um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

domingo, 30 de junho de 2013

HUMOR BRASILEIRO



O ILUSIONISTA

O Ilusionista é um jornal de campanha eleitoral emitido pela JS de Paredes. A sua oportunidade resulta da época politica em questão. Mas permita-se-me uma dúvida: por que é que os “seniores” do PS se escondem atrás dos “juniores”, dos jotas, e não assumem com frontalidade as mensagens politicas? A irreverência não casa com a seriedade e frontalidade no PS?

O 1º número do jornal da JS Paredes traz entre outros o Dossier da Cidade Inteligente. Uma megalomania, diz o jornal. Nada que já não se tenha dito. Mas há um reparo, um pormenor. Em 28 de Junho de 2010, houve uma apresentação do “projecto” na Casa de Cultura de Paredes. Mas falta dizer que esteve presente Carlos Zorrinho, o secretário de Estado do Governo PS. E que das suas palavras não transpiravam dúvidas, antes pelo contrário, era entusiástica a sua postura. E tudo se torna mais incompreensível quando se sabe ter havido reuniões com a estrutura local do PS, que também não revelou qualquer incómodo com a multiplicidade de números e promessas feitas.

E se for verdade que em 2008 (dois anos antes) a Câmara do Porto tinha exigido garantias bancárias para a compra do Circuito da Boavista (?) e não se verificaram essas garantias, como conta O Ilusionista, afinal mais alguém em Paredes, para além do Presidente da Câmara e a sua equipa, acreditaram nos Homens do Saco dos Milhões.

Agora é fácil descobrir o vazio. Então teria sido mais útil e sensato.

CR

diferença

Perante as diatribes do jovem porta-voz do PS, João Ribeiro de seu nome, fugaz candidato á liderança da Câmara de SETÚBAL, convém relembrar que aos 90 anos de História do PCP, o PS só costuma invocar uns 90 dias de memória. Diferença assinalável.

O MUSEU


No princípio da segunda metade do século passado havia na RTP um programa de televisão muito popular chamado “Museu do Cinema”. Era produzido e apresentado por António Lopes Ribeiro, realizador de cinema, crítico e apresentador de televisão. Este, autor de filmes como O Pai Tirano e Camões, iniciara a carreira como o Cineasta do Regime, sendo numerosos os filmes e documentários encomiásticos para a ditadura de Salazar.  Mas em frente às câmaras de “Museu do Cinema” era mesmo António Lopes Ribeiro quem conversava com o telespectador, enquanto passava filmes mudos de Chaplin, Buster Keaton e Max Linder. Acompanhava-o António Melo, figura mítica, que ao piano criava o ambiente propicio para uma conversa íntima, mas eram só mesmo as cordas que falavam, pois ele só se dava às palavras quando “espicaçado”: “ó Melo, diz lá boa noite aos senhores espectadores!” E Então o Melo sorria e falava…pouco, mas falava: “Boa Noite!”
Na politica portuguesa actual temos os Antónios Lopes Ribeiro protagonizados por Passos Coelho, Gaspar e Portas e temos ao piano, acompanhando a projecção a preto e branco, a esfíngica figura de Boliqueime que “espicaçado” lá responde com dificuldade e sem sorrir ao  “ó Cavaco, diz lá alguma coisa aos portugueses!” . “Concordo e promulgo!”


CR

um certo cante alentejano - a viola campaniça

sexta-feira, 28 de junho de 2013

a doença dos subdirectores

O ex-trotskyista voltou a atacar. Jorge Fiel diz agora que durante 3 anos foi biscateiro. E acrescenta:

“Os funcionários públicos e de empresas públicas que ontem fizeram greve - uma forma de protesto inventada no tempo em que não havia carros, a iluminação pública era uma novidade, e nem uma imaginação tão fértil como a de Júlio Verne ousava falar em Internet, facebook e Google - ainda não perceberam (ou não querem perceber) que o emprego para a vida e ao pé da porta de casa acabou de vez. Nunca mais volta.

Como se vê Fiel não foi biscateiro só durante 3 anos. Ele virou biscateiro das suas próprias ideias. Só assim, alma com oferta e procura, não consegue ver greve no universo do trabalho dos privados, nem descobre razões para contestação social fora do seu umbigo conservador.

Está bem acompanhado pelo outro Subdirector JN, de nome Paulo Ferreira. Este, certamente um outro ex. , diz:

“O conflito entre sindicatos e Ministério da Educação ficou ontem congelado - este é o termo certo, uma vez que, mais tarde do que cedo, Nuno Crato voltará a ter Mário Nogueira a morder-lhe os calcanhares, a propósito de qualquer matéria mais ou menos comezinha que possa pôr em causa o futuro dos docentes. Mário Nogueira e a FENPROF só existem enquanto houver batalhas, o que, como se percebe, obriga a organização sindical a inventar guerras e a empolar conflitos. É o chamado instinto de sobrevivência.”.

A mentalidade “comezinha” e limitadinha de Ferreira só descobre guerras inventadas e conflitos empolados. Ferreira nem sequer tem umbigo. É uma não-existência, uma cegueira, empertigado pela existência de organismos vivos.

O JN está assim dotado de tais comentadores/criaturas/biscateiros, e melhor seria,  descobrir qualquer dia que um tal umbigo e uma tal cegueira não escrevem propriamente em jornais decentes. São uma doença, coitados.  

CR

a "dúvida"

Alguém que por aqui ande me sabe dizer quando foi julgado o autarca (e candidato a Presidente da Câmara) do Vale do Sousa que foi identificado pelas forças policiais com 1,28 g taxa de álcool no sangue no fim de semana passado?

A infracção pode ser relativizada tendo em conta o velho provérbio que diz: “não atirem pedras quem possa (algures poder) ter telhados de vidro”. Um bom autarca pode ter no seu currículo uma “falha” semelhante e tal não manchar definitivamente a “competência” alardeada no MUPI.

Mas não é explicável que outros 30 (ou 100, sabe-se lá o número certo) infractores tenham sido punidos e o senhor candidato, de profissão advogado, possa “escapar” á justiça.

Ou não é assim?

CR

um mapa ...para ajudar a compreensão dos fenómenos

O povo tomou a palavra

A magnífica Greve Geral de 27 de Junho de 2013 parou o país. Convocada pela CGTP, esta Greve Geral teve a adesão convergente não apenas de todas as estruturas que se reivindicam da representação dos trabalhadores mas das camadas médias e de outros sectores que a desastrosa política levada a cabo pelo governo PSD/CDS atinge igualmente. Uma adesão e um apoio que dão a dimensão da esmagadora rejeição popular face a este governo e a esta política e do largo campo aberto à luta por uma outra política.

A CGTP colocou com clareza a reivindicação central desta Greve: a demissão do Governo, a inversão do rumo político que este executa, sob o comando da troika estrangeira. Essa reivindicação afirmou-se como uma exigência e uma urgência nacional.

Trabalhadores da indústria, das pescas, dos transportes, dos portos, dos correios, da grande distribuição comercial, do sector financeiro, da administração pública central e local, da comunicação social, das artes do espectáculo, trabalhadores de todos as áreas de actividade tanto do sector público como do sector privado aderiram em massa a esta grandiosa jornada. Em vários aspectos a adesão à Greve apresentou aspectos qualitativamente novos e mais avançados: nos sectores e nas camadas de trabalhadores que aderiram, na combatividade e na coragem manifestadas, nomeadamente por parte de trabalhadores com vínculo precário, na adesão ao seu objectivo central. Em mais de 50 manifestações e concentrações realizadas em todo o país, muitos milhares de trabalhadores compartilharam com as populações o mesmo clamor unânime: “o governo para a rua!”.

O Governo PSD/CDS não dispõe há muito nem de legitimidade política nem de legitimidade democrática. É um governo fora-da-lei, que o país inteiro condena e rejeita. Um governo acossado, que odeia os trabalhadores, o povo e o país, que odeia os direitos e liberdades democráticos e que os cercearia, se pudesse, como vem afirmando de forma cada vez menos velada.

Os trabalhadores, o povo e o país confirmaram hoje que a luta não se deterá enquanto este governo não for varrido de vez. A Greve Geral de 27 de Junho de 2013 ficará como um dos marcos decisivos nessa batalha.

(em odiario.info)

The Maccabees - Feel To Follow

moinhos de rei (Cabeceiras de Basto)





Conjunto de moinhos construidos no reinado de D.Dinis




quarta-feira, 26 de junho de 2013

A MONTANHA PARIU O QUÊ?

A luta dos professores envolveu a sociedade portuguesa no seu todo, atentos e intervenientes diversos protagonistas que quiseram manifestar–se sobre ela.  Diga-se desde já que houve intervenções legítimas e sustentadas e houve, outras, muitas, ilegítimas e descabidas. O chorrilho de asneiras que despertou o processo permite concluir quão frágil é a resistência de uma opinião pública à opinião publicada dominante nos média. E na linha da frente de pérfidas acusações esteve até o carácter de sindicalistas e os “privilégios” de uma classe profissional. Pais apareceram contra os PROFESSORES DOS SEUS FILHOS.
Concluído esta fase do processo, havendo até uma acta negocial entre Sindicatos e Ministério da Educação, e constatando-se uma clara desinformação sobre as posições defendidas pelas partes, importa seriamente rever o processo de luta, com ênfase nos conteúdos e não nos métodos.
Quais as causas de base defendidas pela multiplicidade de sindicatos de professores, cimento de unidade inter-pares?
Vejamos: NÃO á mobilidade especial (agora denominada “requalificação”); NÃO ás 40 horas semanais, obtidos á custa da componente lectiva; NÃO á passagem de tempo da Direcção de Turma para a componente não lectiva; NÃO á existência de tarefas iguais que ora são componente lectiva ora são componente não lectiva; SIM á defesa da Escola Pública, com condições de exercício da prática pedagógica e SIM á defesa do emprego.
Constata-se agora que o Governo, sob pressão dos sindicatos,  não deixa cair a “mobilidade especial” nem o horário semanal das 40 horas. Contudo…
“Aceita” que o tempo da Direcção de Turma seja incluído na componente lectiva (não são abatidos 3.000 horários), que o mesmo se passa com Apoios, Coadjunções, Substituições, que a mobilidade interna para os professores, sem o seu acordo, seja idêntico á restante Administração pública, limite nos 60 km do local de residência e não da escola anterior. Aponta-se mesmo assim para a entrada em funcionamento destas regras só em Fevereiro de 2015.
Estamos claramente perante uma derrota do Ministério de Educação de Crato, da sua teimosia, obstinação e falta de realismo e sensibilidade social. A CONSCIÊNCIA dos professores, a sua resistência e a capacidade dos seus dirigentes sindicais deitou por terra toda uma estratégia. A mentira agora tem perna curta. É patético ouvir o Ministro e os seus Secretários de Estado, balbuciando umas palavras, escondendo compromissos, negando posições negociais.
Mas está tudo alcançado? Certamente que não. O Governo não vai deixar de contra-atacar, utilizando o instrumento legislativo, a aprovação na Assembleia da República de diplomas sobre a mobilidade especial e o horário das 40 horas. Haverá certamente o propósito de “conter danos”, “esterilizar” o resultado do processo de luta e evitar o contágio a outros sectores da Administração Pública. A Montanha (o sobressalto, o conflito, a greve) pariu o quê? Julgo que as lições obtidas são evidentes. Vale a pena lutar. Os ratos permanecerão na consciência atormentada dos cobardes, dos invejosos, dos prepotentes, dos medíocres.

CR

O GRAFISMO DA CAPA DO AVANTE DESTA SEMANA



O JORNAL AO SERVIÇO DA LUTA

The Flaming Lips - Do You Realize?



Do álbum Yoshimi Battles the Pink Robots

ARTE PÚBLICA

SPHIZA

Upfest - The Urban Paint Festival 2013
Bristol Junho 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

grafismo


sobre a limitação de mandatos

Intervenção de António Filipe na Assembleia de República


"Ser autarca não é cadastro, um cidadão não pode ser privado dos seus direitos políticos"

... A interpretação da lei que estabelece limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes de câmaras municipais e de juntas de freguesia tem dado lugar a alguma especulação e a diversas tentativas de lançar a confusão em torno das candidaturas às próximas eleições para as autarquias locais.
Há quem considere que segundo a lei em vigor, os cidadãos que tenham exercido três mandatos consecutivos como presidentes de uma câmara municipal ou de uma junta de freguesia, ficam privados do direito a ser candidatos, não apenas aos órgãos a que presidiram durante três mandatos, mas a qualquer outro órgão autárquico do país.
Podemos admitir, embora discordemos, que por razões políticas, alguém considere que um cidadão que tenha exercido um cargo político por um determinado período, seja privado de direitos políticos para o exercício desse e de outros cargos durante um período subsequente, mas já nos custa admitir que se pretenda basear essa opinião em razões jurídicas que, manifestamente, não existem.
Sejamos mais claros: os cidadãos que tenham exercido três mandatos consecutivos como presidentes de câmara municipal ou de junta de freguesia não podem recandidatar-se a um quarto mandato consecutivo, mas não ficam inibidos de exercer o seu direito cívico e político de se candidatar a um primeiro mandato em outra autarquia. Por uma razão muito óbvia: é que não há nada na lei que o proíba e não há interpretação da lei conforme à Constituição que o impeça.
A Constituição, no seu artigo 48.º, dispõe que todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direção dos assuntos públicos do país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos, e no artigo 50.º, dispõe que todos os cidadãos têm o direito de acesso, em condições de igualdade e liberdade, aos cargos públicos.
É bom por isso recordar que, quando um cidadão se candidata a um cargo político, seja ele qual for, o faz ao abrigo do seu direito fundamental a ser candidato a qualquer cargo político, mas dá também concretização ao direito fundamental de todos os demais cidadãos a eleger livremente os seus representantes.
É claro que a lei pode estabelecer limites a estes direitos, através de inelegibilidades destinadas a garantir a liberdade de escolha dos eleitores e a isenção e independência do exercício dos respetivos cargos. É isso que a lei faz em diversos casos. É isso que faz, com expressa autorização constitucional no caso da limitação dos mandatos autárquicos. O que acontece é que essa limitação tem de se restringir ao disposto na lei e não pode ir para além dela, com base numa interpretação extensiva que a Constituição não autoriza.
Quando ouvimos alguns responsáveis políticos ou fazedores de opinião a defender que a limitação de mandatos deve ir para além do que a lei estabelece expressamente, ficamos com a sensação de que se esquecem que os autarcas portugueses são eleitos pelos seus concidadãos em eleições livres e que Portugal é uma República soberana baseada na vontade popular.
Por isso mesmo, a fixação legal de um limite de mandatos sucessivos aos presidentes de câmara e de junta de freguesia teve de ser precedida de uma revisão constitucional que a permitiu expressamente, a efetuar nos termos da lei.
E vejamos então o que diz a lei. O que diz a lei é que “o presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos”.
Trata-se pois de saber, desde logo, o que é um mandato. Nós temos em Portugal um mandato de presidente de câmara a ser exercido por 308 titulares ou temos 308 mandatos a ser exercidos por titulares diferentes? O presidente da câmara municipal de Coimbra e o presidente da câmara municipal de Barrancos exercem o mesmo mandato? Obviamente que não. Cada titular de cargo político exerce o mandato para que foi eleito. Não exerce os mandatos dos outros. E a limitação de mandatos que incida sobre cada um só pode incidir sobre os seus próprios mandatos e não evidentemente sobre os mandatos dos outros.
Alguém dirá que a lei pode estabelecer que os cidadãos que exerceram três mandatos como presidentes de câmara ou de junta de freguesia não podem ser candidatos em lugar algum. A lei pode, de facto, estabelecer isso. Mas não o estabeleceu. E se a lei não o fez, não pode ser interpretada como se o tivesse feito? Respondemos, obviamente, que não pode.
Obviamente que não pode, porque as leis restritivas de direitos fundamentais, como é o caso, devem ser interpretadas restritivamente e não podem ter uma interpretação extensiva. Não somos nós que o dizemos. É a Constituição que o determina no artigo 18.º, quando confere força jurídica aos direitos, liberdades e garantias, e é a jurisprudência constitucional que reiteradamente o afirma.
É perfeitamente legítimo que alguém defenda a opinião política de que quem já exerceu um cargo autárquico ao longo de doze anos seja impedido de se recandidatar seja onde for. É uma posição que tem legitimidade política, mas não tem fundamento jurídico-constitucional. Se a lei e a Constituição não o proíbem, não podem ser os fazedores de opinião a fazê-lo.
Não se diga que a interpretação segundo a qual quem tenha exercido três mandatos consecutivos como presidente de câmara ou de junta de freguesia fica proibido de se candidatar em qualquer outra autarquia corresponde ao espírito do legislador. Isso não corresponde à verdade. Quem se der ao trabalho de ler os debates em torno da lei em vigor não consegue extrair em lado algum essa conclusão, mas antes a contrária. Foi na verdade afirmado nesse debate, pelo então Deputado Abílio Fernandes, que a limitação de mandatos proposta não impedia a candidatura em concelhos ou freguesias diversas daquelas em que os três mandatos consecutivos tivessem sido exercidos. E ninguém sentiu a necessidade de o contradizer.
Juridicamente, não temos dúvidas que os cidadãos que completaram três mandatos consecutivos como presidentes de câmara ou de junta de freguesia não podem recandidatar-se nas autarquias onde exerceram funções, mas não estão legalmente impedidos de se candidatar em qualquer outra autarquia no território nacional. Mas não nos eximimos de exprimir a nossa opinião política sobre essa questão, sem ceder a populismos ou a demagogias.
Será justo defender que um cidadão que exerceu três mandatos como presidente de uma câmara ou de uma junta de freguesia, com honestidade e competência, sem que tenha sido acusado de qualquer irregularidade, gozando da confiança e reconhecimento dos seus concidadãos, e que tendo obtido enorme experiência ao serviço das populações, seja impedido de se candidatar numa outra autarquia, submetendo a sua disponibilidade à vontade livre dos cidadãos? Não consideramos que seja justo.
Sejamos claros: ser autarca não é cadastro. Um cidadão não pode ser privado injustamente dos seus direitos políticos pelo facto de ter sido autarca durante doze anos, e a limitação de mandatos que está estabelecida na lei não pode ser entendida como uma punição necessária de quem presidiu a executivos autárquicos.
O PCP bate-se pelo rigor, pela honestidade e pela competência no exercício de cargos públicos, e defende a adoção de todas as medidas que previnam quaisquer fenómenos de abuso de poder, de corrupção ou de clientelismo no exercício dessas funções. Mas não se identifica com aqueles que procuram transmitir a ideia de que tais fenómenos decorrem inevitavelmente do exercício de funções autárquicas, como se não houvesse neste país milhares de cidadãos que, como autarcas, servem desinteressadamente a causa pública e que não merecem ser alvo de um permanente juízo de suspeição.

THE LAST FEED - PAULA REGO

Paula Rego


Quadro em exposição de Londres

 Uma figura de 'palhaço rico' (onde se reconhece perfeitamente o retrato de Aníbal Cavaco Silva) aparece com um pé no pedestal, a mamar nos seios de uma velha decrépita e aperaltada com um chapéu.

O palhaço com a mão esquerda 'coça a micose'.

A Velha pode representar a política, ou a nação.

O quadro chama-se 'A Última Mamada' ('the last feed').

greve geral

GREVE GERAL

    César Príncipe


Vamos falar de greve geral

Uma greve geral nunca é total

Imagina que todos fariam greve

Diz-nos O impossível para que serve

Sim Cumpre o possível É o teu dever

Não te desculpes para nada fazer

Hoje vamos falar de greve geral

Em qualquer local Aqui Em Portugal

Há quem não alinhe em greves gerais

Nem sequer adira a greves parciais

Há quem esteja contra as paralisações

Quando não são decretadas por patrões

Hoje vamos falar de greve geral

Esquece a tua greve imaginária

O capital marca greves todo o ano

Muito mais de 1 milhão não tem trabalho

Marca a nossa Fá-la tua Colabora

És uma peça do xadrez da vitória

Hoje vamos falar de greve geral

Mas de quem produz Da massa laboral

Não achas que é tempo de baixar os braços

Para levantar os salários baixos

Se não achas Fica a exigir a lua

Enquanto na terra a luta continua

Hoje vamos falar de greve geral

Não és só trabalhador a trabalhar

Não resolves o teu caso no cantinho

Nem com medo Nem com sorte Nem sozinho

Sim Decide com quem estás e com quem vais

Os teus problemas são todos nacionais

Hoje vamos falar de greve geral

Contra o poder de explorar e amedrontar

Camarada Colega Amigo Aliado

Pára Escuta Tens mais força parado

Hoje fabricarás faixas e bandeiras

Megafones Coletes e braçadeiras

Hoje vamos falar de greve geral

Em qualquer local Aqui Em Portugal

Os piquetes são a tropa perfilada

O abraço antigo A conversa actualizada

Se me perguntarem de que lado estou

Direi Do lado que a História me ensinou

Hoje vamos falar de greve geral

É dia da pátria obreira e fraternal

Estou contigo Estás comigo Companheiro

Traz outro amigo Camarada verdadeiro

Viva a máquina do mundo e do progresso

Faço greve Ganho o meu dia Protesto

Sim Greve geral Cada vez mais geral

Fazem a guerra Querem paz social

Fica à porta da empresa e do Estado

Hoje não entres no sítio errado

Não piques o ponto da resigNação

Dá um murro na mesa da enceNação

Sim Greve geral Cada vez mais geral

Em qualquer local Aqui Em Portugal

Viva a máquina do mundo e do progresso

Faço greve Ganho o meu dia Protesto

      (em http://resistir.info)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Elisa Rodrigues - God Only Knows



Do álbum Heart Mouth Dialogues, editado por JACC Records
Original dos The Beach Boys

informação CDU


Juvilte Madureira será o candidato da CDU à presidência da Junta de Freguesia de Recarei.

ACTA SUMÁRIA DA SESSÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES

No Dia 20 de Novembro decorreu a sessão ordinária da Assembleia Municipal de Paredes (AMP). No Período de Antes da Ordem do Dia, entre outros assuntos, foi falado no inacabado Posto da GNR de Lordelo, nas dificuldades de transporte público em Lordelo, e mais acentuadamente aos fins de semana, e na ligação das Zonas Industriais de Lordelo e de Gandra á A41.

Foi apresentada uma Moção por parte do PS sobre a denúncia recente dos protocolos da Câmara com as Juntas de Freguesia, e que pretendia a sua renovação e o reforço das verbas envolvidas. Essa Moção foi reprovada, tendo os eleitos da CDU abandonado o Salão Nobre no momento da discussão e votação, por não aceitarem um reduzido período de intervenção de cada força politica, estabelecido arbitrariamente, por Granja da Fonseca, o actual Presidente da AMP, em 2 minutos. Mas caso tivessem oportunidade de explanar a sua posição, os eleitos da CDU diriam ser extemporânea esta tomada de posição da AMP, desconhecendo-se á data as verbas do Orçamento para 2014 e as respectivas transferências para as Juntas de Freguesia, bem como o conteúdo de reuniões marcadas para breve com os Presidentes de Junta.

Retirado da Ordem do Dia o ponto relativo á AMI Paredes, cujo futuro parece ser a sua extinção próxima por imperativo legal, que não por opção da Maioria, o ponto relativo ás taxas do IMI mereceu discussão. A proposta aprovada na Câmara Municipal e ratificada na AMP mantém o valor do IMI dos prédios já avaliados e baixa de 0,8 para 0,7 a taxa do IMI dos prédios não avaliados. Essa decisão obteve o apoio fundamentado da CDU que assim pretende garantir condições financeiras para apoio social de emergência tanto por via directa como por transferência para as Juntas de Freguesia.  

A aprovação (com votos contra da CDU) e aplauso do PSD, PS e CDS da lista ordenada dos membros da Comissão Executiva Metropolitana reflectem a concepção “democrática”desses partidos quanto aos órgãos metropolitanos. Quando se exigiria eleger representantes directos do Concelho na Área Metropolitana do Porto, a nova lei só impõe a ratificação de nomes escolhidos pelo conclave de Presidentes da Câmara, subalternizando a vontade dos paredenses e as funções deliberativas.

Uma última palavra. É lamentável a condução da Assembleia Municipal por parte de Granja da Fonseca. Alheio á neutralidade, decoro e bom senso, Granja da Fonseca julga permanecer incólume àss diatribes, pequenos golpes, grandes irregularidades. Não se perfila um ambiente desanuviado e livre no futuro da Assembleia

CR

notícias da campanha eleitoral autárquica

O vice-presidente da Câmara de Penafiel (e candidato à presidência do Município pelo PSD/PP) foi detido pela GNR, na madrugada de domingo, numa ação de fiscalização, por conduzir sob efeito de álcool. O autarca, intercetado na freguesia de Marecos (Penafiel), acusou 1,28 g/l de taxa de álcool no sangue, e exigiu contraprova.


Antonino de Sousa acabara de sair da festa de aniversário de um bar no Parque da Cidade de Penafiel, quando, ao chegar próximo de uma rotunda, foi intercetado por uma patrulha. Ao que soube o JN, o autarca ainda tentou evitar soprar ao balão, mas o militar da GNR fez cumprir a lei, tendo o atual vice do Município realizado o teste. Acusou taxa de 1,28 g/l.

domingo, 23 de junho de 2013

a cuspidela da serpente

Da vodka com laranja à aguardente de medronho

  João Assunção Ribeiro é um rapazola com jeitinho para a dança, já alguém lhe chamou o "Fred Astair de Setúbal", velhaco e bailarino mesmo não sendo baixinho, acusa o PCP de dançar o tango com o PSD ao mesmo tempo que bebem "vodka com laranja".
Na convenção autárquica do PS, Inflamado, sob o efeito dos vapores da aguardente de medronho, com o coração a sair-lhe pela boca debitava que "o PCP é um partido de bairrismos pouco saudáveis, de nacionalismos oportunistas, rasga contratos, não quer pagar dívidas, não tem ponta de modernidade, ficou para trás na História, confunde individualismo com autonomia individual. O PCP é um partido castrador das liberdades e da emancipação dos jovens, sendo um explorador do medo e da insegurança."

Demonstrando que abusou desalmadamente do medronho continuou, como se o PCP tivesse governado o país nos últimos anos: "o legado do PCP que vejo é o do desemprego, o da dívida, da falta de qualidade democrática, do atavismo, do conservadorismo e do sectarismo. O PCP é hoje um obstáculo ao progresso e ao investimento" para de imediato e após um inevitável soluço, raio do medronho, acrescentar que “o PS não esconde os seus símbolos, outros têm vergonha. Temos orgulho no trabalho dos nossos autarcas", ora toma, clarinho como a água, estão a ver como o medronho mata? Mata o raciocínio, mata a clareza das ideias, por falar em mata, será que ele ainda se lembra de Mata Cáceres autarca do PS que dirigiu, e não deixou saudades, a própria câmara a que agora se candidata? No meio dos vapores conseguirá lembrar-se a que partido pertencem ou pertenceram Fátima Felgueiras, Narciso Miranda ou Manuel Seabra? É deles que ele tem orgulho?

Espraiou-se na franqueza e ali deixou para as pessoas mais distraídas que"o combate ao PCP é tão ou mais importante do que esse combate à direita, porque é um combate pela liberdade política. Combatemos a direita que ignora direitos constitucionais, mas também combatemos a esquerda que atropela direitos civis e políticos".

Danças bem, às vezes tropeças, és jovem, rapazola, dirás que não é do teu tempo quando, com Cavaco Silva na liderança do PSD, o PS se coligou com o PSD em 40 (quarenta) autarquias com o objectivo único de retirar a maioria à APU que então as conduzia. Por certo continuarás a afirmar que o PS não esconde os seus símbolos, que não tem vergonha, mas olha que é isso mesmo, falta de vergonha. Cuida-te João, é tramada a aguardente de medronho, rebenta-te com o fígado e embrulha-te os pezinhos na dança.

(em salvoconduto.blogspot.pt)

AFINAL ELES NÃO SÃO MUDOS …

Na sessão da Assembleia Municipal de Paredes de ontem realce-se a READQUIRIDA “liberdade de expressão” revelada por Presidentes de Junta que a Lei dos mandatos impede de se recandidatarem: soltou -se a voz a quem nunca utilizou o microfone em longos anos do exercício autárquico. Não se pense que solta a voz, se soltaram ideias dignas de registo. Não, tudo ficou pelo formalismo da despedida, por emoções superficiais, por elogios aos executivos e seus dirigentes máximos. Contentinhos, satisfeitos, diria até humildemente agradecidos, os autarcas de Aguiar de Sousa, Mouriz, e Sobreira provaram que tinham percebido (um pouco tarde aliás) que um autarca representa a vontade EXPRESSA de uma comunidade e que apenas levantar o braço em votações genéricas, e ao sabor da liderança partidária, não JUSTIFICA a sua presença e o auferir da senha de presença.

Na mesma sessão foi dramático assistir a um longo “balanço” do executivo camarário, com destaque para iniciativas parcelares e ridiculamente paroquiais que Celso Ferreira quis valorizar. A cadeira em que Cavaco se sentará porventura em Belém, com origem em Paredes, teve referência de objectivo estratégico, bem como a transmissão televisiva de Europeu de Hóquei. Celso Ferreira só não teve uma vitória desportiva…

CR

Miriam Ramos - Ámame como si fuera nueva

sábado, 22 de junho de 2013

TEXTO

«FLORES DE NENÚFAR» DOS EUA EM ÁFRICA
Carlos Lopes Pereira

Os Estados Unidos estão a alargar a presença militar em África, numa estratégia de controlo das matérias-primas, em especial do petróleo. Há notícias de que o Pentágono quer estabelecer uma «estação de monitorização» em Cabo Verde, ao mesmo tempo que, mais a Sul, no Golfo da Guiné, navios e militares norteamericanos patrulham as águas territoriais de S. Tomé e Príncipe.
Um artigo recente publicado por Nikolas Kozloff no portal The Huffington Post, intitulado «Washington e a batalha pelo mundo lusófono africano», explica que os EUA evitam a construção de grandes instalações militares, preferindo as pequenas bases, designadas «flores de nenúfar».
Em S. Tomé e Príncipe – onde existe, além de um potente retransmissor da «Voz da América», um sistema de modernos radares, único em África, e a guarda-costeira é «assistida» pela marinha dos EUA – poderá ser instalada uma base de vigilância marítima regional.
O objectivo do reforço militar dos EUA na África Ocidental é o controlo das fontes de produção e das rotas do petróleo do Golfo da Guiné. Mesmo que o pretexto seja o combate ao «terrorismo islâmico» (a acção dos grupos radicais generalizou-se na região depois da agressão da NATO à Líbia e da intervenção francesa no Mali e no Níger) e a luta contra tráfico de droga (o exemplo mais conhecido é o da Guiné-Bissau, transformado em «narco-estado»).
O artigo cita o almirante Robert Moeller, antigo vice-chefe do Africom, para quem proteger «o livre fluxo dos recursos naturais de África para o mercado global» é mais importante do que entrar em guerras pelas fontes energéticas. Em 2015, um quarto do petróleo importado pelos EUA será proveniente de África, onde os norteamericanos enfrentam a forte concorrência da China.
Segundo Kozloff, em 2009, a Sinopec, uma empresa petrolífera chinesa, comprou a companhia suíça Addax, o que colocou nas mãos de Pequim o controlo de quatro blocos de petróleo na zona de exploração conjunta S. Tomé e Príncipe-Nigéria. A entrada em cena da Sinopec nos negócios do Golfo da Guiné faz da China o principal parceiro do sector petrolífero santomense, embora a produção só comece dentro de alguns anos. Curiosamente, o governo de São Tomé não mantém relações com Pequim já que, há alguns anos, preferiu estabelecer laços económicos com a «República da China» sediada em Taiwan...

A reconquista da África

 Um outro especialista de questões africanas, Mohamed Hassan, tem denunciado a tentativa de o Ocidente, a pretexto da luta contra o «terrorismo islâmico», submeter militarmente a África a fim de travar a influência económica da China e de outras economias emergentes como o Brasil ou a Índia.
«As guerras ocidentais em África multiplicam-se. Em 2008, os EUA criaram o
Africom, um centro de comando único para todas as operações militares em África.  Depois, houve a Costa do Marfim, a Líbia, o Mali... Sem contar com a Somália e o Congo, teatros de violentas guerras indirectas desde há anos», resume o investigador, sublinhando que, no continente africano, as agressões das potências capitalistas em plena crise têm como pano de fundo a competição com a China e o controlo das matérias-primas.
Autor de «A estratégia do caos», Hassan explica a importância crescente de África no actual contexto global, marcado pelo agravamento da crise do capitalismo e pela emergência de novas potências.
No subsolo africano encontram-se intactas grandes reservas de petróleo, de gás e de metais ordinários ou raros. Estima-se que o continente possua 40 por cento das matérias-primas minerais mundiais, o que lhe confere uma enorme importância estratégica.
O crescimento rápido da China e de outras economias exige enormes quantidades de recursos naturais. Ao mesmo tempo, estes países têm necessidade de exportar e a África surge como um mercado prometedor – a China é já o principal parceiro comercial dos países africanos, à frente dos EUA, ambos tendo ultrapassado a França e a Grã-Bretanha.
Por estas razões, segundo Hassan, conquistar o controlo de África torna-se urgente para Washington e isso não se pode fazer unicamente pela concorrência dos actores económicos no mercado «livre». Para o bloco imperialista «trata-se acima de tudo de uma questão militar». E daí o papel decisivo dos EUA e da NATO desde 2011 nas guerras em África. E da crescente «cooperação militar» do Africom com 35 estados africanos.
Esta intervenção do Ocidente nas guerras em África, de forma directa ou por intermédio dos seus aliados indígenas, vai aumentar nos próximos anos.

Homens da Luta - Tuna JSD

GRAFISMO




sexta-feira, 21 de junho de 2013

informação

SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES
SÁBADO, DIA 22 DE JUNHO DE 2013

ORDEM DO DIA

1 -      Relatório de actividades municipais e situação financeira do município – para conhecimento
2 -      Modificação ao Orçamento – 1.ª revisão à receita e despesa – para discussão e votação
3 -      Relatório de gestão consolidado – ano 2012 – para discussão e votação
4 -      Abertura de procedimento para recrutar um Chefe de Divisão de Ambiente – nomeação de Júri do concurso - para discussão e votação
5 -      Término do período de discussão pública do regulamento de ocupação do espaço público, mobiliário urbano e publicidade do município de Paredes – versão final - para discussão e votação
6 -      Pintura no pavimento, sinalização vertical e horizontal junto aos moloks, nas freguesias de Rebordosa e Castelões de Cepeda - para discussão e votação
7 -      Postura de trânsito na freguesia de Recarei - para discussão e votação
8 -      Sinalização vertical e horizontal em diversos Centros Escolares e Escolas do concelho de Paredes - para discussão e votação
9 -      Sinalização vertical e horizontal na rua do Marco, rua de além, largo do Pinheiro, avenida do Cardal e rua do Engelho Velho na freguesia de Cete - para discussão e votação

The Dø - Dust It Off

CAPITALISMO

TRABALHADOR MORTO NA SUA SECRETÁRIA DURANTE 5 DIAS


(no New York Times)

Os patrões de uma empresa de publicações estão a tentar perceber por que ninguém reparou que um dos seus empregados permaneceu morto sentado na sua secretária durante 5 dias sem que alguém perguntasse se ele estava bem.

George Turklebaum, 51 anos, empregado como revisor de provas numa firma de Nova York há 30 anos, teve um ataque cardíaco no amplo escritório que partilhava com 23 outros trabalhadores

Ele morreu calmamente numa segunda feira mas ninguém reparou até sábado de manhã quando uma empregada de limpeza perguntou porque ele estava a trabalhar ao fim de semana.

O seu patrão, Elliot Wachiaski, disse: “ o George era o primeiro a chegar de manhã e o último a sair ao fim do dia, por isso ninguém achou anormal ele estar sempre na mesma posição e nada dizer. Ele estava muito absorto no seu trabalho e era muito introspectivo.”

George estava revendo folhetos de livros de texto médicos quando morreu.

Moral da história: NÃO TRABALHES DEMASIADO. NINGUÉM REPARA NISSO

Walid El Sayed - Sou da geração do basta

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bob Dylan - Lay Lady Lay

BALANÇO DE UMA ACTIVIDADE POLITICA CONSISTENTE E ÚNICA ( parte III)










Cont)

6) Intervenções pelos eleitos da CDU nas freguesias em assuntos como:

- Poluição do Rio Ferreira
- CTIMM
- Cemitério de Recarei
- Campo de futebol do Aliados
- Pavilhão da Escola EB2,3 Lordelo
- Pavilhão Rota dos Móveis
- Fontanários
- Comemorações do 25 de Abril
- Zona Industrial de Lordelo
- Escolas

7) Intervenções diversas

- Visita ao CTIMM (2004)
- Visita á VISSUTO (2005)
- Visita de Ilda Figueiredo á SOUSACAP (2008)
- Visita á PERSANTOS
- Visita ao lugar do Vale, em Baltar (2012)

- Candidatura da CDU ás eleições legislativas de 2011

- Eleições presidenciais de 2006

- Referendo para a despenalização da IVG (2007)

- Comemorações do 25 de Abril em Parada de Todeia

- Visita de Vasco Gonçalves em comemorações do 25 de Abril em 2004 (em Vandoma e Parada de Todeia)
- Visita do Partido Ecologista Os Verdes á ETAR de Paredes (2010)
- Visita de Francisco Lopes, no âmbito da candidatura presidencial em 2011 a Parada de Todeia e Baltar, constituição lista de apoiantes
- Visita de João Ferreira, Deputado Europeu, para abordar questões de saúde em Lordelo e a água pública nas freguesias do sul do concelho
-Visita de Honório Novo aos trabalhadores da Zs Mobiliário

- Sessão Pública com Ilda Figueiredo em Bustelo em 2011 sobre água pública
- Sessão Trabalho e Dignidade humana (2003)
- Sessão Saúde em Lordelo (2003)
- Sessão O 25 de Abril e a Imprensa Regional (2003)

- Edições de A Farpa

- Actividade regular da Junta de Freguesia de Parada de Todeia

- Contra a chamada “Cidade Inteligente”, a Agência de Energia Tâmega –Sousa, a AMI Paredes e o Pólo de Design do Mobiliário

A CDU FOI TAMBÉM A ÚNICA FORÇA POLITICA QUE AO LONGO DOS MANDATOS EM APREÇO APRESENTOU PROPOSTAS ALTERNATIVAS Às APRESENTADAS PELA CÂMARA MUNICIPAL, DE GESTÃO PSD, EM DIVERSOS DOMÍNIOS, NOMEADAMENTE A REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E A CARTA EDUCATIVA, E PUGNANDO INCESSANTEMENTE PELO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E OS DIREITOS LABORAIS.

A CDU considera fundamental um projecto de afirmação de esquerda para Paredes e continuará a lutar por ele, mobilizando populações e as forças sociais, o que passa, em primeiro lugar, pela afirmação de uma ruptura com a politica de direita e das troikas nacional e estrangeira

A cont)




texto

VÃO-SE FODER

por Helena Almeida


“..pois.

Pelos vistos, todos.

Quando a classe se une;
quando a inércia se sacode;
quando a doentia tendência que os professores têm para cumprirem tudo, aceitarem tudo sem um queixume - se transforma na revolta de quem já não aguenta mais
quando os professores tomam consciência do poder que detêm - e o exercem, o país treme.

Tremem os políticos ao verem escapar-se-lhes debaixo das garras dominadoras a classe que (justificadamente, diga-se…) acreditavam mais submissa, a mais sensível à chantagem emocional. Os direitos dos jovens, pois claro!
Tremem os pais ao verem ameaçados... basicamente, os seus organizadinhos planos de férias, pois que outra coisa?
Hipócritas, uns e outros.

Não os comovem as crianças com fome, a única refeição diária retirada das escolas, a ASAE que há anos se pôs a medir batatas e encerrou ou inviabilizou as boas cantinas escolares, agora reféns da normalizada fastfood de empresas duvidosas.
Não os comovem as escolas fechadas, as crianças deslocadas, as escolas-fábrica em que cada aluno não é sequer um número, o interior do país desertificado, as longas viagens de e para casa, o tempo com a família, inexistente.
Não os comovem os livros deitados fora, que deixaram de servir porque sim: o novo programa de matemática para quê se o outro dava mostras de funcionar, o (des)acordo ortográfico para benefício de quem…
Não os comovem os professores massacrados que lhes aturam os filhos todo o dia: «Já não sei o que fazer dele, dela.., em casa é a mesma coisa.. »,
Não os comovem os alunos que querem aprender e não podem, a indisciplina na sala de aula e os professores esgotados, deprimidos, muitas vezes doentes, os professores que desabam a chorar no meio da aula, a tensão, as pulsações que disparam e como é que se pode ensinar assim?
Não os comovem os professores hostilizados publicamente por ministras, escritores, comentadores, opinadores - e já lá vão anos de enxovalhamento!
Não os comovem as políticas aberrantes do ministério da Educação, as constantes alterações aos curricula, aos programas, as disciplinas de uma hora semanal a fingir que existem e os professores que se adaptam aos caprichos todos, formações atrás de formações, obrigatórias todas, pagas do próprio bolso algumas;
Não os comovem as condições de trabalho e de saúde de quem lhes zela pelos filhos, as horas insanas passadas na escola, as tarefas sem sentido e as outras, o tempo e a disposição que depois faltam para tudo o resto que fazem em casa, preparar aulas, orientar trabalhos, corrigir testes, as noites que não dormem e amanhã aguenta-te que não são papéis que tens à frente, mas sim pessoas!
Não os comovem vidas inteiras de andar 'com a casa às costas', 10, 20, 30 anos contratados (dantes chamavam-se 'provisórios'), de Trás-Os-Montes ao Algarve e é se queres ter emprego, SEMPRE assim foi até conseguirem um lugar no quadro de efectivos numa escola - e agora aos 40, 50, à beira de vínculo nenhum! - as regras que mudam, a reforma que se alonja, a carreira de há muito congelada, os sucessivos cortes no salário, os impostos uns atrás dos outros e depois ......
cara alegre que tens a responsabilidade de ensinar, formar, educar os nossos jovens, futuro deste país ou de outro para onde emigrem, será mais certo.
E eu digo, professora que fui, professora que serei sempre e já não vos aturo: VÃO-SE FODER com as vossas preocupações da treta, a vossa chantagem e as vossas ameaças, os vossos apelos aviltantes. E não, não peço desculpa pela linguagem, que outra não há que dê a medida da raiva.

Quem é que vocês, políticos, associações de pais, pensam que são?
Vocês, que destroem tudo o que de bom se tinha conseguido neste país? Que promovem o regresso à miséria, ao cinzentismo, à ignorância? Que se estão borrifando para os alunos e as famílias, a qualidade do ensino nas nossas escolas públicas? Que tiram ao estado para darem aos privados? Que acabam com apoios onde eles eram vitais, aos alunos mais pobres, aos alunos com deficiências? Que despedem psicólogos e professores do ensino especial? Que, em exames, recusaram tempo extra aos alunos que a ele tinham direito? Que não fazem nada para promover a educação, os vossos podres serviços públicos reféns do vosso oportunismo, da vossa falta de valores, do vosso cinismo?
Vocês, que atacam os professores mas lhes confiam os vossos filhos? Que não os educam em casa, mas esperam que eles o façam na escola? Que agora defendem a "mobilidade especial" quando antes defendiam a estabilidade, se queixavam de que as crianças mudavam de professores todos os anos? Que não percebem que um professor maltratado é um profissional menos disponível para os alunos que tem à frente? Que a luta dos professores é a luta pelos vossos filhos, pela qualidade da sua educação, pelas oportunidades do seu futuro?
E vocês, opinadores 'de bancada' que continuam a achar que os professores trabalham pouco e ganham muito, por que se queixam agora desta greve (três meses de férias, é?!), quando nunca antes se queixaram das condições miseráveis em que vocês próprios sempre viveram?

Por que não se queixam dos dinheiros mal-gastos destes políticos?
Por que não se queixam de um serviço público de televisão que vos embrutece e vos torna prisioneiros de quem vos engana todos os dias, vos impede de terem pensamento próprio?
Por que não se queixam da razia deste governo sobre os funcionários públicos, dos serviços que vão funcionar muito pior, das horas de espera que vão aumentar, nos hospitais, nos centros de saúde, nos correios e nas repartições todas, a 'má-cara' de quem, maltratado, vos vai atender com pouca paciência e muito cansaço?
A vocês, que pelos vistos não sabem o que é uma greve, nunca vos vi defenderem os professores do vosso país. Vi-vos aplaudirem uma ministra que vos 'ganhou', 'perdendo-os'. Vi-vos porem-se contra eles, ao lado dos filhos que vocês não souberam nem se preocuparam em educar. Vi-vos irem às escolas apenas para insultarem ou ameaçarem os que nela todos os dias 'dão o litro' para que os vossos filhos sejam melhores que vocês, tenham as condições de vida que vocês não puderam ter.
Os professores não estão de férias, como vocês, que tudo julgam saber, gostam de apregoar.
Os Professores estão em greve. Finalmente!

Os Professores levaram anos a aguentar pauladas. Anos e anos a serem, eles, prejudicados.
Agora fazem greve, dizem BASTA!
Vocês, deviam fazer o mesmo, assim a educação que a escola pública vos proporcionou vos tenha garantido sentido crítico, pensamento autónomo e DIGNIDADE.”