um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nação valente e imortal

por António Lobo Antunes

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos. Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade às vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.

Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos por, como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar de D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.

Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.

Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso.

Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros.

Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos um aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

(em resistir.info)

Sitiados - Soldado

domingo, 29 de abril de 2012

Em que Estado estamos?

O caso aconteceu numa Unidade de Saúde Familiar. Com o desligar das emissões televisivas com sinal analógico na última quinta feira, os utentes ficaram privados desse direito. O Estado, 3 anos após decisão do Conselho de Ministros, esqueceu-se da compra de receptores TDT que possibilitassem essa emissão. O mesmo aconteceu em esquadras da polícia e Hospitais como o de Gaia e S. António. Essa compra terá que ser assegurada por funcionários de Estado, numa prática imoral? Do Estado de Necessidade passamos ao Estado sem Seriedade ou Desinteressado?

25 de Abril em Amarante e Marco de Canaveses







sábado, 28 de abril de 2012

notícias da guerra social

A recente rescisão de contrato dos jogadores profissionais do União de Leiria ilustra a situação terminal da actual fase do capitalismo, na sua expressão lusitana e na área do desporto profissional.
O não cumprimento dos compromissos salariais por parte da administração de uma excrescência do desporto e do associativismo que se chama SAD desencadeia uma situação insustentável para profissionais e adultera as regras da competitividade entre clubes.
O Presidente da SAD, João Bartolomeu, é conhecido por ser um homem de interesses na noite leiriense. Depois de despedir o treinador Pedro Caixinha, foi Vítor Pontes. Chegou depois a vez de Manuel Cajuda, que regressou a Leiria, onde fez um bom trabalho.
Ali por Leiria chamam ao Presidente do clube "O Cigano", o que normalmente é dito em tom quase elogioso, reportando as suas qualidades negociais. Bartolomeu é uma das figuras do nosso futebol. Com um estilo a roçar o rústico, comanda um clube sem adeptos e que hoje nem em Leiria joga num estádio que custou milhões aos contribuintes portugueses, um desses estádios nascido com um Euro festejado com champanhe por José Sócrates e Carlos Cruz, hoje dois banidos da atualidade nacional, cada um pelas suas razões...
A verdade é que os anos passam, os treinadores também (e por vezes a grande velocidade) e ele continua firme e hirto. Inimputável.
O CAB Madeira desistiu das meias finais do play off da Liga de Basket por não ter financiamento para as deslocações ao Porto. O mesmo aconteceu com o Portosantense em hóquei em patins e ao Machico em voleibol. As gravíssimas restrições orçamentais que atingem a Região Autónoma da Madeira impõem tal medida, após o descalabro da gestão de Jardim, e das imposições da Troika.
A minha solidariedade para os atletas atingidos. O meu desprezo para figuras como Bartolomeu e Jardim, que mereciam permanecer por muito tempo á sombra dos serviços prisionais.

Donos de Portugal



Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

CONVITE


GRANDE CONCERTO EVOCATIVO DE ABRIL - SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA DE PARADA DE TODEIA (Paredes)

30 DE ABRIL, PELAS 21H30

TEMA: A LIBERDADE ESTÁ A PASSAR POR AQUI
VOX POPULI + ORQUESTRA LIGEIRA DE S.PEDRO DA COVA


Comparece!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Chullage - Ja Nao Dá



Chullage (Red Eyes Gang)
Album: Rapressão Vol.1 (2012)
Rap Hip Hop Tuga

com a voz inconfundivel de Luisa Bastos

A LUTA EM PRAGA

Protesto gigantesco na República Checa
- 150 mil manifestantes em Praga abalam o governo de direita
- A maior manifestação de sempre desde a restauração do capitalismo
- Jornais portugueses pouco ou nada noticiaram

Sábado, 21 de Abril, 150 mil pessoas manifestaram-se nas ruas de Praga. Foi uma das maiores manifestações, se não a maior, desde a restauração do capitalismo em 1989.

Convocada pela Confederação dos Sindicatos Checos e Moravos (CMKOS), a manifestação pôs em causa o plano de austeridade do governo direita, adoptado em Abril, que prevê uma série de medidas anti-sociais nos moldes dos planos adoptados na Grécia, em Portugal e na Espanha.

Dentre as medidas avançadas pelo governo estão a alta da taxa de IVA, o congelamento das aposentações, a redução drástica dos orçamentos da educação e da saúde, dos desembolsos médicos e ainda a privatização progressiva dos sistemas de segurança social e da educação superior.

No cortejo, numerosos militantes sindicais do CMKOS, membros de 21 associações cívicas e também vários milhares de militantes comunistas marcharam ostentando bandeirolas onde se lia: "Façamos o governo fracassar".

Também foram exibidas palavras de ordem mais gerais, ilustrando a desilusão dos checos para com o sistema restaurado em 1989. Elas resumiam-se na palavra de ordem simples de "Abaixo o capitalismo!"

Após o comício o presidente do CMKOS, Jaroslav Zavadil denunciou os ministros que "humilham os humildes com suas reformas anti-sociais". E acrescentou: "Eles nos prometeram a responsabilidade orçamental, mas trata-se sim da dívida do governo que está em vias de aumentar".

"Eles prometeram lutar contra os subornos mas a corrupção gangrenou os seus partidos e toda a sociedade. É demasiado – é necessário que o governo recue e que se façam eleições antecipadas", declarou Zavadil.

A amplitude da frente social, as divisões no seio de um coligação governamental minada por escândalos de corrupção sem precedente poderiam fazer explodir nesta 6ª. feira um governo que se sustém por um fio.

O voto de confiança de 6ª feira 27 de Abril é decisivo para o futuro da coligação de direita constituída em 2000 entre o partido de direita tradicional ODS, o partido de Vaclav Havel e Vaclav Klaus e duas novas formações liberais, TOP 09 e Assuntos Públicos (AP), atingidas em pleno por escândalos de corrupção que implicaram nomeadamente a dissolução da AP.

Para o Partido Comunista da Boémia-Morávia (KSCM), o governo "não tem mais nenhuma legitimidade" e é indispensável convocar eleições antecipadas, "única solução possível".

O KSCM exige do governo que ouça as solicitações populares que "ponha um fim à destruição da economia checa e ao recuo progressivo das condições de vida do povo".

O KSCM, com seus 100 mil aderentes, seus 26 deputados e seus 11,9% nas últimas legislativas é actualmente o principal partido de oposição na República Checa ao capitalismo triunfante após a contra-revolução de veludo.

Segundo as últimas estimativas, ele obteria um avanço histórico em caso de eleições antecipadas uma vez que atingiria o segundo lugar, atrás do Partido Social-Democrata, obtendo cerca de 20% dos votos.

Mais de vinte anos após a restauração capitalista na República Checa, como em toda a Europa do Leste, a desilusão é imensa em relação a um sistema capitalista que havia prometido prosperidade e liberdade e que não levou senão à austeridade e autoritarismo.

(em resistir.info)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

NOTICIAS

A empresa RUMOFLEX - Engenharia em Ambiente, SA tem subsídios de férias e de Natal DE 2011 e metade do vencimento do mês de fevereiro e a totalidade do mês de março em falta. Esta empresa é responsável pela limpeza urbana dos concelhos de Melgaço, Monção, Guarda e Paredes. Na sua administração esteve até finais de março o ex-vereador do PSD e actual líder na Assembleia Municipal de Paredes José Manuel Outeiro.

O Grupo Parlamentar do PCP colocou ao Ministério da Economia e do Emprego perguntas relativas ao conhecimento dos salários e subsidios em atraso na empresa, ás acções de inspeção e de contraordenação e propõe a cativação de verbas que a empresa está a receber dos contratos públicos que mantém com vários municipios.

Sessão Solene do 38º Aniversário do 25 de Abril - UM EXCELENTE DISCURSO



O DISCURSO COMUNISTA. EXCELENTE.
O DISCURSO COMUNISTA. FRONTAL.
O DISCURSO COMUNISTA. CERTEIRO.
O DISCURSO COMUNISTA. INADIÁVEL.

com a surpresa da pergunta vinda de quem vem...



...a resposta, necessária, imprescindível e oportuna é SIM!!!!!

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XXVII)




A grande e cavacal panaceia

A imagem externa (e o inferno interno) de Portugal

Escolhendo o tema em título (sem o parêntesis) como a grande tónica do seu discurso na AR, o Presidente da República ofereceu como se calcula um grande suplemento de esperança às centenas de milhar de desempregados, às pequenas e médias empresas afogadas em dificuldades e em dívidas, às centenas de milhar de reformados agredidos brutalmente, à generalidade dos trabalhadores com direitos. salários e regalias mutilados.
Em vez deste triste espectáculo de um PR na estratosfera, preferia de longe que o governo comprasse mais páginas favoráveis no Finantial Times ou no Economist (Salazar comprava páginas no Aurore) ou mesmo que Cavaco Silva anunciasse uma digressão contínua de um ano por esse mundo fora. Já chega de gozo.

(Em otempodascerejas2.blogspot.pt)

Vitorino - Maltês



Poema de Manuel da Fonseca

Em Cerro Maior nasci.

Depois, quando as forças deram
para andar, desci ao largo.
Depois, tomei os caminhos
Que havia e mais outros que
Depois desses eu sabia


E tanto já me afastei
Dos caminhos que fizeram,
Que de vós todos perdido
vou descobrindo esses outros
Caminhos que só eu sei.


Veio o guarda com a lei
No cano das carabinas.


Cercaram-me num montado;
puseram joelho em terra;
gritaram que me rendesse
à lei dos caminhos feitos.
Mas eu olhei-os de longe,
tão distante e tão de longe,
o rosto apenas virado,
que só vi em meu redor
dez pobres ajoelhados
perante mim, seu senhor.


Gente chego às janelas,
saíram homens à rua:
- as mães chamaram os filhos,
bateram portas fechadas!
E eu, o desconhecido,
o vagabundo rasgado
entro o largo da vila
entre dez guardas armados;
- mais temido e mais armado
que o deus a que todos rezam.


- Que nunca mulher alguma
se rendeu mais a um homem
que a moça do rosto claro
ao cruzar os olhos pretos
com o meu olhar de rei!


...E vendo que eu lhes fugia
assim de altiva maneira
à sua lei decorada,
lá,
longe do sol e da vida,
no fundo duma cadeia,
cheios de raiva me bateram.


Inanimado,
tombei por fim a um canto.


E enquanto eles redobravam
sobre o meu corpo tombado,
adormecido
eu descansava
de tão longa caminhada!...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

noticias da guerra social

O ex-secretário de Estado do Tesouro do Governo de Sócrates e actual administrador da Ongoing Carlos Costa Pina assumiu o cargo de admnistrador executivo da Galp Energia, com o pelouro da refinação. Os governantes do PS e do PSD são uns "REFINADOS" ocupantes de tudo o que é cargo remunerado (bem remunerado!)

Catroga e Mexia, administradores da EDP, informaram por carta que com o fim das tarifas reguladas da electricidade serão os operadores existentes no mercado livre a definir os preços. Os que se mantiverem no mercado regulado, verão ser mais cara a electricidade. Conclusão: de uma forma ou outra, a alternativa (!) é PAGAR MAIS.

O número de casais desempregados aumentou 61,4% em março, para um total de 15098 pessoas.

O único distrito em que o crédito a particulares e empresas concedido pela banca no ano 2011 aumentou em relação ao ano anterior foi o de LISBOA. Onde mais decresceu foi Faro (8%), Coimbra , Porto e Vila Real.

A indemnização a funcionários públicos que aceitem fazer rescisões por mutuo acordo desce para o equivalente a 20 dias por ano de antiguidade, num máximo de 12 meses de vencimento. Esta é a proposta "NEGOCIAL" do governo, que como sempre é a proposta final.

Banda 365 - Grândola Vila Morena



GOSTO DESTA TRANSGRESSÃO. ACHO QUE O JOSÉ AFONSO TAMBÉM GOSTARIA...PARA OS PURISTAS, AS MINHAS DESCULPAS.

José Viana canta o "Samba de uma Nota Só"

PORNOGRAFIA

A notícia vem da terra do Tio Sam. A estação de televisão KRDO, do Colorado, EUA, enganou-se e, em vez do habitual programa matinal «Good Morning America», pôs no ar um filme pornográfico. Percebo o incómodo. Mas porquê a surpresa? Quem não tem visto, e contra a sua vontade, pornografia e da “dura” na nossa televisão? Lá como cá.

Quando a ministra da Justiça afirma em Guimarães que percebe a "dor" dos funcionários públicos por causa das medidas de austeridade, mas defende que não é possível outra solução porque o país "está na bancarrota", qual a classificação desse momento televisivo?

Quando o presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz, o cardeal Renato Martino, defende direito a mendigar e critica as cidades do Norte de Itália que proibiram pedir esmola, que dizer?

Quando o FMI reconhece que austeridade em recessão tem como efeito inevitável o aprofundamento da recessão, sabendo-se que o modelo adoptado tem a bênção e mesmo a origem nos sacrossantos, míopes e teimosos dirigentes do FMI, como o classificar?

Quando há uma directiva comunitária que permitirá no próximo ano o acesso a cuidados de saúde transfronteiriços dos doentes nos países da UE, o que seria benéfico, e logo se diz que a tabela e prazos de desembolso serão definidos á posteriori, tornando-se provavelmente num privilégio de gente rica, tal não merece a bolinha?

Quando a vice-reitora da Universidade de Coimbra lembra aos alunos que não pagaram a propina em 2003/2004 (!) que “ou pagam a bem e urgentemente, com juros ou serão alvo de penhora”, estando ela a “cumprir a Lei e uma recomendação do Tribunal de Contas”, não estaremos perante uma sessão cinematográfica de muitos ais e muitos uis?

Pornografia? Muita, a rodos. Se não nos faltar a memória.

CR

segunda-feira, 23 de abril de 2012

MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA LINHA FERROVIÁRIA DO DOURO













Autarcas, Comissão de Utentes e população protestaram contra a intenção da REFER de suspender a ligação Marco de Canaveses - Caíde de Rei, da linha do Douro. Durante cerca de 2 horas o comboio da Régua para o Porto esteve parado, após o corte da linha. Tudo sob a presença ameaçadora da GNR. A REFER e o Governo PSD/ CDS foram vaiados pelas 2.000 pessoas presentes.


Nota adicional: registe-se a incoerência e desfaçatez dos Presidentes de Câmara de Amarante, Baião e Marco de Canaveses que directamente ou através dos deputados do distrito eleitos pelo PSD, CDS e PS NUNCA APROVARAM as propostas do PIDDAC formuladas pelo PCP em sucessivos anos relativamente á duplicação e electrificação do troço Caíde - Ermida. Há comunicados do PCP de Baião, por exemplo, que o denunciam desde 2003, pelo menos: 24 de Março de 2003, 8 de Janeiro de 2004, 8 de Abril de 2004, 15 de Janeiro de 2005, 4 de Dezembro de 2007...

COMUNICADO


Nota de imprensa

Em defesa da linha ferroviária do Douro

A linha do Douro presta um importante serviço às populações do interior do País, mas tem vindo a ser negligenciada por sucessivos Governos.

Desde 2003 que o PCP apresenta propostas na Assembleia da República para que se proceda à electrificação e colocação de via dupla na ferrovia entre as Estações de Caíde e Ermida. Propostas essas sempre rejeitadas pelo PS, PSD e CDS.

O benefício desta obra abrangeria para além dos concelhos de Baião e Marco de Canavezes, também Cinfães e Resende, e permitiria oferecer um serviço de melhor qualidade, aumentando o universo de utentes daquela linha e diminuindo os custos deexploração pela CP.

No entanto, o actual Governo PSD/CDS abandonou esta obra sem data prevista para a sua retoma, em virtude dos cortes orçamentais no investimento público, prometendo que “os erviços de transporte público de passageiros continua e continuará a ser assegurado como tem sido até aqui, não existindo qualquer prejuízo para os passageiros”.

O Governo mentiu descaradamente! Menos de 2 anos passaram após terem garantido que o serviço continuaria a ser assegurado como tem sido até aqui e agora é dada a informação que a CP pretende reduzir as ligações diárias entre Marco e Caíde, passando de 41 para apenas 26.

À argumentação que a linha do Douro dá demasiado prejuízo à CP respondemos com os prejuízos causados pela não concretização da electrificação da linha do Douro e com o prejuízo que representa o agravamento das assimetrias regionais causados pela falta de um serviço público essencial às populações abrangidas.

O que o actual Governo PSD/CDS pretende fazer agora na linha do Douro, a juntar ao que o anterior Governo do PS já fez na linha do Tâmega, mostra que para estes partidos os caminhos-de-ferro só são prioritários quando toca à privatização.

A Comissão Concelhia do Marco de Canaveses do Partido Comunista Português repudia a destruição do transporte ferroviário em curso, e demonstra a sua solidariedade para com os utentes em luta pela defesa da linha do Douro, luta essa que é também uma luta do PCP.

Marco de Canaveses, 20 de Abril de 2012

A Comissão Concelhia do Marco de Canaveses do PCP

domingo, 22 de abril de 2012

Tom Morello: The Nightwatchman - Union Town



a canção de luta / intervenção dos Estados Unidos

conto

O meu amigo Carlos Fagundes, professor aposentado da Escola do 2.º Ciclo de Paredes, autorizou-me a publicar aqui o seu conto A ENXOTADEIRA DOS TENTILHÕES, já publicado no seu blog picodavigia.blogs.iol.pt
É uma honra e, confesso, um truque. Explico: ando há anos a tentar convencê-lo a publicar em livro(s) os contos e ourtra produção que tem escrito. Talvez assim...

A ENXOTADEIRA DOS TENTILHÕES

O pequeno cerrado que o senhor Ambrósio possuía na Assomada, geralmente, não era “trilhado” pelo gado. Como era uma terra forte, soalheira e abrigada do vento, o trevo, ali semeado por entre o milho já espigado, havia de ficar para a semente. Mas o diabo era a passarada. Quando as espigas amadureciam e se tornavam loiras, acinzentadas, à espera que secassem e ficassem prontas para a apanha, bandos e bandos de pássaros, demandavam-no, fustigados pela fome, debicando aqui, escarafunchando acolá, dando cabo de tudo. Um estrago enorme, um prejuízo incalculável, uma catástrofe descomedida, um dano que era imperioso evitar.
De toda a passarada que, aos poucos, ia depenicando, destruindo e dando cabo das espiguitas que, firmes e hirtas, aguardavam a hora da apanha, a fim de serem guardadas em sacos de serapilheira e ficarem à espera da sementeira do próximo ano, os piores, os mais atrevidos, os que mais comiam e destruíam eram os tentilhões. Biquitos sempre abertos, escorraçados das terras negras e vazias de sementeiras ou acossados das matas pelas ventanias outonais, ali estavam eles, os marotos, acaçapados sobre as paredes, nervosos, a cantarolar para esquecerem a fome, à espera da primeira oportunidade para atacarem massivamente as pobres e indefesas espigas, levemente ondeadas pelo vento, mas bem secas, adocicadas e apetitosas. Os machos eram mais coloridos, com uma coroa azul-acinzentada no cocuruto, a face, peito e barriga de cor vermelha pálida e um manto escuro a cobrir-lhe o dorso e as asas e, distinguiam-se muito bem das fêmeas e dos juvenis, mais pequenitos e com a cabeça e o manto de tons castanho-oliva e o ventre claro. Depois de cheias as barriguitas era um chilrear contínuo, um desassossego alvoraçado, um esvoaçar de um lado para o outro, cruzando os ares em bailados sublimes, em cânticos maviosos, aconchegando-se nos seus afagos amorosos.
O senhor Ambrósio é que não ia nos ajustes. Sempre que por ali passava, enxotava-os, insultava-os, caluniava-os, chamava-lhes nomes e ameaçava-os de que havia de dar cabo deles todos, havia de pilá-los um a um, aqueles malditos, aqueles imbecis, aqueles destruidores da propriedade alheia. Missão impossível, a do senhor Ambrósio, porque, mal virava as costas, os marotos voltavam à safra, a depenicar por aqui e acolá, limpando as espigas de uma ponta a outra.
Nada mais podia a fazer, pensou o senhor Ambrósio, do que pôr-lhes lá uns espantalhos. Muniu-se de canas, de atilhos, de trapos velhos que abundavam lá em casa e toca a amarrar as canas em cruz e a revesti-las com calças, camisas, casacos e lenços de merino, tudo velho e em desuso, mas a simular perfeitas mas estáticas criaturas humanas.
Mas depressa se aperceberam os atrevidotes dos tentilhões de que aquilo era embuste. Quedos e mudos, aqueles figurões podiam ali estar o dia todo que nunca os haviam de incomodar, nem muito menos os impedir de encherem o papo e de se regalarem com tão farta comezaina. O senhor Ambrósio, no dia seguinte voltava à terra e a desgraça ainda parecia maior e a perda mais avassaladora.
Não se dando conta de que havia outro meio de salvar as suas sementes de trevo, o senhor Ambrósio decidiu-se por mandar para a sua terra, a filha, a Josefina, moça esbelta e bonita, mas muito meiga e mais afeita às lides domésticas do que aos trabalhos do campo. De início manifestou decidida recusa, mas perante a insistência autoritária do pai, teve que anuir.
E lá ia, todas as manhãs, Assomada acima, tristonha mas airosa, contrariada mas elegante, revoltada mas graciosa, de varinha na mão, cestinha no braço, disfarçada de “enxotadeira”, na demanda dos tentilhões da terra da Assomada.
Num dos primeiros dias, porém, deparou-se, logo à entrada do terreno, com um tentilhãozito muito pequenino, atirado para o chão, de papo para o ar, a tremer de frio, quase inerte. De certo, que se o não ajudasse, o “piauzinho” havia de morrer. Pachorrenta e cuidadosa, meiga e ternurenta, fez-lhe ali mesmo, na aba duma pedra, um pequenino linheiro, com algumas folhas retiradas do restolho. Aqueceu o infeliz passarito nas suas mãos, bafejou-o com o seu hálito e mimou-o com um carinho excessivo e um afecto desmesurado e, colocando-o no ninho, ia apanhando pequeninos bagos de trevo que lhe enfiava pelo biquito aberto, esfomeado e impertinente. Já farto, o petiz arrebitou e adormeceu. Josefina retirou-se, velando-o de longe. Não tardou muito. Um casal de tentilhões veio, timidamente, poisar nos arredores e, saltando de pedra em pedra, de espiga em espiga, foi-se aproximando do pequeno linheiro, onde o tentilhãozinho dormia sossegado e tranquilo, ao mesmo tempo que um bando de tentilhões, sobrevoava em revoada, entre cânticos e danças, a paraninfa de um dos seus semelhantes. Até parecia que estavam a agradecer-lhe!
O pior foi que, no dia seguinte e para espanto seu, o senhor Ambrósio concluiu que afinal, mais nada havia a fazer, pois os malditos dos tentilhões ainda maior prejuízo lhe haviam dado no trevo que ele com tanto esmero cultivara e cujas espigas pretendia guardar para semear, no ano seguinte

INTERVENÇÃO


Intervenção na X Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP

IVO RAFAEL SILVA (Comissão Concelhia de Paredes do PCP)

A Organização Concelhia de Paredes, saúda a realização da X Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP. Na senda das lutas do nosso partido, o trabalho local desempenha e continuará a desempenhar um papel importante na mobilização e sensibilização das populações, para a necessária resposta aos seus problemas concretos. Em Paredes, a estrutura local tem assumido nas mais diversas áreas a responsabilidade da luta persistente contra as políticas dominantes no país e no nosso concelho.
A actividade institucional merece uma atenção redobrada, dado o facto de termos uma representação reduzida mas afirmativa tanto na Assembleia Municipal como em três freguesias do concelho. Como é sabido, a Junta de Freguesia de Parada de Todeia, tradução da persistência da luta e do reconhecimento das populações, é liderada pela CDU desde 2001. Na assembleia municipal de Paredes, os dois eleitos da CDU distinguem-se por uma intervenção activa e permanente, e da qual destacamos: defesa de equipamentos e infraestruturas públicas, defesa do ambiente, defesa de uma educação de qualidade, defesa do direito à segurança pública, defesa de uma cultura democrática e universal, defesa dos valores de Abril e defesa de um exercício autárquico responsável de boa gestão dos dinheiros públicos.
Salientamos a luta pela manutenção dos serviços de Correios, nomeadamente em Cete e Baltar; a luta pelas escolas de proximidade e de qualidade e oposição aos mega-agrupamentos; a luta pela despoluição dos rios Ferreira e Sousa; a luta pela melhoria de funcionamento das Unidades de Saúde em Gandra, Rebordosa e Lordelo; a luta pela manutenção do rico e específico património cooperativo local, dada a existência de várias cooperativas de água ao domicílio; a luta por uma água pública e oposição à tentativa da sua transformação em negócio e objecto de lucro; a luta contra os abusos e ilegalidades cometidas sobre os trabalhadores; a luta pela existência de um museu e de uma biblioteca municipal; e ainda a luta pela conservação de um importante património plurissecular, aliás considerado ex-libris do concelho, como é o caso do mosteiro de S. Pedro de Cete.
Às intervenções nos órgãos locais, soma-se o trabalho dos deputados eleitos pela CDU quer na Assembleia da República, quer no Parlamento Europeu, estendendo várias lutas do concelho até outros lugares de decisão.
Às intervenções nas autarquias e noutros órgãos de decisão, assegurámos uma presença regular junto das populações e dos seus problemas concretos.
No específico âmbito dos problemas laborais, caminhamos ainda na criação e fortalecimento de um sector profissional do mobiliário, com o objectivo de dar resposta a problemas graves de ataque aos direitos de quem trabalha. Nomeadamente cortes nos salários, extensão ilegal e não remunerada da jornada de trabalho, encerramentos ilegais de empresas e retiradas clandestinas de máquinas e equipamentos.
No âmbito da cooperação regional, a Organização Concelhia de Paredes do PCP esteve presente nas jornadas de luta contra as portagens nas antigas SCUT, destacando-se de todas as outras forças políticas na contestação junto dos órgãos autárquicos municipais. Quanto à malograda reforma administrativa que ameaça extinguir freguesias contra a vontade das populações, assumimos desde a primeira hora a oposição corajosa, tenaz e mobilizadora, combatendo as decisões de régua e esquadro que espezinham a identidade de locais e populações. Dissemos de forma frontal e audível: “Não e Não, à extinção das freguesias!”
Quanto a outras iniciativas ou actividades realizadas no concelho, para além das tradicionais comemorações do aniversário do partido e comemoração do 25 de Abril, acrescentamos o magusto/convívio anual na freguesia de Lordelo, onde após uma longa ausência de representatividade e em circunstâncias difíceis, conquistámos, nas últimas autárquicas, um mandato na Assembleia local.
Todo o nosso trabalho, a divulgação das intervenções dos eleitos nos vários órgãos, as nossas acções de luta e ideias, têm sido levadas às populações com dinamismo e regularidade. À publicação do boletim A Farpa, com edição em papel e na internet, somamos a presença própria, criativa e diária na blogosfera e nas redes sociais.
Para o futuro e para as batalhas que se avizinham, reafirmamos a nossa vontade de prosseguir a luta, de avançar no caminho de reforço da organização do nosso partido, assumindo o compromisso, hoje e sempre, de estarmos como colectivo de reflexão e acção combativa, onde e quando o povo de Paredes necessitar.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Intouchables - Trailer



Intouchabes (Amigos Improváveis)

França 2012

Ficha Técnica:Argumento e Realização: Eric Toledano, Olivier Nakach

Actores: Anne Le Ny, Audrey Fleurot, François Cluzet, Omar Sy

Sinopse
Após um acidente de parapente, Philippe, um rico aristocrata, contrata Driss, um jovem dos subúrbios, praticamente acabado de sair da prisão, para o assistir no dia a dia, e que parece a pessoa menos adequada para a função. Juntos, vão fazer renascer Vivaldi, recuperar "Earth Wind and Fire", o verbo e o portão, os fatos clássicos e os fatos de treino. Dois universos irão cruzar-se e integrar-se para dar nascimento a uma amizade tão louca, divertida e forte quanto inesperada, uma relação única que vai produzir faíscas e torná-los verdadeiros amigos improváveis.Uma comédia muito bem realizada, do melhor do cinema francês da actualidade

David Bowie - Heroes

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Convocatória da Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Paredes

Dia 21 de abril de 2012
Período da Ordem do Dia

1- Relatório de actividades municipais e situação financeira do municipio
2- Documentos de prestação de contas do municipio de Paredes - ano 2011
3- Proposta de autorização genérica para dispensa de autorização prévia da Assembleia Municipal
4 - Declaração de compromissos plurianuuais e dos pagamentos e recebimentos em atraso, existentes a 31 de dezembro de 2011
5- Sinalização vertical de um painel indicador de 30 m no inicio da Rua de S. Miguel - freguesia de Baltar
6- Terceira alteração ao plano de urbanização de Rebordosa e parcial de Lordelo, Vilela e Astromil

reflexão com um murro no estômago



José Barata Moura - Vamos Brincar á Caridadezinha (1973)

algumas das vozes que aparecem a patrocinar o projecto Movimento Zero Desperdício já cantaram por um mundo novo. Agora cantam, sob o patrocínio de Cavaco, pelas sobras destinadas a quem passa fome apesar de trabalhar.

transcrevo como outros a observação de António Filipe, deputado do PCP, que também subscrevo na íntegra:
"Confesso que quando vi tantos artistas que muito estimo, a participar numa campanha para distribuir sobras de comida pelos carenciados, senti um murro no estômago. Continuaremos a encontrar-nos em muitas causas, sem ressentimentos, mas nesta, não. Estarei em todas as lutas pela dignidade da pessoa humana, mas nunca lutarei pelo direito ás sobras "

o projecto da caridadezinha, qualquer que seja a consciência dos seus protagonistas, é um hino á pobreza. Do nacional conconetismo passamos ao nacional bem-intencionismo.

os "melhores"

São informações, contra- informações, cochichos, comentários, diz-se-que-disse. As nomeações para cargos locais e regionais na saúde mexem com estrondo no dia-a-dia de muitos. Quem é? Quando será? Será verdade que...?

Há demissionários, quase-demitidos, dispensados ou a meio caminho de o serem. Há candidatos, candidatáveis, ilustres, pouco ilustres ou anónimos. Importa saber quem. Pouco interessa saber de experiência, competência. Do PSD? claro! É a filha de G...? É prima de C...? Está desempregado/a?

Quantos cargos? Director Executivo de 3 ACES e Presidente do Conselho de Administração do Hospital, mais directores clinicos, mais assessores, mais...

O Marco António já se pronunciou? A ARS Norte aceita? Esperemos. Que bom vivemos na democracia, na república dos "melhores"...

Registo da história

Em 15-7-1994 publiquei no extinto Jornal Novas a crónica n.º 9 do Artes e Manhas. Era o tempo das "vacas gordas", do bloco central da "prosperidade" e da "iniciativa individual". Era um alerta.

ARTES E MANHAS N.º 9

O grande escritor moçambicano Mia Couto afirmava no seu livro de contos “Vozes Anoitecidas” (Editorial Caminho, 1986) que o que mais doía na miséria era a ignorância das suas vítimas na sua própria situação. Queria ele dizer que a objectividade na percepção do seu viver é para o ser humano uma quase ilusão. O peixe cego do fundo dos oceanos é um ser adaptado ao seu ambiente de completa escuridão, ausente a possibilidade de uma esperança luminosa.
De forma semelhante as sociedades do bem estar e da opulência criam cenários de aparente normalidade, sem contradições nem imponderáveis, uma imagem de oásis de equilíbrio num deserto caótico. Aqui aparentemente somos mais capazes e livres, mas de facto cada vez mais submetidos, condicionados e dependentes. Aparentemente somos donos do nosso destino, agentes de opções e escolhas, na prática abstencionistas, ignorantes, indecisos e manipulados, vítimas do (des)emprego, da doença, do trânsito, da necessidade da promoção social, do marketing e do consumismo. Somos inapelavelmente frágeis e solitários na multidão.
Nas sociedades subdesenvolvidas, o desafio é o da capacidade de assegurar uma subsistência digna e a auto-suficiência alimentar, um equilíbrio dinâmico entre uma natureza por vezes hostil e a necessidade de produzir e inovar. Interessa crescer, aumentar a qualidade de vida, combater o pessimismo e a impotência, (re)organizar a sociedade. Importante é abrir umas frinchas por onde penetrem os raios do progresso.
A nossa sociedade pelo contrário extasia-se com a contínua necessidade de afirmação pessoal e de grupo, elevando a produção e a riqueza ostensiva ao nível de metas ilimitadas. Julgo que uma boa terapêutica seria um esforço de racionalizar a produção, reciclar o desperdício, readaptar os recursos, respeitar a pessoa humana como único e fundamental destinatário do desenvolvimento.
Reescrever o futuro da humanidade passa por homogeneizar estas duas realidades diferentes. Não há solidariedade que não inclua o combate á desigualdade e ao desequilíbrio. Trata-se de uma tarefa gigantesca, desafio á consciência e ás inteligência humana. Ou será que nos reduzimos á realidade das minhocas?

Cristiano Ribeiro

iniciativa /convite



Milhares de estudantes abandonam o ensino superior por falta de meios ec...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

a propósito de um lamentável hino á pobreza e á resignação que anda por aí

Dª ABASTANÇA
Manuel da Fonseca

“A caridade é amor”
Proclama Dona Abastança,
Esposa de um comendador,
Senhor da alta finança

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns
A outros, nada
“Dar a todos não se pode!”

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado

Já se deixa ver
que não pode ser
Quem dá o que tem
Um dia há-de vir bem

O bem da bolsa lhes sai
Sai caro fazer o bem
Ela dá, ele subtrai
Fazem como lhes convém

Ela aos pobres dá uns cobres
Ele (…) lá vai
Com o que tira a quem roubou
Fazendo mais e mais pobres

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado

Ao engano sempre novo
De tão estranha caridade
Pôr o dinheiro do povo
Contra o povo da cidade

humor



terça-feira, 17 de abril de 2012

Mélenchon, os votos alternativos de esquerda

No Prado, em Marselha.

Um recente debate televisivo entre eurodeputados portugueses mostrou a azia que percorre a direita clássica, e os apelidados "socialistas", como a eurodeputada Ana Gomes, que chamou execrável a Mélenchon. A luta de classes agudiza-se aceleradamente.

Nacionalização da petrolífera YPF na Argentina



Treme a burguesia espanhola. Já não bastavam as peripécias adstritas á Corte de Madrid, a que se juntam as desastrosas perfomances da economia, eis que Cristina Kirshner, Presidente da Argentina, acaba de anunciar a expropriação de 51 por cento da YPF, empresa petrolífera que está nas mãos da Repsol espanhola.
A chefe de Estado argentino justificou a expropriação pela falta de investimentos da filial e assegurou que, durante 2010, a Argentina se viu obrigada a importar combustíveis por quase 10 mil milhões de dólares. O Estado argentino pretende reassumir o controlo da petrolífera, cujo capital foi vendido a investidores privados em 1999, aquando da onda de privatizações lançada pelo então presidente, Carlos Menem. Durante as últimas semanas, vários governantes espanhóis lançaram várias ameaças e alertaram para as "consequências" de tal decisão. Uma notícia a acompanhar. Mas o que fez o neoliberal Menem, não é o que está a fazer o neoliberal Passos Coelho? Se o FMI levou a Argentina á bancarrota, não vai levar Portugal ao mesmo ponto de penúria?
Ao tomar a decisão, Cristina não deixou de recordar também que a Argentina era o único país da América do Sul que não controlava os seus recursos naturais. Uma gestão de equilíbrio dirão alguns, já que noutras partes se privatizam sectores importantes da economia dos respectivos países. Gestão de equilíbrios uma ova, roubo puro com a conivência dos traidores.
E para termos uma ideia da dimensão do roubo na Argentina bastará dizer que a Repsol obteve entre 1999 e 2011 um retorno de 16.492 milhões da YPF e cobrou em dividendos 13.246 milhões.

Adenda: Um representante do governo argentino entrou na sede da YPF e leu uma lista com nomes de funcionários a expulsar do edifício. Segundo o diário El País, vários foram forçados a arrumar os seus pertences e a sair para a rua.
Segunda Adenda: Um compungido Durão Barroso mostrou as dores da antiga colónia e dos seus serventuários, como se fosse um alto funcionário da Repsol. A União Europeia não passa de um projecto de integração económica de lógica capitalista, alguém tem dúvidas?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

The Smashing Pumpkins - Disarm



Álbum Siamese Dream

o rei na loja de porcelana



Viva o rei

Enquanto o povo que rege se vê a braços com pesada crise, enquanto o seu amigo Rajoy faz a vida num inferno ao comum dos mortais, cortando na saúde, na educação e nas prestações sociais, com uma taxa de desemprego que é única na União Europeia, na eminência de se tornar em mais uma vítima nos braços do FMI e seus pares, sua alteza real o rei Juan Carlos de Espanha manda a crise às ortigas, o povo que se amanhe, ninguém o mandou viver acima das suas possibilidades, embarca para o Botswana para uma caçada de elefantes com outras personalidades que igualmente como ele nunca souberam o significado da palavra crise.
Cá se fazem cá se pagam, dirão alguns, o certo é que durante essa caçada Juan Carlos fracturou a anca e está agora internado num hospital em Madrid, isento de taxas moderadoras, tendo-lhe sido colocada uma prótese no local da fractura, pura maldade a dos médicos, já que o local onde Juan Carlos mais precisa de uma prótese é na cabeça.
Diz agora Rajoy que o rei apenas lhe disse que ia ali e vinha já, que as caçadas ao elefante não são assim tão caras já que só custam 30 mil euros por pessoa e que o rei tem que se entreter com alguma coisa, que o facto de ser o povo a pagar as actividades de lazer do monarca é apenas o preço adequado à sua condição de súbditos.
É nestas alturas que o meu coração aflito se aperta, mais um bocadinho e bem podias ter encomendado a alma ao diabo, não fazias cá falta nenhuma…
Vejam como as coisas são, por cá também o rei Dom Carlos tinha prazeres semelhantes e é precisamente no regresso de uma caçada em Vila Viçosa que Manuel Buíça lhe põe termo aos desmandos à custa do erário público. Ainda dizem que somos brandos mas os nossos vizinhos não nos ficam atrás...


(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)

Desindustrialização e memória

Desindustrialização? Palavra difícil. Palavra concreta. Palavra perigosa. Até muito recentemente, só pronunciada por certas margens do espectro partidário, nomeadamente pelos comunistas. Em textos, intervenções, programas.
Desindustrialização, desinvestimento na indústria, fecho ou redução de actividade de sectores industriais. A indústria naval, a metalomecânica ligeira e pesada, a indústria de material circulante ferroviário, rodoviário e agrícola.
Desindustrialização. Agora na boca da Universidade Católica, da Associação Comercial do Porto e do JN, na 2.ª Reunião do seu Think Tank . Pela boca de Pires Lima (Presidente da Unicer), de Jorge Marrão (Director da Deloitte), de Luís Portela (da Bial), de outros.
Desindustrialização. A indústria nacional perdeu metade do peso no PIB nos últimos 20 anos. O peso das exportações no PIB em países da nossa dimensão é muito superior e evoluiu para o dobro em 25 anos, ao contrário de nós que ficamos na mesma. Apostamos em infraestruturas, construção e imobiliário (66% do investimento publico e privado nos últimos 15 anos) e no turismo. Apostamos em serviços. A agricultura mereceu em 15 anos apenas 1% do investimento nacional, público e privado. A indústria, 22 a 25%. Somos o 3.º país do mundo que menos cresceu neste século. As grandes empresas em Portugal são de sectores regulados, pouco sujeitos á concorrência internacional e que pouco investem em I&D.
Desindustrialização. Agora que o vendaval sopra, trancas á porta. Durante muito tempo, a agricultura era para acabar, e faltavam as condições para o desenvolvimento industrial. Dito pelos mesmos. O que era importante era o sector terciário, os serviços, nomeadamente os financeiros.
Desindustrialização. Alguém diz: a ideia de voltarmos á indústria é relativamente perigosa. A nossa desindustrialização foi incentivada pelos países do Norte da Europa. Ah! Foi o “comunista” representante da Deloitte. Faltou acrescentar: com a cumplicidade criminosa de políticos locais: Soares, Sampaio, Cavaco, Santana, Guterres, Durão, Sócrates, Coelho. E outros. E outras entidades.

CR

domingo, 15 de abril de 2012

PACTO ORÇAMENTAL E ÁLIBI DO PS

DIKTAT!

Ainda estou para perceber a posição do PS quanto ao novo tratado internacional que Portugal vai assinar, o chamado Pacto Orçamental. O dito Pacto é um condensado de tudo o que está errado na actual política europeia, seja pela iniciativa, seja pela intenção, seja pelo método e pelo diktat, - tudo inaceitável. Mesmo assim vai ser assinado de cruz pelo governo e, pelos vistos, pelo PS. O caso da assinatura do CDS, é de outra natureza, é da falta de vergonha e memória. Mas, no governo, o CDS costuma ser assim. Lucas Pires e Freitas do Amaral devem sentir-se bem vingados.

O PS como partido mais europeísta do que nacional (como cada vez mais é o PSD) foi pioneiro em assinar de cruz tudo o que era imposto a Portugal, culminando nesse grande sucesso de papel que foi o Tratado de Lisboa. O PS e o PSD (e também o CDS…) contribuíram muito para a deslegitimação da UE quando violaram a promessa de levar o último tratado a referendo, impedindo a última oportunidade, mesmo que ténue e desigual, de fazer uma discussão sobre a deriva anti-europeia em nome do upgrade da Europa. Antes e depois de Lisboa, embarcaram em todos os erros de política europeia que prejudicaram e muito a posição portuguesa: enfraquecimento da Comissão, fortalecimento do Conselho e do Parlamento, fim do direito de veto, perda de poder dos parlamentos nacionais, caminho para o directório. Mas, agora, o novo Pacto ainda vai mais longe na desgraça: institucionaliza a divisão na UE, dá aos directórios os instrumentos para expulsar os países “mal comportados” (Grécia e Portugal são os principais alvos), e impõe institucionalmente as políticas alemãs como políticas europeias. No último caso, vai obrigar Portugal a um longo período de recessão e estagnação, e à menorização de estar sempre “intervencionado”.

O PS tem directa e completa responsabilidade em tudo isto, mas agora vai conhecer a suprema humilhação de ir institucionalizar na lei, o oposto de tudo o que pensa sobre a economia, a sociedade e o desenvolvimento. Se voltar a governar um dia futuro, terá que fazer a mesma política que o PSD faz hoje, ou então violar o Tratado. Pobre PS!

(José Pacheco Pereira, em abrupto.blogspot.pt)

a "prudutibidade" na Administração Pública espanhola

António Beteta



O secretário de Estado das Administrações Públicas espanholas, António Beteta, diz que os funcionários públicos têm de “esquecer o café e a leitura de jornais”, incitando-os a ser mais produtivos, com responsabilidade e humildade. Beteta estima em 2.500 mil milhões de euros a poupança com o aumento em duas horas e meia da jornada semanal de trabalho nas regiões autónomas e nos municípios (em JN, 13 de Abril de 2012)

Ficamos assim a saber que o café e a leitura de jornais são prejudiciais á economia espanhola, segundo a douta opinião de um governante espanhol. E para compensar tão ousados luxos por parte do funcionalismo público, mais duas horas e meia de trabalho semanal á borla ajudariam á poupança…e a esquecer a exploração.

Houvera Marx previsto tal e certamente não teria avançado pelas "perigosas" doutrinas económicas da acumulação capitalista e da produção e apropriação de mais valias. Ficaria pelo desconchavo da cafeína (que não deixa esquecer) e pela dispersão das páginas dos jornais (que igualmente não permite esquecer), razões de uma preguiça individual e colectiva solucionável pela extensão do horário de trabalho.

Ó Beteta, és um crânio! Mereces o prémio Nobel da …prudutibidade! Olé!!!!!!

CR



Nota posterior: O governante espanhol já escreveu aos sindicatos da Administração Pública pedindo desculpa e justificando-se com a "contextualização" da frase proferida. Pois, ...o problema está no contexto. Uma feroz ofensiva contra os funcionários públicos, as autonomias e o poder municipal, para tapar as origens e os autores da crise.

sábado, 14 de abril de 2012

Djavan - Sina




Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz

Tocarei seu nome prá poder falar de amor
Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz

A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon

O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar
O sonho até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom

só sondagem...

O Barómetro mensal da Aximagem dá:

PSD - 35% (A DESCER)
PS - 27,4% (A DESCER)
CDU - 10,1% ( A SUBIR)
CDS - 8,7% (A SUBIR)
BE - 4% (A SUBIR)

São sondagens, encorajadoras sondagens...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

muros







X Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP

O PCP anunciou, em conferência de imprensa realizada anteontem, os objectivos da X Assembleia da Organização Regional do Porto, marcada para o próximo dia 21 de Abril. Jaime Toga, membro da Comissão Política e responsável pela organização regional do Porto do Partido, enunciou os nove vectores essenciais ao desenvolvimento da região que irão ser propostos à assembleia de dia 21: 1) Produção, criação de emprego com direitos, valorização salarial; 2) apoio social e combate às desigualdades; 3) segurança e justiça; 4) investimento público e coesão territorial; 5) transportes e acessibilidades; 6) saúde; 7) educação e ensino; 8) cultura, desporto e recreio; 9) ambiente e desenvolvimento sustentado.
No que respeita ao primeiro vector, os comunistas reafirmam a necessidade de se adoptar um Programa Distrital de Promoção de Emprego com Direitos e Combate à Precariedade, que tenha presente as «especificidades da situação económica e social existente e as potencialidades da região», respondendo prioritariamente ao grave problema do desemprego juvenil. Sobre o segundo, Jaime Toga referiu-se especificamente à defesa de uma «rede social pública eficiente e com os meios necessários para garantir uma resposta aos crescentes problemas e flagelos da região», como o desemprego, a precariedade ou a pobreza e exclusão social.
Se no terceiro vector os comunistas insistem no reforço do policiamento de proximidade, no quarto a prioridade vai para a concretização dos «diversos investimentos há muito anunciados para a região, valorizando principalmente os concelhos do interior». Na quinta área, o PCP insistirá num serviço de transportes públicos de passageiros «ao serviço das populações, impedindo o processo de privatizações e de fusões previsto para as empresas que operam na região». Relativamente à saúde, o sexto vector, os comunistas deverão reafirmar a necessidade de contrariar os processos de encerramento em curso e o favorecimento de privados, «dando prioridade aos cuidados primários de Saúde, à prevenção e à profilaxia».
Combater a «crescente elitização da educação e os encerramentos anunciados» e apoiar o ensino artístico e as iniciativas dos produtores e criadores culturais, bem como a actividade associativa são algumas das propostas relativas aos sétimo e oitavo vectores. A defesa do ambiente e da qualidade do ar e o tratamento dos resíduos, a par de uma «particular atenção» a ser concedida às áreas protegidos e às zonas de RAN e REN, compõem o nono vector.
Na conferência de imprensa, Jaime Toga reconheceu que «nenhum dos problemas da região se resolve sem a inversão de políticas no País», considerando porém que a proposta do PCP face a esses problemas, «deve estar sempre presente».
A X Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP, que se realiza no Fórum da Maia, será ainda um «espaço de discussão, análise e proposta», realçou o membro da Comissão Política, que valorizou o «envolvimento das organizações e dos militantes». A sua preparação, acrescentou, começou no início de Março com a publicação do projecto de resolução política, estando previstas, ao todo, 98 reuniões e plenários.
Apesar da intensa preparação da Assembleia (como do XIX Congresso), Jaime Toga salientou que o PCP «não fechou para reunir», pois organiza-se e estrutura-se «sem perder de perspectiva os problemas das populações e dos trabalhadores e a luta por uma vida melhor». A actividade e intervenção partidárias no distrito provam mesmo que o Partido «aprofundou a sua ligação aos trabalhadores e às populações, está mais organizado e mais forte».

A Organização Concelhia de Paredes do PCP reunida hoje, 13 de Abril, no salão de festas da Junta de Freguesia de Parada de Todeia, aprovou o documento Projecto de Resolução Politica e elegeu os seus 17 representantes na Asembleia.

RESPOSTA ACERTADA!

Joanna Newsom - The Book of Right-ON

quinta-feira, 12 de abril de 2012

humor



Caso Portucale
SOBREIROS DEPOSITAM UM MILHÃO DE EUROS NA CONTA DO CDS E DEPOIS COMETEM SUICÍDIO COLECTIVO.

(em aesenciadapolvora.blogspot.pt)

Um Poder com Medo

O Governo do Estado Espanhol pretende avançar com uma revisão do Código Penal para criminalizar o ato de convocar protestos que "perturbem seriamente o espaço público" (sic). Segundo o pacote de medidas ontem anunciado pelo ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, a organização de manifestações ditas “violentas”, através da Internet ou por qualquer outro media, passará a ser enquadrado no crime de associação criminosa, punido com uma pena mínima de dois anos de prisão.

"Parece-nos fundamental, para fazer face a estes movimentos que atuam de forma organizada e com recurso a técnicas de guerrilha urbana, incluir no quadro legal do crime de organização criminosa as ações que pretendam perturbar gravemente a ordem pública e aquelas que, com esse intuito, sejam convocadas por qualquer meio de comunicação", justificou o ministro espanhol.

O anúncio surge após o aumento do número de casos de incidentes em protestos que tiveram lugar em diversas cidades espanholas. Os mais recentes ocorreram durante a magnifica greve geral de 29 de março, com casos de confrontos entre alguns manifestantes e a polícia, ataques a centros empresariais e instalações bancárias e a vandalização da Bolsa de Valores de Barcelona.

Estamos assim perante o óbvio. São claros os objectivos do Governo do Estado Espanhol. Não se trata de punir ou actuar sobre quem age fora dos limites da vivência democrática e do direito, mas sim de criminalizar e tentar demover quem convoca manifestações com conteúdo. A oligarquia económica e financeira que actua fora da lei e do direito nunca se enquadrará no tal crime de associação criminosa, ainda que, mais do que perturbar seriamente o espaço público, interfiram dolosamente no vida privada de muitas famílias.

Por isso temos a avaliação policial / política a posteriori, que transforme, quando interesse, a contestação cívica em terrorismo inaceitável. Para isso temos os agentes infiltrados, as provocações de encomenda, o jornalismo “cego” ao lado ou atrás do aparelho policial, e a contestação social reduzida a um confronto desigual entre polícia e manifestantes.

ATITUDES E SOCIEDADE

O Ministério da Educação arquivou a queixa feita pelo pai de uma aluna contra uma educadora e contra a Escola Básica 2,3 António Bento Franco, da Ericeira por suposta violação do direito de liberdade de escolha por aí ser cantada uma versão da canção infantil «Atirei o pau ao gato», com o final alterado para «batata frita, viva o Benfica».

Após “investigação” (!), o Director da DRE de Lisboa concluiu que “não foram apurados factos (!) susceptíveis de indícios de infracção disciplinar” (dos jornais).

A queixa do encarregado de educação contém argumentação e factualidades que deveriam ter sido consideradas pelos intervenientes no processo educativo da escola da Ericeira (a educadora, os superiores hierárquicos, a tutela, os restantes pais), com o objectivo da sua correcção. Mas como sempre optou-se pela solução mais fácil, pela solução imbecil. A cantiga infantil deixou de ser cantada na sua totalidade e não foi reposta na sua versão devida. O encarregado de educação foi acusado de ser “fanático” e “conflitual” por não se contentar com o espírito prevalecente na escola, que se estende aliás a outras escolas de Mafra e Oeiras, e foi mesmo pressionado a retirar a filha da escola pública. Foi feita a contagem das opções clubistas, como se fosse o primado da maioria a legitimar ou não direitos e comportamentos da área da liberdade, de opção e de tolerância na escola pública no Portugal Democrático.

A impunidade e a apropriação indevida do espaço público ganharam mais alguns pontos. Há quem ache que “educar” é transmitir o “valor supremo” de se “ser” do Benfica, do Porto ou do Sporting. Independentemente dos conteúdos concretos analisados aqui, relembra-se que a escola pública tem regras que a colocam fora de critérios de exclusividade ou preferência em opções filosóficas, religiosas e estéticas.

Recentemente tive conhecimento de um problema grave no decurso de uma visita de estudo de um grupo de estudantes de uma escola da região. Também aqui houve um excesso de “liberalismo” na abordagem do expressar em público de opções clubísticas. A escola fica mal quando não sabe ou não quer impor a disciplina do convívio e da sã tolerância e se comporta como uma extensão diária de uma bancada fervorosa de claques incontroláveis.

O comentador desportivo João Govern foi dispensado pela direcção de informação da RTP, depois de ter sido filmado a festejar um golo na última edição do Programa Zona Mista, da RTP Informação (dos jornais).

CR

imprescindivel ler ... e degustar o grafismo



esta semana



a semana passada

quarta-feira, 11 de abril de 2012

HK & LES SALTIMBANKS - On Lâche Rien

A revolução não será televisionada - O golpe na Venezuela



Documentário de Kim Bartley e Donnacha O'Briainsobre sobre o golpe ocorrido na Venezuela em abril de 2002. O golpe foi consumado, pois não houve resistência de Chaves que foi preso. Mas as manifestações e o apoio de militares fiéis ao país enfraqueceram os golpistas, e Chaves retornou ao governo. Participação clara dos média privada, empresários e militares oposicionistas no golpe, além de declarações do governo americano de apoio ao golpe na Venezuela.

na luta pelas suas freguesias


S.Pedro da Cova


Toutosa



Parada de Todeia




HÁ REFORMAS E REFORMAS....



É verdade, meus amigos. Apesar das duas grandes paragens cerebrais colectivas das últimas horas, com epicentro em Braga e no Estádio José Alvalade, o facto é que o acto terrorista, o verdadeiro atentado levado a cabo à sorrelfa por este governo de canalhas que, pelos vistos, acumulam a canalhice com falta de coragem, mantém os seus efeitos, independentemente dos resultados da bola e das alegrias de uns e tristezas de outros. A saber... os trabalhadores que queiram adiantar a sua reforma, em dois ou três anos, ainda que já tenham trabalhado desde crianças, ainda que se sujeitem a um corte nas suas reformas... estão proibidos de o fazer. Depois de uma vida de trabalho, os últimos anos serão de trabalho forçado!
Enquanto o calhordas do primeiro-ministro tenta nivelar-nos à altura de pouco mais que débeis mentais, fazendo a fantástica “revelação” de que cometeu este acto terrorista às escondidas, para que não houvesse uma corrida às reformas antecipadas... coisa que ninguém ainda tinha percebido, há uma pergunta que, de vez em quando, insiste em voltar a esvoaçar aqui sobre a secretária:
Que diabo sentirá a nossa presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, reformada desde os 42 anos de idade, com uma reforma bem choruda, vendo pessoas com mais de sessenta anos, algumas já tendo trabalhado (e pago impostos e descontado para a reforma) mais anos do que ela tinha de vida quando se reformou... e, mesmo a troco de ordenados miseráveis, serem brutalmente forçadas a continuar... continuar...
Seria pedir muito que a senhora sentisse vontade de se enfiar num buraco, tal a vergonha?

(Em samuel-cantigueiro.blogspot.pt)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ACTIVIDADE PARLAMENTAR

António Filipe, deputado do PCP eleito pelo círculo do distrito, quer esclarecimentos por parte do Ministério da Saúde sobre a falta de médicos especialistas de Medicina Interna no Hospital de Santarém.
De acordo com o documento que entregou na Assembleia da República, há neste momento apenas 11 clínicos neste serviço, quando, “de acordo com o proposto pelo normativo da Autoridade Central do Sistema de Saúde de 2011, deveria dispor de 46 internistas”, uma vez que esta unidade hospitalar tem 400 camas para uma população de 191 mil habitantes.
A pergunta do deputado ao Ministério da Saúde tem por base uma carta aberta que os 11
profissionais afectos à medicina interna dirigiram ao Conselho de Administração do hospital,onde alertam “para as difíceis condições de trabalho a que estão a ser submetidos, com graves consequências para o serviço prestado”.
Os médicos que subscrevem a missiva afirmam que “têm vindo a assistir a uma redução
continuada no número de especialistas, com um progressivo incremento das solicitações
diárias assistenciais, sendo os recursos humanos actualmente existentes manifestamente insuficientes face às necessidades”.
Na realidade, existem no quadro do hospital 17 assistentes de medicina interna, mas um é um assistente graduado sénior aposentado e está na direcção do departamento médico, três têm funções directivas na urgência e medicina 3 e 4, e dois prestam trabalho exclusivamente na UCI e no serviço de urgência, pelo que restam os referidos 11 internistas. “Acresce que cinco têm mais de 50 anos, dois têm mais de 55 anos e só quatro têm menos de 50 anos”, lê-se ainda no documento, que alerta para o facto da taxa de ocupação durante 2011 ter sido muito superior aos 100% da capacidade instalada nos serviços de medicina.
Além disso, os profissionais “foram confrontados com o recente aumento da lotação dos
serviços”, tendo o serviço de medicina 3 passado de 31 para 47 camas e a medicina 4 de 62 para 84 camas.
Além de alertar para esta situação, na pergunta dirigida ao Ministério da Saúde na terça-feira,3 de Abril, António Filipe questiona “que medidas vão ser tomadas para garantir o reforço indispensável do número de médicos especialistas” no Hospital Distrital de Santarém.

Adriano Correia de Oliveira - Canção tão simples




SE FOSSE VIVO, FARIA HOJE 70 ANOS. SAUDADE.

Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?

Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?

Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?

Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?

REBELIÃO FISCAL: O EXEMPLO IRLANDÊS

A rebelião fiscal já começou, na Irlanda. Depois de quatro anos de crise contínua, o governo de Dublin enfrenta o boicote fiscal dos cidadãos. Metade dos contribuintes, aos quais era exigido uma taxa extraordinária de 100 euros por habitação, não efectuou o pagamento até à data limite de 31 de Março. O movimento de boicote á taxa extraordinária foi liderado por nove deputados da "Aliança Esquerda Unida" e alguns independentes.

O objectivo da taxa extraordinária é assegurar 160 milhões de euros para financiar serviços prestados pelas câmaras municipais.

A margem de manobra governamental está comprometida pela queda em recessão nos dois últimos trimestres do ano passado (quebras de 1,1% e 2%, respectivamente) e taxa de desemprego de 14,7%, que põem em causa o objectivo de reduzir o deficite orçamental para 8,6% do PIB em 2012. O crescimento económico, segundo a maioria dos analistas, será no máximo de 0,5%.

Coisas que precisa de saber antes de comprar português

noticias da guerra social

Emigrantes portugueses que vivem em paraísos fiscais estão indignados com o Governo - Economia - Notícias - RTP

domingo, 8 de abril de 2012

Silvio Rodríguez - La familia, la propiedad privada y el amor

coerência




O CDS juntamente com o PSD aprovaram a chamada reforma administrativa que prevê extinguir milhares de Freguesias por todo o País.
No entanto, o CDS colocou um placard gigante em Rio de Galinhas em Marco de Canavezes a insurgir-se contra extinção das Freguesias do referido Município conforme a foto o documenta.


sábado, 7 de abril de 2012

noticias da guerra social





O governo aprovou a “suspensão imediata” das normas do regime de flexibilização da idade da reforma antes dos 65 anos, mas admite o acesso á pensão de velhice apenas aos desempregados involuntários de longa duração.
Este novo regime, aprovado em Conselho de Ministros a 29 de março, foi hoje publicado em Diário da República depois de promulgado pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, e entra em vigor já esta sexta-feira.
No entanto, apesar da aprovação da medida há uma semana, só hoje o governo a divulgou, pois esta não consta do comunicado do Conselho de Ministros de 29 de março nem foi apresentada durante a conferência de imprensa que se seguiu á reunião de governantes.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

os ratos e os gatos



O Presidente da Câmara de Marinaleda, eleito pela Esquerda Unida, e candidato por Sevilha nas eleições regionais da Andaluzia, coloca a posição politica consequente: a de não discutir qual é o gato melhor, o negro (PP) ou o branco (PSOE). Em nome do interesse popular.

A Carta de Dimitris Christoulas


Um homem de 77 anos matou-se na Praça Sintagma, diante do parlamento grego. O seu único crime foi trabalhar mais de 33 anos e não ter dinheiro. Dimitris Christoulas, farmacêutico reformado, não sobreviveu aos cortes sucessivos das pensões feitas pelo governo de Atenas sob a batuta da troika. Eis a Carta de Dimitris Christoulas.


O governo de ocupação aniquilou-me literalmente qualquer possibilidade de sobrevivência dado que o meu rendimento era inteiramente proveniente de uma pensão que eu, sem qualquer apoio de ninguém nem do Estado, financiei durante 35 anos.
Porque a minha idade me impede de assumir uma acção radical (se não fosse isso, se um cidadão decidisse lutar com uma Kalashnikov, eu seria o primeiro a segui-lo), não me resta nenhuma solução excepto colocar um fim decente à minha vida antes de ser forçado a procurar comida nos caixotes do lixo e de ser um peso para os meus filhos.
Eu acredito que a juventude sem futuro brevemente empunhará armas e enforcará todos os traidores nacionais de cabeça para baixo, como os Italianos fizeram a Mussolini em 1945 [Piazzale Loreto, Milão].

You can´t win,Charlie Brown - Sad Song





Os portugueses You Can´t Win, Charlie Brown

POEMA

OS COMUNISTAS

Passaram-se alguns anos desde que ingressei no
Partido
Estou contente
Os comunistas formam uma boa família
Têm a pele curtida e o coração moderado
Por toda parte recebem golpes
Golpes exclusivos para eles
Vivam os espíritas, os monarquistas, os anormais,
os criminosos de todas as espécies
Viva a filosofia com muita fumaça e pouco fogo
Viva o cão que ladra mas não morde, vivam os
astrólogos libidinosos, viva a pornografia, viva o
cinismo, viva o camarão, viva todo mundo, menos os
comunistas
Vivam os cintos de castidade, viam os conservadores
que não lavam o pé há quinhentos anos
Vivam os piolhos das populações de miseráveis, viva
a fossa comum e gratuita, viva o anarcocapitalismo,
viva Rilke, viva André Guide com seu corydonzinho,
viva qualquer misticismo
Está tudo bem
Todos são heróicos
Todos os jornais devem sair
Todos devem ser publicados, menos os comunistas
Todos os candidatos devem entrar em São Domingos
sem algemas
Todos devem celebrar a morte do sanguinário de
Trujillo, menos os que mais duramente o
combateram
Viva o Carnaval, os últimos dias de carnaval
Há disfarces para todos
Disfarces de idealistas cristãos, disfarces de extrema
esquerda, disfarces de damas beneficentes e
de matronas caritativas
Mas cuidado: Não deixem entrar os comunistas
Fechem bem a porta
Não se enganem
Eles não têm direito a nada
Preocupemos-mos com o subjectivo, com a essência
do homem, com a essência da essência
Assim estaremos todos contentes
Temos liberdade
Que grande coisa é a liberdade!
Eles não a respeitam,
Não a conhecem
A liberdade para se preocupar com a essência
Com a essência da essência
Assim tem passados os últimos anos
Passou o Jazz,
Chegou o Soul, naufragamos nos postulados da
pintura abstrata, a guerra nos abalou e nos matou
Tudo ficava como está
Ou não ficava?
Depois de tantos discursos sobre o espírito e de
tantas pauladas na cabeça, alguma coisa ia mal
Muito mal
Os cálculos tinham falhado
Os povos se organizavam
Continuavam as guerrilhas e as greves
Cuba e Chile se tornavam independentes
Muitos homens e mulheres cantavam a Internacional
Que estranho
Que desanimador
Agora cantam-na em chinês, em búlgaro, em espanhol
da América
É preciso tomar medidas urgentes
É preciso bani-lo
É preciso falar mais do espírito
Exaltar mais o mundo livre
É preciso dar mais pauladas e o medo de Germán
Arciniegas
E agora Cuba
Em nosso próprio hemisfério, na metade de nossa
maçã, esses barbudos com a mesma canção
E para que nos serve Cristo?
Para que servem os padres?
Já não se pode confiar em ninguém
Nem mesmo os padres. Não vêem nosso ponto de
vista
Não vêem como baixam nossas acções na bolsa
Enquanto isso sobem os homens pelo sistema solar
Deixam pegadas de sapatos na lua
Tudo luta por mudanças, menos os velhos sistemas
A vida dos velhos sistemas nasceu de imensas teias
de aranhas medievais
No entanto, há gente que acredita numa mudança,
que tem posto em prática a mudança, que tem
feito triunfar a mudança, que tem feito florescer a
mudança
Caramba!
A primavera é inexorável!

Pablo Neruda

quinta-feira, 5 de abril de 2012

AFINAL ISTO É FÁCIL COM UM SIMPLES SILOGISMO

Quando...
























tal como as reformas e pensões ...

e afinal Gaspar reconhece o "lapso" da entrevista dada em Outubro de 2011 ... e então o roubo é no mínimo de 6 ordenados (2 meses x 3 anos=6)... e em 2015 só pagarão 20% dos subsidios e pensões e em 2016 só 50% ...

e o Governo considera o roubo como "trivial" e "sólido"...

A SOLUÇÃO, simples, está em:


Humor - Óscar Branco

NO 20.º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE SALGUEIRO MAIA


Frases significativas

Na madrugada de 25 de abril de 1974
"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"

Na biografia de Salgueiro Maia, da autoria de António Sousa Duarte, conta-se que quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva foi apresentado pessoalmente a Salgueiro Maia, disseram-lhe: ‘Senhor professor, não sei se já conhece, este é o tenente-coronel Salgueiro Maia, o capitão de Abril que prendeu o primeiro-ministro Marcello Caetano’. E Salgueiro Maia acrescentou prontamente para Cavaco: ‘Prendi esse, sim senhor, e prenderei outros se necessário for!’.”

subscrevo


Mário Soares - O inimputável

O insuportável (e provavelmente inimputável) Mário Soares foi apanhado a rolar a 200 à hora na autoestrada... a caminho não sei de onde, para fazer não importa o quê.
Os relatos dos jornais, nomeadamente a pretensão de Soares de que «o Estado é que vai a pagar a multa», sugerem-me algumas perguntas:
1. Porque raio se desloca o milionário e parasitário aproveitador carro do Estado?
2. Se for verdade que, a fazer fé no relato dos elementos da GNR, Soares foi mais uma vez bastante «mal educado»... porque é que não levou uma cacetada nos dentes, cacetada que seria bem mais «adequado e proporcional»do que a agressão selvagem e gratuita da polícia à jornalista no Chiado, no dia da Greve Geral?
3. Existirá um limite para a falta de vergonha deste figurão?

(em samuel-cantigueiro.blogspot.pt)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

grafismos de luta



iniciativa

a "modernidade"


Henrique, o muderno...


Certamente pela enésima e infelizmente não última vez, ouvi ontem uma criatura de nome Henrique Monteiro (ao que me dizem licenciado em Jornalismo, ex esquerdista convertido ao neoliberalismo pragmático e residente nas páginas do Jornal Expresso) dizer, entre outras parvoíces e superficialidades, que o PCP está a envelhecer...e já há muitos anos. A tertúlia, onde perora esta ave mediática, não contestou este disparate, entretida com a espuma da politica portuguesa. Não percebe o “jovem” Monteiro que todos (e só) os organismos VIVOS envelhecem, e adquirem naturalmente anos de existência, sabedoria e experiência com o decorrer do tempo. É a lei da vida. Para o PCP também.
Todos? Todos, não! Monteiro por exemplo não envelhece, fossiliza. O Jornal em que trabalha Monteiro não envelhece, amarelece. As ideias de Monteiro sobre o PCP embolorecem, já que possuem a frescura e a actualidade de compêndio médico-cirúrgico do século XIX.
A "modernidade" de Monteiro é outra. É a que se traduz numa profunda irritação para os que lutam pela sua terra, pelos seus interesses, pela coesão social e territorial, pelo futuro das gerações mais novas. Daí os "joguinhos" politicos, a discriminação, a injúria, o silenciamento. Daí o preconceito, o salazarismo bafiento da voz ao serviço do dono. Daí a “independência” e a “modernidade” de Monteiro e quejandos.
O PCP está no outro lado da barricada da “modernidade”! O PCP num fim-de-semana sem igual comemora o seu aniversário, mobiliza autarcas e muitos milhares de cidadãos para uma manifestação nacional em defesa de freguesias, mobiliza jovens para uma manifestação nacional em defesa dos seus direitos, assegura iniciativas de utentes em defesa do SNS e de serviços públicos. Há um PCP suficientemente jovem, activo e atrativo para irritar Monteiro.