um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

protesto

PROTESTO CONTRA:

– MAIS AUMENTOS NOS PREÇOS DOS TRANSPORTES!

– A REDUÇÃO DE SERVIÇOS

– A PRIVATIZAÇÃO DE TRANSPORTES PÚBLICOS

– O AUMENTO DO CUSTO DE VIDA

31 JAN. – TERÇA-FEIRA - 17H30 – BOLHÃO - PORTO

JUSTIÇA DE CLASSE, JUSTIÇA SEM CLASSE

Julgamento de furto de polvo e champô custa milhares de euros ao Estado

A defesa oficiosa de um acusado pelo furto de uma embalagem de champô e outra de polvo num supermercado, em Fevereiro de 2010, vai custar 260 euros ao Estado.
O furto, no valor de 25,66 euros, que não chegou a consumar-se (o segurança de serviço conseguiu recuperar os artigos), foi alegadamente cometido por um sem-abrigo e aconteceu num Pingo Doce do Porto em Fevereiro de 2010. A sentença é lida esta terça-feira à tarde, quase dois anos depois dos factos.
O advogado nomeado pelo Estado explica que ainda foi à procura do sem-abrigo numa fábrica abandonada do Porto, último paradeiro conhecido, mas nunca o conseguiu encontrar. À TSF, Pedro Miguel Branco, refere que, como em todos as defesas oficiosas de crimes com penas inferiores a cinco anos, neste caso a defesa oficiosa vai custar perto de 260 euros ao Estado.
O advogado diz que é uma «estupidez» levar este tipo de processos a julgamento num tribunal judicial e acrescenta: «São bagatelas penais que só empatam a justiça», pelo que preferia não defender estes casos e abdicar do dinheiro que vai receber por este processo.
O advogado do Porto acrescenta que para além dos 260 euros da defesa oficiosa, o Estado vai gastar, no total, alguns milhares de euros. Basta juntar, explica, «os dias de vencimento do funcionário judicial, do magistrado do ministério público, do juiz e uma tarde ou manhã que a PSP andou à procura do sem-abrigo em vez de andar a combater a criminalidade violenta».

Isaltino Morais, perante esta notícia, terá afirmado: "Não há pachorra para esta concorrência desleal. Quem nasce pindérico, não deveria retirar o protagonismo de quem faz pela vida."
Duarte Lima manifestou mais uma vez a sua inocência: "Nunca chegaria a esses níveis de deliquência. Polvo não gosto e champô não preciso". Armando Vara, afirmou assertivamente: "Ainda se fossem uns robalinhos!". Já Cavaco Silva, pesaroso, anteviu o futuro próximo, uma luta desigual entre as necessidades e a vigilância obcessiva dos seguranças das grandes superfícies.
CR

Cinematic Orchestra - That Home

POEMA

SONETO QUASE INÉDITO

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

1969
JOSÉ RÉGIO

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

texto

Uma anedota e o 11 de Fevereiro no Terreiro do Paço

Mão amiga fez-me chegar um mail em que transcrevia uma anedota e um comentário, publicados no Financial Times de 6 de Novembro. Traduzo (livremente):

Num engarrafamento, um automobilista é abordado por um homem que lhe bate no vidro da janela e o interpela: ”Terroristas assaltaram o Congresso e sequestraram os congressistas. Exigem 100 mil dólares, sob a ameaça de queimarem tudo com gasolina…”, dizia o homem, “estamos a recolher donativos…”. “… e o que tem recebido… assim em média…?”, perguntou o condutor. “… entre 5 a 10 litros…”, foi a resposta que teve.
O comentário do jornal é que esta anedota seria muito mal recebida aqui há uns anos. E diz que Bob Hope nunca a teria metido no seu reportório. Hoje, circula na blogosfera com grande aceitação e divulgação, revelando o clima de descredibilidade em que caíram as instituições ditas democráticas.

Não transcreveria (livremente) esta anedota, e o comentário, se a “nossa democracia”, tão duramente conquistada ao fascismo, não a tivesse tornado oportuna e pertinente.
Depois da exclusão, da responsabilidade maior do PS, do Conselho de Estado do membro do PCP que nele tinha assento desde que existia essa instância, a não audição de partidos com assento parlamentar nas vésperas de reunião do Conselho Europeu, como sempre se fez até à semana passada (embora o primeiro-ministro tenha recebido, com essa finalidade, o secretário-geral do PS…), veio evidenciar o sentido da política no plano institucional. Um sentido de desmocratização… nem sequer se ouvindo quem tenha posição diferente, ainda que com significativa representação parlamentar.

Tudo a apontar para a necessidade do reforço da política ao nível das massas, da intervenção participativa que colmate a deriva autoritária (ou "austeritária"…) da face representativa, redutora da cidadania ao voto … ou até o dispensando, como o ilustram as evoluções grega e italiana. Assim se entende que 3 em 4 irlandeses queiram referendar questões orçamentais, que na Bélgica se esteja em greve geral, que o Terreiro do Paço vá encher no dia 11 de Fevereiro!

(em anonimosecxxi.blogspot.com)

PARA OS QUE PENSAM QUE A PALAVRA IMPERIALISMO É TEÓRICA OU IDEOLOGICA...(II)

as bases militares dos EUA e aliados

Morphine - The Saddest song (ao vivo 1994)



The Saddest Song - Álbum GOOD de 1992
Aqui, no Pinkpop Festival, 23 de maio de 1994 ... com uma bandeira vermelha com a foice e martelo frente ao palco.

domingo, 29 de janeiro de 2012

PARA OS QUE PENSAM QUE A PALAVRA IMPERIALISMO É TEÓRICA OU IDEOLOGICA...



REFLEXÃO

O IMPERIALISMO E O ANTI-IMPERIALISMO DOS TOLOS
por James Petras

Um dos grandes paradoxos da história são os políticos imperialistas que apregoam estarem empenhados numa grande cruzada humanitária, um "missão civilizadora" histórica destinada a libertar nações e povos, enquanto praticam as mais bárbaras conquistas, guerras destrutivas e banhos de sangue em grande escala de povos conquistados de que há memória histórica.

Na moderna era capitalista, as ideologias dos dominadores imperiais variaram ao longo do tempo, desde os primitivos apelos ao "direito" à riqueza, poder, colónias e grandeza até as afirmações posteriores de uma "missão civilizadora". Mais recentemente os dominadores imperiais têm propalado justificações muito diversas, adaptadas a contextos, adversários, circunstâncias e públicos específicos. Este ensaio estará concentrado na análise dos argumentos ideológicos contemporâneos do império estado-unidense para legitimar guerras e sanções a fim de manter a dominação.

Contextualizando a ideologia imperial
A propaganda imperialista varia consoante seja dirigida contra um competidor pelo poder global, ou como uma justificação para a aplicação de sanções ou ainda a entrada em guerra aberta contra um adversário sócio-político local ou regional.

Em relação a competidores imperiais estabelecidos (Europa) ou em ascensão na economia mundial (China), a propaganda imperial dos EUA variou ao longo do tempo. Antigamente, no século XIX, Washington proclamou a "Doutrina Monroe", denunciando esforços europeus para colonizar a América Latina, privilegiando os seus próprios desígnios imperiais naquela região. No século XX, quando os decisores imperiais dos EUA estavam a deslocar a Europa dos recursos primários baseados nas colónias no Médio Oriente e África, aproveitou-se de vários temas. Condenou "formas de dominação colonial" e promoveu transições "neo-coloniais" que acabaram com monopólios europeus e facilitaram a penetração corporativa de multinacionais estado-unidenses. Isto ficou claramente evidente durante e após a II Guerra Mundial, nos países petrolíferos do Médio Oriente.
Durante a década de 1950, quando os EUA assumiram o primado imperial e surgiu o nacionalismo anti-colonial, Washington forjou alianças com potências coloniais em declínio para combater um inimigo comum e incentivar poderes pós coloniais a combatê-lo. Mesmo com a recuperação económica pós II Guerra Mundial, com o crescimento e unificação da Europa, ela ainda actuou em tandem e sob a liderança dos EUA na repressão militar de insurgências e regimes nacionalistas. Quando se verificavam conflitos e competição entre os EUA e regimes, bancos e empresas europeias, os mass media de cada região publicavam "descobertas de investigação" revelando as fraudes e malfeitorias dos seus competidores – e as agências reguladoras dos EUA impunham multas pesadas sobre os seus colegas europeus, passando por alto práticas semelhantes das firmas financeiras da Wall Street.
Em tempos recentes a maré ascendente do imperialismo militarista e das guerras coloniais alimentadas por procuradores israelenses no estado dos EUA levaram a algumas sérias divergências entre o imperialismo estado-unidense e o europeu. Com a excepção da Inglaterra, a Europa assumiu um mínimo compromisso simbólico com as guerras dos EUA e a ocupação do Iraque e Afeganistão. A Alemanha e a França concentraram-se em expandir seus mercados de exportação e suas capacidades económicas, deslocando os EUA em grandes mercados e locais com recursos. A convergência dos EUA e de impérios europeus levou à integração de instituições financeiras e às subsequentes crises e colapso comuns mas sem qualquer política coordenada de recuperação. Ideólogos dos EUA propagaram a ideia de uma "União Europeia em declínio e decadência", ao passo que ideólogos europeus enfatizaram os fracassos dos "mercados livres" anglo-americanos e as fraudes da Wall Street.

Ideologia imperial, potências económicas em ascensão e desafios nacionalistas
Há uma longa história de "anti-imperialismo" imperialista, condenações, revelações e indignações morais patrocinadas oficialmente dirigidas exclusivamente contra rivais imperialistas, potências emergentes ou simplesmente competidoras, as quais em alguns casos estão simplesmente a seguir as pegadas das potências imperiais estabelecidas.
No seu auge, os imperialistas ingleses justificavam sua pilhagem à escala mundial de três continentes perpetuando a "Lenda negra" da "crueldade excepcional" do império espanhol para com povos indígenas da América Latina, enquanto empenhava-se no maior e mais lucrativo tráfico africano de escravos. Enquanto os colonialistas espanhóis escravizavam os povos indígenas, os colonizadores anglo-americanos exterminavam-nos...

Na preparação para a II Guerra Mundial, as potências imperiais europeias e dos EUA, enquanto exploravam colónias asiáticas condenavam a invasão e colonização da China pela potência imperial japonesa. O Japão, por sua vez, afirmava estar a liderar forças da Ásia no combate contra o imperialismo ocidental e projectava uma esfera de "co-prosperidade" pós colonial de parceiros asiáticos em pé de igualdade.
A utilização imperialista da retórica moral "anti-imperialista" foi concebida para enfraquecer rivais e era destinada a diversos públicos. De facto, em momento algum a retórica anti-imperialista serviu para "libertar" qualquer dos povos colonizados. Em quase todos os casos a potência imperial vitoriosa apenas substituía uma forma de domínio colonial ou neo-colonial por outra.

O "anti-imperialismo" dos imperialistas é destinado aos movimentos nacionalistas dos países colonizados e ao seu público interno. Imperialistas britânicos fomentaram levantamentos entre as elites agro-mineiras na América Latina prometendo "comércio livre" contra o domínio mercantilista espanhol; eles apoiaram a "auto-determinação" dos proprietários escravocratas de plantações de algodão nos Sul dos EUA contra a União; eles apoiaram as reivindicações territoriais dos líderes tribais iroqueses contra os revolucionários anti-coloniais estado-unidenses ... explorando agravos legítimos para fins imperiais. Durante a II Guerra Mundial, os imperialistas japoneses apoiaram um sector movimento nacionalista anti-colonial na Índia contra o Império britâncio. Os EUA condenaram o domínio colonial espanhol em Cuba e nas Filipinas e foram à guerra para "libertar" os povos oprimidos da tirania... e ali permaneceram para impor um reino de terror, exploração e domínio colonial...

As potências coloniais procuram dividir os movimentos anti-coloniais e criar futuros "dominadores clientes" quando e se tiverem êxito. A utilização da retórica anti-imperialista foi concebida para atrair dois conjuntos de grupos. Um grupo conservador com interesses políticos e económicos comuns com a potência imperial, os quais partilhavam a sua hostilidade para com nacionalistas revolucionários e que procuram acumular maior vantagem ligando as suas fortunas a uma potência imperial e ascensão. Um sector radical do movimento aliava-se tacticamente com a potência imperial e ascensão, com a ideia de utilizá-la para assegurar recursos (armas, propaganda, veículos e ajuda financeira) e, uma vez assegurado o poder, descartá-lo. Na maioria dos casos, neste jogo de manipulação mútua entre império e nacionalistas, os primeiros venceram ... tanto antes como hoje.
A retórica imperialista "anti-imperialista" era igualmente destinada ao público interno, especialmente em países como os EUA que valorizavam sua herança anti-colonial do século XVIII. O objectivo era ampliar a base da construção do império para além dos empedernidos lealistas, militaristas e beneficiários corporativos do império. O seu apelo procura incluir liberais, pessoas humanitárias, intelectuais progressistas, moralistas religiosos e laicos e outros "formadores de opinião" que tivessem uma certa influência entre o público mais amplo, as pessoas que teriam de pagar com as suas vidas e dinheiro para impostos pelas guerras inter-imperialistas e coloniais.
Os porta-vozes oficiais do império publicitam atrocidades reais e falsificadas dos seus rivais imperiais e destacam os infortúnios das vítimas colonizadas. A elite corporativa e os militaristas empedernidos pedem acção militar para proteger a propriedade, ou tomar recursos estratégicos; as pessoas com sentimentos humanitários e progressistas denunciam os "crimes contra a humanidade" e reflectem os apelos "a fazer algo concreto" para salvar as vítimas do genocídio. Sectores da esquerda juntam-se ao coro, descobrindo um sector de vítimas que se ajusta à sua ideologia abstracta e pedem às potências imperiais para "armarem o povo para que se liberte" (sic). Ao conceder apoio moral e um verniz de respeitabilidade à guerra imperial, com a deglutição da "guerra para salvar vítimas" os progressistas tornam-se o protótipo do "anti-imperialismo dos tolos". Tendo assegurado vasto apoio público na base do "anti-imperialismo", as potências imperialistas sentem-se livres para sacrificar vidas de cidadãos e o tesouro público, para prosseguir a guerra, alimentada pelo fervor moral de uma causa justiceira. Quando a carnificina se arrasta e as baixas crescem, e o público aborrece-se com a guerra e o seu custo, o entusiasmo de progressistas e esquerdistas transforma-se em silêncio ou pior, hipocrisia moral com afirmações de que "a natureza da guerra mudou" ou "que isto não é a espécie de guerra que tínhamos em mente...". Como se os feitores da guerra alguma vez pretendessem consultar os progressistas e a esquerda sobre como e porque deveriam empenhar-se em guerras imperiais!
No período contemporâneo as guerras imperiais "anti-imperialistas" e a agressão foram grandemente ajudadas pela cumplicidade de "bases" bem financiadas chamadas "organizações não governamentais" as quais actuam na mobilização de movimentos populares que podem "convidar" à agressão imperial.

Ao longo das últimas quatro década o imperialismo estado-unidense fomentou pelo menos duas dúzias de movimentos "de base" que destruíram governos democráticos ou dizimaram estados previdência colectivistas ou provocaram grandes danos às economias de países alvos.
No Chile, durante os anos 1972-73 sob o governo eleito democraticamente de Salvador Allende, a CIA financiou a proporcionou apoio importante – via AFL-CIO – a proprietários privados de camiões para paralisar o fluxo de bens e serviços. Também financiaram uma greve de um sector do sindicato de trabalhadores do cobre (na mina El Teniente) a fim de reduzir a produção de cobre e as exportações, na preparação para o golpe. Depois de os militares tomarem o poder vários responsáveis do sindicato democrata-cristão "da base" participaram no expurgo de activistas de esquerda eleitos do sindicato. Não é preciso dizer que imediatamente os proprietários de camiões e trabalhadores do cobre acabaram a greve, abandonaram suas exigências e a seguir perderam todos os direitos de negociação!
Na década de 1980 a CIA, através de canais do Vaticano, transferiu milhões de dólares para apoiar o "Sindicato Solidariedade" na Polónia, transformando num herói o líder dos trabalhadores dos estaleiros de Gdansk, Lech Walesa, o qual actuou como ponta de lança na greve geral para deitar abaixo o regime. Com o seu derrube também foram derrubadas a garantia de emprego, a segurança social e a militância sindical: os regimes neoliberais reduziram a força de trabalho em Gdansk em cinquenta por cento e finalmente encerraram o estaleiro, dando um pontapé em toda a força de trabalho... Walesa aposentou-se com uma magnífica pensão presidencial, enquanto os seus antigos colegas de trabalho vagueavam nas ruas e os novos dominadores "independentes" da Polónia proporcionavam bases militares para a NATO e mercenários para guerras imperiais no Afeganistão e no Iraque.
Em 2002 a Casa Branca, a CIA, a AFL-CIO e ONGs, apoiadas por militares, homens de negócios e burocratas sindicais venezuelanos dirigiram um golpe "das bases" que derrubou o presidente Chavez democraticamente eleito. Em 48 horas uma mobilização autêntica com um milhão de pessoas dos pobres urbanos apoiados por foram militares constitucionalistas derrotou os ditadores apoiados pelos EUA e repôs Chavez no poder. Subsequentemente, executivos do petróleo dirigiram um lockout apoiado por várias ONGs financiadas pelos EUA. Eles foram derrotados pela tomada da indústria do petróleo pelos trabalhadores. O golpe fracassado e o lockout custaram à economia venezuelana milhares de milhões de dólares em rendimento perdido e provocaram um declínio de dois algarismos no PNB.
Os EUA apoiaram "bases" de jihadistas armados para libertar a "Bósnia" e armaram as "bases" terroristas do Exército de Libertação do Kosovo para despedaçar a Jugoslávia. Quase toda a esquerda ocidental alegrou-se quando os EUA bombardearam Belgrado, degradaram a economia e afirmaram estarem a "responder a um genocídio". O "livre e independente" Kosovo tornou-se um enorme mercado de escravas brancas, passou a abrigar a maior base militar dos Estados Unidos na Europa, com a mais elevada migração per capita de qualquer país da Europa.
A estratégia imperial das "bases" combina retórica humanitária, democrática e anti-imperialista com ONGs pagas e treinadas, com blitzes de mass media para mobilizar a opinião pública ocidental e especialmente "prestigiosos críticos morais de esquerda" por trás das suas tomadas de poder.

A consequência de movimentos imperiais promovidos a "anti-imperialistas": Quem ganha e quem perde?
O registo histórico dos movimentos "de base" imperialistas promovidos a "anti-imperialistas" e "pró democracia" é constantemente negativo. Vamos resumir brevemente os resultados. No Chile a greve "de base" dos proprietários de camiões levou à brutal ditadura militar de Augusto Pinochet e a cerca de duas décadas de tortura, assassínio, prisão e exílio forçados de centenas de milhares, à imposição de brutais "políticas de mercado livre" e à subordinação às políticas imperiais dos EUA. Em resumo, as corporações multinacionais do cobre estado-unidenses e a oligarquia chilena foram os grandes vencedores e a massa da classe trabalhadora e os pobres urbanos e rurais os grandes perdedores. Os EUA apoiaram "levantamentos da base" na Europa Oriental contra a dominação soviética levou à dominação estado-unidense; à subordinação à NATO ao invés do Pacto de Varsóvia; à transferência maciça de empresas públicas nacionais, bancos e media para multinacionais ocidentais. A privatização de empresas nacionais levou a níveis sem precedentes de desemprego com dois algarismos, disparo de rendas e o crescimento da pobreza entre pensionistas. As crises induziram a fuga de milhões dos trabalhadores mais educados e qualificados e à eliminação da saúde pública gratuita, da educação superior e estabelecimentos de férias para trabalhadores.

Nos estados hoje capitalistas da Europa Oriental e da URSS gangs criminosas altamente organizadas desenvolveram prostituição em grande escala e redes de droga; "empresários" gangster estrangeiros e locais apresaram empresas públicas lucrativas e formaram uma nova classe de super oligarcas. Políticos de partidos eleitorais, pessoas de negócios locais e profissionais ligadas a "parceiros" ocidentais foram os vencedores sócio-económicos. Pensionistas, trabalhadores, agricultores colectivos, juventude desempregada foram os grandes perdedores juntamente com os anteriormente subsidiados artistas culturais. Bases militares na Europa Oriental tornaram-se a primeira linha do império para ataque militar à Rússia e o alvo de qualquer contra-ataque.

Se medirmos as consequências da mudança no poder imperial, é claro que os países da Europa Oriental tornaram-se ainda mais subservientes sob os EUA e a UE do que sob a Rússia. Crises financeiras induzidas pelo ocidente devastaram suas economias. Tropas da Europa Oriental serviram em mais guerras imperiais sob a NATO do que sob a influência soviética; os media culturais estão sob o controle comercial do ocidente. Acima de tudo, o grau de controle imperial sobre todos os sectores económicos excedeu de longe qualquer coisa que tenha existido sob os soviéticos. O movimento "de bases" na Europa Oriental têve êxito em aprofundar e estender o Império dos EUA; os advogados da paz, justiça social, independência nacional, de um renascimento cultural e bem-estar social com democracia foram os grandes perdedores.

Liberais ocidentais, progressistas e gente de esquerda que se apaixonou pelo "anti-imperialismo" promovido pelos imperialistas são também grandes perdedores. Seu apoio ao ataque da NATO à Jugoslávia levou ao despedaçar de um estado multinacional e à criação de enormes bases militares da NATO e a um paraíso para traficantes de escravas no Kosovo. Seu apoio cego à promovida "libertação" imperial da Europa Oriental devastou o estado previdência, eliminando a pressão sobre os regimes ocidentais da necessidade de competir em disposições de bem-estar. Os principais beneficiários dos avanços imperiais do ocidente via levantamentos "de base" foram as corporações multinacionais, Pentágono e os neoliberais do livre mercado de extrema direita. Quando todo o espectro político se move para a direita um sector da esquerda e progressistas finalmente salta para o comboio. Os moralistas de esquerda perderam credibilidade e apoio, seus movimentos de paz minguaram, suas "críticas morais" perderam ressonância. A esquerda e progressistas que foram a reboque dos "movimentos de base" apoiados pelo império, quer em nome do "anti-stalinismo", "pró democracia" ou "anti-imperialismo" nunca se empenharam em qualquer reflexão crítica; nenhum esforço para analisar as consequências negativas a longo prazo das suas posições em termos de perdas de bem-estar social, independência nacional ou dignidade pessoal.
A longa história da manipulação imperialista de narrativas "anti-imperialistas" encontrou expressão virulenta nos dias de hoje. A Nova Guerra Fria lançada por Obama contra a China e a Rússia, a guerra quente que fermenta no Golfo sobre a alegada ameaça militar do Irão, a ameaça intervencionista contra "redes de droga" da Venezuela e o "banho de sangue" da Síria são parte integral da utilização e abuso do "anti-imperialismo" para promover um império em declínio. Esperançosamente, os escritores de esquerda aprenderão com as ciladas ideológicas do passado e resistirão à tentação de terem acesso aos mass media proporcionando uma "cobertura progressista" a dúbios "rebeldes" imperiais. Já é tempo de distinguir entre movimentos anti-imperialistas e pró democracia genuínos e aqueles promovidos por Washington, NATO e os mass media.

sábado, 28 de janeiro de 2012

poemas

A camisola
[Tradução de Manuel de Seabra]

Sou filho de família muito humilde,
tão humilde que duma cortina velha
me fizeram uma camisola. Vermelha.
E por causa dessa camisola
nunca mais pude andar pela direita.
Tive de ir sempre contra a corrente,
porque não sei o que se passa,
que todos os que a enfrentam
vão sempre de cabeça ao chão.
E por causa dessa camisola
não mais pude sair à rua
nem trabalhar no meu ofício
de ferreiro.
Tive de ir para o campo de jornal,
pois assim ninguém me via.
Trabalhava com a foice.
E apesar de todos os males,
sei trabalhar com duas coisas:
com o martelo e a foice.
Quase não compreendo como a gente
quando me via pela rua
me gritava: Progressista!
Eu julgo que tudo era
causado pela ignorância.
Talvez noutra circunstância
já tivesse mudado de camisola.
Mas como gosto muito dela
porque é quente e me consola,
peço-lhe que não se faça velha.

Ovidi Montllor

Aviso
[Tradução de António Ramos Rosa]

A noite que precedeu a sua morte
foi a mais breve de toda a sua vida
Pensar que estava vivo ainda
era um fogo no sangue até aos punhos
A sua força era tal que ele gemia
Foi quando atingia o fundo deste horror
Que o seu rosto num sorriso se lhe abriu
Não tinha apenas um único camarada
Mas sim milhões e milhões de camaradas
Para o vingarem sim bem o sabia
E então para ele ergue-se a alvorada

Paul Éluard

sugestão de cinema





Título original: Babel
Lançamento: 2006 (EUA/México)
Direção: Alejandro González-Iñárritu
Co-autoria: Guilhermo Arriaga
Atores: Brad Pitt, Cate Blanchett, Rinko Kikushi, Adriana Barraza, Gael García Bernal, Jamie McBride, Kôji Yakusho.
Duração: 142 min
Gênero: Drama

Sinopse
Nas areias longínquas do deserto Marroquino, um tiro de espingarda desencadeia uma série de acontecimentos que ligam um casal de turistas americano, numa luta frenética para sobreviver, dois rapazes marroquinos envolvidos num crime acidental, uma ama atravessando ilegalmente a fronteira para o México com duas crianças americanas e um pai de uma adolescente japonesa procurado pela policia em Tóquio. Separados por choques culturais e distâncias desiguais, cada um destes quatro grupos distintos, mesmo assim, avança tumultuosamente para um destino compartilhado de isolamento e de dor.

e a magnifica banda sonora do argentino Gustavo Santaolalla

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

congresso da CGTP




O novo Conselho Nacional da CGTP (com 147 membros), foi nesta sexta-feira eleito no XII Congresso da central sindical com 735 votos a favor, oito brancos e 32 nulos. Foi uma muito expressiva votção. Arménio Carlos foi eleito na madrugada deste sábado o novo secretário-geral da CGTP para o próximo quadriénio com 113 votos a favor e 28 brancos (portanto, sem votos contra). 48 mulheres, o maior número de sempre, participam no Conselho Nacional. Do Conselho Nacional anteri0r, saíram 53 elementos, a maioria por motivo de idade. Carvalho da Silva sai com apreço e agradecimento dos trabalhadores portugueses após exercer 25 anos de responsabilidades concretas e sai num período de luta social intensa.
O jornalismo-furão continua a sua inacreditável campanha mediática em torno do Congresso da CGTP. E serve-se de mil pretextos para tentar o divisionismo, a diversão, o conflito interno, o preconceito, o anticomunismo. Felizmente o movimento sindical de classe encontra-se no geral unido e mobilizado, imune a pressões ideológicas da burguesia dominante, fortalecido na sua autonomia e democracia, consciente das suas obrigações sociais e politicas.
Arménio Carlos confirma a sua superior determinação de manter o projecto colectivo e fortalecer a intervenção. Com coragem e orgulho assume-se como comunista. Relembra, oportuno, o papel do PCP na criação e evolução do projecto sindical da CGTP. E desvaloriza os pequenos truques,e as exibições grotescas de dirigentes menores, afectos á corrente socialista e á caricatural Refundação (dita) "comunista", expressões periféricas de egos não devidamente auto-avaliados.
A realidade desmente sempre os desejos dos palradores encartados, dos His Master Voice. A luta fortalece a consciência e dela emana.

CR

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pixies - Where Is My Mind

Militares dos EUA ocupam Líbia

Jornal «Avante!» - Internacional - Militares dos EUA ocupam Líbia

(em Avante, de 26 de Abril de 2012)

SUGESTÃO DE LEITURA


Sinopse


«Vamos até ao inferno.» Começa assim a história do Hakko Maru - um pesqueiro que parte para a faina nas águas gélidas do Kamchatka - e da sua tripulação: um grupo diversificado de lobos-do-mar curtidos e arruinados pela bebida e pelas mulheres, estudantes universitários em dívida com o Estado e camponeses pobres à beira da inanição. O patrão da expedição pesqueira força os tripulantes a trabalhar até ao esgotamento e aplica-lhes castigos brutais. Espalham-se as sementes da revolta e rebenta o inevitável motim. Kanikosen - O Navio dos Homens é um clássico da literatura japonesa. Foi publicado pela primeira vez em 1929 e recentemente surgiu nas listas dos livros mais populares porque os leitores modernos identificaram-se com as humildes personagens que protagonizam este romance.


Kanikosen- O Navio dos Homens de Takiji Kobayashi

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

INICIATIVA da ASSOCIAÇÃO PAREDES EM TRANSIÇÃO

Workshop de Apicultura com Harald Hafner em Paredes

Sabia que, para produzirem 1 kg de mel, as abelhas têm que efectuar mais de um milhão de voos, numa distância combinada equivalente a 7 voltas ao planeta?
O mundo das abelhas é fascinante, e pretendemos abrir-lhe uma porta para que nele possa entrar.

Em Paredes, alguns membros da associação Paredes em Transição juntaram-se para adquirir alguns enxames, e, de forma comunitária, partilharem as tarefas e os rendimentos das suas colmeias. Será uma oportunidade para aprendermos, mas também para ajudar a disseminar estes conhecimentos.
Com este objectivo, estamos a organizar um workshop sobre apicultura que decorrerá nos dias 2, 3 e 4 de Março; 15 de Abril; e 18, 19 e 20 de Maio, com uma carga horária de 33 horas teóricas e práticas.
Este espaçamento ao longo de quase 3 meses permitirá aos participantes acompanhar o calendário apícola e adquirir os conhecimentos de forma prática, trabalhando com as abelhas e aprendendo a desempenhar todas as tarefas necessárias para poderem conduzir, com sucesso, os seus próprios enxames.

Pretende-se que os participantes terminem o curso com a confiança necessária para tratarem os seus próprios enxames, quer como passatempo, quer como uma possível ocupação a tempo inteiro.
O workshop será conduzido, em língua portuguesa, por Harald Hafner, apicultor austríaco há muito radicado em Portugal, mestre em apicultura, e com uma vasta experiência profissional em vários ambientes, com diversas raças de abelhas e diferentes tipos de colmeia.
As partes teóricas do workshop, nas Sextas-feiras 2 de Março e 18 de Maio, decorrerão no auditório da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda, em Paredes.
As partes práticas decorrerão na Quinta da Ameixoeira Torta, em Vandoma, Paredes, onde se encontra o apiário comunitário de Paredes em Transição. O equipamento necessário será fornecido pela Associação para utilização ao longo do curso.
As inscrições deverão ser feitas até ao dia 25 de Fevereiro. Os participantes que o desejem poderão adquirir o seu próprio enxame, que poderá ser instalado no local escolhido nas noites de 13 ou 14 de Abril, anteriores à segunda sessão do workshop, a 15 de Abril.
Para mais informações, poderá enviar email para: cursosparedesemtransicao@gmail.com
Ou poderá ligar para: 91 376 2626

Mais informação irá sendo disponibilizada aqui. A Associação Paredes em Transição é um organismo sem fins lucrativos com o Número de Identificação Fiscal 509 724 612.


Antonio Zambujo & Bulgarian Voices Angelite - Chamatea

Economia - Empresa de produtos médicos em Penafiel pode fechar se Estado não pagar dívida - RTP Noticias, Vídeo

Economia - Empresa de produtos médicos pode fechar se Estado não pagar dívida - RTP Noticias, Vídeo

Fosse a empresa uma instituição financeira e certamente já as dívidas estariam pagas...

Mas o PCP está atento

PERGUNTA AO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Exma. Sr.ª Presidente da Assembleia da República

Chegou ao conhecimento do Grupo Parlamentar do PCP que a empresa PMH – Produtos Médico Hospitalares, S.A., atravessa uma situação financeira difícil, alegadamente porque o Estado, através dos centros hospitalares, deve oito milhões de euros a título de materiais já fornecidos.

Esta empresa, segundo notícias vindas a público, desde Julho que não recebe qualquer pagamento do Estado, o que configura uma situação que coloca em risco a manutenção de cerca de 550 trabalhadores.

Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério o seguinte:

1.º Confirma este Ministério a situação acima descrita?

2.º No caso afirmativo, que medidas tenciona este Ministério tomar para regularizar a situação de atraso perante esta empresa?

Palácio de São Bento, quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Deputado(a)s JORGE MACHADO (PCP)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

iniciativa em Baltar














Na manhã de Domingo, dia 22 de janeiro, uma delegação da CDU de Paredes visitou o lugar da Vale em Baltar, Paredes e reuniu-se com os moradores.







A representação da CDU que incluía entre outros o deputado municipal Cristiano Ribeiro e Paulo Macieira, dirigente do PCP, visitou o fontanário e o lavadouro público do referido lugar bem como os terrenos por onde passa a canalização de água da Serra do Muro.
Pôde constatar no local a recente alteração do fluxo de águas verificada nesses equipamentos sociais, que têm uma história de décadas ao serviço das populações.
A CDU encontrou-se com várias famílias do Lugar da Vale que expressaram a sua insatisfação, e mesmo revolta com a situação ultimamente vivida. Segundo os moradores há cortes de água no fontanário e existe a intenção de lhes fecharem a mina. Lembraram também que este fontanário tem 60 anos, é único recurso para as suas necessidades básicas diárias como lavar roupa e tomar banho.
Os Comunistas ouviram dos moradores possíveis causas que colocam em causa a actividade dos autarcas da freguesia bem como interesses inconfessados na gestão da água pública. Foram denunciados os valores exorbitantes da ligação da tubagem á rede pública actualmente gerida pela VEOLIA. Foi decidido pela delegação da CDU, e com a concordância dos presentes, continuar com os esforços de clarificação da situação bem como pedir explicações á Junta de Freguesia de Baltar, entidade com responsabilidade no território.
A CDU compromete-se a lutar pela resolução deste problema da população, alguma dela bem pobre, do local da Vale.

INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR: O Progresso de Paredes na sua edição de 3 de Fevereiro traz uma nota sobre a visita da CDU.























IMBRÓGLIO

A Câmara Municipal de Paredes poderá estar perante um imbróglio jurídico e político. Os herdeiros da doadora dos terrenos onde foi construído o Estádio das Laranjeiras, em Paredes, pediram ontem ao tribunal a anulação da venda pela Câmara de uma parcela destinada a um Centro Comercial. Em julgamento decide-se a propriedade dos terrenos, vendidos pela autarquia por 8,5 milhões de euros, e que tinham sido doados, com cláusula de reversão (de exclusivo uso desportivo) ao União Sport Clube de Paredes, em 1926. O caso opõe nove herdeiros ao clube, à Fundação Nortecoope, à Câmara, á empresa Guedol Engenharia e ainda ao BCP.

O clube acha que deve ficar com a parcela se a venda for anulada. O Município afirma que a alienação foi legal, a empresa afirma que se soubesse da cláusula de reversão não entraria no negócio. O terreno está desocupado, e o clube queixa-se que a transferência das instalações desportivas do centro da cidade para Mouriz implicou uma redução do número de sócios em cerca de 80% e das receitas dos jogos. Desportivamente, acumulam-se as derrotas e já são muitos os que referem que se sacrificou a história e o bom nome de uma instituição de referência, como o União Sport Clube de Paredes em nome do aventureirismo e da ganância de um punhado de dirigentes autárquicos e do movimento associativo.

Mais uma vez se comprova quão avisadas foram as reflexões dos autarcas da CDU, que alertaram para o descalabro que seria a implantação de um Centro Comercial junto da zona escolar, bem como a insustentabilidade da permuta.

A irresponsabilidade da gestão do PSD prevaleceu e agora são imprevisíveis os resultados. O povo de Paredes tem de abrir os olhos.

CR

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

texto

O “ACORDO UGT/PATRÕES/GOVERNO” NÃO VAI AUMENTAR NEM A COMPETITIVIDADE NEM O EMPREGO MAS APENAS AS DESIGUALDADES E A POBREZA, AGRAVANDO A CRISE

Contrariamente à ideia que o governo e os patrões têm procurado fazer passar junto da opinião pública, com conivência da UGT, o chamado “Acordo”, que tem a designação “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” com o objectivo de ocultar os seus verdadeiros objectivos já que não vai determinar nem crescimento, nem mais competitividade, nem mais emprego; até porque ignora os problemas mais graves da economia portuguesa – quebra significativa do mercado interno; falta de financiamento da economia; aumento das desigualdades – só os agrava, provocando mais desemprego e a transferência de uma parte dos rendimentos do trabalho para os patrões.

A nível de apoios às empresas, os constantes no “Acordo” (1.500 milhões € para PME; empréstimo de 1000 milhões € do BEI para empresas beneficiárias do QREN), destinam-se quase exclusivamente às empresas exportadoras. E isto apesar da quebra acentuada na taxa de crescimento das exportações portuguesas em 2011, e de se prever, em 2012 a recessão económica nos principais parceiros comerciais de Portugal, o que vai agravar ainda mais as dificuldades às exportações. Apesar disso insiste-se nas exportações como o único meio para enfrentar a crise. Enquanto se insiste na mesma política cujo fracasso é evidente, Portugal gastou em 2010 (em 2011 nada se alterou) 2.757 milhões € com a importação de”animais vivos e produtos do reino animal; 2.277 milhões € com a de “produtos do reino vegetal”; 3.296 milhões com a de “matérias têxteis e suas obras”; 515 milhões € com a de calçado; 786 milhões € com as carnes; 1.251 milhões € com peixes e crustáceos; 498 milhões € com leite e lacticínios, ovos de aves, mel natural, etc.; 293 milhões € com produtos hortícolas; 510 milhões € de frutas. Portanto, bens que, com um apoio eficaz às empresas que produzem para o mercado interno, podiam ser produzidos no país. No entanto, no “”Acordo” esta importante matéria não é tratada nem são incluídas medidas para promover a produção nacional, a não ser campanhas de sensibilização.

Outro problema grave que não é tratado no “Acordo” é a quebra continuada do crédito às empresas e às famílias por parte da banca. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal, nos últimos 6 meses de 2011 (Maio/Nov2011), o credito às empresas e às famílias diminuiu em todos os meses, sendo o das empresas, em Nov.2011, inferior ao de Maio em -1.308 milhões €, e o das famílias em - 1.824milhões €. Isto está a contribuir também para o estrangulamento da economia portuguesa, para a falência de milhares de empresas, e para o aumento vertiginoso do desemprego, pois não há economia que funcione sem crédito. E o funcionário do FMI na “troika” continua a afirmar irresponsavelmente que não vê problemas de falta de crédito à economia, e o governo PSD/CDS segue-lhe as pisadas.

As medidas concretas do “Acordo” visam, por um lado, transformar a precariedade num modo permanente de vida para o trabalhadores portugueses e, por outro, baixar ainda mais os rendimentos do trabalho em Portugal, através dos despedimentos individuais com a justificação de diminuição da produtividade; da redução das indemnizações por despedimento; da diminuição do valor e da duração do subsidio de desemprego; de trabalho gratuito (redução de 3 dias ferias e de 4 feriados sem aumento de retribuição) em beneficio dos patrões; da criação de um banco de horas imposto pelo patrão cuja utilização poderá abranger o sábado sem que o trabalhador tenha direito a qualquer acréscimo de remuneração; de subsídios, pagos pela Segurança Social, aos patrões pela “criação” de emprego precário e com baixos salários.

Segundo o ”Acordo”, passará a constituir motivo para despedimento a “verificação de uma modificação substancial da prestação realizada pelo trabalhador”; a indemnização máxima por despedimento é reduzida para apenas 12 salários ou para 240 salários mínimos (é escolhido o valor menor), com excepção dos trabalhadores que, em Nov.2011, tivessem direito a um indemnização superior, cujo valor fica congelado; o valor e duração do subsídio de desemprego são reduzidos, podendo atingir metade do valor actual; reduz também para metade o pagamento por trabalho complementar. Com o pretexto de promover a criação de emprego, concede aos patrões um subsídio, pago pela Segurança Social, que pode atingir 419€/mês, durante um período de 6 meses, por cada desempregado contratado inscrito em centro de emprego há pelo menos 6 meses. No 3º Trim.2011 existiam 456 mil desempregados nesta situação, portanto os patrões ficam com a possibilidade, só por esta via, de “sacar” no limite à Segurança Social mais de1.146 milhões €. E têm o direito a este “apoio financeiro independentemente do modelo contratual”, e de haver “criação liquida de emprego” apenas durante o período de duração do contrato que, evidentemente, poderá ser de 6 meses pois o seu controlo é apenas “durante a concessão do apoio financeiro”.

É um autêntico maná para os patrões que não fica por aqui. O “Acordo” promove a redução de salários pois inclui o pagamento, pela Seg. Social, ao trabalhador de uma parte do subsídio de desemprego (50% nos 1º seis meses, e 25% nos 6 seguintes) se aceitar um emprego com um salário muito inferior ao subsídio de desemprego; cheques de formação para as empresas, etc. As “reformas estruturais”, ou o “paraíso” prometido por Passos Coelho e pela “troika estrangeira”, constantes também do “Acordo UGT/patrões/”, tão elogiado por toda a direita, só poderá trazer mais recessão económica, mais desemprego, mais desigualdades, e mais pobreza aos portugueses Como afirmou Joseph Stliglitz, prémio Nobel da economia, em visita a Portugal: “Estas medidas ao agravarem as desigualdades, reduzem o mercado interno, e agravam a crise. Muitas vezes, essas políticas são sinónimo de diminuição de salários, e isso, num ambiente já contraccionista, só agrava a recessão”.(Público, 18.1.2012). Mas os jornalistas e os economistas afectos ao poder, com acesso fácil aos média, estão cegos para tudo isto e só elogiam.

Eugénio Rosa

Rodrigo y Gabriela - Diablo Rojo



O duo mexicano gravou um novo disco em Cuba com uma orquestra de 13 elementos. Álbum Área 52

INICIATIVA - LUTA EM DEFESA DA FERROVIA NA LIVRAÇÃO

O PALCO DA INICIATIVA COM REPRESENTANTES DA COMISSÃO DE UTENTES E AUTARCAS











ÁLVARO PINTO, A VOZ SOLIDÁRIA DOS FERROVIÁRIOS





AS BANDEIRAS NEGRAS DA INDIGNAÇÃO









O POVO EM DEFESA DOS SEUS INTERESSES











Centenas de pessoas manifestaram-se hoje, na Livração, Marco de Canaveses, contra o encerramento da linha do Tâmega e aprovaram uma moção a exigir a reposição de transportes alternativos de autocarro assegurados pela CP

Representantes da Comissão de Utentes puseram à consideração popular a moção que se propõe enviar ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República, e que foi aprovada por unanimidade.

José Gonçalves, porta-voz da comissão, reafirmou que aquela via-férrea, com 12 quilómetros, entre Amarante e a Livração, no concelho do Marco de Canaveses, era a ligação mais rápida e económica entre as duas localidades.

Para aquele ativista, que falava no coreto da localidade, os utentes da linha ficaram sem alternativas de transporte, sobretudo depois de a CP ter acabado, no dia 31 de dezembro, com o autocarro que assegurava a ligação desde a suspensão de circulação ferroviária na linha do Tâmega.

José Gonçalves reafirmou críticas à câmara de Amarante, acusando o seu presidente de "subserviência face ao poder central".

Sempre muito aplaudido, o porta-voz dos utentes censurou o comportamento da ex-secretária de Estado Transportes, Ana Paula Vitorino, que em 2009 ordenou o encerramento da linha para obras, comprometendo-se com a reabertura da linha dois anos depois, o que nunca veio a ocorrer.


MOÇÃO DE APOIO À REABERTURA DA LINHA FERROVIÁRIA DO TÂMEGA
Os signatários abaixo assinados, reunidos no Largo da Livração, Toutosa, Marco de Canaveses, em 21 de Janeiro de 2012, e utentes da Linha Ferroviária do Tâmega, decidem aprovar e tornar pública a seguinte moção:
Após o encerramento, supostamente temporário, da Linha do Tâmega a 25 de Março de 2009, com vista à sua requalificação e abertura no prazo máximo de dois anos, o actual Governo decidiu extinguir definitivamente esta infra-estrutura que em muito contribuía para a melhoria das condições de vida dos habitantes da região.
A centenária linha de caminho-de-ferro do Tâmega servia as populações de Marco de Canaveses e Amarante, numa região onde faltam serviços públicos fundamentais, e onde escasseiam alternativas de transportes que permitam às pessoas deslocarem-se para as escolas, empregos e outras valias que na sua freguesia não encontram.
O motivo pelo qual estava prevista uma requalificação da linha do Tâmega, prende-se, por um lado, com o facto de se tratar de uma linha antiga a necessitar de obras, mas também com o facto de serem reconhecidas as potencialidades que o caminho-de-ferro tem para dinamizar o desenvolvimento de uma região que tem um dos maiores índices de pobreza e de desemprego no país, e dessa forma contribuir para que as populações mantenham um nível de vida digno, apostando também num transporte colectivo sustentável e ecológico.
ASSIM, tendo em conta que o troço da via-férrea entre a Livração e Amarante:
* é o meio de comunicação mais económico, curto e rápido entre estas duas localidades,
* contribui para a diversificação e o aumento dos visitantes à região,
* possui uma inegável importância histórica graças aos quase 100 anos durante os quais esteve em funcionamento.
TENDO ainda em conta que:
* algumas populações servidas pelo caminho-de-ferro, não têm uma ligação rodoviária adequada, estando por isso muito dependentes da transporte ferroviário,
* a anterior decisão que havia em requalificar a linha e as expectativas que foram criadas na população,
OS SIGNATÁRIOS da presente moção solicitam aos responsáveis políticos nacionais, regionais e locais a REABERTURA da linha ferroviária do Tâmega, como via indispensável para o desenvolvimento da região e a REACTIVAÇÃO do serviço de transporte rodoviário, feito em autocarros, assegurado pela CP, até à reabertura da linha.
Livração, 21 de Janeiro de 2012

Obs.: esta moção depois de aprovada e assinada pelos presentes será remetida para:
* Presidência da República
* Governo Português
* Assembleia da República
* Presidentes das autarquias de Marco de Canaveses e Amarante
* Comunicação social

A manifestação acabou, ainda, por ficar marcada por vaias dos populares ao Presidente da Junta de Vila Caiz, quando este acusou a comissão de utentes por não ter dialogado com as freguesias, a que a Comissão de Utentes respondeu que este Presidente foi contactado três vezes durante a semana e andou sempre a adiar o seu apoio.

Nada se estranha de autarcas do PSD e do PS sempre prontos a cumprir as directivas da cúpulas partidárias lisboetas.

domingo, 22 de janeiro de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Etta James - At Last



Etta James - 25 de janeiro de 1938 /20 de janeiro de 2012

As bojardas de Cavaco Silva


As declarações de Cavaco Silva relativas às suas pensões são uma afronta à nossa inteligência e às dificuldades em que vive boa parte da população portuguesa. Dizendo que recebe 1300 euros de pensões mais qualquer coisa que não quantificou e que isso não lhe chega para as despesas, depois de ter prescindido do vencimento de Presidente da República, é algo que escapa ao entendimento de toda a gente....

Em primeiro lugar porque não é esse o valor de pensões que recebe.

Em segundo porque omite o património edificado e financeiro de que dispõe.

E em terceiro lugar porque não referiu a que tipo de despesas a que se refere, sendo altamente improvável que esteja a falar de alimentação, vestuário, transportes, despesas de saúde e educação, habitação principal, que são as despesas que afligem a generalidade das pessoas.

Terá encargos com outras habitações que a generalidade dos portugueses não tem. E certamento os tem por decisão sustentada nos próprios recursos ou em préstimos que terá contraído para esse fim.

O Presidente da República é uma figura ímpar no nosso sistema político. O respeito para com essa figura, apesar das diferenças de opções políticas, não tem sido quebrada. Mas com esta declaração dá um tiro no pé, mas dos grandes!

(em antreus.blogspot.com)

O sr. deputado do PSD devia ter vergonha por defender o fim do horário d...



a Deputada Rita Rato (PCP) em ataque cerrado á direita parlamentar. Bravo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Já não há pachorra…

Diz o presidente da república mais ignorante, repugnante, hipócrita, cínico e incompetente da História de Portugal, o tal que acumulou durante anos várias reformas, e que ultimamente abdicou do salário de Presidente da República para só passar a receber uns míseros 10.042 € mensais, que, somando os proveitos disto e daquilo, na verdade, só vai receber é uns míseros 1300 € por mês, valor que, segundo ele, acumulado ao que recebe do Banco de Portugal, “não vai dar para as despesas”. Mas esqueçamos os proveitos passados e presentes, as fortunas e os bens entretanto acumulados durante anos e anos de exercício de “cargos” – chamemos-lhes assim – em entidades públicas e privadas, partindo do pressuposto que é mesmo só isto que o presidente tem e recebe, fazendo também de conta que grande parte das suas despesas actuais não são pagas pelo Estado – residência oficial, deslocações, motorista(s), carro(s), refeições, saúde, etc. E assim sendo, pergunto: como é que este alto-burguês, velho serventuário e bolseiro do grande capital económico e financeiro, tem o tremendo descaramento, a grosseira desfaçatez, para não dizer, a total falta de vergonha na sua hedionda cara, de se queixar de 1300€ mensais (mais o que recebe do BdP e que hoje não soube quantificar), quando uma grande parte dos portugueses sobrevive miseravelmente e paga todas as suas contas com a porcaria de um salário mínimo de 485€, ou com pensões de 200 ou 300€ por mês, muito por culpa do que ele próprio fez e continua a fazer como governante do país?
Isto não é só não ter conhecimento da realidade, como já ouvi dizer por aí. Dizer isso é dizer pouco, é fazer-lhe cócegas. Este tipo de declarações só pode vir de quem verdadeiramente nunca fez parte da realidade portuguesa, de quem viveu antes numa realidade muito distante da do comum dos cidadãos, de quem nunca precisou do esforço, do sacrifício e do mérito para ter o que tem, gozando toda a vida de luxos e proveitos associados a “cargos” – chamemos-lhes assim – políticos e financeiros.
Isto ultrapassa todos os limites da decência. Já não sobra paciência para estes desaforos. Este senhor devia ser imediatamente destituído de todas as funções. É uma vergonha para o país ter o presidente que tem! Uma vergonha! Um nojo! Uma aberração!



(em adargumentandum.wordpress.com)

leitura

Sinopse

“Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia "O Século", as vidas de 5 famílias - americana, alemã, russa, inglesa e escocesa - cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista.
Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.
Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.”
Editorial Presença, 2010

Acabei de ler o 1.º volume da Trilogia O Século, de Ken Follett, intitulado A Queda dos Gigantes. Trata-se um volume de 900 páginas, com um registo histórico de factos impressivos da primeira metade do século xx, salpicado por episódios não verídicos, mas simbólicos. Embora seja a visão algo egocêntrica de um galês, sublinhe-se no autor e na sua obra dois aspectos importantes: o reconhecimento do papel importante do sindicalismo e do sufragismo na evolução histórica, bem como da perspectiva revolucionária nomeadamente na Rússia czarista e a confirmação do apoio de uma grande coligação internacional aos contra-revolucionários na Rússia de Lenine.
Uma única referencia á participação portuguesa na primeira guerra mundial com um diálogo em que um delegado português á Conferência de Paz referia nunca Portugal ter assinado um Contrato ou Acordo Internacionais que não tivesse a palavra Deus como fonte inspiradora. Motivo de galhofa já então.
CR

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ruben Gonzalez - Como siento yo

texto

Até a caridade é em segunda mão!

“O que viemos fazer?», pergunta a educadora. “Entregar brinquedos”, respondem em coro as crianças. “Para quem”, continua a educadora. “Para os meninos que não têm”, explicam, de forma simples, os meninos do jardim-de- infância de Carregoso, em Bitarães. As crianças participaram assim na inauguração da Loja Social de Paredes, dando o exemplo de como deve funcionar o “dar e receber” do espaço (em O Verdadeiro Olhar).

O texto acima é uma pérola do jornalismo ao serviço do mais negativo assistencialismo. Até o nome Jardim de Infância tem direito a particulares hífens de ligação, como se fora alguma parceria de duplo sentido.

A Câmara Municipal de Paredes mostrou-se “inconformada” perante as necessidades de famílias carenciadas, disse Marco António Costa, o Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social. E juntos resolveram a “inconformidade”, descobrindo a solução “social”, o placebo, na ideia da Loja Social de Paredes. Transformar a autarquia, o próprio Estado, numa quermesse, numa tômbola de Bem Fazer, é o máximo que se pode esperar do Governo da Direita.

A Loja Social de Paredes, informam-nos, tem duas lojas com “vários produtos de primeira necessidade”. Porque “é necessário partilhar” (princípio cristão) são doados produtos (vestuário, calçado, brinquedos, alimentos, medicamentos, mobiliário) que já não se usam, mas “com qualidade”. Os produtos que não sejam de primeira necessidade, serão vendidos para adquirir outros mais prementes.

A generosidade da população é utilizada de forma primária. A dignidade do tal “dar e receber” está ao nível da frase de Marco António: “Qualquer cidadão que entra nestas lojas pensa que está a ver coisas novas”. A ilusão de pensar ter perante a constatação de não se poder sobreviver. Os mesmos que produzem a miséria estão no comércio não inocente dos actos caritativos.

O verdadeiro apoio social é entendido muitas vezes como ensinar os outros a pescar, em alternativa a dar-lhe o peixe. Em Paredes, o peixe doado é de plástico.

humor negro



COMUNISTAS FAZEM AFUNDAR CONCÓRDIA

A culpa é sempre dos comunistas. É culpa dos comunistas que o governo tenha desencadeado uma das maiores ofensivas contra os trabalhadores.

É culpa dos comunistas que a CGTP, e bem, se tenha recusa a dar a sua anuência aos sonhos e aspirações das confederações patronais e do governo.

E agora parece que é culpa dos comunistas que a UGT tenha assinado o tal acordo agressivo. Não fosse tão ridícula esta declaração de João Proença, que agora também afirma que assinou o acordo porque houve senhores "não socialistas" da CGTP que lhe pediram que o fizesse e talvez tivesse algum crédito.

Ah, é verdade, consta por aí que havia dois comunistas e um marinheiro com gosto pela literatura anarquista no paquete que se afundou ao largo de Itália! Libertem o comandante, já! Estão encontrados os responsáveis!

(em aessenciadapolvora.blogspot.com)

Comentário: numa escotilha, vislumbra-se João NãoPensa, secretário geral da União Geral dos traidores, vitima dos comunistas da CGTP, que lhe sabotaram a perspectiva de umas férias á custa do Capital e sem sombra de Vergonha.

retirado do baú

Mais um mauzão oposicionista do PS, entusiasta defensor do acordo de "concertação social"... e a propósito, e retirado do baú, uma CARTA ABERTA eloquente, resposta adequada á sua prosápia "de gauche" que não é senão a auto-justificação de uma militancia á direita.

Carta Aberta ao Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares

Exmº Senhor Ministro Augusto Santos Silva,

Venho por este meio informá-lo que me sinto insultado pelas suas afirmações proferidas ontem à noite, em Chaves e dadas hoje à estampa na comunicação social escrita.
Foi o comunista do meu pai, Sérgio Vilarigues, que esteve preso 7 anos (dos 19 aos 26) no Aljube, em Peniche, em Angra e no campo de concentração do Tarrafal para onde foi enviado já com a pena terminada. Que foi libertado por «amnistia» em 1940, quatro anos depois de ter terminado a pena. Que passou 32 anos na clandestinidade no interior do país, o que constitui um recorde europeu. Não foi ao seu pai, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a comunista da minha mãe, Maria Alda Nogueira, que, estando literalmente de malas feitas para ir trabalhar em França com a equipa de Irène Joliot-Curie, pegou nas mesmas malas e passou à clandestinidade em 1949. Que presa em 1958 passou 9 anos e 2 meses nos calabouços fascistas. Que durante todo esse período o único contacto físico próximo que teve com o filho (dos 5 aos 15 anos) foi de 3 horas por ano (!!!). Que, sublinhe-se, foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem da Liberdade em 1988. Não foi à sua mãe, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a mãe das minhas filhas, Lígia Calapez Gomes, quem, em 1965, com 18 anos, foi a primeira jovem legal, menor (na altura a maioridade era aos 21 anos), a ser condenada a prisão maior por motivos políticos – 3 anos em Caxias. Não foi à sua esposa, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a minha filha mais velha, Sofia Gomes Vilarigues, quem até aos 2 anos e meio não soube nem o nome, nem a profissão dos pais, na clandestinidade de 1971 a 1974. Não foi à sua filha, e ainda bem, que tal sucedeu.
Fui eu, António Vilarigues, quem aos 17 anos, em Junho de 1971, passou à clandestinidade. Não foi a si, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi o caso do primeiro Comité Central do Partido Comunista Português eleito depois do 25 de Abril de 1974. Dos 36 membros efectivos e suplentes eleitos no VII Congresso (Extraordinário) do PCP em 20 de Outubro de 1974, apenas 4 não tinham estado presos nas masmorras fascistas. Dois tinham mais de 21 anos de prisão. Com mais de 10 anos de prisão eram 15, entre eles Álvaro Cunhal (13 anos).
São casos entre milhares de outros (Haja Memória) presos, torturados e até assassinados pelo fascismo. Para que houvesse paz, democracia e liberdade no nosso país.
Para que o senhor ministro pudesse insultar em liberdade. Falta-lhe a verticalidade destes homens e mulheres. Por isso sei que não se retratará, nem muito menos pedirá desculpas. As atitudes ficam com quem as praticam.

Penalva do Castelo, 8 de Março de 2008
António Nogueira de Matos Vilarigues

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

humor



alguns dos mauzões oposicionistas do PS



o secretário geral á busca do tom certo da encenação



o champanhe dos festejos



o herói da farsa, o clown

Arménio Carlos debate com Mário Crespo, o porta-voz do governo


Arménio Carlos debate com Mário Crespo (nos próximos dias suceder-se-ão monólogos entre todos os Duques para, convenientemente, higienizar a opinião)

Este vídeo é o exemplo da luta ideologica cerrada que se trava em Portugal, entre as massas populares e uma oligarquia politica e económica, que tem ao seu serviço os novos João Coito. O fascismo vem aí, por mais que alguns se riam disso. E convém ter nas nossas trincheiras os melhores generais, como o Arménio Carlos provou ser.

Mário Crespo – Corpo a corpo...

O baboso Mário Crespo (que alguns insistem em considerar um grande jornalista) ainda não se refez da perda do seu famoso programa “Plano Inquinado”... perdão, “Inclinado”, programa onde eram debatidas as minudências do dia a dia do país, pela “ciência” do prof. Nuno Crasso, desculpem, Crato, e essa luminária irascível que dá pelo nome de Merdinha Carreira... chiça!... Medina!!! (isto hoje está bom, está!).
Por enquanto, resta-lhe babar-se em direto na TV, aqui e ali, sobre os seus “amores”, embora o que lhe dê mais prazer seja destilar azedume, preconceito e falta de profissionalismo, sobre os seus “ódios de estimação”.
A CGTP é um desses ódios antigos do Crespo, logo, Arménio Carlos, também. É o que se pode ouvir e ver nesta peça nojenta da SIC Notícias, onde o baboso Crespo faz tudo o que pode, ora pelo ar escarninho, ora pela provocação, ora pelo simples ruído, para que o pensamento e os argumentos de Arménio Carlos não passem.
Felizmente, não teve sucesso!

O Arménio Carlos conseguiu a difícil proeza de lutar com um porco... sem se sujar.


(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

texto retirado do baú

Excertos do diário íntimo de Correia de Campos

15.01.2008, José Vítor Malheiros, jornalista

Há pessoas tão estúpidas que nem percebem a diferença entre um SUB, um SUP e um SUMC
"Há pessoas muito estúpidas. Há pessoas tão estúpidas que nem sequer percebem que, quando se fecha o serviço de urgência do hospital da sua terra, isso é para o seu bem. Há pessoas tão estúpidas que nem sequer percebem que muitos dos serviços de urgência que se fecham nem sequer são verdadeiros serviços de urgência e que o facto de estar lá um médico que os ouve, os examina, os atende e os trata é secundário quando se compara isso com a racionalidade da rede de urgência nacional e pode até ser mais prejudicial do que benéfico. Mais: há pessoas tão estúpidas que são capazes de confundir "emergência médica" com "urgência médica" ou mesmo com um simples caso agudo. Apesar de isto até já ter sido explicado na televisão!
Mas não é tudo: há pessoas que são tão, tão estúpidas que levam a sua estupidez ao ponto de levar uma criança a uma urgência hospitalar durante a noite e lá passar cinco horas com a criança embrulhada numa manta nos joelhos só porque têm medo de que se trate de uma coisa grave que exija uma rápida intervenção médica, quando qualquer médico percebe que não é nada grave e que tudo o que é necessário é baixar a febre e fazer inalações de vapor. É gentalha como esta que entope o sistema. E há mais: há pessoas tão supinamente estúpidas que nem percebem a diferença entre Serviços de Urgência Básica, Serviços de Urgência Polivalente e Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica (como se eu já não tivesse explicado o que significam estes conceitos) e que dizem que tudo o que querem é poder ter acesso rápido a cuidados médicos em caso de necessidade. Uma tristeza.
Há pessoas tão estúpidas que acham que quando lhes dizemos que a intervenção precoce é fundamental em casos de AVC ou ataque cardíaco ou coisa semelhante acham que isso quer dizer que devem ter acesso a cuidados médicos ali ao pé de casa e não percebem que uma hora ou duas a mais ou menos (ou três ou quatro) no fundo não tem importância nenhuma. Há pessoas tão estúpidas (e tão egoístas) que não percebem que na política de saúde se trata antes de mais de estatísticas e que a importância do seu caso pessoal empalidece ao pé de mil outros. Mas isto ainda não é tudo: há pessoas que são tão estúpidas que nem percebem que não tem a mínima importância terem de se deslocar umas dezenas de quilómetros até ao SUB ou SUP ou SUMC, conforme o caso, porque podem apanhar um táxi ou uma ambulância ou mesmo um helicóptero. Algumas destas pessoas são tão indiferentes às prioridades da organização da rede de urgência que levam o seu egoísmo ao ponto de se queixarem da despesa e do incómodo que essas deslocações lhes causam. O que são 200 ou 300 euros quando é a saúde que está em causa?
Outras pessoas levam a estupidez ao ponto de se queixarem de passar horas à espera nas urgências, sem perceber que isso significa que devem estar num hospital central com todas as valências, o que só por si lhes devia agradar. Outras pessoas são tão estúpidas que se queixam de que houve serviços que foram fechados antes de terem sido abertos os serviços alternativos. Há até quem se queixe por haver 650.000 pessoas sem médico de família. E até há pessoas tão estúpidas (algumas delas altamente colocadas) que acham que os portugueses têm razões para se perguntarem para onde vai o país em matéria de cuidados de saúde e que consideram que a reforma não foi suficientemente explicada. Há outras pessoas que são tão estúpidas (incluindo pessoas que fazem parte de comissões técnicas que até deviam perceber destas coisas) que acham que as intervenções na rede de urgências começaram a ser feitas antes de se ter pensado no quadro global e que se está a pôr o carro à frente dos bois e a tomar decisões avulsas conforme as pressões locais.
Há tantas pessoas tão estúpidas que acho que a única solução é mesmo dissolver o povo. Ia reduzir o acesso às urgências."

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Dougie MacLean - Ready For The Storm

LOW COST e BIG LATA

O antigo secretário de Estado da Justiça garante que optou "sempre pelo 'low cost' e nunca pela incultura" na remodelação ao gabinete que ocupou enquanto esteve no Governo. "O custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de Estado", escreve na sua página do Facebook.
José Magalhães garante que a opção decorativa que adoptou quando remodelou o gabinete que ocupou enquanto foi secretário de Estado da Justiça procurou aludir ao heterónimo de Fernando Pessoa, "Ricardo Reis e à herança cultural da antiguidade clássica".

Em reacção à notícia publicada na sexta-feira, no "Correio da Manhã", o antigo governante garante que na redecoração, optou "sempre pelo 'low cost', mas nunca pela incultura". Magalhães assegura que "o custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de Estado".

Sobre as opções decorativas, o antigo secretário de Estado de José Sócrates diz que "tinha uma foto do Terreiro do Paço ao longo da parede, reflectindo num espelho (forma elementar de ampliar uma salinha minúscula, mas com vista esplendorosa). Uma foto obviamente suspeita. Como podem mentes incultas gerir com eficiência", ironizou. Magalhães não faz qualquer alusão às referências maçónicas que, segundo o "Correio da Manhã", também foram tidas em conta na remodelação do gabinete. Sabe-se agora que o ex-governante PS comprou símbolos maçónicos com dinheiros publicos.

De acordo com o "Correio da Manhã", a renovação do gabinete do antigo secretário de Estado da Justiça custou mais de 62 mil euros. "A remodelação do espaço de trabalho do ex-governante, segundo os dados a que o 'CM' teve acesso, não foi barata: de uma despesa total superior a 62 mil euros, quase metade, no valor correspondente a mais de 26 400 euros, diz respeito a gastos com a aquisição de sofás, cadeirões, secretárias, candeeiros e carpetes. E um conjunto de computadores portáteis, televisor LCD e telefones portáteis atingiu a quantia de 16.500 euros", revela o jornal.

O pior jornalismo vindo da Estação Televisiva de Carnaxide veio ao de cima com a referência á condição de ex-PCP de José Magalhães. A bem da verdade não se nega ele ter sido militante do PCP até 1990, e mesmo seu deputado de 1983 a 1990. Mas sublinhe-se que, após ser deputado "independente" de 1990 a 1991, a sua vida politica decorreu por longuissimos anos (e "proveitosos" para ele) debaixo do simbolo PS (deputado e governante ate 2011). O PCP não patrocina estratégias de low cost...COM OU SEM AVENTAL DE UMA SOCIEDADE SECRETA.

O país não são os banqueiros seus amigos, sr. deputado Pedro Pinto!



O discurso acutilante de Miguel Tiago (PCP) e o nababo do Pedro Pinto (PSD)

domingo, 15 de janeiro de 2012

texto

A CADEIRA DO SENHOR PRESIDENTE

Paredes está na era do design. Depois de andarmos anos a falar de cidades inteligentes, investimentos de milhões de euros e futuro com final brilhante, que se revelaram projectos para embalar tolos, surge agora a era do design.

Chegou-me às mãos um livrinho de capa alaranjada com o nome Paredes Polo do Design do Mobiliário. Com um subtítulo algo pretensioso que nada diz. Criar é prosperar. Com a reserva inicial suscitada por um invólucro assim, dito modernaço, lá me embrenhei na leitura. Pensava eu que iriamos ter reabilitação urbana á séria, eliminação da favela da cidade, eliminação da latrina da cidade, ou similar. Mas isso não era Design do Mobiliário, mas sim construção da Cidade.

Não. Uma qualquer responsabilidade municipal (certamente ao mais alto nível), assessorada por algumas entidades universitárias e empresas, decidiu explicar ao povo o que é o design. Tomou como elemento central uma cadeira. A cadeira. E a explicação, que custará certamente alguns milhões ao contribuinte português e talvez um pouco mais ao contribuinte europeu, desenvolve-se atribuladamente ao longo do livrinho.

Assim preconiza-se “um novo modelo económico para a região cruzando as indústrias tradicionais com as indústrias e actividades criativas”. Fica-se sem perceber o que são umas e outras, sendo certo que as indústrias tradicionais só sobrevivem com inovação e criatividade no produto final. Daí a um novo modelo económico vai um mar de problemas não resolvidos (mercado interno, exportação, crédito, competitividade, direitos sociais, higiene no trabalho, remuneração, etc).
Depois fala-se de um “projecto de regeneração urbana na cidade de Paredes” que ninguém ouviu falar e muito menos implementar. E por fim “um cluster das ideias criativas da região norte” que de ambicioso e utópico nem precisa de comentário.

Falemos de eventos. Art on Chairs pretende ser o maior evento mundial da arte e design associado á cadeira. É a cadeira no superlativo, até enjoar. São 2 meses a falar de cadeiras. Se fosse Paredes a capital da pera rocha, seriam 2 meses a falar de peras rocha.

E aqui temos na cultura de uma cadeira “paredensis” a profundidade de explanações do tipo “ a cadeira, enquanto ícone do design, veicula um conjunto de valores que nesta ocasião específica serão expressão da forma de habitar e da cultura material de cada personalidade convidada (para uma iniciativa chamada Duets).

Temos a dialética da cadeira e do seu utilizador, relembra-nos o livro “alaranjado” da cadeira.
Ainda mal refeitos da sapiência que encontra um conjunto de valores num simples cadeira, lá apanhamos com o “cariz funcionalista da cadeira” em contraponto com uma “poética, estética ou eticamente invadida” ou a “sustentabilidade” da cadeira (que não tem nada a ver com o número e consistência das pernas). Só espíritos superiores em 2012 nos poderiam falar da “convivência entre a manualidade e a automatização na produção de cadeiras”. Ou da “possível superioridade dos materiais naturais em relação aos artificiais, mesmo na produção em série”. Os homens e mulheres do design vêm dar lições sobre os materiais da indústria aos produtores e consumidores.

Ficaremos á espera do futuro Mosteiro das Artes do Móvel, que certamente será um sucesso como foi o Museu da Miniatura do Móvel.

Mas falar de cadeiras sugere-me a famosa cadeira de Salazar que tendo-se partido suscitou uma mudança da história Portuguesa. Saramago num dos seus primeiros livros após o 25 de Abril tem um conto sobre o tema. As cadeiras são muito instáveis se o seu utilizador delas não faça bom uso. Vejam-se as cadeiras do poder.

cristianoribeir@gmail.com

sábado, 14 de janeiro de 2012

Titãs - Vossa Excelência



Parece que os Xutos e Pontapés TAMBÉM cantam isto, envergonhadamente.

Vossa Excelência (Titãs)

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!

Filha da Puta! Bandido!Corrupto!Ladrão!

Sorrindo para a câmara
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmaras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado

Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então...
Faça-se a justiça!
Vamos arrumar vossas acomodações, Excelência.

Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

Alvaro Santos Pereira desafia portugueses a exportar "natas"!




A verdadeira nata dos economistas...

Depois da colossal exportação de pastéis de nata que se avizinha... espero que, no fim de tudo, sobrem uns tantos já bem duros e azedos, para recompensar (de preferência bem em cheio) o ministro Álvaro, pela genial ideia que irá salvar a nossa economia.
É uma nova estirpe de “doença bipolar”: intercalar a canalhice com momentos da mais profunda idiotia!

em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

O Ministro que temos!!! As ideias imbecis e desactualizadas do Professor Universitário "Canadiense".

COMENTÁRIO: E porque não "exportar" linguas de gato ...ou favas com chouriço... ou arroz de cabidela?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

carta

eu gosto muito da euroxondajem. é sempre muito oportuna. dá o psd a subir, o ps a subir, o cds a descer pouco, o bloco a subir um bocadinho, e ... os comunistas a descer. gosto assim. andaram metidos lá com os serviços secretos, com a maçonaria, com o Pingo Doce e queriam subir? se não fosse o Portas e o Cavaco, a fazer manifestações a defender o leite e contra as taxas devoradoras da saúde, que os comunistas querem aumentar, como estariamos? e não foram os comunistas, que queriam pôr o aparelho da transmissão da televisão?
eu gosto muito da euroxondajem. Dá a imagem dos politicos a descer, essa gente corrupta, com a excepção do Portas. Dá a imagem das instituições a descer, sobretudo a assembleia da república... que o governo faz o que pode, coitado. ainda agora aumentou as pensões mínimas, não é muito mas é melhor do que nada. os comunistas aumentaram alguma coisa as pensões minimas? eu gosto muito da euroxondajem. É séria, baseada nuns telefonemas, nunca se engana.
um destes dias vou fazer uma promessa em fátima, para que os senhores da euroxondajem possam ter muita saúde. e energia, contra os ateus.

um percurso desde há 10 anos



A Farpa

O ano de 2002 inicia-se em Lordelo com uma publicação que fez e faz história: A Farpa. O editorial do boletim explica que o nome é uma “alusão às crónicas de Eça de Queirós e de Ramalho Ortigão, mas também porque numa terra de marceneiros, a farpa (de madeira) é frequentemente infligida nos dedos dos mais incautos. Metaforicamente, este nome assume uma dimensão profunda porquanto revela a necessidade da crítica incisiva ao estado actual da sociedade lordelense”.
Odiado por alguns e admirada por muitos, o pequeno jornal tornou-se uma referência incontornável que ultrapassou as fronteiras da freguesia de Lordelo.
De facto, o grupo de jovens liderados pelo camarada Miguel Correia foram os protagonistas de uma intervenção política, que veio dar um novo impulso ao Partido na maior freguesia de Paredes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

património histórico



A Casa dos Magalhães é um edifício do Século XVIII, que pertencia à familia Magalhães em Amarante. Encontra-se em ruína desde 1809, quando foi incendiado pelas tropas francesas durante as 2ªs invasões francesas. Actualmente, é um dos principais pontos turísticos da cidade e também símbolo da resistência contra os invasores franceses.

humor

a "sensibilidade social" dos poderosos



Decorria, na SIC-N, o programa “Contracorrente”. A pivot Ana Lourenço dirigiu uma pergunta diretamente a António Barreto:
- Perante esse diagnóstico e os oitocentos milhões... ou setecentos e cinquenta milhões... não acha abominável que se discuta se alguém com setenta anos tem direito à hemodiálise ou não?
Enquanto António Barreto ficou paralisado, embasbacado, sorrindo com a cara de parvalhão que se lhe conhece... a sempre ladina Manuela Ferreira Leite meteu rapidamente a colherada:
- Tem sempre direito, se pagar!
E foi por aí fora, debitando pela enésima vez a treta liberal segundo a qual não é possível ter um Serviço Nacional de Saúde gratuito para todos, e blá, blá, blá, blá, blá, blá... o que traduzido quer dizer que o que resta de classe média ainda com algum poder de compra deve juntar-se aos mais ricos, para ajudar a engordar o chorudo negócio privado da saúde, deixando o SNS sem meios, entregue aos “pobrezinhos” e à caridade.
Acho que já gastei todos os adjetivos adequados a esta figurona do PSD... e à hora a que escrevo não está nada aberto para ir comprar mais. Mesmo assim, não posso deixar de dizer que estas declarações (pelas quais os visados, muito justamente, exigem um pedido de desculpas) deixaram no ar aquele cheiro nauseabundo que empesta tudo, que se cola à roupa, que dá volta ao estômago... como se estivéssemos a passar por Cacia, ou Vila Velha de Ródão, num daqueles dias piores.
Não vou também perder tempo a desejar que a ex-governante (que já ultrapassou os setenta anos) se veja na situação de precisar de hemodiálise... e não ter dinheiro para a pagar.
Dizer ainda que, das duas fotografias que tinha da dona Manuela em pose de “República”, estive muito inclinado a publicar a outra em que, tal como no célebre quadro de Delacroix, ela empunha a bandeira com os gloriosos seios desnudados... mas graças ao titânico esforço conjunto e capacidade persuasiva de todos os deuses do Olimpo, acabou por prevalecer o bom senso!
(em samuel-cantigueiro.blogpress.com)

http://youtu.be/2kU8a03yzpk

Coisas destas, vindas de quem vêm, não são propriamente uma novidade. Não vale a pena, como já li por aí, sugerir a insanidade da senhora. Ela não está senil. E o problema é precisamente esse. É que ela está mesmo a ser sincera, está mesmo consciente e é exactamente aquilo que ela pensa. Quando Ferreira Leite sugeriu “a suspensão da democracia”, queria mesmo pôr “tudo na ordem” de forma ditatorial. Quando disse que o objectivo do casamento era a procriação, estava mesmo a verbalizar a sua doutrinação irracional. Quando disse que não devia ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite, estava mesmo a defender a censura. Escusam de vir com “foi tirado do contexto”, “não se explicou bem”, “não era isso que queria dizer”, “foi mal interpretada”, não foi nada. A senhora diz o que pensa e pensa no que diz, expondo aos olhos de toda a gente o seu fastiento atraso idiossincrático.
PS: Não se escandalizem muito com palavras de “defuntos” políticos. Há “sobrevivos” que pensam exactamente da mesma maneira. Sobretudo no mesmo partido e que é, por acaso, aquele que está no governo. Dito por outras palavras: é esta gente que manda.
(em adargumentandum.wordpress.com)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Gnarls Barkley - Crazy

ACTIVIDADE

Acabei de completar a elaboração e encadernação do Volume XII de “Como se fosse percorrido a pé – Fragmentos da História do PCP no Porto Interior”, de que sou autor.

Esta recolha de informação, que abrange os anos de 2001 a 2011, é relativa á intervenção do PCP em Concelhos do Vale do Sousa e Baixo Tâmega e engloba desde as propostas parlamentares de alterações do PIDDAC, os conteúdos de conferências de imprensa, iniciativas e repercussão na imprensa regional e local, até cartazes de manifestações do movimento sindical unitário. Referência específica para a actividade das comissões concelhias, com os problemas locais e programas eleitorais da CDU. E também dossiers de trabalho como a água pública ou desemprego.

Este registo histórico enriquece-se com referências e textos de (e sobre) Armando Mesquita, Arnaldo Mesquita, João Lima, José Calçada, José Paulo Gonçalves, Manuel Vilas Boas.

grande expediente lusitano

Política - Catroga defende o seu valor de mercado na polémica dos nomes para a EDP - RTP Noticias, Vídeo

É o Grande Expediente Lusitano, a grande loja de favores e de lealdades “á sombra”, central distribuidora de tachos, gestores e carreiras politicas. Não têm aventais, nem rituais exóticos. Praticam o “venha a nós o vosso rendimento”

É Eduardo Catroga, o desbocado irmão mais velho do Passos imberbe e juvenil, com um salário mensal num Conselho Luso-Chinês de 45.000 euros mensais, mais 9.600 euros de pensão, uns pintelhos…a preços de mercado.

É Celeste Cardona, a discreta ex-ministra, que depois foi banqueira, e agora é especialista em “luzes”…da ribalta.

É o Teixeira Pinto, o bêcêpê, autor da proposta de revisão constitucional PSD que apresenta o supremo argumento da “razão atendível” para despedimento e portador de incapacidade... “flexível”

É o Braga de Macedo, o cavaquista ex- ministro das finanças, um dos percursores mediáticos do sacrifício para o povo.

É Manuel Frexes, presidente da Câmara do Fundão, nomeado pela Cristas para as Águas de Portugal, num esforço para racionalizar um sector a que a autarquia do Fundão deve 8,3 milhões de euros…

É o Castelo Branco (não, não é o outro!) do CDS do Porto, o vice presidente da Câmara que abandona o Rio… igualmente nomeado pela Cristas, para a mesma AdP… conjuntamente com um Manuel Fernandes Thomas, igualmente da “bolinha ao Centro”

País - Nomeações para a Águas de Portugal causam polémica - RTP Noticias, Vídeo