um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MARCELO E A AMNÉSIA DO DIA SEGUINTE

Marcelo é um sabidão. Acaba de fazer o habitual comentário sobre as autárquicas, a leitura dos resultados, sem referir uma só vez a evolução da CDU, o significado do seu avanço expresso em maior votação real, percentagem e mais mandatos, expresso igualmente em saborosas conquistas quer em capitais de distrito quer em localidades simbólicas.


Marcelo é um sabidão. Tal como o jornalista que o interrogou. Mas a realidade, tantas vezes desmentindo o seu palavreado e as suas previsões, existe e não é condicionada em exclusivo pela sua importância mediática. Quer o Marcelo queira quer não queira, o Bernardino Soares é Presidente da Câmara de Loures, o Carlos Pinto de Sá é em Évora, o João Rocha é em Beja, a CDU tem dois vereadores em Lisboa, e …  e … e…Viva a CDU!

EXERCÍCIO PARA REFLEXÃO

A evolução da situação política portuguesa, o seu fluxo e refluxo, pode ser avaliada pela expressão eleitoral das forças politicas mais consequentes e progressistas, nomeadamente da CDU.

O exercício seguinte relembra o número de maiorias de Câmaras Municipais obtidas ao longo do tempo pela CDU, independentemente do factor dimensão e população abrangida. Assim a nossa democracia tem o seguinte registo da expressão autárquica da CDU:

1976 – 37 Câmaras
1979 – 50 Câmaras
1982 – 55 Câmaras
1985 – 47 Câmaras
1989 – 50 Câmaras
1993 – 49 Câmaras
1997 – 41 Câmaras
2001 – 28 Câmaras
2005 – 32 Câmaras
2009 – 28 Câmaras  

2013 – 34 Câmaras

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

na blogosfera

Em www.autarquias2013.pt

António Macedo Lemos (CDS)     354 visualizações      45 votos

Ilídio Ferreira Santos (BE)             242 visualizações      71 votos

Cristiano Ribeiro  (CDU)               867 visualizações      313 votos

Alexandre Almeida (PS)                1733 visualizações     135 votos

Celso Ferreira (PSD)                    1075 visualizações      117 votos


Em www.eleições2013.pt

António Macedo Lemos (CDS)         2 gostos                

Ilídio Ferreira Santos (BE)                 3 gostos

Cristiano Ribeiro (CDU)                    48 gostos

Alexandre Almeida (PS)                    55 gostos

Celso Ferreira (PSD)                         46 gostos


autárquicas 2013


Respeitando opções diferentes, informa-se que neste blogue, por razões de convicção, se respeitarão as limitações inerentes ao chamado «dia de reflexão» e ao dia da votação, não havendo portanto lugar à inserção de matéria político-eleitoral nova. 

grafismo

Que vergonha! País católico e civilizado, uma fava...

Segundo a Reader’s Digest, que simulou a perda de carteiras, Lisboa é a cidade “menos honesta de todo o mundo”. Os repórteres daquela publicação distribuíram 12 carteiras em 16 cidades, sendo que apenas uma foi recuperada, na capital portuguesa. No extremo oposto está Helsínquia, na Finlândia, cujos cidadãos devolveram 11 carteiras. Uma nota: a carteira recuperada em Lisboa foi encontrada por um casal holandês…

A Reader’s Digest – publicação que é distribuída em 49 países do mundo, entre os quais Portugal – promoveu um estudo, que teve como objectivo determinar qual é a cidade mais honesta do mundo. E o resultado surpreende: “Least honest: Lisbon, Portugal”.

Para medir a honestidade, os repórteres procederam à distribuição de 12 carteiras por diversos locais de 16 países do mundo, sendo que Lisboa foi a cidade portuguesa escolhida. As carteiras, que continham dinheiro, foram colocadas de forma a parecerem perdidas, em parques, centros comerciais, no chão de espaços públicos, entre outros locais.

Além do dinheiro (50 dólares, o equivalente a 37 euros), as carteiras continham números de telemóvel, uma foto de família e diversos cartões de visitas, que permitiriam a quem encontrasse a carteira proceder à sua devolução, nas autoridades, por exemplo.

Distribuídas as carteiras, os repórteres ficaram à espera, verificando quantas seriam devolvidas. Helsínquia, na Finlândia, foi a cidade mais honesta, onde apenas uma carteira ficou perdida: as restantes onze foram recuperadas.

Bombaim, na Índia, ficou em segundo lugar, com nove carteiras recuperadas e apenas três perdidas. Budapeste (Hungria) conseguiu um resultado idêntico (oito em 12), tantas quantas Nova Iorque, nos EUA.

Nesta lista de cidades mais honestas, segue-se Moscovo (Rússia) e Amesterdão (Holanda), cujos cidadãos devolveram sete carteiras das 12 que encontraram. Com metade do total, seguem-se Berlim (Alemanha) e Ljubljana (Eslovénia).

A partir daqui, entramos no campo em que a probabilidade de recuperar uma carteira perdida não chega aos 50 por cento. Em Londres (Reino Unido) e Varsóvia (Polónia), apenas cinco carteiras regressaram ao ‘dono’.

Já em Bucareste (Roménia), Zurique (Suíça) e no Rio de Janeiro (Brasil), apenas quatro. Em Praga (República Checa), somente três das 12 regressaram à origem, sendo que nesta lista de honestidade da Reader’s Digest, marcam presença as capitais dos países da Península Ibérica: Madrid só devolveu duas carteiras e Lisboa apenas uma. E assim a capital portuguesa conquistou o título de cidade menos honesta.

Mas há um facto curioso neste trabalho. A carteira recuperada em Lisboa foi-o graças à honestidade de um casal de… holandeses, que passava férias em Portugal.

Num olhar aos resultados de todas as cidades, a Reader’s Digest considera que o mundo é honesto: das 192 carteiras ‘perdidas’, 90 foram recuperadas. “É inspirador ver tantas pessoas honestas em todo o mundo”, destaca a editora da revista, Catherine Haughney.



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

grafismo


ai, o Público, que também diz verdades!


notícias da campanha eleitoral autárquica

São inúmeras as promessas dos candidatos autárquicos, mas são demasiadas as propostas irrealistas, demagógicas ou mesmo imbecis. Recolhi mais algumas, que para além de sugestivas, ilustram a qualidade dos candidatos e da postura política e ética dos partidos por onde concorrem.

Hernâni Dias é candidato PSD á Câmara de Bragança e segundo sondagens o futuro Presidente. Ele garante que irá construir uma auto-estrada entre Quintanilha e Zamora. Denomina-a A6 no seu programa de candidatura. Mas a referida ligação é em Espanha e a denominada A6 liga Lisboa a Évora, terminando na fronteira do Caia. Temos portanto um futuro Ministro de Obras Públicas Espanhol a concorrer á Câmara Municipal de … Bragança. Hernâni Dias constrói autoestradas como se constrói um jogo de “LEGOS”.

Miranda Calha, antigo secretário de estado de Sócrates, concorre á Junta de Freguesia de Belém /Restelo. Ele olhou para o Tejo, anteviu glórias passadas projectadas em proposta de candidatura e …carta de marinheiro e cursos de mergulho para todos os estudantes da freguesia. O socialista “socializa” assim o mergulho na frente ribeirinha, alheio a restrições orçamentais. Talvez o próximo jogo de Calha seja o “EM BUSCA DO TESOURO”.

Mas logo ao lado em Sintra, Marco Almeida, um PSD-que-continua-PSD-mas-que-concorre-em-lista-independente-da-lista-do-PSD, propõe um Estado Social Local para minimizar os efeitos da crise. O seu PSD destrói o Estado Social, com as privatizações, os cortes nos subsídios de apoio social, o encerramento de serviços sociais, mas Marco reproduz ao lado uma espécie de PORTUGAL DOS PEQUENINOS, uma Sintra Social, de caridade e assistência para pobrezinhos .

O próprio BE de Sintra envereda pela demagogia, dizendo que a Câmara “pode ajudar as famílias a renegociar dívidas com os bancos”. Oh Fazenda, não havia necessidade…

A extrema-direita é mais clara: pôr os reformados junto às escolas para assegurar segurança. Isto só vai à bengalada…


CR

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

os doutores do PSD, sempre "dôtores"


Não é tempo de complacência

“Devemos questionar-nos para onde é que a economia vai, não onde está. E o que é claro é que a economia está a melhorar, melhorou a sua balança externa e há sinais de que as reformas estão a começar a produzir efeitos. Mas não é tempo de complacência“, disse hoje o economista chefe da OCDE, numa palestra, em Lisboa.

Logo que acabou o seu discurso, quando já se tinham esgotado as entusiásticas palmas dos entusiásticos adeptos do processo de “ajustamento”, Pier Carlo Padoan saiu porta fora disposto a ir conhecer a bela Alfama, dar um saltinho a Belém e provar os famosos pastéis, apreciar os Jerónimos e, se sobrasse tempo, ir ainda a Cascais, essa Riviera plantada onde o Tejo se oferece ao mar.

Padoan tinha ouvido falar das maravilhas gastronómicas, da beleza das paisagens e da simpatia dos portugueses, aquele povo que sabe falar todas as línguas, capaz de se fazer entender até entre os bosquímanos. Por isso, saiu confiante da sala da palestra, dispensou seguranças e lançou-se à primeira etapa da sua visita, admirando-se com as ruelas de Alfama. Passou por casas de fado, viu os estendais, sorriu para as mulheres que o saudavam dos postigos. Estava feliz…

Mas há sempre surpresas. Mesmo entre os portugueses s simpáticos.

Primeiro, deparou-se com um jovem mendigo, ainda com bom aspeto, claramente novo mendigo, que lhe pedia ajuda, porque a mulher, e ele, tinham sido vítimas do “ajustamento” e estavam os dois no desemprego, prestes a perder a casa para o banco e já incapazes de pagar o infantário da filha de 4 anos. O mendigo contara-lhe tudo isto em inglês, porque se os portugueses entendem todas as línguas, é sabido que os outros não percebem patavina dos que lhes dizemos. O inglês era perfeito, pois o novo mendigo tinha um mestrado, mas nem isso lhe tinha valido no “ajustamento” em curso.

Padoan alçou a sobrancelha, espantado com a história e o inglês perfeito, mas, mesmo perante a súplica pungente do novo mendigo, não hesitou:

 — Não é tempo de complacência.

Não pode ser… O economista chefe olhou com desdém para o novo mendigo e comentou com a esposa, que o acompanhava nesta viagem, porque a ajuda de custo de economista chefe, mais as milhas da companhia aérea, davam bem para a trazer a conhecer a maravilhosa Lisboa:

 — Estás a ver, mais um que andou a viver acima das suas possibilidades. Não podemos ter complacência.

Pier Carlo já se apressava em direção ao Terreiro do Paço quando, à porta do café onde parou para matar a sede, que o calor de setembro em Lisboa sufocava qualquer um, se admirou por ter de suportar novo pedido de “qualquer coisinha para comer”.

O caso agora mudara de figura. O mendigo era também jovem, mas já era dos veteranos e descarados que já tinham desistido de contar a história desgraçada que os levara até à humilhação de ter de pedir esmola.

Pier Carlo olha para a mulher, já arrependido de ter dispensado a segurança, e despacha o mendigo veterano em alta velocidade:

- Não é tempo de complacência, tenha lá paciência.

O mendigo veterano, sem emprego há dois anos, sem a casa há um, depois de a entregar ao banco a quem andou dez anos a pagar as prestações do empréstimo bancário, mais o seguro de vida, abandonado pela mulher, que tinha regressado à casa dos pais zangada com o fracasso do marido — “és um merdas”, costumava ela dizer-lhe — ainda teve tempo de gritar ao economista-chefe qualquer coisa impercetível, exceto a declaração inequívoca que vociferou sobre a mãe de Pier Carlo.
O economista começava a ficar preocupado, mas, maravilhado pela luz única do fim de tarde que descia sobre o Tejo, conseguiu relaxar e ainda pensar que a ajuda de custo da OCDE era mesmo jeitosa para trazer a mulher a estas coisas.

No Cais do Sodré, acontece o impensável. Um rapazote de boné de pala à malandro, ténis de marca, t-shirt da Boss, brinco de prata na orelha e barbicha mal-amanhada põe-lhe a navalha ao pescoço e diz-lhe que precisa de lhe fazer um “ajustamento” à carteira. Este até lhe falou em francês, que os malandrecos cá da terra até sabem línguas, pois claro. É bom para o negócio…

Padoan reclama, ainda que a voz lhe tenha quase desaparecido, a mulher chora e pede ao rapazote que tenha pena do seu marido, afinal de contas apenas um velho indefeso que apenas queria conhecer Lisboa, o Tejo e esses maravilhosos seres que são os portugueses, de quem lhe disseram serem pessoas serenas, calmas, simpáticas e sempre dispostas a ajudar os outros.

O rapazote do boné, incrédulo, mas sereno, apertou a navalha ao gasganete do economista chefe e, simpático, apenas disse:

 — Não é tempo de complacência. Tenha lá paciência…

 Não se passou assim a história, mas podia muito tem ter-se passado. Esperemos que não…

Paulo Anjos (em pracadobocage.wordpress.com)

a cidade inteligente

Diz Celso Ferreira que a "cidade inteligente de Paredes" é uma iniciativa particular...pois. Distinguem-se na fotografia de um convívio "particular", os "particularmente conhecidos" Celso Ferreira, Acácio Ferreira e Pedro Mendes

novo centro escolar de Baltar

Assinale-se que na "modernidade" arquitectónica não estão incluidos os "cobertos" de acesso á escola...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

humor sintrense ...um clássico!


O Professor Reboredo, o homem da municipalização da educação e da saúde (!), e o estado do PSD e dos eleitores da capital, "trocendo" as ideias... ou como ser do Benfica pode não ser suficiente ou necessário.

CDU

regressos...

Hoje foi dia de "regresso aos mercados" ... amanhã é dia de regresso á Feira de Paredes (por parte da CDU, claro!)

eleições alemãs - a vitória que normalmente seria derrota


O sistema parlamentar alemão tem características próprias como qualquer sistema de representação politica por via eleitoral. Resulta de uma construção, por vezes muito injusta, mas que serve reais objectivos. Das eleições de ontem resulta o quadro parlamentar desenhado em cima.
A CDU alemã, o partido conservador alemão, presidido pela inefável Merkel, embora expresse uma influência crescente, é minoritária no Parlamento Federal. São maioritárias forças que, embora distintas, comungam aparentemente de uma visão nacional e europeia contrária aos ditames da chanceler.Mas tal facto é escondido da opinião pública europeia. Hollande já festejou Merkel, tal como o que resta da socialdemocracia europeia. Os 41% obtidos transformam-se por milagre numa unanimidade, os reais problemas dos alemães e da sua economia viraram expiação da incapacidade dos países do Sul.  
Desengane-se quem via agora uma oportunidade de impôr uma real alternativa. Quem manda na política alemã, como em grande parte da politica europeia , são as grandes corporações e bancos. Os Verdes e o SPD são sempre "recicláveis" a troco de um prato de lentilhas. A democracia para o capitalismo é instrumental e quando não se impuser por via eleitoral, há sempre a possibilidade da guerra. Há alternativas? Claramente.

CR

sábado, 21 de setembro de 2013

A INTERNACIONAL

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!

Refrão
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Terra sem amos }bis
A Internacional.

Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!

Versão portuguesa

Röyksopp - Remind Me



Os noruegueses ROYKSOPP , álbum Melody A.M.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O MUNDO DE CELSO III

No Jornal de Campanha da Candidatura do PSD à Câmara Municipal de Paredes há uma mensagem de Celso Ferreira, o actual Presidente da Câmara e candidato do PSD.

Lá no meio da mensagem, diz Celso: “ Esta eleição não é para alimentar ódios, radicalismos e guerras pessoais. Não é para quem só vê uma única freguesia em todo o concelho. Esta eleição é para quem tem projectos e uma agenda política genuína. É para quem acredita em Paredes e em todas as suas 24 freguesias. Esta eleição é para todos nós.”

Diz sarcasticamente o candidato Celso que acredita em todas as 24 freguesias de Paredes. Acredito, logo extingo. Porque “acreditava” em Gondalães, Mouriz, Madalena, Vila Cova de Carros, Bitarães, Besteiros, Celso eliminou da realidade político-administrativa do concelho a sua identidade, história e dinâmica.

Mas a crença de Celso adapta-se bem com o discurso contraditório. Em cada eleitor há também uma “crença” particular. Moldável.


CR

poema

Triste Fado tem o País das Caravelas

Triste fado tem o país das caravelas
Das descobertas, do nónio, do poeta cantado
que morreu de fome...
neste país!
do povo
que baixa a cabeça
em vénia subserviente
obediente servil,
qual podengo sem dono,
boi manso cangado
que puxa o arado em terra que não é sua
incapaz de gritar!
Heróis do mar de onde?
Fazem de ti o que querem
e tu aguentas sem um lamento.
triste é uma nação que chega a nada
levantai hoje de novo?
que esplendor?
onde a corrupção impera
a finança manda
e possui o poder!
Até quando?

MIGUEL TORGA

DESEMPREGO A NEGRO

O número de inscritos nos Centros de Emprego no Distrito do Porto, relativos ao mês de Agosto de 2013, revelam parte da verdadeira face do desemprego existente. O Concelho de Paredes tem 20,3% da população activa desempregada (valor acima da média do distrito, ainda mais acima da média do Norte e anda muito mais acima da taxa de desemprego do País). Quase 9.000 pessoas estão desempregadas no Concelho.

Este desemprego em Paredes é de evolução preocupantemente crescente. De Agosto de 2010 a Agosto de 2013, a evolução é de mais 50%. De Agosto de 2012 a Agosto de 2013, a evolução é de mais 11,3%. De Julho de 2013 a Agosto de 2013, a evolução é de +3,1%. Os concelhos do Interior do Distrito têm a mesma evolução, com a excepção de Felgueiras onde a industria do calçado pareceu sólida em termos de emprego, mas já com evoluções negativas significativas em 2012-2013.

O desemprego jovem (menos de 25 anos) neste mesmo período (Julho 2013- Agosto 2013) sobe 7,4% em Paredes e 15,4% em Felgueiras.

O drama social está aí. Não há discurso da retoma que esconda a realidade. Duas notas complementares:

1) Não se esqueça a vaga emigratória, nomeadamente de gente jovem e qualificada, que ameniza os indicadores analisados;

2) Há vozes que apontam para fraude, no sector do mobiliário com trabalhadores e empresas coniventes em casos de inscrição no desemprego e trabalho clandestino. As consequências dessa hipotética fraude são muito prejudiciais ao próprio trabalhador e á Segurança Social.

CR

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

que trio!


Lisboa, 17/09/2013 – Decorreu esta tarde no Hotel Lisboa Plaza junto ao Parque Mayer, o lançamento do livro BragaParques: A Hora da Verdade. O livro é uma biografia do construtor Domingos Névoa, envolvido em casos de corrupção. João Soares, Zita Seabra e Domingos Névoa. 

Comentários:


O avental, o cilício e o dono deles

Já Sérgio Godinho cantava: "PRECISO DE UM EMPREGO!"

António Costa grita: PS! e tudo o mais acontece... 

"Corrupção? o que é isso?

o mundo de Celso II


Divulgado pelo Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Paredes, tal nobilíssima actividade cultural

Tenho a impressão que a eleição já está há muito decidida: Miss PAREDES 2013 para Dona Cidade Inteligente e Mister PAREDES 2013 para Dom Mastro I.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

o mundo de Celso


autosport.pt em 13 de Abril de 2007

Circuito de F1 em Paredes?

De acordo com a edição de hoje do Semanário Económico, a autarquia de Paredes vai construir um parque industrial para o sector automóvel, com empresas, escola técnica, e uma pista que terá homologação para a Fórmula 1. A mesma fonte adianta ainda que o traçado será concebido por especialistas ligados a Bernie Ecclestone, num investimento faseado, que na sua primeira tranche, poderá orçar em cinco milhões de euros.
A apresentação do projecto deverá ser feita dentro de um mês pela Câmara Municipal de Paredes, e aí ficarão a conhecer-se melhor todos os contornos desta notícia avançada pelo Semanário Económico.
De acordo com o presidente do município, Celso Ferreira, a intenção é que tudo esteja pronto dentro de «dois ou três anos no máximo», e revela ainda que o projecto é um joint-venture entre a autarquia e cinco empresas privadas do sector.

a cuspidela das serpentes




Títulos de jornal e fotografias 

FMI faz mea culpa em relação a Portugal

PSD acusa FMI de "hipocrisia institucional"

...e ...



momentos da campanha eleitoral autárquica em Paredes






18 de Setembro, momentos de intervenção da candidatura da CDU na Feira de Paredes. Uma boa recepção com alguns  bruás de que "os partidos são todos iguais", ...provavelmente vindo de quem sempre votou "igual" e errado. Na fotografia de cima, junto a um hangar da denominada "Incubadora do Design", obra suspensa à espera de meios de pagamento e, digo, utilidade... 

na Feira andou também uma comitiva exótica de um partido de bandeiras alaranjadas chamado não-me-fales-do-psd-nacional

VOTA CDU!

CR

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Critérios editoriais e eleições

 Por João José Cardoso (em Blog AVENTAR)

pescadinha
Critério editorial é quando o Medina Carreira puxa de um gráfico onde demonstra que já o Bandarra tinha previsto que isto ia acabar assim, entra o Mário Crespo em debate acalorado com os seus convidados de esquerda enquanto benze os de direita e no meio aparece o beato César das Neves vestido de fantoche e gritando em orgasminhos consecutivos,Não há dinheiro, Não há dinheiro. Nos intervalos José Gomes Ferreira apresenta o seu programa de governo, escrito a quatro mãos com o José Rodrigues dos Santos e onde se assegura a salvação da pátria por intervenção do Arcanjo Gabriel, já anunciada ao FMI.
Critério editorial, e não jornalístico, editorial do editor que responde perante o director que responde perante o patrão, que responde diante do banqueiro, e todos em coro guincham: andámos a viver acima das nossas possibilidades, não há dinheiro para a democracia.
Aplicado às eleições consiste em dar tempo aos mesmos para que ninguém vote nos outros, que horror, os outros que metam o rabo na boca e em pescadinha fiquem desfeitos, queriam cobertura tivessem sido eleitos, não foram eleitos, não existem.
A democracia é mesmo uma chatice, razão tem o Alberto João, estado de emergência em cima deles, Salazar, Salazar, Salazar, a fortuna que se gasta em eleições, nomeiem-se os presidentes da Câmara, escolham-se os regedores no final da missa, estava tudo tão bem como estava e tinha de vir esta gente com modernices.

GRAFISMO / HUMOR

momentos da campanha eleitoral autárquica

CDU EM LORDELO, PAREDES

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

SESSÃO EXEMPLAR

Decorreu ontem uma denominada SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE ÁGUA E SANEAMENTO promovida pela Câmara Municipal de Paredes e Junta de Freguesia de Recarei, nas instalações do Nun’Alvares de Recarei. 

Presentes, numa sala com centenas de pessoas, o actual Presidente da Câmara, o vereador Pedro Mendes, um Engenheiro Administrador da SIMDOURO, e figuras do PSD CONCELHIO E LOCAL. O pretexto era a falta de água durante 3 longos meses (!) em inúmeros lugares da freguesia, nomeadamente nas habitações servidas pela água administrada pela Junta de Freguesia. O real objectivo era o de “limitar” eleitoralmente a insatisfação e a revolta dos habitantes, desprezados numa situação dramática.

A estratégia da Câmara era clara: não falar do passado e do presente e anunciar um futuro próximo de obras, adjudicações, e resolução “definitiva” do problema; desculpabilizar-se mesmo que sacrificando e ridicularizando alguém (no caso o Presidente da Junta e seu executivo, a Assembleia Municipal que legitimou a concessão); “preparar o terreno” psicológico para o “negócio”, a entrega de bens e do serviço à VEOLIA, empresa particular concessionária da água e saneamento em Paredes, e tolerância /aceitação da população, definir um quadro “legal”, contrário à existência de cooperativas de captação e distribuição de água pública, ou depreciando a sua eficácia.

Mas a “empreitada” era complicada. E o publico presente, mesmo em tom exaltado, não deixou de referir o essencial da intervenção do PSD: uma persistente e generalizada insensibilidade social, uma incompetência nos aspectos políticos e técnicos, um discurso falso e oportunista, um pânico para com promessas incumpridas e hipótese de derrotas eleitorais. Demolidora foi a mostra de água apresentada pelos moradores, de cor e aspecto variados, e que foi cobrada pela Junta como se fosse potável. Demolidora foi a interrogação sobre o laboratório de análises que creditou a composição física, química e microbiológica das amostras apresentadas. Demolidor foi o testemunho de um morador: “O Presidente da Junta disse-me para instalar um tanque em casa”.
  
Fica por fim a ameaça verbal perante o serviço idêntico prestado pela Junta de Freguesia de Gandra, noticia potencialmente explosiva para o PSD local. Para os que pensavam poder ter algum sossego na espetada com porco da candidatura PSD em Outeiro, Recarei, hoje, o dia de ontem anuncia borrasca.

CR

MUITO BOAS NOTÍCIAS!

Se os paredenses fossem hoje às urnas, o PSD voltaria a ganhar a Câmara Municipal de Paredes. Segundo mais uma sondagem realizada pelo Gabinete de Estudos de Mercado e Opinião do Instituto Português de Administração de Marketing para o VERDADEIRO OLHAR, Celso Ferreira seria reeleito para mais um mandato com mais de 56% dos votos. Já o socialista Alexandre Almeida alcançaria um resultado muito próximo dos 24%. Em ambos os casos há descida do resultado em relação às Autárquicas de 2009. O resultado surpreendente surge do lado da CDU. Os dados mostram que Cristiano Ribeiro reúne 7,27% das intenções de voto, uma subida de quase 4% em relação a 2009.
Dado a realçar é o facto de 29% da população inquirida dizer que ainda não sabe em que candidato vai votar nas eleições de 29 de Setembro. 13% preferiu não responder à questão colocada, enquanto 8% optariam por votar em branco ou nulo.
Está assim colocada a hipótese de ser o PRIMEIRO VEREADOR DA CDU NO VALE DO SOUSA. A luta vai ser árdua. mas o sonho é um grande desafio



CR

Reflexão sobre 40 horas de trabalho diário na Administração Pública

«Você tem-me cavalgado, /seu safado! /Você tem-me cavalgado, /mas nem por isso me pôs /a pensar como você. /Que uma coisa pensa o cavalo; /outra quem está a montá-lo» Alexandre O´Neill

O governo “imperial” que nos governa criou uma lei que estabelece a duração do período normal de trabalho para os trabalhadores em funções públicas nas 8 horas diárias e 40 horas semanais. Tal alteração não responde a nenhuma necessidade objectiva, ou propósito louvável; antes pelo contrário, só se destina a criar nos locais de trabalho instabilidade, medo e frustração. O terrorismo social assim expresso levará mais cedo do que tarde a uma corrente de despedimentos e uma redução da qualidade dos serviços prestados.

Alguns dirigentes intermédios apostaram logo na exigência dessa alteração dos horários de trabalho, com carácter de urgência. De um momento para o outro, o funcionário e sua família deveriam adoptar-se aos editais de sua majestade, prescindindo para si de 5 horas semanais a que acrescem 5 horas de descanso intercalar. Contra os pareceres jurídicos das entidades associativas e representativas, contra o bom senso e a dinâmica do serviço público, instalou-se o caos, e a divisão, sob a capa do posso, quero e mando.

Rosalino e seus muchachos sabem quão profundo degradam expectativas de vida de muitos portugueses e como afectam sectores como a Saúde e a Educação. E um dia destes, nós, os cavalos já cansados das bizarrias, lhes daremos com o coice.

CR

domingo, 15 de setembro de 2013

Como eles sabem prometer… (II)

Chama-se José Pacheco de Sousa e é o candidato PS à Junta de Freguesia de Cete. Em publicação de LUXO do PS de Paredes (sabe-se lá que valorização de terrenos foi desta vez…), considera urgente fazer na freguesia o “alargar a rede de saneamento a toda a freguesia, requalificar zonas envolventes ao Mosteiro e Capela da Senhora do Vale”. Limitadinho mas, vá lá, percebe-se a intenção.
Mas o pé do candidato cai para o irrealismo e a demagogia:

“Disponibilizar consultas de saúde a preços sociais” (?). “Facultar a renovação do receituário de medicação crónica aos habitantes de Cete a preço social (?). “Criar protocolos com as Clínicas Dentárias”(?)
“Criar a bienal de pintura e escultura” (?)
“Ajudar a nascer o Polo Desportivo de Cete (campo de futebol e pavilhão coberto) ” (?)

E … mais nada (nem uma rua…).
Será que a sombra ameaçadora da CDU de Parada de Todeia constitui um estímulo / desafio para o PS de Cete? E então … não há uma proposta de praia fluvial? Quanto aos protocolos com as “Clínicas Dentárias, NO COMENTS!


CR

Como eles sabem prometer… (I)

Chama-se Gualter Luz e é o candidato PS à Junta de Freguesia de Parada de Todeia. Em publicação de LUXO do PS de Paredes, destaca como qualidades próprias (cito) ser “ambicioso, sincero, defensor das desigualdades (?) e dos direitos do Homem.”. Diz-se “sempre trabalhador e alquimista de valores nobres como a família e a honra pela preservação desta terra e das suas gentes”. Ficamos sem saber por onde andava a “alquimia” do candidato quando da defesa da escola da freguesia e do estatuto jurídico-administrativo da freguesia. Talvez caído no caldeirão…
São genéricas ou anedóticas as propostas “inovadoras” do programa eleitoral do jovem Gualter. Eis o irrealismo e a presunção.

Uma Loja Solidária com “roupa, calçado e brinquedos em bom estado” para os objectivos de “…diminuir o consumismo e melhorar o impacto ambiental através da reutilização” (?) e “…criar harmonia social por ser um projecto comunitário”(?)
“Apoio (á saúde) no domicílio a todos os utentes que tenham necessidades especiais ou carência económica, gabinete de enfermagem personalizado, criação de uma parceria com um gabinete médico”(?)  
“Parque de merendas com zona fluvial, campo para a prática de vólei, parque infantil, parque de merendas (!), bar de serviço, uma praia fluvial, plantação de vegetação”
“Espaço wireless para zona do Arraial”
“Desporto gratuito para todos os Paredenses (?) aos fins-de-semana”.

Como o candidato diz ser praticante de natação nas piscinas municipais de Paredes, não terá havido “encharcamento” nas ideias?


CR

sábado, 14 de setembro de 2013

Iniciativa de Debate Autárquico

A Rádio Clube de Penafiel (RCP), no âmbito da cobertura informativa relativa às Eleições Autárquicas 2013, propõe-se levar a cabo um ciclo de debates com todos os cabeças de lista a cada município da sua influência. Assim teremos debate a 23 Set. (2ª Feira) no Estúdio do RCP para as candidaturas de Paredes
Horário de emissão:
Das 10.00h às 12.00h em direto, com reposição no mesmo dia das 21.00h às 23.00h.
Princípios a seguir:
- O debate é realizado apenas com os cabeças de lista. O debate será apenas realizado se estiverem presentes 80% dos candidatos.

- Cada candidatura apresenta quatro assuntos por ordem de preferência para serem tratados no debate. Serão abordados seguindo a preferência indicada pelas candidaturas (em primeiro todos os assuntos 1 de cada candidatura e assim sucessivamente, enquanto o tempo o permita)

A CDU DE PAREDES ACEITOU O CONVITE, NÃO ESTANDO CONTUDO CERTA DE QUE OUTRAS CANDIDATURAS ESTEJAM INTERESSADAS NESSE DEBATE.
EM ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS ANTERIORES TANTO O PSD, COMO O PS, E O CDS, INVENTARAM DESCULPAS PARA SE EXIMIREM AO DEBATE DEMOCRÁTICO.
ADIVINHO PRETEXTOS.
UM DOS PRETEXTOS POSSÍVEIS É A FALTA DE TEMPO DOS CANDIDATOS, EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL. UM OUTRO, SERIA O DE SE DISCUTIR EM PENAFIEL ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE PAREDES. 

NOTA FINAL:
O LAMENTO E INDIGNAÇÃO POR NÃO HAVER ACTUALMENTE INSTITUIÇÃO INDEPENDENTE E PRO-ACTIVA EM PAREDES (ROTARY, COMUNICAÇÃO SOCIAL) QUE PROMOVA DEBATES OU INICIATIVAS DE INFORMAÇÃO

CR


entrevista no O Progresso de Paredes, de 13 de Setembro de 2013

Capa de O Progresso de Paredes, com a candidatura da CDU

TEXTO

A INCONSTITUCIONALIZAÇÃO

Em apenas dois anos, a legislação governamental foi chumbada cinco vezes pelo Tribunal Constitucional (TC): a primeira em Abril de 2012, que pretendia criar o crime de enriquecimento ilícito  (violava a «presunção de inocência»); a segunda três meses depois, que propunha o corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e dos reformados  (violava o «princípio de igualdade»);  a terceira em Abril/2013, ao insistir no corte de subsídios de férias de funcionários públicos e pensionistas  (que o TC proibira taxativamente nove meses antes);  a quarta um mês depois (Maio/2013), anulando a «Lei Miguel Relvas», que pretendia a classificação das entidades intermunicipais como autarquias locais  (mas tais órgãos não são eleitos por sufrágio universal);  a quinta foi há dias, em Agosto/2013, quando o TC rejeitou a lei que permitiria despedimentos colectivos na Função Pública.
É estentoreamente impossível que estas sucessivas inconstitucionalidades engendradas pelo Governo sejam produto de ignorância: o que não falta no Executivo são assessorias de sociedades de advogados ou acesso a constitucionalistas – incluindo os mais reputados, que, por livre arbítrio e publicamente, se pronunciaram sempre contra todas estas leis inconstitucionais.
Daí que tal produção só pode ser deliberada e consciente, por parte do Governo.
O que impõe atentar-se em alguns factos da chegada ao poder desta gente.
Primeiro facto: sabe-se hoje que a co-assinatura do «resgate» da troika entre o PS/Sócrates, o PSD e o CDS foi apoiada pelos dois últimos para satisfazer a sua sede de poder (« de ir ao pote », como Passos se descaiu a dizer).
Segundo facto: na sua posse em Junho/2011, o primeiro-ministro disse que o seu Governo ia «mudar o paradigma» no País (hoje já se traduz por «destruir o Estado Social») e que o «programa» imposto pela troika era tão bom, que o Governo ia «ultrapassá-lo» em austeridade e cortes exigidos.
Terceiro facto: a coberto das «exigências da troika», a coligação Pedro e Paulo lançou-se numa deliberada governação inconstitucional, produzindo legislação sucessiva que sabia ir chumbar para, em decorrência, «afastar» de si a ilegalidade flagrante e «deslocar» para o TC a «responsabilidade» de «travar as medidas do Governo», de repente sem mácula e supostamente branqueadas na sua óbvia inconstitucionalidade.
Para ajudar a festa, os órgãos de informação vão-se aplicando na zelosa quantificação das «perdas do Governo» com os chumbos do TC, como se pudessem ser classificados de «perdas» os esbulhos inconstitucionais à Função Pública e aos serviços estatais, escarolada e vergonhosamente insistidos como política deste Governo.
Não conseguindo «mudar a Constituição», como reclamava em campanha, Passos optou por violá-la sistematicamente.
É o que se chama a inconstitucionalização do exercício do poder em Portugal. E a História registará, obviamente, o papel do actual PR nesta afronta nacional.

Henrique Custódio (em Avante, de 5 de Setembro)


CAPITALISMO


Sinéad O'Connor - Nothing Compares 2U

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

notícias da campanha eleitoral autárquica

…as sondagens publicadas são estimulantes. Haverá certamente mais votantes na CDU, e na esquerda em geral… …o Abrunhosa declarou o apoio tímido ao Meneses…entusiasmado com a sua "obra", lá foi dizendo que havia 4 excelentes candidatos, o que na prática não quer dizer nada. Mas a operação de charme vai para quem lhe pode garantir o… Enfim, o puto que circulava pela sede da UEC em D. João IV nos anos 70 era um pouco mais idealista e menos “pragmático”. Depois pôs óculos, radicalizou o discurso, chegou a “independente” na lista PS á Assembleia Municipal e “involuiu” para o Partido das setinhas laranja. O que é que eu e tu podemos fazer pelo Pedro? Talvez f… se o povo votasse no Meneses, era um prémio enorme ao PSD. Com a colaboração do Abrunhosa. …quem alinha pelo Meneses é o JN, à descarada. …logo há sessão em Cete. CDU!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ry Cooder - Paris, Texas



Estrada 66, Arizona

humor


festa do PCP, festa dos camaradas




Portugueses protestam contra homenagem de Miguel Relvas no Rio de Janeir...



Miguel Relvas foi ontem vaiado ao início da noite no Rio de Janeiro, por um grupo de portugueses que se reuniu em frente ao Museu Histórico Nacional onde o ex-ministro foi homenageado.
De acordo com comunicado assinado por dois organizadores do protesto, um grupo de portugueses que reside na cidade brasileira decidiu manifestar-se contra a homenagem a um "ministro demissionário" que "abandonou" o Governo "após uma polémica envolvendo a sua licenciatura".
À entrada para o Museu, explica a organização, foram distribuídos panfletos com "o curriculum verdadeiro" do ex-governante e atiradas palavras de ordem em jeito de irónico agradecimento ao "bem estar que [Relvas] trouxe ao país", lê-se.
Uma manifestante ainda conseguiu chegar à fala com Miguel Relvas, homenageado pela Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro por se ter "destacado no incremento das relações bilaterais ao longo deste ano".
Mas o ex-ministro acabou por virar costas. O protesto continuou fora do recinto, ainda de acordo com a organização, com os manifestastes a recordar o percurso profissional e político de Relvas aos convidados para uma cerimónia apresentada pelo actor português Ricardo Pereira.
Miguel Relvas foi recentemente nomeado Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa no Brasil, convite que partiu, entre outros, do presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, pelo "conhecimento da realidade dos países de Língua Portuguesa".
Ontem à noite foram ainda homenageados no Rio de Janeiro outros empresários e personalidades portuguesas, como António Mexia, presidente da EDP, Mariza, fadista, e Jorge Mendes, presidente da GestiFute.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pé Na Terra - Reticências de Abril



Álbum 13 (2010)

mais um ataque global

As televisões de canal aberto não farão cobertura da campanha eleitoral autárquica. Diz o Jornal Público. Por falta de meios e por critérios editoriais, elas preferem não emitir imagens de arruadas, idas a mercados ou comícios. Diz o Público, acintosamente reduzindo a campanha eleitoral autárquica a essas expressões. As televisões de canal aberto querem contornar a (por elas considerada) “interpretação restritiva da Comissão Nacional de Eleições e dos tribunais da lei eleitoral autárquica”. Já sem debates para as autárquicas, agora sem imagem dos candidatos e respectivas acções, a RTP, a SIC e a TVI comportam-se como gangsters. Referem elas que só vão emitir imagens de líderes partidários a comentar ou a discursar sobre temas de impacto nacional. Diz o Público. E nós dizemos: Basta!
Basta de oportunismo, de subserviência, de censura, de discriminação. Basta de concertação na retaliação. As televisões devem cumprir a lei. E sobretudo a RTP, estação de serviço público, não pode senão ser instrumento de democracia e liberdade de expressão. Percebe-se que alguns pensem que entre Pizarro e Meneses se esgota o Porto autárquico, ou que haja um qualquer certificado de “comportamento adequado” a apor na candidatura A ou B. Mas houve Abril e dele não cedemos.  


CR

texto

Síria: Carta de um antigo embaixador francês a François Hollande
por Pierre Charasse [*] 

México, 2 de Setembro de 2013

Senhor Presidente da República

Na provação que padece actualmente a humanidade devido à presença de armas químicas na Síria, haveis tomado a dianteira de um grande movimento mundial em nome da "obrigação de proteger" as populações civis ameaçadas. Haveis muito bem explicado no vosso discurso de 27 de Agosto diante dos vossos Embaixadores que esta era a vocação da França, tal como a exerceu na Líbia recentemente, e que ela não falharia no seu dever. Vossa determinação exemplar deveria rapidamente convencer vossos parceiros europeus hesitantes e as opiniões públicas relutantes, em França, na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e por toda a parte do mundo, da boa fundamentação de uma intervenção militar cirúrgica na Síria.

Naturalmente, como haveis recordado em 27 de Agosto, "a obrigação de proteger" inscreve-se num procedimento muito regulamentado pelas Nações Unidas e cabe em primeiro lugar aos Estados afectados proteger a sua própria população. Em caso de fracasso da sua parte, é ao Conselho de Segurança que cabe decidir modalidades de execução deste princípio. Sob a vossa condução, a França será honrada se fizer respeitar à letra este avanço importante do direito internacional. Estou certo de que o Presidente Putine será sensível aos vossos argumentos assim como o Presidente Xi Jiping e que não constituirão obstáculo ao vosso projecto opondo-lhe um veto no Conselho de Segurança. Pouco importa que o objectivo final ainda seja um pouco impreciso, o que conta é a defesa enérgica de princípios claros.

Do mesmo modo, estou certo que outros países seguirão a França na sua intenção de entregar armas aos rebeldes sírios, apesar dos riscos que isso implica. O sr. Laurent Fabius, ministro dos Negócios Estrangeiros, anunciou que exigiria dos destinatários das armas francesas que assinassem um "certificado de utilizador final". Com uma tal firmeza teremos a garantia de que nossas armas não cairão nas mãos dos combatentes jihadistas da Frente Al Nusra-Al Qaeda, que fazem parte da Coligação rebelde (ainda muito heteróclita mas que tem o mérito de querer unificar-se, boa sorte!) e não se voltarão contra os países ocidentais que os têm ajudado ou seus rivais no seio da Coligação, ou até mesmo das populações civis.

Eis-nos reconfortados. A Al Qaeda deveria compreender a mensagem forte que vós lhe enviais. É importante explicar bem que nosso inimigo continua a ser o Terrorismo Internacional, mesmo que de tempos em tempos seja preciso mostrar-se pragmático, como dizem nossos amigos anglo-saxões, e estender a mão àqueles que querem a nossa perda. Estes não deveriam ser insensíveis a nossos gestos amistosos. Vossos serviços deveriam poder sem dificuldade desmentir a informação difundida pela agência Associated Press segundo a qual armas químicas entregues pela nossa aliada Arábia Saudita (o Príncipe Bandar Bin Sultan, chefe dos serviços sauditas de informação) à Frente Al Nusra-Al Qaeda teriam sido manipuladas desajeitadamente por estes aprendizes de feiticeiro. Uma vez esclarecido este ponto tereis as mãos livres para agir na base das informações fornecidas pelos Estados Unidos e Israel que merecem toda a vossa confiança. Entretanto, não seria inútil evitar que se reproduzisse o cenário de 2003 nas Nações Unidas quando Colin Powell exibiu fotos manipuladas e um frasco de pó de pirilimpimpim como provas irrefutáveis da presença de armas de destruição maciça no Iraque! Princípio de precaução elementar. Confia-se em vós, é a credibilidade da França que está em jogo. Quanto aos objectivos militares desta operação, parece evidente que devem ser prioritariamente destruir por meios aéreos os depósitos de armas químicas sem os fazer explodir no nariz da população civil, o que seria um verdadeiro desastre, e neutralizar todos os engenhos que permitem a sua utilização (mísseis, carros, lança-foguetes, etc), sem por em perigo a vida de nossos soldados sobre um terreno incerto. Se os americanos têm dificuldade em identificar os alvos, os serviços franceses de informação terão prazer em lhes fornecer todas as informações de que dispõem, de tal modo que a operação seja curta e incisiva e que graças a vós as armas químicas sejam definitivamente erradicadas do planeta.

As populações que vamos proteger terão um preço a pagar pelo serviço prestado e devem aceitar antecipadamente algumas centenas ou milhares de mortos que os efeitos colaterais desta operação podem provocar, bem como suas consequências em cascata. Mas é para o seu bem. Se vós tomais a dianteira da manobra em lugar de vossos colegas Obama e Cameron, que parecem andar para trás antes mesmo de o pontapé de saída ter sido dado, Bashar Al Assad compreenderá muito rapidamente com quem tem de tratar. O Ocidente não deve amolecer, isto seria um mau sinal para o resto do mundo, conta-se convosco para controlar o leme com firmeza. Quando esta missão humanitária estiver terminada e Bashar Al Assad tiver pedido perdão e prometido emendar-se após a surra que se lhe vai infligir, deixando-o sempre no poder, vós tereis a satisfação de ter contribuído para aplicar na Síria a teoria do "caos construtivo" elaborada por think tanks americanos na época de George Bush, esperando que as grandes empresas americanas, principais beneficiárias do caos, terão a bondade de deixar às empresas francesas a possibilidade de tirar algumas vantagens da desordem institucionalizada que doravante tem a vocação de se substituir a Estados forte como é o caso no Iraque ou na Líbia. Alguns contratos petrolíferos fariam bem para nossos grandes grupos.

Após esta vitória, praticamente garantida por antecipação, caberá a vós levar alhures a mensagem humanitária universal da França. As crises são numerosas no mundo, a lista dos ditadores sanguinários é longa e milhões de homens, mulheres e criança esperam com alegria que a França possa protegê-los, conforme a missão que ela se atribuiu. Pensa-se sempre na África, que está na primeira linha das nossas preocupações. Mas há fogo em numerosas regiões do mundo. Uma intervenção militar na Palestina seria bem vinda, vós sonhais com isso certamente.

No México, estima-se em 70 mil as mortes provocadas pela violência dos grupos criminosos e das forças de segurança e em 26 mil os desaparecidos durante o sexénio do Presidente Calderón (2006-2012). Depois do primeiro ano do mandato do Presidente Peña Nieto, contam-se já 13 mil mortes. Com toda lógica, com tais números, a população civil mexicana deveria ser elegível para os benefícios do programa "operação de proteger" concebido pela "comunidade internacional", mesmo se esta está hoje está reduzida apenas à França. No ponto em que estamos, é preciso certamente que um país se devote a ser a vanguarda que age de uma comunidade internacional amorfa e irresponsável, "conjunto gasoso e incerto" como disse Hubert Védrine a propósito da União Europeia. Mais vale estar só do que mal acompanhado. Tratando-se do México, poder-se-á tirar as lições da intervenção militar francesa de 1862 e não repetir o erro que conduziu à frustração os exércitos de Napoleão III: desencadear operações militares injustificadas e longínquas que ultrapassam as nossas forças. Para isso será preciso, mas vós o haveis previsto evidentemente, programar mais meios orçamentais, por exemplo para a construção de novos porta-aviões nucleares, dos aviões e mísseis que nele vão. O "Charles de Gaulle" presta brilhantes serviços quando não está imobilizado nos nossos arsenais para demasiado longos períodos de revisão, mas ele terá dificuldade em responder só a todos os pedidos de intervenção sobretudo quando deverá sulcar mares longínquos, exóticos e perigosos. Estou certo de que vós sabereis persuadir nossos compatriotas de que nas circunstâncias actuais o mundo ocidental, para prosseguir sua missão civilizadora, pilar da globalização, deverá dotar-se dos meios orçamentais.

Recordam-se constrangimentos que impediram as forças francesas de atingir a Líbia ainda mais maciçamente. Seus stocks de mísseis esgotaram-se rapidamente o orçamento da Defesa não havia previsto que o abominável Kadafi, contudo amigo íntimo do vosso antecessor, seria tão pouco sensível a nossos problemas orçamentais opondo uma resistência tão feroz quanto inútil. A população, se estiver bem informada, certamente aceitará de bom grado o aumento dos impostos e os cortes nas despesas públicas, nomeadamente as sociais, assim como das bolsas escolares para os franceses do estrangeiro, e ainda a redução dos meios da rede diplomática, consultar, educativa e cultural francesa no mundo se este for o preço a pagar para que a França mantenha seu estatuto de grande potência mundial. Tudo é questão de pedagogia. Senhor Presidente, vós sabeis que nossos amigos e aliados americanos nem sempre têm uma imagem muito boa no mundo. A França, com os Presidentes De Gaulle, Mitterrand e Chirac, desfrutou de um grande prestígio internacional, exactamente porque falava com uma voz diferente daquela dos seus aliados ocidentais. O Presidente Sarkozy acabou esta tradição diplomática, pensando que a França tinha todo interesse, no contexto da mundialização e face à importância crescente de novos actores, a fundir-se na "família ocidental" e a reintegrar o aparelho militar da NATO, ou seja, a colocar suas forças convencionais sob o comando americano.

"O tempora! O mores!" como disse Cícero no seu tempo. Mas vossos Embaixadores já tiveram de vos assinalar que doravante em numerosos países a França é percebida como um relé servil da política americana. Episódios recentes, como o caso Snowden com a intercepção do Presidente Evo Morales aquando do seu sobrevoo da Europa, puderam dar esta impressão lamentável, mas estou convencido que não tereis nenhuma dificuldade em persuadir vossos interlocutores do mundo inteiro de que esta percepção é errónea, pois foi com toda independência que haveis confirmado a ancoragem da França na sua "família ocidental".

Finalmente, penso que haveis reflectido na melhor maneira de proteger as populações mundiais das catástrofes humanitárias provocadas pelo capitalismo mafioso e predador na origem das últimas crises económicas e financeiras. Está provavelmente nas vossas intenções propor a vossos colegas do G7 e do G20, que ireis encontrar na Cimeira de São Petesburgo, mudar de rumo a fim de por um fim à economia de casino e ao império da finança sem controle. A opinião pública mundial, os desempregados na Grécia, em Portugal, na Espanha, em França e alhures, provavelmente apreciariam ataques cirúrgicos contra o FMI, o Banco Central Europeu, a City de Londres, alguns paraísos fiscais "não cooperativos" ou improváveis agências de notação que fazem dobrar os governos. Uma tal coerência na aplicação da "obrigação de proteger" honrará a França e seu Presidente. E continuando sem descanso nesta via e defendendo como fazeis o direito internacional e as normas fixadas pelas Nações Unidas, não há nenhuma dúvida de que antes do fim do vosso mandato vos juntareis ao vosso colega e amigo Barack Obama no clube muito selecto dos Prémio Nobel da Paz. Vós o tereis bem merecido. Queira aceitar, Senhor Presidente, a garantia da minha muito alta e respeitosa consideração.

Pierre Charasse, Francês do estrangeiro, contribuinte e eleitor.

 [*] Diplomata de carreira de 1972 a 2009. Foi embaixador no Paquistão, no Uruguai e no Peru. Representou a França em numerosas instâncias internacionais. Actualmente está reformado e reside no México.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

noticias da campanha eleitoral autarquica

Um passeio da terceira idade a Fátima, promovido pela Junta de Freguesia de Grijó, terminou em grande confusão quando o presidente da junta, Rogério Tavares, anunciou a presença do candidato da coligação Gaia na Frente, Carlos Abreu Amorim.
O incidente aconteceu na sexta-feira, minutos depois de o presidente da Junta de Freguesia de Grijó ter anunciado que o candidato social-democrata iria associar-se à festa. Carlos Abreu Amorim compareceu no final do almoço, num restaurante perto de Fátima, a convite de Rogério Tavares, o que surpreendeu muita gente, uma vez que a iniciativa nada tinha a ver com eleições. Tratava-se de um passeio de idosos, idêntico a tanto outros que todos os anos se realiza por iniciativa da junta.
Quando o autarca de Grijó comunicou aos comensais a presença de Abreu Amorim, Joaquim Américo, membro do Grupo Renovador Independente de Grijó (GRIjo), que concorre a esta junta de freguesia nas eleições autárquicas de 29 de Setembro, insurgiu-se contra a presença do candidato da coligação PSD/CDS-PP, criticando o aproveitamento político que representava a sua presença numa iniciativa de cariz social, destinada às pessoas de Grijó.
De acordo com relatos feitos ao PÚBLICO, Joaquim Américo pediu o microfone para dar conta da sua indignação perante a presença do candidato, mas foi impedido de falar, gerando-se um grande rumor na sala, onde estavam perto de 800 idosos de Grijó. De acordo com as mesmas fontes, dois seguranças, que faziam protecção ao presidente de junta, terão não só impedido que Joaquim Américo usasse da palavra como o retiraram do restaurante.
Perante a situação, e segundo as mesmas fontes, Alberto Rocha, candidato pelo movimento GRIjos à Junta de Freguesia de Grijó/Sermonde, saiu em socorro de Joaquim Américo, que terá sido agredido no pescoço e nos braços. Nesta confusão, Alberto Rocha e - de acordo com informações avançadas ao PÚBLICO - um terceiro elemento acabaram também por ser agredidos.
Carlos Abreu Amorim acabou por não intervir no almoço, e alguns dos participantes na iniciativa abandonaram mesmo a comitiva em carros próprios. Nas redes sociais estão a circular fotografias que dão conta dos desacatos.
O passeio a Fátima foi organizado pela Junta de Freguesia de Grijó, tendo participado cerca de 800 idosos, distribuídos por 17 autocarros. Cada pessoa pagou cinco euros, o resto tendo sido suportado pela autarquia.
Ao fim de quatro anos à frente da Junta de Freguesia de Grijó à frente do movimento independente GRIjo, Rogério Tavares, que também já foi eleito do PS, concorre às próximas eleições pelo PSD.

Mas quem é Carlos Abreu Amorim? Ex- PND de Manuel Monteiro, ex- CDS, desaguou qual baleia na bancada parlamentar do PSD. Especializou-se em disparates: um dos mais conhecidos, decorreu numa sessão pública em freguesia de Penafiel, quando da discussão da proposta de Reorganização Administrativa, promovida pelo PSD. Então Amorim proclamou alto e bom som que os Presidentes da Junta só serviam para fazer festas e lançar foguetes...

CR


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

a Síria á mesa do imperialismo


Há alguns inocentes e muitos estúpidos que acreditam que na Síria devia haver uma cruzada em defesa dos direitos humanos. Não aprendem com a História, porra! Jugoslávia, Afeganistão, Kosovo, Iraque, Libia, Iemen.