda +6%, Évora +6%, Bragança +3,7%, Beja +1,5%, e RA Madeira -28% , abaixo da média nacional dos +18%. 

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2014

Partidos que têm protagonizado o processo de construção capitalista perdem eleitorado.

Povos condenam União Europeia da austeridade e da desigualdade

Uma torrente de protesto varreu a generalidade dos países da União Europeia, esvaziando os partidos sociais-democratas e conservadores, cuja maioria no Parlamento Europeu está hoje mais reduzida que nunca.

  • Na Alemanha, os democratas-cristãos e os sociais-cristãos (CDU/CSU) venceram com 35,3 por cento dos votos, elegendo um total de 34 deputados, contra 37,9 por cento e 42 deputados somados pelos dois partidos em 2009. Os sociais-democratas, apesar de participarem no governo Merkel, recuperaram eleitorado conquistando 27,3 por cento e 27 deputados (mais 5,6 pontos percentuais e cinco deputados face a 2009). Os Verdes desceram de 12,1 para 10,7 por cento, perdendo três dos seus 14 deputados. O Die Linke (esquerda) baixou ligeiramente de 7,5 para 7,4 por cento, o que lhe terá custado um dos oito deputados de que dispunha. Resultado praticamente idêntico foi obtido pelo recentíssimo partido Alternativa para a Alemanha (AfD), uma formação criada há apenas um ano, que alcançou sete por cento e sete deputados. Entre os outros sete partidos que elegeram um deputado cada, está o partido neonazi NPD, que conseguiu pela primeira vez eleger um deputado ao Parlamento Europeu, dos 96 eleitos pela Alemanha.
  • Na Áustria, os conservadores do OVP lideraram o escrutínio com 27 por cento e cinco deputados (contra 30% e seis deputados em 2009), seguido de perto pelo Partido Social-Democrata (SPO), que recupera menos de meio ponto percentual (24,1%), mas consegue eleger mais um representante, num total de cinco. A extrema-direita do FPO passa de 12,7 e dois deputados para 19,7 e quatro eleitos. Os Verdes sobem de 9,5 por cento e dois deputados para 14,5 e três deputados. Por último o partido NEOS recolhe 8,1 por cento e elege um deputado.
  • Na Bélgica, os votos dispersaram-se por uma variedade de partidos, surgindo à cabeça a Nova Aliança Flamenga (nacionalista liberal e ecologista) com 16,35 por cento e quatro deputados, contra 6,1 por cento e um deputado em 2009. Seguiu-se o Open VLD (liberais conservadores), com 12,5 por cento e três deputados; os democratas-cristãos (CD&V) com 12,2 por cento e dois deputados; o Partido Socialista com 11,1 por cento e três deputados, o Movimento Reformador com 10,3 por cento e três deputados; o Partido Socialista Flamengo, com oito por cento e um eleito. Os verdes (Groen na Flandres e Ecolo na Valónia) recolhem respectivamente 6,4 e 4,6, elegendo um deputado cada. Por último o Centro Democrático Humanista elege um deputado (4,3%), o mesmo que a extrema-direita do Vlams Belang, que baixa de 9,8 por cento e dois deputados em 2009 para 4,3 por cento e um deputado.
  • Na Bulgária, o GERB (centro direita) venceu a eleição com 30,5 por cento e seis deputados, superando os 24,4 por cento e cinco deputados conquistados em 2009. Os sociais-democratas (BSP), no poder, sofrem uma pesada derrota, alcançando apenas 19 por cento e quatro deputados. O DPS, da minoria turca, sobe de 14,2 por cento e três deputados para 17,1 por cento e quatro deputados. Seguiram-se as formações «Bulgária sem Censura», com 10,6 por cento e dois deputados e o Bloco Reformista com 6,4 por cento e um deputado. Sem eleitos ficaram os nacionalistas Ataka, e o NDSV do ex-monarca Simeão.
  • No Chipre, os conservadores do Agrupamento Democrático (DISY), no poder, venceram com 37,7 por cento e dois deputados. Na segunda posição ficaram os comunistas do AKEL, que baixaram de 34,9 por cento para 26,9 por cento, mantendo no entanto os dois deputados. O DIKO (Partido Democrático) e o EDEK (sociais-democratas) obtiveram um deputado cada, com 10,8 por cento e 7,7 por cento (12,3% e 9,9% em 2009, respectivamente).
  • Na Croácia, a União Democrática Croata (HDZ), de direita, impôs-se à coligação social-democrata, liderada pelo SDP do primeiro-ministro Zoran Milanovic, recolhendo 41,4 por cento dos votos e seis deputados, contra 29,9 por cento e quatro deputados da formação do governo. O novo partido ecologista ORaH obteve 9,42 por cento dos votos e elegeu um deputado.
  • Na Dinamarca, o Partido do Povo Dinamarquês (DF), antieuropeísta e xenófobo, foi a formação mais votada com 26,6 por cento e quatro eleitos, seguindo-se os sociais-democratas, no poder, com 19,1 por cento e três lugares (20,9% e quatro lugares em 2009). Os liberais perderam um dos três deputados, e baixaram de 19,6 por cento para 16,7 por cento, o mesmo sucedendo com o Partido Socialista do Povo (SF), que desceu de 15,4 por cento e dois deputados para 10,9 por cento e um eleito. Também os conservadores (KF) desceram de 12,3 por cento para 9,2 por cento, mantendo o deputado. Já o movimento popular anti União Europeia (N), que integra o grupo da Esquerda Unitária Europeia, reforçou a sua votação, de sete para 8 por cento, elegendo o seu deputado.
  • Na Eslováquia, país em que a abstenção atingiu o recorde de 87 por cento, os sociais-democratas do SMER, do primeiro-ministro Robert Fico, ganharam a eleição com 24 por cento e quatro deputados (32% e cinco deputados em 2009), seguindo-se dois partidos democratas-cristãos (KDH e SDKU-DS), com 13,2 por cento e 7,7 por cento, respectivamente, e dois eleitos cada. Outros cinco partidos elegeram um deputado cada, designadamente, os conservadores da «Gente Comum» (OĽaNO), com 7,4 por cento, do Nova – Dohoda (6,8%), do «Liberdade e Solidariedade» (SaS), com 6,6%, e ainda dois partidos da minoria húngara, SMK-MPK e MOST-HID, com 6,5 e 5,8 por cento, respectivamente. A extrema-direita do SNS perdeu o seu deputado não indo além dos 3,6 por cento contra 5,5 em 2009.
  • Na Eslovénia, a direita (SDS) ganhou as eleições com 24,6 por cento e três deputados, seguindo-se a coligação Partido Popular e Nova Eslovénia (NSi-SLS), com 15,2 por cento e dois deputados. Em terceiro lugar ficou o novo partido Verjamem («Eu Acredito»), com 10,6 por cento e um deputado, à frente do partido dos pensionistas (Desus), com 9,1 por cento e dos sociais-democratas (SD) que baixaram de 18,4 e dois deputados para 8,1 por cento e um deputado.
  • Em Espanha, os dois maiores partidos sofreram uma hecatombe eleitoral perdendo mais de 5,2 milhões de votos e ficando juntos abaixo dos 50 por cento. O PP conseguiu 26 por cento e 16 deputados (42,2 por cento e 23 lugares em 2009) e o PSOE 23 por cento e 14 deputados (38,5 por cento e 21 deputados em 2009). Como terceira força mais votada surge a Esquerda Plural, constituída pela Esquerda Unida, Verdes e outras formações, com dez por cento dos votos e seis deputados (3,7% e dois deputados em 2009). Outra novidade foi a emergência do partido «Podemos», nascido do movimento dos indignados, que conquistou oito por cento e cinco deputados. Também a União Progresso e Democracia (UPyD) teve um progresso assinalável duplicando a votação para 6,4 por cento e elegendo quatro deputados (2,9 e um deputado em 2009). A Coligação pela Europa, que junta os partidos nacionalistas da Catalunha, País Basco, Canárias e outros, teve um ligeiro crescimento percentual (de 5,1% para 5,4%), mantendo os três deputados. A coligação «Esquerda pelo Direito a Decidir» (EPDD), que inclui, entre outros, a Esquerda Republicana (ERC), a mais votada na Catalunha, obteve quatro por cento e dois deputados. A coligação «Os Povos Decidem» (LPD), que inclui entre outros a força basca Euskal Herria Bilu (HE Bildu) e o Bloco Nacionalista Galego (BNG) elegeu um deputado com dois por cento dos votos. Finalmente a Primavera Europeia (ecologista) recolheu 1,9 por cento e elegeu um deputado.
  • Na Estónia, o Partido da Reforma (ER), no governo, venceu com 24,3 por cento e dois eleitos, secundado pelos liberais do Partido do Centro (KE), com 22,4 por cento e um eleito. Com um eleito cada ficaram outros três partidos, a saber: IRL (direita) com 13,9 por cento, (SDE) sociais-democratas e a lista independente de Indrek Tarand, com 13,2 por cento.
  • Na Finlândia, a Coligação Nacional conservadora (KOK), no poder, foi a mais votada com 22,6 por cento e três deputados (resultado similar ao de 2009), seguida pelo Partido do Centro (Kesk), com 19,7 por cento e três deputados, pelos populistas «Verdadeiros Finlandeses» (PS), com 12,9 por cento e dois deputados e pelos sociais-democratas (SDP), que baixam de 17,5 para 12,3 por cento, mantendo os dois deputados. Por seu lado, a Aliança de Esquerda (VAS) sobe de 5,9 por cento para 9,3 por cento, elegendo um deputado que integrará o GUE/NGL. Inversamente os verdes (VIHR) descem de 12,4 para 9,3 por cento e perdem um dos dois deputados. Finalmente os centristas do SFP (RKP) mantêm a votação (6,7%) bem como o seu deputado.
  • Na França, a Frente Nacional (extrema-direita) ficou à frente dos partidos de direita e da social-democracia, com 24,9 por cento e 24 deputados (6,3% e três deputados em 2009). Na segunda posição ficou a União para um Movimento Popular (UMP), com 20,8 por cento e 20 deputados (27,8% e 29 deputados em 2009), e o Partido Socialista, no poder, com 14 por cento e 13 deputados, a mais baixa votação de sempre dos socialistas (16,5% e 14 deputados em 2009). A coligação dos democratas «Alternativa» (UDI+MoDem) recolheu 9,9 por cento e sete deputados, seguindo-se a Europa Ecologia com 8,9 por cento e seis deputados. Finalmente a Frente de Esquerda soma 6,3 por cento e três deputados a que se junta um deputado eleito pela União do Ultramar. Em relação a 2009, a Frente de Esquerda perdeu um deputado, apesar de ter subido 0,3 pontos percentuais.
  • Na Grã-Bretanha, o sufrágio foi ganho pelo Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), contra a UE, tendo conquistado 24 dos 73 deputados eleitos pelo país e cerca de 27,5 por cento. O UKIP obteve assim mais dois pontos percentuais do que os trabalhistas (25,4%) e mais 3,5 pontos percentuais face aos conservadores (23,9%). Os liberais-democratas foram ultrapassados pelos Verdes, de acordo com os resultados parciais conhecidos à hora do fecho desta edição.
  • Na Grécia, o Syriza venceu as eleições, afirmando-se igualmente como a formação mais votada na região de Ática, que engloba Atenas e um terço do eleitorado grego, com 26,6 por cento dos votos e seis deputados. Os conservadores da Nova Democracia, no governo, obtiveram 22,7 por cento e cinco deputados (32,3% e oito deputados em 2009). Em terceiro lugar ficou o partido neonazi Aurora Dourada com 9,4 por cento e três deputados (7,15% e dois deputados em 2009), à frente dos sociais-democratas do Pasok, rebatizados de Elia (8% e dois assentos contra 36,6% e oito deputados em 2009) e do novo partido social-democrata Potami (6,6% e dois assentos). Os comunistas do KKE desceram de 8,4 para seis por cento, mas mantiveram os seus dois deputados. Por último, o partido populista e nacionalista «Gregos Independentes» obteve 3,4 por cento e um deputado.
  • Na Holanda, os sociais-liberais do D66 venceram o escrutínio com 15,4 por cento e quatro deputados (11,3% e três deputados em 2009). Embora praticamente empatados na votação, com 15 por cento, os democratas-cristãos conquistaram mais um deputado, num total de cinco, seguidos pelo Partido da Liberdade (PVV), de extrema-direita, liderado pelo deputado Geert Wilders, que baixou de 17 para 13,2 por cento, embora tenha mantido os seus quatro deputados. O Partido da Liberdade e Democracia (VVD), que governa com o PvdA, manteve a sua votação (11,9% e três deputados), enquanto o Partido Socialista (SP) sobe de 7,1 para 9,6 pro cento e dois deputados, superando em percentagem os sociais-democratas do PvdA, os quais, no entanto, lograram eleger três deputados. A União Cristã-SGP (protestantes calvinistas) recolheu 7,6 por cento dos votos e dois deputados, ao mesmo tempo que os Verdes perdem um dos três deputados, descendo de 8,9 para sete por cento.
  • Na Hungria, a direita do (FIDESZ-KDNP) venceu com 51,5 por cento e 12 deputados (56,4% e 14 deputados em 2009), seguindo-se o partido JOBBIK (a extrema-direita), com 14,7 por cento e três deputados, resultado similar ao de 2009. Em queda acentuada estiveram os sociais-democratas do MZSP, que recuaram para terceira força com 10,9 por cento e dois deputados (17,3% e quatro deputados em 2009). À Coligação Democrática, de centro-esquerda, que obteve 9,8 por cento e dois deputados, seguiram-se dois partidos ecologistas (E14-PM e LMP), com 7,2 por cento e cinco por cento, respectivamente, cada com um deputado.
  • Na Irlanda, uma lista de independentes liderou a votação, com 24 por cento, embora só tenha elegido um deputado. Seguiram-se os liberais-democratas do Fianna Fáil e conservadores do Fine Gael. Ambos obtiveram 22 por cento dos votos, mas o primerio elegeu dois deputados enquanto o segundo elegeu quatro. Por seu turno o Sinn Féin teve uma assinalável subida, passando de 11,2 por cento e um deputado para 17 por cento e três deputados. O Partido Verde alcançou seis por cento e um deputado.
  • Na Itália, o Partido Democrata (PD) teve uma acentuada subida, alcançando 40,8 por cento dos votos e 31 deputados (26,1% por cento e 22 deputados em 2009), deixando em segundo lugar o Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo, com 21,1 por cento e 17 deputados. Em terceiro lugar vem o partido de Berlusconi Força Itália, com 16,8 por cento e 13 deputados, a Liga do Norte com 6,1 pro cento e cinco deputados e a coligação de direita (NCD,UDC e PPI), com 4,3 e três deputados, e, por último, a «Outra Europa com Tsipras), que obtêm 4.3 por cento e três deputados.
  • Na Letónia, a coligação governamental «Unidade» (direita) obteve 46 por cento e quatro deputados. Em segundo lugar ficou a coligação Aliança Nacional com 14 por cento e um eleito, seguindo-se o partido Harmonia com 13 por cento e um deputado, a união de agricultores e verdes (ZZS), com oito por cento e um deputado e o partido dos Verdes (LKS) com seis por cento e um deputado.
  • Na Lituânia os cristãos-democratas (TS-LKD) venceram com uma diferença mínima em relação ao Partido Social-Democrata, no governo, obtendo 17,4 e 17,3 por cento, respectivamente, e dois deputados cada. Seguiram os liberais (LRLS), com 16,2 por cento e dois deputados, o partido «Ordem e Justiça», com 14,27 por cento e dos deputados, o partido trabalhista (DP), com 12,8 por cento e um deputado e, finalmente, o partido da minoria polaca (LLRA), com oito por cento e um eleito.
  • No Luxemburgo, os sociais-cristãos (CSV) venceram com 37,6 por cento e três deputados, enquanto os Verdes ascenderam ao segundo lugar com 15 por cento e um deputado, à frente do Partido Democrático (direita), com 14,7 e um deputado, e dos sociais-democratas, que descem de 19,4 por cento para 11,7 por cento, mas mantêm o seu deputado.
  • Em Malta, os trabalhistas mantiveram uma votação expressiva (53%) e elegeram mais um deputado no total de quatro. A segunda força é o partido nacionalista que desceu ligeiramente de 40,49 por cento para 40 por cento, reelegendo os dois deputados.
  • Na Polónia, o partido «Lei e Justiça» vence em percentagem (32,3%), mas é igualado em número de deputados pela Plataforma Cívica (PO), no governo, que baixou de votação de 44,4 por cento e 25 deputados para 31,34 por cento e 19 deputados. A aliança social-democrata (SLD) recolheu 9,5 por cento dos votos e cinco deputados, o partido dos agricultores (PSL) chega aos 7,2 por cento e cinco, e o partido da Nova Direita (KNP) chegou aos 7,1 por cento e quatro deputados.
  • Na República Checa, o partido de centro-direita «Ano 2011», que integra a coligação de governo com os sociais-democratas, venceu com 16,1 por cento, seguida de perto pela oposição conservadora TOP 09, com 15,5 por cento e pelos sociais-democratas (CSSD), com 14,1 por cento. Estes três partidos elegeram quatro deputados cada. Os comunistas do KSCM constituem a quarta força, com 11 por cento e três deputados (terceira força com 14,2 por cento e quatro deputados em 2009). Seguiram-se os democratas-cristãos (KDU-CSL), com dez por cento e três deputados e, por último, os democratas cívicos (ODS) com 7,7 por cento e dois deputados (31,4% e nove deputados em 2009).
  • Na Roménia, os sociais-democratas (PSD), no poder, ganharam o sufrágio com 37,6 por cento e 16 deputados, seguidos ao longe pelos liberais (PNL) na oposição, com 15 por cento e seis deputados, e pelos democratas-liberais (PDL), com 12,2 por cento e cinco deputados. O candidato independente Mircea Diaconu foi eleito com 6,8 por cento, à frente do partido da minoria húngara (UDMR) com 6,5 por cento e dois eleitos e Partido do Movimento Popular, com 6,3 e igualmente dois eleitos. O Partido da Grande Roménia (PRM), de extrema-direita, foi irradiado do hemiciclo perdendo os seus três eleitos.
  • Na Suécia, o Partido Moderado, no governo, sofreu uma pesada derrota vendo-se relegado para terceiro lugar, com 13,6 por cento e três eleitos, atrás dos verdes que elegeram o mesmo número de deputados com 15,3 por cento, e dos sociais-democratas, a força mais votada, com 24,4 por cento e seis eleitos. Os liberais (FP) foram a quarta força com dez por cento e dois eleitos, seguindo-se os Democratas Suecos (SD) com 9,7 por cento e dois deputados, o Partido do Centro, com 6,5 por cento e um eleito, o Partido da Esquerda (V), com 6,3 por cento e um deputado, os democratas-cristãos (KD), com seis por cento e um deputado e, por fim, a Iniciativa Feminista (anti-racista) que obteve 5,3 por cento dos votos e elegeu um deputado.
    (em Avante)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Tim Buckley - Song to the Siren



Há inúmeras versões (Robert Plant, Sinead O´Connor, Brian Ferry, George Michael...) mas a original é a melhor.

a cuspidela da serpente

Segundo o Jornal de Negócios, a PEUGEOT CITROEN não despedirá trabalhadores em Mangualde. A PEUGEOT CITROEN vai, sim, dispensar 280 "colaboradores", de um turno "extraordinário", fruto de um "redimensionamento" que responde a uma diminuição da capacidade de produção. A empresa liderada pelo português Carlos Tavares refere que a criação desse turno foi uma "oportunidade transitória" de uma "produção excepcional e temporária". Nessa altura, os colaboradores saberiam que a sua contratação era temporária. Com este "ajustamento",  os "dispensados são privilegiados em eventuais contratações futuras".

Bien sure, Mr. President Tavares. Os "privilegiados" prometem estudar francês, nomeadamente o  francês "comercial", para entender melhor os contratos e as notícias do Jornal de Negócios. Au revoir, Mr. Le Pen, pardon, Mr. Tavarrres.

terça-feira, 27 de maio de 2014

MONIKA ERTL: A JUSTICEIRA DO HOMEM QUE CORTOU AS MÃOS AO CHE


Eram dez menos vinte da manhã de 1 de Abril de 1971 em Hamburgo, Alemanha. Uma bela e elegante mulher de profundos olhos cor do céu entra no escritório do cônsul da Bolívia e espera pacientemente ser atendida. Enquanto espera, olha indiferente os quadros que adornam o escritório. Roberto Quintanilla, cônsul boliviano, vestindo elegantemente um fato escuro de lã, aparece no escritório e saúda, impressionado pela beleza dessa mulher que diz ser australiana, e que dias antes lhe havia pedido uma entrevista.
Por um instante fugaz ambos se encontram frente a frente. A vingança surge encarnada num rosto feminino muito atractivo. A mulher de beleza exuberante fixa-o nos olhos e sem mais palavras empunha um revolver e dispara três vezes. Não houve resistência, nem confronto, nem luta. Os disparos acertaram em cheio. Na sua fuga, deixou para trás uma peruca, a sua bolsa, o seu Colt Cobra 38 Special, e um pedaço de papel onde se lia “Vitória ou morte. ELN”.
Quem era esta audaz mulher e porque teria assassinado “Toto” Quintanilla? Na milícia guevarista havia uma mulher que se fazia chamar Imilla, palavra cujo significado em língua quechua e aimara é menina ou jovem indígena (agora considerado um insulto na Bolívia). O seu nome de origem: Mónica (Monika) Ertl. A alemã de nascimento que havia realizado uma viagem de onze mil quilómetros desde a perdida Bolívia com o único propósito de justiçar um homem, o personagem mais odiado pela esquerda mundial: Roberto Quintanilla Pereira.
A partir desse momento ela converteu-se na mulher mais procurada do mundo. Surgiu nas primeiras páginas dos diários de toda a América. Mas ¿quais eram as suas razões e quais as suas origens? Regressemos a 3 de Março de 1950, data em que Mónica havia chegado à Bolívia com Hans Ertl – seu pai – através da que seria conhecida como a “rota das ratazanas”, a via que facilitou a fuga de membros do regime nazi para a América do Sul no final do maior e mais sangrento conflito armado da história universal: a II Guerra Mundial.
A história de Mónica veio a ser narrada em grandes traços graças à investigação de Jürgen Schreiber. A que lhe apresento é apenas um esboço desta apaixonante história que envolve muitos sentimentos e personagens. Hans Ertl (Alemanha, 1908 - Bolívia, 2000) alpinista, inovador de técnicas submarinas, explorador, escritor, inventor e materializador de sonhos, agricultor, converso ideológico, cineasta, antropólogo e etnógrafo amador. Muito cedo alcançou notoriedade ao retratar os dirigentes do partido nacional-socialista quando filmava a majestade, a estética corporal e a destreza atléticas dos participantes nos Jogos Olímpicos de Berlim (1936), sob a direcção da cineasta que glorificou os nazis, Leni Riefenstahl.
Entretanto, teve o infortúnio (e a posterior desgraça) de ficar conhecido para a história como o fotógrafo de Adolf Hitler, embora o iconógrafo oficial do Führer tenha sido Heinrich Hoffman, do esquadrão de defesa. Algumas fontes referem que Hans estava destacado para documentar as zonas de acção do regimento do famoso marechal de campo Erwin Rommel, apelidado ”Raposa do Deserto” , na sua travessia para Tobruk em África. Como dado curioso o facto de Hans não ter pertencido ao partido nazi embora, apesar de detestar a guerra, exibisse com orgulho o casaco desenhado por Hugo Boss para o exército alemão, como símbolo das suas aventuras de outrora e do seu garbo ariano. Detestava que lhe chamassem “nazi”, não tinha nada contra eles, como tão pouco tinha contra os judeus. Por irónico que pareça foi outra vítima da Schutzstaffel. No final da Segunda Guerra Mundial, quando o Terceiro Reich ruiu, os altos responsáveis, colaboradores e próximos do regime nazi fugiram da justiça europeia refugiando-se em diversos países, entre os quais os do continente americano, com o beneplácito dos respectivos governos e o apoio incondicional dos Estados Unidos. Diz-se que era uma pessoa muito pacífica e que não tinha inimigos, de modo que optou por ficar na Alemanha durante algum tempo trabalhando em tarefas inferiores ao seu status, até que emigrou com a sua família. Primeiramente para o Chile, no arquipélago austral de Juan Fernández, “fascinante paraíso perdido” onde realizou o documentário “Robinson” (1950) e outros projectos. Após uma longa viagem, Ertl estabelece-se em 1951 em Chiquitania, a 100 quilómetros da cidade de Santa Cruz. Chegou até aí para se instalar nas prósperas e virgens terras, qual conquistador do século XV, entre a espessa e intrincada vegetação brasileiro-boliviana. Uma propriedade de 3.000 hectares onde construiria com as suas próprias mãos e com materiais locais o que foi o seu lar até aos últimos dias; “La Dolorida”.
O vagabundo da montanha, como era conhecido pelos exploradores e cientistas, deambulava com o seu passado às costas pela imensa natureza com a visão ávida de descobrir e capturar por meio da sua objectiva toda a percepção da sua mágica envolvente na Bolívia, ao mesmo tempo que começava uma nova vida acompanhado da sua esposa e das suas filhas. A mais velha chamava-se Mónica, tinha 15 anos quando teve lugar o exilio, e aqui começa a sua história…
Mónica tinha vivido a infância no meio da efervescência do nazismo na Alemanha e quando emigraram para a Bolívia aprendeu a arte do seu pai, o que lhe valeu trabalhar depois com o documentarista boliviano Jorge Ruiz. Hans realizou na Bolívia vários filmes (“Paitití” e “Hito Hito”) e transmitiu a Mónica a paixão pela fotografia. Na verdade facilmente podemos reivindicá-la como pioneira das mulheres realizadoras de documentários na história da sétima arte. Mónica criou-se num círculo tão fechado como racista, no qual brilhavam tanto o seu pai como outro sinistro personagem a quem ela se acostumou a chamar com carinho “O tio Klaus”. Um empresário alemão (pseudónimo de Klaus Barbie (1913-1991) e ex chefe da Gestapo em Lyon, França) mais conhecido como o “Carniceiro de Lyon”. Klaus Barbie mudaria o seu apelido para ”Altmann” antes de se envolver com a família Ertl. Este homem ganhou suficiente confiança no estreito círculo de personalidades em La Paz a ponto de o próprio pai de Mónica, que foi quem o apresentou, lhe ter inclusivamente conseguido o seu primeiro emprego na Bolívia como cidadão Judeu Alemão. Diz-se dele que posteriormente assessorou ditaduras sul-americanas.
A célebre protagonista desta história casou-se com outro alemão em La Paz e viveu nas minas de cobre do norte de Chile mas, ao fim de dez anos, o seu matrimónio fracassou e ela converteu-se numa activa política que apoiou causas nobres. Entre outras coisas ajudou a fundar um lar para órfãos em La Paz, agora convertido em hospital. Viveu num mundo extremo rodeada de velhos lobos torturadores nazis. Não estranhava qualquer indício perturbador.
Entretanto, a morte do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara na selva boliviana (Outubro de 1967) tinha significado para ela o impulso final no que diz respeito aos seus ideais. Mónica – segundo a sua irmã Beatriz – ”adorava o “Che” como se fosse um Deus”. Em resultado disto a relação entre pai e filha tornou-se difícil pela combinação desse fanatismo associado a um espírito subversivo, que constituíram talvez os factores detonantes na geração de uma postura combativa, idealista, perseverante. O seu pai foi o mais surpreendido e, embora isso lhe custasse, expulsou-a da granja. Talvez esse desafio tenha produzido nele, nos anos 60, uma certa metamorfose ideológica, a ponto de se converter em colaborador e defensor indirecto dos esquerdistas na América do Sul. “Mónica foi a sua filha favorita, o meu pai era muito frio em relação a nós e ela parecia ser a única que amava. O meu pai nasceu como resultado de uma violação, a minha avó nunca lhe mostrou afecto e isso marcou-o para sempre. O único afecto que mostrou foi para Monika”, disse Beatriz em entrevista à BBC News.
Em finais dos anos sessenta tudo mudou com a morte do Che Guevara. Rompeu com as suas raízes e empreendeu uma viragem drástica para entrar em pleno na milícia empunhando a bandeira da Guerrilha de Ñancahuazú, tal como o seu herói fizera em vida no combate contra a desigualdade social. Mónica deixou de ser aquela rapariga apaixonada pela objectiva para se converter em “Imilla a revolucionária” refugiada num acampamento das colinas bolivianas. À medida que foram desaparecendo da face da Terra a maior parte dos que integravam a guerrilha, a sua dor transformou-se em força para reclamar justiça convertendo-se numa peça chave operacional para o ELN. Durante os quatro anos que permaneceu retirada no acampamento apenas uma vez por ano escreveu ao seu pai , para dizer textualmente; não se preocupem por mim… estou bem. Lamentavelmente, nunca mais voltou a vê-la; nem viva, nem morta.
Em 1971 cruza o Atlântico e volta à sua Alemanha natal, e em Hamburgo executa pessoalmente o cônsul boliviano, o coronel Roberto Quintanilla Pereira, responsável directo pelo ultraje final a Guevara: a amputação das suas mãos, na altura do seu fuzilamento em La Higuera. Com essa profanação assinou a sua sentença de morte e, desde então, a fiel “Imilla” propôs-se uma missão de alto risco: jurou que vingaria o Che Guevara.
Depois de cumprir o seu objectivo começaria uma perseguição que atravessou países e mares e que apenas encontrou o fim no ano de 1973 quando Mónica caiu morta, numa emboscada que segundo algumas fontes fidedignas lhe montou o seu traiçoeiro “tio” Klaus Barbie.
Depois da sua morte, Hans Erlt continuou a viver e a filmar documentários na Bolívia, onde morreu com a idade de 92 anos (ano 2000) na sua granja agora convertida em museu graças à ajuda de algumas instituições de Espanha e Bolívia. Ali permanece enterrado, acompanhado pelo seu velho casaco de militar alemão, seu fiel companheiro dos últimos anos. O seu sepulcro permanece entre dois pinheiros e terra da sua Baviera natal. Ele mesmo se encarregou de o preparar e a sua filha Heidi de tornar realidade seus desejos. Hans tinha expressado numa entrevista concedida à agência Reuters: “Não quero regressar ao meu país. Quero, mesmo morto, ficar nesta minha terra.”
Diz-se que num cemitério de La Paz descansam “simbolicamente” os restos de Mónica Ertl. Na realidade nunca foram entregues ao seu pai. Os seus pedidos foram ignorados pelas autoridades depois do acontecimento. Os restos permanecem em algum sítio desconhecido do país boliviano. Jazem numa fossa comum, sem uma cruz, sem um nome, sem uma bênção do seu pai. Assim foi a vida desta mulher num período em que, no dizer da direita fascista daqueles anos, campeava “o comunismo” e por conseguinte “o terrorismo” na Europa. Para uns o seu nome ficou gravado nos jardins da memória como guerrilheira, assassina ou talvez terrorista, para outros como uma mulher valente que cumpriu uma missão. Na minha opinião, é a costela feminina de uma revolução que lutou pelas utopias da sua época, e que perante os nossos olhos obriga a reflectir uma vez mais sobre a frase: “Nunca subestime o valor de uma mulher”.

Fonte: Cubadebate

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PORMENORES ELEITORAIS

A CDU no Distrito do Porto progrediu sensivelmente em eleições europeias desde 2009. Assim a percentagem da CDU passou de 8,22% para os actuais 9,84%.

Dentre os concelhos do Distrito, sublinhe-se Gondomar (de 11,9 para 14,74%), Porto (de 9,74 para 12,09%), Valongo (de 9,52 para 11,58%), Gaia (de 9,59 para 11,48%), Matosinhos (de 8,45 para 11,13%), Maia (de 7,43 para 9,75%), Vila do Conde (de 6,09 para 7,44), Póvoa do Varzim (de 5,27 para 6,53%), Paredes (5,93 para 6,94%). Menos expressivos os avanços em Penafiel (6,31 para 6,5%), Santo Tirso (7,07 para 7,58%), Paços de Ferreira (4,8 para 5,35%), Marco (5,52 para 5,57%). Em Amarante, Baião, Lousada e Felgueiras, reduziu-se a votação.


Nas freguesias de Paredes registe-se a progressão em Parada de Todeia (31,62 para a vitória com 37,54%), Cete (de 9,79 para 14,42%), Recarei (de 11,12 para 13,46%), Sobreira (de 7,01 para 8,46%), Beire (1,34 para 3,27%), Louredo (2,81 para 5,52%), Vilela (2,31 para 3,96%)

grafismo


Pedro Barroso - Estados Unidos da Europa(Tributo)

domingo, 25 de maio de 2014

Em Parada de Todeia, último dia da campanha da CDU





E A ESPERANÇA CONCRETIZOU-SE. A INÊS ZUBER E O MIGUEL VIEGAS, PRESENTES EM PARADA, FORAM ELEITOS EURODEPUTADOS,

E A CDU GANHOU EM PARADA DE TODEIA

sábado, 24 de maio de 2014

amanhã

Amanhã é dia de VOTAR!
1 - A abstenção dá jeito à direita
2 - Os que estiveram sempre com a direita não dão sinais de "mudança"
3 - Votar em "Alianças" é votar em quem vende a soberania do país e a vida dos portugueses
4 - As aves raras que aparecem agora, muito rápido voam. Não se deixem enganar por supostas pessoas do "povo"
5 - O trabalho de alguns deputados e a falta de trabalho de outros é um facto.
Votem & Não votem contra as vossas vidas

dEUS - Let's get lost

quinta-feira, 22 de maio de 2014

FARC EP com nova canção de RAP no seu 50.º Aniversario

INTERNACIONAL

Nas eleições regionais e autárquicas do passado fim de semana, o Partido Comunista Grego e a sua Frente Eleitoral avançaram, atingindo cerca de 500.000 votos e 9% do total.  

Em 2012 votaram nos comunistas e seus aliados 277.227 gregos (4,5%). Agora foram 497.653 (8,82%).

As ideias do progresso e da liberdade reforçam-se .

terça-feira, 20 de maio de 2014

A ALIANÇA ...DO CAPITAL


«Uma das formas de sair destes números do desemprego é flexibilizar o mercado de trabalho»
Paulo Rangel na TVI24 (Prova dos 9, 6 de Março 2014)

«Portugal está melhor que em 2011. É um dado objectivo, inquestionável e indesmentível»
Entrevista de Nuno Melo ao Jornal i (07/04/2014)

«Passos hoje é conhecido como o campeão da União Bancária»
Entrevista de Paulo Rangel ao Expresso (08/03/2014)

«os salários mais baixos da função pública não podem perder poder de compra, devem ser actualizados apenas pelo nível da inflação»
Passos Coelho, SIC, Abril de 2010

«Portugal está muito melhor, o que não invalida que as pessoas não o sintam»
Entrevista de Nuno Melo ao Jornal i (07/04/2014)

«Não podemos dizer que a troika foi má»
Entrevista de Nuno Melo ao Jornal i (07/04/2014)

«O PSD acha que o aumento de impostos que já está previsto por este governo, já é mais do que suficiente, não é preciso fazer mais aumentos de impostos. O IVA não é para subir.»
 Passos Coelho




segunda-feira, 19 de maio de 2014

O PS, ESSE MODELO DE COERÊNCIA


Há um mês, em 2014...e já em 2011

PROGRAMA ELEITORAL 2014
«Todos hoje estamos bem conscientes de que a Europa nos protege da crise» José Sócrates na apresentação de Vital Moreira (21/03/2009)

«Creio que neste momento não devemos falar da renegociação da dívida, devemos antes falar da necessidade de cumprirmos integralmente aquilo que nos propusemos concretizar.»
Entrevista de Francisco Assis ao Jornal do PS - Acção Socialista - Junho de 2011

«Temos de ter um compromisso quanto à política de austeridade»
Entrevista de Francisco Assis ao Expresso, 22 Março 2014

«Eu não fico nada satisfeito, pelo contrário, profundamente preocupado, quando vejo o 1º ministro a ser sistematicamente apupado, porque acho isso mau.»
Francisco Assis em entrevista a RR, 19 Fevereiro 2013

«Sou acusado de preferir entendimentos à direita. Eu não prefiro entendimentos à direita, não é uma questão de preferir, é uma constatação da realidade, apesar de tudo, nalgumas questões essenciais, tem sido até aqui mais exequível fazer alguns entendimentos com o PSD. Por exemplo, nas políticas europeias, nas políticas económicas»
Francisco Assis à Antena 1, 10 de Outubro 2014


«A posição do governo e do Partido Socialista tem que ser uma posição de disponibilidade permanente para a promoção de entendimentos com outras forças partidárias e muito em particular com o PSD»
Entrevista de Francisco Assis na Antena 1, 4 de Março 2011

«Pode ser necessário (um governo de Bloco Centra), não o descarto.»
Entrevista de Ana Gomes ao SOL (28/03/2014)

O PEC (IV) é o ponto de partida para as negociações com o FMI»
Francisco Assis em entrevista a TSF (8 de Abril 2011)

«Não há década perdida nenhuma, houve áreas em que o país se robusteceu»
Francisco Assis na SIC (20 Fevereiro 2014)


O Tozé chegou-se à frente

VADIM PAPURA

Ele estudava política em seu primeiro ano na Universidade Nacional de Odessa.
Ele não bebia álcool, ele fazia atletismo.
Ele odiava o nazismo e queria fazer o mundo melhor.
Ele era comunista.
Em 2 de maio ele foi ao campo de Kulikovo em Odessa, ele queria proteger as mulheres
Ele só tinha 17 anos.

Lembrar-nos-emos dele.

domingo, 18 de maio de 2014

Ara Malikian / Fernando Egozcue Quinteto - Viejos Aires

FOTOGRAFIA EXEMPLAR (E ALGO ...ANAFADA)


Foram muitos anos a criar uma farsa: uma organização dita renovadora e comunista. O senhor de pé, atentamente ouvido pelo Tozé Seguro, é Paulo Fidalgo, um pretenso ideólogo das politicas "renovadoras", especialista em destruir tudo o que constitui património da esquerda comunista. A apresentação a que se refere a fotografia é um acto menor da politica de submissão á social-democracia, em que o anafado Fidalgo, conjuntamente com o anafado Brito e o igualmente anafado Cipriano, perante o anaf... Assis, se deliciaram a mostrar um "propósito convergente" .

sábado, 17 de maio de 2014

Gonçalo M. Tavares :: O Desempregado com Filhos / Dito por Cristina Branco





Gonçalo M. Tavares
"O desempregado com filhos" in «O Senhor Brecht» (2004)
Cristina Branco declama este poema no seu álbum «Alegria» 2013)
Música: Eleni Karaindrou, "Medea's Lament I" in «Medea» (2014)

Filmado, em stop motion, em Lisboa e Cacilhas.


POEMA:

"Ele estava desempregado há muito tempo.
Tinha filhos e do trabalho restavam cadilhos. E da fome sobravam rastilhos.
Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão.
Ele estava desempregado há mais tempo do que sabia, e mesmo se não queria, tinha filhos, aceitou.
Logo ali no cepo a deixou.
A mão, a mão, a mão.

Outra vez despedido de novo procurou emprego.
Só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão, aquela que te resta, a segunda
mão.
Ele estava desempregado, tinha filhos, aceitou.
Porque o tempo lhe fugia entre os últimos dedos lhe fugia,
a mão, o tempo, a mão.

Porque o tempo lhe fugia, entre os últimos dedos lhe fugia,
a mão, o tempo, a mão.

E quando um dia lhe disseram; só tens emprego se te cortarmos a cabeça.
Ele estava desempregado há mais tempo do que podia, tinha filhos, aceitou, e
baixando a cabeça, assentou.

Porque o tempo lhe fugia, entre os últimos dedos lhe fugia,
a mão, o tempo, a mão."

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A LIXEIRA E AS RATAZANAS

A notícia vem em contraciclo do festim governamental. Já o ministro da Economia brandia uma garrafa de champanhe, anunciando o fim do pesadelo, quando as estatísticas do INE nos revelam a dura realidade. O PIB português, depois de três trimestres a crescer uns anémicos números, atinge no 1.º trimestre de 2014 uma redução de 0,7% em relação ao trimestre anterior e só cresce 1,2% em relação a trimestre homólogo de 2013. Esperavam os arautos desta recuperação económica uns diminutos +0,4% mas a realidade ficou nos -0,7%.
O Governo diz-se tranquilo, encontrando justificação no encerramento por razões operacionais da refinaria da GALP em Sines e na produção da fábrica da Auto Europa em Palmela. Mas a Administração da AutoEuropa já veio desmentir qualquer quebra de produção, que como sabemos é quase na totalidade destinada á exportação: no 1.º trimestre de 2013 foram produzidos 23.484 veículos, no último trimestre de 2013 22.121 veículos e no primeiro trimestre de 2014 26.300 veículos. A MENTIRA TEM PERNA CURTA. 

Mas os dados europeus não são melhores: o crescimento da zona euro fica-se neste trimestre nuns 0,2% do PIB quando se anunciava o dobro, a Alemanha cresce 0,8%, a Itália recua 0,1% e a Holanda, um dos pilares das politicas orçamentais restritivas,  reduz o PIB em 1,4%. A produção industrial estagnou no continente europeu. 

o sistema financeiro está á beira do colapso. O BBVA abandona as dezenas de balcões no País (já foram 150, agora eram 83), com milhares de despedimentos, e afirma ter tido em 3 anos prejuízos acumulados de 133 milhões de euros. O Barclays faz o mesmo com as 147 agências e os seus 1600 trabalhadores. As ratazanas deixaram de ter confiança nas politicas de direita. Só falta o povo abrir os olhos.  Começando a 25 de Maio. 

CR

TEXTO

OPINIÃO


Socialistas
Na aproximação das eleições europeias, levantou-se entre governos e partidos do centrão liberal-conservador e socialista uma maré de preocupação com a ascensão dos populistas eurocépticos e da extrema-direita (uns e outra a mesma coisa em muitos casos).
“Todos invocam o peso da crise nas escolhas extremistas. Mas cada um age como se se tratasse de um fenómeno natural, lamentável mas inevitável. A desregulação financeira, o desmantelamento dos direitos sociais, a redução do poder de compra das classes médias, forçar os assalariados a concorrerem entre si, tudo isto é apresentado como uma fatalidade e como se, pelo contrário, não resultasse de decisões concretas tomadas por indivíduos concretos – os governantes e os seus delegados europeus (e à cabeça a Comissão) ” (Martine Bulard, “Nouveaux visages des extrêmes droites”,Manière de voir. Le Monde Diplomatique, abril-maio 2014).
Era bom sabermos com quem contamos para contrariar o avanço do racismo, do populismo, do neofascismo. Mas o que mais contribui para este fenómeno é levarmos anos a ouvir que o neoliberalismo económico em geral e o austeritarismo em particular são inevitáveis na era da globalização. O consenso – de que Cavaco tanto fala – foi sempre a marca das opções de política económica dos governos das direitas e dos socialistas que se apresentam como a “esquerda de governo” por essa Europa fora. Cavaco começou as privatizações, Guterres multiplicou-as. Durão começou a austeridade, Sócrates levou-a até aos cortes de salários e aos PECs, e Passos e Gaspar deram-lhe a forma infernal que ela assume desde há três anos. Consenso e continuidade, portanto. Vota-se num para pôr de lá para fora outro - mas continua tudo na mesma.
É esta uma característica do sistema político português? Não, claro! Na Alemanha, o social-democrata Schröder desregulou o mercado de trabalho e forçou a descida de salários. Perdeu eleições (2005) e o SPD não se lembrou de melhor que de fazer uma Grande Coligação com a direita de Merkel, a que regressou há meses atrás, depois desta mulher ter imposto ao Sul da Europa a receita da mais terrível pobreza dos últimos 40 anos. Nestas eleições, os socialistas europeus querem-nos convencer, contudo, que uma vitória sua permitiria salvar-nos da “actual maioria liberal-conservadora em todas as instituições da UE” e na maioria dos governos, que “não consegue dar uma resposta eficaz” à “pior crise económica que a Europa enfrenta desde os anos 30” (portal www.pes.eu/economy_and_finance). A quem se estarão a referir? Ao Presidente do Eurogrupo, o socialista holandês Jeroen Dijsselbloem (sim, aquele que se enganou quando incluiu no seu currículo um mestrado que nunca fez), que repetidamente insiste que o governo português, e o grego, e o espanhol, não podem relaxar nas medidas de austeridade que ele próprio tem proposto? Ao Presidente do Parlamento Europeu, o social-democrata alemão Martin Schultz, que sempre elogiou a política de austeridade imposta à Europa pelo governo Merkel de que o seu próprio partido, o SPD, faz agora parte? Ou será ao vice-governador do BCE, Vítor Constâncio, um ex-líder do PS, essa águia de visão aguda das fraudes bancárias portuguesas, que nunca cessou de pedir a Passos, a Portas, a Gaspar e a Seguro que, fizessem o que fizessem, não colocassem em questão as políticas comprometidas com as equipas da troika de que o BCE é uma das componentes? Ou será do socialista François Hollande, que dirige a segunda economia europeia, e que, depois de ser eleito em 2012 com a promessa de revogar esse espartilho austeritário que é o Tratado Orçamental, que contraria tudo quanto os socialistas europeus dizem sobre o Estado Social, não só fez marcha atrás, como passou a adoptar a política de cortes que Merkel e os liberalões da Comissão Barroso lhe pedem? Lembremo-nos que, no mesmo ano, os socialistas gregos cometeram o seu hara-kiri político ao aceitarem integrar o governo da direita, de Antonis Samaras, que levou mais longe do que eles próprios haviam feito o mais radical e devastador dos programas austeritários europeus que deixou metade dos gregos na pobreza...
No Manifesto Eleitoral Europeias 2014 que o PS divulgou denuncia-se o governo de Passos “que se aliou ao que a Europa tem de mais conservador, para impor esta marcha forçada para o empobrecimento e a subalternização política.” Ou seja, queixa-se o PS de que Passos e Portas se aliaram com o socialista que dirige o Eurogrupo, os socialistas que dirigem o governo francês, os que estão no governo alemão e numa infinidade de governos do Norte da Europa, o socialista que está na direcção do BCE, o socialista que preside ao Parlamento e que o PS apoia para presidir da Comissão...

No velho debate sobre como é que, à esquerda, se cria uma alternativa à destruição as políticas sociais (na educação, na saúde, na segurança social) que garantiram um bem-estar relativo que asseguraram décadas de paz à Europa, era bom que os que acham que sem os socialistas ela não se cria se lembrassem de que PS temos. “Temos de mudar de políticas e já!”, diz o seu manifesto. Quanta razão! Comece por si próprio, pelas políticas que o governo Sócrates assumiu, e por todas aquelas que os seus aliados europeus nos impõem!
  

quarta-feira, 14 de maio de 2014

«...a UE serve a banca e o capital financeiro e não os interesses dos trabalhadores...

o fascismo ucraniano - KHERSON



UCRÂNIA HOMENAGEIA HITLER

 O Governador de  Kherson chama a  Hitler de 'Libertador'

Dirigindo-se ao público no Dia da Vitória, o governador da região de Kherson, sul da Ucrânia,  denegriu  os sentimentos de muitos veteranos e profanou a memória de todos aqueles que pereceram durante a guerra contra a Alemanha nazi, chamando a Hitler "libertador".

O Governador da região de Kherson Yuri Odarchenko foi vaiado por milhares incluindo veteranos da Segunda Guerra Mundial, quando ele disse à multidão que a União Soviética tentou escravizar a Ucrânia, enquanto Hitler, por outro lado, tentou trazer a liberdade para a sua terra.

Tal como milhares que gritaram "vergonha", uma jovem mulher com uma criança ao colo se aproximou do governador, e ele tirou o microfone, antes de forçar a sua saída.

Historiadores, citando dados do Comité do Partido Comunista da Ucrânia, mostram que as forças nazis na região de Kherson mataram 72.130 cidadãos e enviaram cerca de 40.000 para a Alemanha para trabalhar em campos de trabalho, enquanto os alemães dominaram um local  importante no  Mar Negro e rio Dnieper, de 21 de Agosto de 1941 a 13 de Março de 1944. Outros historiadores estimam em 105 mil os cidadãos soviéticos mortos e em mais de 60 mil enviados para a Alemanha como trabalho escravo.

No outono de 1941, cerca de 10.000 judeus foram mortos na cidade de Kherson. Estima-se que pelo menos 47 mil soldados do Exército Vermelho morreram ao cruzar o Dnieper, enquanto tentavam libertar a cidade dos nazis.


O governador de Kherson ofendeu os veteranos em seu feriado mais importante. O vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Rogozin, reagiu em seu post no Twitter, chamando-o justamente de "filho da puta".

O próprio  Fd P
  

COMUNICADO DO PCP

Acerca do castigo aplicado ao Presidente da APG

1- A decisão do anterior Comandante da GNR de aplicar 25 dias de suspensão, em resultado de dois processos, ao Presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), constitui uma inaceitável medida que conta com a conivência do Ministro da Administração Interna.

2- Trata-se de um castigo resultante de opiniões expressas pelo Presidente da APG e nessa qualidade, o que transforma o castigo num acto prepotente de quem procura por via punitiva-administrativa calar o profundo mal-estar que grassa na Instituição e que as últimas manifestações destes profissionais de forma tão expressiva puseram em evidência.

3- A consumação do castigo a César Nogueira, só foi possível com a conivência do MAI. Não serve vir o Ministro alegar que se trata de matéria de âmbito interno da GNR, porque o dirigente da APG não está a ser castigado por razões do foro profissional, por razões ligadas ao exercício das funções enquanto Cabo da GNR, mas por razões ligadas à sua actividade enquanto dirigente de uma associação sócio-profissional.

4- O PCP, repudiando o castigo aplicado, manifesta a sua solidariedade ao Presidente da APG, certo de que as razões e as convicções que animam a sua intervenção em defesa dos direitos dos profissionais da Guarda se reforçarão e que esses mesmos profissionais saberão, em unidade e coesão, prosseguir a luta em
defesa dos seus legítimos direitos e aspirações.

12.05.2014

O Gabinete de Imprensa do PCP

terça-feira, 13 de maio de 2014

UMA EUROPA EM COMA TERMINAL


O discurso lamentavelmente é sempre o mesmo. Ouvi-o há dias numa emissora radiofónica de referência. A Europa é, disse-se, um baluarte de progresso, paz e estabilidade. As empresas, essa entidade mítica para o ideário dominante, veriam na União Europeia um suporte indesmentível para o seu sucesso. Sem a Europa actual, viveríamos miseravelmente numa orla periférica de uma selva.

Diz-se hoje isso, disse-se (recorde-se) ontem e se não se contradiz certamente dir-se-á no futuro. Por mais que se saiba que a Terra não é o centro do Universo, para alguns, ilustrados ignorantes, não deixa de ser tão verdadeiro como a localização do seu umbigo: a meio caminho entre a pouca inteligência e a nula realidade.  

Agora que esta Europa se apresenta como uma decrépita dama, espaço de consumidores e desempregados depauperados, gerido por palhaços, ladrões e vira-latas, não deixa de ser totalmente enfadonho ouvir o discurso do contentamento com a estagnação económica, com a abstenção política, com a desigualdade, com a ausência de projecto. Não importa a voz, seja Assis ou Rangel. A ameaça é latente. Aos Hollande, aos Barroso e aos Van Rompuy de agora, personagens medíocres, suceder-se-iam outros ainda mais anónimos e detestáveis nas cadeiras do poder. A um conceito minimamente estruturado sobre coesão social entre Estados e comunidades, suceder-se-ia o aventureirismo social e as políticas de conquista territorial, com escravos e mercenários ao serviço da bandeira do pesadelo. Esta Europa não representa os seus povos, representa os seus carrascos.  

Assim teremos sempre quem nos coloque na esteira do coma terminal: a fase em que nos deixam existir, sem que nos deixem verdadeiramente viver.  Saibamos levantar um pouco o orgulho de ser português em 25 de Maio.  Boa oportunidade a nossa.


CR

domingo, 11 de maio de 2014

Documentário: NOVAS CARAS, O MESMO OBJECTIVO



A Venezuela sob o fogo da burguesia nacional, mascarada de impeto juvenil, e direita europeia e norteamericana. O papel da Igreja Reaccionária, local e no Vaticano