um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

o fascismo ucraniano por um dos seus lideres



A besta acima identificada é Alexander Muzychko, lider do grupo Sector Direito da proclamada Autodefesa de Maidán. Agredindo um fiscal das finanças de Rovno e em sessão na cãmara de Rivne. Veja-se a arrogância do "democrata" ucraniano. A União Europeia e a administração norteamericana são responsáveis morais destas atrocidades fascistas.

O massacre português da sanguinária política capitalista. Mais de 5 milhões de mortos às mãos de PS, PSD e CDS

Goebbels e Hearst utilizaram uma fórmula absurda para calcular os mortos provocados pela fome imposta pelo sanguinário regime estalinista ao povo da Ucrânia. A Ucrânia, após a derrota do socialismo, entregue de novo às mãos dos herdeiros de Hitler, Goebbels e Hearst, vem a contemplar essa manipulação como facto histórico. Apesar de não existirem quaisquer indícios de terem sido sepultados ou sequer pulverizados os milhões de mortos atribuídos a uma fome prolongada imposta por opção e castigo vindo da União Soviética.

Na altura, chegaram os propagandistas de Hitler, com recurso a falsificações de fotografias e à manipulação dos factos verificados na Ucrânia, a dizer que a União Soviética havia massacrado 12 milhões de Ucranianos. Mais tarde, tamanha era a estupidez dos primeiros números inventados, diminuíram para qualquer coisa como 7 milhões, para parecer mais realista.

Como chegaram a esse número? Simples, pelo total da população registada no país. Ou seja, verificaram que, apesar do crescimento populacional verificado ao longo da década de 1930 há de facto uma quebra populacional e no ritmo de crescimento entre 1930 e 1940. A taxa de natalidade, força das más colheitas, da pobreza, da guerra, foi afectada profundamente, como praticamente em toda a Europa, mais tarde durante os anos da segunda Grande Guerra. O número foi pois conseguido numa base simples:

Hearst e os falsificadores a mando do regime americano e do regime nazi pegaram no total de habitantes na Ucrânia em 1930, aplicaram a esse número uma taxa de crescimento anual fixa e calcularam quantos ucranianos deveriam existir 4 anos mais tarde. Ora, a esse número faltava qualquer coisa como 7 milhões.

Tal foi a cientificidade do que ainda hoje é dado como adquirido, fazendo da propaganda nazi História da Humanidade.

Aplicarei, agora, precisamente o mesmo método. Vejamos o resultado.

Apesar de o crescimento demográfico no plano mundial se aproximar de uma função exponencial, utilizarei uma aproximação ao crescimento linear, o que faz com que o cálculo falhe por largo defeito e não por excesso:

Fruto da revolução portuguesa, a 25 de Abril de 1974, a população portuguesa iniciou um crescimento notável. De um crescimento negativo de 4% na última década de fascismo, passa para um crescimento positivo de 15% na década seguinte. Ora, isto significa que a população portuguesa cresceu 1.300.000 entre 1970 e 1980. Aplicando esse ritmo de crescimento às décadas seguintes, temos que a população portuguesa em 2014 deveria ser aproximadamente de 15 873 000 pessoas. Ora, de acordo com as estimativas, a população portuguesa não ultrapassa hoje os 10 400 000 cidadãos.

Assim se chega ao assombroso número de 5 milhões 473 mil portugueses assassinados pela política de direita que nasceu com os Governos constitucionais em 1976, vindo a intensificar esses efeitos na década de 1980, 1990 e 2010. Os governos de direita são os responsáveis pela morte de mais de cinco milhões de portugueses num longo estertor de dor, fome, pobreza e desemprego.

Esta acusação é, evidentemente, disparatada e desadequada. No entanto, são aqueles que jamais aceitariam este cálculo grosseiro para os acusar de genocidas, os primeiros a acusar o socialismo por um número de mortes calculado de igual forma.

Miguel Tiago (em manifesto74.blogspot.pt)

os pequenos que gostavam de ser grandes




Podiamos falar da INDIGNAÇÃO perante a privatização dos CTT, de iniciativa do Governo Socialista de Sócrates e concretizada pelo Governo de Coelho /Portas/ Cavaco.

Podiamos falar da entrega ESCANDALOSA á Goldman Sachs do serviço de correios, sector rentável da economia e serviço público de qualidade.

Podiamos falar do discurso HIPÓCRITA do PS, agora CONTRA num processo que desencadeou.
Podiamos falar da moral e da ética politica de um comentador politico sempre navegando na crista da onda.
Podiamos falar de competências especificas de gestão do pequeno Vitorino, personalidade medíocre promovida ao estrelato, indevidamente.
Podiamos falar... mas o que verdadeiramente interessa é dizer que a oligarquia que nos dirige se apoderou do Estado, dos seus interesses nacionais, da sua capacidade de exercício da soberania, para encher os seus muito privados bolsos e as suas muito "socialistas" clientelas. SERÁ CRIME? Não sei. IMORAL, certamente.

CR

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sobre o fascismo ucraniano - o apoio africano

O individuo acima identificado dá por nome Custódio Duma, residirá em Maputo e tem um blog chamado Ucrânia em África - Enciclopèdia da vida ucraniana histórica e contemporânea ( ucrania- mozambique.blogspot)
Apresenta-se como Advogado e Professor Universitário, Consultor na área dos Direitos Humanos, Democracia e Boa Governação.

No seu Blog, aparece entre outras "preciosidades" o mapa anexo com aparentemente as proveniências das vitimas dos acontecimentos de Kiev. Dando por certo e verdadeiro o que está publicado (e em português!), o que sugere pertencer o referido individuo aos quadros bem informados de uma agencia internacional de segurança (lembrei-me de uma, de nome CIA) , vê-se claramente que as vitimas civis não eram de Kiev, mas sim do oeste da Ucrânia e do estrangeiro (Rússia, Georgia ) e alguns ainda não tinham uma proveniência definida. Ao contrário os policias mortos (certamente pelo regime de Ianukovitch!)  eram de Kiev e do Oriente da Ucrânia.

O "nosso" partidário africano do fascismo ucraniano não esconde os seus propósitos e interesses, muito afins aos Direitos Humanos,  quando coloca no seu blog uma imagem de uma forca, colocada pelos "democratas" em Cherkassy.

Mas delicioso é quando o "nosso democrata anti- Frelimo" diz:
O nosso blogue assume o compromisso de não criticar o novo Governo nos seus 100 primeiros dias de exercício de mandato. Exortamos todos os outros blogueiros responsáveis à seguir o nosso exemplo.
 ou 
O restante governo recebeu 331 votos favoráveis (não votaram apenas os comunistas e alguns deputados “regionais” mais reticentes).

Reticencias ... ou o poder da ameaça da forca.

CR

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A retoma dos Multimilionários

o fascismo ucraniano

“Vamos eleger o Governo por democracia directa, como em Esparta”
O novo Governo da Ucrânia vai ser escolhido esta quarta-feira, no palco da Maidan, através de um sistema de democracia directa semelhante ao da antiga cidade de Esparta, disse ao PÚBLICO Andrei Parubi, chefe da Samooborona, a Autodefesa de Maidan, e considerado o líder “de facto” da revolução.
“Quem quiser pode lançar nomes, de pessoas que conheça, personalidades prestigiadas e sem ligações à política, como reitores de universidades. A cada nome, o povo vai votar de braço no ar, ou aplaudir e gritar. Os nomes que obtiverem mais gritos serão os eleitos”, explicou Parubi. O processo ocupará todo o dia de hoje. Da parte da manhã, reunir-se-ão as 40 unidades de autodefesa, os chamados "Sotnia", que incluem todos os participantes nos combates. São, segundo Parubi, cerca de 5 mil pessoas, organizadas por especialidades, desde comunicação e design até acção militar directa ou patrulha de ruas. Alguns Sotnia foram agrupados por afinidades ideológicas, como é o caso dos extremistas de direita Sector Direito. Outros por características de estilo e tradição, como os Cossacos.
As ideias destas reuniões serão levadas depois, às duas horas da tarde, à reunião do Conselho de Maidan, que inclui, além dos representantes dos Sotnia, personalidades relevantes da sociedade civil. É aí que serão criadas as propostas que depois, às sete horas, serão levadas ao palco, onde os presentes poderão ainda propor outros nomes.
“Não consigo explicar-lhe o que vai acontecer”, confessou Parubi. “É impossível prever, ou imaginar. É uma experiência que nunca se fez. E, claro, comporta muitos riscos. Pode acontecer que às sete horas 30 mil pessoas estarão aqui aclamando um governo, e, horas depois, outras 30 mil virão aqui derrubá-lo”.
Só depois de o Governo ter sido aprovado no palco da Maidan será levado ao Parlamento para aprovação. Mas a hipótese de a câmara dos deputados reprovar a lista dos novos ministros não se coloca. Neste momento, o Parlamento obedece cegamente à Maidan, seja, como sugere Parubi, porque está em sintonia com os seus ideais, seja por puro medo.
“Os deputados ficaram muito assustados com o que aconteceu”, diz Parubi. “Perceberam que tinham mesmo de mudar o sistema. Se não cooperarem, ficarão para trás. E sabem que Maidan não vai parar até ter obtido tudo o que quer. Por isso os deputados estão a aceitar fazer todas as mudanças necessárias às leis.”
O edifício do Parlamento está cercado pelas unidades de autodefesa da Somooborona, designadamente as mais radicais, a quem são distribuídas as missões mais difíceis, que exigem bons armamento e treino militar. Há dois dias, como o Parlamento hesitasse em aprovar uma lei libertando os alegados presos políticos inscritos numa lista apresentada pelo Sector Direito, o Sotnia armado deste grupo extremista entrou no hemiciclo e não parou de partir os candelabros até que os trabalhos se aceleraram e a lei foi aprovada. “Maidan decide para onde vai a revolução”, disse Andrei Parubi.
Ele próprio, como líder de Maidan, deverá vir a assumir um lugar no Governo. Já lhe ofereceram a pasta do Interior, mas recusou. “Eu não quero assumir nenhum cargo político. Mas, por outro lado, também não posso fugir à minha responsabilidade, uma vez que as pessoas confiam em mim como garante da causa da revolução.” Ponderando estes constrangimentos, Parubi deverá ser vice-ministro do Interior do novo executivo.
Andrei Parubi é deputado pelo partido Pátria, chefiado por Iulia Timochenko, agora libertada da prisão. Mas diz ter cancelado toda a sua actividade partidária nos últimos três meses, desde que assumiu a liderança do movimento de Maidan. Desde o início dos protestos, foi ele que organizou os grupos armados, lhes proporcionou treino, lhes criou uma hierarquia de tipo militar, baseada na tradição guerreira dos antigos Cossacos. O processo decisório da Samooborona é, dizem eles, a democracia directa, mas ninguém contesta que no topo da hierarquia, emitindo as ordens que todos cumprem, está Parubi.
Às 19h, 17h em Portugal, o palco vai formar um governo. E ninguém acha estranho em Maidan que esteja marcado um concerto musical para a mesma hora. Tudo pode ocorrer em simultâneo. E também não parece provável que, na ocasião, os padres ortodoxos da Igreja Ucraniana desçam do palco, de onde praticamente nunca saíram desde que começou a revolução.
(Jornal Público)
O novo fascismo ucraniano é um livro aberto. Desde o ódio á politica, ao culto da violência, até ao desprezo pela opinião dos outros, passando pelo modelo militarizado de exercício do poder. Abençoados pela Santa União Europeia, e pela  opressão religiosa, os fascistas ucranianos emergem do sistema, dele aproveitam as contradições e despertam os piores demónios.  Ana Gomes e Durão Barroso devem sentir-se legitimados por tão rasca comportamento dos modelares "democratas" ucranianos. 



Lloyd Cole and the Commotions - Jennifer she said

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

poema

UM SOL A NASCER

Começaste por ser
o impossível possível,
na minha carne, inesperado rasgão.

Num tempo obscuro,
eras então hipótese matemática
imaginação.

Foste então presença luminosa
pertença imperiosa,
desafio, construção

E acabaste
por me fazer amanhecer.
Nas minhas mãos
há agora um sol a nascer


CR

Dicionário

Presstitute - Termo criado por Gerald Celente e muitas vezes usado por jornalistas e escritores independentes de meios de comunicação alternativos, em referência a jornalistas e comentadores dos meios de comunicação do sistema que dão opiniões enviesadas e preconceituosas a favor de governos e empresas, negligenciando o seu dever fundamental de noticiar com imparcialidade. É uma fusão de press (imprensa) com prostitute (prostituta)

Á medida que a economia e a situação social se degrada, os presstitudes (as grandes cadeias televisivas norteamericanas, as agencias europeias de notícias, os impérios nacionais da desinformação) sugerem a guerra para nos distrair de problemas domésticos. Nos telejornais, á manipulação mediática da Ucrânia, segue-se a campanha anti-venezuelana, um só discurso, a mesma argumentação, da "riqueza" dos lideres a abater, ás lágrimas vertidas pela morte de manifestantes de armas na mão...

SUÍNOS

Um dia, a administração decidiu fazer um concurso entre os produtores de suínos da região. Pretendia criar uma escala de mérito de produtores, prometendo a alguns bem poucos, limitados por quotas, o estatuto de excelência. Organizou-se um júri, de composição mista (nomeados e eleitos) a que se entregou uma lista de parâmetros que permitiriam encontrar os “melhores suinicultores”, segundo a administração. A complexidade da operação exigia que todos, mesmo os jurados, pudessem ser eles próprios candidatos, pelo que outros julgariam os referidos jurados, que julgariam esses mesmos … um happening avaliativo.

                Poder-se-ia ficar como seria lógico pela qualidade do enchido fabricado, que atestaria certamente o suinicultor mais competente ou os mais competentes. Poder-se-ia perguntar ao consumidor, afinal o árbitro final, cujo gosto aferiria méritos e deméritos. Mas não.  A rede de que sairia o veredicto final estava tão bem montada que tudo seria fácil. Aplicadas as grelhas com rigor e pormenor, sairia com facilidade o veredicto que A era melhor, B seguir-se-ia, C não se distanciaria e assim até chegar aos produtores não competentes, …que, sabia-se, não existiriam, por decisão administrativa.

                Não fosse algum criador de porcos, sentir-se á partida desconfiado, lá se disse que a antiguidade na profissão não contaria … podendo ser tida em consideração, anteriores classificações não eram decisivas … podendo ter uma certa valorização, ter a instalação aqui ou ali, pouco importa, embora quem não é visto e relacionado não é lembrado, não é … e que o que verdadeiramente interessava era ter arte de encher chouriços, e de pôr toda a carne no grelhador.

                Tínhamos assim um exercício em que aferiríamos quem é, ou devia ser ou podia ser, nas margens do consenso mole e do utilitarismo. No fundo esta cadeia de produção em vez de produtos, serviços, bens, produzia verdadeiramente ora cumplicidades, silêncios, divisões ou ambiguidades ou falsas legitimidades. Afinal eram tão bons os administradores, não eram? Eram tão bons, que estavam acima da avaliação dos produtores de suínos.

                CR

a cuspidela da serpente

Assunção Esteves disse com a eloquência dos ungidos pela sabedoria e experiência no PSD:

“ meu medo (...) é o do inconseguimento;
O inconseguimento de eu estar no centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional;
 Tenho medo que a crise não permita espaços de energia;
Tenho medo do não conseguimento ainda mais perverso, o da Europa se sentir pouco conseguida e de ela não projetar para o mundo o seu softpower sagrado, a sua mística dos direitos, a sua religião civil da dignidade humana.
 Tenho medo do não conseguimento.”

Fiquei com dúvidas se a segunda figura do Estado Português não se chamaria Presunção Esteves... 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

BALANÇO DO CONGRESSO DO PSD

Três anos de Governo PSD/CDS/Cavaco:

um milhão e meio de desempregados, três milhões de pobres, 500 000 desempregados sem qualquer apoio social, 250 000 trabalhadores forçados a emigrar, mais de 70 000 empresas arrastadas para a falência, uma redução média de salários superior a 10%, mais de 323 500 empregos destruídos, população empregada diminuiu em 120.000 pessoas, recessão acumulada de 5,8%, menos acesso a cuidados de saúde e educação, uma dívida pública que já atinge 129,4% do PIB, contração do PIB em 2014 de 1,4%.

o emprego na Administração Pública caiu para 563 595 postos de trabalho no final do ano de 2013, com a eliminação de 22 000 postos de trabalho num ano (menos 3,8%). Neste momento o emprego na administração pública apresenta um rácio de 5% em relação á população total, 10,5% da população activa e 12,4% da população empregada.

mais de 4 000 trabalhadores perderam os seus empregos nos principais bancos do país

domingo, 23 de fevereiro de 2014

SIGA A TOURADA!

Entram ex-ministros maus cantores, entram jovens velhos, entram ex-líderes bajuladores e comentadores, entram rosas murchas muito feias e alternadeiras, entram cristãos de crista e mentira em riste, sem qualquer pudor. Entram animais de baixo porte e outras galinhas, entram charutos bem fumados e outras cigarrilhas.

Entram preconceitos muitos tolos e gente egoísta, entram ricos muito ricos e saudosistas, entram administradores mui qualificados e mui vampiristas, entram senhores, doutores, e outros constitucionalistas. Entra gente mediocre e mesquinha, gente mesmo parvinha. Entram capitalistas traidores mas que são grandes artistas.

Entram praças cheias de fascistas e alguns turistas, entram burocratas, tecnocratas, e muitos oligarcas, entram sempre imperialistas, sempre, sempre, sempre. Entram chuteiras douradas e outras aberrações. Entram revoltas que nada revolvem, que são situacionistas. Entram informação em demasia, mui desinformada, mui manipuladora, mui esgroviada.

E na rua grita o Zé, chora o Zé, morre o Zé. O que ainda nos vale, são as putas das canções!


(André Albuquerque, em manifesto72.blogspot.pt)

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A VERDADE QUE DÓI!

O deputado do PCP Miguel Tiago acusou, na sua página do Facebook, a União Geral de Trabalhadores (UGT) de roubar os trabalhadores. A  central sindical reagiu e fez queixa à Comissão Parlamentar de Ética, Cidadania e Comunicação.

Em causa  o ‘post’ de 25 de janeiro do deputado comunista: “A UGT será sempre impulsionada por aqueles a quem serve. Mas pode ainda assim levar um rombo forte se os trabalhadores que são roubados perceberem que um dos cúmplices do roubo é a própria ‘central’”.

A central sindical, liderada por Carlos Silva, pede à referida comissão para analisar o comentário do deputado comunista uma vez que este “constitui um ataque direto e frontal à UGT e aos seus dirigentes, colocando em causa a idoneidade, a autonomia, a independência e o espírito democrático e plural que sempre pautou a sua atuação na defesa dos trabalhadores” que representam.





sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

o comentário do dia


a cuspidela da serpente


O vereador do PSD na Câmara de Baião, que recentemente emigrou para Inglaterra, quer que a autarquia lhe pague as deslocações de avião a Portugal quando participar nas reuniões do executivo. Essa pretensão foi dirigida ao presidente do município por correio electrónico.  
O eleito social-democrata, que reside e trabalha, como enfermeiro, numa cidade inglesa a cerca de 100 quilómetros de Londres, alegou ter esse direito ao abrigo do Estatuto dos Eleitos locais.
O executivo de Baião reúne duas vezes por mês.
O edil socialista não quis fazer comentários políticos sobre o pedido do vereador da oposição, limitando-se a afirmar que vai ser pedido para que as viagens de avião se façam em companhias de baixo custo para não sobrecarregar demasiado as contas da câmara.
Nas autárquicas de 29 de Setembro, Luís Sousa foi o cabeça-de-lista do PSD à Câmara de Baião, obtendo aquele partido 18,42%. Naquelas eleições, o PS liderado por José Luís Carneiro alcançou 71,4%, assegurando seis dos sete lugares do executivo.
O senhor enfermeiro Sousa devia já ter comprado em Inglaterra um espelho onde pudesse ver a sua triste figura, como apoiante de um governo que promove a emigração de quadros qualificados como ele. E os 18,42% de votantes de Baião bem podiam fazer-se representar no executivo por um bilhete de avião low cost. Poupavam a canseira ao seu ilustre baionense.
CR



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mariza - É ou Não É

gestão por objectivos

Uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.

Um era sacerdote e o outro taxista.

Quis o destino que morressem no mesmo dia.

Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.

- O teu nome?

- Joaquim Gonçalves.

- És o sacerdote?

- Não, o taxista.

São Pedro consulta as suas notas e diz:

- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.

- O teu nome?

- Joaquim Gonçalves.

- És o sacerdote?

- Sim, sou eu mesmo.

- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.

O sacerdote diz:

- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!

- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...

- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?

- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.

- Não entendo!

- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária...!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

grandes amizades



HIPÓCRITAS, COM MÃOS SUJAS DE SANGUE


A principal praça de Kiev foi ocupada há algum tempo por hordas de fascistas ucranianos. 





Eles utilizaram todos os instrumentos de violência para induzirem uma mudança política na Ucrânia. As barricadas utilizadas, os seus materiais, os seus argumentos são explícitos das suas intenções. Forças militarizadas, com milhares de integrantes, desfilam com capacetes e armas, numa orgia desafiadora, contra a paz, o compromisso e o progresso.

Não se trata de um natural protesto cívico e democrático. Trata-se sim de um perigoso precedente numa zona sensível da Europa.  Os apelos são evidentes ao correr de sangue nas ruas, á confrontação entre cidadãos do mesmo país. Os apelos violentos radicam nas dificuldades do presente mas sobretudo numa vingança histórica contra a ideologia socialista ou o status pós independência.  Os apelos violentos surgem  maioritariamente de uma fracção política, nacional-fascista, que se proclamam anti-comunistas e anti-ateus, anti-liberais e anti-russos.

A direita europeia e a administração americana viram nos acontecimentos da Ucrânia uma oportunidade de “sangrarem” os interesses russos. Sustentaram a revolta, financiaram a sua logística e o seu armamento, pressionaram diplomaticamente, ignorando os símbolos nazis e outras demonstrativas imagens. Jogos de guerra multiplicam-se junto á fronteira russa.

A direita europeia  (de Merkel, a Barroso, passando pelo pequeno Hollande) escolheu ter como aliados locais a extrema direita  fascista. A administração americana, sempre presente nas “revoluções” contra-revolucionárias, tem outros peões de brega.

Os acontecimentos de ontem e hoje não deixam margem para dúvidas. A besta fascista irrompe na Europa sob a mão cúmplice de políticos ditos responsáveis, mas que nos metem nojo.  Os mortos e feridos, sejam policias ou civis, exigem uma atitude firme e decisiva.  O capitalismo europeu só sobrevive da sua incapacidade,  das politicas de miséria e desemprego, nos escombros de um guerra á escala europeia. Depois de Sarajevo, Kiev aparece na rota do seu inexorável  percurso final. E a guerra não é solução na Ucrânia nem na Europa.

Perguntar-se-á se o mesmo cenário, os mesmos comportamentos seriam admissíveis em Berlim, Paris ou Madrid.

CR

Tempo de Antena do PCP de 18 de Fevereiro de 2014

USF-AN



 Em carta aberta dirigida ao Ministro da Saúde e à Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República (CPSAR), tornada hoje pública, a Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN), denuncia que ainda não foi publicado o despacho conjunto dos membros do governo responsáveis pelas áreas das finanças e da saúde, que deveria definir o número de Unidades de Saúde Familiar (USF) a constituir em 2014.

O presidente daquela organização que reúne profissionais das USF, recorda que “o Decreto-Lei nº 298/2007, de 22 de agosto, que estabelece o regime jurídico da organização e do funcionamento das USF, determina, no nº 2 do artigo 7º, a publicação anual desse despacho até 31 de Janeiro”. De acordo com Bernardo Vilas Boas, “este despacho é fundamental para enquadrar as expectativas das equipas multidisciplinares que pretendam constituir-se como USF ou que pretendam evoluir para USF modelo B”.

Na carta, o médico de família da USF Serpa Pinto, no Porto, recorda a promessa do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde (SEAS), feita em sede de CPSAR, no passado dia 22 de Janeiro, onde Fernando Leal da Costa informou os deputados de que o Ministério iria “procurar abrir mais 30 USF de modelo A e passar, pelo menos, mais 16 USF para modelo B…”. Já em entrevista ao jornal da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral, o SEAMS afirmou que “em 2014, gostaríamos de ver abertas mais 30 ou 40 USF A e 15 a 20 de modelo B”, acentua Vilas Boas. Ora, aponta o dirigente associativo, de acordo com a estatística publicada pela Administração Central dos Sistema de Saúde (ACSS), nos sete anos que já leva a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), iniciaram e estão em actividade 392 USF, correspondendo a uma média de 49 por ano. E em modelo B, iniciaram e estão em actividade 179 desse total, ultrapassando 25 por ano, havendo, no final de 2013, 56 candidaturas activas a USF modelo A e 41 candidaturas activas a USF modelo B. Vilas Boas diz ainda saber “que existem pelo menos 18 USF modelo A, já com o parecer técnico das Equipas Regionais de Apoio (ERA) favorável à sua transição para modelo B, a aguardar homologação pelos conselhos directivos das ARS”.

Face aos números, a USF-AN teme “que se mantenha ou agrave o que aconteceu nos últimos dois anos, 2012 e 2013, em que foram definidos limites baixos para a constituição de USF e sua evolução para modelo B, contrariando a necessidade de estímulo à criação e desenvolvimento destas unidades”. Isto porque, garante-se na missiva, “as USF contribuem de forma significativa para a melhoria da acessibilidade, da cobertura assistencial, da eficiência económica e, sobretudo, da qualidade efectiva dos cuidados de saúde prestados à população, pelo que se considera imprescindível a sua evolução e desenvolvimento”. Para Vilas Boas, “as metas a definir deverão reflectir um forte incentivo à criação de USF e de estímulo às suas equipas multiprofissionais” no sentido de relançar a afirmação e o processo de transformação e desenvolvimento dos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde.

Assim, conclui a associação, na carta aberta enviada a Paulo Macedo e à CPSAR, considerando o valor acrescentado pelas USF, as candidaturas existentes “e analisando os múltiplos factores que influenciam este processo de mudança nos CSP, propõe as seguintes metas para 2014: criação de pelo menos 70 novas USF e evolução de 35 para modelo B”.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Warpaint - Love Is To Die

O Boxeur- electrão e outras peças

O o e outras peças

Não é uma novidade, mas tem interesse esta nova confirmação documental do modo como o imperialismo norte-americano se ingere, manipula, conspira e coloca os seus peões no tabuleiro em relação a Estados que se suporia soberanos e a instituições como a ONU.

Descrição: http://www.odiario.info/wp-content/themes/default/images/raya_pret.gif
Um vídeo com pouco mais de seis minutos, publicado no Youtube, vale como um tratado de alta política e de minuciosa  geoestratégica. Pelo menos à altura e com a minúcia da política e da estratégia como se praticam nos tempos que correm. Deixo-vos o endereço do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=sSx8yLOHSUs


A veracidade da peça não suscita dúvidas, porque a intérprete já a confirmou ao acusar os serviços secretos russos de a terem espiado, e logo a ela, uma subsecretária do Estado que espia meio mundo e também a outra metade.
No vídeo, a Srªa Victoria Nuland, subsecretária de Estado norte-americana para a Europa e a Euroásia, e o Sr. Geofrey Pyatt, embaixador dos Estados Unidos na Ucrânia, trocam impressões sobre a estratégia a adoptar para controlar os acontecimentos neste país europeu, a principal frente da renovada guerra fria. Enquanto manifestantes se esfalfam na Praça Maidan de Kiev atrás de dirigentes em que acreditam piamente, ou porque lhes prometem a democracia e a liberdade plenas ou então tudo isto e ainda mais o céu da União Europeia, a Srª Nuland e o Sr. Pyatt, provavelmente tal como a Srª Merkel, o Sr. Barroso, mais o Sr. Putin, combinam o modo de conduzi-los como peças do xadrez dos seus interesses. Peões especiais porque o Sr. embaixador confessa que “a peça Klitschko é o electrão mais complicado” neste “jogo”.
Klitschko, o boxeur, é a revelação política dos últimos acontecimentos, o favorito da Srª Merkel e que agora se mudou da sua residência alemã para as confusões de Kiev. No vídeo percebemos, porém, que não é o homem dos americanos.
“Iatseniuk é o gajo”, esclarece a Srª Nuland, que serviu tão fielmente Cheney, o vice-presidente de Bush, como serve agora Kerry, o secretário de Estado de Obama, declarando-se ela “uma neoconservadora”. Iatseniuk, Arseni Iatseniuk, é o chefe parlamentar do grupo da Srª Tymochenko, a pedra preciosa da “revolução laranja”, ex-primeira ministra que agora cumpre sete anos de prisão por alta corrupção. Washington permanece fiel à “revolução laranja”, mesmo estragada.
Sendo Istseniuk “o gajo” para os americanos, poderia pensa«0r-se que quando coubesse a estas democráticas figuras formar governo – o que ainda não conseguiram apesar da hipótese dada pelo presidente Viktor Ianukovitch, “o homem de Moscovo” – o boxeur Klitscko daria um bom vice-primeiro ministro. Nem pensar, recomenda a Srª Nuland ao embaixador: ele tem de ficar “fora do governo”.
E porquê? “To fuck the EU”, a União Europeia, explica a subsecretária – evito pormenorizar, não por pudor mas por ser desnecessário. Nem mais: “to fuck the EU”, neste caso sobretudo a Srª Merkel e a sua “complicada peça” de boxeur-electrão. Para tal, subsecretária e embaixador combinaram ainda como tirar proveito de um dos homens que Washington pôs a controlar o secretário-geral da ONU para que esta organização nomeie um ex-chefe de operações da NATO como seu representante em Kiev. “Seria formidável”, entusiasmou-se a Srª Nuland.
Quando os senhores do mundo nos falam em democracia, liberdade, direitos humanos, primado do voto já sabemos do que conversam antes entre eles.

José Goulão

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

é a vida!

A Câmara de Gaia tem agora assumidamente uma dívida pública de 300 milhões de euros, após resultado de decisões judiciais que a envolvem. O longo período de gestão de Luís Filipe Meneses caracterizou-se por um endividamento sem limites, obras sem orçamento definido, mesmo negócios ruinosos, num frenesim inauguracionista de demagógica virtude.

O menesismo criou uma corte de clientes ávidos de se abocanhar aos fundos disponíveis e uma população acéfala no que diz respeito a prioridades ou a exequibilidades. Com o PSD a governar na autarquia, alguns julgaram que se tinha encontrado a mina de ouro que transformaria o concelho do sul do Douro num fenómeno mediático, um Mónaco á beira-mar atlântica. Ao certo e moderno, obras de referência, como a frente marítima, juntou-se o delírio de um autarca que queria inverter os pólos de um desenvolvimento entre as margens do rio.

Meneses foi considerado um autarca exemplar até se ter visto que não passava de um demagogo e oportunista, esbanjador quanto baste, irresponsável sempre. Custou a alguns chegar a essa conclusão, mas é a vida! como dizia na publicidade. Mas o menesismo foi sobretudo uma central de empregos, para jotas e não só.

Felizmente os sinais acumularam-se e o Porto, onde estendia o desvario futuro, resistiu. Ficaram as palmas de alguns idiotas úteis, órfãos da esquerda, á procura da cultura e do desporto do cifrão (Pedro Abrunhosa, Rui Massena, Júlio Cardoso, Vítor Baía).

CR

PORTUGAL E A UNIÃO EUROPEIA


NOTA DE IMPRENSA DEBATE PÚBLICO: “Portugal e a União Europeia – A política alternativa”

Realizou-se no passado Sábado um debate sob o lema “Portugal e a União Europeia – A política alternativa” que contou com a presença de Inês Zuber (deputada do PCP no Parlamento Europeu) com vista ao esclarecimento da população acerca das eleições do Parlamento Europeu a realizar no dia 25 de Maio do corrente ano.Usando uma linguagem de fácil compreensão em contraste com os termos rebuscados usados pela “União Europeia” ficaram esclarecidas as consequências da adesão, à então CEE, para o nosso país.

O que o PCP afirmou acerca desta adesão, em que a nossa economia débil foi confrontada com outras poderosas, teria como resultado o progressivo desmantelamento da nossa produção e como consequência o aumento da dívida (agora está 14 vezes superior comparado com o ano de 2011) e dos défices, bem como o agravamento da dependência externa e perda de soberania. Fomos obrigados a abdicar de grande parte da nossa produção agrícola, das nossas pescas e da indústria e agora temos de importar alimentos e bens que deixamos de produzir (estamos 12 vezes mais dependentes). Entregamos sectores estratégicos para a nossa economia como a electricidade, a gasolina e em parte a banca deixando os lucros e dividendos, que deveriam servir para desenvolver o país e criar melhores condições para o povo, evadirem-se para grandes grupos estrangeiros. A abdicação da nossa moeda para passar a usar o euro originou a progressiva baixa dos salários (a precariedade existente nos contratos de trabalho é, segundo a UE, um factor de agravamento da pobreza; no entanto insistem em continuar a desregulação das condições laborais), condenando muitos portugueses à fome (o desemprego está 4 vezes superior desde o euro).

O dinheiro dos fundos estruturais vindos da UE, no período 2006/2011, é inferior ao dinheiro canalizado para a Europa por via de juros, lucros e dividendos (dados do Banco de Portugal). Os fundos Europeus previstos para 2014 a 2020, que remontam a cerca de 25 mil milhões, serão anulados pelos 36 mil milhões da parte dos juros e comissões que teremos que pagar pelo empréstimo da Troika (isto é impagável se não retirarmos a parte ilegítima da dívida e renegociarmos os seus prazos, juros e montantes) e atendendo ao acordado pelo Tratado Orçamental, que estipula que podemos ser penalizados nos fundos se não o cumprimos, é mais que certo que os 25 mil milhões terão um corte. Outra questão fundamental é o triste papel do Banco Central Europeu que empresta dinheiro aos bancos (ditos “os mercados”) a taxas inferiores a 1% e cobram taxas de 10 ou 5, podendo variar conforme a gula do capital financeiro e os prazos, a Portugal.Tudo isto com o acordo dos partidos que nos tem governado: o PSD, com ou sem CDS-PP, e o PS.

Consideramos estas eleições de uma importância enorme e tudo faremos para esclarecer a população com a verdade indesmentível dos factos em contraste com a demagogia e as promessas de paraísos sistematicamente deitadas ao lixo pelos outros partidos, e que o reforço da CDU é o garante de um feroz combate a quem nos anda a condenar à miséria.Defenderemos uma política alternativa que nos coloque novamente com os instrumentos que defendam a nossa soberania e que sirvam os interesses do nosso povo e do país numa Europa de progresso, de justiça social, de paz e de cooperação. Uma Europa de Estados soberanos, livres e iguais em direitos que salvaguarde a democracia.

Penafiel, 16 de Fevereiro de 2014

A Comissão Concelhia de Penafiel do Partido Comunista Português

San Fermin - Methuselah

transcrição

Disse Pacheco Pereira, no Programa Quadratura do Círculo, de 13 de Fevereiro de 2014

"...nenhuma Direção do PSD, a começar por esta, tem as mãos limpas. Passos Coelho organizou uma fracção financiada e organizada á margem do partido durante um ano e tal contra Manuela Ferreira Leite, facção essa em que Passos Coelho ia ás embaixadas, ia aos encontros com as Câmaras de Comércio, levado pela mão de Ângelo Correia, e essa facção tinha...ainda hoje nós não sabemos o seu financiamento... apesar das promessas de se saber o financiamento das campanhas internas...não foi feito nenhum balanço..."

Quem fala assim, só pode saber TUDO...

NO REINO DO ENTRETENIMENTO

Na Urgência do Hospital de Gaia, num espaço de doentes muito urgentes, classificados como zona laranja e com limitados 50 m2, onde podiam estar 11 camas, estavam no outro dia 26 camas (e já tinham estado 38!) . Nesse mesmo espaço permaneciam em cadeiras e em pé outros doentes, a maior parte com problemas respiratórios. A razão alegada era a falta de vaga para internamento. Quando se retirava uma cama, para procedimentos de diagnóstico por exemplo, todas as outras eram mobilizadas, acentuando-se a fragilidade da organização dos serviços e a violação da privacidade do cidadão doente.

Em Guimarães assistiu-se em igual circunstância a cuidados médicos e toma de banho em pleno corredor de enfermaria.

O cidadão politraumatizado a necessitar cuidados urgentes neurocirúrgicos deslocou-se por metade do país, de Chaves a Lisboa, mendigando-se serviço de referenciação especializado de acolhimento. 

São preocupantes estes, e muitos outros, factos.

Enquanto isto, a administração, com a cumplicidade de entidades insuspeitas, em vez de solucionar problemas crescentes de respostas a necessidades reais das populações, decide abrir um processo dito de avaliação de desempenho dos médicos que não tendo consequências efectivas na saúde das populações consome energias, fragiliza as equipas funcionais e arrastará certamente para recursos e diligências judiciais. Não se percebe a vantagem de uma “escala de mérito” aleatória e subjectiva, em que avaliadores têm menor grau e estatuto na carreira do que os avaliados!!!!

O aviso está feito. Em fim de carreira não coloco a minha auto-estima e a minha consciência profissional na mão de burocratas e politiqueiros. Um conselho para alguns. Entretenham-se com as avaliações, com as décimas que dá o sorriso á chefia, com as décimas que dá o silêncio perante as irregularidades. Entretenham-se… impunemente! Até um dia…

CR

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pacheco Pereira - "Quase todas as pessoas do escândalo do BPN são do PSD e...

O CORO DO EXÉRCITO VERMELHO

O governo russo teve um presente neste início de ano, os Jogos Olímpicos de Inverno, em Socchi. O governo russo não gosta de homossexuais. O governo russo ficou com a sua imagem bastante degrada por não gostar de homossexuais e principalmente por ter decidido persegui-los. Logo, o governo russo foi muito criticado por isso antes destes JO, e como reacção tratou de fazer uma enorme campanha de propaganda para limpar esta má imagem e para dizer que até gostam um bocadinho de homossexuais e são bué-da-totil-hipster-modernó-pop-chula.

 Vai daí, e aqui há dias, assisti a um triste espectáculo. O Coro do Exército Vermelho a cantar Tom Jones e outras coisas que tais, coisas modernas, lá está. Não tenho nada contra que se reinventem coros, textos, que se façam versões, que se transforme o velho no novo, que se faça do antigo moderno. Tenho um problema grave quando se moderniza e reinventa uma coisa só porque sim, principalmente coisas que já funcionam na perfeição. Vá, ficam aqui quase duas horas do verdadeiro Coro do Exército Vermelho, uma das maiores preciosidades criadas pelo Socialismo. Digo eu.

 

   (André Albuquerque, em manifesto74.blogspot.com)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

POEMA

Terminador errado (25/11/1975)

Há quem julgue que nos venceu
só porque estamos para aqui famintos e nus,
de novo sem terra nem céu
a apanhar do chão,
às escondidas do luar,
os frutos proibidos

Mas não.

Temos ainda uma arma de luz
para lutar:
SONHAMOS

... enquanto os outros, os traidores,
sem lutas nem cicatrizes
entregam a terra ao rasto do gamos
e douram os olhos dos velhos senhores
com voos de perdizes...

Sim, sonhamos.
E o sonho quem o derrota? 
mesmo quando vamos
perdidos na rota
de um barco sem remos
na tempestade de um vulcão

Sim, camaradas, sonhamos.

SONHEMOS!


José Gomes Ferreira (1900/1985) 

INICIATIVA

Amanhã, Sábado 15, ás 15h00 no CT de Penafiel (edifício Ribeiros, junto ao Estádio), debate público sobre "Portugal e a União Europeia - a politica alternativa ", com Inês Zuber.

Iniciativa da Comissão Concelhia de Penafiel do PCP

ESSENCIAL


83 anos de existência, 43 anos de clandestinidade

O 40.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL



OS "DEMOCRATAS" DE 2014 E A SUA COMEMORAÇÃO

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

VISITA DE PAULA BAPTISTA Á ESCOLA SECUNDÁRIA DO MARCO

Como forma de contactar com as dificuldades sentidas na Escola Secundária do Marco de Canaveses, Paula Baptista, deputada do PCP na Assembleia da República visitou este estabelecimento de ensino na manhã de 27 de Janeiro.

Em reunião com a direcção da escola, e acompanhada por elementos da Comissão Política Concelhia marcoense, Paula Baptista inteirou-se da suspensão das obras bem como do funcionamento global da escola e, no final, apresentou algumas das conclusões retiradas deste encontro
(em A VERDADE)

Os alunos da Escola Secundária do Marco de Canaveses vão deixar de ter aulas na parte velha da escola, garantiu o Presidente da Parque Escolar. A comunidade exige o levantamento da suspensão das obras das novas instalações. A escola vai receber para já um conjunto de monoblocos.

CR

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Santiago Feliu - Cuando en tu afan de amanecer



o cantor cubano Santiago Feliú (1962-2014)

a Al Jazeera e Portugal actual



Living la vida low-cost em Portugal

Em tempo de austeridade, a vida de uma geração inteira por todo o Sul da Europa está sacrificada

No pico da austeridade de Portugal, McDonald’s tem promovido as suas refeições de comida fast-food com a campanha “Living la vida low-cost”. Nos placardes publicitários das paragens dos autocarros e nos ecrãs de TV, a cadeia multinacional está tentando seduzir os Portugueses a se banquetear com os hamburguers baratos e Frangos McNuggets, que eles podem ainda alcançar. Vídeos comerciais, dirigidos primariamente para uma audiência jovem, incitam os espectadores a poupar em viagens de Inverno aos países do Norte da Europa unindo rodas de carros de brinquedos a esquis e deslizando pelas colinas verdes de Lisboa. Que melhor final dessa hilariante experiência, que festejar com um dos hamburguers “euro-poupança”, no fim do comercial e acompanhado do mesmo refrão “Living La vida low-cost”?

De facto, muitos jovens do Sul da Europa têm falta de recursos para qualquer coisa mais cara do que isso. Neste grupo etário, os níveis de desemprego em Espanha, Grécia, Portugal e Itália oscilam entre os quarenta e os cinquenta por cento. Muitas vezes forçados por duras circunstâncias financeiras a viver com seus pais aos trinta anos e para além, eles submetem-se a uma forçada infantilização dos seus gostos gastronómicos. As refeições pré-fabricadas que são incitados a consumir são, acima de tudo, símbolos da restrita gama de escolhas disponíveis para eles em todas as esferas da sua existência.

Custo alto da produção generalizada

Num plano inferior, contudo, a campanha publicitária diz-nos algo sobre o custo de vida mas também sobre o preço da vida, ou melhor, das vidas. Em primeiro, as vidas dos animais processados pela industria de fast –food estão claramente desprovidos de qualquer valor inerente. ““Living la vida low-cost” requer produção generalizada e carnificina de frangos e vacas, a sua carne convertida em comida McDonald’s barata. “La vida low-cost” significa morte de animais e sobrevivência miserável mais do que uma vida completa para os humanos.

A linha de definição da campanha indiscutivelmente alude ao hit de Ricky Martin “Living la vida loca”. Subentende-se que os preços da comida estão tão baixos que se aproximam da loucura. Mas há outro significado nesta alusão. Acima de tudo as palavras “loca” e “low-cost” descrevem uma vida em que consumidores na penúria são forçados a lidar com magros subsídios de desemprego ou o que em Espanha se chama o “colchão familiar” ou suporte financeiro dos membros mais velhos da família para os jovens sem emprego. É a verdadeira extensão do problema que exala loucura, vendo que uma geração inteira do Sul da Europa está sacrificada, coberta por um opressivo desespero, e roubada de qualquer expectativa de um futuro melhor.

Inútil dizer que o baixo custo da comida fast-food leva a uma pesada conta ambiental e social. O consumo regular de tais alimentos foi associado a numerosos problemas de saúde e por isso sobrecarregam os já quase em ruptura serviços de saúde dos países do Sul da Europa. Aumentar a carnificina de aves domésticas e gado vacum resulta em inimaginável sofrimento animal, aumento de poluição ambiental, e no lançamento de resíduos de hormonas de crescimento e antibióticos nas linhas de água. A opressão dos grupos mais precários na sociedade humana é feita conjuntamente com animais e o nosso ambiente natural

Pobreza como facto positivo

A degradação da própria vida surpreende muito na idade do nihilismo, quando lucros e salários se tornam indicadores de mérito individual e colectivo. Do ponto de vista do Estado, grandes sectores de cidadãos desempregados, representam um indesejável peso morto no severamente erodido sistema de bem-estar social. O Primeiro-ministro de Portugal Pedro Passos Coelho foi até ao ponto de recomendar que as pessoas em busca de emprego deviam “deixar a sua zona de conforto” e emigrar para países onde há emprego abundante. Em vez de criar empregos bem pagos no interior das fronteiras, os cidadãos foram convidados a sair e a olhar para alternativas “low-cost” nas suas necessidades básicas de vida.

As tentativas políticas e comerciais actuais de apresentar a pobreza de forma positiva, como uma condição que anima a ingenuidade popular e aumenta a sua resiliência, cheira a certas tendências da história recente de Portugal. Sob o ditador António de Oliveira Salazar, um estilo de vida frugal e humilde supunha relacionar-se com pureza moral, simplicidade e força de alma. Mas enquanto Salazar laboriosamente associava uma vida austera aos idealizados usos incorruptíveis do mundo rural, o perverso encanto da pobreza pelos McDonald’s esbarra com os sonhos consumistas não cumpridos dos moradores empobrecidos das cidades. Isto é como dizer: as Grandes Empresas Multinacionais são os novos ditadores na era da austeridade.

 Michael Marder em Al Jazeera
 Tradução: CR

"INCOMPATIBILIDADES"

Publicado no DR modelo de declaração de incompatibilidades para os membros de comissões, grupos e júris do SNS e que obriga os membros das comissões, de grupos de trabalho e dos júris de procedimentos pré-contratuais e consultores que apoiam os respectivos júris a um regime jurídico de incompatibilidades.

São três as situações que os profissionais que participam na escolha, avaliação, emissão de normas e orientações de carácter clínico, elaboração de formulários, nas áreas do medicamento e do dispositivo médico no âmbito dos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passam a ter que atestar.

A primeira delas é declarar que «não exercem funções remuneradas, regular ou ocasionalmente, em empresas produtoras, distribuidoras ou vendedoras de medicamentos ou dispositivos médicos». O despacho salvaguarda, no entanto, a prelecção em palestras ou conferências organizadas pelas mesmas e a participação em ensaios clínicos ou estudos científicos no âmbito da respectiva actividade.

Na segunda situação os membros e júris dos grupos de trabalho assinalam que não são proprietários nem detêm interesses na propriedade de empresas produtoras, distribuidoras ou vendedoras de medicamentos ou dispositivos médicos.

Por fim, os profissionais terão de garantir não serem membros de órgão social de sociedade científica, associação ou empresa privada, «as quais tenham recebido financiamento de empresa produtora, distribuidora ou vendedora de medicamentos ou dispositivos médicos, em média, por cada ano, num período de tempo considerado até cinco anos anteriores, num valor total superior a 50 000 euros».

Ficam de fora as situações relativas a associações públicas profissionais. Os dados recolhidos, diz o normativo, serão publicados na página electrónica do estabelecimento, serviço ou organismo, no qual a comissão, o grupo de trabalho ou o júri funcione.

Pois … mas os deputados e membros do Governo não têm incompatibilidades, segundo PSD, PS e CDS, PORQUÊ?

CR

domingo, 9 de fevereiro de 2014

que venha a Primavera!


NEGÓCIOS EM PAREDES


Negócios que envolveram venda do terreno considerados nulos
Tribunal da Relação devolve Estádio das Laranjeiras ao União de Paredes
O Tribunal da Relação do Porto considerou nulos todos os negócios que 
envolveram o terreno onde está construído o Estádio das Laranjeiras,
"casa" do União Sport Clube de Paredes (USCP) durante mais de 80
anos, efectuados depois de este ter sido penhorado por um jogador 
a quem o clube devia dinheiro.

Entre os negócios anulados está a venda, por parte da Câmara Municipal
de Paredes, daquele espaço à Guedol, empresa que pretendia
construir um centro comercial.

Na sentença decretada no último dia 20, o mesmo Tribunal ordena que o 
estádio seja devolvido ao USCP. Esta decisão vai contra a que tinha sido
proferida pelos juízes do Tribunal de Paredes e ainda pode ser alvo de
recurso.

Terreno não poderia ter sido penhorado

"Determina-se a restituição do prédio ao réu União Sport Clube de Paredes
e o cancelamento dos registos inerentes à mencionada penhora e
alienações posteriores abrangidas por esta declaração de nulidade", 
lê-se no final acórdão do Tribunal da Relação do Porto.

Nesse documento, os três juízes que analisaram o recurso feito pelos
herdeiros da mulher que, em 1926, doou o terreno ao clube paredense,
consideram que Maria Augusta Ferreira Menezes "doou os terrenos para
estes fins [desportivos e recreativos] e não para quaisquer outros fins"
e que quis "que o bem doado passasse para o seu património caso 
o clube réu se extinguisse enquanto fosse viva ou, não podendo passar
 para si, por nessa altura ter já falecido, para os seus herdeiros".

Deste modo, concluem os magistrados, o terreno do Estádio das
Laranjeiras "não podia ter sido penhorado nem alienado numa execução
do Tribunal do Trabalho de Barcelos" e que esteve na origem de sucessivas
vendas daquele espaço. "Deve-se concluir que a penhora e a alienação
do bem doado no processo executivo do Tribunal do Trabalho de Barcelos
constituíram actos jurídicos proibidos por aquelas disposições legais, 
pelo que os actos de penhora e alienação em sede executiva
enfermam de nulidade", acrescentam os juízes.

Sendo a penhora nula, defende o Tribunal da Relação do Porto, também
todas as vendas que se realizaram em seguida foram nulas, o que faz com
o terreno volte a ser propriedade do União Sport Clube de Paredes. "O réu
clube ainda não se extinguiu, nem foi extinto, pelo que o bem
[terreno do estádio] apenas pode regressar ao património deste clube", 
referem os juízes.

Câmara vendeu espaço para a construção de um centro comercial

Esta decisão é o último episódio de um processo que começou em 1926. 
Nesse ano, Maria Augusta Ferreira Menezes doou o terreno onde estava
construído o Estádio das Laranjeiras ao USCP, definindo no contrato
que o espaço só podia ser utilizado para fins desportivos e recreativos. 
Tudo correu sem sobressaltos até 1997, altura em que um ex-jogador
do União de Penhoras penhorou o estádio para receber dinheiro em dívida.

As "Laranjeiras" acabaram por ser vendidas em hasta pública à Fundação
Nortecoope por cerca de 75 mil euros. Já em 1999, a Câmara Municipal
de Paredes, então presidida por Granja da Fonseca, decidiu comprar o
estádio e chegou à acordo com a Nortecoope.

Apesar destes negócios, o União de Paredes jogou e treinou no Estádio 
das Laranjeiras até 2008, ano que a autarquia, já liderada por 
Celso Ferreira, decidiu vender os terrenos da zona desportiva. A Guedol
ofereceu, então, 8,5 milhões de euros para construir um centro comercial.

No entanto, quando tiveram conhecimento deste negócio, os herdeiros
da mulher que doou o terreno em 1926 avançaram com um processo
judicial para anular a venda. Uma pretensão que o Tribunal de Paredes
lhes negou, mas que o Tribunal da Relação do Porto acabou de
considerar legítima.

Ao mesmo tempo que iam decorrendo estes processos judiciais,
a Guedol faliu sem nunca construir o ambicionado centro comercial.
O Estádio das Laranjeiras, que se encontra abandonado, também foi
hipotecado ao BCP, que emprestou oito milhões de euros à empresa
de construção com sede em Lisboa.

(em O VERDADEIRO OLHAR)