um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O EDIFÍCIO INTRIGANTE DO FUNCHAL

O edifício, intrigante, Adicionar imagemfica na Avenida Sá Carneiro, contigua á marina e porto do Funchal. Foi inaugurado a 7 de Outubro por Sua Excelência o Presidente do Governo Regional da Madeira. Diz a placa da inauguração que se trata de “Arranjo Urbanístico da Avenida Sá Carneiro e Praça do Mar” e obra da Vice- Presidência do Governo Regional da Madeira.
Ficamos a saber ineditamente que na Madeira um edifício moderno não tem nome ou é simplesmente “Arranjo Urbanístico”. Ficamos a saber que na Madeira do jardinismo há obras da Vice- Presidência, quando em todo o lado o comum é haver obras do Governo X ou da Secretaria de Estado Y ou da Câmara Z.

Mas descansem todos os que pensem que o tema do edifício funchalense se esgota na parvoíce de uma placa inaugurativa. O edifício de dois pisos está fechado, embora bem iluminado no exterior. A sua configuração faz lembrar o Pavilhão de Portugal da Expo, embora em versão menor. Não se sabe bem para que serve, embora se deduza que terá custado alguns largos milhões de euros, sem contar com o espaço circundante, os passeios da referida Avenida e a tal Praça do Mar, e o parque de estacionamento subterraneo de 400 carros. Alguns dizem que servirá para concessões de lazer, cultura e turismo. Talvez.

Jardim e os seus amigos construtores estão de parabéns. Depois de um inútil Túnel em Ponta do Pargo, um enigmático edifício na baixa funchalense. E há mais.

domingo, 30 de outubro de 2011

Jorge Palma - Página em Branco



O NOVO JORGE PALMA

PQP


O BETINHO

Uma outra forma de dizer...
...
«Desapareçam-me da vista e não chateiem !»
(aqui)

Pode ser que se trate apenas de um betinho investido nas funções de secretário de Estado. Eu apenas confesso que, provavelmente falha minha, em mais de 45 anos de vida activa e adulta nunca tinha ouvido da boca de um governante um tão descarado (e aliás inútil) elogio e incentivo à emigração dos portugueses. Isto para já não falar deste supimpa conceito de «zona de conforto» que, nas circunstâncias actuais, deve ser brincadeira de mau gosto. Mas, pronto, aqui está mais um belo símbolo dos que hoje nos desgovernam. Desta vez, deixo publicar comentários que digam aquela coisa que eu não sei o que é e que se exprime pelas iniciais PQP

(Vitor Dias, em otempodascerejas2.blogspot.com)

O FAROL, O TÚNEL E OS GATOS

O Túnel do Farol da Ponta do Pargo é exemplar da obra pública do jardinismo.

Ponta do Pargo é a ponta oeste da ilha da Madeira, tendo por ex-libris um farol. O acesso ao farol faz-se por duas estradas modernas alternativas, uma das quais tem um túnel com duas vias. Recentemente visitei o farol. Aí chegado, vislumbra-se a boca do referido túnel. No largo adjacente ao farol, estacionava um só carro, de visitantes ocasionais como eu. A chegada de visitas ao largo provocou uma concentração de … gatos. Eram 9 distintos e pacíficos felinos caseiros.
O túnel permaneceu silencioso. Quando concluí a visita, regressei atravessando o túnel. São 237 metros, a que segue um muro alto, de pedra, de consolidação do talude da estrada.
Como se vê, quase ninguém em tarde de sábado. Só restavam os gatos, um casal de visitantes e o faroleiro. O túnel do farol da Ponta do Pargo é exemplo de obra inútil do jardinismo. O País deveria conhecê-lo. O Presidente da República deveria conhecê-lo. O Primeiro Ministro deveria conhecê-lo. A Troika deveria conhecê-lo. A elite política e cultural tem de o conhecer. Assim como o Presidente do Tribunal de Contas, a Justiça, as polícias.

Um País que faz (como fez) o referido túnel ensandeceu. Kaput! Endoideceu! E se não se assumem responsabilidades concretas, pior será. Afinal morreu!

A ignorância e as mentiras de Miguel Relvas

Como seria de prever, o Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos subsídios de Férias e de Natal.

Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que seriam mais de dois. Seguiu-se-lhe Miguel Relvas a preparar o terreno para Pedro Passos Coelho, como sempre a desdizer tudo o que andou a dizer nos últimos anos.No meio disto tudo, as declarações de Miguel Relvas, para além de profundamente demagógicas, revelam um ministro que não sabe do que fala – e quem não sabe é ignorante – e que falseia a verdade em vários pontos. Ora, quem falseia a verdade mente. E quem mente é mentiroso.

Diz Miguel Relvas que há muitos países que só têm 12 vencimentos, citando a propósito a Holanda, a Inglaterra e a Noruega. E não se percebendo como afirmação tão momentosa não mereceu mais comentários por parte da nossa Comunicação Social, só se pode considerar lamentável que, na ânsia de enganar os contribuintes, os nossos governantes não se importem de passar por ignorantes. Como Miguel Relvas deve saber, o rendimento do trabalho em todos os países é anual – aliás, é assim que se calcula o IRS. O que existe são formas diferentes de o distribuir durante o ano. Em Portugal, por exemplo, o rendimento anual é distribuído, ou era, por 14 meses.

Quanto aos exemplos dados por Miguel Relvas, chegam a roçar o ridículo. Nem de propósito, falha em todos eles.Em Inglaterra, o rendimento anual é dividido por 52 semanas e não por 10, 12, 14 ou 16 meses. 52 semanas, senhor ministro. Na Holanda, os trabalhadores têm direito a Subsídio de Férias, correspondente a 8% do salário anual. Ou seja, caso se tenha trabalhado um ano inteiro, recebe-se um pouco menos de um mês de salário no mês de Junho, para além do mês de férias pagas.

Na Noruega, o rendimento anual é realmente pago em 12 meses. No entanto, o valor do IRS é dividido por 11 meses, sendo que os trabalhadores por conta de outrém recebem, no mês de férias, o ordenado isento de impostos. Ora, não é isto um subsídio de férias?

Para além das mentiras e da ignorância confessa, nota-se no meio disto tudo uma demagogia profunda. Como é possível querer comparar os salários dos portugueses (salário médio anual de 11 689 euros) com os salários de países como a Holanda (23 022 euros), a Noruega (22 263 euros) ou o Reino Unido (22 185 euros)? E ainda por cima querer cortar definitivamente uma parte significativa desse rendimento anual?

O Governo até pode ter legitimidade, o que duvido, para impor este tipo de medidas. Que não faziam parte do Programa de Governo ou do acordo com a Troika. O que não pode é mentir descaradamente aos portugueses e continuar a fazê-lo constantemente como se nada fosse. É que ainda não passaram 5 meses e já estamos fartos destas mentiras. E que tal mentiras novas?

(Ricardo Santos Pinto, Blog 5 Dias)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

INFORMAÇÃO DA ESTRATÉGIA IMPERIALISTA

Uganda, a nova agressão militar dos Estados Unidos

Explodiam as últimas bombas sobre a Líbia quando a Casa Branca tomou a decisão de intervir militarmente noutro país africano. A agressão teve por alvo o Uganda e passou quase despercebida; os media dedicaram-lhe menos atenção do que ao namoro de uma estrela de Hollywood.

O presidente Obama achou oportuno anunciar o desembarque em Uganda de tropas de combate dos EUA num discurso dirigido ao povo norte-americano.

«Foi necessário - afirmou - proceder à remoção de Joseph Kony do campo de batalha porque o exército de Resistência do Senhor» configura «uma ameaça para a segurança regional».
A sinuosidade do discurso presidencial torna indispensável a sua descodificação.

O exército a que se refere é um fantasma. O «inimigo» desta vez é uma mini guerrilha, na realidade uma seita religiosa sem base social, que opera no país há mais de 20 anos; Kony o seu teólogo.

Somente agora a Casa Branca tomou conhecimento da existência desses perigosos guerrilheiros.
Vai durar muito a permanência das tropas especiais estadunidenses? Obama dissipou dúvidas: «ficarão nos país tempo que for necessário». E acrescentou: os militares norte-americanos estão disponíveis para intervir no Congo e na República Centro Africana», se isso for solicitado por Estados da Região.

Esta nova intervenção militar dos EUA insere-se na estratégia que levou à criação do AFRICOM, o exército permanente americano para o Continente cujo comando funciona ainda na Alemanha, enquanto decorrem negociações para a sua instalação numa capital africana.

Os aliados europeus, Sarkozy, Merkel e Cameron, apoiam a estratégia imperial dos EUA cujas agressões justificam o rótulo que lhe colam já de IV Reich.

Observadores recordam que Hitler anexou a Áustria, garantindo que não tinha mais reivindicações. No ano seguinte, após Munique, ocupou a Checoslovaquia, anunciando uma era de paz. Em l939 invadiu a Polónia.

Até onde ira o imperialismo norte-americano? Invadiu o Iraque e o Afeganistão; patrocinou e financiou a agressão à Líbia, alegando a necessidade de proteger as populações numa intervenção humanitária; agora invade o Uganda, e ameaça a Síria e o Irão.

Lentamente, os povos, da Ásia à Europa e da América Latina à África, tomam consciência de que a barbárie imperialista representa hoje uma ameaça global à humanidade. Mobilizarem-se contra ela em defesa da civilização, da própria continuidade da vida é uma exigência da Historia.

OS EDITORES DE O DIARIO.INFO

livro essencial


1.º Parágrafo:
A campanha Portugal a Produzir, lançada pelo PCP na Festa do Avante! de 2010, destina-se a afirmar o valor estratégico da produção nacional e o aproveitamento das potencialidades do país, para a criação de emprego, o combate à dependência externa e a afirmação de uma via soberana de desenvolvimento.


Último parágrafo:
«Portugal a produzir» é assim a definição de um rumo inverso ao da política de direita que,
correspondendo às legítimas aspirações dos trabalhadores e do povo português a uma vida melhor, se afirma como uma grande proposta do PCP para o presente e o futuro de Portugal.

O PLANO DE RESGATE

A Cimeira Europeia - "Alcançado acordo sobre recapitalização dos bancos"

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Secos e Molhados - Sangue Latino

tlin-tlão, tlin-tlão

A Igreja Católica fez soar o alarme. O seu património tem sido delapidado. Roubam-se generalizadamente, ao que diz a instituição, sinos e coberturas.

Os portugueses têm sido sistematicamente roubados (mais agravadamente em tempos recentes) nos seus salários, nas suas pensões, nos seus direitos sociais e políticos, nos seus sonhos. Tem sido uma razia.

A Igreja Católica, como quase todos os seus dirigentes e a maioria do seu rebanho pastoral, tem sido muito parca em comentários, expressões de indignação, de solidariedade, revolta activa. Cala e resigna-te, tem sido o tom da postura pública, mais ou menos expressa.

Agora percebe-se. Roubados os sinos, já não se pode ouvir um qualquer tlin-tlão do alarme social. Os ladrões de sinos e de coberturas são aliados ou concorrentes objectivos dos outros ladrões, os mais oficiais?

Pena é que se roubem as coberturas da Igreja Católica (sobre o poder político). Fica a prática mais a nu.

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XIX)

Se a importância que os nossos governantes dão aos países que lhes cabe visitar se medisse pela dimensão da comitiva que os acompanha, ficaríamos a saber que a 21.a Cimeira Ibero- Americana, que decorre entre os dias 27 e 28 de Outubro, em Assunção, no Paraguai, é muito mais importante para o Presidente da República que para o primeiro-ministro ou para o chefe da diplomacia, Paulo Portas. Enquanto Pedro Passos Coelho leva consigo quatro pessoas, incluindo segurança, Aníbal Cavaco Silva arrasta atrás dele um séquito de 23, no qual se incluem mordomo e médico pessoal.

O Presidente, que se eternizou na célebre frase “Ninguém está imune aos sacrifícios”, já tinha suscitado consternação aquando da visita aos Açores em Setembro, por se ter feito acompanhar de uma comitiva de 30 pessoas, entre as quais estavam o chefe da casa civil e sua esposa, quatro assessores, dois consultores, um médico pessoal, uma enfermeira, dois bagageiros, dois fotógrafos oficiais, um mordomo e 12 agentes de segurança.

Numa altura em que os portugueses são diariamente chamados a acreditar nas garantias consoladoras de dificuldades justamente partilhadas e convidados a aceitar cortes, inevitável emagrecimento e até empobrecimento, eis que o chefe de Estado português aterra no Paraguai amanhã, depois de uma escala no Brasil, com o equivalente a duas equipas de futebol, com custos que, contabilizados ao nível do cidadão comum, e só no que diz respeito ao preço dos voos, são de 7500 euros por pessoa para um bilhete de ida e volta em classe executiva e 1870 euros em classe económica.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre o comunicado da reunião do Conselho de Estado
Quarta 26 de Outubro de 2011

Face ao comunicado que ontem foi divulgado, no seguimento da reunião do Conselho de Estado que teve como ordem de trabalhos - “Portugal no contexto da crise da Zona Euro”, o PCP considera:

1. Exorbitando funções que a Constituição da República não lhe atribui e procurando exercer uma inaceitável pressão sobre a decisão de órgãos de soberania, designadamente a Assembleia da República, a posição assumida apenas confirma que, pela sua composição, o Conselho de Estado é sobretudo uma câmara de eco daqueles que defendem o rumo de declínio, de empobrecimento dos portugueses, de saque dos recursos do país, de desastre nacional. Um rumo ao serviço dos interesses dos grupos económicos, da banca, dos especuladores, do grande capital e das grandes potências da União Europeia que tem de ser derrotado.

2. Ao contrário da resignação e do conformismo que querem impor, os trabalhadores e o povo português têm não apenas o direito, mas o dever patriótico de lutar pela rejeição do pacto de agressão que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia e o FMI. Lutar contra o roubo nos salários, lutar contra o aumento dos preços, lutar contra as privatizações, lutar contra o favorecimento do grande capital, para onde estão a correr os milhões de euros que são roubados ao povo e ao país.

3. Como a realidade tem vindo a confirmar, o que se impõe é uma ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda que concretize a urgente renegociação da dívida pública, a valorização dos salários e pensões, a defesa da produção nacional, a efectiva taxação do grande capital, pelo controlo público dos sectores básicos e estratégicos da economia nacional, a afirmação da soberania nacional. Uma política que, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República, garanta um Portugal com futuro.

Comentário do autor do Blog: A oportuna denúncia do vergonhoso comunicado da reunião do Conselho de Estado mostra o grau de deterioração da democracia portuguesa, alicerçada em pseudo senadores, a meio caminho da esclerose total.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

The National - England

inevitável

João Goulão: "Consumo de drogas vai aumentar com a crise"

O Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência diz que depois de uma batalha vitoriosa anti-consumo em Portugal, a crise e o desinvestimento nos programas do IDT aumentarão o consumo de álcool, drogas e do narcotráfico.

Portas, as mulheres e os negócios

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, visitou em 7 de Setembro a Líbia, e encontrou-se em Benghazi com Mustafa Abdel Jalil, presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT, o órgão político da rebelião que derrubou Muammar Kadhafi).

«Mais uma vez, o CNT reafirmou o princípio do respeito pelos contratos das empresas portuguesas aqui na Líbia», disse Portas em Benghazi.

«Por isso digo aos empresários portugueses: podem regressar à Líbia, porque é uma terra de oportunidades», afirmou Portas numa conferência de imprensa conjunta com Abdel Jalil.

Já em 22 de Agosto uma delegação de membros da “sociedade civil” e empresários, ligados ao CNT, esteve em Lisboa e reuniu-se com Portas. A mesma coincidência de interesses.

Portas é assim o “interlocutor” oficial do CNT em Portugal.

Agora na cerimónia de “libertação”, Jalil anunciou a introdução da lei islâmica (a sharia). E referiu logo de seguida a revogação da lei de casamento e divórcio que “restringe a possibilidade de múltiplas esposas” (sic). Estamos perante um grande “avanço civilizacional” anunciado pelo amigo de Portas, o Mustafa Abdel Jalil. As bombas da NATO fizeram desabrochar uma “democrática” poligamia. A "liberdade".

Portas, embevecido, olha para as novas “oportunidades” líbias e prepara-se para anunciar que a Sharia é democrática, bem conforme á tradição católica, e que a Inquisição não passava de uma modelar Escola de Valores.

Os empresários portugueses têm á chegada á Líbia inúmeras e prometedoras viúvas e bastantes famélicos filhos.



humor

CRIMINOSOS DE GUERRA I


~

Clinton - Um presente para Cavaco: o sorriso...

Como não quero que falte nada a Cavaco Silva (e a muitos dos seus parceiros, analistas e comentadores espalhados por várias cores partidárias), na impossibilidade de lhe oferecer um vídeo sobre a poda das anonas, aqui fica este, sobre o sorriso da vaca... que neste caso, felizmente, não é açoriana.
No curtíssimo vídeo, a imperial meretriz resume desta forma (e rindo muito) a sua participação nos recentes acontecimentos na Líbia e no assassinato de Kadhafi:
«Chegámos, vimos... e ele morreu!»
Qualquer comentário que agora fizesse ficaria longe, muito longe do que realmente me apetece dizer. Seja como for, este pequeno documento mostra bem o tipo de bandalhos que, por enquanto, têm o mundo na mão.

(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

humor



texto

AGORA QUE O BANDO AO SERVIÇO DA CIA ASSASSINOU KADAFI, QUE PAÍS SE SEGUIRÁ À LÍBIA?

por Paul Craig Roberts

Se os planos de Washington tiverem êxito, a Líbia tornar-se-á mais um estado fantoche americano. A maior parte das cidades e infraestruturas foi destruída por ataques das forças aéreas dos EUA e dos seus fantoches da NATO. Firmas dos EUA e europeias agora obterão contratos sumarentos, financiados pelos contribuintes estado-unidenses, para reconstruir a Líbia. O novo parque imobiliário será cuidadosamente concedido a uma nova classe dirigente escolhida por Washington. Isto colocará a Líbia firmemente sob a pata de Washington.

Com a Líbia conquistada, o AFRICOM arrancará para os outros países africanos em que a China tem investimentos em energia e mineração. Obama já enviou tropas americanas para a África Central sob o pretexto de derrotar o Exército da Resistência de Deus, uma pequena insurgência contra o ditador vitalício. O porta-voz republicano da Câmara, John Boehner, saudou a perspectiva de mais uma guerra ao declarar que o envio de tropas dos EUA para a África Central "promove os interesses estado-unidenses de segurança nacional e a sua política externa". O senador republicano James Inhofe acrescentou uns litros de palração acerca de salvar "crianças ugandesas", uma preocupação que o senador não tem para com crianças da Líbia ou da Palestina, do Iraque, do Afeganistão e do Paquistão.

Washington ressuscitou o Jogo da Superpotência e está a competir com a China. Mas enquanto a China faz investimentos e ofertas de infraestrutura à África, Washington envia tropas, bombas e bases militares. Mais cedo ou mais tarde a agressividade de Washington em relação à China e à Rússia irá explodir nas nossas caras.

De onde está a vir o dinheiro para financiar o Império Africano de Washington? Não do petróleo líbio. Grandes porções do mesmo foram prometidas aos franceses e britânicos por lhe proporcionarem cobertura a esta última guerra aberta de agressão. Não de receitas fiscais de uma economia estado-unidense em colapso onde o desemprego, se medido correctamente, é de 23 por cento.

Como o défice do orçamento anual de Washington tão enorme como é, o dinheiro só pode vir das máquinas de impressão.

Washington já fez as máquinas de impressão trabalharem o suficiente para elevar o índice de preços no consumidor para todos os consumidores urbanos (CPI-U) a 3,9% ao ano (até o fim de Setembro), o índice de preços no consumidor para assalariados e empregados administrativos (CPI-W) a 4,4% ao ano e o índice de preço no produtor (PPI) a 6,9% ao ano.

Como mostra o estatístico John Williams ( shadowstats.com ), as medidas oficiais de inflação são manipuladas a fim de manter baixos os ajustamentos de custo de vista para os que recebem da Segurança Social, portanto poupando dinheiro para as guerras de Washington. Quando medida correctamente, a presente taxa de inflação nos EUA é de 11,5%.

Que taxa de juro podem obter os poupadores sem assumir riscos maciços com títulos gregos? Os bancos dos EUA pagam menos do que meio por cento nos depósitos de poupança assegurados pelo FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation). Títulos a curto prazo do governo dos EUA pagam essencialmente zero.

Portanto, de acordo com estatísticas oficiais do governo estado-unidense, os poupadores americanos estão a perder anualmente entre 3,9% e 4,4% do seu capital. Segundo a estimativa de John Williams da taxa real de inflação, os poupadores dos EUA estão a perder 11,5% das suas poupanças acumuladas.

Quando americanos reformados não recebem juros sobre as suas poupanças, eles têm de gastar o seu capital. A capacidade de mesmo os mais prudentes reformados sobreviverem com as taxas de juro negativas que estão a receber e a erosão pela inflação de quaisquer pensões que recebam chegará a um fim uma vez que os seus activos acumulados sejam exauridos.

Excepto para os mega-ricos protegidos de Washington, o um por cento que capturou todos os ganhos de rendimento dos últimos anos, o resto da América foi remetido para o caixote do lixo. Nada, o que quer que seja, foi feito para eles desde o golpe da crise financeira de Dezembro de 2007. Bush e Obama, republicanos e democratas, centraram-se em salvar o 1 por cento enquanto faziam um manguito para os 99 por cento.

Finalmente, alguns americanos, embora não os suficientes, entenderam o "patriotismo" do desfraldar a bandeira que os remeteu para o caixote do lixo da história. Eles não vão afundar sem um combate e estão nas ruas. O Occupy Wall Street propaga-se. Qual será o destino deste movimento?

Será que a neve e o gelo do tempo frio acabará os protestos, ou os remeterá para dentro de edifícios públicos? Quanto tempo as autoridades locais, subservientes a Washington como são, toleram o sinal óbvio de que falta à população qualquer confiança que seja no governo?

Se os protestos perdurarem, especialmente se crescerem e não declinarem, as autoridades infiltrarão os manifestantes com provocadores da polícia que dispararão sobre a polícia. Isto será a desculpa para abaterem os manifestantes e prenderem os sobreviventes como "terroristas" ou "extremistas internos" e enviá-los para os campos de 385 milhões de dólares construídos por contrato do governo dos EUA pela Halliburton de Cheney.

A SEGUIR AO ESTADO POLICIAL AMERIKANO

O Estado Policial Amerikano terá dado seu passo seguinte para o Estado de Campo de Concentração Amerikano.

Enquanto isso, perdidos na sua inconsciência, conservadores continuarão a resmungar acerca da ruína do país devido ao casamento homossexual, ao aborto e aos media "liberais". Organizações liberais comprometidas com a liberdade civil, tais como a ACLU, continuarão a equiparar o direito da mulher a um aborto com a defesa da Constituição dos EUA. A Amnistia Internacional apoiará Washington demonizando o seu próximo alvo de ataque militar enquanto fecha os olhos aos crimes de guerra do presidente Obama.

Quando consideramos que Israel, sob a protecção de Washington, tem escapado impune – apesar de crimes de guerra, assassinatos de crianças, a expulsão em total desrespeito do direito internacional de palestinos da sua terra ancestral, do arrasamento das suas casas com bulldozers e do arrancamento dos seus olivais a fim de entregar terras a "colonos" fanáticos – podemos apenas concluir que Washington, o viabilizador de Israel, pode ir muito mais longe.

Nestes poucos anos de abertura do século XXI, Washington destruiu a Constituição dos Estados Unidos, a separação de poderes, o direito internacional, a responsabilidade do governo e sacrificou todo princípio moral a fim de alcançar hegemonia no mundo todo. Esta agenda ambiciosa está a ser empreendida enquanto simultaneamente Washington removeu toda regulamentação sobre a Wall Street, o lar da cobiça maciça, permitindo ao horizonte de curto prazo da Wall Street arruinar a economia dos EUA, destruindo portanto a base económica para o assalto de Washington ao mundo.

Será que os EUA entrarão em colapso, num caos económico, antes de dominarem o mundo?

Comentário do autor do Blog: a presença armada do império americano através da nova organização, o AFRICOM, sediada no Congo, na Republica Centro - Africana, no Uganda, no Sudão do Sul, na Libéria, no Djibuti, não deixa dúvidas de que Angola está na rota... ou muito me engano...

Tracy Chapman - Fast Car

domingo, 23 de outubro de 2011

contra a corrente



Khadafi morreu combatendo com dignidade e coerência
por Miguel Urbano Rodrigues

A foto divulgada pelos contra-revolucionários do CNT elimina dúvidas: Muamar Khadafi morreu.
Notícias contraditórias sobre as circunstâncias da sua morte correm o mundo, semeando confusão. Mas das próprias declarações daqueles que exibem o cadáver do líder líbio transparece uma evidência: Khadafi foi assassinado.
No momento em que escrevo, a Resistência líbia ainda não tornou pública uma nota sobre o combate final de Khadafi. Mas desde já se pode afirmar que caiu lutando.
A midia ao serviço do imperialismo principiou imediatamente a transformar o acontecimento numa vitória da democracia, e os governantes dos EUA e da União Europeia e a intelectualidade neoliberal festejam o crime, derramando insultos sobre o último chefe de Estado legítimo da Líbia.
Essa atitude não surpreende, mas o seu efeito é oposto ao pretendido: o imperialismo exibe para a humanidade o seu rosto medonho.
A agressão ao povo da Líbia, concebida e montada com muita antecedência, levada adiante com a cumplicidade do Conselho de Segurança da ONU e executada militarmente pelos EUA, a França e a Grã Bretanha deixará na História a memória de uma das mais abjectas guerras neocoloniais do início do século XXI.
Quando a OTAN começou a bombardear as cidades e aldeias da Líbia, violando a Resolução aprovada sobre a chamada Zona de Exclusão aérea, Obama, Sarkozy e Cameron afirmaram que a guerra, mascarada de «intervenção humanitária», terminaria dentro de poucos dias. Mas a destruição do país e a matança de civis durou mais de sete meses.
Os senhores do capital foram desmentidos pela Resistência do povo da Líbia. Os «rebeldes», de Benghazi, treinados e armados por oficiais europeus e pela CIA, pela Mossad e pelos serviços secretos britânicos e franceses fugiam em debandada, como coelhos, sempre que enfrentavam aqueles que defendiam a Líbia da agressão estrangeira.
Foram os devastadores bombardeamentos da OTAN que lhes permitiram entrar nas cidades que haviam sido incapazes de tomar. Mas, ocupada Tripoli, foram durante semanas derrotados em Bani Walid e Sirte, baluartes da Resistência.
Nesta hora em que o imperialismo discute já, com gula, a partilha do petróleo e do gás libios, é para Muamar Khadafi e não para os responsáveis pela sua morte que se dirige em todo o mundo o respeito de milhões de homens e mulheres que acreditam nos valores e princípios invocados, mas violados, pelos seus assassinos.
Khadafi afirmou desde o primeiro dia da agressão que resistiria e lutaria com o seu povo ate à morte. Honrou a palavra empenhada. Caiu combatendo. Que imagem dele ficará na História? Uma resposta breve à pergunta é hoje desaconselhável, precisamente porque Muamar Khadafi foi como homem e estadista uma personalidade complexa, cuja vida reflectiu as suas contradições.
Três Khadafis diferentes, quase incompatíveis, são identificáveis nos 42 nos em que dirigiu com mão de ferro a Líbia.
O jovem oficial que em 1969 derrubou a corrupta monarquia Senussita, inventada pelos ingleses, agiu durante anos como um revolucionário. Transformou uma sociedade tribal paupérrima, onde o analfabetismo superava os 90% e os recursos naturais estavam nas mãos de transnacionais americanas e britânicas, num dos países mais ricos do mundo muçulmano. Mas das monarquias do Golfo se diferenciou por uma política progressista. Nacionalizou os hidrocarbonetos, erradicou praticamente o analfabetismo, construiu universidades e hospitais; proporcionou habitação condigna aos trabalhadores e camponeses e recuperou para uma agricultura moderna milhões de hectares do deserto graças à captação de águas subterrâneas.
Essas conquistas valeram-lhe uma grande popularidade e a adesão da maioria dos líbios. Mas não foram acompanhadas de medidas que abrissem a porta à participação popular. O regime tornou-se, pelo contrário, cada vez mais autocrático. Exercendo um poder absoluto, o líder distanciou-se progressivamente nos últimos anos da política de independência que levara os EUA a incluir a Líbia na lista negra dos estados a abater porque não se submetiam. Bombardeada Trípoli numa agressão imperial, o país foi atingido por duras sanções e qualificado de «estado terrorista».
Numa estranha metamorfose surgiu então um segundo Khadafi. Negociou o levantamento das sanções, privatizou empresas, abriu sectores da economia ao imperialismo. Passou então a ser recebido como um amigo nas capitais europeias. Berlusconi, Blair, Sarkozy, Obama, Sócrates receberam-no com abraços hipócritas e muitos assinaram acordos milionários, enquanto ele multiplicava as excentricidades, acampando na sua tenda em capitais europeias.
Na última metamorfose emergiu com a agressão imperial o Khadafi que recuperou a dignidade.
Li algures que ele admirava Salvador Allende e desprezava os dirigentes que nas horas decisivas capitulam e fogem para o exílio.
Qualquer paralelo entre ele e Allende seria descabido. Mas tal como o presidente da Unidade Popular chilena, Khadafi, coerente com o compromisso assumido, morreu combatendo. Com coragem e dignidade.
Independentemente do julgamento futuro da História, Muamar Khadafi será pelo tempo afora recordado como um herói pelos líbios que amam a independência e liberdade. E também por muitos milhões de muçulmanos.
A Resistência, aliás, prossegue, estimulada pelo seu exemplo.

(em resistir.info)

POBRE PAÍS COM TÃO FRACA ELITE GOVERNANTE!




A CP, Comboios de Portugal, ameaça pôr fim ao Comboio Histórico no Douro caso não encontre parceiros para financiar o serviço que em 2011 custou 150 mil euros.
Durante o Verão, o Comboio Histórico percorreu os 46 quilómetros que separam o Peso da Régua do Tua (concelho de Carrazeda de Ansiães), numa viagem que tem como paisagem predominante o rio Douro, as vinhas que são Património Mundial da UNESCO e que atrai centenas de turistas a este território.
Em 2011, viajaram no comboio 2.270 pessoas, o que representa uma média de 206 passageiros por viagem (a capacidade total é de 250). Em 2010, viajaram 1.639 clientes.

Os valores em causa, do deficite de exploração, são uma ninharia comparado com as mordomias dos administradores da CP ou dos autarcas da região. MENTALIDADE ESTÚPIDA A DESTES GOVERNANTES E AUSÊNCIA DE PATRIOTISMO. Vejam as imagens e digam lá se não é um crime?

Warpaint-Billie Holiday

sábado, 22 de outubro de 2011

O CONTADOR A ZERO

Jerónimo de Sousa, o Secretário-geral do PCP, tem uma expressão curiosa que define muito bem as intenções de quem se quer sempre alhear de responsabilidades passadas. Segundo ele, há muitos que gostariam de “pôr o contador a zero”. O seu “pôr os contadores a zero” define uma atitude de quem quer eliminar o passado, iludir compromissos, promessas, razões.

O PSD gostaria de pôr os contadores a zero. O PSD gostaria de não ter assinado compromissos ou deixado passar orçamentos, de não ter estado nas Administrações de Bancos Públicos e Privados, de Câmaras Municipais, de empresas públicas de Transportes ou de Comunicação Social, de Governos Regionais, de off shores e negociatas, de parcerias público-privadas. O PSD gostaria de não ter aí estado (ou melhor, sejamos claros, gostava que não se soubesse). O PSD gostaria que ninguém soubesse quem era Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira Costa, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Agostinho Branquinho, Ferreira do Amaral, Alberto João Jardim e tantos outros. Mesmo Cavaco para o PSD não passa de um esfíngico estorvo, um zero. O que não é novidade.

O PS bem gostaria de pôr os contadores a zero. O PS gostaria de não ter assinado compromissos ou orçamentos, de não ter estado nas Administrações de Bancos Públicos e Privados, de Câmaras Municipais, de empresas públicas de Transportes ou de Comunicação Social, de off shores e negociatas, de concessões e adjudicações de auto-estradas, de parcerias público-privadas, de contrato de exploração de terminal de contentores. O PS gostaria de não ter aí estado (ou melhor, gostava que não se soubesse). O PS gostaria que ninguém soubesse quem era José Sócrates, Armando Vara, Rui Pedro Soares, Vítor Constâncio, José Lelo, Vitalino Canas, Paulo Campos e todos os outros. Com a mudança de líder, o PS esperava pôr os contadores a zero. Com Zorrinho e Braga tudo lhe pareceria mais Seguro.

O CDS gostaria de pôr os contadores a zero. O CDS gostaria de não ter assinado compromissos ou orçamentos, de não ter estado nas Administrações de Bancos Públicos e Privados, de empresas públicas de Transportes ou de Comunicação Social, de off shores e negociatas, de submarinos, de abate de sobreiros, de feiras e esquadras da polícia. O CDS gostaria de não ter aí estado (ou melhor, gostava que não se soubesse). O CDS gostaria que ninguém soubesse quem era Paulo Portas, Abel Figueiredo, Luís Nobre Guedes e todos os outros. Um CDS partido-sombra, procurando passar incólume entre as gotas de água de uma grande borrasca.

O “patriótico” grupo das empresas do PSI 20 – que engloba os principais grupos económicos e financeiros, salvo um caso – e que sedia na Holanda e nos paraísos fiscais as empresas gestoras das suas participações sociais e outras, para não pagar impostos, gostava de pôr esta informação a zero, com ou sem contador. Os bancos europeus, públicos e privados, gostariam que os Estados os recapitalizassem com 100.000 milhões de euros, para pôr os contadores a zero. Com os contadores a zero, estão os bolsos dos portugueses, a economia, a produção, o comércio, as autarquias. Depois do Roubo (o do passado, do presente, e do futuro), até o contador nos querem levar. Para evitar maus pensamentos.

humor

O "BLOCO OPERATÓRIO"

A "EQUIPA"

O CONSELHO DE UM ESTADO DOENTE

O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para o próximo dia 25 de Outubro tendo como ordem de trabalhos o tema “Portugal no contexto da crise da Zona Euro”.

Coitado de Portugal com médicos destes a querer curar os males que afectam o país na crise da Zona Euro. Nunca descobrirão a causa da doença porque a causa são eles mesmos. Eles são o vírus, eles representam o sistema em toda a sua maldade. Eles, a coberto dos seus Bilderbergs, Iluminatis, OpusDeys e Maçonarias causam a pobreza e a miséria que se alastra para defenderem o seu poder e a riqueza de alguns. A cura não está em Conselhos de Estado, em Conselhos de Ministros ou em Cimeiras Europeias, a cura está nas mãos de todos nós, assumindo as nossas responsabilidades e o nosso destino. Depende só de nós.

(retirado de wehavekaosinthegarden.blogspot.com)

Libia - documentário de Rolando Segura



Clip realizado por Rolando Segura, correspondente de Telesur na Libia e apresentado na Sede da União de Jornalistas de Cuba, em 7 de Outubro de 2011.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

NO COMMENTS

(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)


Nota: Dedicado aos palermóides que não distinguem Robespierre de Hitler, e que não valorizam os que morrem de pé.

grafismo

24 de Novembro --- GREVE GERAL. Transformar a raiva que cresce nos dedos e nos faz ranger os dentes numa oportunidade de mudança. Juntar á razão a determinação.

Dazkarieh - Senhora da Azenha - Avante 2010



os fabulosos Dazkarieh, na Festa do Avante 2010

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Keith Jarrett - Innocence

PINTURA - CHICHORRO

Preso político
tinta da china s/ papel
Série Mineiros de Aljustrel
2011

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XIX)


Apenas três notas sobre Cavaco

Para além de uma referência feita junto a jornalistas de que o corte do subsídio de férias e de Natal aos trabalhadores da Função Pública representaria uma violação do príncipio da «equidade fiscal», Cavaco Silva declarou hoje no Congresso da Ordem dos Economistas que “a austeridade orçamental, só por si, não garante que, no futuro, o país se encontrará numa trajectória de crescimento económico e melhoria das condições de vida” e que “é necessário evitar que cresça na sociedade portuguesa o sentimento de que é injusta a distribuição dos sacrifícios, que se exige relativamente menos aos que têm maior capacidade contributiva do que a muitos outros com rendimentos mais baixos”.

Sobre estas afirmações concretas recuso-me completamente a alinhar na polvorosa que por aí vai de que «Cavaco tirou o tapete ao Governo» ou que «Cavaco é agora o líder da oposição» e também não quero cometer a simplificação ou fazer o processo de intenções que seria dizer que há alguém que sempre apoiou um determinado caminho de agressão e agora quer ficar bem no retrato e em alguma sintonia com os agredidos. Limito-me antes a registar sobriamente que:

1. Em relação às afirmações de Cavaco Silva no Congresso da Ordem dos Economistas acima citadas, o PCP anda a dizê-lo e de forma mais clara e imperativa do que Cavaco desde os tempos do primeiro PEC. Em contrapartida, Cavaco Silva ainda há bem pouco tempo ao mesmo tempo que reafirmava o seu apoio ao acordo com a troika reclamava mais crescimento económico, como se não soubesse que nunca se viu apagar incêndios com gasolina ou conseguir misturar o vinagre com o azeite. (ponto importante: não se confunda o que se acaba de ler com a pesporrente e arrogante declaração de António José Seguro de que "Verifico com agrado que o senhor Presidente da República tem estado atento e seguido as minhas declarações em relação ao OE»).

2. Já quanto à equidade fiscal, se porventura a ideia do Presidente da República é que asssim não falaria se os trabalhadores do sector privado tivessem sido igualmente atingidos, então não há outro remédio do que responder, sem punhos de renda, que a exigência do momento actual é a de anular essa gravosa injustiça e ataque aos trabalhadores da função pública e não alargá-la aos demais trabalhadores (como acaba de defender Vítor Bento, Conselheiro de Estado nomeado por Cavaco).

3.O Presidente da República não se pode queixar de qualquer injustiça na suposição, temor ou suspeita formulada no ponto anterior. Tem uma maneira muito simples de a afastar ou derrotar: é declarar, preto no branco, que o seu objectivo e o sentido das suas palavras é que seja eliminado do OE para 2012 os cortes de subsídios à função pública. Por mim , e nos ásperos e difíceis tempos que correm, se tal acontecesse, estaria inteiramente disponível para reconhecer que se tratava de uma contribuição positiva do PR para alargar o clima nacional de repúdio de uma medida socialmente repugnante e economicamente desastrosa.

(em otempodascerejas2.blogspot.com)

UMA CAPA DO AVANTE EXTRAORDINÁRIA


terça-feira, 18 de outubro de 2011

grafismo


humor

Política - Jerónimo de Sousa critica Orçamento do Estado para 2012 - RTP Noticias, Vídeo

Política - Jerónimo de Sousa critica Orçamento do Estado para 2012 - RTP Noticias, Vídeo

Sobre a grave situação da FALTA DE MÉDICOS DE FAMÍLIA no distrito do Porto




Multiplicam-se e agravam-se os problemas no distrito do Porto no acesso aos Cuidados de Saúde Primários.Segundo dados oficiais, no distrito do Porto, existem cerca de 200 mil inscritos nos centros de saúde sem médico de família. A estes somam-se muitos milhares que não estão inscritos em qualquer centro de saúde.Esta grave realidade, tendo expressões diferentes de concelho para concelho, fica bem expressa nos 37.500 utentes inscritos sem médico de família no concelho do Porto, ou nos 22 mil de Gaia nesta mesma situação.Contudo, é no interior do distrito onde os problemas mais se fazem sentir, conforme expressam os dados do quadro acima.


O grave caso do centro de Saúde de Soalhães, no Marco de Canavezes



Veio hoje a público o caso da Extensão de Saúde de Soalhães, Marco de Canaveses, sem médico de família devido ao não pagamento de salários pela ARS Norte aos clínicos subcontratados pela empresa Biótipo. Trata-se de uma situação que não surpreende os conhecedores da história atribulada daquela Extensão de Saúde. Cumprem-se agora três anos sobre o forte protesto que os utentes de Soalhães - por causa da falta de médicos - levaram a cabo junto do Centro de Saúde do Marco de Canaveses e que levou a que a situação fosse “resolvida”, temporariamente, com a colocação de um médico em regime de trabalho extraordinário. Foi a esta “solução” que o ACES Baixo Tâmega novamente recorreu – de acordo com o anúncio feito no sítio da Internet da Junta de Freguesia de Soalhães - colocando um médico, duas manhãs por semana, para tapar o buraco deixado com a saída dos médicos da Biótipo.



Problemas crescem e multiplicam-se



A situação de Soalhães, ilustrando bem a abordagem que as entidades responsáveis têm tido relativamente à falta de meios do SNS nos Centros e Extensões de Saúde situados no interior do distrito do Porto, não é caso isolado.Em Santo Tirso, existe situação semelhante, sendo que quando o médico que atende os utentes sem médico de família falta instalasse o caos, como ocorreu na passada semana na extensão de Saúde de São Martinho do Campo, havendo neste caso atrasos superiores a 6 meses no pagamento ao médico da empresa contratada pelo Ministério.As “soluções” provisórias, com recurso à deslocação de médicos de um centro de saúde vizinho ou a subcontratação de empresas privadas, são remendos que não resolvem os sérios problemas enfrentados no interior do distrito por populações envelhecidas, sem poder recorrer a uma rede de transportes públicos eficiente.No concelho de Baião, por exemplo, onde também opera a empresa Biótipo, são três as Extensões de Saúde que podem vir a fechar por falta de médicos (Frende, Gestaçô e Santa Cruz), e também aqui se recorre à deslocação de médicos de Amarante, para “tapar o buraco”.No Centro de Saúde de Arcozelo, em Gaia, a lógica economicista reduziu o horário de funcionamento das 20h para as 18h, fazendo com que os utentes de Arcozelo (e também das freguesias de Gulpilhares e São Félix da Marinha), em situação de urgência, terão agora de se dirigir primeiro ao Centro de Saúde de Espinho, (que neste momento funciona até às vinte e duas horas), antes de, eventualmente, ter de se deslocar ao Hospital, na zona central de Gaia. Os utentes de Arcozelo, em situação de urgência a partir das dezoito horas terão agora de fazer um circuito que implica deslocarem-se para sul, (em direcção a Espinho), e depois voltarem para norte (em direcção ao Hospital de Gaia).



Um problema estrutural, fruto de políticas erradas dos governos PS e PSD/CDS



Além do problema grave de falta de médicos, o rumo imposto no sector da saúde agrava ainda mais esta situação, designadamente pela crescente desresponsabilização do Estado na prestação de Cuidados Primários de Saúde, com a não colocação e mesmo o despedimento de outros profissionais (enfermeiros, psicólogos, administrativos, auxiliares …)Nesta altura, de acordo com os números do Governo existem 1.800.000 portugueses sem médico de família. Isto significa que se optarmos por um rácio de 1/1700 utentes (rácio que está a ser utilizado nas USF), então facilmente concluímos que faltam mais de 1000 médicos de Medicina Geral e familiar no SNS.No ano de 2010 reformaram-se 322 médicos e em 2011 já se reformaram até agora 310 médicos. Isto perfaz um total de 632.Na região Norte foram reformados 90 em 2010 e 80 em 2011 (até agora).Entretanto, numa altura em que se atiram para cima dos Centros de saúde mais responsabilidades, faltam cerca de 5 000 enfermeiros tendo em conta os rácios da OMS. Ainda por cima estão a despedir enfermeiros nos Cuidados Primários.Já em 2007, o PCP havia denunciado que chegaríamos a esta situação uma vez que 71% dos médicos de Medicina Geral e Familiar já tinham mais de 50 anos e apenas 9% tinham menos de 35 anos.A grande questão é que com a política de recursos humanos que foi seguida a situação é de tal modo grave que hoje não é possível o sistema de formação gerar em tempo útil o número de especialistas que são necessários, nesta especialidade, no SNS.



Defender o SNS, melhorar a resposta dos Cuidados de Saúde Primários



A situação actual da capacidade de resposta do SNS na área dos Cuidados de Saúde Primários exige uma inversão de políticas do governo, que assegure:O reforço da rede de serviços de CSP.O efectivo reforço em recursos humanos, técnicos e financeiros, que assegurem a real equidade no acesso, nomeadamente garantindo que todos os utentes tenham o seu médico de família e o seu enfermeiro de família, e a qualidade dos serviços prestados, com consulta a tempo e horas.A adopção imediata de um Plano de Emergência que previna situações de ruptura na disponibilidade de profissionais para prestação de serviço na rede de CSP e que assegure as condições de reabertura dos serviços entretanto encerrados sem alternativa eficaz, designadamente Serviços de Atendimento Permanente ou similares.



A DORP do PCP considera ainda urgente promover os investimentos que assegurem a modernização de instalações e dos equipamentos dos serviços de saúde e principalmente a dotação de recursos humanos qualificados e com condições de trabalho.A defesa de uma política de Saúde que dê prioridade aos cuidados primários de Saúde, à prevenção e à promoção da saúde não pode ser sujeita às imposições do pacto de agressão determinadas pela Troika e acolhidas pelo PS, PSD, CDS e Presidente da República.A DORP do PCP apela à população do distrito para que não se resigne nem se conforme com este continuado ataque aos seus mais elementares direitos, reafirmando o seu empenho na defesa do direito de todos à Saúde, independentemente das suas condições económico-sociais ou da sua localização geográfica.



Porto, 14 de Outubro de 2011



O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

domingo, 16 de outubro de 2011

já não dá (saimos para a rua) - beatweenus





Já não dá (saímos para a rua)
só cartas com contas
que já passaram o prazo
ainda não fiz compras do mês
e o puto não percebe o atraso
o telefone sempre a tocar
é a divida do automóvel
a sala esta vazia, já desisti do sofá e do móvel
um filho pra alimentar
e outro na barriga já se mexe
o seguro do carro esta a chegar
e este mês nem paguei a creche
já cortei com o café
vou cortar com os nits
agarrado a jornais
a meter curriculos em sites
só pra voltar a ouvir
que a vaga já foi preenchida
levar as mãos à cabeça
pensar pôr termo á vida
já pondero imigrar
pra França ou Angola
ou flashar entrar num banco
e aponta-los uma pistola
tornou-se um luxo ir jantar
levar a dama ao cinema
só falo por sms grátis
tornou-se luxo um telefonema
e a quem recorrer
se os bros tão todos na mema
pragados na rua
à procura de algum esquema

só vejo casas com placas
de leilão ou de venda
e a minha vai pelo mesmo andar
que eu já não aguento esta renda
e governo não dá as famlias
mas dá aos bancos bué pinlin
mais tarde ou mais cedo
dás com um broda a dormir
no banco dum jardim
e querem que um gajo mendigue
pela merda dum subsidio
parado na segurança social
onde o funcionário agride-o
e de repente
o povo ta perder o raciocínio
e admiram o aumento
de assaltos e assassinios
o pior é que nós e ue sofremos
com os assaltos e assassinios
que esses filhos da puta estão protegidos
escondidos nos seus condominios
os verdadeiros assaltantes
entram no banco na maior
e saem com as maos no bolso do fato
e o dinheiro desviado pra um off-shore
não é atoa que estão a construir
mais cadeias
não é atoa que reforçam policias
pra nos matar à tareia
é que isto já esteve muito marado
mas isto nunca esteve assim
o people esta revoltado
ees têm medo dum motim

endividei-me pra pagar
propinas e um certificado
ter uma licenciatura
pra ficar desempregado
ou acabar num call center
ou caixa de supermercado
a trabalhar a recibos verdes
com 500 euros de ordenado
e no meio disto tudo
ainda sou privilegiado
porque a maioria do meu peoples
ta no muro encostado
quem estava em espanha voltou
acabou o el dorado
e arranjar um visto pra Angola
ta a ficar complicado
foderam esta merda toda
e é sempre e o povo é sacrificado
no proximo 25 de Abril
quero ver alguem enforcado
eles choram pelas acções
perdidas no PSI 20
meu people aqui chora
pela refeição seguinte
emostram-nos pessoas
na porta do BPP a reclamar
meu peoples já fazem fila
na porta do banco alimentar
já não voto, porque o voto
não dá voto na matéria
politica perdeu a seriedade
e duvido que recupere-a

David Fonseca - Adeus, Não Afastes os Teus Olhos dos Meus

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XVIII)

O SILVA DAS VACAS

Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outraforma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:

"A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi."

Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção. Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria "gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum: "Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo "sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano!

Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!

Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente "ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito. A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "Sr. Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.

Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos (5 de Outubro de 2011)

Gala de Ópera na Festa do Avante 2 de Setembro 2011



Gala de Opera na Festa do Avante 2 de Setembro 2011

Gala de Ópera

Arte pela arte?! Música apenas beleza dos sons?! Ópera apenas no encanto das melodias, no brilho das vozes, no talento das interpretações?

Uma polémica com décadas a que a realidade e a vida já deram resposta: a qualidade da forma gera a criação do belo e da sua fruição pelo Homem; o iludir do conteúdo e as ideias que o forjam furta a determinante dimensão do Homem à própria criação da beleza.

O texto de João Maria Freitas Branco revela por que é que, neste ano de 2011 -- e precisamente neste ano de 2011 -- a Festa do «Avante!» renova a beleza deslumbrante da música da sua 2ª Gala de Ópera. E a completa com a majestade da música sinfónica e, sobretudo, o sentimento patriótico de compositores que ressoam hoje na inquietação dos Portugueses com a Pátria que são. Exactamente em 2011.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tudo para os patrões, nada para os trabalhadores

14 de Outubro


Tal como sucedeu com o subsidio do Natal em que praticamente os atingidos pelo IRS extraordinário foram apenas os trabalhadores e pensionistas, que têm de pagar ainda este ano mais 800 milhões € de IRS segundo as contas do próprio governo, tendo sido poupado os rendimentos do capital (dividendos, juros, mais-valias), também agora Passos Coelho anunciou para 2012 mais medidas de austeridade em que os atingidos são outra vez os trabalhadores, os pensionistas e os aposentados. Novamente os rendimentos de capital (dividendos, juros e mais-valias) ficam imunes aos sacrifícios.A sobretaxa de IRC a aplicar às empresas com lucros elevados e o novo escalão de IRS aos rendimentos mais elevados foi criada por este governo com o objectivo de enganar a opinião pública. Em primeiro lugar, os valores a obter com elas são irrisórios (menos de 100 milhões € em cada) quando comparamos com os sacrifícios que estão a ser impostos aos trabalhadores e pensionistas. Em segundo lugar, porque não atinge a principal fonte de enriquecimento dos grandes patrões, que são os rendimentos de capital, ou seja, dividendos, mais valias, juros, etc., E estes rendimentos ou continuam isentos (a maioria), ou então aqueles que pagam IRS (apenas uma pequena parcela) estão sujeitos a uma taxa liberatória de 21,5% ou ainda menos que não é aumentada.Para os grandes patrões não são as remunerações sujeitas a IRS que, embora gigantescas quando comparadas com as recebidas pela generalidade dos trabalhadores, constituem a principal fonte da sua riqueza, já que elas representam apenas uma pequeníssima parcela quando as comparamos com os dividendos, juros, e mais valias que são recebidas através de sociedades gestoras de participações sociais (SGPS) ou de Fundos, ou que são transferidas para empresas que criaram no estrangeiro, como a Amorim Energia sediada na Holanda através da qual recebe os dividendos da GALP, e que, de acordo com a lei fiscal portuguesa (artº 14 e 51 do Código do IRS, e artº 22º, 23º, 27º e 32º do Estatuto dos Benefícios Fiscais), todos eles estão isentas de pagamento de impostos. Para além disso, os grandes patrões facilmente fogem ao escalão mais elevado de IRS: Para isso, basta que reduzam a sua remuneração (até dão um “ar” de que estão a fazer também sacrifícios) e depois recebem esse valor através de dividendos cuja esmagadora maioria continuarão isentos.É evidente que ao poupar novamente os rendimentos do capital, este governo, para além de mostrar o seu espírito de classe, e que interesses defende, vai aumentar ainda mais as desigualdades e a injustiça em Portugal, e as dificuldades das famílias das classes médias e de baixos rendimentos.Para que se possa ficar com uma ideia clara da dimensão desse ataque, e dos benefícios para os patrões, vamos quantificar apenas três das medidas anunciadas por Passos Coelho: o aumento de meia hora de trabalho por dia cuja produção reverte integralmente para os patrões, o corte no subsidio de férias e de Natal aos reformados e aposentados com pensões superiores a 1000€/mês e também aos trabalhadores da Função Pública com remunerações superiores a 1000 euros/mês.

O AUMENTO DE MEIA HORA NO HORÁRIO DE TRABALHO DIÁRIO DÁ POR ANO AOS PATRÕES MAIS 7.002 MILHÕES € DE RIQUEZA
Se dividirmos o valor do PIB previsto pelo INE para 2011 (171.320,6 milhões €) pela população empregada (4.893.000 portugueses no 2º Trimestre de 2011 segundo o INE) obtém-se 35.013 €/ ano por empregado. Dividindo este valor pelo número médio anual de horas de trabalho obtém 19€/PIB/por hora. Se multiplicarmos este valor pelo número médio de dias de trabalho por ano, e depois por meia hora dia e seguidamente pelo numero de trabalhadores por conta de outrem (3.200.000 sem incluir os trabalhadores da Função Pública) obtém-se 7.002.681.382 de euros. E ainda mais que a redução prevista pelo governo na Taxa Social Única paga pelos patrões. É esta gigantesca riqueza que o governo PSD/CDS pretende dar de mão – beijada aos patrões. Tudo para os patrões, nada para os trabalhadores produtores de riqueza: – este é o lema do governo PSD/CDS.

O GOVERNO DO PSD/CDS PRETENDE FAZER MAIS UM CORTE DE 1.682 MILHÕES NOS RENDIMENTOS DOS PENSIONISTAS E DE 952 MILHÕES NOS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA
Em 2011, as pensões de todos os reformados e aposentados foram congeladas. E os preços até Setembro deste ano já aumentaram 3,6%. Em 2012, o governo pretende congelar novamente a esmagadora maioria das pensões (apenas as inferiores ao limiar da pobreza é que poderão ser actualizadas). Como tudo isto já não fosse suficiente o governo pretende ficar com o subsidio de ferias e de Natal dos reformados e aposentados com pensões superiores a 1000€. Em 2012, na Segurança Social estimamos que sejam atingidos cerca de 200.000 reformados com uma pensão média ponderada que rondará os 1890€/mês, e na CGA 235.000 com uma pensão média ponderada de 1970€/mês. Dois meses de pensão para estes 435.000 pensionistas representarão um corte nos seus rendimentos que estimamos em 1.682 milhões euros por ano. Também é intenção do governo ficar com o subsidio férias e de Natal dos trabalhadores da Função Pública em 2012 com remunerações superiores a 1000€/mês. Se tal intenção se concretizar, estes trabalhadores, que nos últimos anos, já perderem cerca de 14% no seu poder de compra sofrerão mais um corte nos seus rendimentos que estimamos em 952,6 milhões € em 2012. Em 2011 estes trabalhadores tiveram suas remunerações congeladas, e em 2012 e em 2013 as suas remunerações continuarão congeladas. Para além disso, os trabalhadores da Função Pública e os pensionistas que recebem mais de 485€ e menos de 1000€ sofrerão um aumento da taxa de IRS igual a um subsidio

Virgem Suta - Dança de Balcão



Dança de Balcão. Concerto da edição 2011 da Festa do Avante. Uma energia incrível. Uma festa. Brinde a vós!!

ROUBO, GIGANTESCO ROUBO




O OE DE 2012

Aux armes, citoyens !


Levantemos as armas
da indignação, do protesto, da luta organizada, da consciência cívica e
política e da determinação insubmissa e combativa.

Uma lógica EXEMPLAR: a presença de Ricardo Salgado, o patrão do BES, na Presidência do Conselho de Ministros 2 horas antes do anúncio das medidas do Orçamento de Estado de 2012 mostram efectivamente QUEM MANDA. Alguns acreditarâo na versão oficial, de que Salgado esteve reunido com um Secretário de Estado qualquer a discutir questões de Imigração. Alguns acreditam, coitados, que os Banqueiros Portugueses acreditam em algo que não seja a MIGRAÇÃO DE CAPITAIS PARA O SEU BOLSO.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

os passos trocados do coelho (VIII)



Pedro Passos Coelho -- Best of 2010-2011

oportuna!

A Farpa n.º 8 (2.ª série)

A nova edição do boletim A Farpa já começou a ser distribuída hoje em Lordelo e, a título excepcional, na freguesia de Arreigada (Paços de Ferreira), uma vez que o tema principal é a poluição no rio Ferreira, que tem como causa principal as descargas provenientes da ETAR de Arreigada.Ler tudo em A FARPA

Mono - Ashes In The Snow




MONO em Lisboa em 2010

as asas do condor


Segundo Durão Barroso só nos últimos três anos foram disponibilizados ao sector financeiro europeu cerca de 4,6 biliões de euros – o equivalente ao PIB da França e da Alemanha em 2010 – de dinheiros públicos. Eis uma confissão da dimensão do roubo organizado que está em curso.

(em ocastendo.blogs.sapo.com)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Alemanha Ano Zero



Alemanha Ano Zero- Filme de Roberto Rosselini, de 1948

Berlim no final da guerra. Edmund Kholer, de 12 anos de idade, e a sobrevivência. Em "Alemanha ano zero" Edmund é o personagem principal. Um miúdo que se vê obrigado a carregar o peso do mundo às costas e a prover ao sustento de toda a sua família. O seu pai está doente e não pode trabalhar, o seu irmão não tem documentos. Edmund é enganado pelos que pretendem explorar a sua inocência e mal amparado pelos que lhe são mais próximos. A dada altura sugerem-lhe que mate o seu pai (afinal de contas um peso morto). Edmund pensa sobre o assunto, mas não consegue... Aguenta o máximo que pode, até poder...
Um filme em registo neo-realista, terrível, virulento, amargo. E ACTUAL.

Clã - Amuo



Amuo - Carlos Tê/Helder Gonçalves
com Manuela Azevedo (Clâ) e Fernanda Takai (Pato Fu)
Álbum - Cintura

GUERRAS BENDITAS (por Manlio Dinucci)

"...Portugal é consciente da sua missão evangelizadora. E sofre ao ver que ela não é compreendida nem apreciada, e até tentam contestar-lha" (OP, VI, 388). Cardeal Cerejeira, em "Nota Pastoral sobre o Ultramar Português", de 13 de Janeiro de 1961

"O comunismo, com o qual nenhum católico pode colaborar, assesta contra a nossa Pátria todas as suas peças de assalto". "Nota Pastoral de Confiança e Exortação Nacional", 20 de Janeiro de 1962, redigida pelo Cardeal Cerejeira a seguir à ocupação de Goa pela Índia.

“A conservação da herança colonial foi confiada a Portugal pela "Providência divina" (Cardeal Gonçalves Cerejeira, 1964, 387)

O padre Guilherme Guimarães Peixoto, de 35 anos, da paróquia de S. Dâmaso, em Guimarães, partiu para o Afeganistão a fim de integrar a Força de Reacção Rápida do Exército Português ao serviço da NATO (Quick Reaction Force/International Secutrity Assistance Force 2010 -QRF/FND/ISAF 2010).

"Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar", Aníbal Cavaco Silva, 15 de Março de 2011.


Monsenhor Vincenzo Pelvi, arcebispo ordinário militar e director da revista do Ordinariato [italiano] Bonus Miles Christi [O Bom Soldado de Cristo), experimenta "amargura e mal-estar" face "àqueles que invocam a dissolução das forças armadas e a objecção contra as despesas militares". Estes descrentes não compreendem que "o mundo militar contribui para a edificação de uma cultura de responsabilidade global, que se enraíza na lei natural e encontra o seu fundamento último na unidade do género humano". Do Afeganistão à Líbia, "a Itália, com os seus soldados, continua a desempenhar o seu papel para promover a estabilidade, o desarmamento, o desenvolvimento e sustentar por toda a parte a causa dos direitos humanos". O militar presta assim "um serviço em benefício de todo o homem, tornando-se o protagonista de um grande movimento de caridade tanto no seu país como em outras nações" ( Avvenire, 2/Junho/2010).
Monsenhor Pelvi perpetua assim a tradição histórica das hierarquias eclesiásticas de abençoar os exércitos e as guerras.
Há um século, em 1911, na igreja de Santo Stefano dos Cavaleiros, em Pisa, decorado com bandeiras tomadas aos turcos no século XVI, o cardeal Maffi exortava os soldados de infantaria italianos, em partida para a guerra da Líbia, a "cruzar as baionetas com a cimitarras" para trazer à igreja "outras bandeiras irmãs" e assim "cobrir a Itália, nossa terra, com novas glórias".

E a 2/Outubro/1935, quando Mussolini anunciava a guerra da Etiópia, Monsenhor Cazzani, bispo de Cremona, declarava na sua pastoral: "Verdadeiros cristãos, oremos por este pobre povo da Etiópia, para que ele se persuada a abrir suas portas ao progresso da humanidade e a conceder as terras, que ele não sabe e não pode fazer frutificar, aos braços exuberantes de um outro povo mais numeroso e mais avançado".

A 28 de Outubro, celebrando no Domo de Milão o 13º aniversário da marcha sobre Roma, o cardeal Schuster exortava: "Cooperemos com Deus, nesta missão nacional e católica do bem, neste momento em que, sobre os campos da Etiópia, o estandarte da Itália leva em triunfo a Cruz de Cristo e rompe as cadeias dos escravos. Invoquemos a bênção e a protecção do Senhor sobre o nosso incomparável Condottiere".

A 8 de Novembro, Monsenhor Valeri, arcebispo de Brindisi e Ostumi, explicava na sua pastoral: "A Itália não pedia senão um pouco de espaço para os seus filhos, em tamanho aumento que formavam uma grande Nação de mais de 45 milhões de habitante, e ela pedia a um povo cinco vezes menos numeroso que o nosso e que detém, não se sabe porque e com que direito, uma extensão de território quatro vezes maior que a Itália sem que saiba explorar os tesouros com que a enriqueceu a Providência em benefício do homem. Durante numerosos anos houve paciência, suportando agressões e abusos e, quando não se podia mais, tivemos de recorrer ao direito das armas, fomos julgados agressores".

Na trilha desta tradição, dom Vicenzo Caiazzo – que tem sua paróquia no porta-aviões Garibaldi, onde celebra a missa no hangar dos caças que bombardeiam a Líbia – assegura que "a Itália está em vias de proteger os direitos humanos e dos povos, é por isso que estamos no mar" (Oggi, 29/Junho/2011). "Os valores militares – explica ele – vão lado a lado com os valores cristãos".

Pobre Cristo.

(em resistir.info)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"'Allo 'Allo´ " - David Croft



Homenagem a David Croft, 89 anos, escritor, produtor e realizador, autor do tema musical de abertura de "Allô!Allô!", falecido recentemente em Tavira, Portugal

A série britânica do René, da Madame Edith, do Monsieur Alfonse, da Yvette, da Mimi, da Michelle da Resistence, do Gruber, do Geering, do Von Smallhousen, do Otto Flick, do Klinkerhoffen, da Helga, do Crabtree "Good Moaning" e da Madonna dos Great Boobles.

ACTUALIZANDO O MODELO ECONÓMICO CUBANO

(2.ª de 3 partes)
Dr. Omar Everleny Pérez Villanueva, Centro de Estudos de Economia Cubana, Universidade de Havana

c) Baixo retorno dos investimentos
Na década passada e mesmo em anos anteriores, houve uma forte contracção dos recursos financeiros em Cuba, com menos novos investimentos do que antes. De 2000 a 2009, o plano de investimento aprovado nunca foi implementado, demonstrando quer uma incorrecta preparação do plano, baixo lucro dos executores das obras, e falta de materiais de construção e equipamentos requeridos. Era o resultado de falta de financiamento externo requerido pelos investidores, que por sua vez resultou na paralisia de material e recursos financeiros do país. Por isso, o Estado perdeu recursos financeiros e oportunidades devido a esta situação.
Este comentário exige que perguntemos por quanto tempo mais seria possível continuar um modelo de crescimento extensivo velho há já 50 anos? Deveremos lembrar que até 1990 o crescimento extensivo não se reflectia tão dramaticamente, embora os indicadores económicos já o reflectissem, devido á ajuda oferecida a Cuba pelo antigo campo socialista, especialmente a URSS.

d) Idade e baixa taxa de crescimento da população
Como resultado da baixa taxa de nascimento de Cuba, a percentagem de população entre os 0 e os 14 anos decresceu e o grupo dos 60 e mais anos de idade continua a crescer. 1,9 Milhões de cubanos estão entre os 0 e os 14 anos de idade, mas também 1,9 Milhões têm 60 ou mais anos de idade.
O envelhecimento da população é uma das mais importantes causas da transição demográfica no país, em particular devido a preparação que exige ás instituições e membros da sociedade para enfrentá-la. A primeira etapa do envelhecimento em Cuba foi nos anos 70, e no fim dessa década a população mostrou uma quebra na taxa de nascimentos e a população de 60 anos ou mais anos excedeu os 10%. Em 2010 o envelhecimento da população atingiu os 17,4%

e) Relação desfavorável entre o crescimento da produtividade e salários médios
Se analisarmos a relação entre o crescimento da produtividade e o salário médio até 2009, podemos afirmar que há uma completa distorção evidenciada no facto de os salários crescerem mais do que a produtividade.
Comprovadamente num país onde há “folhas de pagamento empoladas” ou mais de 1.000.000 de trabalhadores subempregados, é possível concluir que essa relação nunca foi favorável. Este problema tem que ser resolvido pelo governo nos 2 próximos anos, ou pelo menos essa era a intenção das autoridades cubanas.
Uma análise do emprego por sector, mostra que o sector que devia ter mais trabalhadores desempregados devia ser o sector “outros serviços”, que é onde o número de empregos mais cresceu nos últimos anos, enquanto diminuía o número dos ocupados no sector de bens e mercadorias.
Desde 2010, o governo acelerou a análise dos empregos que podiam ficar disponíveis e que eram criados na saúde, educação, administração pública, entre outros, através dos programas associado á “batalha das ideias”

f) Número de casas prontas por ano
Um programa especial de construção foi desenvolvido em Cuba em 2006, parra a reabilitação e manutenção de casas, onde foi decidido que 100.000 casas seriam iniciadas construir por ano a partir 2006. Este programa foi apenas apresentado em 2006, porque nessa altura havia muitas casas aguardando solução para pequenas acções de acabamento ainda do Período Especial e com a prioridade atribuída pelo trabalho no ano.
A política actual dirige-se em favor da construção de casas pelos próprios, com a Resolução N,º 40 do Instituto da Habitação publicada no Boletim Oficial da República de Cuba, de 17 de Fevereiro de 2010, com incentivos para a construção de casas pelos donos, através da entrega de licenças de construção.
Esta resolução inclui a “Terceira Cláusula Especial” autorizando unidades de investimentos municipais na habitação a aprovar, sem um critério de selecção prévio, os requisitos para licenças de construção de privados para novos projectos, extensões, remodelações, reabilitações, divisões e unificações, com a única exigência da propriedade da terra ou o direito do uso da casa.
Esta resolução permite a entrega de outras autorizações a indivíduos para:
• Actividades de construção para reparar casas em condição precária ou substitui-las completamente
• Ampliações dentro dos limites de propriedade
• Construir em construções inacabadas, legalizadas ou aprovadas
• Acções de construção para permitir mudança de pormenor, alterações para converter espaços de aluguer em casas apropriadas
• Construção de novas casas por donos de terra ou casa

g) Comércio externo
O desequilíbrio das trocas comerciais de bens e mercadorias continua a ser típico no comércio externo cubano da última década. As exportações são incapazes de crescer com o necessário dinamismo devido á queda de produção de açúcar, a produção mineral como a de níquel estagnou, a queda de exportação de produtos da pesca, e da produção de citrinos, entre outras, e enquanto as importações continuam elevadas apesar da política oficial de contracção.
O aumento de importações em 2008, junto com anteriores obrigações, resultou numa tensão crescente na balança de pagamentos cubana, de tal forma que todos os pagamentos ao estrangeiro foram recusados, particularmente em 2009. Isto originou que o fardo da divida ao estrangeiro aumentou significativamente, tanto em relação á exportação de bens como nas relação entre bens e serviços.

h) Intercâmbio no estrangeiro de bens e serviços
O sector dos serviços permanece o maior gerador de receita desde 2004, com importantes mudanças qualitativas, já que serviços exigindo conhecimentos intensivos afastaram o sector do turismo como o principal gerador de receita
Estimativas mostram que mais de 50% da exportação de serviços correspondem a serviços médicos, que contribuíram para um excedente da balança comercial de bens e serviços em 2009 e 2010
Depois de analisar estes indicadores económicos identificaremos as principais propostas do “Linhas para a política económica e social do Partido e da Revolução” aprovado em 18 de Abril de 2011, e confirmado pela Assembleia Nacional do Poder Popular em 1 de Agosto de 2011.

São as seguintes as propostas e ajustamentos principais aprovadas pelo Congresso do Partido:
• Ajustamentos nas despesas do orçamento (educação, saúde, desporto, cultura)
• Ajustamento do emprego no sector estatal pela eliminação de folhas de pagamentos empoladas
• Transferência de terras inactivas sob a figura do “usufruto”
• Reorganização do governo, ministérios e grandes companhias estatais
• Incentivos ao emprego privado, como a autorização de trabalho independente
• Proposta de criação de cooperativas não agrícolas
• Possibilidade de alugar pessoal
• Proposta de eliminar proibições como a compra/venda de casas, automóveis e outros bens e serviços, etc
• Maior autonomia dos negócios
• Desenvolvimento de projectos locais e maior autonomia dos governos locais
• Igualdade de oportunidades para todos mas não “igualitarismo”
• Procura da auto-suficiência na produção alimentar e gradual eliminação do racionamento
• Possibilidade de autorização de instalações governamentais, para actividades como a gastronomia
• Separação do governo das actividades de negócio
• Actualização da política de impostos
• Estratégias de redireccionar o pagamento da divida externa
• Promover a criação de Zonas Económicas Especiais
• Reanálise das chamadas Pequenas e Médias Empresas (PME)

Tradução: CR