um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Snow Patrol - Run @ Rock in Rio Lisboa 2010



um dos melhores espectáculos de 2010

filosofia socratina



José Sócrates, mais conhecido pelas suas incursões na arquitectura contemporânea da Cova da Beira, lançou ontem novas pistas sobre a sua visão do mundo, designadamente no mundo laboral: "a rigidez do sector laboral em muitos domínios afecta aqueles que querem entrar para defender aqueles que lá estão", defendendo que "os sindicatos devem ter presente que não devem defender apenas quem lá está mas defender aqueles que têm direito a ter um posto de trabalho".
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A época dos saldos vai abrir. Vai ser o salve-se quem puder. Se fosse vivo, Milton Friedman ficaria com inveja de José Sócrates.

(em avenida da saluquia34.blogspot.com)

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (VIII)

A actual casa de férias de Cavaco Silva na Aldeia da Coelha vale cinco vezes mais que a anterior casa de férias do Presidente da República, a Mariani. No entanto, foram permutadas pelo mesmo preço. Segundo avaliação patrimonial feita pelas finanças em 2009, enquanto a Mariani valia 39.798,96 euros, a Coelha valia 199.469,69 euros.
Os dados estão em reportagem assinada por Paulo Pena na revista Visão desta quinta-feira. A mesma reportagem dá outro indício de que a permuta que permitiu a Cavaco Silva tornar-se proprietário de um terreno na Coelha de 1.891 metros quadrados, onde está construída a casa “gaivota azul”, implicou um enorme favorecimento. É que a Constralmada, empresa de que era sócio Fernando Fantasia, velho amigo do casal Cavaco Silva, gastou 80 mil na compra do terreno e mais 132 mil euros na construção da moradia. Total: 212 mil euros foi gasto. Mas vendeu, por permuta, por 135 mil euros, ou seja, teve um prejuízo de 77 mil euros – a maior demonstração de que o valor está subavaliado.
Ao fazer-se a permuta por valores iguais, não houve lugar a pagamento de sisa. Mas segundo o advogado Ricardo Sá Fernandes, que foi Secretário de Assuntos Fiscais, “existindo uma manifesta desproporção entre os valores permutados, se os interessados declararam o mesmo valor, cabia aos serviços das Finanças desencadear uma avaliação para efeitos de liquidação da sisa sobre o valor da diferença apurada”, disse à Visão. Nada foi feito.
Outro indício de que os valores estão subavaliados é a reportagem do Tal & Qual de 1998, em que um repórter se disfarçou de potencial interessado em comprar a casa Mariani e recebeu a proposta de 400 mil euros, três vezes mais do que foi permutado cinco meses depois.
A revista encaminhou seis perguntas ao Presidente, para esclarecer todos os aspectos nebulosos deste caso, mas não obteve resposta. Ou por outra, houve o discurso de vitória de Cavaco Silva, sobre as “vis baixezas”

domingo, 30 de janeiro de 2011

Deolinda - Parva que Sou, ao vivo no Coliseu do Porto



(Desemprecarizar, de Miguel Cardina, em Blog Arrastão)

Chama-se "Parva que sou" e é uma nova canção apresentada pelos Deolinda há dias no Coliseu do Porto. A música é boa, a letra é incisiva mas é a reacção vibrante do público que nos diz o essencial. Temos hino, temos ânimo, falta-nos mais combate.

Sou da geração sem remuneração / e não me incomoda esta condição. / Que parva que eu sou! / Porque isto está mal e vai continuar, / já é uma sorte eu poder estagiar. / Que parva que eu sou! / E fico a pensar, / que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar. / Sou da geração ‘casinha dos pais’, / se já tenho tudo, pra quê querer mais? / Que parva que eu sou! / Filhos, maridos, estou sempre a adiar / e ainda me falta o carro pagar, / Que parva que eu sou! / E fico a pensar / que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar. / Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’ / Há alguém bem pior do que eu na TV. / Que parva que eu sou! / Sou da geração ‘eu já não posso mais!’ / que esta situação dura há tempo demais / E parva não sou! / E fico a pensar, / que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.

ao serviço de...

Emídio Rangel



Rui Pedro Soares

Um novo poder mediático está a nascer sob a mão de Emídio Rangel e de Rui Pedro Soares, aquela personagem de ex-Administrador da PT, arguido no caso Figo /Taguspark e ligado ao caso Face Oculta. As notícias vêm de Espanha. Este novo império informativo, organizado para suster a imagem do PS, terá o apoio de uma congénere espanhola de nome Mediapro. Afinal a iniciativa de obter na comunicação social apoio politico já vem de trás, quando da tentativa de compra da TVI pela PT. Já então o PS se mexia. Agora há já um canal, o Porto Canal, uma rádio, a Europa Lisboa, a que se sucederá um jornal semanário e um canal de televisão de maior audiência. Para já Emídio Rangel e Rui Pedro Soares roubam os direitos de transmissão da Liga espanhola à Sport TV após 2013.

U2 - Spanish Eyes

sábado, 29 de janeiro de 2011

O MUNDO ÁRABE EM EBULIÇÃO


Manifestante beija soldado (Egipto)




Manifestações no Egipto




Primeiro foram os protestos em Argel contra a subida dos preços na Argélia. Depois ocorreram as grandes manifestações da Tunísia, reprimidas com ferocidade pela ditadura de Zin Ben Ali. O protesto evoluiu para rebelião nacional. Em Washington acreditou-se que a fuga de Ben Ali e a formação imediata de um governo transitório presidido pelo primeiro-ministro Ghanuchi «normalizaria» a situação. Mas isso não aconteceu. O povo manteve-se nas ruas exigindo o afastamento de todos os ex-ministros do ditador incluindo o primeiro-ministro e a punição dos elementos da engrenagem corrupta do Poder.
Na Casa Branca e no Pentágono a inquietação cedeu lugar a uma atmosfera de alarme quando os acontecimentos da Tunísia começaram a abalar o mundo árabe, do Atlântico ao Tigre e ao Golfo Pérsico. No Cairo e depois em Suez e noutras cidades os egípcios decidiram também desafiar o poder despótico de um regime corrupto e vassalo. Hosni Mubarak respondeu com a repressão. Mas o povo não se intimidou e, em manifestações gigantescas, exigiu a renúncia do presidente e da sua camarilha. Isso no momento em que Mubarak, na presidência há três décadas, se preparava para designar como seu sucessor o filho Gamal.
Quase simultaneamente, em efeito de contágio dominó, os iemenitas tomaram as ruas em Sana, a capital do Yemen, num movimento de protesto torrencial. Em Marrocos, o rei, dócil instrumento dos EUA e da França, assustado, decide impedir a subida do preço dos alimentos e de bens essenciais, temendo pelo futuro da monarquia feudal. Na Arábia Saudita o clima é de tensão. O mesmo ocorre no Sultanato de Oman e na Jordânia, um estado artificial criado pelos ingleses após a I Guerra Mundial.
Registe-se que todos esses países eram (ou são) oprimidos por regimes ditatoriais, tutelados por Washington, cujos governantes actuam como instrumentos da sua estratégia para o Médio Oriente e a África muçulmana. Os EUA temem sobretudo o rumo imprevisível da situação criada no Egipto, um gigante com quase 80 milhões de habitantes, o país tampão entre a África e a Ásia que controla o Canal de Suez e tem uma fronteira explosiva com a Palestina (Gaza) e Israel.
Mubarak tem sido ao longo dos 30 anos do seu consulado o mais submisso dos aliados de Washington. Com excepção de Israel, é o maior recebedor da «ajuda» financeira norte-americana, 1.300 milhões de dólares por ano, grande parte investida na compra de armamento. O Egipto foi o primeiro país árabe a estabelecer relações diplomáticas com o Estado sionista de Israel e sem a sua cumplicidade a estratégia de dominação imperialista na Região seria inviável.
É compreensível portanto o temor de Washington (e de Tel Aviv) nascido da rebelião em marcha dos povos árabes contra os regimes ditatoriais que suportam há décadas.
Fazer previsões sobre o desfecho das rebeliões populares árabes que alarmam a Casa Branca e as burguesias europeias, suas aliadas seria uma imprudência. Mas pode-se afirmar que a saída torrencial das massas às ruas em países aliás muito diferentes, exigindo o fim de regimes autocráticos e corruptos, configura uma derrota do imperialismo.
É significativo que El Baradei (um politico que goza da confiança do Departamento de Estado) tenha voado imediatamente para o Cairo, apresentando-se como alternativa a Mubarak. Ele já deu provas de bons serviços ao imperialismo durante a sua gestão da Agência Internacional de Energia Atómica: prestou-se a todas as provocações contra o Irão e a Coreia. As agências do império já começaram a orquestrar uma campanha nos medias ocidentais, apresentando El Baradei como "o reformista". Mas a única reforma que este pretende é a do sr. Mubarak. Na sua chegada ao Cairo declarou que Mubarak "serviu o país (sic) durante 30 anos e é chegada a altura de se reformar. Cumprir ali a missão de bombeiro no incêndio social egípcio é o seu objectivo. Também na Tunísia, os EUA tudo farão para evitar a radicalização do processo.
Com tudo isto ficou evidente a velocidade com que se estendeu a outra nação do mundo árabe as revoltas iniciadas em Tunis há já um mês (que provocaram a queda de Zine Abdine Ben Ali no passado sai 14 de Janeiro). Com efeito, ainda que os distúrbios e o descontentamento no país magrebino estejam longe de terminar, o ambiente político explosivo contagiou o Egipto, país que, tal como a Tunísia, presumia gozar de alguma estabilidade interna, mas em que também se conjugam o estarem fartos de um governo autocrático e repressor, bem como o desespero popular pelos efeitos da globalização económica.
Para além destes traços comuns, o caso egípcio reveste-se de particularidades que potenciam o seu impacto internacional: ao contrário da Tunísia, que é a nação mais pequena do norte de África, o Egipto é o país mais populoso do mundo árabe – com uns 80 milhões de habitantes –, e o que tem o maior exército; tem uma posição geográfica estratégica – entre os continentes africano e asiático e entre os mares Vermelho e Mediterrâneo -, e tem uma rota chave para as comunicações e o aprovisionamento energético da Europa: o canal do Suez. Outra diferença substancial é que, enquanto na Tunísia não existe praticamente uma oposição islâmica – que foi conscientemente reprimida pelo governo de Ben Ali – nas mobilizações do Egipto foi clara a participação dos Irmãos Muçulmanos, partido ortodoxo sunita que constitui a principal oposição ao regime, e é tido como a formação inspiradora do grupo palestino Hamas, e que, por isso, representa um dos principais factores de preocupação para as nações ocidentais
Mas o aspecto mais importante é que, se é certo que Ben Ali era considerado um aliado do Ocidente na região, o seu governo não tem o peso geoestratégico de que se reveste o regime do Egipto, para os interesses de Washington e dos seus aliados. Na verdade, a partir da assinatura dos acordos de Camp David, em 1979 – com os quais se pôs fim ao conflito com Israel – e sob os regimes de Anwar al Sadat e o do próprio Hosni Mubarak, o Cairo elevou-se à posição do segundo maior beneficiário de ajuda externa estadunidense, com uma média de 2 mil milhões de dólares anuais em assistência económica e, sobretudo, militar, apenas ultrapassado por Telavive. A posição do Egipto como aliado privilegiado dos Estados Unidos na região continuou com a administração de Barack Obama que, inclusive, elegeu este país para pronunciar, no início da sua administração, o célebre discurso de aproximação ao mundo muçulmano, eventualmente sem ter em conta que regime do Cairo gravitou como contra-peso para a desarticulação dos afãs de unidade que floresceram há meio século entre os governos Árabes, e que colaborou com Telavive no férreo bloqueio que esse governo mantém na martirizada Faixa de Gaza.
Ontem mesmo, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, deu uma nova prova da dupla moral característica de Washington, ao afirmar que é sua impressão que o governo egípcio é estável. No entanto, perante revoltas como as ocorridas em Tunísia e no Egipto, a lição inexorável para as diplomacias ocidentais, a estadunidense em primeiro lugar, é que devem rever profundamente e corrigir a prática diplomática de apoiar regimes tirânicos, a troco de um alinhamento com os seus interesses geopolíticos: se essa fórmula imoral foi num determinado momento conveniente para Washington e os seus aliados, é hoje claro que ela é insustentável e contraproducente, e que obstaculiza as perspectivas de democratização pacífica não só do Magrebe e no norte de África, mas em todo o mundo.



Manifestações em Tunes


apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (VII)

Comunicado da Presidência da Repúbica

A Presidência da República procede à divulgação do seguinte comunicado:

"Nos termos da legislação aprovada pela Assembleia da República, o Presidente da República decidiu prescindir, a partir de 1 de Janeiro de 2011, do seu vencimento, no montante ilíquido de € 6.523,93.

Palácio de Belém, 26 de Janeiro de 2011"


O Presidente da República mandou suspender o seu vencimento de 7.415 euros mensais, dando seguimento às novas regras de contenção orçamental que acabaram com o direito de acumulação de reformas com vencimentos públicos a partir de 1 de Janeiro. Cavaco opta, assim, pelas duas pensões de professor catedrático e de reformado do Banco de Portugal que somam 10.042 euros mensais, num total anual de 140.588 euros. Uma opção [suspensão da remuneração] que, de acordo com a lei do Orçamento de Estado deve ser feita com declaração do interessado, à semelhança de todos os detentores de cargos políticos, mas que o Chefe de Estado ainda não entregou. Em alternativa, deu uma ordem directa aos serviços da Presidência para suspender o processamento do seu salário.
A resposta oficial surgiu, nesta segunda-feira, depois de no final da semana passada o Diário Económico ter insistido junto da Presidência se Cavaco Silva já tinha comunicado a opção pela suspensão do pagamento da remuneração ou das pensões. Na sexta-feira passada, a mesma fonte afirmou que os titulares de cargos políticos não têm prazo para a referida comunicação (opção exercida com declaração do interessado), admitindo mesmo que poderia usar esta prorrogativa a qualquer momento e devolver com retroactivos a 1 de Janeiro a remuneração que viesse optar por suspender. Mas, no início desta semana, a Presidência da República acabava por garantir: "não terá de devolver retroactivos porque mandou suspender o processamento do vencimento", que é de 7.415 euros mensais, representando, ao ano, 103.810 euros.
Questionada sobre os montantes das reformas do Banco de Portugal, onde Cavaco saiu em 2004 com o nível 18, e da CGA como professor jubilado da Faculdade de Economia da Universidade Nova, fonte oficial da Presidência da República confirma apenas o valor global mencionado ao Tribunal de Contas na declaração de rendimentos de 2009, de 10.042 euros. "Este valor corresponde à soma das duas pensões a que o Prof. Cavaco Silva tem direito, na sequência dos descontos que realizou durante toda a sua vida profissional", afirma.
O fim da acumulação de pensões com vencimentos do Estado foi anunciado em Novembro pelo ministro da Presidência na sequência do novo pacote de austeridade para este ano. "Trata-se de uma medida de racionalização e moralização da despesa pública. É sobretudo isso que está em causa", declarou Pedro Silva Pereira, no dia em que foram aprovadas as medidas adicionais de contenção despesa e que passaram também pelos cortes salariais entre 3,5% e 10% na Função Pública. O titular da pasta da Presidência foi claro: "A proibição de acumular pensões e vencimentos públicos é para entrar em vigor já a partir de 1 de Janeiro".

Cavaco dá o exemplo. É tentar sacar o mais possível ao Estado ainda que daí resulte a ridícula subversão de termos um Presidente reformado.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Chico Buarque - Tanto Mar

uma história negra, um mar de impunidades



Na história eleitoral pós-25 de Abril

A maior indignidade,uma coisa de estarrecer

O Público diz-nos que terão sido 42 mil mas, em boa verdade nunca saberemos o seu número exacto e quero afirmar que, numa matéria destas serem 42 mil ou 200 mil não altera uma grama o gravidade do ocorrido porque estamos a falar de um direito básico de cada cidadão. De qualquer modo, as duas páginas que o Público hoje dedica a este escândalo são de estarrecer e deveriam definitivamente chegar para se entender de vez que não há deslumbramentos tecnológicos que se possam substituir a uma consciência, vigilância e cultura verdadeiramente democráticas. Não é maldade mas registo objectivo: ocorreu na vigência de um governo PS e fica para a sua história. De caminho, e acessoriamente, já agora gostaria de saber se, como deveria ser, o cartão de cidadão nos poupa às elevadas despesas com certidões de nascimento (e porque não de casamento?) e outras burocracias sem nenhuma justificação. Quanto a esta imensa e vergonhosa bronca que marcou o domingo eleitoral e que retirou o direito de voto a milhares de cidadãos e irritou centenas de milhar, como se sabe, está a decorrer um inquérito pois, cá na terrinha, estas coisas demoram sempre muito a apurar.

(em blog o tempo das cerejas)

POESIA - MÁRIO VIEGAS



Carreirismo, de Mário Henrique Leiria



Os Ais, de Armindo Mendes Carvalho

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Simon Trinidad - O homem de ferro - Parte 2

Simón Trinidad - O homem de ferro - Parte 1


Simón Trinidad depõe no julgamento através de video-conferência

O livro Simón Trinidad El hombre de hierro fez sucesso na Venezuela. Milhares de pessoas compraram a obra de Jorge Enrique Botero. O jornalista colombiano havia escrito uma “mistura de biografia e reportagem” sobre Ricardo Palmera, conhecido como Simón Trinidad. Palmera fora um destacado gerente bancário e candidato da União Patriótica. Quando se dá o genocídio daquele partido de esquerda, alvo do ódio da oligarquia e do Estado colombiano, Palmera decide pegar em armas e adere às FARC. Passa a ser Simón Trinidad. A vida excepcional de um homem que preferiu perder tudo o que tinha a ser um vassalo do sistema. Preso e extraditado para os Estados Unidos, Simón Trinidad foi condenado a 60 anos numa cadeia de alta segurança. Longe do seu país e da sua Lucero, o comandante das FARC acredita que o socialismo é a única opção para fazer frente à barbárie capitalista.

Xutos e Pontapés - Sem Eira nem Beira



No dia em que soube que me expoliaram mais de 854 Euros do salário, incluindo remuneração base, adicionais, suplementos de desempenho e suplemento de Formação, dedico a música dos Xutos e Pontapés a um "senhor inginheiro", com a promessa de que a minha indignação vai andar por aí.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

NOTAS PESSOAIS SOBRE RESULTADOS DE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Uma primeira reflexão/balanço deixa uma sensação de amargura e frustração. Não se confirmaram os indicadores esperançosos de uma adesão á proposta de ruptura de mudança, necessária a um futuro de qualidade. A visão messiânica de salvadores sem consistência ou com conteúdo já experimentado, seduz muito um eleitorado confuso, apático e incapaz de se libertar de preconceitos e de sujeições ideológicas.
Em Cavaco muitos milhares de portugueses identificaram um homem sério (quando muitas provas se acumulam mostrando que não é), competente e providencial (idem, idem), politicamente independente (idem, idem). O cinismo do candidato, assente numa impunidade politica incrível, mesmo para uma candidatura oficial do sistema, expressa-se num caudilhismo mediocre mas eficaz. Cavaco é o símbolo do cinzentismo nacional, pacóvio, paroquial, chico-esperto. De Cavaco nada de bom se espera.
A seguir, há as formas inúteis de participação, o ser português de antanho, medroso, calculista, de bem com Deus e com o Diabo. Ele não vota (abstenção de 53% do eleitorado), ou se entretém disperdiçando o voto em inúteis votos brancos e nulos (6,3%) dos votos expresssos). Descontando inúmeros casos de impossibilidade de acesso a mesas de voto (idosos, doentes, ausentes), ou de boicote por razões atendíveis, o que predomina é esta irresponsabilidade, que é incapacidade de optar, tomar partido, mas também é fuga a compromissos. A democracia vive mal com gente que não lhe dá importância. Pode-se falar hipoteticamente em voto de protesto, mas tal leitura, não provada, é feita pelos eleitores com opção.
Foram expressivos os votos no “tiririca nacional“ Coelho e em Fernando Nobre. O candidato madeirense é a outra versão do jardinismo, sem ideias próprias, vivendo da “voz popular” e da “lata” do seu protagonista. A sua votação, igualmente inútil em termos nacionais, envergonha os cidadãos que assim se expressaram. O país de alguns irresponsáveis assemelha-se a uma Comissão de Festas e Coelho é o Mordomo.
Fernando Nobre pretende reabilitar a cidadania, aglomerando á sua volta descontentes, bem-intencionados, independentes. Mas a candidatura de Nobre não escapa ao populismo anti-partidos, ao D. Sebastianismo que de bisturi em punho nos salvará das “diseases” ou “maladies”. É no fundo (ou melhor, foi no fundo) um misto do Banco Alimentar, da Casa do Gil, e da quermesse da paróquia transportados para o espaço mediático dos corredores do Poder. Como sintoma é analisável, como terapêutica não passa de placebo.
Em Defensor Moura, alguns viram a “lebre” de Alegre. Eu vejo um discurso diferente, mas lúcido.
Em Alegre estão todas as contradições, todas as incapacidades, todas as ilusões. O candidato valeu mais por si calado, do que falaram os silêncios tácticos de Louçã e Sócrates. Foi um dor de alma ver a representação de uma farsa em que Cavaco e Sócrates fingiam uma contenda que, sabemos, nenhum deseja, colocados como estão no centrão dos interesses.
O voto em Francisco Lopes foi magro, foi curto, foi injusto. Não tranquiliza, mas não desmobiliza. Não fortalece a resistencia, mas não compromete a luta. O rumo está traçado. Cada voto é um instrumento ao serviço de um designio. E quando a luta aquece, surgirão, surgem sempre, muitos ao lado dos imprescindíveis de Brecht. Que já estão de pé, afinando razões.

Cristiano Ribeiro

GOVERNO DECLARA GUERRA AOS DIREITOS DOS TRABALHADORES




O Governo confirma as preocupações da CGTP-IN. As propostas apresentadas em sede de Concertação Social mais não visam que facilitar os despedimentos, reduzir as indemnizações e criar condições para os trabalhadores financiarem os seus próprios despedimentos.

Comentário:
No dia seguinte ás eleições presidenciais, a Ministra do Trabalho do desgraçado Governo PS /Sócrates golpeia forte. Vivamos sossegados. Aos 7,1 % do voto comunista e afins, somar-se-á a mobilização do eleitorado do "tiririca madeirense" e do eleitorado da "cidadania nobre", cada um dos quais já deve ter nesta hora convocado 4 a 5 manifestações de protesto, bem como franjas significativas do eleitorado "abstinente", e do eleitorado do "protesto branco ou nulo". O candidato Alegre, antes de uma incursão na caça ou na pesca, já deixou expresso o seu protesto, que sensibilizou a "esquerda moderna" do BE e "nova esquerda moderna" do PS. Aníbal, após consultar Passos Coelho e Portas, decidiu não afrontar os mercados nem o "sindicalismo" da Helena André. A UGT mantém o espirito de concertação e reunirá em Setembro de 2011.

o velho no elevador


O Dr. Mário Soares, quanto mais não fosse para mostrar (já não era necessário!) que as suas fantásticas “qualidades” não conhecem limites, veio, ainda com a derrota humilhante de Alegre em carne viva, declarar umas coisas que depois de traduzidas, são apenas mais um retrato feio do ódio vesgo que o move contra o poeta e ex companheiro. Claro que não lhe bastou ter patrocinado uma candidatura concorrente para lhe dinamitar a campanha. Era preciso mais!
Partilhou connosco a sua "convicção" de que nesta campanha eleitoral ninguém falou dos problemas reais. Problemas de ouvidos, suponho.
Aproveitou ainda o facto de o pascácio Aníbal ser um ignorante capaz de, numa noite de vitória, fazer o miserável discurso que fez... para exibir a sua superior “magnanimidade”... precisamente no momento em que estava a pontapear um adversário já caído no chão.
Resumindo: de uma penada foi capaz de fazer de conta que não ouviu Francisco Lopes, capaz de mentir sobre a sua ligação a Nobre, conseguiu dizer que Alegre não devia ter sido apoiado pelo PS, que a campanha foi um «bocadinho desagradável»... e que Cavaco «foi rancoroso».
A fazer lembrar o tipo de calhordas que é sempre o primeiro a notar e a protestar pelo mau cheiro dentro do elevador, segundos depois de, silenciosamente, soltar uns gases.
(em cantigueiro.blogspot.com)
Comentário pessoal: Mário Soares nunca abandona o elevador do Poder. Mesmo quando o achamos desactivado, eis que aparece, cínico, ora subindo ora descendo. Por vezes, vem com a bengala, como na imagem acima. Razões de estilo e ética.

CONVITE









Convite para a Exibição do Filme "Home"

Convidamos todos a virem juntar-se-nos na Casa da Cultura de Paredes, pelas 21:00 horas de 29 de Janeiro, para a exibição do do Filme "Home. O Mundo é a Nossa Casa".

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Frida Kahlo



BIOGRAFIA

Frida Kahlo nasceu em 6 de Julho de 1907 na casa de seus pais, conhecida como ''La Casa Azul’’, em Coyoacán nos arredores da Cidade do México.

O pai de Frida navegou para o México em 1891 com a idade de dezanove anos e, após sua chegada, mudou seu nome alemão, Wilhelm, para o equivalente em espanhol, Guillermo. A mãe de Frida, Matilde, era uma católica devota, de origem indígena e espanhola. Os pais de Frida se casaram logo após a morte da primeira esposa de Guillermo durante o nascimento do seu segundo filho.

Embora seu casamento tenha sido muito infeliz, Guillermo e Matilde tiveram quatro filhas, sendo Frida a terceira.

Em 1913, com seis anos, Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A partir disso ela começou a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais.

Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.

Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Tal acidente fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada ''A Coluna Partida''). Por causa desta tragédia, fez várias cirurgias e ficou muito tempo acamada. Durante a sua longa convalescença, começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.

Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido Comunista Mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adoptou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositadamente reconhecido como ingénuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adoptava com muita frequência temas da arte popular do México.

Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit] com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa.

Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria ''Julien Levy'' de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: ''Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade‘'

Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o ''Auto-retrato em um vestido de veludo'' (1926), ''Retrato de Miguel N. Lira'' (1927), ''Retrato de Alicia Galant'' (1927) e ''Retrato de minha irmã Cristina'' (1928).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

poesia

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe,
da farinha, da renda de casa, dos sapatos, dos remédios,
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e
enche o peito de ar dizendo que odeia a política.
Não sabe, o idiota,
que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos
que é o político vigarista, aldrabão,
o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

(Bertold Brecht)

Atahualpa Yupanqui - Los Hermanos



Os Irmãos

Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar;
nos vales, nas montanhas,
nas planícies, no mar.

Cada um com os seus problemas,
cada um com os seus sonhos,
com a esperança pela frente
e um passado de recordações.

Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar.

Gente com as mãos quentes da amizade,
com uma oração para orar,
com um lamento para chorar

... com um horizonte aberto,
que está sempre longe,
mas com a força para o buscar,
com confiança e vontade;

quando parece mais próximo
é quando mais se afasta...
Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar.

E assim vamos caminhando,
curtidos pela solidão,
perdemo-nos pelo mundo
para nos voltarmos a encontrar.

E assim nos reconhecemos,
apenas com um olhar, de longe,
ou pelas canções que “mordemos”
– sementes de imensidão.

E assim vamos caminhando,
curtidos pela solidão;
e connosco, os nossos mortos,
para que ninguém fique para trás.

Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar.
E uma irmã - a mais formosa –
que se chama Liberdade.

A LUTA CONTINUA

No decorrer do ano de 2010, tanto os sindicatos como a DORP do PCP denunciaram várias empresas que não pagavam os salários devidos, obrigavam trabalhadores a cumprir horas de trabalho não remuneradas ou não permitiam que trabalhadores gozassem as férias devidas.

Já este ano, a Autoridade para as Condições de Trabalho reconhece estarem a cometer ilegalidades em mais duas empresas que haviam sido denunciadas pelo PCP:

- J. Moreira da Silva e Filhos S.A. – empresa de mobiliário de Rebordosa - que tinha trabalhadores a exercer trabalho extraordinário sem que fizessem o devido registo;

- Domprato Importação, Exportação e Representações, Lda – empresa do sector têxtil e vestuário de Gandra – que impunha um horário de trabalho além do legal, pagou o subsídio de Natal além do prazo previsto e tem condições de trabalho desadequadas.

(em comunicado da DORP do PCP, de 21 de Janeiro de 2011)

domingo, 23 de janeiro de 2011

SOCRATES ADORA PORTOS



Ele adora portos porque está de partida...

Canção do sal - Elis Regina


Salinas de Aveiro




Canção do Sal
Elis Regina
Composição: Milton Nascimento


Trabalhando o sal é amor é o suor que me sai
Vou viver cantando o dia tão quente que faz
Homem ver criança buscando conchinhas no mar
Trabalho o dia inteiro pra vida de gente levar

Água vira sal lá na salina
Quem diminuiu água do mar
Água enfrenta sol lá na salina
Sol que vai queimando até queimar

Trabalhando o sal pra ver a mulher se vestir
E ao chegar em casa encontrar a família sorrir
Filho vir da escola problema maior é o de estudar
Que é pra não ter meu trabalho e vida de gente levar

uma de várias ways ou um boy em tirocínio

PEDRO SILVA GOMES, jovem dirigente do PS, ganha salário de Assessor a tempo inteiro, ao mesmo tempo que recebe subsídios do IEFP para criar empresa e posto de trabalho.
Com 26 anos, sem qualquer currículo profissional nem formação superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora GRAÇA FONSECA na Câmara de Lisboa (CML) com remuneração mensal de 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o Assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios estatais relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho.
Filho de um funcionário do PS, que até 2008 residiu em casa da CML com renda de 48 euros/mês, Pedro Silva Gomes entrou muito novo para os quadros do partido. Em 2006 foi colocado na Federação Distrital de Setúbal, onde se manteve até meados de 2008, ano em que foi reeleito Coordenador do Secretariado da Secção de Santa Maria de Belém, em Lisboa. Entre os membros deste órgão conta-se a Vereadora da Modernização Administrativa da CML, Graça Fonseca.
Já em 2009, Gomes rescindiu por mútuo acordo o contrato com o PS - passando a receber o subsídio de desemprego - e em Outubro foi o candidato do PS à Junta de Belém. No mês seguinte, perdidas as eleições, criou a empresa de construção civil Construway, com sede na sua residência, no Montijo, e viu aprovado o pagamento antecipado dos meses de subsídios de desemprego a que ainda tinha direito, um total de 1875 euros, com vista à criação do seu próprio posto de trabalho.
Logo em Dezembro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aprovou-lhe também um subsídio, não reembolsável, de 57.439 euros, para apoio ao investimento na Construway e para a criação de quatro postos de trabalho, incluindo o seu. Deste valor Pedro Gomes recebeu 26.724 euros ainda em Dezembro, sendo 4086 para investimento e 22.637 para os postos de trabalho. No dia 1 desse mesmo mês, porém, o jovem empresário celebrou dois contratos de prestação de serviços com a CML, para desempenhar funções de "assessoria técnica e política" no gabinete de Graça Fonseca. O primeiro tem o valor de 3950 euros e o prazo de 31 dias. O segundo tem o valor de 47.400 euros e o prazo de 365 dias. 0 segundo destes contratos refere que os serviços serão prestados no gabinete de Graça Fonseca e no Gabinete de Apoio ao Agrupamento Político dos Vereadores do PS.
A autarca disse ao PÚBLICO que foi ela quem convidou Gomes e garantiu que ele é "efectivamente" assessor do gabinete do PS, cuja coordenação, acrescentou, lhe foi "confiada". Este gabinete, porém, não tem existência real, sendo que Pedro Gomes é assessor de Graça Fonseca. A vereadora garantiu desconhecer o facto de o seu assessor ter recebido os subsídios do IEFP. A direcção do instituto, por seu lado, adiantou que Gomes já recebeu este ano mais 12.593 euros para apoio ao investimento, tendo ainda a receber cerca de 10.500 euros. Face às perguntas do PÚBLICO sobre a acumulação ilegal do lugar de assessor com os apoios recebidos e aos indícios de que a Construway não tem qualquer actividade, o IEFP ordenou uma averiguação interna e admite vir a pedir a restituição dos valores recebidos pelo empresário.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, não respondeu a várias perguntas do PÚBLICO.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

sócrates no seu melhor

Em serviço público

Pelo motivo de mudança de Empresa, que processa os nossos vencimentos, dia 21 de Janeiro, não vai ser possivel ter acesso ao recibo de vencimento. Ficamos aguardar novas password de acesso.

Sem comentários...

José Fanha - Eu sou português aqui

PINTURA

JASPER JOHNS, Jr (Augusta, Georgia, 15 de Maio de 1930) é um pintor norte-americano do movimento Pop Art.
Jasper Johns talvez tenha sido um dos mais importantes entre os pioneiros da pop art na América. Começou a pintar objetos tão vulgares como por exemplo as bandeiras, mapas, algarismos. Exemplo de uma das suas principais obras é a "Três Bandeiras".

FOTOGRAFIA de JASPER JOHNS


RED






THREE FLAGS (1958)



FALSE START

Confiança no povo, nos trabalhadores e no país




Por um outro 23 de Janeiro, com música de Fausto. PORTUGAL, LEVANTA-TE!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Libelula - Haydee Milanes



Libélula- Haydee Milanés, filha de Pablo Milanés

o natural constrangimento político

CIRCULAR INFORMATIVA N.º02/2011 DATA: 7/01/2011

PARA: Para todas Instituições do Serviço Nacional de Saúde

Assunto: Transporte de doentes não Urgentes

O despacho n.º19264/2010 de 14 de Dezembro do Secretário de Estado da Saúde, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º251 de 29 de Dezembro, veio emitir orientações referentes ao direito ao transporte de doentes não urgentes e a sua articulação com a condição de recursos.
Nos termos do n.º1 do referido despacho o pagamento do transporte de doentes não urgentes é garantido aos utentes nas situações que preencham simultaneamente os seguintes requisitos:
a) Em caso que clinicamente se justifique
b) Em caso de insuficiencia económica
A aferição e demonstração da insuficiência económica é feita nos termos do Decreto-lei n.º 70/2010 de 16 de Junho, conforme determina o n.º3 do despacho.

No entanto, razões de natureza técnica, impedem neste momento a verificação da condição de insuficiência económica nos termos referidos.

Face ao exposto e de acordo com a orientação do Sr. Secretário de Estado da Saúde, devem os Serviços observar o seguinte:

Até que sejam ultrapassados os constrangimentos que impedem a verificação da condição de recursos, o direito ao transporte é garantido desde que se verifique o requesito constante na alínea a) do referido despacho ou seja em caso que clibnicamente se justifique.

O Presidente do Conselho Directivo
da Administração Central do Sistema de Saúde IP

Os sublinhados a negrito foram por mim efectuados. A transcrição da presente circular informativa mostra a "inoportunidade" em tempo eleitoral de medidas que tornem a Saúde mais cara e inacessível para muitos. Passadas as eleições, serão rapidamente ultrapassados os constrangimentos de ...ordem técnica. E a consciência de muitos "defensores" do SNS (como o autopropagueado "pai") dormirá tranquila.

BANDO DE MALFEITORES!



Esta quadrilha que rouba aos pobres para dar aos ricos, esta vara de lacaios dos "mercados", esta cáfila que é tão socialista quanto eu sou piloto de submarinos, esta canalha que nos governa... está de cabeça perdida. Os cães-polícias protofascistas, às suas ordens, também!
Solidariedade para com os companheiros sindicalistas, espancados e presos pelos cães-polícias às ordens destes bandalhos, apenas por estarem em luta pelos direitos dos trabalhadores. Por estarem no lugar certo e na hora certa!

Adenda: Há que ficar atento ao que se passar com estes nossos amigos, hoje, às dez horas da manhã, no "Campus da Justiça" (onde não deveriam estar, mas sim outros!).

(em cantigueiro.blogspot.com)

dia 23


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O HOMEM QUE COMENTAVA A TAXA DE DESEMPREGO


Valter Lemos, ex-Secretário de Estado da Educação, actual Secretário de Estado do Emprego)
8 de Janeiro de 2010: Valter Lemos destaca elevado desemprego em toda a Europa. «Em Outubro éramos o sexto país com o desemprego mais elevado, passámos para oitavo [...]»
30 de Abril de 2010: Valter Lemos espera abrandamento do desemprego para o Verão
18 de Maio de 2010: Valter Lemos satisfeito com descida dos números de inscritos nos Centros de Emprego
26 de Maio de 2010: Governo garante que o desemprego vai cair ainda este ano
30 de Julho de 2010: O Secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, considerou hoje, em declarações à agência Lusa, que a inversão da tendência da taxa de desemprego, estimada pelo Eurostat para junho, é uma “boa notícia” para Portugal.
17 de Setembro de 2010:Desemprego: «Números mostram tendência de estabilização»
1 de Outubro de 2010: O Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos, disse hoje que os dados do Eurostat são previsões e afirmou estar a aguardar pela confirmação, ou não, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
29 de Outubro de 2010: Valter Lemos: taxa do Eurostat mostra que o desemprego se manteve estável
17 de Janeiro de 2011: «O pior do desemprego já passou» – Valter Lemos

Nota: A taxa de desemprego foi de 10,6% no primeiro trimestre, 10,6% no segundo trimestre e 10,9% no terceiro trimestre.
(em blasfemias.net)

MOMENTOS - Nuno Rocha



Realização - Nuno Rocha

Músicas:
Tokyo Girl - Noiserv
Back in the Day - Darrem Loveday /Stephen Loveday
Solitary - Burt Goldstein

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Trailer - THE OTHER SIDE OF IMMIGRATION





Um filme /documentário de 55 minutos, realizado por Roy Germano e muito premiado em 2009. Trata das condições e consequências da emigração de mexicanos para os EUA.

poesia

MALDIÇÃO

Maldito seja o que busca

matar o sonho dos homens.

Maldita seja a vergonha.

Maldito seja o pesar.

Maldito seja o silêncio

que nos cala antes da morte.

Maldito seja o que é falso,

ou induz em confusão.

Malditos sejam os bons

que o são só por piedosos.

Maldito seja o cruel

por ódio ou por piedade.

Maldito seja o que aceita

argumentos que não pesa.

Maldito seja o que força

alguém a acreditá-lo.

Maldito seja o orgulho

do que o alheio despreza.

Maldito seja o que faz

dos desejos maldição.

Maldito seja o desejo

de só nada desejar.

Maldito seja o que inveja

o pão de que não precisa.

Maldito seja o que encontra

na fome conformação.

Maldito seja o que é feio

por gosto de fealdade.

Maldita seja a beleza

que à vida seja traição.

Maldita seja a riqueza

que de fartura não serve.

Maldita seja a fartura

quando a todos não chegar.

Maldito seja o saber

arvorado em tirania.

Maldito seja o que ignora

e não dá por ignorar.

Maldito seja o que impõe

o que para si não quer.

Maldito seja o que jura

contra a sua convicção.

Maldito seja o que alcança

sem o esforço de colher.

Maldito seja o temor

de luz de mais nos cegar.

Armindo Rodrigues

domingo, 16 de janeiro de 2011

Animal Collective - In The Flowers



Do melhor de 2009 - os norte americanos ANIMAL COLLECTIVE, álbum Merriweather Post Pavilion

um Campo Pequeno que se tornou GRANDE





Um mar de gente, encheu o Campo Pequeno em Lisboa na maior iniciativa de qualquer candidatura nestas eleições. Mais de 6000 pessoas participaram, com entusiasmo, alegria e determinação no comício deste Domingo em Lisboa, dando expressão ao seu apoio à candidatura de Francisco Lopes. O candidato fez um forte apelo à mobilização para o voto na nossa candidatura.

Conto


O Quadro do Demente – Um conto
11/01/2011 por Ivo Rafael Silva
(em adargumentandum.wordpress.com)

Um demente decidiu riscar uma parede azul com um pincel mergulhado em tinta branca. A primeira pincelada ficou péssima naquele mural, tendo em conta o celestial pano de fundo que o cobria. Que fazer agora? Apagar era impossível. Não dava para limpar o branco sem apagar o azul. Não havia tinta azul para sobrepor ao branco. Cada um tem a tinta que tem e com ela se tem de haver. Resolveu fazer outro risco, quiçá num normal acesso da sua demência. A parede ficou pior ainda. Que fazer agora? Apagar era impossível, como já tínhamos visto. Por isso faça-se já um terceiro risco. Ao terceiro seguiu-se o quarto, e o quinto, e o sexto… e desatou o demente a riscar o mais que podia e conseguia. Quem passava, sorria. Quem zelava, multava. Quem mandava, repreendia. Quem entendia, calava. Sai um outro risco. E mais outro, e outro, e mais outro! Uma teia, era o que ali estava. Uma teia imperfeita e mal desenhada caso o objectivo tivesse sido esse. Um emaranhado de riscos brancos em contraste com um fundo azul. Continuou a riscar. Pincelada atrás de pincelada, chegou a altura em que a sua loucura se extremou. Simultaneamente saiu de uma das varandas o crescente e vigoroso som da Cavalgada das Valquírias. E as pautas de Wilhelm Richard Wagner incendiaram-lhe ainda mais a raiva. A raiva que tinha por não conseguir fazer mais do que riscos tortos. “Maldito seja eu que só faço riscos tortos! Maldito seja eu! Maldito seja eu!” …e as valquírias cavalgavam da varanda. Já não se sabia se era o braço do demente que acompanhava o ritmo da melodia, se era a orquestra que se deixava reger pelo braço que não parava de fazer coisas imperfeitas. Na parede, a pouco e pouco, deixavam de restar espaços azuis. À base de riscos tortos a parede ficou completamente branca e mais bela que nunca. O demente afastou-se, olhou de longe e acreditou ter pintado um quadro. Chamou-lhe Esperança.

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (v)



Cavaco e as aplicações financeiras em acções estrangeiras... com uns nomes muito esquisitos e o "misero professor" que virou ...um Presidente "miserável"

"EU ERA UM MÍSERO PROFESSOR, MINHA SENHORA" !?
Esta frase que escapa da boca de Cavaco Silva numa entrevista a uma
jornalista amiga diz tudo sobre o pensamento político de Cavaco Silva,
o seu carácter e o desprezo que nutre por uma importante classe
profissional.
Era um mísero professor catedrático que se baldava às aulas na
Universidade Nova enquanto as dava na Católica, beneficiando assim de
dois ordenados enquanto alguns alunos ficavam sem aulas e prejudicavam
a sua licenciatura.
Era um mísero professor catedrático de economia que nada sabia de
aplicações de poupanças e desse negócio sabia tanto como um qualquer
trolha.
Era um mísero professor que além de vencimento de topo na carreira dos
professores ainda acumulava com pensões do governo e do Banco de
Portugal.
É um mísero político que tem dos professores uma visão ofensiva para
toda a classe e que não hesita em ofender milhares de portugueses só
para se armar em ignorante num domínio em que não pode invocar
ignorância.
É um mísero político que depois de exercer os mais altos cargos
durante mais de quinze anos diz que não é político para não carregar
com o estigma de uma classe de políticos corruptos, muitos dos quais
foram invenção dele.
É um mísero professor que tem uma luxuosa casa de férias no Algarve.
É um mísero professor que não tem a mais pequena consideração pelos
professores deste país, não hesitando em promovê-los a ignorantes para
invocar ignorância economia, ele que foi doutorado em York, professor
universitário, técnico do Banco de Portugal, primeiro-ministro e
Presidente da República.
É um mísero professor que nem tem consideração pela sua profissão e
condição de professor doutorado, imagine-se em que conta deverá ter
todos os outros portugueses.
É um mísero político que para conquistar a Presidência da República
exibe os seus conhecimentos de economia e na hora de esconder a forma
como obteve dinheiro fácil disfarça-se de mísero professor que nada
sabe de acções.

sábado, 15 de janeiro de 2011

JP SIMÕES : TANGO DO ANTIGAMENTE


´
A quem se dirige este TANGO DO ANTIGAMENTE de JP SIMÕES?

Hipótese A - Cavaco Silva e José Sócrates

Hipótese B - José Sócrates e Manuel Alegre

Hipótese C - José Sócrates e Francisco Louçã

Hipótese D - Cavaco Silva e amigos do BPN

Hipótese E - Diálogo entre a IMPUNIDADE e a ROUBALHEIRA

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (IV)


Maria Cavaco Silva: um arranjo floral de Cavaco

Exclusivo mundial : diálogo de alcova, ontem à noite, entre Maria e Aníbal Cavaco Silva

«Esta é a minha senhora. Esta senhora trabalhou praticamente a vida toda. Sabe qual é a reforma dela? Não chega a 800 euros por mês. Foi professora em Moçambique, em Portugal, nunca descobriram a reforma dela. Portanto depende de mim, tenho de trabalhar para ela. Mas como ela está sempre ao meu lado e não atrás, merece a minha ajuda». Cavaco em Ponte de Lima.

Pois é, desiluda-se quem pense que venho aqui fustigar, alías justamente, esta afirmação de um paternalismo e deselegância que falam como um livro aberto sobre a mentalidade do sujeito.

Não, o que venho aqui trazer é, em exclusivo mundial, o curto e seco diálogo que ontem ao deitar se travou entre Aníbal e Maria Cavaco Silva (que, verdade se diga, deve ser 10 vezes mais esperta e inteligente que o marido):

Maria: «Ó Aníbal, desculpa lá, bem sei que estás cansado,mas às vezes precisas de ter mais tino no que dizes. Aquela de me apresentares como dependente de ti e de te precisar da tua ajuda económica passou as marcas. Podes ter a certeza: se te voltas a sair com alguma dessas, temos o caldo publicamente entornado, era só que me faltava ter de aturar-te estas desconsiderações. Acorda, homem, estamos no século XXI, porra !».

Cavaco : «Ò querida Maria, saiu-me assim, não era essa a intenção, eu só queria era contrariar essa ideia que anda para aí que somos uns nababos e mostrar que até tu tens uma reforma modesta. Que diabo, eu percebo que não tenhas gostado mas vê lá se percebes tu que estamos em campanha eleitoral. Boa noite.`»

Maria: « Só se for para ti.»

(surripiado de sempunhosderenda.blogspot.com)

Kepa Junkera - Hiri - Getxo Folk 06



Música basca.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

a tunisia, a fuga do presidente, e as amizades




Que a fagulha tunisina abrace todo o mundo árabe!
por Mohamed Belaali


Mais de quatro semanas de revoltas populares, o exército atira com balas reais sobre a multidão, mortos às dezenas, cessar-fogo, desaparecimento e execução de sindicalistas, prisão de bloguistas, etc, etc. Estes acontecimentos não se desenrolam nem em Cuba, nem na Venezuela, nem na Bolívia, nem na China e nem no Irão mas na... Tunísia! Os países europeus, a França de Sarkozy à cabeça, sempre prontos a se imiscuírem nos assuntos do Irão ou da Costa do Marfim, por exemplo, desta vez contentaram-se com alguns comunicados após semanas de silêncio cúmplice: "a Tunísia confronta-se com problemas económicos e sociais. Só o diálogo permitirá aos tunisinos ultrapassá-los" dizia servilmente um comunicado do Ministério francês dos Negócios Estrangeiros.

Que contraste entre a violência da propaganda contra o Irão na Primavera de 2009 aquando das eleições presidenciais e o servilismo das declarações oficiais a propósito da revolta do povo tunisino. Bastaria na época ler os títulos dos jornais e olhar as imagens difundidas em cadeia pelas televisões americanas e europeias para perceber o ódio do imperialismo à República Islâmica do Irão. Mas a revolta do povo tunisino não merece senão o desprezo e o silêncio. Pois "A Tunísia é um país amigo, estamos extremamente vigilantes com o que se passa lá em baixo e muito preocupado (...) Ao mesmo tempo, a França não tem de se ingerir nos assuntos da Tunisia", declarava Luc Chatel na Radio Classique e i-Télé .

Sempre invocando cinicamente o direito de não ingerência nos assuntos dos outros países, os governo francês, através da sua ministra dos Negócios Estrangeiros Michèle Alliot-Marie, chega mesmo a propor aos regimes tunisino e argelino sua colaboração em matéria de seguranças e manutenção da ordem: "Propomos que o know how das nossas forças de segurança, reconhecido no mundo inteiro, resolva situações securitárias deste tipo. Esta é a razão pela qual propomos aos dois países [Argélia e Tunísia], no quadro das nossas cooperações, agir neste sentido para que o direito de manifestar possa ser feito ao mesmo tempo que a garantia da segurança" [1] . É que a França é um dos primeiros investidores estrangeiros na Tunísia. Ela ocupa mesmo o primeiro lugar quanto ao número de empresas instaladas neste país (1200 empresas). Pode-se citar dentre muitas Lacoste, Valeo, Sagem, Danone, Sanofi-Aventis, Fram, Accor, Club med, BNP-Paribas, Société générale, Groupe Caisse d'épargne etc. etc. [2]

As burguesias ocidentais que apregoam incessantemente desejarem difundir a democracia por todo o mundo, na realidade não fazem senão sustentar, directa ou indirectamente, as ditaduras e impedem deste modo todo progresso no caminho da democracia e do progresso social. Toda a história do imperialismo não é senão o apoio aos regimes mais ferozes, quando não são instalados directamente por ele. Seria difícil e fastidioso pretender estabelecer uma lista exaustiva destas ditaduras pois são demasiado numerosas. Citemos ainda assim as mais conhecidas e as mais terríveis: Augusto Pinochet no Chile, Videla na Argentine, Somoza na Nicarágua, Suharto na Indonésia, Marcos nas Filipinas, Musharraf no Paquistão, o xá Reza Pahleve no Irão, Hosni Mubarak no Egipto, Omar e Ai Bongo no Gabão, etc, etc. O apoio indefectível das burguesias ocidentais aos regimes mais sangrentos é uma constante na história do capitalismo.

Hoje, o levantamento do povo tunisino, sua coragem e sua determinação a enfrentar um dos regimes mais repressivos, mostra o caminho a seguir a todos os oprimidos não só do Magreb como de todo o mundo árabe!

As massas populares árabes sofreram demasiado desta cumplicidade objectiva das suas próprias burguesias corrompidas até a medula e da burguesia ocidental que os mantêm na dependência e na miséria. O mundo árabe hoje é uma verdadeira bomba que pode explodir a qualquer momento.

Exploradas, marginalizadas e humilhadas por longo tempo, as massas populares árabes lentamente levantam a cabeça e tentam sair desta longa noite na qual foram mergulhadas.

Trabalhadores, progressistas e democratas europeus: é nosso dever apoiar o povo tunisino na sua luta contra um regime de outra era. A sua vitória nesta região do mundo árabe será igualmente a nossa aqui na Europa.

14/Janeiro/2011

(em resistir.info)

Zeca Sempre - O Que Faz Falta HD



PROJECTO ZECA SEMPRE

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (III)




Cavaco esconde escritura da sua casa na aldeia BPN

Em Albufeira, há uma urbanização especial, onde têm casas Cavaco Silva, Oliveira Costa, Fernando Fantasia, da SLN, Eduardo Catroga. A escritura do lote do Presidente da República não se encontra na Conservatória de Albufeira. Cavaco diz que não se lembra de onde a assinou. Um seu colaborador disse à revista Visão que a propriedade foi adquirida "através de permuta com um construtor civil".
Sendo impossível consultar a escritura pública da aquisição daquele lote da Urbanização da Coelha, o único interveniente deste processo que admite recordar-se da transacção é Teófilo Carapeto Dias, ex-adjunto de Cavaco e membro da Comissão de Honra da sua candidatura (tal como Fernando Fantasia): "a casa foi adquirida através de uma permuta de terrenos com um construtor civil." Mas Carapeto Dias não sabe quem é o referido vendedor, apesar ter sido um dos proprietários daqueles terrenos.
A casa de Cavaco tem três pisos, seis quartos (cinco são duplos) e seis casas de banho, piscina e 1600 metros quadrados de área descoberta. O Presidente da República usa a casa desde o verão de 1999 e refere-a no registo que entregou no Tribunal Constitucional. Mas a matriz não consta nem dos registos da Conservatória, nem do cartório notarial de Albufeira.
Fantasia e Oliveira e Costa, boa vizinhança
Muito perto da casa de Cavaco fica a de Fernando Fantasia, administrador de empresas do grupo SLN, que adquiriu a sua casa através da Opi 92, envolvida na compra pela SLN dos terrenos de Rio Frio semanas antes da decisão sobre a localização do novo aeroporto na Ota.
O lote 8, na rua perpendicular à de Cavaco, está registado em nome de Maria Yolanda Oliveira e Costa, a esposa do criador do BPN, de quem este se divorciou para proteger os seus bens depois de conhecidos os primeiros contornos do escândalo BPN. Segundo a investigação judicial, o banqueiro terá pago a casa sem gastar nada de seu, recorrendo a verbas do próprio banco (via Banco Insular de Cabo Verde, um «veículo financeiro» por onde circulavam operações fictícias).
A urbanização do ex-assessor
Segundo a Visão, Teófilo Carapeto Dias, quando trabalhava no gabinete de Cavaco Silva, em São Bento, adquiriu com outros sócios duas empresas off-shore (Griffin Enterprises Limited e Longin Limited, sedeadas em Gibraltar) que controlavam a Galvana, empresa que promovia a Urbanização da Coelha. O loteamento já estava em curso, promovido por dois dinamarqueses, que trabalhavam para uma empresa de Copenhaga que viria a falir. O investimento dos dinamarqueses estava afogado em dívidas e ameaça de penhora pelas finanças. Surge então uma sociedade, o Grupo Fonseca, que fica com os terrenos (alguns em fase adiantada de construção), em troca da salvaguarda de consequências criminais para os dinamarqueses endividados.
Teófilo Carapeto Dias admite que fez convites a potenciais interessados em lotes da Urbanização da Coelha. A sua intimidade com Cavaco esteve na origem do convite para adquirir um dos lotes.Esta não foi a única transmissão de propriedade na Coelha.
Teófilo Carapeto Dias, que comprou o seu lote em 1992, passou, em Dezembro do ano passado, a propriedade para a sua filha, celebrando simultaneamente com ela um contrato de "usufruto vitalício". O mesmo fez Fernando Fantasia. Com uma diferença. A filha deste comprou o seu lote à empresa OPI 92 (que era detida pelo pai e pela SLN), em Dezembro de 2007. No mesmo dia, o pai contratualizou o "usufruto vitalício" com a filha. (VISÃO, de 13 de Janeiro de 2011)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

BRIGADA VICTOR JARA / Ao romper da bela aurora

a escadaria de Odessa de "O Couraçado Potemkin"



O Couraçado Potemkin é um filme soviético dirigido por Serguei Eisenstein, datado de 1925.

O Couraçado Potemkin é a realização mais importante e conhecida do russo Serguei Eisenstein. O filme é considerado um marco na montagem cinematográfica. Filmado em 1925, o filme parte de um fato histórico de 1905 - rebelião de marinheiros de navio de guerra - para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares.

O filme é dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação tal de espaço-tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador. De forma a transcrever idéias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa "telhado" e outro, "esposa", a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.

A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.

Eisenstein foi precursor no uso de efeitos especiais, usou contrastes e relações de corte e montagem que ainda hoje servem como base para a realização de filmes experimentais.

Originalmente o filme teve uma partitura especialmente concebida pelo compositor alemão Edmund Meisel, que trabalhou em colaboração com Eisenstein. Com o passar dos anos o filme foi recebendo diversos acompanhamentos musicais, consoante as distribuidoras. Uma das versões mais conhecidas apresenta-o ilustrado pela Sinfonia nº 5 de Dmitri Chostakovitch. Em 2005 o filme ganhou uma versão sonorizada pela dupla britânica Pet Shop Boys em colaboração com a Orquestra Sinfónica de Dresden. Essa versão foi apresentada pela primeira vez ao ar livre na Trafalgar Square, de Londres.

Em uma de suas cenas, o filme Os Intocáveis, de Brian de Palma (1987), faz referência à cena da escadaria de O Couraçado Potemkin.

EVERYBODY HURTS....mensagem sempre actual

BREVES APRENDIZAGENS SOBRE POSTURAS NO TRABALHO

É sempre importante referir a prevenção de lesões provocadas pelo trabalho. Daí a informação sobre gestos profissionais repetidos, posturas incorrectas mantidas, sobrecargas sofridas. Os sintomas que o trabalhador apresenta então vão de uma dor localizada, á sensação de dormência ou formigueiro, peso, cansaço, fadiga ou desconforto. Os sinais são as cifoses dorsais e as lordoses lombares.
Manter uma mesma postura mais de 2 horas num horário de trabalho de 8 horas ou que ultrapasse mais de metade da amplitude de movimento da articulação é de evitar.
Vejamos algumas dicas posturais. Se trabalhador passa muito tempo sentado:
- manter o monitor do computador a uma distância entre 45 e 70 cm de distância e regular a altura da cadeira e a inclinação do encosto
- tente olhar sempre que possível para objectos, janela, que estejam a certa distância
- levantar-se cada 2 horas para pausa de 5 a 10 minutos, espreguiçar-se e inspiração profunda
- altura da mesa ao nível da altura dos cotovelos
- pés assentes no chão, pernas não cruzadas
Se trabalhador permanece muito tempo de pé ou transporta pesos:
- pés não juntos, um á frente do outro
- agachamento para levantar pesos, posição de avião

Estas pequenas orientações resultam de aplicação de conceitos da fisioterapeuta Marta Gomes.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

bonnie and clyde - a realidade e a lenda


Fotografia de Bonnie Parker e Clyde Barrow


Anúncio do FBI



Faye Dunnaway e Warren Beatty no filme de Arthur Penn (1967)

A 23 de Maio de 1934, uma patrulha de agentes policiais conseguiu atrair Bonnie & Clyde para uma emboscada numa estrada poeirenta da Louisiana, onde foram assassinados a sangue-frio.

Na América dos anos 30, da Grande Depressão e das Vinhas da Ira, Bonnie & Clyde, através dum conjunto de assaltos audaciosos a bancos, bombas de gasolina e lojas, conseguiram captar a imaginação do povo americano, tornando-se ícones duma contra-cultura de insubmissão e resistência.

75 anos depois, o FBI divulga 1000 páginas sobre o mais famoso casal de gangsters. O mesmo FBI que só foi capaz de emboscar e assassinar Bonnie & Clyde, através da clássica delação de associados menores...


Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot na canção Bonnie and Clyde

uma vergonha...com técnicos de saúde envolvidos!


AUMENTOS ABRUPTOS DE VACINAS E ATESTADOS

As vacinas internacionais recomendadas para viajantes, os atestados médicos para cartas de condução para condutores de pesados e as juntas médicas de incapacidade para obtenção de benefícios ficais são algumas das taxas que passarão a ser acentuadamente mais caras a partir de segunda-feira, dia 17.
O aumento das taxas, que foi fixado por decreto-lei, ontem publicado em “Diário da República”, regista, nalguns casos, uma percentagem quase impossível de calcular. O exemplo mais paradigmático é o da vacinação internacional obrigatória para os viajantes com destino a determinados países. Até agora, a todas as vacinas era aplicada uma taxa de 15 cêntimos, mas quando o decreto-lei entrar em vigor a vacinação contra a febre amarela e a encefalite japonesa passa a custar 100 euros ao utente. A vacinação contra a febre tifóide e meningite tetravalente custará 50 euros.
Além da actualização do preço das vistorias relacionadas com a sanidade marítima e dos pareceres para os estabelecimentos comerciais (que passam de seis para 100 euros ou 400 euros), há ainda a salientar outro aumento brutal das taxas relativas á concessão de atestados médicos. Os valores fixados para os atestados para renovação de cartas de condução para veículos das categorias Ce D 8pesados de mercadorias e passageiros) aumentam de 2,99 euros e 5,98 euros para 20 euros.
Quanto às juntas médicas, que atestam a incapacidade de cidadãos com deficiência para fins relacionados com benefícios fiscais (ou atribuição de dístico para estacionamento automóvel) o preço passa de 90 cêntimos para 50 euros.
“Eram preços irrisórios, que estavam fixados há décadas, e devem agora reflectir o custo dos meoios técnicos e humanos utilizados”. Justificou ao JN Etelvina Calé, consultora da Direcção Geral de Saúde, que colaborou na elaboração do diploma.
(em JN de 12 de Janeiro de 2011)

DOSSIER ANIMAIS ESC. SEC. BALTAR

REQUERIMENTO

Á Autoridade de Saúde de Paredes

Cristiano Manuel Soares Ribeiro, membro da Asssembleia Municipal de Paredes, residente na Rua Dr. José Bragança Tavares, 85- 4º Dt Paredes, teve conhecimento que na Escola Secundária de Baltar, concelho de Paredes, existem no interior seu vários animais -porcos, galinhas, cães, cágados- separados da comunidade escolar por pequenas vedações.
As condições de higiene são muito duvidosas e agravadas por um cheiro insuportável que degrada profundamente o dia-a-dia da escola.
A denominada Quinta Pedagógica constitui por isso um espaço a meu ver ilegal, de funcionamento irregular, sem controlo higiénico, sem profissionais habilitados para o assegurar.
Solicito que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:
1. Que conhecimento tem a Autoridade de Saúde desta situação?
2. Que medidas pretende tomar no sentido de resolver os problemas expostos?
Paredes, 17 de Novembro de 2010

CRISTIANO RIBEIRO

RESPOSTA A REQUERIMENTO

Nossa referência 16/11ASP Data 10/01/2011

Assunto : Reclamação – Alojamento de animais na Escola Secundária de Baltar

Cumpre-me informar que no dia 07-01-2011 e no sentido da averiguação dos motivos de reclamação referente ao alojamento de animais na Escola Secundária de Baltar, foi realizada uma vistoria ao local. Após a realização do Auto de Vistoria o mesmo foi enviado ao reclamado no âmbito do código de procedimento administrativo para audiência prévia. De seguida o mesmo será enviado à Câmara Municipal de Paredes e à Autoridade Veterinária Municipal para a realização de uma vistoria conjunta no sentido de se averiguarem questões de licenciamento e de bem estar animal.

Com os melhores cumprimentos, pessoais

A Delegada de Saúde do ACES Tâmega II - Vale do Sousa Sul
(Dr.ª Fátima Marques)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fazer tudo. Um bom estimulo em Lisboa





Francisco Lopes com cerca de 300 apoiantes nas ruas da capital
Campanha comunista à solta em Lisboa

Por Nuno Sá Lourenço (Jornal Público)

Os cerca de 300 apoiantes de Francisco Lopes que se concentraram na Paiva Couceiro para descer a Rua Morais Soares (Lisboa) numa arruada, conseguiram mais do que irritar os condutores que ao fim do dia tentavam regressar a casa. Deixaram a descoberto a diferença no arranque das campanhas eleitorais de Lopes e Manuel Alegre.
Juntar centenas num dia de semana em Lisboa não é habitual nem para a oleada máquina comunista. A recepção ao candidato, que se mostrou muito activo no contacto com os transeuntes, foi calorosa. “Vamos para a frente, que para trás já eu andei muito”, ouviu de uma mulher que passava.

À medida que distribuía abraços e folhetos recebia de volta apertos de mão e apoios. Os suficientes para terminar na Praça do Chile a falar num “mar de gente” e capitalizar o ajuntamento na capital: “Cada vez que venho à rua sinto o desejo de mudança nas pessoas. Por isso digo, não se calem no dia 23", afirmou Lopes

"Camarada faz tudo o que puderes!"
por Eva Cabral (DN)

"Camarada faz tudo o que puderes!", sussurrou o senhor Custódio a um Francisco Lopes que já sem esconder a emoção respondeu, também em voz baixa, "lutarei até ao limite das minhas forças".
A visita à associação de reformados, na Quinta de S. José, em Sacavém, foi um momento particularmente tocante para o candidato presidencial apoiado pelo PCP. Emocionado e sem o esconder reencontrou camaradas de muitas lutas, hoje reformados e a receber pensões que Francisco Lopes considera "uma vergonha para quem trabalhou anos a fio". Pediu-lhes um voto de castigo aos que "dizem que tem de ser assim porque o país não tem dinheiro".
No final da visita o candidato deixou um recado: "Passem a palavra a quem não acredita e está de braços caídos. É preciso votar a 23 de Janeiro para no dia 24 termos a consciência de que fizemos tudo o que era possível".

Poesia



Chove, de José Gomes Ferreira, por Mário Viegas

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (II)

Vá bater a outra porta

Uma senhora aproxima-se do Presidente da República e fala-lhe de pobreza. Da sua pobreza. Cavaco Silva começa por atacar os adversários, que o criticaram por usar a pobreza em campanha. Depois responde: "vá a uma instituição de solidariedade que não seja do Estado".

Para quem não se recorde: o cidadão Cavaco Silva ocupa um cargo. Ele é o chefe de Estado. Ou seja, ocupa o cargo máximo do Estado. E explica à senhora que não deve, para resolver o seu problema, procurar a entidade que ele dirige e para a qual pagamos impostos para, entre outras coisas, combater a pobreza.

Cavaco Silva, o Presidente, não representa o Banco Alimentar contra a Fome ou a Caritas. Representa o Estado. E demite esse mesmo Estado, naquela frase, das suas funções sociais. E com isso demite-se ele próprio das suas obrigações.

Para quem não se recorde: o cidadão Cavaco Silva é candidato a um cargo político. Mas não responde com escolhas e soluções políticas concretas pelas quais tem responsabilidades, mesmo que de representação. Responde, mandando a senhora procurar a caridade de outros. Cavaco não se limita a demitir-se do seu papel de homem de Estado. Demite-se do seu papel de político.

Esta episódio vale mais do que mil discursos. Cavaco expõe o seu programa contra a pobreza: a caridade. O papel que reserva para o Estado no combate à pobreza: a demissão. E a sua utilidade como político: nenhuma. Se é para termos um chefe de Estado que manda os portugueses que sofrem os efeitos mais dramáticos da crise bater em porta alheia, o mais longe possível do Estado que ele representa, para que precisamos nós dele?

Publicado no Expresso Online
por Daniel Oliveira

God Is An Astronaut-In The Distance Fading



Novamente GOD IS AN ASTRONAUT, agora de 2010

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

humor



O Humor do colombiano Vladdo

uma oportunidade









Agora que a Direcção da ETA põe fim á luta armada e declara o cessar fogo incondicional, declaro-me solidário com a esquerda basca, autonomista e progressista que recentemente saiu á rua em Bilbao para lembrar os presos políticos bascos. E que não vê na violência instrumento de libertação.

EPIDEMIA DE CÓLERA NO HAITI

Cubanos trataram 40 por cento dos infectados

A brigada de profissionais de saúde enviados por Cuba para o Haiti já tratou mais de 30 mil infectados pela epidemia de cólera que, desde o início de Outubro, se propaga pelo país. Espalhados por 40 locais diferentes, os 1200 cubanos são responsáveis pelo atendimento de cerca de 40 por cento do total dos casos registados, número que envergonha os governos das principais potências capitalistas, palavrosos quando os focos estão acesos, incumpridores quando as objectivas e câmaras se afastam.
Acresce que os médicos e enfermeiros cubanos estão no Haiti desde o terremoto de 1998, prestando auxílio à população enquanto se sucedem catástrofes naturais e políticas.
Quando, no início do ano passado, um novo sismo devastou o país matando centenas de milhares de pessoas e deixando milhões de desalojados, os brigadistas cubanos já se encontravam no território, e nele permaneceram mesmo quando a maioria das equipas médicas estrangeiras abandonaram o país.
Desde o final dos anos 90, Cuba já formou gratuitamente mais de cinco centenas de médicos haitianos.

Declarações polémicas

Paralelamente, o ex-representante especial da Organização de Estados Americanos (OEA) para o Haiti, Ricardo Seitenfus, reiterou as críticas à presença militar internacional no país, censura que lhe valeu, precisamente, a destituição do cargo.
Para Seitenfus, as palavras que em Dezembro proferiu a um jornal suíço continuam a fazer sentido, já que, insistiu, «o Haiti não precisa de tantos soldados» mas de «engenheiros, técnicos e perspectivas de desenvolvimento socioeconómico», disse, voltando a referir-se à desproporcionada presença de soldados de vários países no âmbito da Missão da ONU para a Pacificação do Haiti.
«O Haiti não pode ser apenas cooperante da sua história. Tem de ser o centro [de decisão] da sua história», salientou o diplomata cujo mandato terminava no próximo mês de Março
(em AVANTE)

domingo, 9 de janeiro de 2011