um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os Direitos Humanos em Cuba. Fatos, Não Palavras!



Documentário argentino que faz um Raio-X da democracia e do sistema político de representação popular de Cuba. Através dele é possível conhecer o processo eleitoral cubano e os meios de intervenção do povo nos rumos sócio-económicos da nação. Liberdade de expressão e batalha de ideias são conceitos discutidos por populares, intelectuais, artistas e líderes políticos do país. O sistema prisional e de segurança social também são investigados e vistos de perto. Trata-se de um filme que presta um grande serviço a favor da disseminação do que ocorre, verdadeiramente, em Cuba. Rompendo o bloqueio mediático orquestrado pelos EUA -- interessados na falência e no denigrir de uma Revolução que trouxe diversos benefícios a um povo vítima de mais de 400 anos de exploração e subdesenvolvimento -- o documentário projecta uma luz muito forte em cima de questões que pontuam, sistematicamente, as críticas (feitas pela imprensa alienada ou muito bem "remunerada") em direcção à ilha caribenha.

Fatos, não palavras! Os direitos humanos em Cuba
(Hechos, no palabras. Los derechos humanos en Cuba)
Gênero: Documentário
Diretor: Carolina Silvestre
Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento: 2007
País de Origem: Argentina 

a cuspidela da serpente


Hoje falo de José Matos Correia, o deputado do PSD presente em debates na SIC NOTÍCIAS. O Tribunal Constitucional (TC) tinha chumbado a chamada “requalificação da Função Pública”, impedindo a lógica dos despedimentos sem regras, e a redução de salários e direitos, que abrisse o caminho á privatização de funções sociais do Estado. O Licenciado em Direito, que se intitula Professor de Direito Constitucional, com currículo em Universidades Privadas como na Internacional e a Lusíada, lá geriu a notícia de forma habilidosa. Embora não conhecendo o Acórdão do Tribunal Constitucional, e portanto sentindo-se inabilitado em se pronunciar, lá destilou o ódio à Instituição, realçando uma pretensa “debilidade do TC em torno da opinião pública”. Embora dizendo não “comungar das críticas ao TC em torno da sua composição” não prescindia de fazer críticas ao exercício de férias pelos seus constituintes. Mas “o problema não é esse”, retorquiu o deputado PSD.
 E aí adivinhou-se a cuspidela. O TC faria uma leitura excessivamente conservadora e imobilista da Constituição. Os tribunais deviam fazer uma interpretação “actualizada” das leis. Invocando exemplos constitucionais estrangeiros, Matos Correia soltou a verve e o chicote. Falou de “constituições semânticas”, desajustadas da realidade, e aqui Mário Crespo, já em tom de empolgamento, relembrou um texto (“brilhante”, disse Crespo) de um outro ideólogo da Direita, o Joaquim Aguiar, que escrevera que o “constitucional pode não ser real”, ao que Crespo acrescentara ufano que “a realidade pode não ser constitucional”! E o bouquet argumentativo terminou com Correia, do alto da sua limitada jurisprudência politico-jurídica, afirmando, que não de “forma deliberada”, havia o perigo de um “governo de juízes”.

Apetece dizer ao Correia que “o problema não é esse”. O problema chama-se Constituição, Democracia e Legalidade Democrática. E em última análise, as pessoas.

CR 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Camilo Lourenço- o ENGRAXADOR-Mor





Dazkarieh - Primeiro olhar



Do álbum Eterno Retorno, de 2012

...e na Festa do Avante de 2013

TEXTO

ANTÓNIO BORGES
por BAPTISTA-BASTOS

No mesmo dia em que o Governo retirava o rendimento social a 136 mil pessoas; em que decrescia o número de alunos no básico, no secundário e nas universidades - nesse mesmo dia morreu, com um cancro no pâncreas, António Borges, um dos mais ortodoxos doutrinadores portugueses do neoliberalismo. Um homem implacável na aplicação das convicções ideológicas e indiferente às consequências que essas aplicações implicavam. Borges era partidário da redução de salários para equilíbrio da economia; do corte substancial de funcionários públicos; da diminuição do papel interventivo do Estado; das privatizações; do aumento das horas de trabalho; da entrega "faseada" da Educação, da Saúde, da Segurança Social porque entendia, e dizia-o, verbi gratia, que o sector privado era melhor gestor do que o público.
Sublinhava a opinião de que os portugueses viviam acima das possibilidades; de que estavam habituados a que a Nação suportasse a sua inércia histórica e a colectiva e tradicional ausência de criatividade e de "empreendedorismo"; e, enfim, de que precisávamos de mão de ferro para ser governados. De passagem, e num fórum público, declarou, irado, que os empresários não concordantes com estas sábias conclusões eram "ignorantes" e irremediavelmente condenados ao purgatório da História.
Frio nas decisões, os "objectivos" é que determinavam e, de certo modo, justificavam e explicavam este homem que não cultivava a pieguice, e em cujo vocabulário as locuções "compaixão" e "bondade" estavam ausentes. Segundo António Borges, a democracia existe para se adaptar às exigências da economia, e nunca o contrário, e a questão dos direitos culturais e sociais constitui um pormenor insignificante. A preservação das diversidades é uma pretensão, um pouco tola, de um humanismo serôdio, que se não compadece com as aspirações e as reclamações dos "novos tempos." E que são esses "novos tempos"? O todo humano é muito mais do que uma forma definível de contrato celebrado entre as partes envolventes. E as elites estão sempre no topo de qualquer definição de relações sociais, determinando o que julgam melhor para os outros.
O próprio António Borges exemplificou e personalizou a forma e o conteúdo nefastos, digamos assim, dos conceitos doutrinais de que era cruel paladino. Acaso mais rígido e áspero do que Vítor Gaspar, nunca se retractou nem abdicou, como aquele o fez, dos erros e dos maus compromissos advogados com obstinação e fé, e que tantos malefícios nos têm causado. Transmitiu esses ideais a Passos Coelho, numa concepção tão absurda como perigosa do mundo e do capitalismo. Pouco importa que o trabalho seja deliberadamente desprezado, pois esse "desprezo" corresponde à separação dos diferentes níveis económico, político, social e cultural prescritos pela prática do neoliberalismo.
António Borges foi, até ao fim, António Borges.

(em Diário de Notícias)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A ÉTICA POLITICA DO PCP E O OPORTUNISMO

Há limites da ética que quando ultrapassados enojam. E mais, quando acontecem no espaço comum da solidariedade, liberdade e do compromisso que é o PCP. Habituados a valorizar essa identidade, com princípios e valores próprios, os militantes do PCP (e mesmo a maioria dos simpatizantes) sabem estar no Partido, nas vitórias e nas derrotas, individualmente e nos colectivos, ontem, hoje e sempre. Por isso, é lamentável que quem já esteve livremente no PCP, quem se identificou outrora com o PCP, quem participou de corpo inteiro nas iniciativas do PCP e na sua dinâmica interna, não saiba sair do PCP respeitando todos os que se mantêm fiéis á estrutura partidária e aos seus ideais. Falo de Carvalho da Silva e de Alice Vieira.

Embora com dinâmicas diferentes e com estardalhaço diferente, a sua saída do PCP mostra um mesmo oportunismo e um inqualificável pragmatismo. São razões e pretextos que escondem o essencial: a traição a um passado em nome dos ganhos ilusórios do futuro. A escritora diz-se “que era” do PCP, até o dia em que se propôs liderar a lista do PS para a Assembleia Municipal de Mafra. Mas “era do PCP”, não pagando as estatutárias cotas há já 6 anos…um caso de “degenerescência intelectual”. Carvalho da Silva abandonou o PCP pela “calada”, após a saída da liderança da CGTP e após um sinuoso percurso de lamentáveis protagonismos no apoio a António Costa à Câmara de Lisboa, em detrimento da candidatura do seu camarada Ruben de Carvalho, bem como a participação em iniciativas de carácter reformista e conjunturais do PS e do BE. O sociólogo ex-sindicalista tem ambição de se “anodizar“ para concorrer com sucesso a uma Presidência da República…um caso de “egocentrismo intelectual”.
Nós, os perenes, só temos de parar, por breves instantes, de respirar um certo cheiro fétido. E continuar com nova gente, novas forças.

CR



REGISTOS DA HISTÓRIA

Era Outubro de 2006. A Câmara Municipal de Paredes comprava o Mosteiro de Vilela por 525 mil euros. ”Um valor simbólico que reflecte apenas a importância histórica do mosteiro”, disse  Celso Ferreira. Um monumento de construção anterior à fundação da Nação. E aproveitou a ocasião para lançar um apelo aos proprietários do Mosteiro de Cete e da Torre dos Alcoforados (em Lordelo) no sentido da autarquia vir a adquirir os dois edifícios, transformando-os em domínio público. Até hoje! Os dois monumentos, já descaracterizados, estão em avançado estado de degradação. Ministério, Câmara de Paredes, Juntas de Freguesia de Cete e Lordelo, mantêm-se alheados da defesa de tão rico património histórico. O PSD está no poder no Governo e nas autarquias citadas.


CR

sugestão de filme

BREAKING AND ENTERING
de Antony Minghella (2006), em português Invasão de Domicilio

terça-feira, 27 de agosto de 2013

POEMA

RECEITA DE MULHER
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflicta e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca húmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebal
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efémero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.
Vinicius de Morais


UHF - Vernáculo



Já faltou mais, para os ver na Festa de Avante de 2013

COM O CIMENTO NÃO ME ENGANAS!

 “Espera-se que, em Portugal, o consumo de cimento se mantenha ainda em valores inferiores a 2012 apesar da proximidade das eleições autárquicas”, antecipa a cimenteira CIMPOR no comunicado relativo aos resultados do primeiro semestre deste ano, período em que reduziu os prejuízos para 75 milhões de euros.
De facto são muito pouco consistentes certas candidaturas autárquicas, estruturadas com muita areia e água (praias fluviais, praias de marés, …). Por outro lado tem sido menos eficaz a presença de construtores civis no investimento / apoio às candidaturas que suportam as grandes obras de “reabilitação urbanas”. O que está a dar é o “sucial”. O consumo da “caridadezinha” está em Alta.
CR


domingo, 25 de agosto de 2013

registos da História

Era Abril de 2006. O já extinto Jornal Fórum do Vale do Sousa trazia os números de desemprego da altura. A taxa de desemprego no todo nacional rondava os 4,6%, no Distrito do Porto era de 5,8% e no Vale do Sousa era de 5,3%. A tendência era decrescente, comparativamente ao mês anterior. Penafiel apresentava o valor mais baixo, com 2.900 desempregados (4%). Ao lado, Paredes tinha 4.000 desempregados (4,8%).

Em Janeiro de 2007 o igualmente extinto Novas do Vale do Sousa reportava uma visita de deputados do PSD à região com a apresentação de uma proposta para a criação urgente de um Centro de Emprego em Paredes. A comitiva do PSD, liderada por Agostinho Branquinho, ao tempo Presidente da Comissão Politica Distrital do PSD, afirmava então que as instalações do Instituto de Emprego e Formação Profissional em Penafiel estavam em pré-ruptura e portanto para formação profissional e criação de novos empregos justificavam-se novas instalações, entretanto já disponibilizadas pela Câmara de Paredes. Mais: a delegação parlamentar vinha em defesa da criação da chamada Universidade do Vale do Sousa, com base na CESPU, ideia contrariada anteriormente pelo Presidente Jorge Sampaio e entretanto submetida à influência de Cavaco. E como não há duas sem três, alvitrava-se um posto da GNR no Sul do Concelho de Paredes. O PSD estava na oposição.


CR 

sábado, 24 de agosto de 2013

NOTÍCIAS DA FEIRA ELEITORAL

As promessas DEMAGÓGICAS de candidatos autárquicos de "credibilidade abaixo de cão" continuam. O PS nisso não é diferente. Em Penafiel os MUPI`s do candidato socialista anunciam uma baixa do IMI, das taxas camarárias e do preço da água. Em Paredes, em sessão pública em Parada de Todeia, o PS anuncia uma praia fluvial no Rio Sousa, e ... Médico e Enfermeiro a prestar cuidados domiciliários...em Parada de Todeia. 
É preciso ter UMA GRANDE LATA!

CR

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sergio Godinho - Primeiro Dia - Ao Vivo no CCB



Para ver na Festa do Avante de 2013!

NOTICIAS DA CAMPANHA ELEITORAL AUTÁRQUICA

MENEZES, OS PORCOS DO PSD, E A MISÉRIA SOCIAL E HUMANA
O candidato do PSD à Câmara do Porto reuniu-se esta semana na Câmara de Gaia com moradores com dificuldades económicas que residem em bairros da cidade onde se candidata.  
Segundo a “superior inteligência” do Jornal Público, “ Luís Filipe Menezes está tão convicto da conquista da Câmara do Porto que já estará a antecipar a resolução de problemas, pagando rendas e outras despesas de munícipes com quem se vai cruzando na pré-campanha”.
Luís Filipe Menezes solicitou os comprovativos das rendas da casa relativas ao mês em curso que ainda não tinham sido pagas. Mas não foi a primeira vez que o fez. Num dos casos, de acordo com relatos feitos ao PÚBLICO, Menezes pagou a renda de casa da inquilina e liquidou a factura da luz que se encontrava em atraso. E deu dinheiro a uma idosa para almoçar e pagar o transporte de regresso ao Porto.
A notícia de que Menezes está a ajudar pessoas com dificuldades económicas espalhou-se rapidamente pelos bairros e várias pessoas têm-se dirigido a Gaia para marcar audiências com o presidente-candidato, na tentativa de lhes resolver os problemas. Ontem, duas mulheres e os respectivos filhos que habitam a mesma casa, cujo senhorio é privado, compareceram para a reunião que fora agendada há quinze dias com o candidato, mas desta vez Menezes não compareceu.
As duas mulheres levavam consigo uma ordem de despejo do tribunal por rendas em atraso. Na ausência do autarca, reuniram-se com a secretária do presidente da câmara, que tomou nota do caso, tendo deixado a garantia de que, caso Menezes ganhe as eleições, podem contar com uma casa da câmara.  “ Não percebemos por que é que a nós, que estamos desempregadas, adiou para Setembro", adiantou a moradora.
Na segunda-feira, depois do encontro com Menezes, houve quem se dirigisse ao gabinete municipal do inquilino da empresa Domus Social, no Carvalhido, para saber se o aluguer relativo ao mês de Agosto estava, de facto, liquidado.
O PÚBLICO questionou Luís Filipe Menezes sobre esta prática, mas o candidato social-democrata não quis prestar declarações. "Não quero falar rigorosamente nada sobre isso. Não tenho nada para dizer ao PÚBLICO sobre isso", limitou-se a afirmar, manifestando algum desconforto pela abordagem. Contactada pelo PÚBLICO, a vereadora da Habitação da Câmara do Porto, Matilde Alves, recusou fazer qualquer declaração sobre os contornos deste caso: "Não tenho nenhum comentário a fazer sobre essa matéria".
Uma moradora, M.P., a quem Menezes pagou o aluguer da casa onde habita há mais de uma dezena de anos, não poupa elogios ao candidato. "Tenho uma fotografia dele", partilha, aplaudindo as festas que Menezes tem proporcionado aos moradores dos bairros. "Ele matou a fome a muita gente com as festas que tem feito. Ao todo, acho que já mataram 20 porcos...", afirma sem certezas a moradora. "Não são tantos. Ao todo, foram cinco, um por cada festa. E as festas foram nos bairros de Aldoar, Falcão, Ramalde, Lordelo e Viso", corrige Ricardo Almeida, líder do PSD-Porto. Oficialmente, a campanha ainda não começou, mas Luís Filipe Menezes há muito tempo que anda no terreno a marcar o seu espaço e fazer promessas. Aos moradores dos bairros sociais, deixa a promessa de baixar em 30% o valor das rendas quando ocupar a cadeira de presidente da Câmara do Porto.
CR




farsa 2


Por mais que na SIC Notícias nos queiram convencer do contrário, a gestão politica das medidas de austeridade pretende minimizar o impacto no sentido de voto nas autárquicas. Mas dificilmente passará a mensagem que o PSD e o CDS que concorrem ás autarquias locais nada têm a ver com os liquidadores do emprego público ou privado.

farsa

A Inspecção Geral de Finanças, a mando de superiores, mandou destruir os dossiers dos contratos SWAPs entre empresas públicas e instituições bancárias internacionais. Esses contratos datam de 2008. Certamente por falta de espaço no Ministério das Finanças esses documentos oficiais "tiveram" de ser eliminados. Falta de espaço nas cadeias é que certamente não falta para quem ousa gerir desta forma o património público. Mas não admira. Paulo Portas, quando da passagem pelo Ministério da Defesa, destruiu num fim de semana toda a documentação afim a contratos, nomeadamente com submarinos.
A actual democracia é uma farsa. Os ladrões "destruidores" que nos governam permanecem incólumes.

iniciativa editorial


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

as deliberações da Comissão Nacional de Eleições (2) e o oportunismo de alguns

Deliberação de 09.01.2013:

Questão analisada:
Saber se um cidadão que se encontre em 2013 a exercer o último mandato consecutivo nos termos do nº 1 do artigo 1º da Lei nº 46/2005, 29 Agosto  como presidente de uma junta de freguesia, pode ou não candidatar-se nas próximas eleições gerais autárquicas ao exercício de novo mandato como presidente de uma freguesia criada por agregação de freguesias (na qual se integra aquela em que completou o número de mandatos consecutivos legalmente permitido), ou por alteração dos limites territoriais, de acordo com os princípios, critérios e parâmetros definidos na Lei n.º 22/2012, de 30 de maio.
Deliberação da CNE:
A limitação de mandatos regulada pelo nº 1 do artigo 1º da Lei n.º 46/2005, de 29 Agosto  é restrita ao exercício consecutivo de mandato como presidente de órgão executivo da mesma autarquia local, não se encontrando abrangida pela referida limitação a situação de um cidadão que na eleição autárquica seguinte ao terminus do terceiro mandato consecutivo como presidente de uma determinada junta de freguesia se candidate ao exercício da mesma função numa União de Freguesias na qual é agregada aquela em que completou o número de mandatos consecutivos legalmente permitido.
A verificação do requisito da elegibilidade dos candidatos, é realizada em sede de análise das candidaturas aos órgãos autárquicos, através de decisão do juiz do tribunal de comarca competente, nos termos do nº 1 do artigo 26º da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais - Lei Orgânica nº 1/2001, de 14 de agosto, com possibilidade de recurso para o Tribunal Constitucional.

Deliberação de 22.11.2012:

“A limitação decorrente do artigo 1º, nº 1 da Lei nº 46/2005, de 29 de Agosto é restrita ao exercício consecutivo de mandato como presidente de órgão executivo da mesma autarquia local e que a previsão normativa constante do nº 1, do artigo 1º da Lei nº 46/2005 de 29 Agosto, não estabelece qualquer limitação a que um cidadão eleito para três mandatos consecutivos como presidente de um órgão executivo de uma autarquia local se candidate ao exercício da mesma função, na eleição autárquica seguinte ao terminus do terceiro mandato consecutivo, em outro órgão executivo de outra autarquia local.”
(com declarações de voto, cf. ata 62/XIV/22.11.2012)

Comunicado da CNE
 Limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais, no quadro da aplicação da Lei nº 46/2005, de 29 de Agosto

A CNE em reunião extraordinária de hoje deliberou, por maioria dos Membros presentes, que a limitação decorrente do artigo 1º, nº 1 da Lei nº 46/2005, de 29 de Agosto é restrita ao exercício consecutivo de mandato como presidente de órgão executivo da mesma autarquia local e não estabelece qualquer limitação a que um cidadão eleito para três mandatos consecutivos como presidente de um órgão executivo de uma autarquia local se candidate ao exercício da mesma função, na eleição autárquica seguinte ao terminus do terceiro mandato consecutivo, em outro órgão executivo de outra autarquia local.
A presente reunião extraordinária foi convocada no passado dia 20 de Novembro e teve como ponto único da ordem de trabalhos a apreciação dos limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais, no quadro da aplicação da Lei nº 46/2005, de 29 de agosto.
A deliberação hoje tomada reitera o parecer aprovado em 3 de Julho de 2007 e alicerça-se nos seguintes fundamentos:
A limitação decorrente da aplicação do número 1 do artigo 1º da Lei 46/2005, 29 Agosto, por constituir uma restrição a um direito que integra a categoria dos direitos, liberdades e garantias, está balizada pelo respeito aos regimes de proteção dos mesmos previstos na Constituição.
Daí resulta que a restrição (art.º 1º n.º 1 Lei 46/2005, 29 Agosto) de tal direito de capacidade eleitoral passiva (art.º 50º n.º 1 CRP e 5º Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, Lei Orgânica 1/2001, 14 de Agosto) apenas pode verificar-se porque decorre de uma norma constitucional expressa que a habilita, a constante do número 2 do artigo 118º CRP (princípio da renovação), tendo de limitar-se ao estritamente necessário para a salvaguarda do interesse constitucional com o qual contende e obedecer aos princípios da proporcionalidade e da proibição do excesso.
Ora, para que a limitação resultante do art.º 1º n.º 1 Lei 46/2005, 29 Agosto, respeite o regime de protecção do direito consagrado no art.º 50º n.º 1 CRP, apenas pode ser aplicável quando os mandatos consecutivos sejam exercidos no mesmo órgão executivo da mesma autarquia local.

22 de Novembro de 2012 Comissão Nacional de Eleições


David Byrne - Girls On My Mind

grafismo


noticias da campanha eleitoral autárquica


Fernando Ruas, o autarca de Viseu, em fim de mandato, assina e distribui cheques às comissões fabriqueiras. Em pleno adro, antes ou depois da missa. São 50.000 euros para aqui, 7.000 euros para ali. Sob a capa de protocolos, com direito a falar aos fiéis na eucaristia. Porquê antes ou depois da missa? Por "uma questão de conveniência" dos padres, justifica. O actual Presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses alega que não é candidato. Pois ... mas está -lhe no sangue as práticas de suborno e corrupção?

CR

terça-feira, 20 de agosto de 2013

iguais, iguais, erradamente iguais!

Afinal não foi só a lista "independente" dos ex-PSD´s que impugnou a candidatura do cabeça de lista do PSD á Junta de Freguesia de Paredes. Também o PS o fez. O curioso está na argumentação exposta pelos respectivos mandatários. Os 7 pontos e a conclusão do PS são completamente iguais aos pontos 2,3,7,8,9,10 e 11 e conclusão da candidatura "independente". A fonte "jurídico-politica" é a mesma. Com a legitimidade de quem votou contra a Lei, não aceitando limitações administrativas aos mandatos e ao funcionamento da democracia, nós,  comunistas, registamos a "jogada" em Paredes. Até nas imprecisões PS e PSD "independentes" estiveram "colados" . Não há oficialmente uma "União de Freguesias de Paredes" como consta das impugnações mas sim uma nova "Junta de Freguesia de Paredes". Mas que lhes interessa? Os fins justificam os meios.

CR

CDU - Eleições Autárquicas 2013

Cete antigo em fotografias







(retiradas da candidatura da CDU)

The Doors -The End

domingo, 18 de agosto de 2013

cartoon

Monginho, em Jornal Avante!

humor




E discursa o presidente da direcção da "União Filarmónica Euterpe Pontalense".

“Caros sócios... para arranjar o dinheiro que nos permita continuar e acabar as obras no nosso pavilhão gimnodesportivo, já fizemos de tudo: cortámos na comida aos miúdos do infantário e do ATL; retirámos o apoio aos reformados que vinham aqui fazer ginástica à tarde e despedimos o instrutor de ginástica; vendemos um terço dos instrumentos da banda a uma banda espanhola que por aqui passou e fechámos as inscrições para entradas na banda de novos músicos; acabámos com a escola de música e despedimos o professor; aumentámos as quotas e os preços no bar para o dobro... e acabámos com os descontos para sócios.
Ainda assim teremos que tomar medidas que não são fáceis. Para conseguir algum do dinheiro de que necessitamos e alguns dos materiais de construção... pensámos fazer dois assaltos, para os quais contamos com o máximo consenso, tanto pela parte dos sócios que apoiam esta direcção, como dos da oposição. Assim, em data a divulgar, procederemos aos assaltos ao armazém de materiais de construção do Sr. Ildefonso Carrapeta... e à dependência da Caixa Agrícola.

Poderia continuar este "exercício"... mas parece-me que já chega de ficção! Se, na vida real, um presidente de colectividade fizesse um discurso como este que aqui “inventei”, seria classificado, no mínimo, como um perfeito canalha, um aldrabão perigoso para a própria colectividade... a querer fazer-se passar apenas por imbecil. Infelizmente, na vida real...

(em samuel-cantigueiro.blogspot.pt)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A VERDADE DOS NÚMEROS II


A VERDADE DOS NÚMEROS

EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERNO
Nota sobre os dados do Comércio Externo do 1º semestre do ano

1.     O INE divulgou informação sobre o comércio externo de mercadorias no 1.º semestre de 2013 e a partir destes dados é possível tirar algumas conclusões importantes:
1.1.  As nossas exportações de mercadorias feita, com a correcção por dias úteis de trabalho, neste 1.º semestre do ano e no 1.º semestre do ano passado, cresceram em termos homólogos 4,8% no 1.º trimestre e 4,7% no 2.º trimestre, enquanto em cadeia cresceram 7% no 1.º trimestre em relação ao 4.º trimestre de 2012 e 4,5% no 2.º trimestre do ano em relação ao 1.º trimestre. Pode pois concluir-se que as nossas exportações globalmente evoluíram a bom ritmo nos 1.ºs seis meses do ano, com uma ligeira desaceleração ao longo do semestre.
1.2.  As nossas importações de mercadorias usando a mesma metodologia, isto é, procedendo à correcção dos dias úteis, depois de terem caído em termos homólogos 2% no 1.º trimestre do ano, já cresceram 0,7% no 2.º trimestre. Em cadeia verifica-se o mesmo no 1.º trimestre cresceram 0,7%, enquanto no 2.º cresceram 3,8%. Pode no caso das importações de mercadorias afirmar-se que ao contrário das exportações, estas registam uma tendência crescente ao longo do 1.º semestre do ano.
1.3.  Uma leitura mais fina da evolução das nossas exportações e importações de mercadorias, isto é, analisando a sua evolução de forma mais desagregada através da chamada Nomenclatura Combinada e pela desagregação dos seus 99 capítulos a conclusão a que chegamos é ainda mais clara.
      As exportações e importações de mercadorias são fortemente influenciadas pela exportação de petróleo refinado e pela importação do crude. A evolução destas actividades tem sido de tal forma influenciada pela abertura de uma nova refinaria da Petrogal em Sines que as exportações de combustíveis refinados representavam em 2008 5,6% das nossas exportações de mercadorias e nos 1.ºs seis meses do corrente ano ela representa já 10,6%, isto é quase duplicou a sua importância nas nossas exportações.
      Em seis meses a exportação de refinados de petróleo cresceu em termos homólogos 30,3% corrigidos dos dias úteis, isto é, exportaram-se neste período mais 553 milhões de euros do que em igual período de 2012. A influência desta evolução nas nossas exportações é tal que expurgando o seu impacto nas exportações, as nossas exportações teriam crescido apenas 0,7% no 1.º semestre do ano, o que significa na prática que as nossas exportações sem a refinação de petróleo teriam estagnado neste período.
 Enquanto isto acontece do lado das exportações, do lado das importações, a importação de crude baixou no 1.º semestre do ano 8% porque o consumo de combustíveis caiu devido à quebra do Consumo das Famílias e à queda da actividade económica das empresas. É claro que logo que se verifique uma efectiva retoma da actividade económica, a importação de crude crescerá e a nossa balança comercial energética será mais deficitária. Esta é do meu ponto de vista a nota mais importante a retirar da evolução verificada no Comércio Externo de Mercadorias no 1.º semestre do ano, a nossa balança de mercadorias está fortemente dependente da actividade de refinação de petróleo e qualquer agravamento no preço do barril de petróleo, quer ele resulte da desvalorização do euro em relação ao dólar ou de qualquer outro factor que conduza à subida do preço do barril de petróleo, imediatamente as importações da matéria-prima crude encarecem e a actividade de refinação se torna menos rentável para o nosso país.

CAE do PCP , 9 de Agosto de 2013
José Alberto Lourenço    


Sugestão de filme - Remember Me



de Allen Coulter (2010)


Monte Mozinho -- Município de Penafiel



O Monte Mozinho, em Galegos, Penafiel, é um ponto de referência na arqueologia dos castros, tendo sido por isso classificado como imóvel de interesse público em 1948. Conhecido por Cidade Morta de Penafiel, trata-se de um povoado proto-romano fundado no séc. I d.C.

Primeiro-ministro norueguês conduziu figurantes pagos

Alguns dos passageiros que entraram no táxi conduzido pelo primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, e filmados num vídeo que se tornou viral na Internet, eram figurantes pagos. Sabiam que estavam a participar numa campanha do Partido Trabalhista e que tinham de entrar num táxi.
A surpresa de todos os passageiros do táxi conduzido por Jens Stoltenberg foi “genuína”, garante o Partido Trabalhista da Noruega, ao confirmar que foi uma agência de comunicação que organizou a campanha e recrutou cerca de metade dos participantes.
Os figurantes contratados, que receberam 75 euros, não saberiam que iam deparar-se com o primeiro-ministro norueguês.
Jens Stoltenberg colocou óculos de sol, um sorriso forçado e um uniforme de taxista, só revelando a sua verdadeira identidade aos passageiros que acabaram por o reconhecer.
Todas as conversas foram capturadas por uma câmara oculta e parte das imagens foram utilizadas para um vídeo da campanha para a sua reeleição, que o líder norueguês partilhou na sua página de Facebook.
Lá como cá. Os cidadãos são tão manipulados que servem até de figurantes da sua própria manipulação. A política resume-se a um jogo de espelhos onde o parecer disfarça o que verdadeiramente se é. Até a desonestidade já precisa de agência de comunicação... 


CR

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

lista de candidatos da CDU à Assembleia Municipal de Paredes

Lista de candidatos da CDU à eleição para a Assembleia Municipal de Paredes - 2013

Candidatos efetivos:

1) Álvaro Pinto, Ferroviário
2) Cristiano Ribeiro, Médico
3) Zélia Pinto, Advogada
4) Miguel Correia, Professor
5) Juvilte Madureira, Ferroviário
6) Carla Silva, Empregada de Mesa
7) Rui Leal, Bancário (reformado)
8) Paulo Ferreira, Electricista
9) Goreti Moreira, Psicóloga
10) Miguel Ângelo Rocha, Decorador de Interiores
11) Manuela Machado, Operadora de Supermercado
12) Simone Alves, Empregada de Balcão
13) Jorge Monteiro, Construtor Civil
14) Maria Graça Fonseca, Professora
15) Elisabete Ferreira, Assistente Técnica
16) Rui Moreira, Especialista de Via
17) Paulo Leal, Ferroviário
18) Fátima Ferreira, Assistente Técnica
19) Joaquim Barbosa, Empresário
20) Arnaldo Barbosa, Aposentado
21) Paula Silva, Enfermeira
22) José Luís Venda, Serralheiro
23) Rita Mendes, Estudante
24) Rita Freitas, Assistente Operacional
25) António Manuel Ferreira, Empresário
26) Adalgisa Garcês, Desempregada
27) José Pereira, Serralheiro

Candidatos Suplentes:

1) Joaquim Costa, Empresário
2) Sérgio Cunha, Técnico de Mecânica
3) Filipa Soares, Estudante
4) José Moreira, Motorista
5) Joaquim Gaspar, Comerciante
6) Sara Martins, Assistente de Consultório
7) Manuel Varela, Ferroviário
8) José Soares, Canalizador
9) Maria Augusta Ribeiro, Reformada
10) Maria Augusta Teixeira, Doméstica
11) Fernando Pinto, Reformado
12) Vítor Primo, Reformado
13) Silvana Silva, Empregada de Balcão
14) Daniela Veiga, Escriturário
15) Hugo Silva, Designer Gráfico

Estátua de uma sinistra figura

Depois de a «comissão promotora da estátua do Cónego Melo» ter anunciado que a inauguração da dita iria decorrer após a realização das eleições autárquicas, no sábado, 10, ela apareceu colocada na rotunda junto ao cemitério de Braga.
Para a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP, o adiamento da inauguração foi «um frete» da comissão e da Câmara Municipal à candida­tura do PS às eleições de 29 de Setembro – o que se entende pelo receio da leitura que os democratas fariam da participação de dirigentes e candidatos do PS às eleições autárquicas numa homenagem a essa «sinistra figura», que teve «as mais elevadas responsabilidades no combate ao rumo que a Revolução de Abril abriu». Esse frete, diz-se no comunicado de dia 11, estende-se também «ao PSD e à sua candidatura», que não «quereria ficar nem ausente, nem associado a tão lastimável acto».
Por outro lado, a colocação da estátua no pedestal, na véspera do 38.º aniversário do assalto ao centro de trabalho do PCP em Braga, a 11 de Agosto de 1975, não pode deixar de ser entendida, «por todos os que sofrem na própria carne as consequências brutais da política de direita e por todos os que têm lutado ao longo dos anos», como uma provocação ao PCP e a todos os democratas que assumiram esse «acto odioso» não só como um ataque ao PCP, mas também ao regime democrático.
A DORB, que se manifestou desde o início contra a iniciativa e promoveu uma acção pública de repúdio pela homenagem a uma figura que teve papel de destaque «como autor e mandante na conspiração ao serviço da extrema-direita, ao serviço da contra-revolução, que da forma mais hipócrita e mentirosa, justificou como sendo ao serviço da religião e da Igreja Católica», confia que o povo de Braga dará a devida resposta a esta «ofensa aos valores de Abril».


(em Avante)

o caso Atlântida

uma versão do caso

"Já ouviram falar do famoso "ferry" que foi fabricado nos estaleiros de Viana do Castelo para fazer a interligação das ilhas dos Açores, e que o Governo(?) do Sr César & Cª Lda, rejeitou porque, em vez de dar 20Knots de velocidade, só dava 18,5Knots (?!). Ora a princípio projectou-se um "ferry" para transportar uns 12 carros e dois camiões e 80 passageiros, que é o normal para estas viagens inter-ilhas de rotina. 
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Eis quando um "expert" da política, com grande visão, lembrou que uma vez por ano há as Festas do Senhor Santo Cristo e, nesse dia, com a vinda dos emigrantes, a lotação poderá subir para 600 passageiros. Aí decide-se fazer um navio para 700 lugares para dar 20 knots de velocidade, com uma dada quota de casco!!
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Acontece que, depois do desenho "final", o Governo do Sr César mandou introduzir algumas alterações (estilo camarotes de luxo que, quem já fez cruzeiros, ficou de boca aberta !!!) e isso criou mais peso em relação ao projecto inicial e afundou o casco mais uns centimetros, retirando obviamente velocidade !!! Em resumo: Este "famoso" navio está no Alfeite e a sua manutenção (para que não apodreça) custa a todos nós €400.000/mês!!!!
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O Governo dos Açores (por votação da AR, onde estava a Senhora Secretária de Estado da Defesa, que agora tem este tabuleiro quente nas mãos!!!) rejeitou o navio porque em vez de 20 Knots, só dá 18,5Knots, mas foi alugar "ferry" um que só dá 14Knots (ah! ah! ah! ah!) e custa a todos nós uns milhões de Euros/ano (disseram-me o valor mas nem quis acreditar, nem quero dizer!!!!)"

terça-feira, 13 de agosto de 2013

sugestão de leitura

O DIÁRIO DA NOSSA PAIXÃO, de Nicholas Sparks, de 1996

compromissos limitados

A Candidatura PS de Alexandre Almeida apresenta seis compromissos eleitorais para Paredes em folheto divulgado casa-a-casa. São bastante limitados esses compromissos.

O primeiro compromisso do PS é o de apoiar com 600 mil euros a criação de emprego. Esse valor seria proveniente da derrama cobrada no Concelho. Tenho para mim que mais do que a criação de emprego por via do apoio camarário, os tempos sugerem a defesa prioritária do emprego existente, contrariando o fecho e insolvência de inúmeras empresas, ou o despedimento de trabalhadores da Administração Pública, e promovendo a manutenção da actividade de Instituições de solidariedade social, a defesa da produção nacional, a elevação do salário mínimo nacional, uma estratégia para os sectores tradicionais da economia local (agricultura, têxteis, vestuário, indústria do mobiliário), a redução dos custos operacionais das empresas com energia, telecomunicações, transportes. Mas para isso é preciso romper com o Memorando da Troika, com as politicas de austeridade cega e de restrição ao crédito e ao consumo. O PS nunca apresentará soluções válidas para o concelho e para o país se não inverter o ciclo da miséria e estagnação.

O segundo compromisso do PS é o de fornecer livros gratuitos para todas as crianças e jovens até ao 12.ºanos. Tal como o terceiro compromisso - subsídios para creches de 30 a 45 euros por mês-, e o quarto compromisso – medicamentos gratuitos para maiores de 65 anos com rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional –, são medidas, eventualmente positivas com pendor assistencialista, mas que atribuem à Câmara um papel substitutivo da Acção Social Escolar e da Segurança Social, que julgo não fazer parte das suas competências genéricas. E mais uma vez se realça o papel político dos autarcas em se mobilizar em defesa dos direitos (e deveres) dos cidadãos no emprego, na saúde, na educação. 
O quinto compromisso – redução do IMI á taxa mínima – é polémica na sua execução face ao endividamento actual do município e julgo não constituir medida aplicável por executivo futuro, qualquer que seja a sua cor. O sexto compromisso representa a redução da factura com electricidade com IPSS´s, associações e clubes, perguntando-me então porquê estes e não escolas, hospitais, casas de renda beneficiada.

Fico portanto algo insatisfeito com estes compromissos. Faltam muitos objectivos de uma candidatura propositiva em Paredes. Que papel atribuir à instituição Câmara Municipal, sua rede de competências e capacidade de realização, seu papel organizador e mobilizador da sociedade, sua racionalização, vocação na captação de investimentos, na organização do território, nas infra-estruturas inexistentes,  na promoção, no turismo? Que destino dar a obras inacabadas, projectos ruinosos, concessões desastrosas, urbanizações sem futuro? Como combater a exclusão social, a degradação da implantação de minorias étnicas? Que defesa do ambiente, dos rios, da floresta, da qualidade de vida dos cidadãos? Que descentralização e diversificação de eventos culturais, que formação artística, ou criação de novos espaços culturais? Como defender o património histórico não classificado e promover a historiografia do Concelho? Como promover a participação cívica, a responsabilização dos agentes políticos, a sua dignificação, a democratização da sociedade, o pluralismo de opções e de atitudes?

 O PS ficou pelo trivial, pelo superficial, pelo mais apelativo.

CR

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sugestão de filme - Lágrimas e suspiros


Lágrimas e suspiros (1972) de Ingmar Bergman

Reflexão sobre a morte e sobre as relações pessoais baseadas no silêncio

Agnès, uma mulher com uma doença terminal, é vigiada na casa onde nasceu pela sua dedicada criada Anna e pelas suas duas irmãs, Karin e Maria. Agnès evoca momentos agradáveis do passado, enquanto vai passando para um diário os seus derradeiros pensamentos. David, o médico, visita Agnès e Maria, que foi amante dele, tenta retomar a relação. Porém, David rejeita-a. Agnès agoniza e morre. Enquanto preparam o funeral, as duas irmãs retomam um velho conflito que as divide, e são reconfortadas por Anna que decidem mandar embora da casa da família. Esta recusa-se a aceitar qualquer recordação de Agnès e quando as irmãs partem abre o diário dela que evoca um tempo em que todas foram felizes.

Zaz - On ira

domingo, 11 de agosto de 2013

OS QUE ACORDARAM AGORA E OS QUE NUNCA DORMIRAM (II)

Parece que as subvenções vitalícias de certos políticos vão escapar aos cortes já decididos para os pensionistas. O argumento capcioso é de que essas subvenções não cabem, “naturalmente”, no Estatuto de Aposentação dos Funcionários Públicos e “portanto” não entram na “convergência” entre a Caixa Geral de Aposentações e o regime da Segurança Social. Passos Coelho está muito grato a quem o colocou no cargo de primeiro-ministro e dificilmente tomaria por sua iniciativa uma medida contra os seus amigos. Hélder Rosalino, o Secretário de Estado da Administração Pública, defendeu com clareza mediana e muito cinismo que (cito) “não significa que o mesmo assunto não venha, em sede adequada e no momento próprio, a ter desenvolvimentos”(!)
Mas de que falamos? Em 2012 as subvenções pagas custaram mais de nove milhões de euros, beneficiando quase 400 ex-titulares de cargos políticos, a uma média de 2.300 euros mensais cada.
 Relembremos agora a forma como tudo começou há muitos anos. Uma primeira proposta de aumento dos deputados, que passariam a ganhar tanto como os Secretários de Estado, fora vetada pelo Presidente da República Ramalho Eanes, nos tempos da AD. Nessa altura, PSD e CDS tinham tentado aumentos ainda maiores do que aqueles que se vieram a verificar. Mas o “arco da governabilidade” não desistiu e voltou á carga. Era o ano de 1984, o governo do bloco central PS/PSD era liderado por Mário Soares, com ministro de Estado Almeida Santos e tinha um tal de Rui Machete como vice primeiro–ministro. Esse governo avançou com a proposta de lei 88/III, APROVADA no Parlamento com os votos favoráveis do PS e do PSD e dando origem ao primeiro ESTATUTO REMUNERATÓRIO DOS TITULARES DOS CARGOS POLÍTICOS (Lei n.º 4/85, de 9 de Abril). Essa versão original começa por definir as regras dos ordenados dos políticos, grupo no qual figuram Presidente da República, membros do Governo, Deputados, Ministros da República para as Regiões Autónomas, membros do Conselho de Estado e os Juízes do Tribunal Constitucional por equiparação. É no artigo 24.º que aparece a subvenção mensal vitalícia, que agora está em causa. Quem a podia receber? “Os membros do Governo, os deputados á Assembleia da República e os juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira têm direito a uma subvenção mensal vitalícia desde que tenham exercido desde que tenham exercido os cargos ou desempenhado as respectivas funções após 25 de Abril de 1974 durante 8 ou mais anos, consecutivos ou interpolados.” Em 1995, estes 8 anos passaram a 12 anos por iniciativa do Governo de Cavaco Silva. No entanto, este acrescentaria ao rol dos beneficiários “Governador e secretários adjuntos de Macau”.
 O debate da proposta efectuado no dia 6 de Dezembro de 1984 teve no PCP o protagonista essencial e que considerou inaceitável, por desprestigiante para a Assembleia, a proposta. E aí se salientou como inconcebível que se atribuísse subvenções mensais vitalícias com um valor mínimo de 32 contos actualizáveis com outras pensões ou reformas, independentemente da idade do membro do governo ou do deputado, sem que a estes fosse exigido qualquer esforço pecuniário durante o exercício dessas funções. Afinal, os políticos não são todos iguais.

 CR

registos da História


Foi há 15 anos que se realizou um jantar de aniversário do PCP organizado pela Organização Concelhia de Paredes, em Parada de Todeia, com a presença de Álvaro Cunhal. No ano em que se comemora o 100.º aniversário do nascimento de Cunhal fica aqui  foto deste evento que ficou na memória de muitos camaradas e amigos. Também se pode ver o saudoso Serafim Brás, dirigente e funcionário do Partido que durante de anos acompanhou a Concelhia de Paredes. Álvaro Pinto também está presente na Mesa do Jantar Comemorativo. 


 Lista de candidatos da CDU à eleição para a

Câmara Municipal de Paredes- 2013

 Candidatos Efectivos 


1) Cristiano Manuel Soares Ribeiro,  Médico.
2) Ivo Rafael Gomes da Silva, Secretário Administrativo..
3) Palmira da Silva Correia, Professora.
4) Rui Manuel Branco Leal, Reformado.
5) Damião de Sousa Silva, Carpinteiro de Limpos.
6) Eugénia Maria de Barros Gonçalves, Animadora Sócio-Cultural.
7) Liliana Mónica Moreira da Silva Madureira, Ferroviária. .
8) Rui Miguel Alves Teixeira Mota, Funcionário Bancário.
 9) Marina Andreia Pacheco da Mota, Desempregada.

Candidatos Suplentes

1) Luís Manuel Barbosa Moreira Venda, Comerciante.
2) Catarina Lurdes Magalhães da Silva, Advogada.
3) Maria Filomena dos Reis Leal Pinto, Assistente Técnica.
4) Aníbal da Silva Barbosa, Aposentado.
5) Paulo Jorge da Silva Macieira, Empregado de Balcão.